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Capital Inicial lança sua nova turnê no Espaço das Américas em SP

Fotos: Tamires Naiane
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exto: Silvia Sant’anna

Na noite de sábado dia 16, aconteceu a estreia da nova turnê Sonora da banda Capital Inicial, no Espaço das Américas, a banda escolheu a cidade de São Paulo para dar início a sua nova turnê que vai passar pelas principais cidades do Brasil. O show de estreia contou com cenário e iluminação completamente reformulados, Capital Inicial é uma das poucas bandas do gênero que iniciou suas atividades na década de 80 e ainda se mantém ativa e atual.

O frio não atrapalhou os fãs, a casa estava cheia e os mesmos super animados para a grande noite de estreia, o show começou por volta das 23:30h e teve o novo single da banda Não me olhe assim, além das músicas que já fazem parte do repertório como Primeiros Erros, Natasha, A Sua Maneira, Olhos Vermelhos, Depois da meia noite, Que país é esse, Independência entre outros grandes sucessos da banda no decorrer de um pouco de mais de duas horas de show.

Não me olhe assim é a nova composição assinada por Dinho Ouro Preto, com o habitual parceiro Alvin L. produzido por Lucas Silveira (da banda Fresno) em um estúdio na cidade de São Paulo (SP), a música é rock com refrão pop o que sem dúvida vai cair no gosto do público.

Link da música Não me olhe assim:

A turnê que leva o nome do novo álbum da banda Sonora conta com 12 músicas inéditas e ainda não tem data de lançamento.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos a Talento Comunicação pelo fornecimento da credencial.

NERVOSA APRESENTA DOWNFALL OF MANKIND A IMPRENSA: UM ALBUM BRUTAL, PESADO E MONSTRUOSO

Por: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 10 de junho, aconteceu no Estúdio Som, região de Pinheiros, capital paulista a audição do mais novo álbum do trio feminino que vem ganhando destaque por onde passa em shows, tours e festivais mundo a fora. A banda de trash metal Nervosa divulgou para a imprensa seu mais novo trabalho, esse que é o terceiro da carreira intitulado Downfall of Mankind. A imprensa compareceu em peso para prestigiar o evento e ouvir das meninas o que tem a dizer sobre o novo trabalho. E é claro que o Ponto ZerØ não ficou de fora do evento e compareceu para poder dar aquela força a cena e ao novo trabalho.

Para este terceiro disco, a banda veio com força total. Juntamente com o produtor Martin Furia que já trabalhou com Destruction, Flotsam & Jetsam e Evil Invaders, a banda veio com uma novidade para este álbum: a estreia de Luana Dametto na bateria, deixando sua marca registrada neste trabalho. Deve-se destacar também as participações de João Gordo, o guitarrista Michael Gilbert do Flotsam & Jetsam, e o baterista Rodrigo Oliveira do Korzus.

Por mais que o disco já tinha sido lançado em alguns lugares ao redor do mundo no início de junho, procurei não ouvir antes e sermos surpreendidos por este novo disco na audição, mas em resumo o que pode-se dizer do disco é que o mesmo está surpreendente e um trabalho impecável, por mais que houvessem empecilhos nas gravações, onde cada uma gravou em suas respectivas “bases” para no fim, concluir os trabalhos com o produtor.

Sem mais delongas, a audição iniciou com a Intro do disco, no qual já expõe o cartão de visitas da banda, literalmente colocando a porrada na cara de todos que ouvem, algo bem clássico e que fazem muito bem, onde a mesma é o gancho da segunda faixa do disco chamada Horrordome. A vocalista da banda Fernanda Lira explicou a inspiração da música. “A letra fala da paralisia do sono, onde me inspirei em um documentário que assisti na Netflix chamado The Nightmare onde é bastante interessante entender sobre a paralisia do sono” Mais adiante, comentou sobre a introdução: “Nós colhemos alguns sons que pudessem reproduzir barulhos que as pessoas ouvem quando possuem a paralisia do sono e frases extraídas deste documentário“.

Em seguida, foi apresentada a faixa Never Forget, Never Repeat, primeiro single do disco, no qual foi feito a divulgação para todas as mídias antes do lançamento do disco. Uma música agressiva, rápida e no qual é perceptível a técnica de bateria que é fora do comum. A inspiração para a música é sobre as pessoas que perderam suas vidas por injustiças, guerras, entre outras catástrofes e que mesmo com essas adversidades, o ser humano tem a tendência a continuar a cometer os mesmos erros. Fernanda comentou também que se inspirou em documentários que retratavam as lutas de Martin Luther King, ativista político americano e também sobre os prisioneiros judeus que ficavam nos campos de concentração em Auschwitz, sul da Polônia.

A quarta faixa do é Enslave no qual gostei bastante em relação as viradas que constam na mesma e os riffs de guitarra que são matadores e que deram um up a música. Após a execução, a Fernanda mencionou de onde veio as inspirações para a música, onde o tema central é a escravidão, onde em um contexto geral, o ser humano para sobreviver necessita de realizar diversos meios de exploração e dificilmente, há a devida consciência de reduzir esses recursos em prol das futuras gerações que irão habitar a Terra, e em meio a essa exploração, as necessidades, ficamos a mercê desta escravidão.

Bleedingé mais uma porradaria sem precedentes. Com viradas insanas, riffs corridos e uma voz brutal, tudo se encaixou nesta música. Música essa que foi composta pela guitarrista Prika Amaral, onde mencionou que as inspirações tratam-se dos conflitos que as pessoas enfrentam no cotidiano. “A música fala de um conflito pessoal onde nos dias de hoje ficamos com diversas preocupações na cabeça e também como as coisas acontecem de forma rápida, onde isso gera ansiedade, agonia de que as coisas não estão acontecendo no nosso tempo“.

And Justice For Whom? É bem dinâmica e que imprime uma naturalidade da banda em impor um peso e técnica a música (não é essa como as outras). O refrão é um destaque a parte: bem viciante. A música tem por cunho a luta por justiça, onde por muitas das vezes é distorcida pela sociedade, pelos legisladores e até mesmo pelo próprio judiciário. Por isso que o título questiona o ouvinte: Justiça para quem?

Vultures mostra ser uma música mais cadenciada conciliando o estilo pesado da faixa com os riffs de guitarra que casaram muito bem, além dos solos muito bem elaborados. A música fala de uma certa mania em que certas pessoas tem de olhar, compartilhar vídeos e fotos de cenas de catástrofes de pessoas, fotos de pessoas mortas e afins.

Kill the Silence volta com a pancadaria tradicional da banda. Tem um refrão bastante viciante, bateria sem precedentes e as linhas de baixo ficaram muito bons. Essa música foi o último single divulgado e com videoclipe com uma ótima produção. A música fala sobre o abuso em um contexto geral. A guitarrista Prika Amaral comentou sobre escolher esta música para fazer o clipe, e assim, iniciar a divulgação do novo álbum: “Nós escolhemos esta música para fazermos o clipe pois a consideramos a mais completa em termos de um refrão legal, de um solo legal, de riffs que mais simbolizam o disco para lançar de primeira“.

No Mercy remete bastante ao metal europeu, a bateria quebrando tudo e os solos ficaram impecáveis. Também a considero uma das melhores do álbum, onde pode ser um belo de um cartão de visitas. A faixa fala de um assassino frio, calculista e sem sentimentos.

Raise Your Fist vem também com uma porradaria bem pesada, onde os vocais marcam sua devida presença, dando destaque e a técnica de bateria, música essa também com um ótimo refrão. A música fala sobre ativismo com referencia a grandes personagens da história como Martin Luther King, Mahatma Gandhi entre outros.

Fear, Violence and Massacre não foge muito das características da faixa anterior, uma pegada mais agressiva, direta onde bateria e guitarra mostram sua eficiência e coesão. Ótima música.

Conflict é uma música que retrata, segundo palavras de Prika Amaral sobre o fato das pessoas juntarem recursos financeiros para o futuro e não aproveitarem os momentos presentes, onde mediante a esta atitude, não se sabe se esse futuro irá chegar. Prika participa como backing vocal nesta faixa, onde os vocais dão destaque ao se perceber a diversidade no timbre, algo que vem sendo corriqueiro nas músicas e torna-se o trabalho mais interessante de se ouvir.

Cultura do Estrupo vem com uma pegada bem tradicional da banda, onde é possível perceber mais uma vez o entrosamento de bateria e guitarra nesta música e nela há uma participação mais que especial do João Gordo que dispensa apresentações.

Selfish Battle é a faixa bônus que encerra o álbum e aqui deve-se fazer um destaque ao vocal limpo da Fernanda Lira, algo que não tinha ouvido antes e a Prika causando bastante nos solos muito bem elaborados.

Após a audição no Espaço Som e também ouvindo o álbum durante a realização desta matéria, pode-se perceber que o Nervosa deu um grande passo para a consolidação da banda no cenário do metal brasileiro, ainda mais expandindo seus trabalhos no exterior com shows e turnês. Um álbum bem elaborado, com um processo criativo fora do comum e ainda mais com um sangue novo na banda – me referindo a Luana Dametto – a banda não se acomodou em fazer um simples álbum, aprimorou o som, sem perder sua identidade e como sempre e necessário, abordando temas da sociedade como estupro, escravidão, justiça e igualdade, temas esses que poucas pessoas ou grupos tem coragem de colocar a cara a tapa e expor tudo isso. Parabéns as meninas pelo ótimo trabalho e continuem firmes no trabalho pois o futuro tende a ser promissor.

O Nervosa inicia os trabalhos de divulgação do novo disco com shows no mês de junho: em São Paulo dia 15, Recife no dia 16 e Belo Horizonte no dia 17

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Luciano Piantonni pelo fornecimento das credenciais.

Tracklist:

  1. Intro
  2. Horrordome
  3. Never Forget, Never Repeat
  4. Enslave
  5. Bleeding
  6. … And Justice for Whom?
  7. Vultures
  8. Kill the Silence
  9. No Mercy
  10. Raise Your Fist!
  11. Fear, Violence and Massacre
  12. Conflict
  13. Cultura do Estupro
  14. Selfish Battle

Site Oficial: http://nervosaofficial.com/
Facebook: https://www.facebook.com/femalethrash
Assessoria: https://www.facebook.com/lpmetalpress/ (LP Metal Press)
E-mail: nervosathrash@gmail.com

OVERDOSE – SESC BELENZINHO – 26 DE MAIO DE 2017

Por Thiago Tavares

No último dia 26 de maio, o SESC deu continuidade ao projeto Música Extrema trazendo ao palco da Comedoria bandas do gênero rock e heavy metal e neste dia, tudo conspirava para que o local recebesse um público menor devido ao estouro da greve dos caminhoneiros, onde vem atrapalhando a vida dos brasileiros nos últimos dias. Eu disse conspirava, pois, a força da cena do heavy metal nacional falou mais alto e o público compareceu, em suas devidas expectativas, para o show de umas das bandas de heavy metal/progressivo de maior reconhecimento na região de Belo Horizonte (MG).

Fundada em 1983, a banda lançou o seu primeiro trabalho em 1985 com uma das lendas do heavy metal nacional: Sepultura intitulado Século XX/Bestial Devastation. Depois deste pontapé de respeito para iniciar a história da banda, começaram a rolar os shows e turnês Brasil a fora, com participações do próprio Sepultura em sua primeira tour. Entre idas e vindas, paradas e retomadas nestes 35 anos, em 2017, a banda voltou com tudo, realizando shows e relembrando os principais sucessos, e o SESC claro, aproveitou o embalo dessa galera para chamar e tocar o terror na unidade do Belenzinho.

A banda Overdose subiu ao palco pontualmente as 21:30, trazendo consigo um repertório de nada mais nada menos que 35 anos de carreira, onde uma parcela dessa trajetória foi devidamente apresentada a galera.

Atualmente formado por Cláudio David (guitarra), Pedro Amorim “Bozó” (vocal), Sérgio Cichovicz (guitarra), Bernardo Gosaric (baixo) e Heitor Silva (bateria), o Overdose iniciou os trabalhos executando a introdução The Front do álbum Scars de 1995, uma introdução que gosto bastante com diversas batidas diversificadas, algo que lembra elementos da música brasileira, o que é legal, onde não se foge das raízes sem perder a devida sonoridade.

Em seguida, emplacaram dois clássicos do álbum Progress of Decadence para agitar a galera: Rio, Samba e Porrada no Morro e Street Law, músicas essas também com elementos e ritmos brasileiros e tribais que foram inclusos no Trash Metal, principalmente em sua parte percussiva.

Logo após, apareceram no set as duas primeiras faixas do álbum Scars: My Rage e Manipulated Reality, músicas essas comemoradas pelo público presente.

Durante os intervalos entre as músicas, o vocalista Bozó fazia piadas, tirava um sarro, fazendo caras e bocas para o público, com o mineirês arrastado em seu sotaque, mas teve momentos em teve a hora de falar sério, agradecendo as pessoas que estavam presentes, mesmo com todos os problemas de deslocamento que a galera teve para chegar ao SESC Belenzinho.

Após essa interação com o púbico, o show deu continuidade com How to Pray do álbum Scars, sem sombra de dúvidas uma das melhores do álbum e a execução ao vivo foi fora do comum. Logo após foram executadas três músicas do álbum Progress of Decadence, músicas essas que tem por destaque seus riffs inconfundíveis, onde no show em questão, o trabalho do Cichovicz e do David foi sensacional em músicas que exigiam maior destaques nesses riffs.

Com o show perto do fim, o povo aclamava por mais clássicos, que fossem executadas músicas dos primeiros álbuns, ainda dos anos 80. Enfim, para não decepcionar os fãs, os pedidos foram prontamente atendidos. A primeira foi Anjos do Apocalipse do álbum Século XX. E por fim, foi tocada Última Estela do álbum …Conscience… onde a galera foi ao delírio e cantou junto com a banda, afim de encerrar a participação com chave de ouro.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Jaqueline Guerra da assessoria de imprensa do SESC Belenzinho pelo fornecimento das credenciais.

SETLIST – OVERDOSE – SESC BELENZINHO
The Front
Rio, Samba e Caju
Street Law
My Rage
Zombie Factory
Manipulated Reality
How to Pray
Faithfull Death
Progress
Anjos
Última Estrela

ANGRA VOLTA A CAPITAL PAULISTA EM TURNÊ DE DIVULGAÇÃO DO CD ØMNI NO CARIOCA CLUB

Texto: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 19 de Maio, no Carioca Club, no bairro de Pinheiros, mais um show do Angra em São Paulo, mas com algumas modificações em relação ao realizado no SESC Belenzinho no qual acompanhamos também, onde foi um sucesso.

Primeiramente, deve-se estranhar a citação da casa sendo que estava marcado no Espaço Victory, na Penha, região Leste de São Paulo. Os fãs foram surpreendidos com a transferência do show para o Carioca, uma vez que a Prefeitura de São Paulo caçou a licença de funcionamento do Victory, impedindo-se assim de fazer o show lá e foi a aquela correria para achar um novo local. E aqui deve-se abrir parênteses citar o profissionalismo da Agência Sob Controle, que contornou a situação de forma pontual e rápida, transferindo o show para o Carioca. Imagina o que seria da galera em saber que o show fosse cancelado?

Mas problemas devidamente solucionados, a questão que ficou era se o público iria comparecer mesmo com essa mudança (o anúncio foi realizado dois dias antes da data prevista) ainda mais com Virada Cultural e demais eventos rolando na região.

Eu e o fotógrafo Felipe Domingues chegamos ao local um pouco antes das 18:00 e a Cardeal Arcoverde já estava movimentada de gente para entrar na casa e presenciar mais um capítulo de uma nova fase do Angra, que vem empolgado após o lançamento do disco Ømni com mais de cem shows mundo a fora e recebendo o devido reconhecimento do trabalho recente por onde passam.

Mas antes dos caras pisarem no palco e quebrarem tudo, teve a banda de abertura. Mas não era uma banda qualquer. Uma banda de muito respeito pela qualidade musical de um estilo que ainda é pouco difundido no Brasil por bandas brasileiras, mas atualmente, é uma das referências do folk metal brasileiro.

De Varginha, no triângulo mineiro, o Tuatha de Danann abriu os trabalhos no Carioca Club, com The Wanderings Of Oisin. Além dela, tocou os maiores sucessos em 24 anos de carreira e a galera gostou bastante do repertório escolhido. O grande destaque no show do Tuatha ficou com a participação da vocalista do Torture Squad May Puertas cantando a última música da participação dos mineiros em Finganforn Pena que eles tiveram 45 minutos, mas que agradaram bastante quem estava na casa e fez o devido papel de aquecer os motores do que viria logo após.

Uma pausa breve para os ajustes básicos para a próxima atração e pontualmente as 20h10 min sobe ao palco o Angra, banda que dispensa apresentações e já iniciam o show quebrando tudo e mostrando para o que veio, dando assim o recado que não estavam em brincadeira. Começaram com um clássico do álbum Holy Land (1996): Nothing To Say. A galera foi a loucura com a música, onde percebi que a energia entre os integrantes da banda era constante. Parecia que era uma banda que de longe se recorde das oscilações de ascensão e quedas, um grupo mais unido e disposto em apresentar uma proposta musical mais forte e incisiva.

Após um clássico, foi executado o primeiro single divulgado pela banda do novo disco. Travelers of Time literalmente conquistou o público, resgatando assim as principais características da banda: um power metal pesado, rápido e que na qual mostra o potencial vocal de Fabio Lione.

Outra música que praticamente não pode mais faltar nos shows e que caiu nas graças da galera na interpretação de Lione é Angels And Demons (2004), onde no qual começou a entrar no set da banda ano passado e que entre idas e vindas, acabou ficando e no show em questão, a galera aprovou a atuação.

Em seguida, uma dobradinha entre uma música recente e um clássico: Newborn Me (2014) e Time (1993), onde a primeira música foi executada sem devidos mistérios ou novidades, uma música contagiante e forte. Já em Time, com um arranjo um pouco diferente do original, mas original e criativo, fez a galera mais nostálgica vibrar e cantar junto.

Um pouco mais adiante, foi executada a música que praticamente é um chiclete do mais novo álbum e que tive curiosidades em ouvir ao vivo: Insania. E o povo foi ao delírio, sonoridade bastante cadenciada, a ação do baterista Bruno Valverde que dá um up a música…uma execução perfeita e satisfatória que com certeza ao longo da turnê vai fazer muita gente ouvir essa música por mais e mais vezes.

E em falar em Bruno Valverde, o mesmo deu um show em seu solo, mostrando sua versatilidade e habilidade. Ele que vem de uma nova safra de bateras, Valverde interagiu com o público que se empolgou com a apresentação e não só na sua apresentação, mas sua participação nesta nova fase do Angra está sendo de grande importância, substituindo nomes de peso como Ricardo Confessori e Aquilies Priester.

Após o batera dar um “tostão” de suas habilidades, veio uma novidade no set, a música que mal foi lançada e gerou polêmicas devido a participação de Sandy e que depois da primeira execução, os críticos de plantão tiveram que engolir a seco. Black Widow’s Web foi muito bem executado no show. Mediante a falta da Sandy, ficou a cargo de Rafael Bittencourt fazer a difícil missão de colocar-se no lugar dela e Fabio Lione nas intervenções de Alissa White Gluz, mostrando mais uma vez sua diversidade nos vocais.

E não poderia faltar no set uma música interpretada pelo fundador da banda nesse show, no qual considero uma das melhores músicas do Ømini no que diz respeito a esse divisor de aguas que a banda passa.  Ømini – Silence Inside é uma música que oscila de algo mais leve e calmo feito pelo Rafael Bittencourt e a parte mais forte, rasgada do Lione e com um arranjo fora do comum.

O fim do show, não poderia ser melhor. A trinca de clássicos que todo fã do Angra respeita, canta e vibra até perder a voz: Rebirth (2001), e Pot-Pourri de Carry On (1993) e Nova Era (2001), clássicos estes que nos remetem aos anos de ouro do Angra, mas perante o último trabalho feito, podemos sim ver um novo Angra no mercado, um Angra mais audacioso e com mais garra para angariar novos projetos, fazer novos sons, sem perder a essencialidade de antigamente, mas fazendo um som de qualidade e que não fique devendo a ninguém.

Além desse show, o Angra tem mais três datas marcadas em São Paulo: dois em Santo André, no Grande ABCD, nos dias 06 e 07 de Julho no SESC Santo André e no dia 21 de Julho no Tom Brasil em São Paulo para a gravação de DVD deste trabalho.

Em nome da equipe do Ponto ZerØ, agradecemos a Juliana Cruz Prado da Silva, Damaris Hoffman e o Tatá da Agencia Sob Controle pelo credenciamento.

Set List – Tuatha de Danann
The Wanderings of Oisin
We’re Back
Believe: It’s True!
Rhymes Against Humanity
Tan Pinga Ra Tan
The Dance of the Little Ones
Finganforn

Set List – Angra
Nothing to Say
Travelers of Time
Angels and Demons
Newborn Me
Time
Light of Transcendence
Acid Rain
Storm of Emotions
Insania
Drum Solo (Bruno Valverde)
Black Widow’s Web
Upper Levels
ØMNI – Silence Inside
Ego Painted Grey
Lisbon
Magic Mirror
Rebirth
Carry On / Nova Era

ANGRA no SESC BELENZINHO!

Texto: Edu Carvalho
Fotos: Daniel Ometo

04 de maio de 2018, estreia do Angra em terras tupiniquins na tour do seu mais novo álbum ØMNI.

O local escolhido foi o SESC Belenzinho, dentro da sua comedoria. O verdadeiro estilo Angra, local bem família, acolhedor e cheio.

Após os anúncios do SESC, somos agraciados com Bruno Valverde posicionando-se atrás da bateria. Na sequência Rafael Bittencourt (guitarra e líder da banda), Felipe Andreolli (baixo), Marcelo Barbosa (guitarra e mais novo integrante do Angra) e Fabio Lione (vocalista) adentram o palco e já emendam o eterno clássico Nothing To Say, petardo do “Holy Land”. Nem começou e a noite já estava ganha. Uma execução sensacional, Lione evoluiu muito como vocalista do Angra, dominou a música como se fosse da sua fase da banda. A troca de energia entre público e banda era visível. Clássico absoluto. Escolha perfeita para abertura de show!

Na sequência somos agraciados com a primeira de muitas músicas do novo trabalho “ØMNI”, Travelers Of Time. Com seu refrão grudento, já parecia uma velha conhecida do público, que cantava a plenos pulmões. Com certeza ficará por muitas turnês nos setlists da banda.

Após uma música da fase Andre Matos, uma da fase Lione, somos apresentados a fase Edu Falaschi com Angels and Demons (Temple Of Shadows), faixa esta que dispensa comentários. Agita o público 100% do tempo, com destaque para Bruno Valverde, com uma execução ímpar da música.

Emendam Newborn Me (Secret Garden) e na sequência temos outra novidade Light Of Transcendence. As novas músicas funcionam muito bem ao vivo, e além do entrosamento da banda, que aparenta estar em perfeita harmonia no palco durante todo o tempo, temos uma impressionante resposta do público, pulando, cantando, punhos em riste, uma grande aceitação pelas novas faixas introduzidas.

Uma dobradinha contagiante nos é apresentada com Acid Rain (Rebirth) e Final Light (Secret Garden). Após, temos a faixa do mais novo clipe da banda, sim Insania também nos foi apresentada. O seu estilo cadenciado, funcionou muito bem ao vivo, não deixou a peteca cair em momento algum. Outra novidade com potencial de sobreviver a muitas turnês.

Outro “clássico” que nunca falta em nenhum show do Angra finalmente deu as caras, o Drum Solo. Bruno Valverde mostrou toda sua técnica, com um solo contagiante, brincando com o público e ao mesmo tempo demonstrando muita técnica. Ele foi de longe uma escolha extremamente acertada da banda. O “menino” é muito bom.

Após, temos outro momento solo, desta vez do líder do Angra, Rafael Bittencourt. Posicionado no centro do palco somos apresentados a parte acústica do show. Somos agraciados com a belíssima Lullaby For Lucifer (Holy Land). Emocionante do começo ao fim. Música curta e potente. Os fãs “old school” agradecem com certeza por este momento. Na sequência, de acordo com o setlist teríamos Gentle Change, porém, após pedidos do público Rafael a trocou por outra belíssima canção da fase Andre, Reaching Horizons (Freedom Call). Duas grandes surpresas cantadas em uníssono por todos presentes no SESC Belenzinho. Emoção define o sentimento após a dobradinha acústica.

War Horns, faixa que em estúdio contou com a participação de Kiko Loureiro vem na sequência. Senti o público meio parado nesta, talvez se tivessem invertido a ordem e posto Lisbon (Fireworks) após o acústico e ela na sequência, a aceitação e agitação tivessem sido maiores, porque sim, Lisbon não permite que uma única alma fique parada. Difícil imaginar um show do Angra sem ela. Magic Mirror, outra novidade encerra a primeira parte do show.

O Bis começa com Rebirth, do álbum de mesmo nome. Sou suspeito para falar sobre esta música, a minha favorita do Angra, mas posso dizer que Lione consegue transmitir todo o sentimento desta belíssima canção. A noite já poderia ter encerrado ai mesmo, com chave de ouro, mas a banda ainda nos agraciaria com mais uma dobradinha: Carry On/ Nova Era. Aqui temos um problema, Lione melhorou a sua performance em Carry On, porém, fica nítido que ela só é mantida no setlist para evitar reclamações de alguns fãs. Nitidamente ela poderia ser trocada por algo mais confortável para o poderoso vocal do italiano, e que fosse tão clássico quanto. Na sequência Nova Era encerra de forma perfeita uma noite extasiante.

O novo disco ØMNI é potente, a banda é habilidosa e entrosada, porém, o setlist é muito curto. O Angra poderia aumentar o set, poderia alterar algumas músicas tocadas que se arrastam desde que foram lançadas. Assim como hoje temos uma nova formação, poderíamos ter uma nova leva de músicas nos setlists. Seria tão ousado quanto é o novo trabalho de estúdio, tão ousado como o Angra sempre foi.

Showzaço que merece ser assistido por qualquer amante do Metal.

  1. Nothing To Say
  2. Travelers Of Time
  3. Angels And Demons
  4. Newborn Me
  5. Light Of Transcendence
  6. Acid Rain
  7. Final Light
  8. Insania
  9. Drum Solo
  10. Lullaby For Lucifer
  11. Reaching Horizons
  12. War Horns
  13. Lisbon
  14. Magic Mirror
  15. Rebirth
  16. Carry On/ Nova Era

ESQUADRÃO DE ZUMBIS AGITA PÚBLICO NO FABRIQUE CLUB EM SÃO PAULO + ENTREVISTA COM RENE SIMIONATO

Por Thiago Tavares

No último dia 24 de fevereiro aconteceu no Fabrique Club, na Zona Oeste de São Paulo o penúltimo show da tour Esquadrão de Zumbis formado pelas bandas Zumbis do Espaço e a clássica banda de trash metal Torture Squad e claro que o Ponto ZerØ não poderia faltar a esta festa regado a muito metal com um mix de punk rock, metal e country dos caras dos Zumbis.

Até então não conhecia nenhuma casa de shows do gênero de rock na região Oeste antes de conhecer o Fabrique, mas aparentemente foi o primeiro show no qual a casa abriu as portas para o estilo, casa essa de médio porte, ambiente bem legal para se divertir e que horas mais a frente lotaria para ver duas correntes do rock nacional.

Entretanto essa resenha é mais do que descrever um show assim como fazemos em outras matérias. Quando solicitamos o credenciamento, fomos informados que estava em pauta além da matéria tradicional uma entrevista exclusiva com o guitarrista do Torture Squad Rene Simionato. Aí penso: “Que responsabilidade! Uma entrevista? Nunca tinha feito na vida, era mais fácil eu ser entrevistado para arranjar um trabalho!”. Mas arregaçamos as mangas e fomos a luta afim de saber o que ele pensava sobre tocar em uma das bandas mais conhecidas e respeitadas do cenário nacional. Passaram-se os dias, surgiram as sugestões, muitas anotações, rascunhos e depois de muitas folhas amassadas e rabiscos já fui com a pauta pronta para o sábado.

Adentrando ao camarim, isso mais ou menos 17:15, o Rene já estava a minha espera, onde me apresentei, e contamos um pouco do nosso trabalho na divulgação dos shows e afins. Depois de um papo descontraído, iniciamos a entrevista no qual trago em sua íntegra abaixo.

PØ – A banda surgiu no fim dos anos 80, entretanto, não tinha ideia da dimensão da corrente do Trash Metal ou do Death Metal nacional, mas muito antes disso vieram ao mundo diversas bandas nacionais e internacionais e a grande missão de qualquer banda não só do Trash Metal como no rock é se consolidar mundo a fora, associado a isso, tem o fator de uma parcela dos amantes do estilo musical não prestigiarem o artista indo a shows ou até mesmo adquirir o merchandising da banda(s). Existe uma certa dificuldade das bandas brasileiras se consolidarem? 
RS – A questão maior é da banda, por exemplo, o Tourture Squad começou no fim dos anos 80, com o Cristiano, o Almicar, Fuvio e o Castor e desde então a banda sempre teve em sua mente compor, ensaiar bastante e fazer turnê dos discos então sempre teve essa preocupação de manter a banda sempre em atividade. A banda nunca parou desde seu nascimento até esta entrevista a banda sempre esteve na estrada, esteve ensaiando muito, gravando discos, clipes, enfim, tudo o que uma banda deve fazer na nossa visão poder consolidar na cena do metal nacional e eu acredito que por causa da banda e dessa vantagem de funcionar tudo certinho é o que faz consolidar o Torture Squad, e manter atividade até hoje. Os produtores de shows nos ajudam bastante na organização e divulgação, mas nada acontece se a banda realmente não estiver focada naquilo que ela quer e é essa minha opinião e acredito que seja a dos meus amigos também o que faz a banda estar em atividade, estar sempre nas mídias, mostrando e tocando ao vivo – o que é mais importante. Na gravação do disco quisemos passar algo mais natural possível que é o que nós fazemos ao vivo, usando nossos próprios instrumentos, nossos amples, etc. É algo muito orgânico essa questão.

PØ – A banda lança o oitavo álbum em 2017 intitulado Far Beyond Existence. Conte um pouco sobre o processo de criação do álbum, se tiveram certa dificuldade acerca de unir as ideias dos demais membros da banda ou houve um consenso e partiram para as gravações?
RS – Sempre há discussões, mas sempre no aspecto de “good vibes”, sempre rola pequenas divergências, mas sempre para o bem da banda, mas a maior parte em 99% são de coisas em que todos concordam, onde todo mundo está na mesma vibe, todo mundo sabe o que quer. Essa formação posso dizer que todo mundo tem a mesma vibe onde todo mundo gosta do som que nós fazemos, os sons antigos da banda e eu mesmo sou fã da banda há mais de 20 anos e eu estou na banda há 3 então conheço os caras, sempre acompanhei a banda, então para mim estar na banda tocando eu sei o que fazer para mostrar o que é o Tourture Squad, onde nós estamos cientes do que temos que mostrar. Nós ensaiamos bastante para sempre manter o ritmo da turnê onde durante a semana ficamos ensaiando e um dos dias dos ensaios utilizamos para compor, fazer um brainstorming de ideias e nos outros dias utilizamos para fazer o setlist dos shows.

PØ – Nos últimos shows vocês estão dividindo o palco com os Zumbis do Espaço fazendo shows pelo interior de São Paulo como está sendo fazer essa turnê com eles e a recepção do público perante essa dobradinha no palco?
RS – A turnê está sendo bem legal no interior de São Paulo onde estamos tocando em casas muito boas tem encontrado uma galera na sede de ver as bandas, fizemos no ano passado uma turnê nesses mesmos moldes passando pelo país inteiro e está sendo bastante corrido, cansativo, mas a gente gosta do que faz.

PØ – Pretendem entender esta turnê?
RS – Sim! Além do mais que a partir de segunda feira vamos iniciar os trabalhos da nova turnê sul-americana, onde iniciamos os shows na Colômbia na próxima quinta (01) e de lá iremos passar por Equador, Bolívia, Chile e voltamos ao Brasil em 10 de Abril, onde vamos dar uma respirada.

PØ – Mediante essa questão de irem a outros países, gostaria de saber de você qual a visão acerca do público internacional sobre o nosso estilo heavy metal, o trash metal feito por brasileiros sendo aceito pelos gringos.
RS – O que nós fizemos de diferente em determinados públicos é apenas a parte cultural, os costumes locais, o calor do público que curte o estilo agora a parte do metal é muito parecida no sentido de que a galera realmente curte, consome nosso material no sentido de ser fã mesmo, de apreciar a música, apreciar os discos. A diferença em si é apenas cultural, mas a vibe é a mesma, muito forte.

PØ – Pelo mundo existem diversos festivais de rock e conhecidos pelo grande público como o Reading e Leed, Glastonbury Festival, o Wacken entre outros, no qual muitas bandas consagradas já passaram. Entretanto vejo a uma mínima presença das bandas brasileiras nestes festivais. Existe alguma dificuldade ou mesmo até um mal assessoramento as bandas até chegarem a esses festivais e por fim conquistarem seu espaço no cenário internacional?
RS – Depende muito do que a banda quer. Para que isso aconteça realmente tem que dar uma ralada no sentido de que nem tudo são flores, onde você tem que estar com a banda em dia (musicalidade), a parte musical deve estar impecável e fora isso deve-se trabalhar bastante com meios de divulgação, trabalhar com pessoas que marcam turnês da maneira certa. Nós começamos a fazer turnês em 2016 de segunda a segunda assim como se faz no exterior e esse estilo de trabalho aqui no Brasil é novidade. Na minha visão as bandas devem trabalhar o pré- palco e o pós-palco, onde trata-se de uma grande arquitetura e que as pessoas devem ter conhecimento disso e as bandas entenderem que tudo isso gira entorno de negócios.

PØ – Teve um fato não tão recente que me chamou bastante a atenção que trata-se de um show feito em Brasília em 2017, no qual a banda Soul Factor, podemos dizer que foi sacadado do show segundo especulações pelo fato da banda simplesmente ser do gênero White Metal ou mencionar que a mesma seja uma banda cristã. Como integrante da banda gostaríamos de saber seu posicionamento acerca da polêmica em si.
RS – Para começar nós não estamos nem aí com a questão espiritual de cada um, onde temos a nossa e cada um tem que ter a sua e nós não boicotamos, onde o que aconteceu de fato foi que recebemos um aviso de uma certa pessoa dizendo que nós iriamos tocar junto com uma banda de white metal e nós comentamos com o nosso booker se era legal isso acontecer ou não e como seria a repercussão e alguém que estava tomando conta destas informações meio que fez uma espécie de telefone sem fio dizendo que o Torture Squad tirou a banda, o que não é verdade. Trata-se de um mal-entendido e as pessoas adoram criar boatos acercas deste tipo de polêmica. Nós queremos fazer o nosso som e não estamos preocupados com esse tipo de questão, mas temos que tomar cuidado, mas ressalto que tudo isso não passa de um mal-entendido e essas pessoas que pegaram essa informação divulgaram a la Hollywood. Nós já presenciamos diversos casos de tretas deste tipo em shows e nós temos uma ideologia, no caso cada um tem a sua e todos nós unidos pela música, onde eu estou preocupado com o timbre da minha guitarra, preocupado com a forma que nós estamos tocando. Nós não temos nada contra o estilo que eles tocam, onde eles têm uma visão espiritual diferente e que respeitamos só que ao mesmo tempo, temos que ter cautela, pois, as vezes pode ser um evento que tem um certo público que não gostaria de pagar o ingresso e assistir uma banda que não fala uma letra ou algo que o público não quer ver. Enfim, perguntamos ao nosso promotor se não teria nenhum tipo de problema e talvez essa questão não tenha sido muito bem combinada com os responsáveis pelo show e deu-se a derradeira dizendo que boicotamos, na verdade não foi isso o que aconteceu.

Nesse meio tempo, os caras do Zumbis do Espaço já iriam subir ao palco e encerramos a entrevista, e já estava pronto para presenciarmos as bandas em ação. Aqui abro um parêntese e agradeço ao Rene por conceder a entrevista, um cara muito gente boa, tranquilo e que com certeza tem potencial de sobra para ficar por muito tempo no Torture Squad.

Eram mais ou menos 18:15 quando a banda paulista Zumbis do Espaço subiram ao palco, abrindo os trabalhos no Fabrique Club. A banda é formada por Zumbilly (bateria), Gargoyle (baixo), Manialcöol (guitarra) e Tor (Vocais) tem 21 anos de carreira rodando o país inteiro espalhando o Rock’ N’ Roll com alguns elementos de punk rock, metal, country e rockabilly, onde cantam em português onde em suas letras tem uma temática que nos remete a filmes, histórias em quadrinhos, histórias de terror entre outros elementos.

O set deles foi bem extenso e são músicas as vezes agitadas, outras com uma pitada de progressivo, ao ponto da galera fazer mosh em algumas músicas. Além do público com mais de 30 anos que acompanhou o início da banda, também a galera da nova geração aprovou o estilo diferente da banda paulista em fazer um rock diferente, o que me surpreendeu também onde já tinha ouvido alguns CDs mas ao vivo, foi a primeira experiência e que vale muito a pena prestigiar o show deles e aprovo com louvou o show deles.

As 19:30 foi a vez da banda principal da noite. O Torture Squad adentra ao palco e a galera chegando e lotando a casa e não tinha photo pit, então, facilitou meu trabalho em ver o show e ficar no diante do front da porradaria ao lado dos colegas de imprensa e fotógrafos de demais veículos de comunicação.

Atualmente, formado por Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocais de apoio), Rene Simionato (guitarra) e Mayara Puertas (Vocal), a banda passou pelos principais sucessos dos CD’s anteriores e priorizaram mais as músicas do oitavo disco Far Beyond Existence lançado pela gravadora Secret Service.

O que pode-se dizer do show do Torture foi um show fora do comum, a galera não parou um só minuto, muito mosh da primeira a última música e aqui cabe o destaque a potencialidade vocal de Mayara Puertas com uma técnica totalmente diferente que aliado aos arranjos do novo disco casou bastante, dando mais energia e força as música. Realmente a presença vocal dela é surpreendente. Ou seja, um show que não fica devendo e reforça a força do Torture Squad no cenário do metal nacional e que perpetuará por muito tempo.

A banda após dividir o palco com Zumbis do Espaço na turnê Esquadrão de Zumbis, partirá agora em uma turnê pela América do Sul a iniciar no dia 1° de março em Tunja, Colômbia e encerrando no dia 8 de Abril em Rancagua, Chile, ou seja, tem muito show e muito metal brasileiro a se espalhar pela América do Sul.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Gleison Junior da Roadie Metal Press pelo fornecimento da credencial para a realização da cobertura.

Setlist – Zumbis do Espaço
Terras de Sangue
O Mal Imortal
Casa dos Horrores
A Última Oração
Dia dos Mortos
Banho de Sangue
Mutante
Inspirado pelo Cão
Mato Por Prazer
O Chamado Da Estrada
Missão de Satanás
Jogos de Horror
Marca dos 666/Sabbath
Espancar e Matar
Satan Chegou
Prostibulo
Que Venham Mortos
Vampira
Caminhando e Matando
O Mal nunca Morre
Bonus
Carcaça
Enquanto eu Defecar
Guardada para Sempre
Marte Ataca
Diabos Mutanes
Cão do Inferno
Alma Envenenada

Setlist Torture Squad
Don’t Cross My Path (Intro)
No Fate (Intro)
Area 51
The Unholy Spell
Heellbound (Intro)
Cursed by Disease (Drums)
Raise Your Horns
Horror and Torture (Intro)
Hero For The Ages
Corporación Del Caos
Return Of Evil

RESENHA: Dire Straits Legacy no Espaço das Américas em SP

Por: Silvia Sant’anna

25 de Janeiro, aniversário de São Paulo e a cidade recebeu um presentão, pois a banda internacional Dire Straits esteve no Espaço das Américas, uma das melhores casas de shows de São Paulo, em uma linda apresentação com a turnê “Legacy”, relembrando seus grandes sucessos dos anos 1970.

Da formação inicial da banda, somente o tecladista Alan Clark continua no grupo. Os demais integrantes são músicos que em algum momento, participaram dessa grande trajetória do Dire Straits: Danny Cummings (percurssão), Phil Palmer (guitarra), Mel Collins (saxofone), Trevor Horn (baixo), Steve Ferrone (bateria), Marco Caviglia (voz e guitarra) e Primiano Dibiase (teclados).

A apresentação começou por volta das 22:15, com a música Walk Of Life e é claro, ninguém ficou parado. No decorrer do show as memoráveis músicas: Sultans of Swing, Your Latest Trick, Romeo and Juliet, Why Worry, Money for Nothing e Tunnel of Love marcaram presença no setlist (não poderiam faltar é claro). Eles também apresentaram as músicas do novo trabalho deles que está em andamento: Jesus Street e 3 Chord Trick (faixa que será o nome do novo álbum da banda).

Os fãs iam ao delírio ao ver o solo de Mel Collins no saxofone e de Phil Palmer na Guitarra. Era notável a emoção do público ao ouvir as músicas, quando rolou Brothers in Arms muitas pessoas estavam com “ciscos nos olhos”.

E para encerrar o show, a música So Far Away, onde Marco Caviglia até arriscou falar português para que o público cantasse mais forte o refrão da música.

Foi uma apresentação incrível da banda, som e iluminação não deixaram a desejar, o show contou com uma ótima estrutura e uma organização de dar gosto! Um prato cheio para os amantes do rock.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos a Denise Catto, da Catto Comunicações pelo fornecimento da credencial.

EDU FALASCHI AGITA O CARIOCA CLUB E ANUNCIA A CONTINUIDADE DA REBIRTH OF SHADOWS TOUR EM 2018

Por Thiago Tavares

21 de Janeiro de 2018. Um dia que dificilmente irei esquecer. Esse dia já se pode considerar histórico para os amantes do heavy metal. Foi neste dia no Carioca Club que Edu Falaschi um dos maiores cantores da cena do metal do Brasil encerrou a segunda parte de sua turnê intitulada Rebirth of Shadows Tour. A primeira turnê foi um grande sucesso de público e repercussão por onde passou, e o ex-vocal do Angra e atualmente no Almah, resolveu atender a voz do povo em prosseguir com a turnê. A segunda parte iniciou-se em 08 de dezembro do ano passado em Americana, interior de São Paulo, passou pelas principais capitais, chegando ao último ato na capital paulista.

No dia em questão, contrariando todas as expectativas, choveu na região de Pinheiros, bairro no qual se localiza o Carioca, entretanto quando cheguei a casa, lá para as 16:50, ainda tinha poucas pessoas na fila, outras mais nos bares aos arredores para fazer aquele esquenta antes do show.

A hora da abertura dos portões chega, e a fila já estava gigantesca, prenuncio de que teríamos casa lotada, mais cheia que no primeiro show da turnê em sampa no dia 23 de junho do ano passado, previsão essa que se confirmou horas antes pelas redes sociais do Edu que o show atingiu o décimo sold out da turnê com a venda de dois mil ingressos. Aí já mentalizava como seria o show: algo fora do comum.

Já era 18:15. Realizado os procedimentos de credenciamento, adentrei a casa e a galera já estava empolgada na grade esperando pelo show, muitos comentários positivos acerca do show que as pessoas falavam e da expectativa de verem algo melhor do que a primeira vez.

Um pouco mais tarde, lá para as 19:00, subiu ao palco a banda de Prog Metal Acid Tree, banda essa que excursionou com a galera do Edu como convidado especial, abrindo os shows da turnê. O trio paulista é formado por Ed Marsen (Vocais e guitarra), Ivo Fantini (Baixo) e Giorgio Karatchuk (Bateria), o grupo lançou seu primeiro álbum, “Arkan”, em Julho deste ano (2017) e vem ganhando seu espaço. O som dos caras tem momentos que tem batidas rápidas e momentos que vão mais devagar, o que na minha opinião quebra um pouco o ritmo das músicas, mas nada que possa ser aperfeiçoado no próximo disco, mas a galera ficou dividida em aprovar ou não.

Após a apresentação da banda paulista, a casa lotou com L maiúsculo. Parecia que não tinha mais espaço para mais ninguém entrar. O calor era tanto dentro que nem o ar condicionado suportou devido a quantidade de pessoas, mas todos estavam prestes a ver um show memorável.

Os caras foram britânicos no horário…eram 21:10 quando iniciou-se o último show da turnê e pode se perceber que Edu Falaschi e seus companheiros de estrada Aquiles Prister, Fábio Laguna, Diogo Mafra e Rafael Dafras e Roberto Barros (vulgo Safadão) estavam empolgados com as energias devidamente renovadas e que nem pareciam que estavam em uma maratona de shows – o anterior a este foi sábado (20) em Bebedouro/SP. Avisei a um amigo meu que estava presente ao show “Se prepare que você vai ver O SHOW” e Edu Falaschi não ficou devendo, preparou uma despedida com estilo, sem deixar faltar nada daquilo que ele fez perante ao Angra quando esteve a frente dos álbuns Rebirth (2001), Temple of Shadows (2004) e Aqua (2010).

O set do show foi preparado a dedo para o encerramento desta maratona de shows onde Edu viaja no tempo e relembra clássicos, incluiu músicas que não estavam na primeira parte da turnê como The Shadow Hunter, Arising Thunder e The Temple of Hate, mas foi perante a esta última música, o ápice do show.

Edu cantou The Temple of Hate com Kai Hansen, no qual o alemão ex-Helloween e Gamma Ray deixou sua marca no CD Temple of Shadows. Como se não bastasse, interpretou Rebellion In Dreamland do Gamma Ray e o clássico do Helloween I Want Out, foram os pontos altos do show onde o público foi ao delírio e que o ingresso valeu a pena de verdade.

Fora essa participação mais que especial, deram sua contribuição ao espetáculo Alírio Neto (ex-Age Of Arthemis), Thiago Bianchi (Nortunall), Bruno Sutter e o irmão de Edu, Tito Falaschi interpretando Rebirth. E como não bastasse a empolgação da galera em ouvir todos os clássicos novamente, antes da participação de Hansen, o Edu anunciou em alto e bom som que a Rebirth of Shadows Tour vai ter a terceira parte entre abril e maio de 2017, aí o público foi a baixo mesmo.

Em particular, esse show vai ficar para história, onde dificilmente vou esquecer pois foi na época do Edu que comecei a ouvir Angra, isso quando foi lançado Aqua no antigo Citibank Hall. Foi a partir daí que comecei a ir nos primeiros shows de rock. São histórias assim que encontramos de pessoas que estavam presentes naquele domingo chuvoso em Pinheiros, de pessoas que cresceram ouvindo Angra, que passaram para os filhos e que contribuam diretamente para que o metal do Brasil continue firme e forte nos quatro cantos do mundo.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Thiago Rahal Mauro da TRM Press pelo credenciamento.

Setlist
Rebirth of Shadows Tour – Carioca Club – 21 de Janeiro de 2017

In Excelsis
Nova Era
Acid Rain
Eyes of Christ
Running Alone
Wishing Well
Angels and Demons (Part. Thiago Bianchi e Junior Carelli)
Heroes of Sand
Late Redemption
Unholy Wars
Drum Solo (Aquiles Priester)
Viderunt te Aquae
Arising Thunder
Millennium Sun
Bleeding Heart (Part. Alirio Netto)
The Shadow Hunter
Live and Learn
The Temple of Hate (Part. Kai Hansen)
Rebellion In Dreamland (Part. Bruno Sutter, Kai Hansen e Tonka Raven)
I Want Out (Part. Kai Hansen e Tonka Raven)
Rebirth (Part. Tito Falaschi)
Deus Le Volt!
Spread Your Fire
Gate XIII

BANDA VIOLATOR SE APRESENTA NO SESC BELENZINHO COM INGRESSOS ESGOTADOS

Por Thiago Tavares

Antes de iniciar os trabalhos, quero já desejar aos amantes do heavy metal e do rock um ótimo ano novo a todos e que este ano de 2018, seja um ano de muitas coberturas a serem feitas pela família Ponto ZerØ. Sem mais de longas, vamos aqui descrever como a minha primeira cobertura do ano, um show que superou e muito as minhas expectativas. Para quem achava que seria tranquilo, fazer mais uma cobertura para o portal e afins, queimei a língua literalmente.

Minha primeira cobertura de 2018 foi do show da banda Violator que aconteceu no último sábado, dia 20, no SESC Belenzinho, na Zona Leste de São Paulo dando continuidade ao projeto Música Extrema. Originária de Brasília e definida como uma banda do gênero do trash metal, a banda tem dezesseis anos de estrada e já realizou dezenas de turnês mundo a fora, e faria então seu último show em São Paulo.

Chegando com meia hora de antecedência e feito o devido credenciamento, já pude ver que a casa já iria lotar no primeiro show de metal do SESC Belenzinho do ano. Ingressos esgotados há pelo menos cinco dias de antecedência, motivo maior de fazer a cobertura e saber o que aconteceria nesse show. A hora do show foi se aproximando e a galera chegando e quando a hora chegou, o local já estava tomado. Os jovens de Brasilia colocaram o SESC a baixo com The Battle of The Broken Heads do álbum Killer Instinct.

A partir desta música, pude perceber que eu estaria igual a um soldado no front de batalha, prestes a tomar o primeiro tiro, pois do início ao fim teve diversos moshs, a barreira que dividia o palco do público foi rompida (detalhe que essa separação é feita somente por aquelas fitas de organização de filas) e a partir daí a galera começou a subir no palco e se atirar nos braços da galera, uma coisa fora do comum que pelo menos nunca tinha acontecido por lá. Pois bem, tive que ir no embalo e pelo menos ajudar a galera a subir no palco ou sustentar as pessoas para o alto, ou seja, uma loucura sem precedentes da galera que apresentou com afinco a cena do trash metal de verdade.

As músicas do Violator basicamente tratam de temas políticos também defendem causas sociais e contra a homofobia que cantam em inglês, mas é claro que a galera comparece para participar dos moshs…aquele mosh de respeito mesmo.

Como disse que eu estava na linha de frente de cara para o palco e ajudando a galera a subir ao palco, apenas tomei uma pancada de leve no queixo e meu óculos quase vai para o espaço. Entre mortos, feridos e suicidas, todos se saíram muito bem, obrigado.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Jaqueline Guerra da assessoria de imprensa do SESC Belenzinho pelo fornecimento das credenciais.

RESENHA: Berti Rock Fest

Por: Mila Pinheiro

Mais em casa do que nunca!!!

No último Sábado, dia 20, rolou a terceira edição do Berti Rock Fest. Um festival com várias bandas sacudindo a tenda de eventos de Bertioga, litoral de São Paulo.

As bandas Torre 47, Atitude Caiçara, Luau Eletro, Aphophanous, Duo Man’s e Mr Jaw agitaram a galera até as 23hs com sons que iam desde autoral com qualidade até clássicos do rock ao som de violão e violino!!!

O clima do fest era de respeito tanto no palco quanto com os fãs. A estrutura muito bem organizada contava com espaço vip para cadeirantes e fãs portadores de necessidades especiais.

Teve fã que viajou de moto do Rio de Janeiro até Bertioga para ver o show!!!

Por volta da meia noite, Claustrofobia subiu ao palco, o show foi simplesmente destruidor. Rolou participação especial de Andreas Kisser na faixa “Curva” e os fãs foram á loucura. Em determinado momento no show, vi um dos fãs, ajoelhado no chão, chorando e cantando sem acreditar que estava ali!

Kisser Clan fechou o festival com grandes sucessos do metal. Yohan definitivamente mostrou que é herdeiro legítimo de toda o talento e toda a competência de Andreas.

O fim da noite nada mais foi do que as duas bandas juntas no palco tocando “Rock And Roll All Nite” do Kiss e levando os fãs ao delírio numa noite que simplesmente ficou pra história de Bertioga!

Fotografia: Mila Pinheiro Audiovisual
Divulgação: Underground’s Voice (Portugal), Ponto ZerØ e Big Rock n’ Roll.

RESENHA: Nervosa Sesc Belenzinho

Texto: Rodrigo Silva
Fotos: Felipe Domingues

O Power Trio de Trash Metal a banda Nervosa subiu no palco do Sesc Belenzinho no Projeto Musica Extrema, a Nervosa é formada por Fernanda Lira (baixo e vocal), Prika Amaral (guitarra e backing vocals) e Luana Dametto (bateria) a banda apresentou musicas no seu mais recente album Agony e contou com alguns convidados para dividir o palco como Marcelo Pompeu do Korzus e Mayara Puertas do Torture Squad para dividir os vocais e o Marcus D’Angelo do Claustrofobia para dividir a guitarra em uma das musicas.

O publico que compareceu em grande numero não se decepcionou e pode ver um pouquinho da turnê tão elogiada e sentiu a força e a energias que essas “Damas” tem no palco e em suas musicas.

A banda Nervosa segue com sua turnê e já tem excursão marcara para março de 2018 na Europa junto com Venom Inc., Suffocarion e Aeternam, além da excursão a banda tem programado para o incio de 2018 o lançamento do seu mais novo album.

Agora é aguardar para ver.

Agradecemos a assessoria de imprensa do SESC Belenzinho por conceder gentilmente as credenciais para nós, até a próxima.

Confira a programação completa do SESC Belenzinho:
http://www.sescsp.org.br/belenzinho/

46 FEST CHEGA A TERCEIRA EDIÇÃO COM O APOIO DA GALERA QUE COMPARECEU EM GRANDE NÚMERO NO TROPICAL BUTANTÃ

Por Thiago Tavares

Um dos festivais mais esperados da cena do metal brasileiro enfim aconteceu. No último domingo, dia 03 aconteceu no Tropical Butantã a terceira edição do 46 Fest, festival esse que reúne grandes bandas de expressão do metal e que também dá oportunidade para outras bandas que estão iniciando sua trajetória para participarem desta festa ao lado de ninguém mais, ninguém menos que os anfitriões o Project 46, banda essa que vem se consolidando desde sua fundação em 2008 e conquista muitos fãs pelo som no estilo heavy metal com um som de estourar os ouvidos de muito bom que é e com letras que fazem tirar tudo de ruim ou zica que há dentro de nós, praticamente um grito de desabafo para todas as coisas ruim no qual vemos ou presenciamos.

2017 © Camila Cara

O festival desse ano foi composto pelas bandas Tonelada, que venceu a votação popular dentre várias bandas independentes, No Trauma e Trayce, convidadas pelos donos da festa e Ponto Nulo no Céu. Praticamente um prato cheio para quem quer ouvir um som pesado de qualidade e iniciar a semana com tudo.

A primeira banda a se apresentar foi a banda Tonelada. Originários de Dourados (MS) e composto por Juan Queiroz (Vocal), Luan Mendes (Guitarra), Paulinho Torrontegui (Bateria) e Renan Gobi (Baixo), os caras apresentaram um set que agradou bastante a galera que estava presente ao festival, fazendo jus como a vencedora por votação popular como a banda da galera a participar do festival. Eu, particularmente não conhecia e gostei bastante com estilo bem pesado e como definem, um som curto e grosso.

2017 © Denis Ono

Logo em seguida, se apresentou a banda No Trauma que foi convidada pelo Project 46 e esteve entre os 10 primeiros colocados na votação popular. Cariocas de Olaria e formado por  Hosmany Bandeira (Vocal), João de Paula (Baixo), Tuninho Silva (Guitarra) e Marvin Tabosa (Bateria), com influencias no metalcore e nu metal, os cariocas apresentaram ao público músicas do CD Viva Forte Até o Seu Leito de Morte, de 2015 o único da carreira e vem batalhando de forma incansável, não é a toa que voltaram de uma turnê recente pela América do Sul e no 46 Fest, a galera aprovou e com certeza já abraçou a causa em apoiar os caras.

2017 © Mayara Cristina Giacomini

O próximo que se apresentou, também convidada pelos donos da festa é a banda Trayce de São Paulo, bastante conhecida da cena do metal também com influencias do metalcore. Fundada em 2007 tem como integrantes Rafa Palm Ciano (Baixo), Fabricio Modesto (Guitarra), Marcelo Carvalho (Vocal), Alex Gizzi (Guitarra) e Marcelo Campos (Bateria), a banda além apresentar músicas de seus álbuns anteriores, apresentou músicas do novo álbum intitulado Miragem. Eu já conhecia a banda mas com poucas faixas na minha playlist e passei a gostar, um som com riffs melódicos e ao mesmo tempo um som limpo e bem agressivo.

2017 © Denis Ono

Outra banda que chegou ao 46 Fest com tudo, foi a Ponto Nulo no Ceu. De Santa Catarina e formado por Lucas Taboada (Bateria), Felipe Taboada (Guitarra), Fau (Baixo) e Dijjy Rodriguez (Vocal), a banda com influências no metalcore apresentou um mix de músicas de seu repertório com ênfase no último disco Pintando Quadros do Invisível (2016), onde todas as músicas apresentadas mostram letras bem estruturadas, versatilidade no vocal (lembrando até mesmo rap), pontos fortes ao meu ver da banda que já esquentava os motores de quem viria a seguir.

Eram 21:40 da noite e a galera conclamava para a atração principal da noite. Confesso que também estava ansioso pois já tinha mais de um ano que não via os caras (a última vez no SESC Belenzinho). Praticamente neste show, resolveram quebrar tudo, algo que precisava ser liberto. E como se quisessem se libertar de todas as coisas ruins e adversidades. Enfim, o Project 46 subia ao palco neste horário para lançar de forma oficial o álbum Tr3s. Sob a formação de Caio MacBeserra (Vocal), Jean Patton (Guitarra), Vinicius Castellari (Guitarra), Baffo Neto (Baixo) e Betto Cardoso (Bateria), a banda paulistana literalmente veio para expor mais uma e de forma única a exposição da vida, os problemas sociais que muitos querem esconder e que eles sabem fazer muito bem.

2017 © Denis Ono

Os caras executaram músicas do novo álbum como Corre, Terra de Ninguém e Pode Pá, músicas essas que refletem a nossa realidade, a sua realidade e muitos querem esconder e são músicas como essas que nos fazem seguir a diante e enfrentar tudo e todos, pois como diz em Pode Pá “Não vim aqui pra ser exemplo, Eu vim aqui pra ser eu mesmo, Não vim aqui pra ser copiado, Eu vim deixar o meu legado. E a mensagem foi muito bem captada pela galera que estava presente em meio a roda imensa q tinha no Tropical em quase todas as músicas executadas pelo Project.  Um ótimo trabalho feito e que tem tudo para alcançar novos horizontes com este trabalho.

A resenha ficou mais extensa do que eu esperava mas nós do Ponto ZerØ temos que agradecer ao Thiago Rahal Mauro da TRM Press pelo credenciamento.

Fotos retirada da página do Facebook oficial da banda:  46FEST III – Lançamento do álbum ‘TR3S’

ANGRA FEST: UMA REUNIÃO MONSTRA QUE AGITOU O TOM BRASIL NO ULTIMO FINAL DE SEMANA

Por: Thiago Tavares
Fotos: Daniel Ometo

Dia 26 de novembro de 2017. Até então, um dia atípico para muitos. Mas para mim e para uma legião de admiradores do rock e do heavy metal foi um dia diferente. Ver não só uma banda, mas ver grandes nomes do rock nacional em um mesmo palco por diversas horas não acontece por muitas vezes. Os amantes da porradaria nacional se encontraram no Tom Brasil na Zona Sul de São Paulo para a primeira edição do Angra Fest, festival esse que reuniu as principais bandas de rock nacional em uma reunião até então nunca vista, festa essa que era um sonho guitarrista e fundador do Angra Rafael Bittencourt.

18:10, os portões da casa se abrem e já me familiarizo com o local, palco de diversos shows do Angra nos quais presenciei e que já perdi as contas de quantos já fui, entretanto, por estar quase no começo da fila, estranhou bastante que a fila estivesse pequena em proporção ao tamanho do evento, mas estava cedo demais. Juntamente com um amigo e o fotografo do portal Daniel Ometo, adentramos ao local e a energia muda, você esquece do mundo porque apenas você quer ver uma porradaria de qualidade, ainda mais feita por brasileiros, que ainda lutam por mais espaço no cenário internacional.

Um pouco antes das 19:00, sobe ao palco a primeira atração: a banda Nortunall, liderada pelo vocalista Thiago Bianchi que esbanjou talento e um poder vocal fora do comum ao cantar os principais sucessos, onde no set daquela noite foram executadas músicas dos três álbuns, dentre eles, No Turn At All (2013), Figth The System (2015) e Nocturnal Human Side (2013). Até aquele dia, não havia visto o show deles mas depois de ter visto, a banda demonstra uma personalidade única e técnica nos arranjos, e músicas bem agitadas.

Uma parada para o intervalo, e depois de uns copos de cerveja, eis que chega a segunda atração da noite. Claro que não é aquela banda de expressão no cenário do hevay metal mundial, mas os caras causam e muito com um humor incondicional e com suas letras que nos remetem a sátiras das bandas clássicas. Liderados por Detonator, o Massacration chegou ao palco do Tom Brasil quebrando tudo com o clássico Metal is the Law. E como toda apresentação, há o que pode-se dizer um “narcisismo” de Detonator ao exaltar o grupo e dizer que o nome do festival seria o Massafest, mas que isso não aconteceu porque o Angra ficou com inveja e adquiriu os direitos do festival. Aí a galera foi aos risos. Até parece que a galera leva a sério o Massacration, por mais que tenham músicos muito bons, porém, estão bem escrachados que estão para zoar tudo e todos na cena do metal, mas quem é do meio, sabe que é uma zoeia saudável.

Mas após 7 músicas e mais algumas rodadas de cerveja, tinha que segurar as energias para o que iria acontecer logo a seguir. Depois de muito tempo (um ano mais ou menos no lançamento de Secret Garden) o Angra voltava a pisar no palco do Tom Brasil para provar que a cena do metal do Brasil está mais viva do que nunca e fechar com chave de ouro esse espetáculo. A partir deste momento, peço até licença de sair da figura de jornalista e descrever alguns momentos desse show como espectador e fã dessa banda, na qual me influenciou ao gostar de ouvir o rock e o heavy metal.

O setlist do show do Angra já era bem diversificado, mas nesse show, eles se superaram. Musicas que até então foram exectadas uma única vez, voltaram ao set com os clássicos como Waiting Silence, Silence and Distance e também músicas do último trabalho como Final Light, Silent Call entre outras.

O grande ápice do show foram as participações especiais que intercalaram as apresentações da banda e claro, foi o que mais me interessou. Em meio a tantos clássicos e músicas do último álbum, a execução de Nothing to Say com o Alírio Neto para mim foi um dos pontos positivos do show do Angra. Neto prova mais uma vez que já está bem habituado com as músicas do Angra e associado com sua técnica vocal única e limpa, deixou um clássico do Angra ainda melhor, dividindo o palco com Fábio Lione, o atual vocal da banda.

Fora a participação de Alírio Neto, o show teve participações Dani Nolden (Shadowside), Ricardo Confessori e Luis Mariutti (ex-Angra e Shaman), Bruno Sutter, Pompeu (Korzus) e Edu Ardanuy (ex- Dr. Sin), além da participação de Geoff Tate ex vocalista do Queensrÿche, uma das influências na criação do Angra.

No fim, pode-se dizer que o show do Angra não ficou devendo. Grandes clássicos misturados com o novo com participação de ícones do heavy metal nacional e internacional dividindo o mesmo palco, foi algo fora do comum e para mim foi muito gratificante ser testemunha do primeiro Angra Fest, onde será o primeiro de muitos.

Entretanto deixo uma crítica construtiva. O encerramento do show deveria ser revisto em proporção a quantidade de músicas que constavam no set e o festival deu por encerrado eram mais de meia noite e meia de uma segunda-feira. Porém, temos compromissos e trabalhos em uma segunda feira. Pense eu trabalhando no dia seguinte: por um lado satisfeito e com a voz falha mas com uma disposição para trabalhar….

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Miriam Martinez, da assessoria de imprensa do Tom Brasil pelo fornecimento das credenciais.

Mais fotos clique aqui.

Setist Nortunall
No Turn At All
Fight The System
Zombies
Mysterious
I Want Out (Helloween cover)
Sugar Pill
Nocturnal Human Side

Setlist Massacration
Metal Is the Law
The Mummy
Metal Massacre Attack (Aruê Aruô)
The Bull
Metal Milf
Evil Papagali
Metal Bucetation

Setlist Angra
Newborn Me
Acid Rain
Final Light
Waiting Silence
Ego Painted Grey
Time
Upper Levels
Drum Solo (Bruno Valverde)
Silent Call
Angels and Demons
Travellers of Time (Prévia do Novo Album Omni
Heroes of Sand (part. Dani Nolden)
Silence and Distance (part. Ricardo Confessori e Luis Mariutti )
Nothing to Say (part. Alirío Netto, Ricardo Confessori Drums e Luis Mariutti)
Empire (part. Geoff Tate)
Make Believe (part. Geoff Tate)
Eyes of a Stranger (part. Geoff Tate)
Silent Lucidity (part. Geoff Tate)
Rebirth
I’ll See the Light Tonight (part. Bruno Sutter)
Walk (part. Pompeu)
Carry On / Nova Era (part. Thiago Bianchi, Bruno Sutter and Alírio Netto)

CÁSSIA ELLER O MUSICAL: O RETRATO FIEL DA CANTORA QUE QUEBROU BARREIRAS E CONQUISTOU UMA LEGIÃO DE FÃS

Crédito: Mila Maluhy

Por Thiago Tavares

Uma mulher de personalidade forte, falava o que pensava, ou melhor, expressava seus pensamentos por meio da música com sua forma de interpretação fora do comum, algo que não tinha sido visto antes por uma geração de brasileiros, onde o rock no país entrava em ascensão durante a carreira de Cássia Eller. Fã incondicional de Janis Joplin e Beatles sempre cantava as músicas com seu inseparável violão que ganhou aos 14 anos de idade.

Mas seus pais nem de longe sonhavam que sua filha se tornaria uma das principais cantoras do cenário brasileiro, no qual venderia um número considerável de discos para uma cantora em início de carreira (60 mil cópias com seu primeiro LP em 1990).

Além das características mencionadas acima, “Cássia Eller: O Musical” retrata de forma fiel a trajetória da cantora em diversos atos, começando pela fase de adolescência no Rio de Janeiro, passando pelos primeiros, shows, primeiras parcerias musicais e o momento em que se tornou mãe de Francisco, fruto de um relacionamento casual com um amigo, Tavinho Fialho.

Estive na antepenúltima apresentação que aconteceu no último sábado (25) no Teatro Bradesco em São Paulo e pude ver um musical em que alguns momentos é intimista, as vezes agitado com os principais sucessos da cantora sendo relembrados e que estavam na ponta da língua da galera que esteve presente.

Com uma estrutura simples, mas com status de show, o musical intercala músicas de Cássia e músicas de artistas que conviveram com a cantora, interpretação essa realizada pela atriz Tacy de Campos, interpretando a personagem principal e mais seis atores. Um musical nostálgico, diferente e que nos traz para perto uma cantora que sem sobra de dúvidas está no rol das principais cantoras da música brasileira.

Em nome do Ponto ZerØ, agradeço ao Costábile Salzano Jr, da assessoria de imprensa do Teatro Bradesco pelo fornecimento da credencial de imprensa.

Cássia Eller, o musical é:
Tacy de Campos – Cássia Eller
Eline Porto – Cláudia/Maria Eugênia
Juliane Bodini – Nanci Eller/Ana
Thainá Gallo – Moema/Lan Lanh
Jana Figarella – Rúbia/Dora
Emerson Espíndola – Ronaldo/Marcelo Saback/Executivo/Nando Reis
Jandir Ferrari – Altair Eller/Oswaldo Montenegro/Violonista/Empresário/Fernando Nunes

RESENHA: MATANZA e RAIMUNDOS na Áudio Clube em SP.

Texto: Tiago Nascimento
Fotos: Daniel Ometo

A áudio clube uma das casas de shows mais movimentadas de SP recebeu no sábado, dia 11 de novembro e início de domingo, 12 de novembro, o evento Roadsec, evento de hackers ou melhor um evento totalmente para Nerds.

Com palestras, até batalhas de robôs porém as maiores batalhas foram a partir das 23:30 quando subiu ao palco a fedorenta banda Matanza.

Com uma apresentação impecável tocaram seus sucessos onde se misturaram o público que já estava no evento com o público que foi apenas para ver os shows.

Acompanho o Matanza a algum tempo e sempre que possível vou nos shows aqui em sp, e não posso deixar de dizer que a presença de palco do Jimmy melhorou no mínimo 1000% , entre suas interações com os fãs e piadas com Maurício Nogueira.

Um ponto alto do show foi na clássica “ Pé na porta e soco na cara” onde uma criança com a ajuda do público subiu ao palco e cantou com a banda!

Isso é cada vez mais nítido nos shows a diversidade de idade onde haviam crianças e senhores da melhor idade.

Sucessos não faltaram como Arte do insulto, Ressaca sem fim, Tempo ruim, Matadouro 18, Clube dos canalhas, Mulher diabo e a música que encerrou foi O chamado do bar.

A banda agradeceu ao público presente e informou que o novo cd está no “forno” e que 2018 teremos novidades.

Após o show do Matanza começaram a arrumação do palco porque São Paulo receberia o hard core, metal core e como João Gordo diz o forró core dos Raimundos.

Quando foi 1:40 da manhã a banda sobe ao palco e com ela uma avalanche de energia positiva, com seu show elétrico para ninguém por defeito e duvido alguém conseguir ficar parado.

Eu estava no camarote e me segurando para não descer a pista e me jogar no meio da galera, ainda suportei bastante tempo em ficar apenas balançando a cabeça entre Herbocinética,

Mata o veio e Rapante, quando escutei a introdução de Be a Ba desci as escadas correndo e lá estava junto a galera pulando, cantando e “dançando” nos redemoinhos que surgiam.

Entre seus sucessos a banda prestou homenagem ao Charlie Brown Jr com “Lugar ao sol”, homenagearam Arlindo Cruz com “Vida inteira” e na minha opinião teve dois ápices no show um deles foi quando já é de costume em Palhas do Coqueiro o Digão pedir para formar uma gigante roda e pediu cuidado com as crianças e mulheres que estavam presentes e pediu para filmarem.

A banda já havia tocado mais de 15 músicas quando saíram do palco, os fãs esperando pelo bis começaram a cantar em voz Super Alta “Hey Ho Lets GO”, quando com um boné de aba reta, o lendário maestro Canisso em ritmo de soul/funk entoou boca de lata.

Num show elétrico com sucessos de todos cds como Tora Tora, Selim, Me Lambe, Mulher de fases e os mais atuais como Gordelicia, Baculejo e encerrou com “Eu quero ver o ovo”.

A banda disse que sempre é um prazer em tocar em São Paulo, pois eles se sentem em casa.

O Ponto ZerØ agradece a oportunidade de cobrir esse grandioso evento e parabeniza a organização do evento que estava ótima, ano que vem esperamos participar novamente.

ALMAH FAZ SHOW EMPOLGANTE, RELEMBRANDO SUCESSOS E MÚSICAS DO ULTIMO TRABALHO – E.V.O

Texto: Thiago Tavares
F
otos: Daniel Ometo

Um show empolgante que agitou a galera no Manifesto Bar. Esta é a definição que posso atribuir ao show do Almah realizado no último dia 12 de novembro na casa de rock mais badalada de São Paulo. Ao adentrar ao Manifesto, até achei estranho, o tempo ainda claro, indo ver um show de rock, típico de ser bem mais tarde, em plena escuridão da noite, mas tranquilo.

Adentrando ao Manifesto, a energia é outra. Não é a toa que é chamado de templo do rock e nada mais justo que o Almah faça parte de mais uma história desta casa emblemática.

A banda de Power Metal paulistana composta pelo vocalista Edu Falaschi (ex-Angra), Marcelo Barbosa e Diogo Mafra (guitarras), Raphael Dafras (baixo) e Pedro Tinello (bateria), voltou a capital paulista para o segundo show da turnê do CD intitulado E.V.O, o quinto da banda.

As 21 horas, a galera vibrou com a entrada do grupo com a introdução de Age of Aquarius, faixa de introdução do novo trabalho, onde praticamente a música já estava na boca da galera, um som pesado, ao mesmo tempo equilibrado. Além de músicas do novo CD, praticamente era obrigação os caras tocarem os clássicos de outros álbuns como Birds of Prey, Beyond Tomorrow e alguns mais recentes como Higher, Pleased to Meet You, entre outros. Algumas baladas também estiveram presentes no show como Bullets on the Altar e Speranza do novo disco.

O que pode se dizer sobre o show em si foi bastante agitado, com grandes sucessos, a banda bastante entrosada, ainda mais com os mais os últimos integrantes Diogo Mafra e Pedro Tinelo que deram uma cara nova ao Almah nas guitarras e na bateria. Uma nova identidade que pôde ser identificada nesse novo disco. Deus Edu mais uma vez provando a todos que os problemas de refluxo que atrapalharam seus trabalhos em 2012 foram sanados e continua cantando demais, relembrando momentos nostálgicos de Angra, em Rebirth e Temple of Shadows. Marcelo Barbosa dispensa comentários na guitarra, competência fora do comum e nem parecia que voltou da Europa fazendo as gravações de Omini, Rafael Dafras dominando no baixo bem cadenciado e os mais novos Tinelo que arrebentou na bateria, com um solo que agradou os fãs e Diogo Mafra que também quebrou tudo na guitarra.

O show durou cerca de uma hora e quinze minutos de muito metal na veia, clássicos do Almah e um show que não ficou devendo para ninguém. Essa foi a sensação de quem presenciou o show e que em breve, o Almah renovará suas forças para um novo trabalho.

Em nome do Ponto ZerØ, agradeço a Damaris Hoffman e ao Manifesto Bar pela concessão das credenciais de imprensa.

SETLIST (Ordem Aleatória)
You’ll Understand
Birds of Prey
Believer
Speranza
Higher
Warm Wind
Pleased to Meet You
Age of Aquarius
Wings of Revolution
Beyond Tomorrow
Hypinotized
Living and Drifting
Trace of Trait
Days of The New
Bullets on the Altar

De La Tierra no Tropical Butantã

Texto: Digão
Fotos: Felipe Domingues

O Ponto ZerØ acompanhou na última quarta-feira (01/11/2017) a banda De La Tierra no show de lançamento do seu novo algum “II” em sua única apresentação no Brasil, em São Paulo no Tropical Butantã.

Esta “superbanda” é formada por Andreas Kisser do Sepultura (guitarras e voz), Andrés Gimenez do A.N.I.M.A.L (voz e guitarra), Alex Gonzalez do Maná (bateria e voz) e Harold Hopkins do Puya (baixo e voz).

Eles já subiram no palco mostrando porque hoje são uma das principais referências do rock latino, com músicas pesadas e bem executadas e com uma produção impecável. O setlist foi mesclado entre os 2 cd’s, com muita presença de palco e todos os integrantes com muita alegria, inclusive, isso fez com que o público presente se impressionasse a cada música, com o carisma do vocal Andrés, que até arriscou umas palavras em português e agradecia a todo momento a presença do público e citava o quanto era importante para eles aquela apresentação no Brasil. Na última música ele desceu do palco e entrou na roda do meio da pista.

A noite teve início com a apresentação da Banda Karburalcool Rock de Presidente Prudente que foi a grande campeão de um concurso promovido pela Banda Independentes, apresentou um rock pesado com letras forte a banda apresentou um show bem consistente e chamou atenção do público que estava chegando no local, a banda ainda teve a participação de Rogerio Fernandes do Carro Bomba na música “Em busca do que se perdeu”.

Em seguida teve a apresentação da banda Armored Dawn que está divulgando o seu novo algum “Barbarians in Black” banda Paulista que também acompanhou a banda de La Tierra no show da Argentina, fez uma apresentação bem digna de um dos grupos de metal mais bem-conceituados no momento, recentemente teve seu videoclipe “Sail Away” chegou a maraca de mais de 1 milhão de views no youtube. Inclusive, inúmeras pessoas no público estavam vestidas com roupas medievais e camisetas desta banda.

Agradecemos ao Tropical Butantã e em especial a Damaris da Hoffman & O´Brian pela oportunidade de cobrir mais esse show.

MEGADETH promove uma aula de metal no Espaço das Américas em SP

Texto e Fotos: Felipe Domingues

Terça-feira, 31 de outubro de 2017, noite fria na cidade de São Paulo, um clima bem propicio para bruxas, lobisomens e vampiros, já que se tratava de Halloween. A festa estava marcada para acontecer no Espaço das Américas e a atração principal não eram seres místicos e sim uma das maiores bandas de metal do mundo, o Megadeth.

Por volta das 20h:30 a festa teve início com o VIMIC, banda norte-americana de heavy metal que conta com o ex-baterista do Slipknot, Joey Jordison, que acompanhado de Kalen Chase (vocal), Kyle Konkiel (baixo), Jed Simon e Steve Marshall (guitarras) e Matt Tarach (teclado), aqueceu o público com o show de pré-lançamento do seu primeiro álbum intitulado de Open Your Omen, que será lançado no início de 2018.

Jordison é um show à parte, sua pegada monstruosa na bateria animou a todos, mas toda banda merece ser destacada, os dois guitarristas também mostraram muita técnica, o baixista Konkiel junto com Tarach, tecladista, que por vezes se aventurou na guitarra, completam a cozinha com o carismático vocalista Kalen Chase, seu vocal rasgado e agudo casa perfeitamente com as músicas, na minha opinião “Fail Me (My Temple)” tem tudo para se tornar um grande clássico do metal mundial.

Era chegada a hora de uma aula de metal, o Megadeth veio ao Brasil para divulgar Dystopia, quinto álbum da banda, premiado com o Grammy 2017 de melhor performance de Heavy Metal. No palco, 34 anos de história e muita qualidade musical.

Dave Mustaine, e seus companheiros de banda, Kiko Loureiro, David Ellefson e Dirk Verbeuren, deram início ao show com “Hangar 18” do álbum Rust in Peace de 1990, já dava para ter ideia do que estava por vir, um início matador, demonstrando muita qualidade técnica e uma ótima presença de palco.

Vale destacar o retorno aos palcos brasileiros de Kiko Loureiro, o guitarrista já está bem adaptado a banda e estava bem à vontade no palco e executou com maestria todas as músicas, não é à toa que é considerado um dos melhores guitarristas do mundo. Um setlist recheado de grandes clássicos como, “Trust”, “Symphony Of Destruction”, “Peace Sells” e “A Tout Le Monde” cantada em uníssono pelo público.

Do novo álbum tocaram apenas “The Threat Is Real” e “Dystopia” faixa título, destaque para o baterista Dirk Verbeuren, que fez a sua primeira passagem por palcos brasileiros e David Ellefson que está na banda desde 1983 e dispensa comentários. É impressionante a performance e presença de palco do “tiozão” de 56 anos, o cara parece um garoto executando os difíceis riffs das músicas do Mega e ainda fazendo os vocais.

Outro grande destaque do show foi a execução de “Mechanix”, música da demo No Life ‘til Leather do Metallica, lançada em 1982, época em que Mustaine ainda fazia parte da banda e depois passou a se chamar The For Horseman, lançada no Kill ‘Em All. Para finalizar a grande noite, a clássica “Holy Wars… The Punishment Due”. Não é por menos que o Megadeth arrasta multidões por todos os lugares que passa, afinal são muitos anos de estrada com fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo. Nos agradecimentos, Mustaine prometeu retornar em breve. Oh yeah yeah!

Agradecemos a Mainstream Concerts e a Fabiana Villela da Talento Comunicação pelo credenciamento ao Ponto ZerØ. Até a próxima…

Hangar 18
The Threat Is Real
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Trust
Take No Prisoners
Sweating Bullets
She-Wolf
Skin o’ My Teeth
A Tout Le Monde
Tornado of Souls
Dystopia
Symphony of Destruction
Mechanix
Peace Sells

Bis:
Holy Wars… The Punishment Due

Helloween promove show histórico no Espaço das Américas em SP

Texto: Felipe Domingues
Fotos: Daniel Ometo

Sábado, 28 de outubro de 2017, quem compareceu ao Espaço das Américas em São Paulo, presenciou um dos maiores espetáculos de metal de todos os tempos, sim, estamos falando do primeiro show no Brasil da turnê “Pumpkins United” comemorando os 30 anos do Helloween.

A expectativa era grande, já que os ingressos se esgotaram em menos de uma semana inclusive do show extra que aconteceu no domingo dia 29 de outubro. A região estava repleta de fãs que formavam uma fila quilométrica para entrar no Espaço da Américas que pontualmente abriu seus portões as 19h.

Do lado de dentro da casa, a expectativa e ansiedade aumentava ainda mais, pois aos poucos os fãs ocupavam todas as dependências do Espaço da Américas que ficava cada vez mais abobora por causa do movimento “bexigas laranjas” combinado pelas redes sociais.

Minutos antes do início do show, Junior Carelli, tecladista da banda Noturnall e um dos proprietários da Foggy Filmes, veio a público para falar o quanto aquela noite seria especial e para passar algumas recomendações, pois a banda faria a gravação do DVD da turnê e explicando alguns detalhes da gravação pediu para todos que primeiramente aplaudissem e depois gritassem enlouquecidamente, após recomendações o publicou entoou um coro de arrepiar e todos em uníssono cantaram “Happy, Happy Helloween, Helloween, Helloween, Happy, Happy Helloween ôÔôô”…

Pontualmente as 21h, Andi Deris (vocal), Michael Weikath (guitarra), Sascha Gerstner (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria), subiram ao palco acompanhados de ninguém mais e ninguém menos que Michael Kiske (vocal) e Kai Hansen (vocal/guitarra) dando início a grande festa com “Halloween”, música do álbum Keeper of the Seven Keys Part 1 lançado em 1987, seguida de “Dr. Stein” e “I’m Alive” com Deris e Kiske nos vocais.

Após a primeira parte do show, Deris fala que o público brasileiro é um dos melhores do mundo e por este motivo eles escolheram gravar novamente o DVD da turnê por aqui, após 10 anos do “Live in São Paulo” e anunciou “If I Could Fly” seguida por “Are You Metal?”. Kiske retornou ao palco para a execução de “Rise and Fall” do Keeper of the Seven Keys Part 2 de 1988, precisamos aqui destacar a performance e envolvimento com o público do vocalista Michael Kiske.

Deris retornou para a execução de “Waiting for the Thunder” e “Perfect Gentleman”, após foi a vez do Kai Hansen assumir os vocais com o medley “Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)”, seguida por “Forever and One (Neverland)”, um dos melhores momentos do show, com Deris e Kiske sentados à frente do palco em um clima acústico e acompanhados pelo público.

Na sequência, “A Tale That Wasn’t Right” com Kiske e “I Can” com Deris, hora de destacar o baterista Dani Löble, com sua bateria monstruosa de 4 bumbos, Löble fez seu solo interagindo com o público. Também é preciso destacar o desfile de guitarras de flying v no palco, principalmente a guitarra personalizada do Michael Weikath, pintada pelo artista Marcos Moura.

O show seguiu com uma sequência destruidora com “Livin’ Ain’t No Crime / A Little Time”, “Why?”, “Sole Survivor” e “Power”, a banda mostrou um entrosamento perfeito no palco, afinal, são mais de trinta anos de estrada, os vocais de Deris e Kiske, o timbre das guitarras, realmente eles se prepararam muito para fazer shows memoráveis nesta turnê e para finalizar a primeira parte do show, “How Many Tears”, música do primeiro álbum da banda Walls of Jericho lançado em 1985, com Deris, Kiske e Hansen nos vocais.

Pouco tempo depois, Kiske retornou para anunciar um dos maiores clássicos da banda “Eagle Fly Free” levando o público ao delírio que acompanhou em coro o vocalista durante toda a execução da música. “Keeper of the Seven Keys” foi a próxima e destacamos o guitarrista Sascha Gerstner em mais um momento memorável do show, com interação total do público.

Após uma outra pequena pausa, a banda retornou com mais um clássico, “Future World”, cantado em uníssono pelo público e para finalizar com chave de ouro “I Want Out”. Uma festa perfeita, digna de uma comemoração tão especial, com a reunião de grandes músicos que influenciaram e influenciam novas gerações do metal.

Era nítida a satisfação dos fãs, que se emocionaram, cantaram e curtiram aquele momento ao lado dos seus ídolos de décadas, durante a apresentação, pude ouvir comentários como “nossa, sempre sonhei em assistir um show desses”, “nunca imaginei que pudesse ver a banda com essa formação”.

Agora as perguntas que ficam… Após a turnê o que acontecerá com a banda? Vai cada um para o seu projeto ou lançarão algo novo juntos para o Helloween?

Agradecemos a assessoria de imprensa da Free Pass Entretenimento por ceder gentilmente as credenciais para o Ponto ZerØ. Até a próxima.

Setlist:
Halloween
Dr. Stein
I’m Alive
If I Could Fly
Are You Metal?
Rise and Fall
Waiting for the Thunder
Perfect Gentleman
Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)
Forever and One (Neverland)
A Tale That Wasn’t Right
I Can
Drum Solo
Livin’ Ain’t No Crime / A Little Time
Why?
Sole Survivor
Power
How Many Tears

Bis I:
Eagle Fly Free
Keeper of the Seven Keys

Bis II:
Future World
I Want Out

Pela primeira vez em Porto Alegre, Bon Jovi apresenta show de hard rock vigoroso

Por Aline Cornely
aline.cornely.comunicacao@gmail.com
www.facebook.com/alinecornelycomunicacao

Show: Bon Jovi, uma das bandas de rock mais bem-sucedidas do planeta
Data: 19 de setembro, terça-feira, véspera de feriado, em Porto Alegre,​ Dia do Gaúcho
Horário: marcado para às ​21h30, mas começou antes e durou cerca de 2 horas e meia
Temperatura:​ agradável, sem chuva, céu estrelado, penúltimo dia do Inverno
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre
Público: cerca de 40 mil pessoas de todas as faixas etárias (considerando a capacidade do local de abrigar até 51,3 mil pessoas)
Assessoria de Imprensa: Tssler Conteúdo
Produtora: Hits Entretenimento​
Setor: ​Repórteres foram acomodados na Pista Premium​
Estilo: hard rock

Inédito, pela primeira vez, ao vivo na capital gaúcha, este foi também o primeiro show no Brasil da turnê pela América do Sul do álbum “This house is not for sale”, lançado em novembro de 2016. No geral, um show grandioso, animado, vibrante, empolgante, alto astral, qualificado, digno de Rock in Rio, com uma energia maravilhosa. Nos três telões gigantes, as imagens variavam entre filmagens dos músicos e projeções em vídeo, além de uma Iluminação multicolorida poderosa. Sem covers, sem participações, sem grandes surpresas, sem trocas de figurino, sem fãs no palco.

O cantor, compositor, instrumentista, músico e ator norte-americano Jon Bon Jovi, ou melhor John Francis Bongiovi Jr., ícone dos anos 80, no alto dos seus 55 anos segue um “bom jovem”, em plena forma, com barriguinha sarada, que dava o ar da graça entre a calça e a camiseta, em seus pulos e corridas. Mesmo grisalho, o menino de New Jersey continua esbanjando charme, simpatia, carisma e beleza.

Aline Cornely

Seus olhos azuis combinavam perfeitamente com o casaco e a camiseta em tons da mesma cor. Mesmo com toda a sua boa forma, não tirou o casaco em nenhum momento do show, apesar do suador, para decepção do público feminino…

Sensual, sex symbol, sedutor, cantou e galanteou as mulheres da plateia, mas na medida, afinal é casado há quase 30 anos com sua paixão do colegial, Dorothea Hurley Bongiovi, com quem tem quatro lindos filhos – três meninos e uma menina – e um trabalho de filantropia admirável.

O artista se emocionou com a energia positiva da gauchada, que se apresentou bem disposta e participativa, respondendo bem às interações do artista, cantando, dançando, gritando, aplaudindo, fazendo movimentos com os braços e mãos.

Sem dúvidas, deu pra testemunhar ao vivo que os muito mais de 100 milhões de fãs do Bon Jovi ao redor do mundo não podiam estar errados. Depois de tantas músicas em filmes e seriados, álbuns de estúdio, ao vivo e compilações, singles, prêmios, turnês, videoclipes, lotando estádios pelo mundo e vendendo milhões de cópias de suas músicas, com cerca de 34 anos (idade da repórter que vos escreve) de carreira, Bon Jovi está com a vida ganha, obviamente, mas mesmo assim apresentou um espetáculo, cheio de dedicação para com o público gaúcho, que tanto tempo esperou para vê-lo ao vivo aqui em nossa terrinha – fato normal para os porto-alegrenses. Ao final do show, ele agradeceu aos fãs gaúchos, pelo apoio nos “ups and downs” da carreira.

Ele é o Bon! Um grande artista que faz tudo com amor, emoção e diversão, canta com o coração. Não é à toa que o desenho que simboliza a banda é um coração com asas sangrando atravessado por um punhal. Jovi ainda apresenta uma ótima performance de astro do rock’n roll – seu sonho desde criança, totalmente realizado. Não é a mesma do início da banda, claro que não, afinal mais de três décadas de carreira se passaram, mas dá para ouvir e ver que ele consegue cantar bem, tranquilamente, sem se esgualepar, diferente do que podemos presenciar no Rock in Rio de 2013, quando ele foi muito criticado pela falta de potência de sua voz.

Acompanhado por uma banda de elegantes, simpáticos e talentosos músicos – cheios de estilo, virilidade e presença de palco – que Jovi apresentou na metade final do show, com muito carinho, gratidão e elogios:

Na bateria: Tico Torres;
Na guitarra solo: Phil X (o substituto de Sambora);
No baixo: Hugh McDonald;
Nos teclados: o fiel David Bryan, único membro original junto a Jovi;
Na guitarra base: John Shanks, também produtor de diversos trabalhos da banda;

Na percussão: Everett Bradley.

Apoiando Jovi, os músicos sustentam os backing vocals, durante praticamente o tempo todo: Phil X, David Bryan e Hugh McDonald. Às vezes, até mesmo o percussionista e o guitarra base também ajudaram.

Pontos altos, quando a banda levantou a plateia com seus eternos hits:
– Raise Your Hands,
– You Give Love a Bad Name,
– It’s My Life (público todo cantando e pulando),
– Have a nice day,
– Bed of Roses (balada romântica linda),
– Keep the Faith (opera rock),
– Bad Medicine (com uma projeção bem sexy com mulheres sensualizando no telão), quando ele foi cumprimentar os fãs do gargarejo;
– Livin on Prayer, que encerrou o show, em alta.

Pontos baixos:
– Breves erros de execução perceptíveis em Bad Medicine e Livin On a Prayer;
– Eu e metade do público queríamos muito ter visto ao vivo as românticas ‘Always’, ‘I’ll Be There For You’, ‘Misunderstood’, ‘Thank You For Loving Me’, ‘Janie, Don’t Take Your Love to Town’, ‘This Ain’t A Love Song’ e ‘Blaze of Glory’, mas não fizeram parte do repertório, infelizmente;
– Trânsito e segurança ao final do show. Demorou 1h30 para eu conseguir um Cabify para voltar para casa.

Setlist:
1 – “This House Is Not for Sale”
2 – “Raise Your Hands”
3 – “Knockout”
4 – “You Give Love a Bad Name”
5 – “Born to Be My Baby”
6 – “Lost Highway”
7 – “Because We Can”
8 – “I’ll Sleep When I’m Dead”
9 – “Runaway”
10 – “We Got It Going On”
11 – “Someday I’ll Be Saturday Night” (Acústica)
12 – “Bed of Roses”
13 – “It’s My Life”
14 – “Who Says You Can’t Go Home”
15 – “RollerCoaster”
16 – “Wanted Dead or Alive”
17 – “Lay Your Hands on Me”
18 – “Have a Nice Day”
19 – “Keep the Faith”
20 – “Bad Medicine”

Bis
(Ole-ole-ole-ole)

21 – “In These Arms”
22 – “Blood on Blood”
23 – “Livin’ on a Prayer”

Próximos shows da turnê no Brasil:

Rio de Janeiro: sexta, dia 22, no Rock in Rio;
São Paulo: sábado, dia 23, no festival SP Trip.