Category Archives: Shows

LED ZEPAGAIN PROMOVE UM ESPETÁCULO EM UM TRIBUTO AO LED ZEPPELIN NO TEATRO BRADESCO

Por Thiago Tavares

Divulgação

Na última terça-feira, dia 18 de Junho, paira uma certa dúvida da pessoa que vos escreve: acompanhar um show para cobertura ao Ponto Zero ou acompanhar Brasil e Venezuela pela Copa América? É claro que Copa América não é uma competição que ganha visibilidade em proporção a Copa do Mundo, mas também não poderia descartar a possibilidade de cobrir um show que uma vez que recebemos o material de imprensa já pensei com meus botões: “Isso será interessante! Por onde passou, sempre aclamado, galera gostando do que está vendo…”. Mediante ao desempenho desfavorável de nossa seleção (com s minúsculo em proporção a bola que está jogando), fui ao teatro para conferir um dos tributos ao Led Zeppelin mais conhecidos no mundo e que voltou a capital paulistana mostrando para o que veio.

A banda norte-americana Led Zepagain, formada em 1989, formada por pelo vocalista Swan Montgomery (como Robert Plant), pelo guitarrista Anthony Thymiakos (como Jimmy Page), pelo baixista/tecladista Jim Wootten (como John Paul Jones) e pelo baterista Derek Smith (no papel do lendário John Bonham, falecido em 1980) tem um currículo de banda grande, em proporção ao reconhecimento do trabalho que fazem, tamanho o realismo que se vê no show. Isso é demonstrado nos prêmios conquistados em em 2002 e 2005 com o prêmio de melhor banda tributo da Rock City News Award, onde fora isso, já possui mais de um milhão de downloads realizados no iTunes.  

Já circulando pelo Shopping Bourbon, onde o Teatro Bradesco fica localizado, era possível observar os primeiros fãs do Led esperando as portas do local se abrirem para tomarem seus lugares. Eram homens, mulheres de diversas idades e até crianças, que com certeza, seus respectivos pais influenciaram muito bem a iniciar a ouvir rock.

Devidamente credenciado, adentrei ao teatro, e a cada dia que adentro, me surpreendo com o local, a arquitetura. Um lugar bem bacana para receber espetáculos e musicais de grande porte. E com certeza, estava prestes em ver não só um show, mas sim um espetáculo digno de Led Zeppelin.

Começando pontualmente as 21:00, a banda já começa com um clássico de 1971: Rock and Roll. A partir dessa música, já era possível perceber como seria a postura da banda e a proposta de como iriam levar o espetáculo ao público presente.

E pasmem: os caras chegaram derrubando a porta. Uma sonoridade que lembra de forma exata no que foi gravado no ano em questão. É claro que não poderia passar batido as roupas usadas pelos integrantes da banda, onde praticamente estavam vestidos a caráter, lembrando os anos 70 com camisas no estilo floral, calças no estilo boca de sino e sapatos que lembravam o estilo social com um salto discreto.

Sobre o vocal, o público não sabia se quem estava no palco era Swan Montgomery ou o lendário Robert Plant. Ele consegue incorporar o vocalista com uma facilidade fora do comum em todos os aspectos mesmo: em técnica vocal, vestimenta, até mesmo na presença de palco com as dancinhas da época. Enfim, pairava a dúvida ao mesmo tempo que apresentava uma adrenalina no show que empolgava a todos.

Divulgação

Agora a cozinha, senhoras e senhores do Brasil é um show a parte: imagine uma cozinha sincronizada e que colocou o show no bolso. Pois bem, Anthony Thymiakos, Jim Wootten e Derek Smith não tiveram trabalho a reproduzir um set de quase duas horas de espetáculo, onde a banda passeou literalmente na discografia da banda executando os grandes sucessos.

É uma pena que desta vez, com a tour teve uma passagem por São Paulo, entretanto, o show passou por seis localidades no Brasil. Além de São Paulo, os fãs do Led Zeppelin contemplados foram Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro.

Espero que muito em breve voltem para São Paulo pois o show sem sombra de dúvidas é impecável em todos os sentidos. Impecável ao ponto de esquecer Brasil e Venezuela. Aliás, eles compensaram muito bem com o espetáculo. Agora com a seleção brasileira…só basta lamentar.

Em nome do Ponto Zero, agradecemos ao Costábile Salzano Jr da THE ULTIMATE MUSIC – PR pelo credenciamento ao show.

SHOW LED ZEPAGAIN – TEATRO BRADESCO – SÃO PAULO – 18 DE JUNHO DE 2019

Rock and Roll

Good Times Bad Times

Ramble On

Black Dog

No Quarter

Misty Mountain Hop

Since I’ve Been Loving You

Over the Hills and Far Away

The Wanton Song

The Ocean

Stairway to Heaven

Moby Dick

Immigrant Song

Heartbreaker

Kashmir

Whole Lotta Love

How Many More Times

What Is and What Should Never Be

Bring It On Home

Communication Breakdown

Nobody’s Fault but Mine

NUCLEAR ASSAULT ATERRORIZA O SESC BELENZINHO TOCANDO OS MAIORES SUCESSO DA BANDA

Texto: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 26 de maio, a equipe do Ponto Zero bateu ponto novamente no SESC Belenzinho para a cobertura de um show em que muitos diziam que seria o show do ano naquele local devido a banda que se apresentaria e também faz bastante tempo que não apareciam no Brasil, entretanto, o sumiço desta banda foi proporcional a porradaria apresentada por eles, onde ninguém ficou parado literalmente.

Formado atualmente por John Connelly (vocal e guitarra), Glenn Evans (bateria), Dan Lilker (baixo, vocal) e Erik Burke (guitarra), a banda de Nova Iorque Nuclear Assault estava disposto a colocar a comedoria do SESC Belenzinho a baixo em dois shows bastante esperados pelo público. Mas dois shows? Sim! A banda se apresentou em duas datas, 25 e 26 de maio (quinta e sexta-feira) para delírio dos headbangers que não perderam tempo e esgotaram os ingressos em pouco tempo, praticamente esgotado em 2 semanas.

O grupo de trash metal estadunidense estava ansioso demais por desembarcar no Brasil, sendo que sua última passagem ocorreu em Agosto de 2015, onde até se cogitava naquela época que seriam as últimas apresentações, algo que não aconteceu e de lá para cá, vem fazendo shows esporádicos. Ao retornar em terras brasileiras, a banda passou antes por Recife (PE), Limeira (SP), Rio de Janeiro (RJ), e Vila Velha (ES) para finalmente encerrar essa passagem com chave de ouro na capital paulista.

Pontualmente as 21h30 min, a banda sobe ao palco sendo ovacionado pela galera presente que lotou a Comedoria do SESC, onde de início, Johon Connelly agradeceu quem estava presente e já iniciou com uma trinca clássica da banda, referente ao segundo álbum da banda intitulada Survive (1988): Rise from the Ashes, Brainwashed e F#.

Entre as três primeiras músicas executadas no show, algo me chamou bastante a atenção e que demonstra que o povo queria muito colocar o terror no SESC Belenzinho. Em Brainwashed, os headbangers começaram a subir ao palco e cantar junto com John Connelly. Enquanto um se jogava para os braços da galera, outro imediatamente subia ao palco, dividia os vocais e também se jogava. Nessa altura do campeonato, os seguranças já não sabiam mais o que fazer, uma vez que o cordão que divide o público do palco já tinha sido rompido. Enfim, a festa já estava completa ao modo dos headbangers mais extremos. Em meio ao povo que já estava eufórico com cada música executada, Connelly gentilmente pediu para que as pessoas subissem sim ao palco, mas que preservassem os equipamentos.

Mais adiante, o grupo apresentou mais do seu trash metal rustico com Vengeance e After the Holocaust, ambas do álbum Game Over (1986). Ambas na execução destas músicas, a galera não ficou parada e foi mosh atrás de mosh, foi algo fora do comum e algo que não tinha visto.

E o povo, ao contrário da primeira noite, resolveu protestar politicamente após a execução de Critical Mass, o povo soltou o coro de “Fuck Bolsonaro”. O baixista Dan Lilker foi na onda e trocou o nome para o norte-americano Donald Trump, algo que também me chamou a atenção em meio a situação política em nosso país e que até mesmo, a liberdade de expressão começou a ser questionada no campo do rock e do heavy metal, algo que já acontece há muito tempo e de pleno conhecimento de todos.

Houve também a parte mais hardcore da banda que foi apresentada, mais para o final do show. O hardcore ficou por conta das faixas My America, Hang the Pope e Lesbians, onde apenas Lilker consegue cantar de forma bem impressionante, devido a sua técnica vocal.

Sem sombra de dúvidas, esta foi uma das melhores apresentações do Projeto Música Extrema e no qual esperamos também que o Nuclear Assault continue pela estrada nessa caminhada, tocando o terror por onde passa, com os grandes sucessos e também com novos trabalhos. Aqui deixo meus parabéns ao SESC pela continuidade do projeto.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Poliana Queiroz, da área de Comunicação do SESC Belenzinho pelo fornecimento das credenciais.

SETLIST NUCLEAR ASSAULT – SESC BELENZINHO 26 DE ABRIL DE 2019

Rise From the Ashes
Brainwashed
F#
Vengeance
Radiation Sickness
New Song
Critical Mass
Game Over
Butt Fuck
Stranded in Hell
Sin
Betrayal
Analogue Man in a Digital World
F# (Wake Up)
My America
Hang the Pope
Lesbians
Trail of Tears

JOHN WAYNE E BAYSIDE KINGS SE UNEM PARA MOSTRAR O PODER DO HARDCORE NO PALCO DO SESC BELENZINHO

Por Thiago Tavares

No dia 22 de fevereiro, em uma noite de chove e não chove na terra da garoa, o SESC Belenzinho recebeu na Comedoria, mais uma noite de hardcore brazuca e de qualidade para todos os gostos. O local recebeu a clássica banda John Wayne de São Paulo e a Bayside Kings, de Santos.

Para mim, era a primeira vez que iria ver o show deles ao vivo e já tinha ouvido o som de ambos pelas plataformas digitais, entretanto nada é substituído pelo show, onde a vibe é outra história, tem o público e suas empolgações e ânimos totalmente exaltados e ao chegar ao SESC era bem perceptível que a galera estava bastante empolgada em ver as bandas e tocar o terror naquele lugar. Mas estava pronto para ouvir aquela porradaria de qualidade.

Britanicamente as 21:30, sobe ao palco a banda paulistana, da Zona Oeste de São Paulo, mais precisamente de Perus, John Wayne. Fundada em 2009, os caras já tem tem uma vasta estrada com participação de festivais e com três CD’s gravados, eles apareceram com todo o gás para mostrar o hardcore clássico, aquele que faz a galera fazer mosh do início ao fim de sua participação.

Os caras iniciaram sua participação com Quatro Velas do álbum Dois Lados – Parte I de 2011. Pergunte aos integrantes da banda de alguém que esteve presente ficou parado?

O set foi um compilado de dos principais sucessos da banda em relação aos três CD’s que possuem e que está em nova fase com a entrada do novo vocalista. Guilherme Chaves substitui Fábio Figueiredo e na apresentação no SESC o cara pode mostar um pouco de sua técnica vocal bem diferenciada e potente que agradou os presentes.

Além de Guilherme Chaves compõem a banda Rogerio Torres (Guitarra e Vocal), Júnior Dias (Guitarra), Denis Dallago (Baixo) e Edu Garcia (Bateria). As músicas do John Wayne questionam cenários comuns do dia a dia do brasileiro como a miséria fome e crueldade humana.

Logo em seguida, adentrou ao palco a banda santista Bayside Kings, outra banda da vertente do hardcore, grupo esse bastante conhecido do público presente também, que cantou praticamente todas as músicas, do início ao fim de sua apresentação.

Com três discos gravados e dois EPs no currículo, os caras de Santos deram a devida continuidade ao hardcore, com muita porradaria e mosh da primeira a última música.

Formado por Milton (Vocal), Leo (Guitarra e voz), Teteu (guitarra/voz), Manolo (baixo) e Kid (Batera), a banda já possui mais de 10 anos de carreira e sua participação na Comedoria do SESC Belenzinho foi impecável, onde a galera sempre estava exaltada, querendo ao máximo subir ao palco para querer se atirar e mergulhar perante o palco.

E o público estava tão entretido com o show que Milton chegou a dividir o seu microfone com a galera, e eles não deixaram o vocal na mão acerca de cantarem as músicas da banda ou até mesmo quando uma garota subiu ao palco e cantou uma das músicas e até que saiu bem, onde também dividiu o microfone com os presentes. Algo inusitado, entretanto, expõe a força do estilo musical no Brasil, onde aqueles que apreciam, apoiam ouvindo e adquirindo o merchandising das respectivas bandas.

Saí do SESC bastante satisfeito do que vi. Espero que esse projeto de união das duas bandas continue no qual pode render futuramente em uma turnê pelo país. Bastam os produtores se esforçarem um pouco para concretizarem isso pois potencial de ambas foi demonstrado com louvor na última sexta.

O Ponto ZerØ agradece a Poliana Queiroz, da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho pelo fornecimento da credencial ao evento.

SETLIST JOHN WAYNE
Passagem
Quatro Velas
Pesadelo Real
Caim
Recomeço
Tempestade
Retrato da Nossa Miséria
Aliança
Lágrimas
Aliança – Parte II

SETLIST BAYSIDE KINGS
Miles And Miles Away
Triumph
Refuse 2 Sink
Get Up And Try Again
My Freedom
Against The Tide
Share To Multiply
The Underdog
Power Of Change
Sober
Another Point Of View
Sad But True, Your Fucking Scum
Resistance
Takedown
Still Strong

Camisa de Vênus lança seu CD e DVD Dançando na lua no Carioca Club com participações das bandas Baranga Rock e Golpe de Estado

Por Daniel Ometo

No dia 09/02/2019 estivemos presente no Carioca Club Pinheiros para acompanhar o lançamento do mais recente DVD que foi gravado na cidade de Porto Alegre em 2018.

Vamos falar um pouco sobre as banda de abertura.

Baranga Rock:  A banda com seu hard rock e heayy metal  agitou o pequeno público que se encontrava na casa (o show começou as 15 horas e devido a isso, não tinha muita gente no show de abertura). A galera curtiu bastante o show onde eles cantaram os grandes sucesso da banda em toda sua carreira. Na  minha opinião, foi um grande show.

Ronaldo e os Impedidos  Nunca tinha assistido o show da banda do ex goleiro do Corinthians e comentarista de TV Ronaldo Giovanelli ao vivo mas foi uma grata surpresa onde foi apresentado os sucessos dos 2 álbuns lançados e covers de grandes bandas como Elvys Presley, Credeence Clewaters e até Megadeth.

Ronaldo enfatizava que ele teve uma grande influência da banda Golpe de Estado que seria a próxima a entrar no palco e que o Rock jamais acabará.  Nesse meio tempo a casa já estava enchendo e podíamos ver a galera cantando junto com o Ronaldo todas as músicas da banda. O ponto alto foi a música “O nome dela” cantada por todo público presente.

Golpe de Estado:  Em sua nova formação a banda Golpe de Estado levou ao público presente em grande número no Carioca seus grandes sucessos gravados em 30 anos de banda que será comemorado esse ano. Em primeira mão foi mostrado ao público seu novo single que a platéia gostou muito. Foi apresentado grandes sucessos como Noite de Balada e Nem polícia nem bandido, levando a galera ao delírio.

Camisa de Vênus: Já com o Carioca cheio, o Camisa de Vênus veio mostrar e lançar seu mais novo CD e DVD intitulado Dançando na Lua gravado em Porto Alegre em 2018. Entre as músicas do DVD, Marcelo Nova e banda cantou os clássicos da banda como Deus me de grana, Eu não Matei Joana D’Arc, Bete Morreu , A raça mansa entre outras bandas.

Uma grande surpresa foi ver Drake Nova (filho do Marcelo Nova) na guitarra.

Enfim, foi um evento onde o Rock Nacional foi elevado ao ponto onde ele merece, grandes bandas, um público fiel e contagiado pelas músicas apresentadas do começo ao fim.

Todas as gerações reunidas no Carioca desde aos mais velhos até os mais novos que conheceram as bandas através cantaram todas as músicas.

SUPLA E GLEN MATLOCK AGITAM O PALCO DO SESC BELENZINHO INICIANDO OS TRABALHOS DE 2019

Por Thiago Tavares

O ano de 2019 começou com tudo. Com muitas expectativas acerca de muitos shows pela frente e sermos testemunhas de grandes espetáculos. 2019 mal começou e no último dia 12 de janeiro voltamos ao batente, in loco para prestigiar e cobrir mais um show no SESC Belenzinho, palco de shows de qualidade – que diga-se de passagem – e que em maioria das vezes, está lotado e que também é um ótimo programa ver um show de rock, abrindo os trabalhos do fim de semana da galera. E no dia em questão não foi diferente.

O SESC Belenzinho neste dia, abriu as portas, um dos ícones mais emblemáticos do rock nacional, reconhecido por seu carisma e simpatia que leva em suas apresentações, o cantou paulistano Supla subiu ao palco da Comedoria em um show que lotou o local.

O show do Charada Brasileiro teve como base, a divulgação do seu mais recente trabalho intitulado Illegal, disco esse que é o 15° da carreira, no qual lançou nas versões em português e inglês, composto por 16 faixas, no qual apresentou ao público e também foram inclusas no set os grandes sucessos da carreira.

E o show do Papito teve um plus bastante especial e que agitou bastante o show. A presença mais do que especial do ex-baixista da formação original do Sex Pistols. Sem sombra de dúvidas, quando Glen Matlock subiu ao palco para dividir os vocais com o anfitrião da festa, a galera foi ao delírio, e era promessa de um ótimo espetáculo.

Supla iniciou o show com a primeira faixa do novo disco Ilegall, música essa bem agitada que animou os presentes. Em seguida, escuta-se das caixas de som, a voz de Silvio Santos, mencionando: “O Charada Brasileiro, O Charada Brasileiro, aonde você está Supla?”, onde remete-se a época que ele participou do reality show Casa do Artistas em 2001 (Sim! Lembro disso!), logo era o gancho para o clássico lançado em 2001. Em seguida, foram executadas Fuck Politics do novo álbum, Diga O Que Você Pensa de 2016 e Anarquia Lifestyle com um refrão bastante pegajoso e fácil de decorar.

Mais a frente, Supla cantou uma música no qual ele dedicou as pessoas que “são famosas sem talento”. Efetivamente, Cresça e Aconteça é uma música que define essas pessoas que simplesmente se vangloriam de luxo e ostentação e adoram se exibir. E é claro que o Papito teve que fazer uma encenação hilária, onde pegou o celular de um espectador do show e simulou fazendo uma selfie. Em seguida, veio uma balada básica: If You Accept Me e na sequência, a clássica Garota de Berlin.

Logo em seguida, chegou o momento esperado. Supla anuncia Glen Matlock para subir ao palco com seu violão e o público ovacionando, onde Matlock retribui com um boa noite, e já se posiciona para assumir o vocal, trocando de lugar com o Charada, que vai assumir a bateria. A partir desse momento, Glen inicia o clássico do Sex Pistols Pretty Vacant de 1977 do primeiro e único trabalho da banda em estúdio intitulado Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols. Ainda com Supla na bateria, Glen emenda com Hook in You, música já de seu primeiro álbum solo, lançado ano passado com uma roupagem bem blues.

Adiante, Matlock executou outra faixa de seu trabalho solo: Won’t Put the Breaks On Me, onde Alexandre volta a assumir a bateria e Supla ficou de backing vocal. E no show teve dois covers de clássicos do rock que fizeram o público do SESC Belenzinho agitar o esqueleto: Dancing with Myself do Billy Idol, e Blitzkrieg Bop do Ramones.

Em resumo, pode-se dizer que o show do Papito foi excelente. Uma apresentação que foi contagiante, agitou a galera do início ao fim e ainda mais com a participação de Glen Matlock, abrilhantou mais o espetáculo. Cabe também elogiar a banda que participou do show, competência na execução das músicas e que demonstrou uma energia que respectivamente refletiu para a galera que não parou um só minuto.

Se o início de 2019 foi assim, não podemos reclamar das próximas aventuras do Ponto ZerØ. Estamos só começando.

O Ponto ZerØ agradece a Adriana Garcia, da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho pelo fornecimento da credencial ao evento e pela parceria, que possa manter por muito mais tempo.

Setlist:
Illegal
O Charada Brasileiro
Fuck Politics
Anarquia Lifestyle
Humanos
Waiting in Tokyo
Is This Love (Bob Marley Cover) / Parça da Erva
Green Hair (Japa Girl)
Cresça e Aconteça
If You Accept Me
Garota de Berlim
Pretty Vacant (Sex Pistols Song)
Hook in You (Glen Matlock Song)
Won’t Put the Breaks On Me (Glen Matlock Song)
God Save the Queen (Sex Pistols Song)
Blank Generation (Richard Hell and the Voidoids Cover)
Anarchy in the U.K. (Sex Pistols Song)
Dancing with Myself (Billy Idol Cover)
Blitzkrieg Bop (Ramones Cover)
Ao Som Que Eu Vivi
Should I Stay Or Should I Go (The Clash Cover)

Bis:
This Ain’t the Ballad of Johnny Stiff
(I’m Not Your) Steppin’ Stone (Paul Revere and The Raiders Cover)
Imagine (John Lennon Cover)

Line-up:
Supla – Vocais e Bateria
Glen Matlock – Vocais e Violão
Alexandre Lafelice – Bateria
Bruno Luiz – Guitarra
Henrique Baboom – Baixo
Mateus Schanoski – Teclados

ANGRA FEST AGITA A GALERA NO TROPICAL BUTANTÃ E MARCA A VOLTA DE DR. SIN AOS PALCOS E MALTA COM NOVO TRABALHO EM BREVE

Por: Thiago Tavares
Fotos: Daniel Ometo

No último dia 01 de dezembro aconteceu no Tropical Butantã a segunda edição do Angra Fest. Evento elogiado pela galera, o Angra resolveu conciliar o encerramento da ØMNI World Tour e realizam o festival que reuniu os principais nomes da cena do metal no Brasil. Um festival que ficou para a história, assim como foi a primeira edição.

Para esta segunda edição do festival, os anfitriões que comemoram 28 anos de estrada convidaram a banda Nervosa, banda essa que vem de uma turnê bastante corrida e de sucesso pela Europa, Project 46 que dispensa apresentações e que em 2018 também fez diversos shows em festivais pelo país em divulgação do último álbum Tr3s, a banda Malta que aos poucos, vem se inserindo no mundo do metal com uma nova roupagem com a entrada de Luana Camarah no vocal, e a grande surpresa da noite que foi a volta de Dr. Sin aos palcos.

Pontualmente as 18:00, o festival se dá por iniciado com a banda Nervosa, querendo dar o seu recado de que não estavam cansadas acerca da maratona de shows que teve em 2018. E não é para tanto pois lançaram Downfall Of Makind, disco esse que foi amplamente elogiado no Brasil e no exterior, e que resultou em impressionantes 80 shows em 22 países.

Formada por Fernanda Lira (voz e baixo), Prika Amaral (guitarra e backing vocal) e Luana Dametto (bateria), a Nervosa passeou por sua discografia, tocando os principais sucessos como Victim Of Yourself, Into MoshPit e deram ênfase a músicas do novo álbum.

Logo em seguida, surge no palco o Project 46, que chegaram dispostos a tocar o terror na galera, que já começou a lotar o Tropical. E é claro que não é para menos, pois trata-se de uma forte referência do metal nacional com músicas cheias de energia e também com um tom de protesto sobre as mazelas do nosso país e também sobre os perrengues que enfrentamos no dia a dia, marcas essas que carregam a banda.

Formado por Caio MacBeserra (voz), Vini Castellari (guitarra), Jean Patton (guitarra), Baffo Neto (baixo) e Betto Cardoso (bateria), o grupo também encerra o ano de 2018 com saldo positivo, com grande repercussão aceca do último álbum intitulado Tr3s e também com a sua agenda lotada de shows. Os caras após o show, estiveram na pista para trocar uma ideia com a galera que estava presente no festival.

Passada a porradaria de nível extremo, chegou a hora da apresentação mais esperada dos últimos anos. Após uma pausa de dois anos, o Dr. Sin, volta aos palcos e quebraram a cara quem apostou que seria um show morno devido a falta de entrosamento e afins. O show deles foi bastante consistente, agitado, no qual foi possível ver a performance de Thiago Melo, guitarrista que substituiu o lendário Edu Ardanuy, onde o novato não ficou devendo.

Atualmente formada por Andria Busic (voz/baixo), Ivan Busic (bateria) e Thiago Melo (guitarra), a banda executou a recém música lançada intitulada Lost In Space, além de clássicos do grupo.

A partir daí a casa lotou de vez por todas, mas ainda havia mais um convidado antes da atração principal adentrar ao palco. A banda Malta fez um show baseado no trabalho a ser lançado em 2019 com o título IV no qual vai mostrar uma banda totalmente repaginada, com um som mais pesado e mais envolvente, o que de longe não se lembra da fase anterior. O show em si agradou bastante a galera presente, ainda mais quem não conhecia e se depender do novo trabalho, realmente a banda deve ter conquistado novos admiradores.

Formada por Adriano Daga (bateria), Luana Camarah (vocal), Thor Moraes (guitarra) e Diego Lopes (baixo), a banda apresentou a faixa Manipulação, pertencente ao novo álbum que também tem um clip que já foi lançado nas mídias sociais, onde é demonstrado de forma clara essa nova fase, música essa carro-chefe dessa nova fase e do novo álbum. A música tem participação de do guitarrista Ron Bumblefoot e Amon Lima.

Para fechar com chave de ouro, executaram Bohemian Rhapsody do Queen. A execução é devida pois a banda fez um show na Avant-Premiere do filme Bohemian Rhapsody realizado no Allianz Parque em São Paulo. Por fim, a participação da Malta se encerra com Supernova.

Por fim, os donos da festa tinham que aparecer. O Angra sobe ao palco do Tropical Butantã após uma maratona de 100 shows até então, todos eles pertencentes a turnê ØMNI World Tour, e no fim das contas depois de tanto show, tinham que encerrar com chave de ouro no Brasil, acerca do último disco que vem sendo bastante elogiado mundo a fora.

Composta atualmente por Fabio Lione (vocal), Rafael Bittencourt (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria), iniciaram os trabalhos com Newborn Me, do álbum Secret Garden. Em seguida, foi executado Travelers In Time e a partir daí, fizeram uma viagem sob a discografia da banda, desde Temple of Shadows, passando pela clássica Nothing to Say. Como é de praxe, Fábio Lione interagiu com a galera e percebe-se que o português vem melhorando a cada show.

Um dos pontos de destaque no show foi a execução de Black Widow’s Web. A galera meio que já sabia que nem Sandy ou mesmo Alissa White-Gluz (Arch Enemy) participariam do evento, mas para a interpretação da música juntamente com Fábio Lione, convidaram uma vocal que não ficou devendo na interpretação. O Angra convidou Mayara Puertas do Torture Squad para dividir o palco, fazendo o vocal feminino, onde no qual executou de forma brilhante e competente.

E para o fim dos trabalhos, não poderia faltar uma jam session. Iniciou-se com Walk do Pantera, onde junto com o Angra, subiram ao palco Fernanda Lira do Nervosa e Jean Patton do Project 46. Em seguida, foi executado Highway To Hell do AC/DC, onde desta vez quem participaram foram o guitarrista Edu Ardanuy, Luciana Camarah e Adriano Daga – os dois últimos do Malta – onde ainda teve os backing vocals formado por Rafael Bittencourt, Thor e Diego da Malta, para assim fechar a conta da segunda edição do festival.

Enfim, o Angra Fest vem fazendo sua parte em reunir os maiores nomes da cena do metal do Brasil. Festival esse que está começado a cair no gosto dos headbanguers e que marcam presença ao prestigiarem bandas de respeito. Se continuar neste enredo, com certeza vamos ter uma terceira edição em breve e com nomes de peso em prol do metal nacional.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Costábile Salzano Jr da The Ultimate Music pelo fornecimento das credenciais.

SETLIST NERVOSA
Horrordome
… And Justice for Whom?
Death!
Enslave
Hostages
Masked Betrayer
Never Forget, Never Repeat
Raise Your Fist!
Kill the Silence
Intolerance Means War
Into Moshpit

SETLIST DR. SIN
Scream and Shout
Lost in Space
Time After Time
Fire
Sometimes
Dirty Woman
Miracles
Fly Away
Emotional Catastrophe

SETLIST PROJECT 46
Terra de Ninguém
Tr3s
Se Quiser
Violência Gratuita
Pode Pá
Pânico
Rédeas
Erro +55
Foda-se (Se Depender de Nós)
Acorda pra Vida

SETLIST MALTA
Igual a ninguém
Amor e Ódio
Bater de Frente
Ela Sempre Sabe
Nova História
Pátria Amada
Manipulação (with Edu Ardanuy)
Bohemian Rhapsody (Queen cover)
Supernova

SETLIST ANGRA
Newborn Me
Travelers of Time
Waiting Silence
Nothing to Say
Insania
Acid Rain
Caveman
Drum Solo (Bruno Valverde)
Black Widow’s Web (Part. Mayara Puertas)
Upper Levels
Spread Your Fire
ØMNI – Silence Inside
The Bottom of My Soul
Morning Star
Magic Mirror

Encore:
Rebirth
Carry On / Nova Era
Walk (Pantera cover) (Part. Fernanda Lira e Jean Patton)
Highway to Hell (AC/DC cover) (Part. Edu Ardanuy, Luana Camarah e Adriano Daga)

CCXP Viva o Épico

Por: Daniel Ometo

Dos dias 05 a 09 de dezembro de 2018, no São Paulo Expo, ocorreu a 5ª edição da Comic Con Experience.

Com a participação dos maiores estúdios cinematográficos do mundo, esse ano a CCXP trouxe vários lançamentos de filmes, séries que ocorrerão a partir de janeiro de 2019.

Vamos agora destacar alguns lançamentos dos maiores estúdios cinematográficos.

A Marvel trouxe para a CCXP o lançamento do filme Capitã Marvel, onde teve painel com a atriz que protagoniza a capitã Marvel e no seu stand teve um espaço voltado para o filme com a exposição do traje original usado nas gravações do filme e uma réplica do caça usado no filme.

No Stand da Sony, foi mostrado trajes do Homem Aranha no novo filme Homem Aranha Longe de Casa e da animação Homem Aranha no Aranhaverso que estréia dia 10/01/2018, entre outras atrações.

No stand da Warner a grande mostra foi sobre o filme Shazam onde o ator que faz o shazam esteve no evento em um painel. No stand tinha espaços da série Rivedale, Shazam, detetive pikachu, aquaman.

Teve também muita gente vestida com seus personagens favoritos os cosplayers. Esses cosplayers puderam trazer os personagens mais perto do público onde muitos e principalmente crianças puderam tirar fotos,  se sentir perto do seu herói, do personagem do seu jogo favorito

Estive visitando também o Artist Alley (beco dos artistas em português). um espaço dedicado aos quadrinistas, ilustradores brasileiros e estrangeiros que trabalham de forma independente. Esse é o coração do evento, onde em um grande espaço no pavilhão eles puderam mostrar seus trabalhos.

Também tivemos stands de lojas de vestuário, a loja oficial do Harry Potter, entre outras.

Em 5 dias de eventos foram mais de 260 mil pessoas andando pelo pavilhão de exposição São Paulo Expo, consolidando a CCXP como a maior convenção de quadrinhos do mundo passando a Comic Con de San Diego nos Estados Unidos.


MX VOLTA A SÃO PAULO E AGITA OS HEADBANGERS NO SESC BELENZINHO PELO PROJETO MÚSICA EXTREMA

Por Thiago Tavares

No dia 30 de novembro, o SESC Belenzinho abre as portas novamente para a galera do rock e do heavy metal para que bandas possam divulgar seus trabalhos aos headbangers e mais uma vez, não ficaram devendo e trouxeram uma banda que particularmente vem com novas energias, proposta a vir com novos projetos e shows, ainda mais vindo com trabalho novo e divulgando constantemente.

Pelo projeto Música Extrema, o SESC apresentou a banda de Santo André MX, que há pouco tempo lançou o CD A Circus Called Brazil, disco esse que vem recebendo ótimas críticas, ainda mais com um disco lançado as luzes dos últimos escândalos de corrupção em nosso país, escândalos esses que são o plano de fundo do disco, onde a galera teve que esperar quase vinte anos para ouvir um novo trabalho e que consequentemente quem ouviu, não se decepcionou.

No dia do show em questão, São Pedro literalmente resolveu abrir as torneiras dos céus, onde a chuva foi predominante na noite do show. Parecia que choveu tudo o que tinha que chover no mês de novembro, mas isso não foi desculpa para o público que compareceu em peso a comedoria do SESC Belenzinho para curtir o show dos caras.

Com aquela pontualidade britânica de ser nos eventos do SESC, as 21h30min, o MX sobe ao palco e já mandando aquela porrada na cara da galera com Fleeing Terror, mostrando que a banda não está para brincadeira no quesito música de qualidade.

Em seguida a banda executou Mission, do recente trabalho, uma porradaria fora do comum que agitou o público presente.

Após a segunda música, a banda resolveu relembrar alguns sucessos de álbuns anteriores, onde quem não ouviu, vale a pena pesquisar e apreciar pois não é de hoje que fazem um som de qualidade. A terceira música foi Mental Slavery de 1984, uma ótima música com algo bem mais rápido, com algumas transições no meio do caminho, onde quem aprecia uma bateria rápida, sem titubear, gostou do que viu.

Lucky, também do álbum novo mostra a força dos backing vocals e faz um passeio pelo hardcore. Uma música bem pesada, onde dificilmente alguém fica parado e já quer puxar um mosh com a galera. Houve também um momento romântico onde o baixista Alexandre “Dumbo” dedicou a música a sua esposa que estava presente e que no dia em questão, comemoravam mais um ano de casados.

Comemorações a parte o show em seu contexto geral mostrou que a banda tem lenha para queimar e fazer mais shows Brasil a fora. Quem viu pela primeira vez, aprovou e a galera que já acompanha também curtiu as músicas dos garotos de Santo André, onde esse novo álbum mostra a força do metal brasileiro e reforça que por mais que a banda ficou ausente por quase 20 anos, voltaram com a corda toda, com uma proposta nova e com muita porradaria neste novo disco que está na praça.

O Ponto ZerØ agradece ao Vinicius Souza, da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho pelo fornecimento da credencial ao evento.

SEGUNDA EDIÇÃO DO METAL SINGERS REUNE ASTROS DO METAL NO ESPAÇO 555 EM SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

No último dia 09 de Dezembro aconteceu no Espaço 555 no centro de São Paulo a segunda edição do Metal Singers, evento esse que reúne grandes vozes do metal mundial. E desta vez, colocaram a nata dos vocais para dividirem o palco. Nesta edição estiveram presentes Udo Dirkschneider (U.D.O, ex-Acept), Blaze Bayley (ex-Iron Maiden), Doogie White (ex-Rainbow, ex-Tank, ex-Yngwie Malmsteen) e André Matos (Shaman, Viper e ex-Angra), onde a galera estava disposta a ver clássicos e mais clássicos destas quatro vozes potentes do metal.

Os astros tiveram o apoio de uma banda formada por Vulcano (guitarra), Kiko Shred (guitarra), Will Costa (baixo) e Lucas Tagliari (bateria).

O primeiro a se apresentar na casa foi o escocês Doogie White que chegou para aquecer os motores da galera, no qual fez uma apresentação relembrando músicas do Rainbow, Yngwie Malmsteen e do Demon’s Eye. Foi uma apresentação satisfatória, onde ao meu ver poderia ter mais músicas a serem inclusas, comentário esse que aplico aos dois próximos convidados.

É claro que nesse show deveria ter um ingrediente brasileiro. O segundo convidado foi o cantor André Matos, amplamente conhecido por ter sido vocal das bandas Viper, Angra e Shaman. Matos mesclou também sua apresentação com músicas do Angra e do Viper, deixando de lado os clássicos do Shaman, mas como era o segundo convidado, o set estava reduzido, onde o público presente gostou do que viu. Entretanto, a galera queria ver a casa cair ao chão. E isso começou a acontecer.

O terceiro convidado que subiu ao palco é um velho conhecido daqueles que apreciam com fervor o Iron Maiden. Uns gostam, outros, nem tanto, mas não se deve questionar a contribuição de Blaze Bayley a banda britânica entre 1994 e 1999, não é a toa que até hoje colhe os frutos perante os discos de carreira solo que fez período pós-Iron.

Aqui deve-se destacar o carisma que Blaze teve com o público. Ele praticamente quis ficar mais próximo a galara a cada música que executava, chegou até mesmo a colocar de lado um retorno que estava a sua frente, ir mais a frente e cumprimentar quem erguia as mãos ou até mesmo oferecer seu microfone aos headbanguers cantarem junto. Sem sombra de dúvidas foi uma das apresentações que levantou o público no Espaço 555 e ganhou diversos elogios.

E por fim chegou o grande momento do show. Com uma voz única, roupas camufladas e cabelo curto, o alemão Udo Dirkschneider foi a última apresentação do Metal Singers. Ex vocalista do Acept entre 1979 a 1996, hoje está em carreira solo há certo tempo, mas ainda tem grande reconhecimento de fãs da banda e admiradores do metal. Em mais ou menos uma hora e 10 minutos, Udo cantou diversos sucessos do Acept que agitaram a galera, teve muito mosh, galera se empolgando e caindo sozinho, algo hilário mas tive que me conter.

O show em si ocorreu tudo bem, permaneci vivo, entretanto, como estamos em São Paulo, estamos sujeitos a alguns percalços da vida. Infelizmente, a caminho do metrô para retornar a minha residência, meu celular foi furtado. Algo chato que aconteceu logo no fim do ano, mas enfim, foi um bem material, mas a vida continua.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Luciano Piantonni pelo fornecimento da credencial para a cobertura do show.

Doogie White Setlist
Judgement Day
Lord of the Lost and Lonely
Ariel
Five Knuckle Shuffle
The Temple of the King

André Matos Setlist
Wings of Reality
Living for the Night
Lisbon
Painkiller
Carry On

Blaze Bayley Setlist
Lord of the Flies
Futureal
Play Video
When Two Worlds Collide
The Clansman
Man on the Edge

Udo Dirkschneider Setlist
Metal Heart
Living for Tonite
Midnight Mover
London Leatherboys
Up to the Limit
Princess of the Dawn
Restless and Wild
Son of a Bitch
Fast as a Shark
I’m a Rebel
Balls to the Wall

KOVAA RASVAA E FORÇA MACABRA: DOBRADINHA DA FINLÂNDIA AGITA O SESC BELENZINHO NO PROJETO MÚSICA EXTREMA

Por Thiago Tavares

No último sábado, 17, aconteceu no SESC Belenzinho mais um show do Projeto Música Extrema, projeto esse que envolve gêneros e estilos como noise, minimalismo, concretismo, heavy metal, hardcore e grindcore e que vem fazendo bastante sucesso pois a galera aparece em peso para prestigiar grupos conhecidos no meio e também bandas que querem conquistar seu espaço no cenário do metal. E a pessoa que vos escreve já estava com saudades dos shows de lá, onde pensei que estavam prestes a parar, e olhe que dificilmente irá parar a esta altura do campeonato mediante a tamanho sucesso.

A porradaria foi em dose dupla para a alegria do povo. E ambas são de longe, mais precisamente da Finlândia, pertencente aos países nórdicos, onde o hardcore é bastante peculiar pela técnica e também são influenciados por bandas de respeito, inclusive, bandas daqui do Brasil. O SESC Belenzinho recebeu as bandas Kovaa Rasvaa e Força Macabra.

Pontualmente, as 21:30 subiu ao palco a banda feminina Kovaa Rasvaa, banda essa bastante conhecida naquele país e também nos países arredores e em sua apresentação de mais ou menos 45 minutos tocou o terror literalmente no público presente e quem gosta do estilo, se surpreendeu.

Formada por Anne, Johanna, Kerttu e Otto Itkonen, executaram músicas dos dois álbuns que possuem e repertório de quatro EP’s da carreira. Realmente, o que pode se ver é que as meninas mandam muito bem, com um som que podemos dizer que é agradável, não ao ponto de estourar as caixas de retorno (pois ninguém merece ficar com zumbido no ouvido dias após o show) mas a apresentação em si foi show de bola, inclusive as meninas são bastante solicitas e simpáticas em interagir com o público em trocar uma idéia e tirar fotos com os presentes no pós-apresentação.

Logo em seguida, apresentou-se a banda principal da noite, a Força Macabra. Mas no início da matéria havia comentado que o SESC apresentou duas bandas da Finlândia, mas essa segunda com um nome em português? Estranho? Nem tanto, mas é uma prova que o hardcore e o metal brasileiro atravessa fronteiras e chega a lugares inimagináveis, ao ponto que um grupo finlandês ao demonstrar respeito e admiração pelas músicas se adapte e cante em português. Sim! A proposta do Força Macabra é cantar e compor hardcore em Português. Foi a forma deles homenagearem os principais representantes do estilo no Brasil como Cólera, Olho Seco, Ratos de Porão e Armagedom, principais influências da banda finlandesa.

Formado por Taurus (Vocal), Anthares e Abutre (Guitarras), Chakal (Baixo) e Antítese (Bateria), o Força Macabra executou na integra o disco de estreia, intitulado Nos Túmulos Abertos, lançado de 1994, no qual o som não ficou devendo a galera presente ao SESC Belenzinho.

Aqui deve-se registar a performance de Taurus no show. Entre um gole de vodka e outro, ele cantava as músicas com uma naturalidade que nem dava para se perceber que já estava em outra dimensão. Ao fim do show, a garrafa já estava praticamente vazia mas com sua missão devidamente cumprida.

Enfim, foi uma ótima dupla de shows e que ainda terá uma pequena jornada pelo Brasil. Essa dobradinha finlandesa ainda passará por Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

O Ponto ZerØ agradece ao Vinicius Souza, da assessoria de imprensa do Sesc Belenzinho pelo fornecimento da credencial ao evento.






PSILOCIBINA, MARS RED SKY E EARTHLESS AGITAM O FABRIQUE CLUB EM NOITE DEDICADO AO ROCK PSICODELICO

Por Thiago Tavares

Em continuidade as comemorações aos 5 anos de existência, no último dia 03 de novembro, a gravadora e produtora de shows Abraxas trouxe para o Fabrique Club dois dos maiores representantes do rock psicodélico em atividade: Mars Red Sky e Earthless. Uma dupla que deu muito certo e agitou a galera que estava presente na casa.

Entretanto, para complementar a festa a produtora convocou uma atração brazuca para iniciar os trabalhos. Formado por Rodrigo Toscano (baixo), Alex Sheeny (guitarra) e Lucas Loureiro (bateria), a Psilocibina possui um álbum autointitulado e possui grandes influências do Stoner Rock, Psicodelismo e Kraut Rock Alemão. Diante do que foi apresentado no Fabrique, gostei bastante do repertório, onde traz técnica nos arranjos, nos quais o público fica em êxtase. É uma vertente do rock ainda pouco difundido no Brasil (formado por bandas brasileiras), porém o público que curte o estilo é bastante amplo acerca de grupos estrangeiros que veem ao Brasil ou mesmo que curtem através das plataformas digitais. Seguindo essa linha, a Psilocibina vem para marcar seu território, no qual este primeiro trabalho agrada bastante e tem muito futuro.

Em seguida, se apresentou o grupo que é mais conhecido pelo Stoner Rock, mas também conhecido pelo rock psicodélico, entretanto agressivo. O franceses do Mars Red Sky subiram ao palco e mostraram seu cartão de visitas ao público, que se aproximava mais ao palco para observar com mais atenção essa banda que com simplicidade e força em riffs pesados e elaborados. Formado por Julien Pras (guitarra,vocais), Jimmy Kinast (baixo,vocais) e Mathieau Gazeau (bateria), o grupo apresentou músicas do disco Apex III ( Praise For The Burning Soul) (2016), que convenhamos, trouxe um baixo mais pesado que qualquer outro estilo musical, mas não estragou a proposta dos caras em relação ao repertório.

E para encerrar a noite com chave de ouro, faltava a atração principal. Formada por Isaiah Mitchell (guitarra,vocais), Mario Rubalcaba (bateria) e Mike Eginton (baixo), o Earthless subiu ao palco do Fabrique Club para essa que seria sua primeira apresentação em terras brasileiras. Neste show em questão, a banda sofreu um desfalque: o baixista Mike Eginton teve um mal-estar durante a passagem da banda no México, onde quem substituiu foi o baixista do Psilocibina, Rodrigo Toscano. E a banda vem ao Brasil em um ritmo alucinante devido ao recente lançamento de Black Heaven e também do álbum ao vivo From the West, este sem previsão de lançamento no Brasil. Com fortes influências do jazz clássico, a banda mostrou toda sua versatilidade e técnica na execução de seu repertorio.

Aqui faço um destaque ao guitarrista Isaiah Mitchell, que saia de uma melodia básica com bastante facilidade, onde a galera ficava louca, mas voltava para a melodia principal para não prejudicar a cozinha. Era uma mistura de improvisação e devaneios, mas não que prejudicasse a banda por completo.

E por fim, deve-se destacar as rodas de mosh se formando ao som de Black Heaven, que agitou a galera e a execução de Uluru Rock e seus 20 minutos de rock psicodélico na cara do povo. Sem sombra de dúvidas, o show dos caras foi impecável no que se diz respeito a técnica, sonoridade e a versatilidade dos integrantes acerca da cozinha e também da técnica de Isaiah Mitchell. Um show que sem sombra de dúvidas, vale o ingresso com louvor.

O Ponto ZerØ agradece ao Erick Tedesco, da Tedesco Comunicação & Mídia pelo fornecimento da credencial ao evento.






SEPULTURA VOLTA A SÃO PAULO PARA O ENCERRAMENTO DA MACHINE MESSIAH WORLD TOUR NA AUDIO SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

O dia 27 de outubro sem sombra de dúvidas não sairá da memória dos headbangers de São Paulo que compareceram ao Audio Club, para assistirem e apreciarem uma das maiores bandas de metal do país, respeitado em praticamente todos os lugares por onde passam neste mundo. Os caras do Sepultura, formado por Derick Green, Andreas Kisser, Paulo Junior e Eloy Casagrande, passaram por terras paulistas para esta que pode ser a última apresentação da banda, encerrando-se assim a tour do último CD intitulado Machine Messiah, de 2017, disco esse com muitos elogios da crítica especializada.

Mas a noite não ficaria apenas restrita a show dos mineiros. A banda convidou outros dois grupos para iniciar os trabalhos e assim, aquecer os motores para o caos e o terror que aconteceria logo mais tarde.

Pontualmente, as 21hrs subiu ao palco da Áudio, uma banda que nós do Ponto ZerØ vem acompanhando seu trabalho impecável que vem conquistando um público até que desconhecido, mas se depender do barulho que fazem, os caras conquistaram mais admiradores. De Santo André, os caras da banda MX, fizeram um som com competência, apresentando música de álbuns antigos e priorizando músicas do mais recente trabalho, intitulado A Circus Called Brazil, onde depois de certo tempo em pausa, ressurgem com um trabalho muito bem produzido e com certeza, já estão colhendo os frutos. A apresentação que foi em torno de 40 minutos agradou bastante os presentes.

Após a apresentação da MX, apresentou-se os conterrâneos do Sepultura, banda essa que até a apresentação de sábado não tinha conhecido, mas após a mesma, tenho que abrir os olhos e os ouvidos.

As 22hrs adentram ao palco da Audio o Eminence. Formado por Alan Wallace (Guitarra), Bruno Paraguay (Vocal), Davidson Mainart (Baixo) e André Marcio (Bateria), a banda mineira formada em 1995 apresentou seus maiores sucessos com sua discografia de 4 CDs de um grupo que vem lutando de forma incansável para divulgar seus trabalhos, isso porque já tocaram em diversos países, mas dificilmente se vê no Brasil. No show foi possível a técnica vocal de Bruno Paraguay nas músicas e uma cozinha bastante competente nos arranjos e as músicas executadas por eles agitaram o público presente, que aumentava a cada instante, mas quem viu o Eminence, gostou bastante. Abro um parêntese aqui e peço mais shows deles em sampa, afinal, temos que valorizar o que criamos de bom por aqui.

E após a apresentação da primeira leva de mineiros, iria vir a segunda leva de mineiros de responsa, e que responsabilidade eles carregam, levantando o nome do Brasil mundo afora e disseminando para os quatro cantos que sabemos fazer um metal de qualidade e que o respeito deve sim ser respaldado a eles.

E as 23hrs a espera já tinha acabado. A casa realmente chegou a sua lotação máxima para ver a banda que é sinônimo de representatividade do metal do Brasil para o mundo inteiro. O Sepultura sobe ao palco tocando o terror já agitando a galera com uma música do último álbum: I’am The Enemyonde a primeira de diversos moshs que foram feitos até o fim do show.

E aparentemente o Sepultura veio com um set arrebatador, não focando no novo trabalho, mas também priorizou “algumas coisas velhas”, palavras do guitarrista Andreas Kisser ao se referir a clássicos da banda, onde convenhamos, hoje é complicado fazer um setlist do Sepultura de forma justa, pois dificilmente deixar alguma música, as mais clássicas, é quase uma heresia.

O set em si foi meio que voltar ao tempo. Ouvir novamente Territory (1996), Choke (1998), Desperate Cry (1992) colocaram a galera em êxtase, relembrando os áureos tempos de MTV que valorizavam e muito os videoclipes. A porradaria rolou a solta, Derirck cantando horrores, em sua melhor performance, a cozinha mostrando um nível de técnico monstruoso.

Foi mais de uma hora e quinze minutos de apresentação arrebatadora, onde o bis não poderia faltar a nata do grupo mineiro: Troops Of Doom, Slave New World, Resistant Parasites (Machine Messiah) Ratamahatta e a cereja do bolo que poucos conhecem… uma tal de Roots Bloody Roots.

O show foi ímpar, onde se possível tocar mais duas horas, os caras tocaram tranquilamente, pois realmente a energia do público era surpreendente, cantando as músicas do início ao fim e o povo de sampa representou demais indo ao show, lotou a casa e fez de uma apresentação, um verdadeiro espetáculo.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Adriana Baldin pelo fornecimento das credenciais do evento.

Sepultura – Setlist
I Amthe Enemy
Phantom Self
Kairos
Territory
Inner Self
Sworn Oath
False
Against
Choke
Boycott
Corrupted
Machine Messiah
Desperate Cry
Refuse/Resist
Arise

Encore
Troops Of Doom
Slave New World
Resistant Parasites
Ratamahatta
Roots Bloody Roots






MATANZA se despede da cidade de São Paulo com show eletrizante no Aquarius Rock Bar

Por Tiago Nascimento
Fotos Felipe Domingues

Não sei se existe ansiedade por despedidas, mas eu estava mais do que ansioso para o sábado dia 20 de outubro, pois iria me despedir do Matanza, que é uma banda que curto muito, além da expectativa de ver o Claustrofobia ao vivo e conhecer a banda Quinta Travessa.

Me planejei chegar na casa antes das 23 horas, porém, devido ao trânsito próximo ao aeroporto me atrasei e muito, com isso, acompanhei apenas as 3 últimas músicas da Quinta Travessa que despertou em mim uma curiosidade boa, pois a banda tem presença de palco, atitude e uma “pegada” New Metal na qual me agradou muito. Com certeza irei num show deles na próxima oportunidade para prestigiar a banda pois vale a pena conferir.

Na sequência, Claustrofobia subiu ao palco e o Power Trio é devastador, com seu peso, seus riffs agressivos me fez curtir mais a banda.

Me aventurei num mosh pit, não poderia perder a oportunidade de entrar na música Bastardos do Brasil, que retrata cada vez mais o cenário midiático nacional.

Uma observação que não pode passar em branco é o Rafael Yamada (ex-Project 46) que caiu como uma luva na banda, tanto na precisão, nos vocais, onde dá para ver nitidamente que ele está super a vontade. Um ponto alto do show foi o cover de Rapante dos Raimundos, onde a banda com toda sua versatilidade entoou em uníssono com o público.

A banda encerrou sua participação com Peste, onde todos sem exceção curtiram e aplaudiram, Marcus vocal e guitarrista agradeceu por diversas vezes os presentes e disse que é sempre um prazer tocar em SP.

Contudo isso, é evidente que não é a toa a banda ter mais de 2 décadas e ser respeitada por todos e ter um público fiel no Brasil e fora dele.

Superou minha expectativa ver a banda ao vivo, já quero ir num próximo e que a apresentação seja mais extensa!

Com a aglomeração frente ao palco, aliás em todos os lugares pois a casa estava lotada, uma ansiedade tomava conta de todos quando uma introdução de alguma música clássica fez se abrir as cortinas.

O Matanza subiu ao palco para delírio de todos, sucesso atrás de sucesso. Todas sem exceção cantadas por Jimmy e público.

Privilegiados somos nós que estávamos presentes porque a cada música era uma atmosfera de energia.

Jimmy com passar dos anos adquiriu uma presença de palco gigantesca, sempre interagindo com o público e fazendo suas caretas e gestos incentivando a abrir a roda de mosh.

Músicas de todos os CDs foram tocadas um verdadeiro prato cheio para os fãs assíduos como eu.

Sucessos como O chamado do bar, Ressaca sem fim, Clube dos Canalhas não ficaram de fora.

Algo estava faltando no show quando de repente Jimmy agradece todos presentes e diz que o Matanza tem prazer em tocar em SP. E que o Aquarius Rock Bar é quase a casa para a banda, e entoou o tradicional “Puta que o Pariu”.

Quando a banda tocou Tempo Ruim quase não dava para ouvir a voz do Jimmy porque o público encheu os pulmões para cantar no final da música gritos de Matanza, Matanza e particularmente quase escorreu “suor másculo dos meus olhos” porque passou as lembranças de cada show da banda que acompanhei, onde a minha primeira cobertura como repórter foi do Matanza isso em 2010 e de lá pra cá, quase todas apresentações da banda em São Paulo lá eu estava.

Não sei o motivo do término da banda, pois não divulgaram mais cabe a todos o respeito.

Porém algo me deixou triste, ao final da apresentação Jimmy se despediu do público e entrou porta adentro para o camarim, e na sequência o “maestro” Maurício Nogueira , Jonas e Sony foram a frente do palco para agradecer os presentes.

Tomara que não seja uma despedida, e sim um até breve.

O Brasil, a cena, o Underground agradece o Matanza.

O Ponto ZerØ agradece ao Aquarius Rock Bar, a Ana Paula pela parceria.






SANSARA BLUES EXPERIMENT E EYEHATEGOD AGITAM O ABRAXAS FEST NO FABRIQUE CLUB EM SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

No último dia 13 de outubro aconteceu no Fabrique Club o Abraxas Fest em comemoração de 5 anos das atividades da produtora, esta que já tem um cast de respeito com mais de 50 bandas brasileiras e internacionais, bandas gringas de respeito e bandas nacionais com ascensão no cenário da música.

Para comemorar em grande estilo os bons frutos de trabalho, a produtora resolveu compartilhar os festejos em duas datas: uma para o público paulista, que foi dia 13 e uma no dia seguinte para o público carioca. O Ponto ZerØ esteve no show da capital paulista para prestigiar o festival e fazer a cobertura dos shows previstos, nos quais, a galera compareceu em peso.

Os trabalhos no Fabrique começaram as 17h15 com a primeira banda convidada a subir no palco, que foram os paulistas do Noala. Formada por Felinto, Estevão, Alessandro, Caio e Pedro, a banda possui influências bastante diversificadas como Black Sabath, Pink Floyd e King Crimson, as músicas não poderiam ser diferentes, com uma sonoridade bastante eclética e vocal estridente, realizaram uma ótima apresentação, onde o público gostou do que viu.

O segundo grupo a se apresentar vem da capital, mais precisamente do Gama, cidade-satélite de Brasília, os caras do ITD (Into the Dust). Com um metal caótico com um mix de diversos elementos apresentaram um som insano, onde o público foi cativado pela sonoridade impecável e o show em si foi de ótima qualidade.

Após um breve intervalo, adentraram ao palco uma das principais atrações do festival: os alemães do Samsara Blues Experiment com um blues psicodélico impecável. Esta é a segunda passagem da banda ao Brasil e já tem um público de carteirinha que curtiu bastante a apresentação. Para a pessoa que vos escreve é a primeira vez que ouço o estilo musical da banda e gostei bastante.

Mais um novo intervalo após a passagem do Samsara para que a atração mais esperada do festival pudesse pedir passagem. A última banda da noite sem sombra de dúvidas era esperada pelo público presente. O Eyehategod, uma das bandas mais clássicas do metal mundial sobe ao palco do Fabrique Club para atormentar os ouvidos dos headbangers. Durante a apresentação, o público ficava em êxtase com muito mosh pit da primeira a última música, o Mike de forma empolgada comandando os vocais e sempre interagindo com a galera, a cozinha formada por Gary e Aron monstruosa do início ao fim. Fora isso, ao fim do show, a banda voltou com um bis de seis músicas, para a alegria do povo, pois vai saber quando eles voltarão a tocar no Brasil, mas é claro, que esperamos que volte o quanto antes.

Para finalizar a matéria, em nome do Ponto ZerØ, queremos felicitar a Abraxas por esses 5 anos de existência, por proporcionar momentos únicos a galera, onde mediante o que vi no show do dia 13, mostraram profissionalismo e respeito ao público no quesito de pontualidade na apresentação das bandas, algo que dificilmente se vê em shows no Brasil, mas que felizmente, essa cultura está mudando para o bem de todos: público, imprensa e artistas. Para a Abraxas, nossa reverência pelo trabalho que continue por muitos anos.

Agradecemos também ao Erick Tedesco, da Tedesco Comunicação & Mídia pelo fornecimento da credencial ao evento.

Samsara Blues Experiment
Shringara
Army of Ignorance
Vipassana
One With the Universe
Center of the Sun

Eyehategod
Agitation! Propaganda!
Jack Ass in the Will of God
Parish Motel Sickness
Blank/Shoplift
Lack of Almost Everything
Blood Money
Sisterfucker (Part I)
Sisterfucker (Part II)
Medicine Noose
Revelation/Revolution
Take As Needed For Pain
30$ Bag
New Orleans is the New Vietnam
Dixie Whisky
White Neighbor
Left to Starve
Serving Time in the Middle of  Nowhere






SETEMBRO NEGRO VOLTA COM MAIS PESO E ATRAÇÕES INTERNACIONAIS NO CARIOCA CLUB EM PINHEIROS

Por Thiago Tavares

Nos dias 29 e 30 de Setembro de 2018, aconteceu no Carioca Club em Pinheiros a 12° edição do Setembro Negro, festival esse que voltou após uma pausa de cinco anos, festival tradicionalíssimo por trazer grandes nomes do Black Metal, Death Metal, Trash Metal, Doom Metal e Grind/Crust.

E mediante a esta pausa, a organização preparou um set de peso para os dois dias para a galera sair satisfeito e não reclamar de nada e pelo que presenciei nos dois dias, tive percepções positivas do povo que presenciou os shows.

No primeiro dia, os shows iniciaram as 14:00 pontualmente com a primeira banda brasileira. O Human Atrocity subiu ao palco trazendo o mais puro e brutal Death Metal. Atualmente, o grupo vem trabalhando com a demo Crowdede Tombs, lançada em 2015 composta por quatro faixas: The Blacknight Of The Crossroad, Darkness Of Words, Stench Of Death e Human Atrocity. Atualmente, trabalham nas músicas do primeiro disco, onde a se depender da apresentação no festival, se tratará de um ótimo álbum. Hoje, o Human Atrocity é formado por Rafael (vocal), Herman Sepulchral (guitarra), e Renata Death (bateria).

A segunda banda a se apresentar vem do nordeste brasileiro, região essa que vem com grandes descobertas no cenário do metal e que com certeza, a organização do festival teve visão e trouxe uma das bandas mais conhecidas daquela região. Pioneiros no Gravity Blast, o Infested Blood de Pernambuco foi uma das bandas que me mais me chamou atenção no festival, devido a sua agressividade devido ao  gênero musical. O trio de Pernambuco formado por Diego Do Urden (vocal e guitarra), Eduardo Baenre (baixo), Jhoni Rodrigues (bateria), já possui quatro discos de trabalho, no qual vem conquistando seu espaço aos poucos. Sua apresentação foi um ponto fora da curva, afim de acabar com os ouvidos do público de tão bom que eram as músicas.

E as bandas internacionais começam a aparecer no festival e agressividade começa a aumentar e animar a galera que começa a chegar em maior quantidade.

A terceira a se apresentar vem da Alemanha e praticamente incendiou o placo do Carioca Club. Formado em 1993 naquele país, o Purgatory apareceu para estourar os tímpanos, aliás, trata-se de uma das maiores forças do Death Metal alemão e já possuem uma carreira com oito álbuns gravados e dois EP’s, com destaque ao último trabalho intitulado Ωmega Void Tribvnal de 2016. Hoje, o grupo é formado por: Peter Wehner (baixo), Dreier (vocal), René Kögel (vocal e guitarra), Lutz Götzold (bateria). Já era o prenuncio de que a coisa já estava esquentando.

Já no meio da tarde, lá para as 16:30, subiu ao palco mais uma banda europeia, mais precisamente da Noruega, da cena do Black Metal.

Também formada em 1993, a Aeternus apresentou suas composições, também puxando para o Death Metal. Uma ótima banda que fez sua apresentação com peso e maestria, onde o público paulista gostou do que viu, e que com certeza levam bons frutos de sua passagem, não só por São Paulo, mas em outros países da América do Sul no qual tinha apresentações marcadas, logo que é a primeira vez que se apresentam no continente. Hoje, a banda é formada por: Ares (vocal e guitarra), Phobos (bateria) e Frode Kilvik (baixo) e possui no cartel sete álbuns de estúdio e dois EP’s.

Mais uma banda norueguesa que esteve no Carioca e se apresentou em seguida foi o Taake, no qual tocou o terror e deu continuidade as apresentações do Black Metal daquele país. O grupo é bastante conhecido na Europa e possui sete álbuns de estúdio, sendo o último intitulado Kong Vinter e seis EP’s gravados. Atualmente, é formado por: Gjermund Fredheim (guitarra e vocal), Aindiachaí (guitarra), Frode Kilvik (baixo), Brodd (bateria) e Hoest (vocal), este último vocalista do Death Cult e do Gorgoroth, que deu trabalho para a organização do festival devido a empolgação de sua performance, ocorrendo pequenos problemas técnicos que foram brevemente solucionados.

Adentrando a noite, isso aproximadamente as 18:25, abriram os portais do inferno em sua literalidade para uma clássica banda de Death Metal, considerada essa a primeira banda de Metal Extremo do país com 37 anos de carreira. Da Baixada Santista, o Vulcano vem com a experiência do gênero no Brasil, onde apresentou grandes sucessos e composições recentes, fora a realização de muito mosh pit nos clássicos da banda. Para se ter uma ideia, a banda possui dez álbuns de estúdio gravados e um EP, onde dificilmente ver uma banda do Death Metal brasileira atingir essa marca, devido a persistência da galera. Hoje, a banda é formada por: Zhema Rodero (guitarra), Arthur Von Barbarian (bateria), Luiz Carlos Louzada (vocal), Carlos Diaz (baixo) e Gerson Fajardo (guitarra).

Chegando próximo as 19:30, o portal do inferno continuava aberto para dar espaço para uma banda clássica do rock americano. A banda Coven da vocalista Esther “Jinx” Dawson, já chegou ao palco de uma forma inusitada: dentro de um caixão em pé. Após a introdução, revela-se ao público mascarada e logo após a primeira música, dá as caras para a galera para seguir com músicas de cunho satânico, mas que não soam tão pesado. O grande destaque da banda é o primeiro álbum, lançado em 1969 considerado o mais pesado de todos, intitulado Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls. A apresentação fez a galera ficar em êxtase devido a performance da Esther com uma sonorização vocal diferenciada.

A última banda do dia ficou por conta de uma lenda do Speed/Trash Metal mundial. Com oito álbuns de estúdio e um EP ao vivo, a banda canadense Razor subiu ao palco as 20:45, como previsto pela organização e era a atração mais esperada pelo público que compareceu ao primeiro dia de festival. Os canadenses não decepcionaram os presentes e a apresentação foi sensacional. Mas ainda tinha muito metal pela frente pois haveria o segundo dia a desbravar.

Já o segundo dia, o festival abriu espaço primeiramente para as bandas brasileiras. A primeira a se apresentar foi o Manager Cadavre, da região do Vale do Paraíba. Do gênero Crust/Hardcore, a banda veio com uma porradaria de responsa, onde gostei do que vi e não ficou devendo. A banda é formada por Nata de Lima (vocal), Marcelo Augusto (guitarra), Marcelo Kruszynsk (bateria) e Jonas Godói (baixo). A banda possui três EP’s.

Segunda banda do nordeste brasileiro a adentrar ao Setembro Negro e colocar terror na galera é considerada uma das potências do Death Metal do Nordeste. O Decomposed God de Luiz Boeckmann (vocal), Marco Antonio Duarte (guitarra), Jean Marcel (baixo) e Wagner Campos (bateria) compareceu para divulgar seu mais recente trabalho aos paulistas intitulado Storm Of Blasphemies onde era visível perceber uma apresentação agitada e o potencial da banda.

Logo em seguida, começa o segmento do Black Metal com a terceira banda brasileira do dia, uma das referências nacionais no segmento. Do Paraná ao palco do Setembro Negro, o Amen Corner há uma gama de trabalhos lançados desde sua fundação em 1992. Gostei bastante da apresentação da banda paranaense que, onde a galera também demonstrou aprovar a atração.

Em seguida, o belga do Enthroned agitou a galera que compareceu ao Carioca, onde começou a brotar mais gente chegando junto para apreciar uma das maiores potências do Black Metal da Bélgica e considero um dos destaques do segundo dia de festival com um show impecável com riffs potentes. A banda que possui dez álbuns e dois EP’s é formada por Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Norgaath (baixo), Shagãl (guitarra) e Menthor (bateria)

O início da noite se aproximava e mais uma banda gringa chegava para deixar sua marca registrada no Setembro Negro. Os americanos do Morbid Saint chegaram querendo quebrar tudo, ao ponto de fazer muito mosh da primeira a última música executada. Eles também me surpreenderam com um som bastante pesado com riffs rápidos e ríspidos. Com o último trabalho intitulado Destruction System na estrada, a banda é formada por  Cliff Wagner (vocal), Jay Visser (guitarra), Martin Russel Gesch (guitarra), Bob Zabel (baixo) e DJ Bagemehl (bateria).

Mas o público aguardava de forma ansiosa a apresentação do Schirenc Plays Pungent Stench, liderado pelo vocalista da lendária banda austríaca Pungent Stench, Mr. Martin Schirenc, última banda essa uma das mais importantes formações do Death Metal no inicio dos anos 90, onde a apresentação foi baseado nos clássicos do trio austríaco, com um set agressivo.

Logo após, as 20h30 vem a banda sueca Wolfbrigade com uma linha musical do Hardcore/Punk Crust. Formada em 1995 possuem seis álbuns gravados e dois EP’s.

Para encerrar os trabalhos, pois ninguém é de ferro, as 21h45 sobem ao palco mais uma banda aguardada pelo público. Formada por Tomas “Tompa” Lindberg (vocal), Martin Larsson (guitarra), Jonas Stålhammar (guitarra), Jonas Björler (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria), a banda sueca At the Gates veio ao Setembro Negro para divulgar seu mais novo trabalho intitulado To Drink from the Night Itself e trouxeram uma energia fora do comum ao público que curtiram bastante as músicas deste trabalho e músicas de trabalhos anteriores.

Sob uma visão geral, o festival só teve pontos positivos, no qual deve-se destacar a pontualidade da entrada das bandas, cumprimento de horários, o espaço cedido as bandas brasileiras para ampliarem a divulgação de seus trabalhos, a vinda das bandas gringas. Todas essas ações fazem respeitar o público que compareceu em peso e que curtiram as dezesseis bandas que se apresentaram ao longo desses dois dias. Sendo assim, parabenizo a Tumba Produções e ao Edu Lane, organizadores do festival que mandaram muito bem. Agora, resta aguardar a próxima edição da porradaria, marcada para os dias 07 e 08 de setembro de 2019.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Luciano Piantonni, da LP Metal Press pelo fornecimento da credencial ao evento.

Páginas relacionadas:
www.facebook.com/TheOfficialCoven/
www.facebook.com/AtTheGatesOfficial/
www.facebook.com/RazorThrashBand/
www.facebook.com/lycanthropunks/
www.facebook.com/Schirenc.Plays.Pungent.Stench/
www.facebook.com/taakeofficial/
www.facebook.com/Frater.Silurian/
www.facebook.com/morbidsaintofficial/
www.facebook.com/VULCANOMETAL/
www.facebook.com/Aeternusofficial/
www.facebook.com/AMEN-CORNER
www.facebook.com/decomposedgodofficial/
www.facebook.com/mangercadavre/
www.facebook.com/Purgatory666/
www.facebook.com/infested.blood/
www.facebook.com/humanatrocityband/
www.facebook.com/lpmetalpress/
www.facebook.com/SetembroNegroFestival
www.facebook.com/tumbaproductions






DESTRUCTION VOLTA AO BRASIL TOCANDO MAIORES SUCESSOS ACOMPANHADO DA BANDA NERVOSA NO ESPAÇO 555 EM SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

Domingo, dia 23 de Setembro, noite em Sampa e mais um show de responsa para cobrir. Mas quando vi as atrações da noite, já notei que a pancadaria seria boa e na noite em questão não iria viver o trauma de todo o brasileiro: quando começar o Fantástico é a sentença de morte do final de semana. Mas esse domingo não seria um dia qualquer. Seria uma ótima pedida para acompanhar duas bandas de destaque no cenário do trash metal: uma em grande ascensão mundo a fora e uma clássica que já tinha um tempo que não aparecia no Brasil.

Quem desembarcou em São Paulo para tocar o terror no Espaço 555 é a tradicionalíssima banda alemã Destruction que há tempos não se apresentava no Brasil e retornou após se apresentar no festival Wacken e logo em seguida, engatou a turnê The Butchers Are Back – Latin Attack 2018 passando por diversos países como Argentina, Chile, Paraguai e Costa Rica.

E para iniciar os trabalhos, a banda alemã convidou a banda brasileira que vem fazendo muito barulho e reconhecimento de todos por onde passam, não só no Brasil como em várias partes do mundo. A banda Nervosa retornou a terra brasilis após uma sucedida série de shows pela Europa, sendo 31 feitos no continente contatos a partir do último show no Brasil, realizado em Belo Horizonte em meados de junho, ou seja, trabalharam bastante.

Ao chegar na casa, já avistava uma fila imensa que chegava próximo a Galeria do Rock, onde poderia se prever que teríamos coisas boas a se ouvir. Um atraso básico para a entrada da galera, mas aos poucos a casa abriu e encheu em 40 minutos mais ou menos e que com certeza estava mais cheio da última que compareci ao Espaço 555 com a própria Nervosa e a banda norte-americana Havok.

O pessoal da equipe ainda estava finalizando os acertos nos instrumentos e meio que correndo contra o tempo pois a banda teve problemas no voo que veio de Manaus, onde aconteceu o último show. Houve cancelamento, remarcação e no fim das contas, chegaram meio que em cima da hora em São Paulo com pouco tempo de descanso. Mas isso não desmotivou o grupo alemão em bater cabeça com a galera que compareceu a casa.

As 20:33 as meninas do Nervosa sobem ao palco do Espaço 555 e eu fiquei na linha de frente da porradaria, onde somente o gradil me separava do palco, e que de lá dificilmente sairia de lá, onde estava disposto a testemunhar o bom trash metal do Brasil, onde as meninas mandam muito bem.

Em pouco mais de uma hora e quinze minutos de show, a banda apresentou um repertório bastante diversificado, obviamente priorizando músicas do mais recente trabalho intitulado álbum Downfall Of Mankind, álbum esse que vem recebendo o devido reconhecimento dos apreciadores do estilo musical.

Após o show da Nervosa, o povo estava clamando pela atração principal da noite. A galera havia esquentado os motores com muito mosh no primeiro show mas queriam mais, queriam tocar o terror e colocar o Espaço 555 abaixo.

As 22:10 quem subiu ao palco era o Destruction, banda essa com grande reputação no trash metal. Considerado um dos componentes do Big 4 do Trash Metal Alemão (compostos por Sodom, Tankard e Kreator, além do Destruction) e formada atualmente por Mike Sifringer (guitarra), Marcel Schmier (baixo e vocal) e Vaaver (Wawrzyniec Dramowicz) (bateria) realizaram um show monstro digno de mosh em níveis elevadíssimos, ao ponto de quase derrubar a galera que estava próximo ao gradil. Mas quem estava preocupado com isso? Convenhamos, não é todo dia que o Destruction vem ao Brasil para fazer show e ainda mais com a energia que os caras tinham. Foi até difícil para mim tirar algumas fotos do show para a publicação, pois não queremos ficar no prejuízo.

O que se pode dizer do show é que em meio a derrubada da caixa de retorno feito por Schmier, não estando a seu agrado, vários esbarrões e uma garrafa atirada pelo vocal para brindar junto ao povo, a porradaria foi de extrema qualidade e a galera saiu satisfeito do que viu.

O Destruction não tem agenda confirmada para novos shows após a passagem pela América do Sul. Entretanto, a Nervosa continuará com a turnê iniciada no meio do ano com shows no México, Guatemala, El Salvador, Panamá e Costa Rica, retornando ao Brasil em meados de Dezembro com dois shows marcados em São Paulo.

Em nome do Ponto Zero, agradecemos ao Luciano Piantonni, da LP Metal Press pelo fornecimento da credencial para a realização desta matéria.

SETLIST NERVOSA
Horrordome
Death!
Enslave
Hostages
Masked Betrayer
Never Forget, Never Repeat
Vultures
Kill the Silence
Fear, Violence and Massacre
Intolerance Means War
Into Moshpit

SETLIST DESTRUCTION
Curse the Gods Intro
Curse the Gods
Armageddonizer
Tormentor
Nailed to the Cross
Mad Butcher
Dethroned
Life Without Sense
Release from Agony
Eternal Ban
Total Desaster
Drum Solo
Antichrist
Black Mass
Thrash Attack
The Butcher Strikes Back
Thrash Till Death
Invincible Force
Bestial Invasion






SHAMAN faz show memorável em SP

Por Paola Teodoro
Fotos Felipe Domingues

Saudosismo, ansiedade, expectativa. Esses foram alguns dos motivos que levaram centenas de fãs a se “Reunirem” na Audio, conceituada casa de show localizada no bairro da Barra Funda, zona oeste da cidade de São Paulo, no dia 22 de setembro de 2018 para o Show intitulado “Shamam Reunion”, que marcou o inicio de uma sequencia de shows com a formação original da banda Shaman.

Esse projeto só foi possível após o empresário Ricardo Dallal, da empresa FreePass Entretenimento, acreditar no apelo de diversos fãs nas redes sociais pedindo o retorno da banda, que inicialmente faria apenas uma apresentação em São Paulo, se tornando até o momento uma turnê com oito shows espelhados em diversas capitais do país.

Ao chegar na Audio, nos deparamos com uma enorme fila de fãs ansiosos, alguns em rever a banda e outros em poder prestigiar pela primeira vez aquele momento. A expectativa era imensa, pois a banda havia anunciado um show cheio de surpresas onde tocaria os dois álbuns lançados pela formação original na íntegra (Ritual/Reason). Do lado de dentro, a expectativa era ainda maior, pois aos poucos a casa foi ficando completamente lotada.

Por volta das 20:30 o som ambiente foi silenciado, dando espaço para um som de piano que vinha do palco, tomando a atenção do publico por longos 30 minutos, quando as cortinas se abriram, ao som de Ancient Winds interrompida por um vídeo ao fundo do palco com trechos de ensaios, shows e gravações da banda em seu início, destacando um momento da gravação de “Innocence” onde o público cantou em uma única voz o trecho “I hear the sound / A thousand voices / I lost my innocence” criando uma atmosfera incrível! Destaque também, para um momento especial gravado em 2003, onde o Andre Matos fez um depoimento emocionante falando sobre o futuro da banda no qual ele diz: “O futuro? O futuro é agora”… Dando início ao show com Turn Away, primeira música do álbum Reason.

Logo de cara uma porrada na orelha e como a banda havia prometido, o álbum foi tocado na integra, dando destaques para as músicas “More”, cover da banda britânica The Sisters of Mercy, lançada originalmente em 1990. “Innocence”, “Iron Soul” e “Born To Be” encerrando a primeira parte do show, vale destacar também a interação do público que cantou praticamente todas as músicas.

Foi impressionante a performance da banda, mesmo estando separados a 12 anos a energia e sintonia deles ainda é fantástica. Andre Matos, Ricardo Confessori, Fábio Ribeiro, Hugo e Luis Mariutti ainda possuem um entrosamento perfeito. Era notável a alegria e satisfação deles estarem no palco juntos novamente. Foi visível o semblante de emoção no rosto do Ricardo, o sorriso do Luis e o timbre impressionante do seu baixo, alegria e empolgação do Hugo e do Fábio Ribeiro e a maestria do Andre.

Após uma pequena pausa, retomado os vídeos no telão ao fundo do palco, deu-se inicio a segunda parte do show, desta vez o álbum tocado na integra foi Ritual, lançado em 2002 pela Universal Music. Foi neste momento que o público respondeu com maior empolgação e alegria, por varias vezes o Andre cedeu seu posto de vocalista para a galera que respondia cantando todas as músicas em uníssono. Destaques para “For Tomorrow” na qual Andre tocou uma flauta indígena de bambu, “Fairy Tale” desta vez diferente dos shows antigos, foi tocada em um piano de cauda que estava no palco, “Ritual” que levou o público ao delírio.

Mais um momento para ser destacado, pouco antes de anunciar a última música, Andre Matos falou para o público sobre o quanto eles estavam felizes por tocarem juntos novamente e que nem eles nem os fãs, imaginavam que esta reunião aconteceria de novo, neste momento todos os presentes entoaram em coro “Volta, volta, volta, volta…”, Então Andre respondeu dizendo que não tinha como saber, mas que outras reuniões irão acontecer, fazendo menção ao vídeo “de que o futuro é agora”, anunciando “Pride” que na versão original, conta com a participação de Tobias Sammet (Edguy / Avantasia), porém Andre disse que ele (Tobias) havia enviado “um telegrama” informando que não poderia participar do show, mas eles tinham um convidado especial para este dueto e então chamou ao palco Bruno Sutter, intitulado como “Bruno Sammet” pelo Andre, dando fim ao show.

Foi uma apresentação memorável, marcada por muita emoção e interação entre púbico e banda que superou todas as expectativas dos fãs antigos e deixando um gosto de quero mais para os mais novos.

Esperamos que esta sequência de shows mostre para a banda que eles ainda possuem muito a oferecer para a cena e que ainda mantem o espaço conquistado a 12 anos atrás. Aguardamos que anunciem o retorno oficial da banda com a formação original.

Agradecemos a Heloisa Vidal da FreePass por gentilmente fornecer as credenciais para o Ponto ZerØ… Até a próxima!!!






IRA AGITA O PÚBLICO NO SESC BELENZINHO TOCANDO O CD PSICOACUSTICA NA ÍNTEGRA E DEMAIS SUCESSOS

Por Thiago Tavares

Nos dias 14 e 15 de setembro, o SESC Belenzinho apresentou o show que sem dúvidas foi o evento do ano na unidade, onde inauguraram o mais novo projeto musical com o pé direito. O projeto intitulado Álbum, que tem o propósito de remontar a memória da música brasileira por meio de registros fonográficos recebeu a mais clássica banda de rock nacional que se tem notícia. O Ira! nos dois dias apresentou na íntegra o álbum Psicoacústica (1986), que em 2018 completou 30 anos, no qual o grupo veio com sua formação desde a volta aos palcos em 2014: Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocais), Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão) e Daniel Rocha (baixo).

E por que já início essa matéria mencionando que já considero o evento do ano? Pois a procura foi tão grande pelos dois shows que os ingressos se esgotaram em poucos dias, isso dito por fonte próximas a pessoa que vos escreve, tanto é que isso refletiu no dia em que eu e o fotógrafo Daniel Ometo comparecemos para fazer a cobertura do show no sábado. Uma fila imensa! A galera em peso querendo conferir o show pois não é todo momento que o Ira! aparece para fazer show na terra da garoa.

E as 21:30, iniciou-se o show onde a banda tocou as oito faixas do disco, disco este que é considerado um divisor de aguas na carreira da banda, onde pode-se constatar uma mistura de estilos musicais: por um lado, inspirações do rock dos anos 60 e outro lado, elementos do hip-hop, estilo musical que começava a sua ascensão a partir das periferias.

O fato mais gratificante que se pôde ver é que a galera que compareceu ao show era bastante diversificada no quesito de faixa etária. Você via pessoas que era possível deduzir que eram da época de lançamento do disco, pois sabiam as letras da primeira até a última faixa. E também tinham pessoas mais novas, que conhecem os últimos álbuns e sucessos da banda que prestigiaram e tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais o início da caminhada do Ira! rumo ao reconhecimento do público perante ao rock, estilo que na época, tinha nomes de peso no cenário nacional como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor entre outros.

A inspiração para as letras do disco veio do filme O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, que tem uma fala apresentada logo de cara em Rubro Zorro, uma história muito bem amarrada e com um arranjo cheio de guitarras.

Manhãs de Domingo já tem uma pegada de rock dos anos 60 e é uma música que fala da vida dos adolescentes que chegam em casa somente de manhã.

Receita Para Se Fazer um Herói é um reggae que fala sobre ascensão e queda de alguém que vira herói perante outras pessoas. Um fato curioso é que está musica teve um imbróglio com o poeta Reinaldo Edgar Ferreira – no fim, a ação por plágio foi resolvida e o nome dele consta nos créditos.

Inspirada em The Jam, Pegue Essa Arma é outra com um sampler do filme de Sganzerla a estar presente no disco.

Já em Farto do Rock ‘n’ Roll coloca essa em evidência essa mescla de estilos musicais que constam nesse álbum, musica essa que é interpretada por Edgard Scandurra.

Advogado do Diabo é a mistura de rock, hap, e embolada, estilo musical nordestino e que lembra bastante os clássicos do Nação Zumbi, tanto nos arranjos quanto na letra da música.

Para encerrar, a boa Mesmo Distante mistura um tom de bardo contador de história com um tom psicodélico.

É muito bom ver o Ira! novamente, engatando uma série de shows Brasil a fora, e por meio de seus sucessos, mostrando que o rock brasileiro não morreu como muitos pensam, mas com certa a banda tem seu capítulo a parte no gênero musical.

O Ira! tem shows nos dias 22 de Setembro em Vinhedo (SP) e 29 de Setembro em Cocal do Sul (SC).

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Mariana Ramos, da assessoria de imprensa do SESC Belenzinho pelo fornecimento das credenciais.






Banda Viper faz um show eletrizante no Sesc Belenzinho

Por Daniel Ometo

Na noite do dia 08 de setembro de 2018, a banda Viper, formada por Leandro Caçoilo (vocais), Hugo Mariutti (guitarras), Felipe Machado (guitarras), Pit Passarell (contrabaixo) e Guilherme Martin (bateria) fez um show eletrizante no Sesc Belenzinho.

A banda agitou o público que lotava a comedoria do Sesc. Esse mesmo público cantou junto com o Viper desde a primeira até a última música. Dava para ver que a banda estava tocando com uma enorme alegria onde transbordava para o público.

O show contou com a participação de Roberto Gutierrez das bandas Hollowmind e Silverage no contrabaixo dividindo a função em algumas músicas com Pit Passarell. Roberto, tocou algumas músicas com garra mostrando sintonia com toda banda.

Pit Passarell fez uma participação dividindo os vocais com o Leandro e agitou a galera com seu jeito peculiar. Também tocou guitarra em algumas músicas.

A banda tocou um cover da música We Will Rock You do Queen onde fez uma versão heavy metal, com a participação do Pit Passarell na guitarra, que teve a aprovação do público que cantou junto com a banda.

Segue abaixo o Set List:

  1. Coming From the Inside
  2. To Live Again
  3. A Cry From the Edge
  4. Dead Light
  5. Kinights of Destruction
  6. Acid Heart
  7. Crime
  8. Nightmares
  9. We Will Rock You
  10. Evolution
  11. Prelude to Oblivion
  12. Living For the Night
  13. Rebel Maniac
  14. NR

Gostaríamos de agradecer a Mariana, da Assessoria de Imprensa do Sesc Belenzinho, pela autorização para realizarmos a cobertura do show.






TARJA TURUNEN AGITA OS FÃS EM DIVULGAÇÃO DE NOVO TRABALHO EM SHOW EM SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

Setembro já pode ser considerar o melhor mês de 2018 para os headbangers e apreciadores do rock, onde terá diversos shows, para todos os gostos e vertentes. E realmente o nono mês do ano começou com um show que não ficou devendo para o público que esteve presente no último dia 1° de setembro no Tom Brasil, em São Paulo.

Com uma pausa de menos de um ano em relação a última apresentação em terras brasileiras, a cantora e ex-vocalista do Nigthwish Tarja Turunen apresentou para o público presente músicas do novo trabalho intitulado Act II e também grandes sucessos e também músicas da época em que cantava no Nightwish, dando um certo ar nostálgico para a galera.

O show começou com um pequeno atraso, e com um público pequeno, onde pode-se perceber que havia espaços vazios em proporção considerável nos fundos da casa, muito diferente da última apresentação em 2017. Mas esses fatores negativos não desmotivaram os fãs, onde era perceptível a empolgação, e o êxtase na execução da primeira música programada no set: No Bitter End.

A qualidade do som executado do show foi satisfatória. Durante foi possível detectar instrumentos se colidindo e a bateria baixa, entretanto a técnica e a versatilidade vocal de Turunen se sobressaem de forma surpreendente.

A apresentação lembrou bastante a do ano passado em São Paulo, entretanto, haviam algumas surpresas devidamente preparadas para este show em questão: a entrada no set de Diva, Eagle Eye e Little Lies, músicas que foram muito bem executadas e que agradaram quem estava presente.

Após essa trinca, aparece um cover da banda MUSE: Supremacy onde na voz da Tarja, trouxe uma nova roupagem, uma nova identidade a música e fora a banda que foi competente demais na execução, com destaque as guitarras e aproveitou para mencionar a todos que a banda britânica é uma de suas favoritas.

A sequência de músicas do Nightwish foi aprovada pela galera, no qual trouxe canções que ainda empolgaram os fãs até hoje. O set do Nightwish foi composto por Tutankhamen, Ever Dream, The Riddler e Slaying the Dreamer. Com um set destes, o povo queria mais.

No set acústico, o que me surpreendeu grandemente foi a interpretação de Lanterna dos Afogados (1989), grande clássico dos Paralamas do Sucesso, onde de forma sutil e delicada leva consigo a letra da música e a interpretou de uma cativante e com desenvoltura. O público foi ao delírio arrancando muitos aplausos.

Mas havia mais uma surpresa. Especialmente para o público paulista, Tarja fez uma homenagem a Lloyd Webber na interpretação de The Phantom of the Opera e com certeza, esbanjou sua técnica vocal. Por fim, a cantora finlandesa encerrou o espetáculo com Victim of Ritual, este, do novo disco.

Já o bis veio com sucessos da cantora em carreira solo. A primeira foi I Walk Alone, e para fechar a conta, Until My Last Breath retribuindo assim todo o carinho dos fãs que recepcionam ela muito bem.

No geral, é um ótimo show, bem empolgante, a galera cantou efusivamente não só os sucessos, mas as novas músicas de trabalho, ocorreram poucos erros, mas nada que estragasse a festa.

Setlist:

  1. No Bitter End
  2. 500 Letters
  3. Demons in You
  4. Little Lies
  5. Eagle Eye
  6. Diva
  7. Calling from the Wild
  8. Supremacy (cover de Muse)
  9. Tutankhamen / Ever Dream / The Riddler / Slaying the Dreamer (cover de Nightwish)
  10. Until Silence
  11. The Reign
  12. Mystique Voyage
  13. House of Wax (cover de Paul McCartney)
  14. Lanterna Dos Afogados (cover de Paralamas do Sucesso)
  15. The Phantom of the Opera (cover de Andrew Lloyd Webber)
  16. Love to Hate
  17. Victim of Ritual
  18. I Walk Alone
  19. Innocence
  20. Die Alive
  21. Until My Last Breath

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Miriam Martinez, da assessoria de imprensa do Tom Brasil pelo fornecimento da credencial.