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ESQUADRÃO DE ZUMBIS AGITA PÚBLICO NO FABRIQUE CLUB EM SÃO PAULO + ENTREVISTA COM RENE SIMIONATO

Por Thiago Tavares

No último dia 24 de fevereiro aconteceu no Fabrique Club, na Zona Oeste de São Paulo o penúltimo show da tour Esquadrão de Zumbis formado pelas bandas Zumbis do Espaço e a clássica banda de trash metal Torture Squad e claro que o Ponto ZerØ não poderia faltar a esta festa regado a muito metal com um mix de punk rock, metal e country dos caras dos Zumbis.

Até então não conhecia nenhuma casa de shows do gênero de rock na região Oeste antes de conhecer o Fabrique, mas aparentemente foi o primeiro show no qual a casa abriu as portas para o estilo, casa essa de médio porte, ambiente bem legal para se divertir e que horas mais a frente lotaria para ver duas correntes do rock nacional.

Entretanto essa resenha é mais do que descrever um show assim como fazemos em outras matérias. Quando solicitamos o credenciamento, fomos informados que estava em pauta além da matéria tradicional uma entrevista exclusiva com o guitarrista do Torture Squad Rene Simionato. Aí penso: “Que responsabilidade! Uma entrevista? Nunca tinha feito na vida, era mais fácil eu ser entrevistado para arranjar um trabalho!”. Mas arregaçamos as mangas e fomos a luta afim de saber o que ele pensava sobre tocar em uma das bandas mais conhecidas e respeitadas do cenário nacional. Passaram-se os dias, surgiram as sugestões, muitas anotações, rascunhos e depois de muitas folhas amassadas e rabiscos já fui com a pauta pronta para o sábado.

Adentrando ao camarim, isso mais ou menos 17:15, o Rene já estava a minha espera, onde me apresentei, e contamos um pouco do nosso trabalho na divulgação dos shows e afins. Depois de um papo descontraído, iniciamos a entrevista no qual trago em sua íntegra abaixo.

PØ – A banda surgiu no fim dos anos 80, entretanto, não tinha ideia da dimensão da corrente do Trash Metal ou do Death Metal nacional, mas muito antes disso vieram ao mundo diversas bandas nacionais e internacionais e a grande missão de qualquer banda não só do Trash Metal como no rock é se consolidar mundo a fora, associado a isso, tem o fator de uma parcela dos amantes do estilo musical não prestigiarem o artista indo a shows ou até mesmo adquirir o merchandising da banda(s). Existe uma certa dificuldade das bandas brasileiras se consolidarem? 
RS – A questão maior é da banda, por exemplo, o Tourture Squad começou no fim dos anos 80, com o Cristiano, o Almicar, Fuvio e o Castor e desde então a banda sempre teve em sua mente compor, ensaiar bastante e fazer turnê dos discos então sempre teve essa preocupação de manter a banda sempre em atividade. A banda nunca parou desde seu nascimento até esta entrevista a banda sempre esteve na estrada, esteve ensaiando muito, gravando discos, clipes, enfim, tudo o que uma banda deve fazer na nossa visão poder consolidar na cena do metal nacional e eu acredito que por causa da banda e dessa vantagem de funcionar tudo certinho é o que faz consolidar o Torture Squad, e manter atividade até hoje. Os produtores de shows nos ajudam bastante na organização e divulgação, mas nada acontece se a banda realmente não estiver focada naquilo que ela quer e é essa minha opinião e acredito que seja a dos meus amigos também o que faz a banda estar em atividade, estar sempre nas mídias, mostrando e tocando ao vivo – o que é mais importante. Na gravação do disco quisemos passar algo mais natural possível que é o que nós fazemos ao vivo, usando nossos próprios instrumentos, nossos amples, etc. É algo muito orgânico essa questão.

PØ – A banda lança o oitavo álbum em 2017 intitulado Far Beyond Existence. Conte um pouco sobre o processo de criação do álbum, se tiveram certa dificuldade acerca de unir as ideias dos demais membros da banda ou houve um consenso e partiram para as gravações?
RS – Sempre há discussões, mas sempre no aspecto de “good vibes”, sempre rola pequenas divergências, mas sempre para o bem da banda, mas a maior parte em 99% são de coisas em que todos concordam, onde todo mundo está na mesma vibe, todo mundo sabe o que quer. Essa formação posso dizer que todo mundo tem a mesma vibe onde todo mundo gosta do som que nós fazemos, os sons antigos da banda e eu mesmo sou fã da banda há mais de 20 anos e eu estou na banda há 3 então conheço os caras, sempre acompanhei a banda, então para mim estar na banda tocando eu sei o que fazer para mostrar o que é o Tourture Squad, onde nós estamos cientes do que temos que mostrar. Nós ensaiamos bastante para sempre manter o ritmo da turnê onde durante a semana ficamos ensaiando e um dos dias dos ensaios utilizamos para compor, fazer um brainstorming de ideias e nos outros dias utilizamos para fazer o setlist dos shows.

PØ – Nos últimos shows vocês estão dividindo o palco com os Zumbis do Espaço fazendo shows pelo interior de São Paulo como está sendo fazer essa turnê com eles e a recepção do público perante essa dobradinha no palco?
RS – A turnê está sendo bem legal no interior de São Paulo onde estamos tocando em casas muito boas tem encontrado uma galera na sede de ver as bandas, fizemos no ano passado uma turnê nesses mesmos moldes passando pelo país inteiro e está sendo bastante corrido, cansativo, mas a gente gosta do que faz.

PØ – Pretendem entender esta turnê?
RS – Sim! Além do mais que a partir de segunda feira vamos iniciar os trabalhos da nova turnê sul-americana, onde iniciamos os shows na Colômbia na próxima quinta (01) e de lá iremos passar por Equador, Bolívia, Chile e voltamos ao Brasil em 10 de Abril, onde vamos dar uma respirada.

PØ – Mediante essa questão de irem a outros países, gostaria de saber de você qual a visão acerca do público internacional sobre o nosso estilo heavy metal, o trash metal feito por brasileiros sendo aceito pelos gringos.
RS – O que nós fizemos de diferente em determinados públicos é apenas a parte cultural, os costumes locais, o calor do público que curte o estilo agora a parte do metal é muito parecida no sentido de que a galera realmente curte, consome nosso material no sentido de ser fã mesmo, de apreciar a música, apreciar os discos. A diferença em si é apenas cultural, mas a vibe é a mesma, muito forte.

PØ – Pelo mundo existem diversos festivais de rock e conhecidos pelo grande público como o Reading e Leed, Glastonbury Festival, o Wacken entre outros, no qual muitas bandas consagradas já passaram. Entretanto vejo a uma mínima presença das bandas brasileiras nestes festivais. Existe alguma dificuldade ou mesmo até um mal assessoramento as bandas até chegarem a esses festivais e por fim conquistarem seu espaço no cenário internacional?
RS – Depende muito do que a banda quer. Para que isso aconteça realmente tem que dar uma ralada no sentido de que nem tudo são flores, onde você tem que estar com a banda em dia (musicalidade), a parte musical deve estar impecável e fora isso deve-se trabalhar bastante com meios de divulgação, trabalhar com pessoas que marcam turnês da maneira certa. Nós começamos a fazer turnês em 2016 de segunda a segunda assim como se faz no exterior e esse estilo de trabalho aqui no Brasil é novidade. Na minha visão as bandas devem trabalhar o pré- palco e o pós-palco, onde trata-se de uma grande arquitetura e que as pessoas devem ter conhecimento disso e as bandas entenderem que tudo isso gira entorno de negócios.

PØ – Teve um fato não tão recente que me chamou bastante a atenção que trata-se de um show feito em Brasília em 2017, no qual a banda Soul Factor, podemos dizer que foi sacadado do show segundo especulações pelo fato da banda simplesmente ser do gênero White Metal ou mencionar que a mesma seja uma banda cristã. Como integrante da banda gostaríamos de saber seu posicionamento acerca da polêmica em si.
RS – Para começar nós não estamos nem aí com a questão espiritual de cada um, onde temos a nossa e cada um tem que ter a sua e nós não boicotamos, onde o que aconteceu de fato foi que recebemos um aviso de uma certa pessoa dizendo que nós iriamos tocar junto com uma banda de white metal e nós comentamos com o nosso booker se era legal isso acontecer ou não e como seria a repercussão e alguém que estava tomando conta destas informações meio que fez uma espécie de telefone sem fio dizendo que o Torture Squad tirou a banda, o que não é verdade. Trata-se de um mal-entendido e as pessoas adoram criar boatos acercas deste tipo de polêmica. Nós queremos fazer o nosso som e não estamos preocupados com esse tipo de questão, mas temos que tomar cuidado, mas ressalto que tudo isso não passa de um mal-entendido e essas pessoas que pegaram essa informação divulgaram a la Hollywood. Nós já presenciamos diversos casos de tretas deste tipo em shows e nós temos uma ideologia, no caso cada um tem a sua e todos nós unidos pela música, onde eu estou preocupado com o timbre da minha guitarra, preocupado com a forma que nós estamos tocando. Nós não temos nada contra o estilo que eles tocam, onde eles têm uma visão espiritual diferente e que respeitamos só que ao mesmo tempo, temos que ter cautela, pois, as vezes pode ser um evento que tem um certo público que não gostaria de pagar o ingresso e assistir uma banda que não fala uma letra ou algo que o público não quer ver. Enfim, perguntamos ao nosso promotor se não teria nenhum tipo de problema e talvez essa questão não tenha sido muito bem combinada com os responsáveis pelo show e deu-se a derradeira dizendo que boicotamos, na verdade não foi isso o que aconteceu.

Nesse meio tempo, os caras do Zumbis do Espaço já iriam subir ao palco e encerramos a entrevista, e já estava pronto para presenciarmos as bandas em ação. Aqui abro um parêntese e agradeço ao Rene por conceder a entrevista, um cara muito gente boa, tranquilo e que com certeza tem potencial de sobra para ficar por muito tempo no Torture Squad.

Eram mais ou menos 18:15 quando a banda paulista Zumbis do Espaço subiram ao palco, abrindo os trabalhos no Fabrique Club. A banda é formada por Zumbilly (bateria), Gargoyle (baixo), Manialcöol (guitarra) e Tor (Vocais) tem 21 anos de carreira rodando o país inteiro espalhando o Rock’ N’ Roll com alguns elementos de punk rock, metal, country e rockabilly, onde cantam em português onde em suas letras tem uma temática que nos remete a filmes, histórias em quadrinhos, histórias de terror entre outros elementos.

O set deles foi bem extenso e são músicas as vezes agitadas, outras com uma pitada de progressivo, ao ponto da galera fazer mosh em algumas músicas. Além do público com mais de 30 anos que acompanhou o início da banda, também a galera da nova geração aprovou o estilo diferente da banda paulista em fazer um rock diferente, o que me surpreendeu também onde já tinha ouvido alguns CDs mas ao vivo, foi a primeira experiência e que vale muito a pena prestigiar o show deles e aprovo com louvou o show deles.

As 19:30 foi a vez da banda principal da noite. O Torture Squad adentra ao palco e a galera chegando e lotando a casa e não tinha photo pit, então, facilitou meu trabalho em ver o show e ficar no diante do front da porradaria ao lado dos colegas de imprensa e fotógrafos de demais veículos de comunicação.

Atualmente, formado por Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocais de apoio), Rene Simionato (guitarra) e Mayara Puertas (Vocal), a banda passou pelos principais sucessos dos CD’s anteriores e priorizaram mais as músicas do oitavo disco Far Beyond Existence lançado pela gravadora Secret Service.

O que pode-se dizer do show do Torture foi um show fora do comum, a galera não parou um só minuto, muito mosh da primeira a última música e aqui cabe o destaque a potencialidade vocal de Mayara Puertas com uma técnica totalmente diferente que aliado aos arranjos do novo disco casou bastante, dando mais energia e força as música. Realmente a presença vocal dela é surpreendente. Ou seja, um show que não fica devendo e reforça a força do Torture Squad no cenário do metal nacional e que perpetuará por muito tempo.

A banda após dividir o palco com Zumbis do Espaço na turnê Esquadrão de Zumbis, partirá agora em uma turnê pela América do Sul a iniciar no dia 1° de março em Tunja, Colômbia e encerrando no dia 8 de Abril em Rancagua, Chile, ou seja, tem muito show e muito metal brasileiro a se espalhar pela América do Sul.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Gleison Junior da Roadie Metal Press pelo fornecimento da credencial para a realização da cobertura.

Setlist – Zumbis do Espaço
Terras de Sangue
O Mal Imortal
Casa dos Horrores
A Última Oração
Dia dos Mortos
Banho de Sangue
Mutante
Inspirado pelo Cão
Mato Por Prazer
O Chamado Da Estrada
Missão de Satanás
Jogos de Horror
Marca dos 666/Sabbath
Espancar e Matar
Satan Chegou
Prostibulo
Que Venham Mortos
Vampira
Caminhando e Matando
O Mal nunca Morre
Bonus
Carcaça
Enquanto eu Defecar
Guardada para Sempre
Marte Ataca
Diabos Mutanes
Cão do Inferno
Alma Envenenada

Setlist Torture Squad
Don’t Cross My Path (Intro)
No Fate (Intro)
Area 51
The Unholy Spell
Heellbound (Intro)
Cursed by Disease (Drums)
Raise Your Horns
Horror and Torture (Intro)
Hero For The Ages
Corporación Del Caos
Return Of Evil

AUDIÇÃO OFICIAL DE “ØMNI” REUNE IMPRENSA NO CAFÉ PIU PIU EM SÃO PAULO.

Por Thiago Tavares

No último dia 10 de fevereiro, a banda Angra realizou no Café Piu Piu, tradicionalíssima casa na Bela Vista a audição oficial do nono disco intitulado ØMNI, onde a imprensa (ou parte que não ouviu o álbum vazado) estava ansiosa para ouvir faixa por faixa do disco que já se cogitava como um álbum novo, totalmente diferente daquilo que já foi gravado anteriormente. Nesta matéria, irei expor os principais pontos da audição, assim como a versão dos integrantes acerca da elaboração do disco.

Sob a execução de Black Widow’s Web, Felipe Andreolli falou sobre o processo de composição e gravação da mesma, onde ele diz que a ideia de composição da música surgiu durante o 7000 Tons of Metal em janeiro de 2016, festival esse que a banda participou e que conheceu a líder da banda Arch Enemy, Alissa White-Gluz, e que a banda se impressionou com o modo de cantar. “Ficamos embasbacados com a qualidade e com a presença que tem a Alicia, onde é uma artista completa em todos os sentidos, cantando na performance e ela faz todos os tipos de voz e a gente ficou bem impressionado” Mais adiante, ele mencionou a participação da cantora Sandy nesta faixa, onde o nome da mesma apareceu em uma reunião feita com o Felipe, o empresário Paulo Baron e o guitarrista Rafael Bittencourt “Meu cérebro deu 5 segundos de TILT para processar a informação” e a galera da imprensa caiu na risada. Mais adiante, Felipe comentou que a voz da Sandy encaixou perfeitamente na proposta musical, e na qual ele considera uma das melhores músicas do álbum.

Depois da execução de Insânia, o baterista Bruno Valverde, comentou sobre a música onde ressaltou a inclusão de elementos do Groove: “Além de ela ser empolgante ela uma coisa mais “groovada” que é um pouco diferente“. Valverde anunciou também que haverá a divulgação do clip da música em breve, clipe este que foi gravado em dois sets: em um apartamento e outro no Café Piu Piu.

Em “The Botton of My Soul”, o membro fundador do Angra, Rafael Bittencourt resumiu de uma forma bem-humorada como ele “emerge” no processo de produção desta e das demais músicas: “Quando eu entro no processo criativo, eu realmente me mergulho, eu fico muito sensível, fragilizado, confuso porque realmente eu entro em um estado quase esquizofrênico, de cagação de idéias“. Adiante o guitarrista mencionou que a música em questão se trata de um desabafo pois perante o processo de criação das músicas, muitas coisas aconteceram, o que deixaram ele desgastado como a pressão de se fazer algo novo e também de fazer um novo álbum sem a presença de Kiko Loureiro, onde exaltou o trabalho de Marcelo Barbosa: “Eu tinha total confiança no Marcelo, mas a pressão que vinha de fora, as vezes até atrapalha, enche o saco e agora as pessoas podem ver porque estávamos tão confiantes no Marcelo“. Ao final de sua fala, ele define o conceito da música: “Seria o fundo do poço da minha alma de onde eu pude olhar para cima e falar “Agora é hora de reconstruir”“.

Perante a execução de War Horns, o guitarrista Marcelo Barbosa mencionou que a sexta faixa do novo álbum não entraria neste disco e que houve um certo trabalho para finalizar esta música onde o meio da mesma estava pronto, entretanto, havia um certo buraco que seriam o início e o final da música onde tentaram diversos riffs e combinações, sem sucesso e a partir daí ficou como lição de casa para ele e ao Rafael para encerrarem o trabalho. Depois de várias notas de mi menor e dó maior, puxado para lado mais gótico, estavam próximos de chegar na marcação perfeita para a música, chegando assim ao resultado final apresentado.

Na execução de Caverman, o vocalista Fábio Lione, mencionou sobre a necessidade de se colocar elementos nacionais em meio as músicas e assim reforçar a personalidade musical da banda e assim ganhar mais reconhecimento dos fãs do exterior, por mais que se coloque alguns trechos em português, onde a música ganha-se mais valor. Citou como exemplo o Rammstein onde grande parte de suas músicas são cantadas em alemão, mas não foi considerada uma barreira para alcançar o sucesso que se tem hoje. Exaltou também o trabalho realizado nas guitarras e da bateria nesta música.

Em Magic Mirror, Bittencourt mencionou que foi a música mais difícil a ser escrita, onde ele quis mencionar que a letra em questão quer tratar de como as pessoas podem tirar de bom (ou benefícios) as coisas ruins que falam de você e a questão de encontrar o perdão. Disse mais adiante sobre as questões filosóficas que estão inclusas nesta faixa, associado também com alguma espécie de mágoas do passado que foram elementos que também estão inclusas na música.

Na nona música do disco Always More, Rafael fala sobre a mesma, onde menciona que já tinha sido escrita desde a época de Secret Garden, último álbum da banda que se trata da conclusão do álbum Omini “A conclusão desse álbum é que o controle do destino, o controle de nossas vidas está sempre aquém do nosso ego, está sempre aquém de nossa percepção, está sempre aquém dos nossos planos, nossas expectativas“.

Ao final da audição, o manager da banda Paulo Baron mencionou a importância de valorizarmos as bandas brasileiras, e alfinetou aqueles que criticam a banda: “Eu queria saber quantas pessoas conseguem fazer o que esses caras fazem“.

Em tempo, em divulgação a todos os presentes foi executado o clip de War Horns, no qual será liberado para o público em breve. Além desse clip, mais dois foram gravados, também sem previsão para divulgação. Rafael comentou que a banda irá trabalhar com praticamente com todas as músicas com materiais áudio visuais para a divulgação do novo álbum.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Damaris Hoffman que gentilmente forneceu as credenciais para a cobertura do evento.

Confira nossa resenha de “ØMNI”

DIRE STRAITS LEGACY LANÇARÁ SINGLE EM SHOW EM SÃO PAULO E NOVO TRABALHO EM BREVE

Texto Thiago Tavares
Fotos: Daniel Ometo

Após 20 anos após o anuncio da última turnê, os fãs brasileiros de Dire Straits podem começar a contar as horas para apreciar e relembrar os grandes sucessos da banda inglesa que conquistou gerações mundo a fora.

Intitulado de Dire Straits Legacy, o projeto iniciou-se em 2013 e no mês de maio chega ao Brasil com para seis apresentações: São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Vitória, Salvador e Recife, onde se trata da primeira turnê internacional do novo projeto sem o seu vocalista Mark Knopfler, que resolveu seguir com a carreira solo.

Em coletiva realizada na última terça-feira (02) no Mosh Studios com os músicos Phil Palmer (guitarras e vocais), Alan Clark (piano e teclados), Danny Cummings (percussões e vocais) e Marco Caviglia (voz e guitarra), falaram dos preparativos da turnê, na qual informaram que os ensaios demandaram cerca de três meses para chegarem ao set que será executado na turnê. Phil Palmer afirmou que não houve dificuldades para relembrar os arranjos.

Ao serem questionados sobre o que sabem sobre o Brasil, eles conhecem o futebol e os ídolos no esporte são Ayrton Senna e Gustavo Küerten. Danny Cummings disse que é uma obrigação de todo percussionista ouvir músicas brasileiras, devido a grande diversidade cultural e riqueza que nela possui.

Na coletiva, o grupo anunciou que ainda nesta semana será divulgado em mídias digitais o primeiro single do Dire Straits Legacy, intitulado “Jesus Street” e que a música está confirmada no setlist da turnê.

Um novo trabalho da banda será lançado no fim de 2017 e será algo totalmente diferente do que já foi feito, onde terá um estilo próprio. A turnê brasileira da banda inicia-se nesta quinta-feira, dia 04 no Espaço das Américas em São Paulo.

Serviço
DIRE STRAITS LEGACY

SÃO PAULO
Data: 04/05/2017 – Quinta-Feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Abertura da casa: 20h00
Horário show: 22h30
Classificação Etária: 18 anos

Valores dos ingressos:
Pista 1º. Lote  R$ 180,00 (inteira)     R$ 90,00 (meia)
Pista 2º. Lote  R$ 200,00 (inteira)     R$ 100,00 (meia)
Pista 3º. Lote  R$ 220,00 (inteira)     R$ 110,00 (meia)
Pista 4º. Lote  R$ 240,00 (inteira)     R$ 120,00 (meia)
Setor A,B, C    R$ 380,00 (inteira)     R$ 190,00 (meia)
Setor D,E,F,G  R$ 300,00 (inteira)     R$ 150,00 (meia)

Valores e vendas on-line: https://www.ticket360.com.br/evento/6973/dire-straits-legacy
Call center Ticket360: (11) 2027-0777

Bilheterias oficiais SEM taxa de conveniência:
Espaço das Américas – Ticket360
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h00 às 19h00.
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito

Desconto de 30% para clientes “TudoAzul”
– Desconto de 30% no valor do ingresso para clientes TudoAzul participantes de todas as categorias do programa (TudoAzul, TudoAzul Topázio, TudoAzul Safira e TudoAzul Diamante – confira o regulamento no site.
– Promoção válida somente para a compra de 01 (um) ingresso adquirido na bilheteria do Espaço das Américas.
– Apresentação obrigatória do cartão Tudo Azul físico, impresso ou digital (Categorias: TudoAzul. TudoAzul Topázio, TudoAzul Safira e TudoAzul Diamante) com a apresentação de um documento válido.
– Desconto não cumulativo com outras promoções e benefícios.
– Para compras realizadas por terceiros, a apresentação do documento original de identificação é obrigatória onde deve constar o Nome e CPF juntamente com o cartão TudoAzul, obedecendo as regras do processo de venda na Bilheteria.
– O endereço da bilheteria do Espaço das Américas é Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP (funcionamento de segunda à sábado, das 10h00 às 19h00).

PORTO ALEGRE
Data:
05/05/2017 – Sexta-feira
Local: Auditório Araújo Viana

FLORIANÓPOLIS
Data:
06/05/2017 – Sábado
Local: P12

VITÓRIA
Data:
11/05/2017 – Quinta-feira
Local: Arena Vitória

SALVADOR
Data:
12/05/2017 – Sexta-feira
Local: Arena Fonte Nova

RECIFE
Data:
13/05/2017
Local: Classic Hall

ENTREVISTA : PROJECT 46

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Tivemos o prazer de bater um papo com a banda Project 46 , onde descobrimos quem substituirá o Rafael Yamada no baixo provisoriamente, a expectativa de se apresentar no Maximus Music Festival  , falaram sobre o cenário Underground/Metal , futuro da banda , planos da banda e deixaram um recado para as novas bandas.

O novo álbum sai esse ano?
Esse ano não, estamos no meio do processo criativo, muitas ideias, estamos bem inspirados, queremos aproveitar ao máximo esse momento, é poder vir com o nosso melhor já no começo de 2017.

Tem planos de gravarem um DVD?
Temos planos sim de gravar um DVD, mas não queremos fazer qualquer DVD, e talvez não no formato comum, hoje ninguém para pra ver um DVD inteiro, é mais raro, o conteúdo tem que ser muito interessante todo tempo, mas com certeza documentaremos essa história que temos o prazer de viver, lugares onde passamos e as pessoas incríveis que conhecemos.

A banda participou do Rock in Rio , Monsters e mais festivais estão chegando, qual a expectativa da banda para se apresentar no Maximus e no Epica Metal Fest?
Gostamos muito de tocar festivais, pelo motivo de estar junto com muitas bandas e públicos diferentes. É uma experiência e tanto, aprendemos muito e conhecemos muita gente, nos sentimos bem em palcos grande, e gostamos de situações como essas que podemos mostrar a banda para possíveis futuros fãs, e onde os fãs tem chance de ver um show grande do Project46, a banda é boa se for boa ao vivo, acreditamos que o show é a hora da verdade, ou te emociona ou não.

O Rafael Yamada alem de ser um talentoso baixista , era backing vocal , com a saída dele somente o Jean ficará nesse posto?
Não, temos o Vini que canta e possivelmente o próximo baixista. Estamos procurando nos desenvolver mais nessa parte, hoje vemos mais o quanto a voz é mais importante que outros instrumentos para que a mensagem que queremos passar siga adiante.

A agenda da banda esta cheia , e com a saída do Rafael Yamada algumas apresentações serão com algum baixista convidado?

Convidamos nosso amigo e colega de profissão Baffo Neto para fazer os shows de substituto até escolhermos o próximo baixista, somos muito grato a ele por topar fazer esses shows conosco.

Todos farão as audições para a escolha do novo baixista ou serão pessoas contratadas?
Mesmo se fosse contratados teríamos que fazer algum tipo de audição, é fundamental sentir com o baixo se encaixa no nosso som, depois de escolhido alguns vídeos faremos ensaios para poder sentir como isso vai acontecer.

Vini Castellari como foi a participação na musica dormência da banda Ponto Nulo no Céu no novo álbum deles?

Vini Castellari – Foi uma experiência muito interessante, somos amigos a anos, já havíamos tocado juntos muitas vezes , porém compor é algo que necessita imergir na atmosfera musical da banda. Fiquei lisonjeado com o convite e o resultado foi bastante satisfatório, consegui deixar um pouco da minha marca sem descaracterizar o som dos caras. Ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Jean Patton sobre o Defiance Brothers podemos esperar além de homenagens aos ícones do metal como foi o 1° vídeo gravado com som dos mestres do Pantera um Ep , CD , sons autorais? Qual a finalidade desse projeto?

O projeto ainda está em sua fase inicial, não sabemos o que será dele daqui pra frente e onde isso pode chegar, mas a princípio estamos nos divertindo, fazendo um som juntos, tocando músicas dos mestres que gostamos, mas talvez possamos fazer algum show em comemoração quando tivermos um repertório maior de homenagens. Podem esperar mais sons porrada pela frente!

Como a banda analisa o cenário nacional nesse atual momento?
Estamos em um momento delicado, sofrendo consequências da crise e da política na qual se valoriza mais o aparelho que toca a música do que a música, muitas pessoas em volta da música trabalhando, mas a música em si, desvalorizada, o dinheiro que você paga pra ouvir música vai cada vez menos pro músico. A primeira coisa a ser cortada no orçamento é o entretenimento, e estamos em um país que não valoriza a cultura, o dólar caro dificulta o acesso a instrumentos bons, mas nada melhor que a criatividade para vencer todas essas dificuldades, e gente que gosta de música pesada é o que não falta, mesmo sem espaço na mídia mainstream, o trabalho e a criatividade são o melhor remédio.

Muitas bandas novas se espelham em vocês, qual o recado de vocês para essas bandas?

Acredite no seu desejo é sonho, e trabalhe por ele, não deixe nenhum chance para ele dar errado, ter banda é todo dia e não de fim de semana, não crie argumentos para não fazer, errar é parte do acerto, Thomas Edson, não errou tantas vezes antes, apenas descobriu muitas maneiras de não fazer a lâmpada, e valorize a mensagem e não o mensageiro.
Obrigado pelo espaço e pela atenção, obrigado a todos os nossos fãs e quem nos valoriza.
Grato

ENTREVISTA: TARJA TURUNEN

A famosa cantora finlandesa Tarja Turunen há muito não precisa ser relacionada à banda que um dia fez parte. Com uma carreira sólida e de sucesso, ela desembarca no Brasil mais uma vez em Outubro para vários shows. Nós do Ponto ZerØ fizemos uma entrevista com ela, onde ela conta como está a expectativa sobre os próximos shows, novos membros na sua banda, sobre seus dois novos trabalhos e muito mais! Vem conferir!

PØ – Nós podemos ver que você está sempre trabalhando em mais de um álbum por vez e sempre tem algum projeto em andamento. Como você equilibra o seu tempo para gravar álbuns, fazer turnês, curtir seu tempo livre e estar com sua família?
TarjaHehe… Você falando assim parece muito trabalho mesmo e nada de tempo livre! Bom, o fato é que agora eu estou curtindo o meu trabalho mais do que nunca na minha vida. Na verdade, eu ter me tornado mãe não mudou em nada meu modo de trabalho, porque nossa filha de 3 anos aceitou totalmente o estilo de vida que temos como uma família viajante e artística. Ela esteve em todos os lugares comigo até agora desde que nasceu e ela também estará no Brasil muito em breve. Se eu não me sentisse realmente livre com meu trabalho e minhas decisões, eu também não seria capaz de ser produtiva e criativa. Eu espero que meu público e fãs possam ver a minha felicidade nos meus trabalhos. Vocês não devem se preocupar se estou muito ocupada, porque estou sendo cuidadosa e tirando tempo livre quando necessário. Porém, sem o meu parceiro da vida, que me entende e me apóia, nada disso seria possível. Eu tenho tido muita sorte.

PØ – O seu novo álbum de rock está chegando em breve. O que podemos esperar dele?
TarjaOs elementos que estou usando neste álbum são os mesmos normalmente em meus álbuns. A diversidade entre as músicas também. Estou muito feliz com os resultados de produção até agora e acho que é o melhor álbum de rock da minha carreira. Vocês podem esperar mudanças de humor e instrumentais surpreendentes, como sempre em meus álbuns.

PØ – Você acaba de lançar seu primeiro álbum clássico, Ave Maria En Plein Air. Como essa ideia surgiu?
TarjaA ideia de gravar este álbum surgiu muitos anos atrás com a ajuda e apoio do organista Kalevi Kiviniemi, com quem tenho trabalhado por vários anos. Ele sugeriu que eu gravasse um álbum desse tipo porque ele, além do meu público nos shows clássicos, sempre gostaram muito quando canto Ave Marias. Eu sempre amei cantar Ave Marias, desde que comecei ter aulas de canto lírico. Acho que minha voz soa melhor em música de câmara e este é o estilo de música que mais tenho estudado como cantora lírica. Durante os anos eu quase sempre incluí Ave Marias nos meus shows tradicionais de Natal, então decidi escrever uma sozinha alguns anos atrás para a turnê seguinte e esta Ave Maria também foi inclusa no álbum.

PØ – Quais são as maiores diferenças em como você se prepara para uma turnê como a Colours in the Road comparando com uma turnê de Natal?
TarjaPara uma turnê clássica eu tenho que treinar minha técnica de canto e estudar a programação do show muito mais do que para os shows de rock. Eu ainda estou tendo aulas de canto quando preciso para ficar melhor em canto lírico. Se estou na Argentina antes de uma turnê clássica, sempre vou ver minha professora de canto e recebo a ajuda para preparar a programação do concerto. Para as turnês de rock eu preciso ficar mais preparada fisicamente do que para as clássicas, porque vocês já devem ter me visto correndo pra todo lado durante meus show de rock e pra isso eu preciso estar numa condição boa :).

PØ – Você tem vários shows no Brasil em breve. Como se sente sobre esta turnê que está chegando?
TarjaEu sempre amo visitar o Brasil. Desta vez estou mais feliz ainda por ter a chance de ver mais do seu país do que o normal, porque há muitos shows nesta turnê. Quero agradecer a vocês pela oportunidade!! Tenho certeza que vamos curtir muito durante os shows, ter muita diversão e compartilhar emoções!

PØ – Nós podemos ver que você viaja bastante, seja em turnês ou de férias. Há algum lugar que você ainda não teve a chance de ir, ou algum lugar em especial que gostaria de fazer um show?
TarjaEu gostaria de fazer shows em algum lugar na África ou mais na Ásia. Algumas ilhas isoladas, com alguns habitantes locais também seria uma experiência maravilhosa, assim a banda e equipe toda poderiam curtir juntas o ambiente maravilhoso.

PØ – Você tem um novos bateristas agora. Como foi o processo para achar alguém para substituir Mike Terrana?
TarjaEu vi vários bateristas antes de conhecer Thomas Heinz e Moritz Müller. Os dois tem estilos muito distintos, mas são ótimos bateristas e talentosos. Na verdade tem sido ótimo trabalhar com bateristas que apoiam meu entendimento sobre música e que querem fazê-las soarem ainda melhor que nos meus álbuns. Estou muito feliz por ter achado esses caras. Eles me mandaram vídeos onde tocam músicas minhas no estúdio, então eu pude vê-los antes de começar a trabalhar com eles de fato. Algo que é muito importante pra mim quando se trata em escolher as pessoas com quem trabalho é a personalidade delas. Você tem que conseguir estar com a pessoa 24 horas por dia e trabalhar sem ter a pressão de que há diferenças pessoais ou dificuldades no processo de criar arte. Eu já trabalhei com pessoas que não foram legais, então eu procuro evitar isso ao máximo.

PØ – Você pensa às vezes sobre o que estaria fazendo se a música não fosse seu meio de ganhar a vida?
TarjaÉ muito difícil até mesmo começar a pensar no que eu estaria fazendo se não fosse música. Eu sempre amei teatro, então talvez você poderia me encontrar atuando, mas como eu disse… Muito difícil de imaginar a vida sem turnês, escrever músicas, fazer shows, sem criar algo.

PØ – Você tem uma carreira longa e maravilhosa com muitos momentos bons na sua vida. Você já pensou em escrever um livro sobre sua vida ou carreira?
TarjaMuitos editores têm me pedido pra escrever um livro sobre minha vida, mas eu não vejo isto acontecendo agora. Eu ainda sou muito “jovem” pra isso, apesar de ter sido muito sortuda e ter vivido muitas coisas na minha vida. Talvez chegue um dia no futuro que eu sinta que é a hora certa e então vocês serão os primeiros a saber.

PØ – Então é isso, muito obrigada pela entrevista, Tarja!
TarjaQuero agradecer muito a vocês por todo amor e apoio. É muito especial pra mim poder finalmente visitar cidades que eu nunca estive, nem mesmo como turista, e retornar àquelas que já fui tão bem recebida. Obrigada por aceitar à mim e à minha arte! Eu amo todos vocês e vamos curtir juntos em breve! Mal posso esperar pra ver todos vocês!

Os ingressos para as apresentações já estão à venda nos links mencionados abaixo:

17/outubro – Recife, no Clube Portugues:
https://ticketbrasil.com.br/show/2919-tarjaturunen-pe/

18/outubro – Fortaleza, no Complexo Armazém:
http://www.ticket4u.com.br/

21/outubro – Belo Horizonte, no Music Hall:
http://www.centraldoseventos.com.br/comprar/tarja-em-bh-21-de-outubro

23/outubro – Salvador, no Cais Dourado.
http://www.ingressorapido.com.br/evento.aspx?ID=39752

24/outubro – São Paulo, no HSBC Brasil.
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=39018

25/outubro – Curitiba, no Vanilla Music Hall:
https://ticketbrasil.com.br/show/2857-tarjaturunen-pr/

28/outubro – Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country.
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=41608

Outras informações: www.toplinkmusic.com

ENTREVISTA: Rogerio Torres guitarrista da banda JOHN WAYNE

Batemos um papo com Rogerio Torres, guitarrista da banda John Wayne que acaba de lançar seu novo disco intitulado de “Dois Lados – Parte I” pela “Deck”,  no bate papo o guitarrista comenta sobre o processo de composição e gravação do novo álbum e da expectativa da banda para tocar no palco sunset do Rock In Rio.

Confira abaixo na integra:

Primeiramente vamos falar sobre o novo álbum “Dois Lados – Parte I”, como foi o processo de gravação e composição das músicas?
Rogerio Torres: Dessa vez nós quisemos fazer diferente. Sentamos para compor com muita calma e sem nos prendermos a rótulos. Fizemos o som que nós sempre quisemos ouvir. Isso é exatamente o que está nesse disco. Saiu da forma mais natural possível, sem direcionamentos.

– As músicas do novo álbum trazem composições fortes, de onde vieram às influencias para compô-las?
Rogerio Torres: Esse disco é bem conceitual e foi inspirado na obra “A Divina Comédia – Inferno” de Dante Alighieri. O próprio tema já leva para algo mais intenso e marcante. Fomos bem cuidadosos e caprichamos na temática, isso deu um brilho a mais para esse trabalho.

– Recentemente vocês lançaram o vídeo clipe da faixa título do álbum, um lyric video e o álbum para completo para audição no YouTube, qual a opinião de vocês sobre a importância destas ferramentas e das redes sociais para a divulgação do trabalho da banda e dos artistas em geral?
Rogerio Torres: Hoje a internet é o principal meio de comunicação entre o fã e o artista. É de suma importância que o trabalho da banda esteja disponível nas plataformas digitais. Sem o Youtube, nos dias de hoje, seria difícil uma banda pesada conseguir divulgar um vídeo clipe. Nós damos muito valor à internet e sabemos trabalhar com ela.

– O retorno é satisfatório?
Rogerio Torres: Sempre é. Hoje, o fã do John Wayne tem perfil mais antenado. São jovens, adolescentes que são como nós, vivem no celular ou no computador. Sempre conseguimos altos números de visualizações e downloads através desses meios.

– Nós temos acompanhado alguns lançamentos de bandas de metal nacionais e ficamos muito felizes com o resultado e a qualidade sonora destes trabalhos, qual a opinião de vocês sobre a atual situação do metal nacional?
Rogerio Torres: Hoje, as bandas no geral estão mais preocupadas em fazer um trabalho de qualidade, tanto na composição, como na produção. O mercado está cheio de bandas boas e só vai conseguir um destaque maior, aquela que apresentar um diferencial. Eu julgo a qualidade das composições e da produção um desses diferenciais.

– O John Wayne faz metal com musicas cantadas em português quebrando o paradigma de que não é possível fazer um som de qualidade com músicas cantadas em português, isso tem acontecido com outras bandas que tem seguido a mesma linha, vocês acreditam que esteja surgindo um novo movimento do rock/metal brasileiro?
Rogerio Torres: Essa é, sim, a nova safra do metal nacional. Nas décadas de 1980 e 1990 era quase que padrão fazer metal em inglês. Na nossa cena atual não é bem assim. A maioria das bandas faz som em português e nós temos muito orgulho disso. Nós somos brasileiros e se tiver que fazer sucesso lá fora, que seja cantando em português. Não temos nada contra quem faz som em inglês, pelo contrário, respeitamos e curtimos muito também, só não adotamos a mesma estratégia para nós.

– Na próxima sexta-feira, dia 18 de setembro, começa um dos maiores festivais de música no mundo o Rock in Rio onde vocês participarão no palco sunset ao lado do Project46, no dia 24, qual a expectativa de vocês e oque os fãs podem esperar do John Wayne nesta apresentação?
Rogerio Torres: Nós estamos muito ansiosos, porém felizes. Esse vai ser o show mais importante da nossa carreira e nós vamos fazer o nosso melhor naquele palco. Prometemos um show com bastante energia e interação. Faremos uma “jam” com os nossos irmãos do Project46 também. Tocaremos dois sons juntos, mas a surpresa está em quais serão essas músicas (risos). Vai ser bem divertido!

– Qual a importância de um festival desta proporção para o país e se vocês acreditam que ele traz oportunidades para os artistas nacionais nas mesmas proporções?
Rogerio Torres: Isso traz os olhos do mundo inteiro para o nosso país. Ficamos em evidência. Até quem não gosta de rock acaba assistindo, porque esse evento é realmente contagiante. O palco Sunset e o Street são grandes vitrines para bandas nacionais. Em todas as edições sempre tem bandas locais apresentando seus trabalhos, tendo a oportunidade de mostrar seu som. É muito bacana essa porta que o evento abre para nós brasileiros e depois de nós, com certeza nos próximos teremos mais bandas independentes por lá, podem esperar.

– O John Wayne fará o lançamento oficial de “Dois Lados – Parte I” no dia 17 de outubro de 2015 no Carioca Clube, uma das principais casas de show da cidade de São Paulo, vocês podem adiantar de como será esta festa?
Rogerio Torres: Nós fizemos o lançamento do disco “Tempestade” em 2012 nessa mesma casa. Naquele ano, a casa declarou lotação máxima. Foi realmente muito marcante. Dessa vez queremos repetir esse feito e fazer uma festa tão bonita, quanto a anterior. Esse show está repleto de atrações bacanas, bandas sensacionais que vem se destacando na cena independente. Prometemos que será um show inesquecível, com um set list bem diversificado. Estamos preparando algumas surpresas que ainda serão divulgadas.

– Quais são os projetos da banda além de trabalhar na divulgação do novo álbum, pretendem gravar algum DVD, clipes, carreira internacional?
Rogerio Torres: Nós já temos um DVD que está sendo produzido desde 2012. O motivo da demora é que nós pretendemos fazer algo grande com esse material. Vamos captar imagens de backstage do Rock in Rio, do show de lançamento do disco em outubro e fazer um documentário que vai mostrar o caminho de nossa carreira nesses três últimos anos. Vai ser um projeto muito legal de se trabalhar. Até o final desse ano provavelmente ainda vamos lançar mais um clipe e queremos rodar o Brasil com a “Dois Lados Tour”. A ideia é passar por locais onde ainda não tocamos e chegar mais longe.

Agradecemos pela oportunidade e deixamos aqui o espaço livre para vocês enviarem mensagens aos fãs.
Rogerio Torres: Nós é que agradecemos pelo espaço concedido para a banda. Legal ter veículos como vocês que apoiam as bandas brasileiras. Valeu!
Aos nossos fãs, só queremos agradecer por todo apoio e pela ótima aceitação que o nosso novo disco está tendo. Estamos muito felizes que estejam curtindo essa nova fase da nossa carreira. Muitíssimo obrigado a todos vocês, nós somos uma família, a família John Wayne.
Nos vemos no Rock in Rio, no show de lançamento e nas demais apresentações da “Dois Lados Tour”. Grande abraço.

Mais informações: www.johnwayne.com.br

ENTREVISTA: MARCOS CURIEL GUITARRISTA DO P.O.D.

O P.O.D é uma banda de White Metal de San Diego,Califórnia, formada em 1992, a banda que voltou ao Brasil nesse mês de agosto divulgando seu álbum “Murdered Love” de 2012 em uma turnê que passou por Belo Horizonte, Manaus, Rio de Janeiro e aqui em São Paulo aonde o Ponto ZerØ acompanhou tudo e tivemos a oportunidade de bater um papo com o guitarrista Marcos Curiel.

Ponto ZerØ: Quais são as suas influências mais importantes?
-P.O.D: Eu gosto de várias bandas, Led Zeppelin, Quicksand, U2, Jimi Hendrix, the doors, Pink Floyd, Carlos Santana, rage against the machine, Bad brains, Nas, Tribe called quest, beastie boys. Essa lista pode ser infinita.

Ponto ZerØ: A banda tem mais de duas decadas na estrada, aqui temos muitos garotos que gostam da banda, e que olham vocês como influencia, qual a mensagem o P.O.D deixa pra eles?
-P.O.D: A mensagem que eu mandaria é: Continue com fé, pensando positivo. Toque porque voce gosta, não espere ficar rico com isso, dá muito trabalho, mantenha sempre o foco, faça shows onde puder e sempre que quiser, coloque sua musica online.

Ponto ZerØ: Qual a maior dificuldade que a banda já passou nesses anos de carreira?
-P.O.D: Manter o foco, as pessoas não ouvem a nossa banda pelo musica mais sim pois é um sistema para a fé.

Ponto ZerØ: O que vocês esperam dos shows no Brasil?
-P.O.D: Nós esperamos muita paixão e energia positive, queremos todo mundo cantando junto!

Ponto ZerØ: Qual o maior momento da banda?
-P.O.D: Assinar o primeiro contrato com uma grande gravadora, estar na MTV e ter a musica tocada no radio pela 1° vez.

Ponto ZerØ: Quais musicas não podem ficar de fora do show:
-P.O.D: Alive, YOTN, Boom,Murdered love.

Ponto ZerØ: Vocês dividiram o palco com grandes ícones mundiais do rock, quando a banda participou do Ozzfest, como foi essa experiência?
-P.O.D: O evento foi super divertido,com uma grande experiencia e aprendizado

Ponto ZerØ: Como foi a aceitação do publico?
-P.O.D: Fomos bem recebidos.

Ponto ZerØ: Qual o maior sonho da banda?
-P.O.D: Nós estamos vivendo o sonho, tocar para pessoas do mundo todo e faze-las sentir a nossa musica

Ponto ZerØ: Vocês tem algum sonho em relação a banda?
-P.O.D: Vencer um Grammy seria legal, Considerando que já entramos na disputa, mas ainda não ganhamos nenhum.

A equipe do Ponto ZerØ agradece a Brasil Music Press pela oportunidade.

Clique aqui para ver mais fotos do show. Crédito fotos: Yale Oliveira.

ENTREVISTA: STEFAN DO VAN CANTO

Nossa redatora Letícia Okabayashi, entrevistou o vocalista Stefan Schmidt, idealizador da banda alemã de metal a cappella VAN CANTO. Na entrevista Stefan conta como surgiu à idéia de montar uma banda de metal a cappella, a escolha dos demais membros da banda, sobre o novo álbum “Hero” e sobre o futuro da banda. Confira:

Oi, Stefan, tudo bem?
Stefan – Tudo bem, obrigado!

Primeiro de tudo, como você teve a ideia de formar uma banda apenas com um instrumento e o resto feito por vozes?
Stefan – Depois de me separar da minha primeira banda, eu queria tentar algo direcionado a voz. Não era planejado ser um projeto deixando de lado os instrumentos completamente, mas no final virou isso. Foi um projeto de estudio se tornando cada vez maior.

Qual foi a reação dos seus colegas de banda quando você os convidou pra fazer parte disto?
Stefan – Bom, foi necessária uma grande imaginação pra entender a idéia, porque eu só mostrei a eles estruturas de músicas com piano e vocais principais. Mas todos os membros foram espertos o suficiente pra tentar.

E por que você os escolheu?
Stefan – Eu os conheço de apresentações que fizemos juntos com minha primeira banda. Eu queria ter vocalistas únicos e de bom caráter. Todos foram a primeira escolha.

Foi muito dificil para as pessoas entenderem a idéia da banda? Como foi o retorno no começo e como é agora? Algo mudou?
Stefan – Na verdade nao. Claro que muitas pessoas nos conhecem hoje, mas aqueles que nao sabem quem nós somos ficam surpresos quando ouvem Van Canto pela primeira vez. Eu acho que leva um pouco de coragem realmente dizerem que gostam de Van Canto, porque é uma forma diferente o que fazemos. Mas é uma boa coisa. A cada critica que encaramos, em sites e etc, muitos fãs respondem pra dizer o quanto Van Canto é grande.

De onde vem sua inspiração pra fazer as melodias e letras?
Stefan – As musicas do Van Canto contam historias sobre força interior, entao a maioria das idéias vem de dentro. Tambem os covers sao musicas que eu tenho carregado em mim há anos.

Como as músicas são compostas?
Stefan – As músicas são compostas no piano, acordes e vocais principais. Depois disso eu organizo a bateria e faço o arranjo de metal-à-capela.

E como é a substituição dos instrumentos pelas vozes?
Stefan – Dá muito trabalho, haha. Imagine que você só pode cantar um tom a cada tempo. Entao pra criar um acorde forte você já tem que ter gravado 3 ou 4 vozes. Então tudo é um pouco mais exaustivo mas muito satisfatório no final.

Mas todos vocês tocam ‘reais’ instrumentos?
Stefan – Só a Inga e o Sly que só cantam. O resto da banda tocam instrumentos como guitarra, baixo ou piano.

Quais bandas são suas influencias?
Stefan – Considerando em letras de músicas, como compositor devo citar Blind Guardian, Nightwish e Metallica. Eu gosto muito de Europe também.

Por que você mudou o baterista depois de alguns shows na Alemanha? E por que o novo baterista foi escolhido?
Stefan – Strilli, nosso primeiro baterista, tinha muitas bandas ao mesmo tempo. Quando nós percebemos que Van Canto ficou um pouco mais sério ele rapidamente avisou que não teria tempo o suficiente. Então nós decidimos procurar um novo baterista. Strilli ainda é nosso amigo. Bastian era meu colega de banda há muito tempo, desde 1996, então a única coisa a fazer foi perguntar a ele.

Van Canto ficou conhecido em todo o mundo depois do primeiro album “A Storm to Come”. Vocês esperavam que seria tão rápido e ter tantos fãs, principalmente no Brasil?
Stefan – Há fãs aqui na Alemanha que acreditavam que éramos uma banda brasileira porque nós temos muitos fãs aí, hehe. Nós nao esperávamos tal coisa. É maravilhoso.

Então, vocês ficaram mais conhecidos aqui pela internet (youtube). Na sua opiniao, a internet e os downloads ajudam ou prejudicam as bandas?
Stefan – Não ajuda e não prejudica, porque todos usam. O que conta é a música, a linha, a idéia unica e todo o trabalho que você põe na banda.

Antes de virem pro Brazil, vocês imaginavam quantos fãs tinham e a reação deles quando chegassem aqui?
Stefan – Não tinhamos mesmo… foi maravilhoso.

E como foi a tour do Van Canto pelo Brasil? O que vocês mais gostaram do público brasileiro?
Stefan – As entrevistas foram ótimas, os programas de tv e rádio foram ótimos também… Mas os shows ao vivo foram impressionantes, demais!

Nas rádios Kiss e Corsário, o baterista, Basti, ‘cantou’ a bateria nas músicas do Iron Maiden. No começo você teve a idéia de não colocar bateria na banda?
Stefan – Não. Eu tinha pensado em beatbox mas percebi que isso não é metal.

Deixando o Brasil, dias depois vocês estavam prontos pra tocar no Wacken Open Air 2008. Como foi a sensação de tocar no maior festival de rock do mundo, tenho apenas 2 anos de estrada?
Stefan – Nós tinhamos apenas 1 ano na estrada! Mas claro que foi um sonho que se tornou real. Um maravilhoso publico! Podem ser comparados com os brasileiros, eu acho, haha.

Eu acho que os shows no Wacken abriram muitas portas pra vocês. Vocês tocarão lá no proximo ano?
Stefan – Veremos. Nós tentaremos tocar lá em 2010. Nao posso dizer ainda.

Agora falando do novo album, “Hero”, como foi a composiçao e gravaçao? Eu penso que uma banda apenas com vozes e bateria é bem mais dificil de gravar do que uma banda convencional, e ficou diferente do primeiro cd.
Stefan – É, como eu disse, é muito trabalho. Mas trabalhar com Charlie Bauerfeind fez com que tudo ficasse interessante e relax. Como produtor do Blind Guardian ele definitivamente sabe como inserir vozes – e muitas delas, haha – na direção certa. Nós colocamos muito trabalho nas vozes da guitarra ‘rakkatakka’, e estamos muito felizes com o resultado.

E agora nós podemos não só ouvir RAKKATAKKA, porque outros sons vieram como este… você pode dizer outro som criado pra cantar suas novas músicas? heheheh
Stefan – Claro, MOMOMO e DANDANDAN and RIDDLEDIDIDDLEDEE e assim por diante, haha. Tente você!

Houve uma grande diferença dos primeiros clipes para o “Speed of Light”. Eu acho que foi porque nos primeiros vocês mesmos fizeram e este ultimo teve uma grande produção. O que você diz sobre isso?
Stefan – Assim como no clipe da “Wishmaster” [Nighthwish cover], nós trabalhamos com uma companhia de produção profissional. Bem, nós nos divertimos muito e gostamos demais do resultado.

Como está sendo a aceitação das pessoas sobre o cd novo?
Stefan – Maravilhosa. Eu acho que estão gostando. Pelo menos nossos shows são esgotados na maioria das vezes, então eu acho que eles gostam, haha.

Neste novo album vocês o fizeram metade com covers. As bandas ficaram sabendo das suas músicas ‘cantadas’? O que disseram?
Stefan – Hansi do Blind Guardian gostou. E sabemos que Manowar e Nightwish gostaram de seus covers também.

No final do show no Inferno Club, no Brasil, os fãs puderam ouvir a versão que vocês gravaram da “Carry On” do Angra. Por que essa musica nao está no novo cd?
Stefan – Nós pensamos em grava-la separadamente… o tempo dirá.

Como foi a idéia de adicionar um dvd ao novo album?
Stefan – Pra entender como nós realmente cantamos todas as vozes, é importante ver como nós movemos nossos lábios e realmente cantamos. Então nós quisemos colocar muitas filmagens no nosso album.

Vocês fizeram covers como Battery, Wishmaster, Fear of the Dark, Stormbringer, Kings of Metal. Foi um desafio pra vocês todos gravar essas musicas de algumas das bandas mais influentes do mundo?
Stefan – Sim, mas esta foi a idéia. Nós queriamos mostrar que as vozes realmente podem produzir sons pesados e fizemos um bom trabalho, eu espero.

Quais são os planos do Van Canto para 2009?
Stefan – Nós estamos em turne na Europa desde outubro passado, e finalizaremos nossa tour com uns festivais juntos com Edguy, Manowar e hammerfall neste verão. Nós entraremos em estúdio de novo no segundo semestre.

Muitos fãs no Brasil estão esperando pela volta de vocês. Vocês rpetendem tocar de novo aqui, no Wacken Rocks Brasil ou em alguma outra data?
Stefan – Nós definitivamente queremos e tentaremos arranjar algumas datas com produtores interessados.

Sobre a música Pathfinder, há uma parte que parece uma percussão brasileira, foi essa a idéia real?
Stefan – Sim, nós queríamos dar aos fãs brasileiros algo unico porque eles nos receberam muito gentilmente.

Stef, muito obrigada pela entrevista, nós desejamos ao Van Canto muito sucesso e eu peço a você que deixe uma mensagem aos fãs brasileiros e aos leitores do Ponto ZerØ.
Stefan – Obrigada pela entrevista e continuem nos visitando no site www.vancanto.de pra ver as novidades, novas musicas e talvez uma nova turne no Brasil.
Se cuidem! Rakkatakka!

ENTREVISTA: HENCEFORTH

Após uma longa parada no grupo devido a vários fatores, o Henceforth volta à tona após quase três anos longe dos palcos. A banda paulista, que conta com a formação de Hugo Mariutti na guitarra, Luis Mariutti no baixo, Fabio Elsas na bateria, Frank Harris no vocal e Cristiano Altieri nos teclados, lançaram seu primeiro álbum em 2005, intitulado “Henceforth”, trazendo vários comentários positivos em revistas especializadas e admiração de seus fãs, com um estilo mais diferente e pesado do que o público dos irmãos Mariutti (ambos ex-Shaman e atual Andre Matos Solo) estavam acostumados a ouvir.

No site oficial www.henceforth.com.br foi disponibilizado gratuitamente o primeiro single “Decay” que fará parte do segundo trabalho da banda, intitulado “The Gray Album”. O lançamento do novo trabalho deve acontecer no segundo semestre.

Em uma entrevista concedida ao PontoZero, Hugo Mariutti e Fabio Elsas comentam sobre seu novo álbum e suas expectativas daqui pra frente.

A nova música “Decay”, liberada no site de vocês para ouvir gratuitamente, já da para perceber certa diferença nas melodias em relação ao álbum anterior. Quais as principais mudanças e inovações que podem ser encontrados no novo CD que difere do primeiro?
Fabio Elsas: A “Decay” é realmente um tanto diferente do restante do nosso material, principalmente se comparada com o material do primeiro álbum. Decidimos lançá-la na internet como um primeiro single, uma idéia do que teremos no novo álbum. O The Gray Álbum, traz, no geral, uma sonoridade mais densa e pesada em relação ao primeiro álbum que trazia nuances mais pronunciadas de progressivo.

A composição do segundo álbum saiu como o esperado? Quais são as expectativas de vocês em relação aos fãs que aguardam o CD?
Fabio Elsas: Bom, estamos 100% satisfeitos com os resultados, tanto no tocante às composições quanto com relação à qualidade de som que alcançamos. Por ter sido composto num espaço de tempo menor do que o primeiro álbum que tem músicas que foram originalmente compostas no começo da banda – existe uma certa uniformidade ou relação entre as músicas.

Hugo Mariutti: Acho que uma das grandes diferenças é poder construir as músicas já pensando em como vai soar na voz do Frank, pois no primeiro trabalho tínhamos músicas que foram compostas originalmente com outra formação e isso desta vez não ocorreu. Acredito que temos um grande material nas mãos.

O primeiro CD foi entitulado com o nome da banda, “Henceforth”. Comentem o significado e o por que o título “The Gray Album” para o segundo.
Fabio Elsas: O título foi uma escolha unânime que partiu da atmosfera geral das letras, que estão bem carregadas nesse álbum.

Hugo Mariutti : Sugeri este título, pois acreditava que nada poderia definir melhor o trabalho todo do que “The Gray Álbum”.

Pelo fato deste álbum ter sido feito mais rápido do que o primeiro (já que o primeiro levou 13 anos para ser produzido desde o início do grupo), vocês vêem diferenças no resultado final devido ao tempo gasto para a composição?
FE: Com certeza aprendemos muito no processo de composição e produção do primeiro álbum, e algumas das lições que tivemos nesse período foram fundamentais para que o processo do segundo álbum ocorresse da maneira que ocorreu. Apesar de termos levado bem menos tempo nesse álbum, a qualidade de uma maneira geral está bem superior à que alcançamos no primeiro.

HM: Uma coisa fundamental é ir direto ao ponto, e depois de um certo tempo de experiência no meio, você acaba indo direto a este ponto, sem ficar perdido e sem fazer loucuras.

“The Gray Album” conta com alguma participação – como teve a de Andre Matos no primeiro – ou cover?
FE: Não, desta vez não temos participações e nem covers. Somos só nós mesmo!

HM: Na minha opinião participação deve ser uma coisa que seja de forma natural.Quando chamamos o Andre foi porque tínhamos uma letra e uma música que pediam uma participação, com uma voz oposta a do Frank, daí pensamos que não tinha ninguém melhor do que o Andre para fazer.

Os shows que aconteceram durante a divulgação do primeiro CD ajudaram, dentre outros fatores, a vocês estarem mais seguros e preparados para trabalharem juntos, já que a banda passou por diversas mudanças na formação. Com o segundo trabalho, a futura tour, poderá ser mais “contínua” comparado ao da primeira?
HM: Com certeza os shows ajudam bastante a banda a amadurecer, porém apesar das mudanças a banda sempre trabalhou muito bem junta. O Frank já está se não me engano desde 2001 com a gente e o Luis sempre freqüentava os ensaios da banda e participou muito da produção do primeiro cd, por isso trabalhamos bem juntos. Quanto uma tour mais contínua não depende só da banda, pois infelizmente nem sempre nos são dadas condições mínimas para fazer shows profissionais. Não fazemos nenhuma exigência anormal, pode ter certeza disso, e vamos fazer de tudo para que com o segundo cd lançado possamos ter mais datas.

Um dos motivos do Henceforth não ter feito muitas apresentações durante a divulgação do primeiro álbum se deveu ao fato da agenda das outras bandas dos irmãos Mariutti, como a do Andre Matos Solo (e até mesmo antigamente, com o Shaman). Vocês acham que esse tipo de situação pode acontecer com a mesma freqüência agora?
FE: Sim, é provável que ocorra, mas isso nunca foi um grande problema, só um fator a mais a se considerar quando programamos algum show.

Ao escrever “The Gray Album” o que vocês mais queriam passar para seus fãs? Existia desde o começo algum assunto a ser abordado ou foi fluindo conforme as composições?
FE: As letras foram surgindo na medida em que as músicas surgiam, e desta vez as letras contaram com uma colaboração muito boa do Frank, que fez várias delas em parceria comigo. O Hugo também participou de algumas.

HM: Queríamos passar nas letras o que sentíamos que a música pedia, e acho que conseguimos um resultado bem apropriado.

Finalizando, deixe sua mensagem para os nossos leitores, e fique a vontade para divulgar – caso já tiver agendado – futuras apresentações. Agradecemos a entrevista e estamos gratos pela receptividade!
FE: Agradecemos pelo espaço! Devemos lançar o The Gray Album em breve, estamos procurando os melhores caminhos para fazê-lo no Brasil e no exterior. Agradecemos a paciência dos fãs e esperamos encontrá-los em breve! Nesse meio tempo, fiquem ligados no nosso MySpace e no nosso site para saber das novidades. Um abraço!

HM: Gostaria de convidar a todos para baixar de graça nosso novo single Decay no nosso site www.henceforth.com.br, e que fiquem ligados, pois o novo cd está muito legal. Abraço!