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RESENHA: MATANZA, BULA ROCK e MOTOROCKER no Aquarius Rock Bar

Por: Digão e Tiago Nascimento

O Ponto ZerØ esteve na noite do dia 09 de maio no Aquarius Rock Bar para acompanhar o lançamento do cd “O Pior Cenário Possível” da banda Matanza.

A noite iniciou com o show da promissora banda Bula Rock que tem como seus integrantes os ex-integrantes da banda Charlie Brown Jr. e A Banca: Marcão Britto (vocal e guitarra), Lena Papini (baixo) e André Pinguim (bateria) subiram ao palco para mostrar ao público músicas do seu primeiro álbum lançado no final do ano passado “Não Estamos Sozinhos”, seu repertório conta com destaque as músicas: Dilemas, Duas Caras e Doses Gigantes.

Ao final do show, perguntaram ao público o que eles gostariam de ouvir, já que já haviam cumprido o repertório e havia tempo para ‘mais uma’. Aos poucos, o público começou a gritar “Charlie Brown!”.

Atendendo aos pedidos, tocaram a música “Papo Reto”. O vocalista Marcão relatou que esta era a primeira vez que eles tocavam uma música do Charlie Brown Jr. A banda Bula será uma das atrações do Rock in Rio deste ano, eles tocarão no dia 25 de setembro no palco Rock Street, na mesma noite de bandas consagradas como Steve Vai, Nightwish, De La Tierra, Mastodon, Faith no More e Slipknot.

Em seguida, subiu ao palco do Aquarius Rock Bar o Motorocker, banda paranaense que mostrou ao público seu Hard Rock potente com letras fortes. A banda Motorocker incendiou a galera em sua primeira apresentação em um palco paulista, apresentando seu mais novo álbum “Rock Brasil com destaque às músicas: Igreja Universal do Reino do Rock, Rock Brasil, Para Raio de Encrenca e Salve a Malária. O público cantou junto todas essas músicas, esquentando e aumentando a energia do show a cada acorde.

A banda Motorocker é formada: pelo Marcelus dos Santos (voz), Luciano Pico (guitarra), Thomas Jefferson (guitarra), Silvio Krüger (baixo) e Juan Neto (bateria). Já estão juntos há mais de 20 anos. Este ano irão ter mais um marco na carreira, pois a banda se apresentará na noite metal do Rock in Rio 2015, no dia 19 de setembro, no palco Rock Street ao lado de Krow e República e no mesmo dia de Korn, Angra, Noturnall, Motley Crue e Metallica.

Por fim, sobe ao palco do Aquarius a banda Matanza, lançando seu mais novo álbum “Pior Cenário Possível”. A casa estava lotada, e o público parecia ainda maior se juntando ainda mais perto do palco para ver de perto Jimmy e seus amigos tocando todo o peso e a velocidade de suas músicas.  A banda mesclou em seu repertório as músicas do novo álbum com os sucessos já conhecidos, mas mesmo nas músicas novas, havia muitos fãs cantando junto.

A apresentação contou com exatas 30 músicas, num show que durou pouco mais de 02 horas, eles tocam de 04 à 06 músicas sem pausa, deixando o público totalmente ligado e às vezes, sem fôlego, mostrando ao público o quanto o Matanza tem de energia e força, e provando o porque é uma das melhores bandas do rock nacional da atualidade.

Sempre que ‘pausavam’, o Jimmy interagia com o público, agradecendo a presença de todos e como o próprio Jimmy dizia: “puta que o pariu Aquarius”, dizendo que novamente estavam nesta casa, e novamente estava absurdamente lotado. E antes de tocarem a música “bom é quando faz mal” ele brincou dizendo que a próxima música dizia algo, mas não se lembrava o que era, inventando que era “é bom fazer alguma coisa”, ou que o “mal não fazia bem”, “como é?” estimulando o público a gritar cada vez mais forte: “bom é quando faz mal!” até que eles ouvem o coro do público bem alto, ele fala “ah, bom é quando faz mal!”, e começam a tocar, esta que já considerada um clássico da banda.

A banda tem como sua formação atual: Jimmy London (vocal) Don Escobar (baixo) Mauricio Nogueira (guitarra) e Jonas (bateria).

Setlist Matanza

  1. Intro
  2. O Chamado do Bar
  3. Meio Psicopata
  4. Country Core Funeral
  5. O Último Bar
  6. Eu não gosto de Ninguém
  7. Tudo Errado
  8. A Sua Assinatura
  9. Pé Na Porta e Soco Na Cara
  10. Imbecil
  11. A Casa em Frente ao Cemitério
  12. Clube Dos Canalhas
  13. Ela Não Me Perdoou
  14. Orgulho e Cinismo
  15. Remédios demais
  16. Mesa de Saloon
  17. Mulher Diabo
  18. Carvão, Enxofre e Salitre
  19. Chance pro Azar
  20. Bom é Quando Faz Mal
  21. Pandemonium
  22. Matadouro 18
  23. Ressaca sem Fim
  24. Tempo Ruim
  25. O que Está Feito, Está Feito
  26. Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
  27. Whisky Para Um Condenado
  28. Rio de Whisky
  29. Ela Roubou meu Caminhão
  30. A Arte do Insulto

Mais fotos em: https://goo.gl/CxXbmP

RESENHA: SOMRISAL, MARILIA GABRIELA e VELHAS VIRGENS no Aquarius Rock Bar

Por: Tiago Nascimento
Fotos: Felipe Domingues

A casa de shows Aquarius Rock Bar recebeu no último sábado dia, 11 de abril, uma noite do mais puro e sarcástico Rock in Roll, com as bandas SOMRISAL (Mamonas Assassinas Cover), MARILIA GABRIELA e VELHAS VIRGENS.

A primeira banda a subir ao palco foi a Somrisal, formada por Will Sabber (Vocal/Dinho), Cesar Guerreiro (Baixo/Samuel), Marcelo Guerreiro (Bateria/Sergio), Guilherme Bocão (Guitarra/Bento) e Rafael Agostinho (Teclado/Júlio), a Somrisal apresentou um tributo fiel e integro a lendária e sempre lembrada banda Mamonas Assassinas que contagiou a todos nos anos 90 com sua irreverência.

Considerada pelos próprios integrantes dos Mamonas Assassinas o cover oficial da banda, a Somrisal foi batizada pelo próprio Dinho e com isso vem fazendo shows e conquistando públicos por onde passa, destaque para as músicas “Vira Vira”, “Pelados em Santos” e “Robocop Gay” com a ótima performance do vocalista Will.

Logo após, subiu ao palco a banda Marília Gabriela que com muita irreverencia tocou algumas músicas próprias incluindo a já conhecida “Que se Foda” onde o púbico cantou do início ao fim e alguns covers de suas referências musicais como: Raimundos, Ultraje a Rigor e Rage Against The Machine.

Formada por Paulo (Vocal), Levi Jota (Guitarra), João Travassos (Bateria) e Fredão (Baixo), a banda possui 2 EPS lançados e o single “Me entreguei ao Álcool” (2014) lançado pela 89.1 Fm a Rádio Rock e produzido pelo Lampadinha, no estúdio “Casa do Lampadinha” em SP.

E por fim a atração principal da noite, a banda das Velhas Virgens subiu ao palco por volta das 2h da manhã. Com mais de 28 anos de carreira independente, Paulo de Carvalho (Paulão) e sua banda subiu ao palco do Aquarius para divulgar o álbum “Todos os dias a cerveja salva a minha vida”, lançado em 2014 e financiado por seus fãs, via crowdfunding.

No repertório, destaque para as músicas “Balada para Charlie Harper”, “Meus Problemas com a Bebida”, “O que seria do rock”, “A história de Kid Marreta” com uma melodia tipicamente nordestina onde Paulão interpreta um boxeador que se mete com a pessoa errada e acaba se dando mal. E também para Juliana Kosso em “Matadora de aluguel”.

Mesmo com Paulão sofrendo com dores no corpo e febre por estar com dengue, não podemos deixar de destacar a performance do vocalista, que mesmo doente, não deixou a desejar e permaneceu até o fim do show no palco interagindo com o público que compareceu e não saiu decepcionado com que viu.

Gostaríamos de agradecer ao Aquarius Rock Bar por conceder gentilmente as credenciais para o Ponto ZerØ. Até a próxima!

Álbum de fotos:
http://goo.gl/D0iGZv

RESENHA: Garage Fuzz – SESC Belenzinho

Por: Tiago Nascimento / Jorge Oliveira

Mesmo com o cancelamento do show da banda Nofx a cidade de São Paulo teve uma ótima noite de hard core no dia 21 de março de 2015.

A tradicional banda Garage Fuzz com seus 24 anos de carreira subiu ao palco do SESC Belenzinho no Projeto álbum para uma grande festa.

Com todos os ingressos esgotados a casa disponibilizou mais 80 ingressos extras. Com casa cheia, Alexandre Cruz (vocal), Fernando Basseto(guitarra), Fabrício de Souza (baixo elétrico), Wagner Reis (guitarra) e Daniel Siqueira subiram ao palco as 21:30 para tocar na integra o álbum Turn The Page (1998).

Acompanhado pelo coro da platéia do começo ao fim Alexandre Cruz agradeceu ao publico presente e comentou sobre a dificuldade de gravar esse álbum na época.

Após tocar Turn the Page chegou as surpresas como Ride the Feeling, Dying Trying, Remains Wasted, Trust Me, Some Warm At Least e Nova Poison idea que foi o apice do show onde o publico subiu ao palco para os tradicionais mosh pit.

A banda encerrou sua performance as 22:47 convidando a todos a estarem presente no Fuzz Fest dia 10/04 na Moby Dick uma festa tradicional da banda na cidade natal Santos com presença das bandas Sugar Kane, Bayside Kings e Drakula.

Álbum de fotos:
http://goo.gl/uwsNMj

CLÁSSICOS DO ROCK AO SOM DA VIOLA CAIPIRA

Ricardo Vignini, nascido na capital de São Paulo, é um dos violeiros mais atuantes do Brasil, produtor e pesquisador de cultura popular do sudeste, ao lado da banda Matuto Moderno, gravou quatro CD´s, e participou dos principais eventos sobre a viola no Brasil.

Ricardo, ficou conhecido por suas versões de músicas de Jimi Hendrix, Metallica e Led Zeppelin para viola caipira. Já se apresentou nos EUA e França. O violeiro trouxe uma abordagem original ao mundo dos instrumentos de cordas. Ele conseguiu unir a pureza do som da viola de dez cordas ao universo eletrificado da guitarra elétrica.

Em agosto de 2007, o Ponto ZerØ acompanhou uma apresentação do músico no Teatro Adamastor em Guarulhos/SP. Confira abaixo, matéria desta apresentação e vídeos das músicas:  “Master Of Puppets” do Metallica, “KashimirLed Zeppelin, “Aces High” do Iron Maiden alem de “Voodoo Child” do Jimi Hendrix.

MATÉRIA

Em 22 de agosto de 2007, no Teatro Adamastor em Guarulhos, uma apresentação do Violeiro Ricardo Vignini da banda Matuto Moderno.

Na apresentação Ricardo mostrou um pouco do seu trabalho como violeiro, com as músicas instrumentais “Capuxeta” e “Alvorada“, com a participação do também violeiro e professor do Conservatório Municipal de Artes de GuarulhosZé Helder“.

Ricardo contou um pouco da história do instrumento no Brasil, e sua importância para a música Brasileira, e mostrou toda sua técnica executando clássicos do rock com arranjos especiais para viola caipira de “Master Of Puppets” do Metallica, “KashimirLed Zeppelin, “Aces High” do Iron Maiden alem de “Voodoo Child” do Jimi Hendrix.

Ricardo diz, que com essas versões visa despertar o interesse de novos músicos pelo instrumento.

Mais informações sobre os músicos:

Ricardo Vignini
www.myspace.com/vignini
www.matutomoderno.com.br

Abaixo alguns vídeos da apresentação:

ACES HIGH – IRON MAIDEN

KASHIMIR – LED ZEPPELIN

MASTER OF PUPPETS – METALLICA

RESENHA: Smashing Pumpkins – 25.03.2015 – Citibank Hall – RJ

Smashing Pumpkins: Corgan, o guitar man

Por Aline Cornely
jornaline@gmail.com

Após o show de abertura da banda californiana Young the Giant e de um breve intervalo, a banda de rock alternativo Smashing Pumpkins, de Chicago, sobe ao palco sem pompas ou cerimônias por volta das 22h20. Nem mesmo o líder da banda, Billy Corgan ​(William Patrick Corgan)​, faz algum tipo de entrada triunfal. Não! De repente, estão todos em seus postos.

Sem telão, sem cenário, sem projeção, sem nenhum efeito especial. O Smashing Pumpkins apresentaria, a partir dali, um show de rock cru e puro, somente som e iluminação, porém, de primeira.

Com alguns quilinhos a mais e tão careca, corcunda e desengonçado (porém, tão lindo!) quanto nos anos 90, o compositor, guitarrista e vocalista aparece vestido com uma camisa acinzentada de mangas compridas, com uma estampa de um colar ao redor da cabeça, e calças de cor marrom.

Corgan e banda abrem o show com Cherub Rock, do álbum Siamese Dream. E já ganham a simpatia do público, que em sua maioria veio para ver os clássicos das décadas de 1990 e 2000. Das antigas, eles tocaram Tonight, Tonight (Mellon Collie and The Infinite Sadness), seguida por Ava Adore (Adore), Stand Inside Your Love (Machina), 1979 (Mellon), Pale Horse (Oceania), Disarm (Siamese), Bullet with butterfly wings (Mellon). Nestas, foi possível perceber Billy inovando um pouco na maneira de cantar e a banda tendo um pouco de dificuldade de acompanhá-lo, no geral. O público cantou junto, pulou, gritou e se desmontou em aplausos, uivos e outras demonstrações de gratidão.

Do novo ​e oitavo ​álbum, “Monuments to an Elegy”, foram apresentadas aquelas com maior potencial para hit: Being Beige , Drum + Fife, Monuments (faixa-título) e One and All. Na literatura, elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte. E, realmente, algumas letras deste novo disco discorrem sobre esta temática.

Outras faixas mais underground da banda, como Drown (single) e United States (Zeitgeist), complementaram o repertório com cerca de 20 canções destes 28 anos de carreira e aproximadamente duas horas de duração.

Ao executar os hits antigos, o SP levantou o público, porém nas novas e nas mais desconhecidas, em geral, o povo agiu como se estivessem escutando-as pela primeira vez, prestando atenção, porém sem esboçar maiores reações.

​​A BANDA DE CORGAN

Acompanhado pelo guitarrista Jeff Schroeder, na banda desde 2007, do baixista Mark Stoermer (The Killers) e do baterista Brad Wilk (Rage Against The Machine e Audioslave), Corgan é e sempre foi, indiscutivelmente, o líder do Smashing Pumpkins. Porém, na formação atual, falta carisma e presença de palco. Percebe-se, em alguns momentos, uma falta de entrosamento, ainda, entre os integrantes ​o fundador da banda. Parecem músicos contratados que estão quebrando um galho. Algo como Billy Corgan e convidados tocam Smashing Pumpkins. A falta de backing vocals também é muito sentida, certamente também pelo vocalista.

A ESTRELA DO SHOW

Corgan e sua guitarra são as estrelas do show. O foco está nela. Por mais que ele não seja o guitarrista solo, é como se fosse. Ele se expressa totalmente por meio de todo o tipo de som que tira da guitarra, sua extensão. É uma virtuose instrumental, que passeia pelos estilos experimental, progressivo e alternativo, com direito a muitos efeitos. Até com os dentes, ele tocou, lembrando Jimi Hendrix.

Além de ser extremamente competente como guitarrista, vocalista e compositor, Corgan é também um grande artista. Ainda usa no palco de seu teatralismo – muito bem explorado nos videoclipes antigos – em seus gestos, caras, bocas, trejeitos e poses. Porém, tímido, Billy falou pouco com o público. `Thank you very much, Rio!` e `How are you?` foram as raras frases, além de mais alguns `Thank you` entre as canções.

A CEREJA DO BOLO

Para delírio dos fãs, após fingir o fim do show, Billy Corgan volta sozinho ao palco com um violão nos braços para um `bis`. Ele faz um suspense e toca Today (Siamese), um dos maiores sucessos da banda. O público canta junto a música inteira, adiantando o primeiro verso, inclusive. Ele realmente queria ver a galera cantando junto, deu espaço e se mostrou muito satisfeito e risonho em todos os momentos do show em que percebeu que o público estava curtindo, especialmente na última música. Na falta da guitarra, o público `solfejou` os instrumentos que faltavam, como a guitarra e os backings, praticamente `tocando junto` e fazendo Corgan gargalhar ao microfone por várias vezes.

Ao final do show, ainda no palco, atendeu alguns fãs da pista premium, autografando camisetas e discos. Bateu palmas e reverenciou o público com uma saudação de agradecimento.

​CITIBANK HALL

Com boa acústica e infraestrutura, o local do espetáculo, o Citibank Hall, fica dentro da área do Shopping Via Parque, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Sul da capital fluminense. A noite de quarta-feira estava agradável em temperatura e o público, em sua maioria na faixa entre os 25 e 40 anos, tomou conta de cerca de metade da capacidade do espaço.

LOLLAPALOOZA​ 2015​

Young e Smashing tocam em Brasília hoje (27), no Net Live, para finalizar a passagem pelo Brasil neste domingo (29) no Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O show do YHG está marcado para rolar das 19h às 20h e do SP às 20h30 às 22h. Mais informações em www.lollapaloozabr.com. Os canais Bis e Multishow vão transmitir. Não perca!​

Aline Cornely

RESENHA: TARJA TURUNEN – 23/08/2008

A produtora Top Link Music trás de volta ao Brasil a musa do metal Tarja Turunen, apresentando o show de encerramento da turnê mundial do álbum “Colours in the Dark“.

Abaixo as datas já confirmadas:

17/10 – Recife (Brasil)
Local: Clube Português do Recife

21/10 – Belo Horizonte (Brasil)
Local: Music Hall

23/10 – Salvador (Brasil)
Local: Cais Dourado

24/10 – São Paulo (Brasil)
Local: HSBC Brasil

25/10 – Curitiba (Brasil)
Local: Vanilla Music Hall

Em agosto de agosto de 2008, a cantora se apresentou no Credicard Hall em São Paulo e o Ponto ZerØ esteve presente na cobertura do show da turnê do álbum “My Winter Storm” com a participação especial do guitarrista do Angra, Kiko Loureiro.

RESENHA:

Texto/Fotos: Danielle Feltrin

A cantora lírica Tarja Turunen já se apresentou diversas vezes no Brasil, mas com seu trabalho solo é a primeira vez. Para mais de 3 mil pessoas, a cantora faz do show um verdadeiro concerto no Credicard Hall, último dia 23.

A turnê foi intitulada “Tempestade na América 2008“, tema bem sugerido devido ao nome do álbum “My Winter Storm“, que inclusive teve diversas participações especiais e parte deles se apresentaram ao vivo com a vocalista. Na turnê brasileira, Tarja estava muito bem acompanhada com o Doug Wimbish no baixo (Living Colour, Rolling Stones, etc), Kiko Loureiro comandando as guitarras (Angra), Maria Ilmoniemi nos teclados, Max Lilja acompanhando com Violoncelo (ex- Apocalyptica) e na batera está nada menos que Mike Terrana (Masterplan, ex-Rage e ex-Yngwie Malmsteen).

Pontualmente as cortinas abrem às 22h e já começa uma gritaria absurda do público. Com ainda um pano branco cobrindo a visão do palco, os efeitos de luzes deixavam à mostra a sombra da vocalista ansiando ainda mais seus fãs, já rolando de fundo a música “Boy and the Ghost” que abriu o set. Emendando-a com “Lost Northern Star“, também do álbum solo, o pano branco se solta e entra Tarja deslumbrante, levando o público ao delírio com tamanha simpatia. Destaque para o conjunto dos integrantes, só feras!

Visivelmente emocionada pela receptividade, Tarja Turunen agradece, em português – aliás, muito bem pronunciado – o carinho enorme do público, dizendo estar muito realizada por estar se apresentando para os fãs brasileiros. Logo em seguida, a vocalista anuncia a música “My Little Phoenix“, também de seu novo álbum. Voltando ao tempo, tocaram a primeira do Nightwish da noite, “Passion and the Opera” música do álbum clássico “Oceanborn“, na qual deixou a galera empolgadíssima, relembrando a época de sua antiga banda.

Com mais uma do novo CD, executam “Sing for Me“, uma música com belas melodias, ficou bastante comovente ao vivo. Com outro figurino, Tarja entra no palco com a roupa do clipe “Nemo“, já deixando claro que seria a próxima música tocada, deixando a galera bastante animada.

I Walk Alone” foi a próxima anunciada, e assim entra Tarja outra vez com outro figurino, um vestido branco belíssimo que usou na capa de seu álbum. É uma das músicas mais conhecidas do “My Winter Storm” por ter sido a primeira divulgada para a mídia. Não é pra menos, pois é uma das músicas mais empolgantes e refrões mais pegajosos do álbum.

Ciaran’s Well” e “Our Great Divide” foram as seguintes. A primeira é uma das mais pesadas do álbum, com guitarras e bateria mais agressivas e um vocal mais “nervoso“, muito bem executada pelos integrantes. Já a outra é uma baladinha, lembrando até trilha sonora de filmes, executada com muito feeling pela vocalista, que não deixou a desejar com sua incrível afinação e uma presença de palco encantadora. Em “The Phanton of the Opera” teve a presença de Edu Falaschi (Angra) fazendo um dueto com Tarja, formou-se uma bela dupla de vocais, muito bem recebida pelo público com muitos aplausos.

Antes de anunciar a próxima do set, Tarja voltou a bater um papo com o público, demonstrando bastante emoção e satisfação de estar ali. A todo momento apontava para os fãs, mandava beijo e se divertia junto, interagindo bastante com seu público. Na maior parte arriscava em português para se comunicar, os fãs se surpreendiam e batiam palma sem parar. Tarja anuncia então que tocariam uma música nova, “Enough” é o nome dela. Com guitarras pesadas e belos agudos, foi muito bem aprovada pelos fãs.

A seguinte foi a música “Oasis“, um dos momentos mais marcantes do show. Tarja sentada com o piano à sua frente executa a música com muita emoção, já que é uma de suas músicas mais íntimas, cantada em finlandês. O público em silêncio de tão perplexos, aplaudem em seguida admirados pela execução e ela agradece ainda mais emocionada.

Anunciando que a próxima música já seria a última do set, lançam a já esperada “Poison“, cover muito bem feito de Alice Cooper, transformando o peso hard da música original com seu estilo doce e sombrio ao mesmo tempo, a galera curtiu muito.

Mas é claro que esta não seria a última, todo vocalista joga um charme para os fãs pedir bis, não é mesmo? Entretanto, esse bis foi mais longo que o normal, para a alegria dos presentes. Os integrantes voltam ao palco tocando nada menos que “Wishmaster” do Nightwish, tocada com muita animação cujo público vibrou de alegria. “Die Alive” foi a próxima, uma música muito envolvente de seu álbum solo, uma música que não poderia faltar no set. “Calling Grace” também não, a última música do álbum, na qual Kiko Loureiro a compôs com violão. Os dois sentados executaram-na bastante inspirados, ainda emocionando os fãs a essa altura da apresentação, depois de quase duas horas de show.

Já pensando que seria a última, afinal já era a terceira “bônus“, o público se surpreendeu mais ainda quando eles se posicionaram novamente e lançaram a “Dead Gardens” do álbum “Once” do Nightwish, da qual nunca foi executada ao vivo, nem na turnê do próprio “Once“. Ainda não satisfeitos, no meio do riff pesado da música misturou-se com outro riff bastante semelhante, e de repente já não era mais “Dead Gardens“… Era nada menos que a “Symphony of Destruction” do Megadeth, e ouvir a Tarja com sua voz doce e lírica cantando o refrão desta música foi excepcional, realmente um final inesperado de um show de Tarja Turunen.

Assim os integrantes se reúnem e se despedem do público com muitos agradecimentos e o público sempre carinhoso retribui com bastantes aplausos. Um show que ficará marcado na memória dos fãs, e também à cantora devido ao grande passo que está dando em sua carreira, provando que sim, ela consegue e muito bem caminhar sozinha.

Galeria de fotos
http://goo.gl/vv0wGt

Setlist:
Boy and the Ghost
Lost Northern Star
My Little Phoenix
Passion and the Opera
Sing for Me
Nemo
I Walk Alone
Ciaran’s Well
Our Great Divide
The Phanton of the Opera
Enough
Oasis
Poison
Bônus:
Wishmaster
Die alive
Calling Grace
Dead gardens/Symphony of Destruction (Megadeth)

RESENHA: Nervos, Sete Cidades e Ultraje a Rigor no Aquarius Rock Bar

Texto: Digão
Fotos: Carol

O Ponto ZerØ esteve na noite de sábado (07/03/2015) no Aquarius Rock na Zona Leste de São Paulo para acompanhar o show de uma das bandas mais expressivas e consagradas do rock roll nacional: o Ultraje a Rigor.

Pra começar a noite rock roll teve de abertura a Banda Nervos, que tem como influencia o rock dos anos 80 em especial Raul Seixas, com letras fortes que remete ao cotidiano e relacionamentos. Uma atenção especial para as musicas “O que me falta é paciência”, “O céu pra você e o Inferno pra Mim” e também a “Bem vindo aos 30”. Houve covers de Raul Seixas, Plebe Rude e Sá & Guarabyra.

A Banda Nervos é uma ótima pedida para quem quer conhecer algo novo no rock nacional, mas que foge do enlatado que se apresenta na mídia atualmente.

Logo em seguida entrou no palco a Banda Sete Cidades que faz um tributo a Legião Urbana, já bastante conhecida em São Paulo. Eles tocaram vários sucessos da Legião Urbana, e alegraram bastante o público tocando muitas músicas lado B, como: “Daniel nas Covas dos Leões”, “Eu era um Lobisomem Juvenil” e “1965 (Duas Tribos)”.

Músicos ótimos, com presença de palco a banda Sete Cidades atende aos nostálgicos do show do Legião e faz com que o publico cante em um só coro todas as musicas ao longo de todo o show.

Por último, entrou no palco a principal atração da noite, a Banda Ultraje a Rigor, com seus clássicos e um toque de irreverência, a banda chama atenção pelo entrosamento e o modo descontraído que se apresenta e mostra que mais que músicos extremamente competentes a amizade é um ponto importante na banda, que atualmente têm em sua formação o líder Roger Moreira (voz e guitarra), Mingau (baixo), Bacalhau (bateria) e Marcos Kleine (guitarra).

A banda começou o show com a clássica “Independente Futebol Clube”, seguida pela “Sheena is a Punk Rock” cover do Ramones. Seus sucessos: “Inútil”, “Filha da Puta”, “Pelado” e “Nós Vamos Invadir sua Praia”, não faltaram em seu repertorio, num show de mais de 2 (duas) horas de duração.

O Ultraje a Rigor fez uma apresentação contundente e não decepcionou o público da zona leste que lotou o Aquarius Rock Bar, em uma noite paulista chuvosa, mostrando que suas músicas não possuem data de validade, ao longo de seus 35 anos de estrada.

Todo o público já sentia que o show estava chegando ao fim. Ao tocarem “Cíumes” saíram do palco sem a clássica despedida ao público, deixando à todos a impressão de que haveria um BIS. O fim do show só ficou claro, pois o apresentador tomou o microfone agradecendo à banda e ao público e anunciando os próximos eventos da casa.

Setlist:
Independente Futebol Clube
Sheena is a Punk Rock (Ramones cover)
Zoraide
Inútil
Filha da Puta
Rebelde sem Causa
Mim que Tocar
Maximillian Sheldon
Sexo
Pelado
Paranoid (Black Sabbath cover)
Nada a Declarar
Chiclete
Nós vamos invadir sua praia
Até quando esperar (Plebe Rude cover)
Marylou
Eu gosto de mulher
Ciúmes

Agradecemos ao Aquarius Rock Bar e a Ana Paula sua assessoria de imprensa pela oportunidade dada a nós do Ponto ZerØ , assim como Marcos Rubin da MR Produções pela oportunidade, através da produção e organização do evento.

 Galeria de fotos
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RESENHA: Rob Halfod no Carioca Club em 24/10/2010

Por: Letícia Okabayashi

No último domingo, dia 24 de outubro, numa garoa chata da própria terra da garoa, São Paulo, pouco mais de 18hr as portas do Carioca Club, em Pinheiros, foram abertas para os fãs de um dos vocalistas mais idolatrados na cena heavy metal do mundo: Rob Halfod.

As pessoas simplesmente não paravam de chegar, causando um certo desconforto e lotação no local nunca visto antes num show de metal na casa. Aproximadamente 1.500 pessoas se apertaram e com muito entusiasmo já estavam preparados para receber o “Metal God”, divulgando seu mais recente álbum “Halford IV – Made Of Metal” (ainda não lançado no Brasil) em única apresentação no Brasil.

Por volta das 20:30h o telão subiu, e diferente de shows comuns, Halford já estava lá, parado, como que se enchendo de energia com a vibração do público ao vê-lo. A banda estava a postos, com os também renomados músicos Roy Z (Guitarra), Metal Mike Chlasciak (Guitarra), Mike Davis (Baixo) e Bobby Jarzombek (Bateria). Não foi dita uma palavra e já começaram arrebentando com as conhecidas “Ressurection”, “Made in Hell” e “Locked and Loaded”, vindo também “Drop Out”. Vieram os cumprimentos e Rob chamava o público (como se precisasse), que pulava, aplaudia e cantava cada vez mais alto. O set se misturou em músicas antigas, novas e até mesmo algumas do Judas Priest. Dentre as novas, foram executadas “Made of Metal”, “Undisputed”, “Fire and Ice”, “Like There’s No Tomorrow” e “Thunder and Lighting”, na ponta da língua da galera.

A banda mostrou um entrosamento muito grande, afinal, todos são “lendas” no cenário metal no mundo inteiro e não poderia ser diferente. A voz de Halford, apesar dos 40 anos de carreira, não cede sequer uma vez durante toda sua performance, é como se fosse uma força maior saindo dele. Assim como o vocalista, o público não cedeu ao calor e lotação que estava pairando, tendo ótimas vibrações e um clima agitado.

Ainda tocaram “Nailed to the Gun”, cantada em coro, “Golgotha”, e mais 3 do Judas, “Green Manalishi” e a estrondosa “Diamonds and Rust” (covers), fechando a trinca com “Jawbreaker”.

Cyberworld foi a última antes do bis, deixando inquietação no ar, quando o “Metal God” volta ao palco, com uma bandeira do Brasil nas costas, e pega uma camiseta que alguém jogou no palco, do Dio, e fez uma singela homenagem ao grande músico que se foi.

Para fechar com chave de ouro, mais uma do Judas, “Heart of a Lion” e a “Savior”, saindo do palco muito aplaudidos e com certeza com sensação de dever cumprido, compensando os anos de ausência do Brasil. Um show que até quem não gosta, gostou.

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RESENHA: KORZUS – SESC BELENZINHO 21/02/15

Por: Tiago Nascimento / Felipe Domingues

No último sábado, 21 de fevereiro, a banda de metal Korzus se apresentou no Sesc Belenzinho em São Paulo. Com a casa cheia, a banda formada por Marcello Pompeu (vocal), Heros Trench (guitarra), Dick Siebert (baixo), Antônio Araújo (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria), subiu ao palco com a apresentação que faz parte da turnê de divulgação do álbum “Legion”, lançado em 2014.

Por volta das 21:30, a banda iniciou o show ao som de “Truth“, do álbum Discipline of Hate de 2010, seguida de “Screaming for Death“, “Discipline of Hate” e “Raise Your Soul“, um início matador para delírio dos fãs que abriam rodas de bate cabeça e cantavam todas as músicas com a banda.

Bleeding Pride” a primeira do álbum Ligion, seguida por “Never Die“, “What are you looking for“, “Punisher“, “Correria” e mais uma do Legion “Vampiro” onde o vocalista Marcello Pompeu falou sobre os vampiros da politica do Brasil, esta música se destaca, pois assim como outras músicas da banda sua letra é toda em português, provando que é possível fazer metal em português, basta ter talento.

Lifeline” música de abertura do novo álbum agitou a galera levando a galera à loucura e destacando os vocais de Marcello Pompeu, na sequencia “Agony“, música do terceiro álbum de estúdio Mass Illusion (1991), destaque para o guitarrista Antonio Araujo, que substituiu Silvio Golfetti em 2008, inclusive ouvimos alguns fãs o chamando de Kerry King brasileiro, fazendo comparação com o guitarrista da banda norte-americana Slayer.

Internally” e “Sadness” ambas do álbum KZS de 1995, seguida por “Guilty Silence” do Ties of Blood (2004) e “Guerreiros Do Metal” lançada em 1985 no SP Metal II considerado o ‘marco zero’ do Heavy Metal brasileiro, para finalizar “Legion“, música que da nome ao mais recente trabalho do Korzus. Apesar de “velhos”, como o próprio vocalista da banda comentou, o Korzus fez uma apresentação fantástica, mostrando ao público a evolução de sua sonoridade nos seus 31 anos de carreira.

Devemos destacar também o SESC Belenzinho pela oportunidade dada a nós do Ponto ZerØ e principalmente para os artistas e público, que podem curtir suas bandas favoritas com som de qualidade e preço baixo.

Setlist:

– Truth
– Screaming for Death
– Discipline of Hate
– Raise Your Soul
– Bleeding Pride
– Never Die
– What are you looking for
– Punisher
– Correria
– Vampiro
– Lifeline
– Agony
– Internally
– Sadness
– Guilty Silence
– Guerreiros do Metal
– Legion

Galeria de fotos
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RESENHA: Raimundos – SESC Belenzinho 06/02/15

Por: Tiago Nascimento / Felipe Domingues

No dia 06 de fevereiro, a banda Raimundos tocou no SESC Belenzinho o “projeto álbum”, tocando na integra o seu primeiro álbum intitulado de “Raimundos” lançado em 1994. E o Ponto ZerØ teve o privilégio de acompanhar a apresentação da banda que é considerada por muitos uma das maiores do rock nacional.

Com os ingressos esgotados, Digão (Vocal/Guitarra), Marquinhos (Guitarra), Canisso (Baixo) e Caio (Bateria), subiram ao palco do SESC Belenzinho enlouquecendo o público ao som de “Puteiro em João Pessoa”, com destaque para os hits “Nega Jurema”, “Cajueiro”, “Be a Ba” entre outros desse álbum que foram tocadas na sequência gravada, finalizando a primeira parte do show com a música que lançou a banda, “Selim” cantada em uníssono por todos os presentes.

Após uma pausa de 5 minutos, os Raimundos voltaram ao palco entoando seus grandes clássicos do álbum Lavô Tá Novo (1995) como “Herbocinética”, “I Saw You Saying”, “Esporrei na manivela” e “O Pão da Minha Prima”, também músicas dos álbuns Cesta Básica (1996) e Só no Forevis (1999), e as músicas “Descendo na Banguela“, “Nó Suíno“, “Importada do Interior” e “Gordelícia“, do trabalho mais recente da banda, Cantigas de Roda (2014), que marca sua nova fase e para finalizar com chave de ouro “Eu Quero é Ver o Oco”, levando o público ao delírio.

Após o show a banda recepcionou todos que ali estavam, distribuindo autógrafos, tirando fotos e agradecendo a todos os presentes, fazendo deste um dia memorável onde podemos recordar e ouvir ao vivo um dos álbuns que é considerado um clássico do rock nacional.

Rock, Reggae, Hardcore e Metal na comemoração dos 461 anos da cidade de SP

No último sábado, dia 24 de janeiro, a Prefeitura da cidade de São Paulo realizou diversos shows espalhados por toda a cidade em comemoração aos seus 461 anos, os colaboradores do Ponto ZerØ, Tiago Lima e Jorge Oliveira, estiveram no Palco Zona Norte localizado na Av. Engenheiro Caetano Álvares, em Santana, para acompanhar os shows das bandasPlanta e Raiz; Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo; Jica Y Turcão; Karina Buhr; Vivendo do Ócio; Dance of Days; Dead Fish; Diabos Mutantes; Krisiun, tocaram para um público aproximado de 20 mil pessoas.

Destaque para a banda Vivendo do Ócio que fez um show atrativo, mostrando que não é mais apenas uma surpresa e sim uma realidade e uma das bandas que mais cresce no cenário nacional.

Em seguida, subiu ao palco a banda de hardcore Dance of Days, levando o publico a loucura que cantava todas as músicas junto com o grupo paulista do início ao fim, em determinada parte do show, o vocalista e líder da banda Nene Altro, fez um discurso sobre o preconceito que existem no Brasil, levantando uma faixa que dizia “todos contra o racismo”, com isso o publico ficou ainda mais agitado esperando a próxima atração, Dead Fish os percussores do hard core nacional.

Rodrigo e sua banda iniciaram o show com a música “A Urgência” que alucinou a galera que acompanhava com o bate cabeça frequente nos shows da banda, na sequência, músicas como “Venceremos”, “Afasia”, “Mulheres Negras”, foram cantadas em uníssono pelos fãs da banda, tocaram também algumas músicas inéditas e por fim Rodrigo, vocalista da banda, convidou todos para o lançamento do novo CD, intitulado de “A Vitória”, que será lançado nos dias 07 e 08 de março, no Hangar 110, considerada a casa da banda.

E para finalizar, Krisiun, considerada uma das maiores bandas de death metal brasileira na atualidade e com maior reconhecimento internacional. No palco Alex Camargo (vocal/baixo), e os irmãos Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria), tocaram os grandes sucessos da banda “Ominous”, “Combustion infernal”, “Kings of Killing” para seu público fiel que fez estremecer a zona norte de SP, destaque para a bateria inconfundível de Max e o vocalista Alex, que falou sobre a importância dos fãs para manter o metal ativo no país.

Com isso, ficou evidente que as prefeituras e os estados do país devem promover muito mais eventos como este, pois a presença de público é garantida, ainda mais com a diversidade de estilos como também é feito na Virada Cultural, evento promovido pela Prefeitura de São Paulo, com duração de 24 horas, que oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade. Parabéns Prefeitura de São Paulo, parabéns São Paulo.

Álbum de fotos

RESENHA: N.L.O. NA EXPOMUSIC 2014

A banda paulista Nem Liminha Ouviu, liderada pelo apresentador Tatola Godas da A Rádio Rock 89FM, se apresentou no palco do Music Hall na Feira Expomusic 2014, o quinteto que conta com Wecko (guitarra), Marcão (baixo), Gabriel (guitarra) e Jacaré (bateria). Traz em seu reportório clássicos do rock brasileiro dos anos 80.

No set, músicas como “Pátria Amada“, “Face de Deus“, “São Paulo” entre outras, agitaram a galera que cantava com Tatola que se destaca com sua presença de palco e suas frases de impacto e protesto, um show curto com gosto de quero mais.

MAIS FOTOS

Fotos: Felipe Domingues
Texto: Tiago Nascimeno

RESENHA: NENHUM DE NÓS NO CINE JÓIA

O Ponto ZerØ acompanhou o último show em São Paulo, da turnê Contos Acústicos de Água e Fogo da banda gaúcha Nenhum de Nós Oficial, no Cine Joia, dia 26 de setembro 2014.

Pouco depois da meia-noite a banda Nenhum de Nós subiu no palco, para o delírio dos fãs que lotavam o Cine Jóia naquela sexta-feira chuvosa.

Logo nas primeiras músicas eles mostraram que não estavam pra brincadeira e chamaram o público para “uma noite de celebração” – palavras do próprio vocalista Thedy Corrêa – a banda mesclou seus grandes sucessos com as músicas do último álbum Contos de Água e Fogo.

O público entendeu o recado e como segunda voz cantaram todas as músicas, ao longo das 02 horas de show.

Voltaram para o bis com uma versão de “Segundo Sol” de Nando Reis, na sequência tocaram a clássica “Camila, Camila” (muito esperada pelo público) e para fechar a noite, a música “massacrada pelos críticos e aclamada pelo público” – como eles mesmos disseram – Astronauta de Mármore.

A banda anunciou que continuará em turnê este ano, mas que acabaram de sair do estúdio onde gravaram o novo álbum previsto para o inicio de 2015.

A banda também está preparando uma nova turnê e a gravação de um DVD em comemoração aos 28 anos da banda. Ou seja, podemos esperar novidades e com certeza mais shows na terra da garoa para o ano que vem…

Agradecemos a Márcia Stival Assessoria pelas credenciais.

MAIS FOTOS

Fotos: Carolina Silveira
Texto: Rodrigo