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RESENHA: BLIND GUARDIAN – TOM BRASIL – 12/10/2015

Texto: Eduardo Carvalho
Fotos: Rodrigo Simas Photography

Depois de muita expectativa, os bardos voltaram a São Paulo para o show de encerramento em terras tupiniquins em um Tom Brasil lotado, para alegria de Hansi e sua trupe.

Durante a semana, houve um cancelamento repentino por parte da que seria a banda de abertura: CIRCLE II CIRCLE, que conta com o brasileiro Marcelo Moreira (ex-Almah) na bateria. Não houve um motivo oficial anunciado, apenas uma nota informando que não seria possível realizarem esta leg da tour com o Blind Guardian em território brasileiro.

Desta forma, pouco antes dos bardos entrarem em campo, o público paulista deu um show à parte, cantarolando músicas de animes infantis (Nota da redação: tratava-se do dia 12 de outubro, feriado de Dia das Crianças – e Nossa Senhora de Aparecida, para os mais religiosos) como Dragonball Z e Cavaleiros do Zodíaco. Performance digna de aplausos, inclusive!

Na sequência, não muito depois do horário previsto das 19hs, o show começou com a épica The Ninth Wave do excelente novo trabalho “Beyond The Red Mirror”, com o seu começo cadenciado e com refrão poderoso, fazendo com que o Tom Brasil o entoasse como se já fosse um clássico das antigas.

Na sequência, após um breve e empolgado discurso do onipresente Hansi, emendam uma porrada das antigas, “Banish From Sanctuary”, fazendo com que nenhuma alma conseguisse ficar parada, além de um Hansi que não parou de interagir com o público do começo ao final do solo.

“That sounds like fun São Paulo! ” – Com estas palavras de Hansi, temos Nightfall, um dos maiores clássicos, e com certeza uma das mais poderosas músicas da banda ao vivo. Com seu início com a casa inteira batendo palmas e entoando “Oooooooooohhh”, cantando cada verso, fazendo desta um momento memorável para todos presentes.

“Stop, be quiet now” – As primeiras palavras ditas em Fly são totalmente o oposto do que aconteceu quando este clássico recente da banda começou. Com sua bateria inconfundível, Fly manteve o altíssimo nível até então apresentado, além de com 4 músicas já ter passado pelas mais diversas fases da banda.

Com “Tanelorn (Into The Void) e “Prophecies” a grande massa pôde respirar um pouco e apreciar estas 2 músicas dos 2 últimos álbuns sendo executadas com perfeição.

“Guardian, guardian, guardian of the blind! ” SIM, The Last Candle foi executada e a expressão de alegria e satisfação era nítida no rosto de cada um dos integrantes da banda, tamanha empolgação do público, que não parava um segundo sequer.

Chegamos ao momento “acústico”, com as guitarras sendo abandonadas e os violões entrando em cena. Temos “Miracle Machine” mostrando toda a potência de Hansi e uma belíssima conexão entre público e banda nesta linda balada do mais recente álbum.

Com “Lord Of The Rings” tivemos um revezamento entre Hansi e o público, cada um cantando uma estrofe e arrancando muitos gritos e aplausos ao seu término.

Com três porradas em sequência (Time Stands Still, I’m Alive e Imaginations From The Otherside), a banda encerra o primeiro ato com o público ganho e a ânsia por mais!

A banda volta com mais três porradas em sequência, a ótima Wheel Of Time que funciona perfeitamente ao vivo, a nova Twilight Of The Gods que tem tudo para se tornar mais um clássico recente da banda e quase obrigatória ao vivo.

Após estas 2 grandes execuções, Hansi anuncia VALHALLA, momento obrigatório e esperado por absolutamente toda a plateia. Com punhos em riste e um Tom Brasil vindo a baixo, a noite já estava ganha pelos bardos. Com guitarras e bateria magistralmente executadas, um vocal que ia de Hansi a Kai sem nenhuma dificuldade e um público cantando cada palavra como se não houvesse amanhã, Valhalla foi o ponto mais alta do show. Até o momento…

Então os PAs começam a executar uma estranha música de circo. Sim, a música que foi executada na última passagem dos bardos graças aos pedidos do público já estava no setlist desta vez. Já “Majesty”! conseguiu em seus quase 08:00 minutos prender o público e nos preparar para a sequência, com outro grande clássico da banda “The Script For My Requiem”.

Chegado o grande momento para todos presentes, “The Bard’s Song – In The Forest”, música cantada em uníssono e fazendo ser praticamente impossível ouvir até a voz de Hansi, tamanha voracidade do público em cada palavra e cada nota instrumental executada. Com certeza um momento emocionante e inesquecível para todos presentes e se tornando o ponto mais alto do show, exatamente como dito por Hansi após a canção “World Class Performance São Paulo! ”.

Chegado o momento da última música do show, Mirror Mirror não deixou nenhuma brecha para que a audiência ficasse parada, e caso alguém ainda possuísse voz, com certeza ela iria acabar agora. Fim de show.

NÃO EM SÃO PAULO! Ainda havia tempo e fôlego para Barbara Ann! Após uma breve negociação de Hansi com o público, pedindo para que entoassem Ba-Ba-Ba-Barbara Ann alto o suficiente, Barbara Ann foi executada por uma banda extremamente carismática e empolgada com o show.

Um final divertidíssimo para uma noite inesquecível. Mais de 2 horas de show, música extra, um setlist imprevisível, uma banda extremamente bem entrosada, um público fiel e com certeza um excelente presente de Dia das Crianças para todos ali presentes, independente da faixa etária.

MUITO OBRIGADO PELO PRESENTE, BARDOS!

 Set List:

    1. The Ninth Wave
    2. Banish from Sanctuary
    3. Nightfall
    4. Fly
    5. Tanelorn (Into the Void)
    6. Prophecies
    7. The Last Candle
    8. Miracle Machine
    9. Lord of the Rings
    10. Time Stands Still (at the Iron Hill)
    11. I’m Alive
    12. Imaginations from the Other Side

Encore 1:

    1. Wheel of Time
    2. Twilight of the Gods
    3. Valhalla

Encore 2:

    1. Majesty
    2. The Script for My Requiem
    3. The Bard’s Song – In the Forest
    4. Mirror Mirror
    5. Barbara Ann

RESENHA: MATANZA – SESC Belenzinho

Texto: Digão
Fotos: Carol

O Ponto ZerØ acompanhou no ultimo sábado 03 de outubro o show da banda Matanza no Sesc Belenzinho na zona leste de São Paulo.

A banda se apresentou nos dias 02 e 03 de outubro divulgando a turnê de seu ultimo álbum de estúdio “O Pior Cenário Possível” gravado em 2015 pela Deckdisc. Este é a oitavo álbum da banda formada em 1997 e que atualmente tem sua formação com: Jimmy London no vocal, Mauricio Nogueira na guitarra, Don Escobar no baixo e Jonas na Bateria (clique aqui e confira a matéria que o Ponto Zero fez no lançamento do CD Pior Cenário Possível em maio desde ano).

O publico esperava ansioso o início do show e não se decepcionou pois ao subir no palco O Matanza já pois o Sesc abaixo com a introdução de “Pane nos quatro motores”, e sem parar para a galera respirar a banda seguiu emendando “Ressaca sem Fim”, ”Meio Psicopata”, “A Arte do Insulto” e” Bom é quando faz Mal”.

O publico que lotava o Sesc naquela noite ainda acompanhou os sucessos de todo a carreira da banda como “Pé na Porta e Soco na Cara”, “Maldito Hippie Sujo”, “Clube dos Canalhas”, “Tempo Ruim” e” Eu não gosto de Ninguém” como os mais novos sucessos como a musica que da o titulo ao ultimo álbum “O Pior Cenário Possível”, “Sua Assinatura” e “O que esta feito esta Feito”

Como é de costume a banda liga uma musica a outra o que é ótimo para seus fãs, pois faz com que a banda mesmo com um tempo curto de apresentação toque um setlist extenso e repleto de hits, cantados a exaustão pelos fãs.

Um dos momentos cômicos do show foi quando o Jimmy se voltou à plateia e diz que “tenho que parar de beber, pois tenho a certeza que fiz um show em um lugar muito parecido com este ontem” fazendo alusão ao show da noite anterior onde a banda se apresentou no mesmo local.

Outro momento engraçado foi quando para chamar a próxima canção, A Casa em Frente ao Cemitério, o vocalista falou que a banda só aceitou fazer o show no Sesc pois ficava na frente da casa dele, referenciando ao cemitério da Quarta Parada que fica a poucos metros do local.

A banda encerrou o show com a sequencia de: “Imbecil”, “Ela Roubou meu Caminhão”, “Estamos todos Bêbados” e por fim “O Chamado do Bar”, e anunciou que em dezembro, mais precisamente, dia 12/12 volta a São Paulo para apresentação no Aquarius Rock Bar.

Então só nos resta aguardar até dezembro para mais este puta show do Matanza, com certeza.

Agradecemos ao Sesc Belenzinho pela oportunidade dada para nós do Ponto ZerØ realizar mais esta cobertura e em especial para a Jaqueline da assessoria de imprensa do Sesc pela atenção.

Mais fotos em:
https://goo.gl/AU8tZN

Setlist

  • Intro – Pane nos Quatro Motores
  • Ressaca sem Fim
  • Meio Psicopata
  • A Arte do Insulto
  • Bom é quando faz Mal
  • Sua Assinatura
  • O Ultimo Bar
  • Maldito Hippie Sujo
  • Remédios Demais
  • A Caminho da Escada da Corda
  • Pé na porta e Soco na cara
  • O que esta feito esta feito
  • Quem perde Sai
  • Odiosa Natureza Humana
  • Tudo Errado
  • Casa em Frente ao Cemitério
  • Clube dos Canalhas
  • Pandemonium
  • Whisky para um Condenado
  • Eu não Gosto de Ninguém
  • Carvão, Enxofre e Salitre
  • Tempo Ruim
  • Mulher Diabo
  • Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
  • Taberneira traga o Gim
  • Pior Cenário Possível
  • Rio de Whisky
  • Imbecil
  • Ela Roubou meu Caminhão
  • Estamos todos Bêbados
  • O Chamado do Bar

RESENHA: Project46 – SESC Belenzinho

Texto: Tiago Nascimento

O projeto musica extrema trouxe ao palco do Sesc Belenzinho situado na Zona Leste de SP no último sábado, dia 29 de agosto, a banda de metal Project46, que será atração do Rock in Rio representando o estado de São Paulo.

A banda apresentou o show da turnê “Que seja feita a vossa vontade” e foi realmente isso que ocorreu, foi feito a vontade do publico presente que esgotou os ingressos para essa grande festa.

Em sua Page oficial a banda perguntou quais musicas que o publico gostaria de ouvir ao vivo e algumas foram unanimes como “Se quiser”, “Capa de jornal”, “Erro+55”, “Caos Renomeado” entre outros sucessos da banda.

Antes do som rolar, o publico direcionou suas atenções ao documentário produzido pela banda.

Ao termino do documentário a banda subiu ao palco mostrando o melhor do metal nacional e deixando claro para todos que a oportunidade de se apresentar em grandes festivais não acontece por acaso e sim pelo ótimo trabalho que a banda vem realizando.

Caio MaCbeserra, vocalista do Project46, agradeceu o público desde o início e discursou sobre a oportunidade de se apresentarem pela 1° vez no Sesc e citou a ótima estrutura e suporte que a casa oferece.

Mesmo com alguns problemas técnicos os guitarristas Vini Castellari e Jean Patton foram um show a parte com seus riffs e solos inconfundíveis mostrando o porquê estão sendo considerados referencias para novos guitarristas e adeptos, e a técnica apurada de Rafael Yamada não deixa nada a desejar sempre agregando valores ao som sem falar do seu talento em voz.

Um “ponto alto” do show foi quando Caio convidou Thiago Monstrinho (Worst) para participar da musica que se tornou um hino da banda Erro+55, onde foi acompanhada não somente pelos vocais mais sim por todos presentes que fizeram em todas as músicas o tradicional mosh pit.

Por Fim, a banda se despediu do público, porem em instantes pós shows, os músicos saíram do camarim para receber o carinho dos fãs retribuindo com fotos, autógrafos e abraços.

A banda se apresenta dia 24/09 no Rock in Rio no Palco Sunset ao lado da banda John Wayne.

Mais fotos

Set List:
Se Quiser
Impunidade
Capa de Jornal
Na Vala
Empedrado
Em Nome de Quem
Carranca
(Track A Cidade – Nação Zumbi e Chico Science)
Vergonha na cara
Erro+55
Caos Renomeado
Atrás Das Linhas Inimigas
Violência Gratuita
Foda-se
Acorda Pra Vida

Integrantes
Caio Macbeserra – Voz
Vini Castellari – Guitarra
Jean Patton – Guitarra e voz
Rafael Yamada – Baixo e voz
Henrique Pucci – Bateria

RESENHA: 07/11/2008 – NIGHTWISH NA VIA FUNCHAL/SP

Fotos e texto: Danielle Feltrin

Após 3 anos conturbados desde sua última apresentação, O Nightwish, grupo finlandês, voltou ao Brasil, e desta vez com a nova vocalista sueca Anette Olzon assumindo os vocais para a turnê do novo álbum “Dark Passion Play“, nos dias frios de 7 e 8 de Novembro, no Via Funchal, em São Paulo.

Para quem já viu a banda antes, é impossível não pensar: “Como será sem Tarja Turunen?“. Porém o tecladista Tuomas Holopainen, o baterista Jukka Nevalainen, o guitarrista Emppu Vuorinen, o baixista Marco Hietala e a nova vocalista mostraram um grande entrosamento, deixando claro que o espírito da banda continua a mesma.

O set-list soou bem diversificado para seus fãs fiéis, pois a apresentação mesclou desde as músicas da antiga formação até as recentes do último álbum, já gravado com a nova cantora. No dia 7 a banda cover Hevorah abriu a apresentação, ainda com pouco público devido ao horário.

Já imaginava-se que “Bye Bye Beautiful” abriria o set, por ser uma das mais conhecidas do novo álbum e ser bastante agitada. Recebidos com muito carinho, aplausos e gritos, os integrantes retribuíram emocionados a receptividade, deixando claro que a noite seria mais que agradável a todos os presentes.

Whoever Brings the Night” foi a seguinte, também do novo álbum. Com guitarras pesadas e um vocal “sombrio” de Anette, fez a casa tremer com tamanha euforia do público. Seguindo o set, Anette mostrou sua interpretação de “The Siren” do álbum Once, antiga formação. Com linhas vocais diferentes, cantou a seu modo e foi muito bem executada, apesar de certos exageros em seus “berros” que seu tipo vocal proporciona, mas nada que dispensasse sua bela interpretação nas músicas que não foram feitas para sua voz.

As surpresas do set ficaram por conta da escolha de músicas da fase antiga da banda, como a impulsiva “Dead To The World“; “Dark Chest of Wonders“, a que inicia o álbum Once e a até então inesperada “Sacrament of Wilderness“, uma das mais antigas (álbum Oceanborn, de 1998) e que exigiram grande capricho de Anette nos refrões. Sempre sorridente e animada, tentava conversar com o público e até arriscava o português, mas não deixava de se expressar dizendo estar feliz pela turnê brasileira e ter conhecido o nosso país.

O baixista e vocalista Marco Hietala e tecladista Tuomas Holopainen estavam sempre entrosados com o público, conversando e dando muita atenção às fãs histéricas que estavam na grade; enquanto o guitarrista Emppu Vuorinen fazia um show à parte correndo de um lado ao outro – lembrava até o Steve Harris – com seus brilhantes riffs e jogando muitas palhetas para os fãs.

Outra nova canção, “Amaranth” que virou título de single foi executada, também uma das mais conhecidas e instigantes do CD. Um momento “feeling” tomou conta da casa quando soou “The Inslander” pelos amplificadores. Os integrantes sentados, um clima sereno e uma performance espetacular de Anette nesta canção, deixando os fãs mais calmos, porém ainda mais emocionados.

Logo após a monstruosa de quase 14 minutos “The Poet and The Pendulum“, chegou uma das canções mais consagradas do grupo, “Wishmaster“, uma canção difícil a ser cantada por conter um tipo vocal muito agudo, e, apesar da disposição e carisma, Anette precisou de ajuda extra da banda, reduzindo o tom da música. Apesar de seu timbre de voz muito bonito e diferente, a música ficou comprometida, mesmo com a parceria quase que total de Marco Hientala dividindo os vocais.

A apresentação fechou com as músicas “While your lips are still red“, também uma emocionante balada cantada por Marco e apenas tocada por Tuomas; além de executarem as brilhantes “Sahara” e “Seven Days to the Wolves“, duas canções que destacam o último álbum. Ao se despedirem com “I Wish I Had an Angel“, música que fez muito sucesso nos tempos do Once, toda a banda agradeceu o carinho do público pegando nas mãos dos fãs que estavam na frente, jogando água, toalhas, baquetas e palhetas.

No dia seguinte, teve mais uma apresentação, e possivelmente muitos fãs pagaram novamente para assistir os dois dias, tamanha euforia por parte do público, atenção dos músicos e um apoio mútuo para Anette Olzon, a qual tem muito que mostrar para os que ainda não engoliram os acontecimentos da banda em Outubro de 2005.

ÁLBUM DE FOTOS

Set-list:
1 -Bye Bye Beautiful
2 -Whoever brings the night
3 -The Siren
4 -Dead to the world
5 -Amaranth
6 -Sacrament of Wilderness
7 -The Islander
8 -The Poet and the Pendulum
9 -Wishmaster
10 -While your lips are still red
11 -Sahara
12 -Dark Chest of Wonders
13 -Seven Days to the Wolves

Bônus:
14 -I wish I had an angel

RESENHA: Nação Zumbi e Raimundos – Citibank Hall/SP

Texto: Tiago Nascimento
Fotos: Felipe Domingues

O dia mundial do Rock chegou mais cedo a cidade de São Paulo, nem mesmo o frio que estava na noite do último sábado, dia 11 de julho, dois dias antes do dia do bom e velho Rock´n´Roll, afetou o público que encheu as dependências do Citibank Hall para essa festa onde os protagonistas foram os fãs e as bandas Nação Zumbi e Raimundos.

Com a ansiedade do público a mil, as cortinas se abriram para a Nação Zumbi, lendária banda nascida no início da década de 1990, que faz uma mistura de ritmos e culturas através de seus acordes, riffes e tambores tornando seu som característico e de grande influência para o rock nacional.

A Nação Zumbi promoveu um show completo para os fãs, executando músicas como Cicatriz, Novas Auroras onde o vocalista Jorge Du Peixe citou sobre os políticos corruptos não que representarem o povo brasileiro, um povo trabalhador e idealizador, que tem esperança por Novas Auroras, novos tempos.

Porém o que estava bom ficou ainda melhor, próximo ao fim do show, a banda executou seus grandes sucessos como Maracatu Atômico, Manguetown, Da Lama ao Caos, com destaque para a ótima performance do vocalista Jorge Du Peixe e do guitarrista Lúcio Maia. No final a banda agradeceu ao público presente e a satisfação de tocar em São Paulo.

Pouco depois de fechar as cortinas, o público já entoava o grito de “Raimundos, Raimundos” e com aproximadamente 25 minutos após o termino do show da Nação Zumbi, subiu ao palco do Citibank o quarteto de forró-core (nome dado a banda pelo João Gordo após ouvir o 1° álbum no início da década de 90).

Com o público eufórico e empolgado o Raimundos não “brincou” em serviço e iniciou o show com a clássica Puteiro em João Pessoa, seguindo com sucessos como Be a Bá, Nega Jurema e Pitando no Kombão, um início de show arrasador, mostrando que a banda está com o entrosamento perfeito, e o show continua com a mescla de antigos sucessos e com as músicas Baculejo e Gordelicia, do último CD lançado pela banda “Cantigas de Roda”.

Como era uma festa, o Raimundos presenteou os fãs fazendo uma homenagem a banda Santista Charle Brown Jr com a execução da música Zóio de Lula com a participação de Luiz Long Beach nos vocais, e as homenagens ao dia do Rock não pararam por aí, a banda ainda executou versões de Smells Like Teen Spirit (Nirvana), Two Minutes To Midnight (Iron Maiden) e a primeira parte da música Seek and Destroy do Metallica.

Vale destacar também a performance de Canisso cantando Boca de Lata e sua dancinha com o guitarrista Marquim durante a execução de Reggae do Manero, rancando boas risadas do público, e Esporrei na Manivela que contou com a participação especial do filho do baixista nos vocais.

E para finalizar as homenagens da noite, Digão discursou sobre uma banda que revolucionou o mundo do rock e com um one, two, three, four, levou os fãs ao delírio emplacando Hey Ho Let’s Go do Ramones. E para encerrar a noite, Eu quero ver o oco.

Raimundos promoveu uma festa perfeita ao dia do rock, executando músicas do seu repertório que revolucionou e influenciou muita gente no cenário brasileiro, além de mostrar que a banda está de volta ao local de onde nunca deveria ter saído, fazendo shows para o grande público e festivais, desejamos vida longa a banda, vida longa ao Rock´n´Roll.

Mais fotos em:
https://goo.gl/H6VEOs

RESENHA: Roupa Nova – Citibank Hall

Por: Eduardo Carvalho

Uma típica noite de sexta-feira fria e chuvosa do inverno paulistano. Uma nem-tão-típica-assim sexta-feira para receber uma das bandas capazes de, ao longo de 35 anos, manter a mesma formação e apresentar-se com uma qualidade absurdamente ‘gringa’, digamos assim. Estamos falando de Metallica? Não. Iron Maiden? Muito menos! Estamos falando dos rock n’ rollers globais: ROUPA NOVA!!!

A experiência dar-se-á pelo fato de que, basicamente, os caras possuem um nível musical muito acima da média. A parceria destes 06 músicos e vocalistas (nota importantíssima neste quesito: todos – e quando digo ‘todos’, me refiro a absolutamente todos os 6 membros da banda, cantam MUITO bem!), formado por Paulinho (percussão), Serginho Herval: (bateria), Nando (baixo), Kiko (guitarra e violão), Ricardo Feghali (piano, teclado, guitarra e violão) e Cleberson Horsth (piano e teclado) é a chave do sucesso. São todos compositores e/ou produtores de si mesmos e de vários outros artistas, variando da música sertaneja ao gospel. Vale acrescentar que, ultimamente, um músico adicional tem aparecido como apoio de gaitas, harmônica e saxofone.

Como o próprio Nando mencionou em um dos vários momentos indagando o público, a banda emplacou um número sugestivo e expressivo de hits nas paradas brasileiras, desde 1980, com a estreante ‘Canção de Verão’: o grupo chegou a marca de 53 sucessos musicais!!! Uma média absurda de quase 2 músicas por ano! O que significa que esses caras realmente se mantiveram ativos durante todo esse tempo. Entre shows, tours comemorativas, acústicas, programas de televisão, trilhas de novelas, trilhas de personalidades e programas televisivos. Enfim, dentre tantas considerações a serem feitas, assistir a esses caras é uma experiência única, seja você, leitor, um fã ou não da banda.

Após um imenso sucesso nos shows realizados em 2014 aqui na terra da garoa, os dias 03 e 04 de julho, sexta-feira e sábado, foram reservados para a estreia do novo show da banda – agora celebrando os 35 anos de carreira! Com ingressos esgotados com antecedência para ambos os dias, o público – em sua maioridade, acima dos 35/40 anos, chegando a uma faixa etária bem mais elevada! -, estava bastante animado, mesmo para quem conhece um pouco destes tantos sucessos, fica fácil notar que, ainda que a seja necessário a banda intercalar algumas canções mais recentes, com algumas mais antigas, o foco do show permanece em encontrar meios para encaixar tantas destas músicas queridas pelo seu público em quase 2 horas de show.

O início do show foi com um vídeo introduzindo ao público uma breve resenha da história da banda, com alguns depoimentos de famosos. Na sequência, o pedido que façam ‘muito barulho’ para, na sequência, os ‘jovens’ músicos adentrarem o palco e sentarem em 6 banquinhos estrategicamente posicionados à frente do palco. Eles iniciam ‘Sapato Velho’ de maneira acústica e, no segundo refrão, tomam seus postos elétricos e iniciam o bom e velho rock n’ roll / pop que os consagrou até aqui.

O show prosseguiu com “Linda Demais” e, uma música mais recente, “Sonhando”. Depois com as já conhecidas “Nos Bailes da Vida”, “Volta Pra Mim” e “A Força do Amor”. “Tenha Fé Na Música” (uma versão bem mais calma e abrasileirada de ‘God Gave Rock n’ Roll To You’, do Kiss) e “Felicidade” dão o toque positivista e otimista da noite, com discursos dos artistas dando grande ênfase na busca pelos sonhos e pelo respeito ao próximo.

Aliás, estes destaques ficam evidenciados pelos momentos de conversa entre Nando e Feghalli com o público. Sempre contando pequenos relatos da carreira, brincando aqui e acolá, tudo aparentemente muito bem ensaiado e corrigido para manter o alto nível do show.

Um dos momentos mais esperados, particularmente falando, foi a sequência, quando posicionaram uma bateria eletrônica à frente do palco, e foi introduzido o baterista Serginho Herval para dar início aos clássicos da banda que possuem sua voz como destaque. E assim o fez com empenho e exímia técnica. Este cara, sem dúvida alguma, é um dos maiores bateristas da música brasileira. E, aliado a isso, foi capaz de imputar sua voz a tantos clássicos. Um momento propício, diga-se de passagem, para a mulherada enlouquecer em gritos histéricos e chamamentos sexuais ao pobre Serginho que, obviamente, deu um show à parte, tocando e cantando “A Viagem”, “Chuva de Prata”, “Amar É”, “Bem Maior” e “Começo, Meio e Fim”.

Depois vieram “Clarear”, “Cantar Faz Feliz O Coração”, “Seguindo no Trem Azul” e a nova (na verdade, nova para o Roupa Nova, pois trata-se de uma canção do Rei Roberto Carlos) “Tempo de Amar”, que estará no próximo trabalho do grupo, explicado rapidamente pelo Nando, e contará com várias participações especiais por tratar-se de um álbum conceitual, com toda uma história por trás. Outro show à parte fica por conta do momento seguinte, onde o Roupa Nova faz uma medley das trilhas que já criaram ao longo da carreira. O destaque fica por conta da trilha do ‘Rock In Rio’, ‘Xuxa’ e, claro, o ‘Tema da Vitória’ do saudoso Ayrton Senna. Emocionante!

Para abranger uma maior gama de sucessos, o momento seguinte foi quando os 6 se dividiram em duplas para apresentarem clássicos da banda de uma maneira acústica e mais simples. Mas, por ‘simples’, não se deve entender como algo pobre. Pelo contrário, novamente, a banda demonstrou o companheirismo harmônico que há entre os músicos, sendo que, em todas as 3 apresentações de duplas, ambos cantaram e tocaram algum instrumento. A idéia é excelente e funciona muito bem! Deixando que cada um dos membros da banda tenha seu momento de destaque e aplausos. As duplas foram formadas por Serginho e Cleberson, tocando ‘Anjo’; Kiko e Paulinho, tocando ‘De Volta pro Futuro’ e; Nando e Feghali, tocando ‘Meu Universo’.

Falando em alto nível, uma demonstração clara do quão fantásticos estes caras são, além de toda produção de luz e som impecáveis (apesar dos problemas relatados pelos músicos com relação aos fones, retornos e clicks), foi quando solicitaram silêncio total ao público presente – cerca de 4000 fãs e convidados. Tomaram seus postos à frente do palco, novamente, e absolutamente ‘desmicrofonados’, ou seja: sem qualquer aparelhagem ligada ao som da casa, apenas com suas potencias vocálicas, os 6 entoaram “Yesterday”, clássico dos Beatles, de 1965.

Uma apresentação de tirar o fôlego pela segurança e capacidade de enfrentar uma casa do tamanho do Citibank Hall (para os que não conhecem, atualmente deve ser a maior casa de shows de São Paulo, com capacidade para quase 7000 pessoas!), desta forma, sem microfone ou qualquer outra possibilidade de auxílio vocal. “Yesterday” na voz do Roupa Nova continuou sendo um verdadeiro clássico!

Na sequência, um vídeo deixava o Padre Fábio de Melo participando da execução de ‘A Paz’, seguida pelos clássicos “Coração Pirata”, “Dona”, “À Flor da Pele” e “Show de Rock N’ Roll”, para encerrar com chave de ouro a primeira parte do espetáculo!

O bis foi ocasionalmente e propositadamente deixado para que a banda se divertisse também um pouco no palco. E a canção escolhida, na realidade, foi um grande medley rock n’ roll, composta por inúmeros sucessos que provaram das características roqueiras dos músicos. Contando com Bon Jovi, Creedence Clearwater Revival, Rolling Stones, The Beatles, Nirvana, Queen e Guns N’ Roses, o Roupa Nova prestou uma imensa homenagem a vários daqueles que ajudaram e os influenciaram a torná-los o sucesso que eles alcançaram aos 35 anos de carreira. O destaque aqui, fica por conta do Paulinho. Extraordinária capacidade de cantar tantos clássicos, num espaço curto de tempo, com tanta potência e segurança. Não há tempo para desafinar ou respirar, os caras simplesmente são incríveis!

Um show para guardar na memória e, claro, quando o show é tão bom assim, o gostinho de ‘quero mais’ fica na ponta dos dedos para já reservar ingressos pro show de Setembro, que já está agendado para SP novamente. Vale ressaltar a produção impecável do show (Carlos, produtor da banda, extremamente gentil e atencioso!), assim como a recepção e espaço que a T4F nos proporcionou com a possibilidade de cobrir este showzaço do Roupa Nova!

Ao som de tantos clássicos, o jeito é encerrar esta resenha cumprimentando e aplaudindo de pé esta banda, que é, sem sombra de dúvidas, um verdadeiro e completo orgulho para a música brasileira!

Vida longa e próspera ao Roupa Nova!

Mais fotos: https://goo.gl/ad3ecj

RESENHA: Planta e Raiz – SESC Belenzinho

Por: Tiago Nascimento

Foram dois dias de muitas vibrações positivas 3-4/07, e a equipe Ponto ZerØ acompanhou o primeiro dia dessa festa do pré-lançamento do novo cd da banda paulista Planta e Raiz intitulado “Segue em Frente”.

Como os eventos nas unidades Sesc são sempre organizados banda subiu ao palco as 21:30 mesclando grandes sucessos com os novos sons onde o publico empolgado acompanhavam um a um. E por falar em publico foi extraordinário a interação da banda com publico e não era para menos, pois a mais de 21 dias os ingressos estavam esgotados para os dois dias.

Sucessos como Com Certeza, Aquele lugar, Oh chuva entre outros foram entoados, porém o ápice do show foi quando a banda cantou “Tente outra vez” do saudoso Raul Seixas.

Zeider (vocal) agradeceu o publico pela presença do publico presente, da oportunidade cedida pelo Sesc Belenzinho, pela organização e todos envolvidos nessa grande e memorável festa.

A banda Planta e Raiz são Zeider (vocal), Fernandinho (guitarra base), Franja (guitarra solo) , Juliano (bateria).

Mais fotos em: https://goo.gl/LKDlYl

RESENHA: Pain of Salvation realiza apresentação incrível em São Paulo

Apesar do atraso e com setlist reduzido, os integrantes transformaram o feriado em uma noite agradável e memorável aos fãs

Texto: Lucas Dias
Fotos: Danielle Feltrin

Após três anos desde a última apresentação em São Paulo, os fãs tiveram mais uma oportunidade de conferir uma incrível apresentação do Pain of Salvation no Carioca Club com a mesma formação de 2012: Daniel Gildenlöw nos vocais principais e guitarra, Ragnar Zolberg na guitarra e vocais, Gustaf Hielm no baixo, Léo Margarit na bateria e Daniel Karlsson nos teclados. Apesar de ter apenas um membro da formação original, encontramos um Pain of Salvation completo e íntegro, com grande aceitação da galera.

Sabíamos que o show de São Paulo teria alguma surpresa. Só não esperávamos que ela fosse surpreender, inclusive, a banda: o voo do Pain of Salvation de Curitiba para São Paulo teve um atraso de sete horas, obrigando os integrantes a saírem diretamente do aeroporto de Congonhas para a casa de shows. Isso influenciou no curto tempo de abertura dos andreenses Seventh Seal, que executaram apenas quatro canções do álbum “Mechanical Souls” (2014). Apesar do setlist reduzido, a empolgação da banda, junto a um gigante set de bateria bem no meio do palco, chamou bastante a atenção e agradou aos presentes, com o vocalista sempre ressaltando a importância de apoiarmos o metal nacional – o que não foi difícil com esses caras arrebentando no palco!

Pouco tempo após o fim da apresentação do Seventh Seal, ainda em meio às luzes altas, conversa e desatenção, começava o sample do álbum Remedy Lane (2002). Com os músicos adentrando ao palco um a um, iniciou-se então uma bela sequência de Of Two Beginnings, Ending Theme, Fandango e Trace of Blood. Essa última, sem dúvidas, um dos grandes momentos do show, com direito a refrão cantado em uníssono por todo o público presente.

Nesse momento, Daniel Gildenlöw comentou sobre sua fama de conversar bastante com o público durante seus shows. Mas, devido ao atraso, ele tinha que simplesmente seguir tocando, sem muitas interações, para que conseguisse cumprir o setlist programado. Deu então início ao riff inicial de Linoleum, e pediu que o público gritasse o mais alto possível logo de uma vez, renunciando à brincadeira que havia feito, nessa mesma música, nos shows anteriores no Rio e em Curitiba. Linoleum moveu bastante a galera, sendo, talvez, o ponto onde houve maior interação do público.

De volta a 1997, ano de lançamento do álbum Entropia, fomos presenteados com Foreword e People Passing By. Ótima escolha para os fãs mais antigos da banda. Podia-se perceber, no entanto, um cansaço evidente dos músicos, somado aos pesares de um dia onde se acorda com o pé esquerdo: a correia do baixo de Gustaf insistia em se soltar, uma corda da guitarra de Gildenlöw se rompeu, e a guitarra de Ragnar teimava em falhar de tempos em tempos. A banda soube se sobressair a todos os problemas, e ambas as músicas foram lindamente executadas, com direito aos incríveis pulos e movimentos no palco que davam ainda mais gás à apresentação.

Instrumentos deixados de lado, vocais a postos, era hora de 1979. Uma grande demonstração do porquê de Pain of Salvation não ser apenas mais uma banda entre tantas. Esse, talvez, foi o momento mais “delicado” do show, em que Daniel, com uma luz azul intensa sobre o palco, se agachou e cantou perto dos fãs, tornando o momento sublime para quem estava ali. Seguiram com Rope Ends, sem o solo de Ragnar devido a problemas técnicos, no entanto, mais uma vez, linda e emocionante. O PoS é realmente mestre quando o assunto é sentimento e autenticidade.

Por tratar-se da véspera do aniversário de Gildenlöw, os fãs entoaram um “Parabéns a Você”, bem recebido pela banda. Enquanto o vocalista comentava sobre a possibilidade de algum fã muito rico lhe presentear com um Ford Mustang ou um Dodge Challenger, uma fã preparada surgiu com um botão de rosa, em meio à multidão. Daniel aceitou o presente, e agradeceu, já que ninguém se prontificou a presenteá-lo com os carros.

Seguindo com o show, a instrumental Dryad of the Woods abriu as portas para a fantástica Beyond the Pale. É fato que, cantado a uma só voz, o verso: “Losing control and I don’t know if I am TRUE AT ALL” fez o Carioca Club tremer. A banda terminou o som, saiu do palco e a galera pediu mais. Pediram por Chain Sling. Pediram por Undertow. Mas receberam Ashes. E convenhamos, não há como argumentar contra Ashes. Os pedidos foram deixados de lado, e o público cantou junto, do início ao fim. Finalizando o setlist, uma apropriada Physics of Gridlock, com direito a coro em francês no encerramento da canção.

Resumindo, o show foi excelente. Para os fãs mais antigos, foi mágico, mais do que poderiam ter pedido. Para fãs mais recentes, uma bela demonstração do que o Pain of Salvation é capaz. A banda se despediu, deixou o palco, e o sentimento era de que havia sido tudo muito rápido. Foi tudo muito rápido. Afinal, somos humanos, e o tempo passa muito mais rápido quando estamos felizes. Somos humanos, muito mais humanos do que gostaríamos de ser – como já diria a canção “Beyond the Pale”.

Mais fotos em:
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Setlist:

  1. Of Two Beginnings
  2. Ending Theme
  3. Fandango
  4. A Trace of Blood
  5. Linoleum
  6. !(Foreword)
  7. People Passing By
  8. 1979
  9. Rope Ends
  10. Dryad of the Woods
  11. Beyond the Pale

Encore:

  1. Ashes
  2. The Physics of Gridlock

RESENHA: MATANZA, BULA ROCK e MOTOROCKER no Aquarius Rock Bar

Por: Digão e Tiago Nascimento

O Ponto ZerØ esteve na noite do dia 09 de maio no Aquarius Rock Bar para acompanhar o lançamento do cd “O Pior Cenário Possível” da banda Matanza.

A noite iniciou com o show da promissora banda Bula Rock que tem como seus integrantes os ex-integrantes da banda Charlie Brown Jr. e A Banca: Marcão Britto (vocal e guitarra), Lena Papini (baixo) e André Pinguim (bateria) subiram ao palco para mostrar ao público músicas do seu primeiro álbum lançado no final do ano passado “Não Estamos Sozinhos”, seu repertório conta com destaque as músicas: Dilemas, Duas Caras e Doses Gigantes.

Ao final do show, perguntaram ao público o que eles gostariam de ouvir, já que já haviam cumprido o repertório e havia tempo para ‘mais uma’. Aos poucos, o público começou a gritar “Charlie Brown!”.

Atendendo aos pedidos, tocaram a música “Papo Reto”. O vocalista Marcão relatou que esta era a primeira vez que eles tocavam uma música do Charlie Brown Jr. A banda Bula será uma das atrações do Rock in Rio deste ano, eles tocarão no dia 25 de setembro no palco Rock Street, na mesma noite de bandas consagradas como Steve Vai, Nightwish, De La Tierra, Mastodon, Faith no More e Slipknot.

Em seguida, subiu ao palco do Aquarius Rock Bar o Motorocker, banda paranaense que mostrou ao público seu Hard Rock potente com letras fortes. A banda Motorocker incendiou a galera em sua primeira apresentação em um palco paulista, apresentando seu mais novo álbum “Rock Brasil com destaque às músicas: Igreja Universal do Reino do Rock, Rock Brasil, Para Raio de Encrenca e Salve a Malária. O público cantou junto todas essas músicas, esquentando e aumentando a energia do show a cada acorde.

A banda Motorocker é formada: pelo Marcelus dos Santos (voz), Luciano Pico (guitarra), Thomas Jefferson (guitarra), Silvio Krüger (baixo) e Juan Neto (bateria). Já estão juntos há mais de 20 anos. Este ano irão ter mais um marco na carreira, pois a banda se apresentará na noite metal do Rock in Rio 2015, no dia 19 de setembro, no palco Rock Street ao lado de Krow e República e no mesmo dia de Korn, Angra, Noturnall, Motley Crue e Metallica.

Por fim, sobe ao palco do Aquarius a banda Matanza, lançando seu mais novo álbum “Pior Cenário Possível”. A casa estava lotada, e o público parecia ainda maior se juntando ainda mais perto do palco para ver de perto Jimmy e seus amigos tocando todo o peso e a velocidade de suas músicas.  A banda mesclou em seu repertório as músicas do novo álbum com os sucessos já conhecidos, mas mesmo nas músicas novas, havia muitos fãs cantando junto.

A apresentação contou com exatas 30 músicas, num show que durou pouco mais de 02 horas, eles tocam de 04 à 06 músicas sem pausa, deixando o público totalmente ligado e às vezes, sem fôlego, mostrando ao público o quanto o Matanza tem de energia e força, e provando o porque é uma das melhores bandas do rock nacional da atualidade.

Sempre que ‘pausavam’, o Jimmy interagia com o público, agradecendo a presença de todos e como o próprio Jimmy dizia: “puta que o pariu Aquarius”, dizendo que novamente estavam nesta casa, e novamente estava absurdamente lotado. E antes de tocarem a música “bom é quando faz mal” ele brincou dizendo que a próxima música dizia algo, mas não se lembrava o que era, inventando que era “é bom fazer alguma coisa”, ou que o “mal não fazia bem”, “como é?” estimulando o público a gritar cada vez mais forte: “bom é quando faz mal!” até que eles ouvem o coro do público bem alto, ele fala “ah, bom é quando faz mal!”, e começam a tocar, esta que já considerada um clássico da banda.

A banda tem como sua formação atual: Jimmy London (vocal) Don Escobar (baixo) Mauricio Nogueira (guitarra) e Jonas (bateria).

Setlist Matanza

  1. Intro
  2. O Chamado do Bar
  3. Meio Psicopata
  4. Country Core Funeral
  5. O Último Bar
  6. Eu não gosto de Ninguém
  7. Tudo Errado
  8. A Sua Assinatura
  9. Pé Na Porta e Soco Na Cara
  10. Imbecil
  11. A Casa em Frente ao Cemitério
  12. Clube Dos Canalhas
  13. Ela Não Me Perdoou
  14. Orgulho e Cinismo
  15. Remédios demais
  16. Mesa de Saloon
  17. Mulher Diabo
  18. Carvão, Enxofre e Salitre
  19. Chance pro Azar
  20. Bom é Quando Faz Mal
  21. Pandemonium
  22. Matadouro 18
  23. Ressaca sem Fim
  24. Tempo Ruim
  25. O que Está Feito, Está Feito
  26. Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
  27. Whisky Para Um Condenado
  28. Rio de Whisky
  29. Ela Roubou meu Caminhão
  30. A Arte do Insulto

Mais fotos em: https://goo.gl/CxXbmP

RESENHA: SOMRISAL, MARILIA GABRIELA e VELHAS VIRGENS no Aquarius Rock Bar

Por: Tiago Nascimento
Fotos: Felipe Domingues

A casa de shows Aquarius Rock Bar recebeu no último sábado dia, 11 de abril, uma noite do mais puro e sarcástico Rock in Roll, com as bandas SOMRISAL (Mamonas Assassinas Cover), MARILIA GABRIELA e VELHAS VIRGENS.

A primeira banda a subir ao palco foi a Somrisal, formada por Will Sabber (Vocal/Dinho), Cesar Guerreiro (Baixo/Samuel), Marcelo Guerreiro (Bateria/Sergio), Guilherme Bocão (Guitarra/Bento) e Rafael Agostinho (Teclado/Júlio), a Somrisal apresentou um tributo fiel e integro a lendária e sempre lembrada banda Mamonas Assassinas que contagiou a todos nos anos 90 com sua irreverência.

Considerada pelos próprios integrantes dos Mamonas Assassinas o cover oficial da banda, a Somrisal foi batizada pelo próprio Dinho e com isso vem fazendo shows e conquistando públicos por onde passa, destaque para as músicas “Vira Vira”, “Pelados em Santos” e “Robocop Gay” com a ótima performance do vocalista Will.

Logo após, subiu ao palco a banda Marília Gabriela que com muita irreverencia tocou algumas músicas próprias incluindo a já conhecida “Que se Foda” onde o púbico cantou do início ao fim e alguns covers de suas referências musicais como: Raimundos, Ultraje a Rigor e Rage Against The Machine.

Formada por Paulo (Vocal), Levi Jota (Guitarra), João Travassos (Bateria) e Fredão (Baixo), a banda possui 2 EPS lançados e o single “Me entreguei ao Álcool” (2014) lançado pela 89.1 Fm a Rádio Rock e produzido pelo Lampadinha, no estúdio “Casa do Lampadinha” em SP.

E por fim a atração principal da noite, a banda das Velhas Virgens subiu ao palco por volta das 2h da manhã. Com mais de 28 anos de carreira independente, Paulo de Carvalho (Paulão) e sua banda subiu ao palco do Aquarius para divulgar o álbum “Todos os dias a cerveja salva a minha vida”, lançado em 2014 e financiado por seus fãs, via crowdfunding.

No repertório, destaque para as músicas “Balada para Charlie Harper”, “Meus Problemas com a Bebida”, “O que seria do rock”, “A história de Kid Marreta” com uma melodia tipicamente nordestina onde Paulão interpreta um boxeador que se mete com a pessoa errada e acaba se dando mal. E também para Juliana Kosso em “Matadora de aluguel”.

Mesmo com Paulão sofrendo com dores no corpo e febre por estar com dengue, não podemos deixar de destacar a performance do vocalista, que mesmo doente, não deixou a desejar e permaneceu até o fim do show no palco interagindo com o público que compareceu e não saiu decepcionado com que viu.

Gostaríamos de agradecer ao Aquarius Rock Bar por conceder gentilmente as credenciais para o Ponto ZerØ. Até a próxima!

Álbum de fotos:
http://goo.gl/D0iGZv

RESENHA: Garage Fuzz – SESC Belenzinho

Por: Tiago Nascimento / Jorge Oliveira

Mesmo com o cancelamento do show da banda Nofx a cidade de São Paulo teve uma ótima noite de hard core no dia 21 de março de 2015.

A tradicional banda Garage Fuzz com seus 24 anos de carreira subiu ao palco do SESC Belenzinho no Projeto álbum para uma grande festa.

Com todos os ingressos esgotados a casa disponibilizou mais 80 ingressos extras. Com casa cheia, Alexandre Cruz (vocal), Fernando Basseto(guitarra), Fabrício de Souza (baixo elétrico), Wagner Reis (guitarra) e Daniel Siqueira subiram ao palco as 21:30 para tocar na integra o álbum Turn The Page (1998).

Acompanhado pelo coro da platéia do começo ao fim Alexandre Cruz agradeceu ao publico presente e comentou sobre a dificuldade de gravar esse álbum na época.

Após tocar Turn the Page chegou as surpresas como Ride the Feeling, Dying Trying, Remains Wasted, Trust Me, Some Warm At Least e Nova Poison idea que foi o apice do show onde o publico subiu ao palco para os tradicionais mosh pit.

A banda encerrou sua performance as 22:47 convidando a todos a estarem presente no Fuzz Fest dia 10/04 na Moby Dick uma festa tradicional da banda na cidade natal Santos com presença das bandas Sugar Kane, Bayside Kings e Drakula.

Álbum de fotos:
http://goo.gl/uwsNMj

CLÁSSICOS DO ROCK AO SOM DA VIOLA CAIPIRA

Ricardo Vignini, nascido na capital de São Paulo, é um dos violeiros mais atuantes do Brasil, produtor e pesquisador de cultura popular do sudeste, ao lado da banda Matuto Moderno, gravou quatro CD´s, e participou dos principais eventos sobre a viola no Brasil.

Ricardo, ficou conhecido por suas versões de músicas de Jimi Hendrix, Metallica e Led Zeppelin para viola caipira. Já se apresentou nos EUA e França. O violeiro trouxe uma abordagem original ao mundo dos instrumentos de cordas. Ele conseguiu unir a pureza do som da viola de dez cordas ao universo eletrificado da guitarra elétrica.

Em agosto de 2007, o Ponto ZerØ acompanhou uma apresentação do músico no Teatro Adamastor em Guarulhos/SP. Confira abaixo, matéria desta apresentação e vídeos das músicas:  “Master Of Puppets” do Metallica, “KashimirLed Zeppelin, “Aces High” do Iron Maiden alem de “Voodoo Child” do Jimi Hendrix.

MATÉRIA

Em 22 de agosto de 2007, no Teatro Adamastor em Guarulhos, uma apresentação do Violeiro Ricardo Vignini da banda Matuto Moderno.

Na apresentação Ricardo mostrou um pouco do seu trabalho como violeiro, com as músicas instrumentais “Capuxeta” e “Alvorada“, com a participação do também violeiro e professor do Conservatório Municipal de Artes de GuarulhosZé Helder“.

Ricardo contou um pouco da história do instrumento no Brasil, e sua importância para a música Brasileira, e mostrou toda sua técnica executando clássicos do rock com arranjos especiais para viola caipira de “Master Of Puppets” do Metallica, “KashimirLed Zeppelin, “Aces High” do Iron Maiden alem de “Voodoo Child” do Jimi Hendrix.

Ricardo diz, que com essas versões visa despertar o interesse de novos músicos pelo instrumento.

Mais informações sobre os músicos:

Ricardo Vignini
www.myspace.com/vignini
www.matutomoderno.com.br

Abaixo alguns vídeos da apresentação:

ACES HIGH – IRON MAIDEN

KASHIMIR – LED ZEPPELIN

MASTER OF PUPPETS – METALLICA

RESENHA: Smashing Pumpkins – 25.03.2015 – Citibank Hall – RJ

Smashing Pumpkins: Corgan, o guitar man

Por Aline Cornely
jornaline@gmail.com

Após o show de abertura da banda californiana Young the Giant e de um breve intervalo, a banda de rock alternativo Smashing Pumpkins, de Chicago, sobe ao palco sem pompas ou cerimônias por volta das 22h20. Nem mesmo o líder da banda, Billy Corgan ​(William Patrick Corgan)​, faz algum tipo de entrada triunfal. Não! De repente, estão todos em seus postos.

Sem telão, sem cenário, sem projeção, sem nenhum efeito especial. O Smashing Pumpkins apresentaria, a partir dali, um show de rock cru e puro, somente som e iluminação, porém, de primeira.

Com alguns quilinhos a mais e tão careca, corcunda e desengonçado (porém, tão lindo!) quanto nos anos 90, o compositor, guitarrista e vocalista aparece vestido com uma camisa acinzentada de mangas compridas, com uma estampa de um colar ao redor da cabeça, e calças de cor marrom.

Corgan e banda abrem o show com Cherub Rock, do álbum Siamese Dream. E já ganham a simpatia do público, que em sua maioria veio para ver os clássicos das décadas de 1990 e 2000. Das antigas, eles tocaram Tonight, Tonight (Mellon Collie and The Infinite Sadness), seguida por Ava Adore (Adore), Stand Inside Your Love (Machina), 1979 (Mellon), Pale Horse (Oceania), Disarm (Siamese), Bullet with butterfly wings (Mellon). Nestas, foi possível perceber Billy inovando um pouco na maneira de cantar e a banda tendo um pouco de dificuldade de acompanhá-lo, no geral. O público cantou junto, pulou, gritou e se desmontou em aplausos, uivos e outras demonstrações de gratidão.

Do novo ​e oitavo ​álbum, “Monuments to an Elegy”, foram apresentadas aquelas com maior potencial para hit: Being Beige , Drum + Fife, Monuments (faixa-título) e One and All. Na literatura, elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte. E, realmente, algumas letras deste novo disco discorrem sobre esta temática.

Outras faixas mais underground da banda, como Drown (single) e United States (Zeitgeist), complementaram o repertório com cerca de 20 canções destes 28 anos de carreira e aproximadamente duas horas de duração.

Ao executar os hits antigos, o SP levantou o público, porém nas novas e nas mais desconhecidas, em geral, o povo agiu como se estivessem escutando-as pela primeira vez, prestando atenção, porém sem esboçar maiores reações.

​​A BANDA DE CORGAN

Acompanhado pelo guitarrista Jeff Schroeder, na banda desde 2007, do baixista Mark Stoermer (The Killers) e do baterista Brad Wilk (Rage Against The Machine e Audioslave), Corgan é e sempre foi, indiscutivelmente, o líder do Smashing Pumpkins. Porém, na formação atual, falta carisma e presença de palco. Percebe-se, em alguns momentos, uma falta de entrosamento, ainda, entre os integrantes ​o fundador da banda. Parecem músicos contratados que estão quebrando um galho. Algo como Billy Corgan e convidados tocam Smashing Pumpkins. A falta de backing vocals também é muito sentida, certamente também pelo vocalista.

A ESTRELA DO SHOW

Corgan e sua guitarra são as estrelas do show. O foco está nela. Por mais que ele não seja o guitarrista solo, é como se fosse. Ele se expressa totalmente por meio de todo o tipo de som que tira da guitarra, sua extensão. É uma virtuose instrumental, que passeia pelos estilos experimental, progressivo e alternativo, com direito a muitos efeitos. Até com os dentes, ele tocou, lembrando Jimi Hendrix.

Além de ser extremamente competente como guitarrista, vocalista e compositor, Corgan é também um grande artista. Ainda usa no palco de seu teatralismo – muito bem explorado nos videoclipes antigos – em seus gestos, caras, bocas, trejeitos e poses. Porém, tímido, Billy falou pouco com o público. `Thank you very much, Rio!` e `How are you?` foram as raras frases, além de mais alguns `Thank you` entre as canções.

A CEREJA DO BOLO

Para delírio dos fãs, após fingir o fim do show, Billy Corgan volta sozinho ao palco com um violão nos braços para um `bis`. Ele faz um suspense e toca Today (Siamese), um dos maiores sucessos da banda. O público canta junto a música inteira, adiantando o primeiro verso, inclusive. Ele realmente queria ver a galera cantando junto, deu espaço e se mostrou muito satisfeito e risonho em todos os momentos do show em que percebeu que o público estava curtindo, especialmente na última música. Na falta da guitarra, o público `solfejou` os instrumentos que faltavam, como a guitarra e os backings, praticamente `tocando junto` e fazendo Corgan gargalhar ao microfone por várias vezes.

Ao final do show, ainda no palco, atendeu alguns fãs da pista premium, autografando camisetas e discos. Bateu palmas e reverenciou o público com uma saudação de agradecimento.

​CITIBANK HALL

Com boa acústica e infraestrutura, o local do espetáculo, o Citibank Hall, fica dentro da área do Shopping Via Parque, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Sul da capital fluminense. A noite de quarta-feira estava agradável em temperatura e o público, em sua maioria na faixa entre os 25 e 40 anos, tomou conta de cerca de metade da capacidade do espaço.

LOLLAPALOOZA​ 2015​

Young e Smashing tocam em Brasília hoje (27), no Net Live, para finalizar a passagem pelo Brasil neste domingo (29) no Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O show do YHG está marcado para rolar das 19h às 20h e do SP às 20h30 às 22h. Mais informações em www.lollapaloozabr.com. Os canais Bis e Multishow vão transmitir. Não perca!​

Aline Cornely

RESENHA: TARJA TURUNEN – 23/08/2008

A produtora Top Link Music trás de volta ao Brasil a musa do metal Tarja Turunen, apresentando o show de encerramento da turnê mundial do álbum “Colours in the Dark“.

Abaixo as datas já confirmadas:

17/10 – Recife (Brasil)
Local: Clube Português do Recife

21/10 – Belo Horizonte (Brasil)
Local: Music Hall

23/10 – Salvador (Brasil)
Local: Cais Dourado

24/10 – São Paulo (Brasil)
Local: HSBC Brasil

25/10 – Curitiba (Brasil)
Local: Vanilla Music Hall

Em agosto de agosto de 2008, a cantora se apresentou no Credicard Hall em São Paulo e o Ponto ZerØ esteve presente na cobertura do show da turnê do álbum “My Winter Storm” com a participação especial do guitarrista do Angra, Kiko Loureiro.

RESENHA:

Texto/Fotos: Danielle Feltrin

A cantora lírica Tarja Turunen já se apresentou diversas vezes no Brasil, mas com seu trabalho solo é a primeira vez. Para mais de 3 mil pessoas, a cantora faz do show um verdadeiro concerto no Credicard Hall, último dia 23.

A turnê foi intitulada “Tempestade na América 2008“, tema bem sugerido devido ao nome do álbum “My Winter Storm“, que inclusive teve diversas participações especiais e parte deles se apresentaram ao vivo com a vocalista. Na turnê brasileira, Tarja estava muito bem acompanhada com o Doug Wimbish no baixo (Living Colour, Rolling Stones, etc), Kiko Loureiro comandando as guitarras (Angra), Maria Ilmoniemi nos teclados, Max Lilja acompanhando com Violoncelo (ex- Apocalyptica) e na batera está nada menos que Mike Terrana (Masterplan, ex-Rage e ex-Yngwie Malmsteen).

Pontualmente as cortinas abrem às 22h e já começa uma gritaria absurda do público. Com ainda um pano branco cobrindo a visão do palco, os efeitos de luzes deixavam à mostra a sombra da vocalista ansiando ainda mais seus fãs, já rolando de fundo a música “Boy and the Ghost” que abriu o set. Emendando-a com “Lost Northern Star“, também do álbum solo, o pano branco se solta e entra Tarja deslumbrante, levando o público ao delírio com tamanha simpatia. Destaque para o conjunto dos integrantes, só feras!

Visivelmente emocionada pela receptividade, Tarja Turunen agradece, em português – aliás, muito bem pronunciado – o carinho enorme do público, dizendo estar muito realizada por estar se apresentando para os fãs brasileiros. Logo em seguida, a vocalista anuncia a música “My Little Phoenix“, também de seu novo álbum. Voltando ao tempo, tocaram a primeira do Nightwish da noite, “Passion and the Opera” música do álbum clássico “Oceanborn“, na qual deixou a galera empolgadíssima, relembrando a época de sua antiga banda.

Com mais uma do novo CD, executam “Sing for Me“, uma música com belas melodias, ficou bastante comovente ao vivo. Com outro figurino, Tarja entra no palco com a roupa do clipe “Nemo“, já deixando claro que seria a próxima música tocada, deixando a galera bastante animada.

I Walk Alone” foi a próxima anunciada, e assim entra Tarja outra vez com outro figurino, um vestido branco belíssimo que usou na capa de seu álbum. É uma das músicas mais conhecidas do “My Winter Storm” por ter sido a primeira divulgada para a mídia. Não é pra menos, pois é uma das músicas mais empolgantes e refrões mais pegajosos do álbum.

Ciaran’s Well” e “Our Great Divide” foram as seguintes. A primeira é uma das mais pesadas do álbum, com guitarras e bateria mais agressivas e um vocal mais “nervoso“, muito bem executada pelos integrantes. Já a outra é uma baladinha, lembrando até trilha sonora de filmes, executada com muito feeling pela vocalista, que não deixou a desejar com sua incrível afinação e uma presença de palco encantadora. Em “The Phanton of the Opera” teve a presença de Edu Falaschi (Angra) fazendo um dueto com Tarja, formou-se uma bela dupla de vocais, muito bem recebida pelo público com muitos aplausos.

Antes de anunciar a próxima do set, Tarja voltou a bater um papo com o público, demonstrando bastante emoção e satisfação de estar ali. A todo momento apontava para os fãs, mandava beijo e se divertia junto, interagindo bastante com seu público. Na maior parte arriscava em português para se comunicar, os fãs se surpreendiam e batiam palma sem parar. Tarja anuncia então que tocariam uma música nova, “Enough” é o nome dela. Com guitarras pesadas e belos agudos, foi muito bem aprovada pelos fãs.

A seguinte foi a música “Oasis“, um dos momentos mais marcantes do show. Tarja sentada com o piano à sua frente executa a música com muita emoção, já que é uma de suas músicas mais íntimas, cantada em finlandês. O público em silêncio de tão perplexos, aplaudem em seguida admirados pela execução e ela agradece ainda mais emocionada.

Anunciando que a próxima música já seria a última do set, lançam a já esperada “Poison“, cover muito bem feito de Alice Cooper, transformando o peso hard da música original com seu estilo doce e sombrio ao mesmo tempo, a galera curtiu muito.

Mas é claro que esta não seria a última, todo vocalista joga um charme para os fãs pedir bis, não é mesmo? Entretanto, esse bis foi mais longo que o normal, para a alegria dos presentes. Os integrantes voltam ao palco tocando nada menos que “Wishmaster” do Nightwish, tocada com muita animação cujo público vibrou de alegria. “Die Alive” foi a próxima, uma música muito envolvente de seu álbum solo, uma música que não poderia faltar no set. “Calling Grace” também não, a última música do álbum, na qual Kiko Loureiro a compôs com violão. Os dois sentados executaram-na bastante inspirados, ainda emocionando os fãs a essa altura da apresentação, depois de quase duas horas de show.

Já pensando que seria a última, afinal já era a terceira “bônus“, o público se surpreendeu mais ainda quando eles se posicionaram novamente e lançaram a “Dead Gardens” do álbum “Once” do Nightwish, da qual nunca foi executada ao vivo, nem na turnê do próprio “Once“. Ainda não satisfeitos, no meio do riff pesado da música misturou-se com outro riff bastante semelhante, e de repente já não era mais “Dead Gardens“… Era nada menos que a “Symphony of Destruction” do Megadeth, e ouvir a Tarja com sua voz doce e lírica cantando o refrão desta música foi excepcional, realmente um final inesperado de um show de Tarja Turunen.

Assim os integrantes se reúnem e se despedem do público com muitos agradecimentos e o público sempre carinhoso retribui com bastantes aplausos. Um show que ficará marcado na memória dos fãs, e também à cantora devido ao grande passo que está dando em sua carreira, provando que sim, ela consegue e muito bem caminhar sozinha.

Galeria de fotos
http://goo.gl/vv0wGt

Setlist:
Boy and the Ghost
Lost Northern Star
My Little Phoenix
Passion and the Opera
Sing for Me
Nemo
I Walk Alone
Ciaran’s Well
Our Great Divide
The Phanton of the Opera
Enough
Oasis
Poison
Bônus:
Wishmaster
Die alive
Calling Grace
Dead gardens/Symphony of Destruction (Megadeth)

RESENHA: Nervos, Sete Cidades e Ultraje a Rigor no Aquarius Rock Bar

Texto: Digão
Fotos: Carol

O Ponto ZerØ esteve na noite de sábado (07/03/2015) no Aquarius Rock na Zona Leste de São Paulo para acompanhar o show de uma das bandas mais expressivas e consagradas do rock roll nacional: o Ultraje a Rigor.

Pra começar a noite rock roll teve de abertura a Banda Nervos, que tem como influencia o rock dos anos 80 em especial Raul Seixas, com letras fortes que remete ao cotidiano e relacionamentos. Uma atenção especial para as musicas “O que me falta é paciência”, “O céu pra você e o Inferno pra Mim” e também a “Bem vindo aos 30”. Houve covers de Raul Seixas, Plebe Rude e Sá & Guarabyra.

A Banda Nervos é uma ótima pedida para quem quer conhecer algo novo no rock nacional, mas que foge do enlatado que se apresenta na mídia atualmente.

Logo em seguida entrou no palco a Banda Sete Cidades que faz um tributo a Legião Urbana, já bastante conhecida em São Paulo. Eles tocaram vários sucessos da Legião Urbana, e alegraram bastante o público tocando muitas músicas lado B, como: “Daniel nas Covas dos Leões”, “Eu era um Lobisomem Juvenil” e “1965 (Duas Tribos)”.

Músicos ótimos, com presença de palco a banda Sete Cidades atende aos nostálgicos do show do Legião e faz com que o publico cante em um só coro todas as musicas ao longo de todo o show.

Por último, entrou no palco a principal atração da noite, a Banda Ultraje a Rigor, com seus clássicos e um toque de irreverência, a banda chama atenção pelo entrosamento e o modo descontraído que se apresenta e mostra que mais que músicos extremamente competentes a amizade é um ponto importante na banda, que atualmente têm em sua formação o líder Roger Moreira (voz e guitarra), Mingau (baixo), Bacalhau (bateria) e Marcos Kleine (guitarra).

A banda começou o show com a clássica “Independente Futebol Clube”, seguida pela “Sheena is a Punk Rock” cover do Ramones. Seus sucessos: “Inútil”, “Filha da Puta”, “Pelado” e “Nós Vamos Invadir sua Praia”, não faltaram em seu repertorio, num show de mais de 2 (duas) horas de duração.

O Ultraje a Rigor fez uma apresentação contundente e não decepcionou o público da zona leste que lotou o Aquarius Rock Bar, em uma noite paulista chuvosa, mostrando que suas músicas não possuem data de validade, ao longo de seus 35 anos de estrada.

Todo o público já sentia que o show estava chegando ao fim. Ao tocarem “Cíumes” saíram do palco sem a clássica despedida ao público, deixando à todos a impressão de que haveria um BIS. O fim do show só ficou claro, pois o apresentador tomou o microfone agradecendo à banda e ao público e anunciando os próximos eventos da casa.

Setlist:
Independente Futebol Clube
Sheena is a Punk Rock (Ramones cover)
Zoraide
Inútil
Filha da Puta
Rebelde sem Causa
Mim que Tocar
Maximillian Sheldon
Sexo
Pelado
Paranoid (Black Sabbath cover)
Nada a Declarar
Chiclete
Nós vamos invadir sua praia
Até quando esperar (Plebe Rude cover)
Marylou
Eu gosto de mulher
Ciúmes

Agradecemos ao Aquarius Rock Bar e a Ana Paula sua assessoria de imprensa pela oportunidade dada a nós do Ponto ZerØ , assim como Marcos Rubin da MR Produções pela oportunidade, através da produção e organização do evento.

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RESENHA: Rob Halfod no Carioca Club em 24/10/2010

Por: Letícia Okabayashi

No último domingo, dia 24 de outubro, numa garoa chata da própria terra da garoa, São Paulo, pouco mais de 18hr as portas do Carioca Club, em Pinheiros, foram abertas para os fãs de um dos vocalistas mais idolatrados na cena heavy metal do mundo: Rob Halfod.

As pessoas simplesmente não paravam de chegar, causando um certo desconforto e lotação no local nunca visto antes num show de metal na casa. Aproximadamente 1.500 pessoas se apertaram e com muito entusiasmo já estavam preparados para receber o “Metal God”, divulgando seu mais recente álbum “Halford IV – Made Of Metal” (ainda não lançado no Brasil) em única apresentação no Brasil.

Por volta das 20:30h o telão subiu, e diferente de shows comuns, Halford já estava lá, parado, como que se enchendo de energia com a vibração do público ao vê-lo. A banda estava a postos, com os também renomados músicos Roy Z (Guitarra), Metal Mike Chlasciak (Guitarra), Mike Davis (Baixo) e Bobby Jarzombek (Bateria). Não foi dita uma palavra e já começaram arrebentando com as conhecidas “Ressurection”, “Made in Hell” e “Locked and Loaded”, vindo também “Drop Out”. Vieram os cumprimentos e Rob chamava o público (como se precisasse), que pulava, aplaudia e cantava cada vez mais alto. O set se misturou em músicas antigas, novas e até mesmo algumas do Judas Priest. Dentre as novas, foram executadas “Made of Metal”, “Undisputed”, “Fire and Ice”, “Like There’s No Tomorrow” e “Thunder and Lighting”, na ponta da língua da galera.

A banda mostrou um entrosamento muito grande, afinal, todos são “lendas” no cenário metal no mundo inteiro e não poderia ser diferente. A voz de Halford, apesar dos 40 anos de carreira, não cede sequer uma vez durante toda sua performance, é como se fosse uma força maior saindo dele. Assim como o vocalista, o público não cedeu ao calor e lotação que estava pairando, tendo ótimas vibrações e um clima agitado.

Ainda tocaram “Nailed to the Gun”, cantada em coro, “Golgotha”, e mais 3 do Judas, “Green Manalishi” e a estrondosa “Diamonds and Rust” (covers), fechando a trinca com “Jawbreaker”.

Cyberworld foi a última antes do bis, deixando inquietação no ar, quando o “Metal God” volta ao palco, com uma bandeira do Brasil nas costas, e pega uma camiseta que alguém jogou no palco, do Dio, e fez uma singela homenagem ao grande músico que se foi.

Para fechar com chave de ouro, mais uma do Judas, “Heart of a Lion” e a “Savior”, saindo do palco muito aplaudidos e com certeza com sensação de dever cumprido, compensando os anos de ausência do Brasil. Um show que até quem não gosta, gostou.

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RESENHA: KORZUS – SESC BELENZINHO 21/02/15

Por: Tiago Nascimento / Felipe Domingues

No último sábado, 21 de fevereiro, a banda de metal Korzus se apresentou no Sesc Belenzinho em São Paulo. Com a casa cheia, a banda formada por Marcello Pompeu (vocal), Heros Trench (guitarra), Dick Siebert (baixo), Antônio Araújo (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria), subiu ao palco com a apresentação que faz parte da turnê de divulgação do álbum “Legion”, lançado em 2014.

Por volta das 21:30, a banda iniciou o show ao som de “Truth“, do álbum Discipline of Hate de 2010, seguida de “Screaming for Death“, “Discipline of Hate” e “Raise Your Soul“, um início matador para delírio dos fãs que abriam rodas de bate cabeça e cantavam todas as músicas com a banda.

Bleeding Pride” a primeira do álbum Ligion, seguida por “Never Die“, “What are you looking for“, “Punisher“, “Correria” e mais uma do Legion “Vampiro” onde o vocalista Marcello Pompeu falou sobre os vampiros da politica do Brasil, esta música se destaca, pois assim como outras músicas da banda sua letra é toda em português, provando que é possível fazer metal em português, basta ter talento.

Lifeline” música de abertura do novo álbum agitou a galera levando a galera à loucura e destacando os vocais de Marcello Pompeu, na sequencia “Agony“, música do terceiro álbum de estúdio Mass Illusion (1991), destaque para o guitarrista Antonio Araujo, que substituiu Silvio Golfetti em 2008, inclusive ouvimos alguns fãs o chamando de Kerry King brasileiro, fazendo comparação com o guitarrista da banda norte-americana Slayer.

Internally” e “Sadness” ambas do álbum KZS de 1995, seguida por “Guilty Silence” do Ties of Blood (2004) e “Guerreiros Do Metal” lançada em 1985 no SP Metal II considerado o ‘marco zero’ do Heavy Metal brasileiro, para finalizar “Legion“, música que da nome ao mais recente trabalho do Korzus. Apesar de “velhos”, como o próprio vocalista da banda comentou, o Korzus fez uma apresentação fantástica, mostrando ao público a evolução de sua sonoridade nos seus 31 anos de carreira.

Devemos destacar também o SESC Belenzinho pela oportunidade dada a nós do Ponto ZerØ e principalmente para os artistas e público, que podem curtir suas bandas favoritas com som de qualidade e preço baixo.

Setlist:

– Truth
– Screaming for Death
– Discipline of Hate
– Raise Your Soul
– Bleeding Pride
– Never Die
– What are you looking for
– Punisher
– Correria
– Vampiro
– Lifeline
– Agony
– Internally
– Sadness
– Guilty Silence
– Guerreiros do Metal
– Legion

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RESENHA: Raimundos – SESC Belenzinho 06/02/15

Por: Tiago Nascimento / Felipe Domingues

No dia 06 de fevereiro, a banda Raimundos tocou no SESC Belenzinho o “projeto álbum”, tocando na integra o seu primeiro álbum intitulado de “Raimundos” lançado em 1994. E o Ponto ZerØ teve o privilégio de acompanhar a apresentação da banda que é considerada por muitos uma das maiores do rock nacional.

Com os ingressos esgotados, Digão (Vocal/Guitarra), Marquinhos (Guitarra), Canisso (Baixo) e Caio (Bateria), subiram ao palco do SESC Belenzinho enlouquecendo o público ao som de “Puteiro em João Pessoa”, com destaque para os hits “Nega Jurema”, “Cajueiro”, “Be a Ba” entre outros desse álbum que foram tocadas na sequência gravada, finalizando a primeira parte do show com a música que lançou a banda, “Selim” cantada em uníssono por todos os presentes.

Após uma pausa de 5 minutos, os Raimundos voltaram ao palco entoando seus grandes clássicos do álbum Lavô Tá Novo (1995) como “Herbocinética”, “I Saw You Saying”, “Esporrei na manivela” e “O Pão da Minha Prima”, também músicas dos álbuns Cesta Básica (1996) e Só no Forevis (1999), e as músicas “Descendo na Banguela“, “Nó Suíno“, “Importada do Interior” e “Gordelícia“, do trabalho mais recente da banda, Cantigas de Roda (2014), que marca sua nova fase e para finalizar com chave de ouro “Eu Quero é Ver o Oco”, levando o público ao delírio.

Após o show a banda recepcionou todos que ali estavam, distribuindo autógrafos, tirando fotos e agradecendo a todos os presentes, fazendo deste um dia memorável onde podemos recordar e ouvir ao vivo um dos álbuns que é considerado um clássico do rock nacional.

Rock, Reggae, Hardcore e Metal na comemoração dos 461 anos da cidade de SP

No último sábado, dia 24 de janeiro, a Prefeitura da cidade de São Paulo realizou diversos shows espalhados por toda a cidade em comemoração aos seus 461 anos, os colaboradores do Ponto ZerØ, Tiago Lima e Jorge Oliveira, estiveram no Palco Zona Norte localizado na Av. Engenheiro Caetano Álvares, em Santana, para acompanhar os shows das bandasPlanta e Raiz; Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo; Jica Y Turcão; Karina Buhr; Vivendo do Ócio; Dance of Days; Dead Fish; Diabos Mutantes; Krisiun, tocaram para um público aproximado de 20 mil pessoas.

Destaque para a banda Vivendo do Ócio que fez um show atrativo, mostrando que não é mais apenas uma surpresa e sim uma realidade e uma das bandas que mais cresce no cenário nacional.

Em seguida, subiu ao palco a banda de hardcore Dance of Days, levando o publico a loucura que cantava todas as músicas junto com o grupo paulista do início ao fim, em determinada parte do show, o vocalista e líder da banda Nene Altro, fez um discurso sobre o preconceito que existem no Brasil, levantando uma faixa que dizia “todos contra o racismo”, com isso o publico ficou ainda mais agitado esperando a próxima atração, Dead Fish os percussores do hard core nacional.

Rodrigo e sua banda iniciaram o show com a música “A Urgência” que alucinou a galera que acompanhava com o bate cabeça frequente nos shows da banda, na sequência, músicas como “Venceremos”, “Afasia”, “Mulheres Negras”, foram cantadas em uníssono pelos fãs da banda, tocaram também algumas músicas inéditas e por fim Rodrigo, vocalista da banda, convidou todos para o lançamento do novo CD, intitulado de “A Vitória”, que será lançado nos dias 07 e 08 de março, no Hangar 110, considerada a casa da banda.

E para finalizar, Krisiun, considerada uma das maiores bandas de death metal brasileira na atualidade e com maior reconhecimento internacional. No palco Alex Camargo (vocal/baixo), e os irmãos Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria), tocaram os grandes sucessos da banda “Ominous”, “Combustion infernal”, “Kings of Killing” para seu público fiel que fez estremecer a zona norte de SP, destaque para a bateria inconfundível de Max e o vocalista Alex, que falou sobre a importância dos fãs para manter o metal ativo no país.

Com isso, ficou evidente que as prefeituras e os estados do país devem promover muito mais eventos como este, pois a presença de público é garantida, ainda mais com a diversidade de estilos como também é feito na Virada Cultural, evento promovido pela Prefeitura de São Paulo, com duração de 24 horas, que oferece atrações culturais para pessoas de todas as faixas etárias, classes sociais, gostos e tribos que ocupam, ao mesmo tempo, a mesma região da cidade. Parabéns Prefeitura de São Paulo, parabéns São Paulo.

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RESENHA: N.L.O. NA EXPOMUSIC 2014

A banda paulista Nem Liminha Ouviu, liderada pelo apresentador Tatola Godas da A Rádio Rock 89FM, se apresentou no palco do Music Hall na Feira Expomusic 2014, o quinteto que conta com Wecko (guitarra), Marcão (baixo), Gabriel (guitarra) e Jacaré (bateria). Traz em seu reportório clássicos do rock brasileiro dos anos 80.

No set, músicas como “Pátria Amada“, “Face de Deus“, “São Paulo” entre outras, agitaram a galera que cantava com Tatola que se destaca com sua presença de palco e suas frases de impacto e protesto, um show curto com gosto de quero mais.

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Fotos: Felipe Domingues
Texto: Tiago Nascimeno