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Sunroad: libera álbum “Long Gone” (2009) em todas as plataformas digitais pelo selo da Roadie Metal

Assim como seus antecessores “Arena of Aliens” (2003) e “Flying N’Floating” (2006), o terceiro registro de estúdio da veterana banda de Hard Rock, Sunroad, acaba de ser disponibilizado em todas as plataformas digitais pelo selo da Roadie Metal.

O registro “Long Gone”, lançado em 2009, flertava diretamente com o Heavy Metal, onde a banda não se limitou em ousar e incluir passagens mais rápidas e riffs pesados em suas linhas harmônicas. O disco contava com uma nova formação e pela primeira vez, a banda se tornava um quinteto. Ao todo são 11 faixas que mesclam Hard Rock, Heavy Metal e AOR, sendo possível também conhecer o lado mais romântico do grupo, com baladas muito bem desenvoltas no disco.

O material se encontra disponível em todas as plataformas de streaming e você irá escutar abaixo pelo link do Spotify. Caso seja usuário de outra plataforma, dê um busque por Sunroad e escute agora mesmo “Long Gone”.

Tracks:
01 – Fast For Me
02 – Speedway Sun
03 – Walk With Me
04 – We Still Believe
05 – Getting Free (Scaping From Slaver)
06 – Looking For A Trace
07 – Feedback
08 – Slow Down (All I Need)
09 – Long Gone
10 – Finding Our Reason
11 – Sadness Days

Mais informações:
Facebook: https://www.facebook.com/sunroadofficial/

Novo disco do Krisiun ganha edição brasileira de luxo em vinil

A Monstro Discos/Sangre acabou de anunciar e colocar em pré-venda uma edição em vinil de luxo do Scourge of the Enthroned, o último álbum do Krisiun. O disco, o 11º da carreira dos gaúchos, havia saído apenas na gringa pela Century Media.

Gravado no estúdio Stage One, em Bühne, Alemanha, e com produção da própria banda junto com Andy Classen, que já trabalhou com o Krisiun em Conquerors of Armageddon (2000), Southern Storm (2008) e The Great Execution (2011), o novo disco consegue ser ainda mais destruidor que os trabalhos anteriores da banda, ainda que possamos duvidar que isso seja possível. Mas estamos falando do Krisiun e eles são mestres em música extrema.

A capa é baseada na mitologia suméria e traz a imagem de três deuses antigos que transcendem o início da criação, representados pela incrível arte do Eliran Kantor.

O som deste disco é bem mais complexo e orgânico e as músicas estão mais rápidas e mais brutais do que dos discos anteriores. Puro death metal implacável na sua cara!

A edição em vinil chega num LP 180 gramas, com capa gatefold, de luxo e a pré-venda já está aberta na loja da Monstro Discos (www.lojamonstro.com.br) com preço promocional e entregas previstas para 22 de julho. Um álbum obrigatório na coleção de qualquer headbanger que curta um som mais extremo. Um disco que beira a perfeição!

OVERDOSE RELANÇA O CLÁSSICO “CIRCUS OF DEATH”

A banda Overdose dá continuidade aos relançamentos de sua discografiaAgora o grupo anunciou o relançamento do clássico disco Circus Of Death, lançado originalmente em 1992. O Álbum é um divisor de águas na carreira dos mineiros. Marca a entrada do guitarrista Sérgio Ferreira, que formou uma dupla de guitarras formidável com Claudio David, além da mudança sonora, pois a banda abandonou as influências melódicas e progressivas de antigamente para um som totalmente Thrash Metal, que já vinha acontecendo gradualmente no som do Overdose e se consolidou totalmente nesse registro, além de algumas pitadas de Groove, algo que seria mais explorado no futuro.

Circus Of Death foi totalmente remasterizado, e contêm a capa original. De bônus temos dois shows da tour do referido lançamento, um em Belo Horizonte de 1993 e outro em Brasília de 1992.

Track List:

CD:
1. Violence
2. The Zombie Factory
3. Dead Clowns
4. A Good Day to Die
5. Profit
6. Powerwish
7. The Healer
8. Beyond My Bad Dreams
9. Children of War

DVD:
Live in Belo Horizonte at Champagne 1993:
1. Intro
2. Children of War
3. Beyond My Bad Dreams
4. The Zombie Factory
5. Rio, Samba e Porrada no Morro
6. Street Law
7. A Good Day to Die
8. Dead Clowns
9. Faithful Death
10. The Healer
11. Violence
12. Sweet Reality
13. Anjos do Apocalipse

Live in Brasília at Circo Delírio 1992:
1. Intro
2. The Zombie Factory
3. Beyond My Bad Dreams
4. Dead Clowns
5. Street Law
6. A Good Day to Die
7. The Healer
8. Violence
9. Powerwish
10. Faithful Death
11. Children of War

Veja a banda executando a clássica Zombie Factory, presente em Circus Of Death, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, dia 26/05/2018

A banda Overdose é formada atualmente por:

Pedro Amorim “Bozó” – Vocal
Cláudio David – Guitarra
Sérgio Ferreira – Guitarra
Bernardo Gosaric – Baixo
Heitor Silva – Bateria

Acompanhe o Overdose em:

https://www.facebook.com/overdosebrazilhttp://www.overdosebrazil.com.br/

Assessoria de Imprensa
www.blacklegionprod.com
www.facebook.com/BlackLegionProd

“HEATSTROKES”, NOVO DISCO DO SUNROAD, JÁ DISPONÍVEL

Além do lançamento nacional, o oitavo disco de estúdio do grupo goiano também ganhou edições na Europa e Estados Unidos pela Roxx Records

O contexto cultural do rock ‘n’ roll fundamenta-se na combinação de outras diferentes culturas e ritmos: country, blues, R&B, gospel. Posteriormente, o rock ‘n’ roll passou a estabelecer especificidades próprias que engendraram novas combinações: rockabilly, hard, progressivo, punk, metal. Obviamente que a sorte de todas essas novas combinações e definições devem-se aos artistas que estiveram à vanguarda do estilo.

Passados 70 anos desde seu limiar, a produção contemporânea de rock é esteticamente sólida em particularidades, e a própria definição de rock encontra na identidade dos artistas sua retórica fundamental. De forma que o maior desafio para novos músicos é desenvolver novas identidades a partir de identidades raízes. E negar essas raízes não é uma opção!

A banda goiana Sunroad é bem resolvida nesse sentido. Depois de mais de 20 anos de carreira, sete discos lançados e uma identidade musical bem definida, Warlley Oliveira (vocal), Mayck Vieira (guitarra), Van Alexandre (baixo) e Fred Mika (bateria) sentem-se absolutamente a vontade para falar sobre suas influências musicais. Aliás, Van Halen, Scorpions, Dokken, Def Leppard, Triumph, Led Zeppelin, entre outras bandas, foram algumas referências musicais do Sunroad para o processo criativo de seu novo álbum, “Heatstrokes”.


Crédito Foto: Magdiel Resende

Essa honestidade musical só é possível porque no Sunroad tudo é feito de maneira consciente. O processo criativo do grupo não abre mão da razão para evitar excessos e pastichos, assim como também deixa o coração guiar para que o resultado final seja a representação de uma verdade artística.

Se nos dois últimos trabalhos, “Carved In Time” (2013) e “Wing Seven” (2017), o Sunroad enfatizou-se com mais vigor pelo hard/heavy, em “Heatstrokes” a proposta é assumir o hard e melodic rock como um caminho cujo destino final é o AOR.

“Poderíamos dizer que Heatstrokes é um trabalho de transição”, declara o baterista Fred Mika. “Dessa vez buscamos uma sonoridade um pouco mais sofisticada, e isso é resultado da verdade de cada integrante atual da banda. O aspecto melódico teve uma atenção especial nesse novo trabalho. Procuramos dosar menos nas notas, usar bases mais fluídas, justamente para permitir que os refrãos fossem mais valorizados. Aliás, a ideia de muitas músicas do álbum partiram dos refrãos. Desde nosso primeiro álbum tínhamos por objetivo compor músicas com refrãos fortes, e quando digo que Heatstrokes é uma transição, é porque queremos seguir evidenciando cada vez mais isso nos futuros trabalhos. E o AOR acaba sendo a consequência final desse desenvolvimento melódico”

“Heatstrokes” foi gravado nos estúdios Musik e Drive, ambos em Goiânia/GO, e produzido por Fred Mika e Netto Mello. O álbum reúne 10 músicas, todas de autoria de Fred Mika e do ex-vocalista/guitarrista André Adonis: “Mind The Gap”, “Given And Taken”, “Screaming Ghosts”, “Lick My Lips”, “Unleash Your Heat”, “Heatstrokes”, “Empty Stage”, “Spelbound Age”, “Overwhelmed” e “Dare To Dream”.

Além do lançamento nacional pela Musik Records, “Heatstrokes” também ganhou edições na Europa e Estados Unidos pela Roxx Records.



“Heatstrokes” já está disponível em todas as plataformas digitais:
Spotify: http://bit.ly/2YlhOrU

Deezer: http://bit.ly/2YrgzaU

iTunes: https://apple.co/2W5nmJw  

Google Play: http://bit.ly/2HkSDzY

Amazon: https://amzn.to/2HkS7lw

Youtube: http://bit.ly/30lBOfX

A versão física de “Heatstrokes” pode ser adquirida na Die Hard Records: https://bit.ly/30oREGx 

Três Lyric-Videos já estão disponíveis:
Empty Stage – https://youtu.be/MXZk81IXpWI  
Lick My Lips – https://youtu.be/rYDwyP3GlBI 
Mind The Gap – https://youtu.be/MkeGgCNIhGc 

Mais Informações:
www.facebook.com/sunroadofficial

www.instagram.com/sunroadofficial

www.soundcloud.com/sunroad-group

www.facebook.com/officialmusikrecords

http://roxxrecords.storenvy.com


TORQUETTO: OUÇA PRIMEIRO DISCO DA NOVA BANDA DO GUITARRISTA ANGELO TORQUETTO

Após participar dos mais variados projetos dentro do universo da música pesada, tendo passado por bandas como Legacy of Kain, Doomsday Hymn e Desertor, eis que o guitarrista Angelo Torquetto lança o primeiro disco de sua nova banda: Torquetto. O álbum, intitulado “Tomorrow Is Too Late”, traz uma sonoridade há muito apreciada pelo músico, que sempre foi fissurado por Hard Rock, principalmente o mais pesado e visceral. “Minha pegada sempre foi essa, independente de outros projetos e trabalhos que fiz. Estou muito feliz com essa nova fase”, garante Angelo.

Divulgação

O disco está presente e pode ser ouvido em mais de 150 plataformas digitais, entre elas, Spotify, Deezer, iTunes, Amazon, YouTube, Apple Music e Pandora, só para citar as mais famosas. Repleto de riffs e solos avassaladores e todo cantado em inglês pelo próprio músico, “Tomorrow Is Too Late” traz letras com temas variados: relacionamentos abusivos, procrastinação, amores fantasiosos e depressão, por exemplo, são assuntos expostos e tratados por Angelo nas sete faixas presentes no disco. “As letras sempre tiveram um papel importante em todas as minhas composições de outros projetos, não seria diferente em ‘Tomorrow Is Too Late’. Letra e música sempre se completam”

Divulgação

O álbum de estreia da banda Torquetto foi todo escrito, gravado e produzido por Angelo, que também ficou responsável pela arte gráfica do trabalho. “A capa é simples e quis passar um significado bem claro nela”, explica o guitarrista, “é o rosto de um velho em um fundo branco. O semblante triste do velho representa o momento em que chegamos no final de nossas vidas, olhamos para trás e tudo aquilo é apenas uma página em branco; nada aconteceu. Ou seja, no que diz respeito aos nossos sonhos, nada se realizou. Mas o branco também significa esperança. Mesmo em uma idade mais avançada, enquanto temos vida, temos tempo de pegar uma caneta e reescrever nossa história”

Divulgação

Já com uma banda montada, que será apresentada ao público em breve, os próximos passos de Torquetto estão traçados: “quero lançar outras músicas ainda este ano e cair na estrada o mais rápido possível”, finaliza Angelo.

Track list “Tomorrow Is Too Late”

1. Devil in Disguise

2. Dreams Come True

3. Love or Fantasy

4. I Will Never Let You Go

5. You Are Not Alone

6. Time to Change

7. Hold Me Tight

Confira o álbum na íntegra nos links abaixo:

OVERDOSE NUCLEAR: DEBUT É DISPONIBILIZADO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

A banda OVERDOSE NUCLEAR acaba de lançar seu primeiro álbum, autointitulado, contendo oito faixas cantadas em português e envoltas num Heavy/Thrash Metal recheado de riffs cortantes e letras altamente críticas à situação do Brasil. A capa do álbum contou com o talento de Caio Caldas e a produção ficou a cargo de Hugo Silva, do Estúdio Family Mob. O vocalista Júlio Candinho conta que levou um tempo até que dessem início às gravações do álbum: “Assim que retornamos das gravações da nossa demo “Os Urros que vêm da rua!” em 2015 já iniciamos o processo de composição do álbum com tudo que aprendemos lá “Mr. Som Estudio”. E nesse meio tempo, passamos por diversas formações e formatos, inclusive fomos um power trio por um tempo. Também passamos por todos aqueles velhos problemas de todas as bandas, até que finalmente acertamos a mão, construímos uma formação caoticamente harmônica, finalizamos as músicas e corremos para o estúdio!”.

Sobre o processo de gravação em si, o processo foi rápido e rasteiro, conforme conta o guitarrista Marcus Goulart: “Chegamos a São Paulo no dia 5 de julho, e voltamos dia 11 de julho de 2018, ou seja, gravamos o instrumental do álbum em apenas cinco dias, sem frescuras, gravando pelo menos 12 horas por dia no Family Mob“. Sobre o resultado final ter saído tão orgânico e pesado, Júlio Candinho explica: “O encarregado das gravações foi o Hugo Silva, um monstro da música e um ser humano incrível, aprendemos muito com ele e conseguimos chegar nesse resultado juntos. Buscávamos uma sonoridade única que exaltasse nossas composições e arranjos buscando “aquele sonhado” equilíbrio entre o moderno e aquilo que ouvimos a vida toda, algo feito para durar. Deparamos-nos com um estúdio monstruoso, equipamentos de primeira, aconchegante, e por cinco dias insanos foi nossa casa. A equipe do estúdio, Otávio Rossato (técnico de Som) e o Hugo foram incríveis, de um profissionalismo impecável e fomos muito bem recebidos pelos donos do estúdio, Estevam Romero e Jean Dolabella. O vocal foi finalizado posteriormente e a masterização ficou a cargo de David Menezes.”.

Um dos destaques do álbum é a faixa que dá nome à banda, com dez minutos de duração. Verdadeiro épico Thrash Metal, a música conta com influências variadas, que vão desde o Black Sabbath até o mais insano Thrash Metal. Candinho explica como ela surgiu e como foi trabalhar até chegar ao resultado final: “A música “Overdose Nuclear” foi a última a ser finalizada, apesar de ser umas das primeiras composições da banda, mas na época que começamos a criar ela, percebemos que era muita coisa para o que nós éramos no momento, tivemos que amadurecer, evoluir e crescer pra conseguir finalizá-la. Considero ela como a representação da nossa jornada, do principio da banda até o momento que entramos no estúdio, muitas reviravoltas, riffs insanos, muitos andamentos diferentes e uma longa, longa caminhada, sem nunca esquecer nosso objetivo, que é fazer do nosso som algo que agrade a nós mesmos primeiramente, não se importando com modismo do momento, ou se uma musica de 10:20 é muito longa pro momento atual escroto da cultura, onde tudo tem que ser curto e descartável. A “Overdose Nuclear” não, ela veio pra ficar!”.

“Overdose Nuclear” já está disponível em todas as plataformas digitais, e segundo a banda, a versão física também deveria sair agora: “pretendíamos lançar tanto o material digital, quanto o físico na mesma data, porém houve problemas envolvendo a arte do encarte, e só devemos estar lançando material físico em CD no mês de junho, e posteriormente uma versão em vinil.”.

Ouça “Overdose Nuclear”

Spotify: 
https://spoti.fi/2GVBZpq

Youtube:

Deezer:

https://www.deezer.com/br/album/94847652

Contatos:

Site oficial: www.overdosenuclear.com

Facebook: www.facebook.com/OverdoseNuclear

Instagram: www.instagram.com/overdosenuclear

Assessoria de Imprensa:  www.wargodspress.com.br

NECROFOBIA: LANÇA OFICIALMENTE NOVO ÁLBUM “MEMBERSHIP”

A espera acabou, após 15 anos, o Necrofobia oficialmente apresenta seu mais novo registro de estúdio, o aguardado “Membership”, já se encontra disponível em material físico e também em todas as plataformas digitais.

Aqueles que querem adquirir o registro físico, que obteve uma prensagem profissional e possuí um belíssimo encarte, o grupo está vendendo o material para todo o mundo, com o custo de R$20,00 mais frete a ser calculado para a sua região. Interessados é só entrar em contato via inbox do Facebook ou Instagram do Necrofobia.

Enquanto você entra em contato com a banda, e seu álbum não chega, o disco pode ser conferido no Spotify, Deezer, ITunes, Google Play, Napster, Tidal, Music.Amazon, Amazon, Akazoo, 7 Digital e várias outras plataformas. Abaixo deixamos os links do Sporify e do Deezer para que você escute esse petardo do Thrash Metal Nacional.

Spotify: https://open.spotify.com/album/05T4QXderqw3aUOCdUUNwU?si=xDV3y2DrThKaHiwwa_6X7Q

Deezer: https://www.deezer.com/br/album/94923532

Tracks:

01 – Silent Protest

02 – Membership

03 – Perpétua 136

04 – Blindness

05 – Rotten Brain

06 – Real Fiction

07 – Apatia Social

08 – Cemetery of Oblivion

09 – Circle of Trust

10 – Devil’s Lap

11 – Unused Rights

12 – Worthless Lives

13 – Guzzardi

Formação:

Romulo Felício: Vocal/Guitarra

André Faggion: Bateria

João Manechini: Baixo

Rodrigo Tarelho: Guitarra

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/necrofobiabr/

Instagram: https://www.instagram.com/necrofobia

Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/necrofobia/

RESENHA: SPHINX – LUCAS RAY EXP

Por: Thiago Tavares

Em nosso meio musical, sempre é interessante conhecer novas tenências, novos estilos musicais, até mesmo novos trabalhos que vem surgindo de forma bem mais rápida com o advento das mídias sociais.

Nosso país é um belo exemplo de novos talentos que vem surgindo nas muitas esferas musicais, principalmente no rock, que vem se reinventando, vem sendo mais criativo, mais inspirador em composições, em letras, em arranjos. E uma nova safra de músicos chega para conquistar seu espaço e não brincar em serviço.

Um exemplo dessa nova safra irei dissertar nas próximas linhas acerca do EP de um maranhense que recentemente lançou em suas plataformas digitais seu primeiro trabalho com uma proposta de rock progressivo bem limpo, cadenciado e com arranjos bem interessantes. O nome da fera? Lucas Ray, guitarrista, cantor e compositor que lançou um trabalho com seis faixas intitulado Sphinx – esfinge em Português – figura essa em destaque na capa do EP no qual a arte é bastante original e que chama a atenção, onde nem de longe dá pistas do que o ouvinte irá escutar.

Lucas resolveu se aventurar no ramo da música de forma profissional uma vez que já vem carregando uma base instrumental desde os quatorze anos, onde já tocava e que foi aprimorando ao longo do ano, inclusive em épocas difíceis de faculdade, em que tinha que conciliar os estudos com a paixão pela guitarra.

O EP é um conjunto de músicas que retratam o início da vida de artista e a transição para um caminho novo e desconhecido, palavras essas do Lucas, onde neste trabalho reuniu um time de ponta para ajudar nessa empreitada. O trabalho tem a participação dos músicos Alexandre Panta (baixo), Bruno Valverde (bateria, Angra) e Neemias Teixeira (teclados).

Mas o que podemos dizer do EP em questão? Vamos ao meu ponto de vista faixa a faixa, sem mais delongas.

Reveries – A faixa instrumental que abre o EP trata-se de um retrata em diversas linhas cenas de várias cidades que o compositor cresceu. Ao mesmo tempo, mostra sua versatilidade e técnica com a guitarra. A faixa tem seus momentos de calmaria e também seus picos mais destacados. A música em si é para que a guitarra tenha seu predomínio, proposta essa muito bem elaborada.

Run, Rabbit Run – A segunda faixa tem altos e baixos com relação aos arranjos, colocados de forma bastante cadenciada. Nela, o compositor adiciona um tempero de Brasil ao colocar elementos do samba como a cuíca, por exemplo. A faixa psicodélica fala das mentiras e contradições da vida cotidiana. Ótima faixa, não é tão pesada e a proposta é muito boa.

Xibalba – O início da faixa lembrou demais os solos de guitarra de um dos maiores guitarristas da América Latina: o mexicano Carlos Santana, que aparamente deve ser uma das influencias do Lucas na composição das músicas. A música retrata um lugar, descrito na mitologia maia denominado Xibalba, lugar esse subterrâneo governado por espíritos de doenças e morte. O conjunto da obra ficou bacana, com um canto sereno e cadenciado, bem coerente com o arranjo proposto.

Iceland – Também em um estilo mais calmo, sem agressividades, Iceland retrata a visita de Lucas a Islândia em 2014, no qual exalta diversas características do local. Os arranjos ajudam a imaginar como é aquele país para o ouvinte que nunca foi, onde convenhamos, não combinaria com um arranjo mais pesado ou técnico.

Sphinx – A faixa-título do EP conta a história da esfinge e sobre o enigama de autoconhecimento, onde diversos questionamento são realizados: “Now the sphinx questions you/ Who you are?/ What are you?”. A música vem com bastante transições para o lado psicodélico, arranjos que lembram rap. Fora isso vem com aquela agressividade do rock progressivo que não pode faltar.

É um EP de estreia que com certeza tem um ótimo caminho a trilhar, onde perante o que ouvi, fará muito sucesso, ainda mais na ramificação do rock alternativo e progressivo, que ultimamente vem ganhando mais espaço e fãs pelo país afora.






RESENHA: DEGOLA – “The Age Of Chastisement”

Por Silvio Pasquim

Como é salutar conferir a evolução de uma banda brasileira. Eu tive o privilégio de avaliar o álbum anterior do DEGOLA“Tormenta”, anos atrás e, se desde aquela época a banda já dava demonstrações claras da sua relevância, agora com este “The Age Of Chastisement” se impõe como um dos nomes de peso do nosso Thrash Metal.

“The Age Of Chastisement” é uma verdadeira aula do estilo, e agride da forma correta os fãs mais chatos e ortodoxos. Ainda que apresentem momentos de vanguarda, este trabalho é indicado para àqueles que viveram ou que consomem tudo que foi parido na Bay Area, Estados Unidos, em ascensão nas saudosas décadas de oitenta e noventa.

Todos os cuidados com a obra foram tomados, desde sua arte de capa belíssima, passando pelas composições, até a chegada do produto final com uma produção digna dos grandes Slayer e Testament, que, aliás, são as principais referências ao novo e evolutivo direcionamento musical do DEGOLA. Partindo daí, espero que escute o disco na íntegra, mas se você é da geração nutela que gosta de playlists, aí vão meus destaques: “Seven Trumpets”, “See You In Hell”, “Calm Down The Demon” e “Enlightenment”.

Material de alta qualidade, então, corra e garanta a sua cópia física, como manda todo bom e velho fã de Metal. Parabéns aos envolvidos pelo suporte a esta banda que, de grata surpresa no passado, acaba de virar realidade no presente.

FORMAÇÃO ATUAL:

David Athias (vocalista)
Waldson Farias (guitarrista)
Pedro Ben (guitarrista)
Cássio Portella (baixista)
Victor Hormidas (baterista)

LINKS RELACIONADOS:

Bandcamp: https://dglmetal.bandcamp.com/
Facebook: https://www.facebook.com/bandadegola/
YouTube: https://www.youtube.com/bandadegola/
Instagram: https://www.instagram.com/degola_metal/






BANDA MX LANÇA “A CIRCUS CALLED BRAZIL” UM ÁLBUM QUE PROVA QUE O TRASH METAL DO BRASIL ESTÁ VIVO

Por Thiago Tavares

Em meados de 2018, muitas pessoas da cena do metal nacional questionam se ainda é possível produzir, divulgar ou até mesmo viver fazendo música, ainda mais o rock e o heavy metal, etilos esses que ainda sofrem uma certa resistência, e por que não dizer intolerância em quesitos de produção, organização de show, dentre outros fatores.

Se fizermos uma linha do tempo, entre os anos 80 até os dias de hoje, há bandas que nasceram, e seguiram para um de dois caminhos: ficar na cena Underground ou expandir os horizontes e cair na estrada fazendo dezenas de shows e ficar a mercê de alguns perrengues na estrada, algo que nenhuma banda quer quando se refere a turnês extensas.

Um exemplo desta dúvida cruel trata-se da banda MX, originária de Santo André (ABC Paulista) que foi fundada em meados de 1985. A partir de 1987, a primeira formação da banda com Alexandre Cunha (bateria e vocal), Alexandre “Dumbo” (baixo), Alexandre “Morto” (guitarra e vocal) e Décio Jr. (guitarra) começou a aparecer os primeiros shows, primeiramente na região e depois, dispararam Brasil a fora, fazendo shows no exterior e também fazendo abertura de shows de grandes nomes da cena como Kreator, Exodus, Paul D’ianno entre outros.

Mas em meio a grandes acontecimentos de uma banda, sempre há certos hiatos nas melhores famílias. Algumas pausas no caminho, aquela esfriada nos trabalhos e afins e sempre havia o questionamento de que possivelmente poderiam parar, em meio ao inicio de consolidação da banda, mesmo que já estavam há certo tempo sem colocar na praça um novo trabalho de estúdio.

Nessas idas e vindas da vida, o público do metal nacional teve que esperar 18 anos para ouvir um novo trabalho da banda. E veio com um CD impecável, deixando de lado a filosofia do old school mas vindo com uma porradaria forte, sem perder a essência e a origem de fundação da banda: um trash metal agressivo e sem perder a oportunidade de fazer um som de protesto.

E o protesto é tema central deste novo trabalho da MX intitulado A Circus Called Brazil, título este bastante sugestivo no que condiz a situação de nosso país ultimamente: um território coberto por uma lona de circo, e que dentro dela forma-se diversas injustiças e mazelas e que a população, vulgo palhaços ficamos a mercê de tudo o que acontece em um circo de horrores.

Sobre o som do novo álbum em um contexto geral, demostra timbres muito bons, agressividade musical e limpeza nas faixas, sonoridade seca e bem delineada.

Coloco aqui como destaques Fleeing Terror com uma boa performance de guitarras, Murders com uma mistura de tempos mais rápidos e mais lentos, Mission, com timbres rasgados de primeira, Lucky com backing vocals muito bem colocados na música e ótima execução de guitarras e técnica de execução que chama a atenção.

Na segunda parte do álbum, em Cure And Disease vem com bases fortes e ritmo envolvente, com bons solos. Em seguida, o disco ganha ares de mais porradaria em Toy Solider com bases marcantes. Outra que ganha destaque é Keep Yourself Alive, essa que pode ser considerado o carro chefe deste álbum.

A partir de Marching Over Lies e Apocalypse Watch retomam a paulada na parte final do álbum, antecedendo a faixa-título do álbum A Circus Called Brazil, uma critica ácida ao nosso país, ao mesmo tempo em que apresenta um lado cômico dos problemas que assolam o nosso país.

Para os fãs da banda, o CD é um prato cheio. E para quem estava a quase 20 anos sem lançar um trabalho de inéditas, eles voltarão com a corda toda a fazer shows e provar que ainda pode-se fazer um trash metal de qualidade no Brasil e a MX é prova viva disso.

Parabéns a todos os integrantes da banda pelo trabalho, bem elaborado e executado e esperamos encontrar nos shows da vida, registrando mais capítulos desta saga que tende a continuar mais tempo.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Luciano Piantonni, da assessoria de imprensa da banda pelo fornecimento da credencial ao evento na Central Panelaço em São Paulo.

Tracklist:

  1. Fleeing Terror
  2. Murders
  3. Mission
  4. Lucky
  5. Cure And Disease
  6. Toy Soldier
  7. Keep Yourself Alive
  8. Marching Over Lies
  9. Apocalypse Watch
  10. A Circus Called Brazil

Line-up MX:
Alexandre Cunha – vocal e bateria
Alexandre Dumbo – baixo
Alexandre Morto – guitarra e voz
Décio Jr. – guitarra

Acompanhe a banda MX, nas redes sociais:
http://www.bandamx.com.br/
https://www.facebook.com/mxthrash/






NERVOSA APRESENTA DOWNFALL OF MANKIND A IMPRENSA: UM ALBUM BRUTAL, PESADO E MONSTRUOSO

Por: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 10 de junho, aconteceu no Estúdio Som, região de Pinheiros, capital paulista a audição do mais novo álbum do trio feminino que vem ganhando destaque por onde passa em shows, tours e festivais mundo a fora. A banda de trash metal Nervosa divulgou para a imprensa seu mais novo trabalho, esse que é o terceiro da carreira intitulado Downfall of Mankind. A imprensa compareceu em peso para prestigiar o evento e ouvir das meninas o que tem a dizer sobre o novo trabalho. E é claro que o Ponto ZerØ não ficou de fora do evento e compareceu para poder dar aquela força a cena e ao novo trabalho.

Para este terceiro disco, a banda veio com força total. Juntamente com o produtor Martin Furia que já trabalhou com Destruction, Flotsam & Jetsam e Evil Invaders, a banda veio com uma novidade para este álbum: a estreia de Luana Dametto na bateria, deixando sua marca registrada neste trabalho. Deve-se destacar também as participações de João Gordo, o guitarrista Michael Gilbert do Flotsam & Jetsam, e o baterista Rodrigo Oliveira do Korzus.

Por mais que o disco já tinha sido lançado em alguns lugares ao redor do mundo no início de junho, procurei não ouvir antes e sermos surpreendidos por este novo disco na audição, mas em resumo o que pode-se dizer do disco é que o mesmo está surpreendente e um trabalho impecável, por mais que houvessem empecilhos nas gravações, onde cada uma gravou em suas respectivas “bases” para no fim, concluir os trabalhos com o produtor.

Sem mais delongas, a audição iniciou com a Intro do disco, no qual já expõe o cartão de visitas da banda, literalmente colocando a porrada na cara de todos que ouvem, algo bem clássico e que fazem muito bem, onde a mesma é o gancho da segunda faixa do disco chamada Horrordome. A vocalista da banda Fernanda Lira explicou a inspiração da música. “A letra fala da paralisia do sono, onde me inspirei em um documentário que assisti na Netflix chamado The Nightmare onde é bastante interessante entender sobre a paralisia do sono” Mais adiante, comentou sobre a introdução: “Nós colhemos alguns sons que pudessem reproduzir barulhos que as pessoas ouvem quando possuem a paralisia do sono e frases extraídas deste documentário“.

Em seguida, foi apresentada a faixa Never Forget, Never Repeat, primeiro single do disco, no qual foi feito a divulgação para todas as mídias antes do lançamento do disco. Uma música agressiva, rápida e no qual é perceptível a técnica de bateria que é fora do comum. A inspiração para a música é sobre as pessoas que perderam suas vidas por injustiças, guerras, entre outras catástrofes e que mesmo com essas adversidades, o ser humano tem a tendência a continuar a cometer os mesmos erros. Fernanda comentou também que se inspirou em documentários que retratavam as lutas de Martin Luther King, ativista político americano e também sobre os prisioneiros judeus que ficavam nos campos de concentração em Auschwitz, sul da Polônia.

A quarta faixa do é Enslave no qual gostei bastante em relação as viradas que constam na mesma e os riffs de guitarra que são matadores e que deram um up a música. Após a execução, a Fernanda mencionou de onde veio as inspirações para a música, onde o tema central é a escravidão, onde em um contexto geral, o ser humano para sobreviver necessita de realizar diversos meios de exploração e dificilmente, há a devida consciência de reduzir esses recursos em prol das futuras gerações que irão habitar a Terra, e em meio a essa exploração, as necessidades, ficamos a mercê desta escravidão.

Bleedingé mais uma porradaria sem precedentes. Com viradas insanas, riffs corridos e uma voz brutal, tudo se encaixou nesta música. Música essa que foi composta pela guitarrista Prika Amaral, onde mencionou que as inspirações tratam-se dos conflitos que as pessoas enfrentam no cotidiano. “A música fala de um conflito pessoal onde nos dias de hoje ficamos com diversas preocupações na cabeça e também como as coisas acontecem de forma rápida, onde isso gera ansiedade, agonia de que as coisas não estão acontecendo no nosso tempo“.

And Justice For Whom? É bem dinâmica e que imprime uma naturalidade da banda em impor um peso e técnica a música (não é essa como as outras). O refrão é um destaque a parte: bem viciante. A música tem por cunho a luta por justiça, onde por muitas das vezes é distorcida pela sociedade, pelos legisladores e até mesmo pelo próprio judiciário. Por isso que o título questiona o ouvinte: Justiça para quem?

Vultures mostra ser uma música mais cadenciada conciliando o estilo pesado da faixa com os riffs de guitarra que casaram muito bem, além dos solos muito bem elaborados. A música fala de uma certa mania em que certas pessoas tem de olhar, compartilhar vídeos e fotos de cenas de catástrofes de pessoas, fotos de pessoas mortas e afins.

Kill the Silence volta com a pancadaria tradicional da banda. Tem um refrão bastante viciante, bateria sem precedentes e as linhas de baixo ficaram muito bons. Essa música foi o último single divulgado e com videoclipe com uma ótima produção. A música fala sobre o abuso em um contexto geral. A guitarrista Prika Amaral comentou sobre escolher esta música para fazer o clipe, e assim, iniciar a divulgação do novo álbum: “Nós escolhemos esta música para fazermos o clipe pois a consideramos a mais completa em termos de um refrão legal, de um solo legal, de riffs que mais simbolizam o disco para lançar de primeira“.

No Mercy remete bastante ao metal europeu, a bateria quebrando tudo e os solos ficaram impecáveis. Também a considero uma das melhores do álbum, onde pode ser um belo de um cartão de visitas. A faixa fala de um assassino frio, calculista e sem sentimentos.

Raise Your Fist vem também com uma porradaria bem pesada, onde os vocais marcam sua devida presença, dando destaque e a técnica de bateria, música essa também com um ótimo refrão. A música fala sobre ativismo com referencia a grandes personagens da história como Martin Luther King, Mahatma Gandhi entre outros.

Fear, Violence and Massacre não foge muito das características da faixa anterior, uma pegada mais agressiva, direta onde bateria e guitarra mostram sua eficiência e coesão. Ótima música.

Conflict é uma música que retrata, segundo palavras de Prika Amaral sobre o fato das pessoas juntarem recursos financeiros para o futuro e não aproveitarem os momentos presentes, onde mediante a esta atitude, não se sabe se esse futuro irá chegar. Prika participa como backing vocal nesta faixa, onde os vocais dão destaque ao se perceber a diversidade no timbre, algo que vem sendo corriqueiro nas músicas e torna-se o trabalho mais interessante de se ouvir.

Cultura do Estrupo vem com uma pegada bem tradicional da banda, onde é possível perceber mais uma vez o entrosamento de bateria e guitarra nesta música e nela há uma participação mais que especial do João Gordo que dispensa apresentações.

Selfish Battle é a faixa bônus que encerra o álbum e aqui deve-se fazer um destaque ao vocal limpo da Fernanda Lira, algo que não tinha ouvido antes e a Prika causando bastante nos solos muito bem elaborados.

Após a audição no Espaço Som e também ouvindo o álbum durante a realização desta matéria, pode-se perceber que o Nervosa deu um grande passo para a consolidação da banda no cenário do metal brasileiro, ainda mais expandindo seus trabalhos no exterior com shows e turnês. Um álbum bem elaborado, com um processo criativo fora do comum e ainda mais com um sangue novo na banda – me referindo a Luana Dametto – a banda não se acomodou em fazer um simples álbum, aprimorou o som, sem perder sua identidade e como sempre e necessário, abordando temas da sociedade como estupro, escravidão, justiça e igualdade, temas esses que poucas pessoas ou grupos tem coragem de colocar a cara a tapa e expor tudo isso. Parabéns as meninas pelo ótimo trabalho e continuem firmes no trabalho pois o futuro tende a ser promissor.

O Nervosa inicia os trabalhos de divulgação do novo disco com shows no mês de junho: em São Paulo dia 15, Recife no dia 16 e Belo Horizonte no dia 17

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Luciano Piantonni pelo fornecimento das credenciais.

Tracklist:

  1. Intro
  2. Horrordome
  3. Never Forget, Never Repeat
  4. Enslave
  5. Bleeding
  6. … And Justice for Whom?
  7. Vultures
  8. Kill the Silence
  9. No Mercy
  10. Raise Your Fist!
  11. Fear, Violence and Massacre
  12. Conflict
  13. Cultura do Estupro
  14. Selfish Battle

Site Oficial: http://nervosaofficial.com/
Facebook: https://www.facebook.com/femalethrash
Assessoria: https://www.facebook.com/lpmetalpress/ (LP Metal Press)
E-mail: nervosathrash@gmail.com






RESENHA: Angry Voices – Affront

Por Thiago Tavares

Nesta matéria não irei falar de um simples disco, mas sim de uma obra que deve ser ouvida por muitas e muitas vezes, no qual nós, brasileiros, temos que nos encher de orgulho ao ver na praça este e muitos trabalhos do metal nacional de qualidade, onde apenas precisam de maior visibilidade perante o país e ao mundo.

Ao olhar a capa do álbum Angry Voices, o primeiro da banda de Trash/Death Metal Affront, já imaginava que iria ouvir um som interessante, algo de se ouvir o mesmo pelo menos duas vezes, uma seguida da outra (pois quando ouço algo e vejo que é bom, uso esta sistemática). E já na primeira faixa já me surpreendeu bastante.

Scum Of The World já abre os trabalhos do álbum com uma pegada bastante agressiva com os vocais bem rasgados, música objetiva, direta e com violentas distorções.

Em Angry Voices o que domina nesta faixa são as passagens de bateria, alternadas entre simples e o uso de pedaleira dupla, onde até mesmo fazendo-se a junção do ritmo com a bateria, parece que soa com o barulho de uma metralhadora em meio a um campo de guerra, onde sair derrotado da guerra não era válido.

Affront ainda que se dê nome ao álbum da banda, ainda consegue ser a música chiclete, onde inicia-se com um ritmo rápido e traz um envolvimento forte para quem ouve. Ficou até fácil de decorar o refrão e porque não sair cantando?

Conflicts, quarta faixa do álbum é bastante interessante. Nela há variações de riffs melódicos e rápidos, pesados, sem perder as características da banda, fora o trabalho de voz estridente e uma virada de solo que é de tirar o chapéu.

A quinta faixa, intitulada Terra Sem Males (Guerra Guaranitica), instrumental, tem um contexto histórico, na qual retrata em sons melancólicos nos dedilhados do baixo e sons que faz lembrar chocalhos as guerras entre indignas e tropas espanholas e portuguesas durante o Brasil Colônia. Faixa muito bem executada.

Encerrada a faixa, a banda engata para uma faixa mais agressiva e que nos remete para um mix de Trash Metal com ritmos regionais. Mestre do Barro fala da cultura nordestina no qual se exalta em sua a letra a figura de Mestre Vitalino (1909-1963) considerado até hoje um dos maiores escultores da história da arte do barro, onde suas obras são expostas em diversos museus Brasil a fora. É uma faixa bem arrastada onde ainda colocaram um “pandeirinho monstro” no início e no fim da música. Bem original por parte da banda.

Religious Cancer deixa entendido o recado que se passa: a crítica sobre o fanatismo religioso. A faixa contém vocais agressivos e um instrumental alterando entre cadenciado e acelerado.

Under Siege é uma faixa que considero um ponto fora da curva devido ser um som bastante elaborado, uma sintonia perfeita de baixo, guitarra e bateria, fora que esse último tem seus momentos de loucura que se encaixam perfeitamente a música.

Carved In Stone é uma faixa que não é rápida, possui influências de um metal mais raiz onde as vezes, é necessário alternar os ritmos se observado o álbum como um todo. Outra faixa bem interessante

Wartime Conspiracy volta com a pegada original do Affront, onde a música fala da insanidade do ser humano, uma humanidade bem cega acerca dos fatos que ocorrem no mundo e até mesmo no solo, remete-se a tristeza e a melancolia.

Echoes Of The Insanity é mais um instrumental que mistura uma sensação de paz, elementos latinos, algo bem leve e que de longe lembra a banda se em Wartime Conspiracy relatou-se um combate, em Echoes Of The Insanity era hora de contar os mortos e feridos.

E para fechar os trabalhos, Under Siege vem com a participação mais que especial: Marcello Pompeu do Korzus com um som agressivo e forte com vocais bem rasgados.

Para quem não conhece, vale a pena ouvir o trabalho dos caras, no qual pode-se confiar de olhos fechados: irão aprontar bastante com trabalhos de qualidade. Se este álbum foi o cartão de visitar para consolidar, o que dirá então do futuro?

Affront é:
M.Mictian – Baixo
R.Rassan – Guitarra
Oman Oado – Bateria

Contato:
Facebook: facebook.com/affrontmetal/
YouTube: https://goo.gl/3gVWwf






TUPI NAMBHA: A REINVENÇÃO DO METAL USANDO ELEMENTOS HISTÓRICOS DO BRASIL-COLÔNIA E AS TRADIÇÕES DOS POVOS NATIVOS

Por Thiago Tavares

Atualmente, o metal brasileiro vem se reinventando para obter seu espaço no mercado fonográfico brasileiro e mundial e claro que quem tiver uma visão criativa e bem apurada, larga na frente para alavancar o trabalho e assim ter o reconhecimento do público e da crítica especializada.

A banda Tupi Nambha, veio provar que podem fazer um metal totalmente diferente do que se ouve atualmente e vem com uma proposta musical bem diferente, no qual ainda não tinha ouvido antes: o Metal Nativo, que é um movimento dentro do metal brasileiro formado por diversas bandas, mas isso fica para mais a frente.

Na última semana recebi dos demais colaboradores do portal o EP digital da banda, intitulada Invasão Alienígena. A banda formada em Brasília é composta pela dupla Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra), onde o mesmo foi produzido em 2016 e no ano seguinte, ganhou sua versão física com 7 faixas.

O que mais me chamou a atenção do EP é como a banda conseguiu aliar o Metal com elementos-chave da cultura indígena e uma característica é predominante e marcante no trabalho apresentado pelos brasilienses: o uso da língua Tupi em todas as faixas, língua essa utilizada por um povo indígena durante o século XVI que habitavam parte do litoral brasileiro, considerada essa como nossa língua materna.

Passeando pelas faixas, o ouvinte perceberá que vai haver uma mistura coerente de elementos indígenas, sem perder a agressividade do metal e com swing onde pode-se perceber em ”Galdino Pataxó”, onde ao ouvir essa música, pode-se perceber influencias do Mangue Beat, movimento esse que tinha como porta-voz Chico Science a frente da Nação Zumbi. Em “Invasão Alienígena” você se sente que está em uma tribo cantando com os indígenas no início, em meio a uma celebração e que o cacique canta a música, isso em meio as percussões e vocais impecáveis. Já em “Tupi Nambha” é a faixa no qual é feito um verdadeiro mix de percussão desde o Baião, passando pelo samba e demais ritmos musicais brasileiros.

A parte gráfica do CD ficou a cargo do estúdio Fábula Ilustrações, onde demonstra a resistência dos indígenas para aqueles que seriam os futuros colonizadores da Ilha de Vera Cruz.

Vale a pena conferir o trabalho dos caras ainda mais quando se trata de som novo a ser agregado a cena do metal nacional e que entra no grupo do Levante do Metal Nativo, formado pelas bandas Voodoopriest, Armahda, Tamuya Thrash Tribe, Hate Embrace entre outras.

Se estavam procurando uma banda que levantassem as origens do Brasil, sem perder a linha do metal, acabaram de encontrar.

Tupi Nambha é:
– Rogério Delevedove – Guitarra
– Marcos Loiola – Vocal

Músicas:
1 – Invasão Alienígena
2 – Antropofagia
3 – Tribo em Guerra
4 – Tupi Nambha
5 – Galdino Pataxó
6 – Feiticeiro
7 – Ayahuasca

Links
Facebook: https://www.facebook.com/TupiNambhaOficial/?fref=ts
Soundcloud: https://soundcloud.com/user-382595877
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCt4A-bqE9z3Xlp5Xag8WSdA/videos






RESENHA: Angra ØMNI

Por: Rodrigo Paulino

Manos, paremos e pensemos: Uma abertura magistral, clássica, com guitarras que fazem voar, assim começa o novo álbum do Angra, com detalhes que lembram muito os trabalhos anteriores, no entanto, a sempre em ordem voz de Fábio Lione surge de forma que enriqueça com a musica, Light Of Transcedence se encaixa como uma excelente faixa de abertura. Com a presença de um coral tímido que cresce ao fundo, bateria acelerada, com certo peso, nada além da medida, tudo conversa entre si, todos os elementos presentes nessa faixa.

Aliás, algumas faixas possuem um trecho apenas orquestrado, rico e lindo! No final, cada faixa orquestrada se reúne na belíssima Infinite Nothing. Senti como se fosse um mimo e uma recapitulação de todo o álbum.

Em Travelers of time, temos a presença de Rafael Bittencourt, a voz dele vem de forma como já vimos em Secret Garden antes. Mas guardem esse menino… Rafael Bittencourt. É uma música interessante, não é muito complexa, Lione solta suas firulas num bom tempo.

Quando li que o álbum teria Sandy, sim a eterna Maria Chiquinha, a do: “Abre a porta Mariquinha…”, eu achei arriscado, por que? Simples, num mundo onde existe Sharon Den Adel, por que colocar a Sandy? O que tem haver? Bom, primeiro abri minha mente e não criei expectativas, fossem positivas ou negativas. Numa suavidade, começando com ela cantando, imaginei que teríamos ela na faixa inteira, assim como Secret Garden, a musica pega peso e o sonho, o faz de conta vira um pesadelo, pesos na guitarra, Lione surge com a os guturais de Alissa White-Gluz cantando com ele Black Widow’s Web, é um espetáculo, cada parte dessa música, ouvindo com fones, Alissa anda pela sua cabeça de um lado para o outro. Agora vem um detalhe: você se esquece do inicio da musica, porque ela assume um peso junto dos guturais, num dado momento da musica, após um solo instrumental, a musica dá uma quebrada, as vozes se unem, e a força volta com tudo, podemos ouvir os vocais limpos de Alissa bem ao fundo, é um desgraçamento lindo, voltando à paz do início da musica… APROVADISSIMO! TRAGAM SANDY MAIS VEZES TRAGAM ALISSA!

INSANIAAAAAAAAA possui uma refrão poderoso, explosivo! Você ficará dias cantando IN-SANIA-AAAAAA! O coral poderoso está presente nela, seguido de Lione cantando na paz e explodindo de novo, mas depois de um tempo, o refrão se torna grudentinho. Aprecie com moderação.

Agora vem uma das músicas que mais me tocaram, cantada somente pelo Rafael, com uma pegada mais suave, mística, foi uma faixa que me cair em  mim. Sério o instrumental é forte com violões, batuque entre vários outros instrumentos como guizos,  progressivamente ganhando um peso, e a voz desse menino! The Bottom of My Soul emociona muito, existe até um clima meio árabe, antes de um belíssimo solo, é uma faixa que te faz viajar, se emocionar com ela e crescer também. A voz de Rafael é simplesmente hipnotizante nessa canção, você não quer, mas infelizmente ela acaba. Felizmente da mesma forma que começou.

War Horns, eu achava que se tratava de um interlúdio, com uma voz abafada eletrônica, e logo na sequencia ela explode com Lione cantando, rasgando tudo mesmo, e uma musica bem pesada com seu instrumental.

Outra faixa muito boa, um dos quatro destaques que separei para esse álbum foi Caveman, é estranho e parece tudo um caos, entrando num estilo de instrumental em tons tribais e os caras cantando: OLHA O MACACO NA ARVORE/FORMOSO NAQUEL GALHO/ONDE QUE EU NÃO TÔ VENDO?/ EMBAIXO DAQUELA FLOR/ QUEM QUER MATAR O DIABO/ ATIRE A PRIMEIRA PEDRA. De repente entra Lione cantando com uma naturalidade, as batidas dessa musica são bem envolventes, mas com um certo peso presente, uma clara visão e reflexão sobre a sociedade presente nessa canção.

Em Magic Mirror, temos uma musica bem forte, com um instrumental trágico, porém sereno, na parte de solo instrumental, você chega a viajar, mais uma parte que entra para o gran finale instrumental. Após isso a musica volta com tudo, com toda a força e termina de forma serena.

Always more acaba sendo uma musica mais tranquilinha do álbum, apenas com Lione cantnado e acordes de guitarra, violão, é algo que me lembra alguma outra musica de outras eras, lembra um pouco Creed os acordes. Mas no fundo me lembrou muito sertanejo/ country. É uma boa musica, sem duvida algum, diferente.

Silence inside é o quarto destaque, uma musica sensacional, rica em detalhes, distorções, pesos, e no fim dela reina a paz, progressivamente, com os violões e baixos, bateria rítmica, batida leve nos pratos, e ela vai dando um fade que vai te guiando até….

Infinite Nothing, possui todo seu charme, passando pelas notas de todas as musicas, uma orquestra maravilhosa, acho interessante o acabamento dessa faixa, pois você sente a orquestra tocando ali na sua frente, a acústica é perfeita. O faz de conta de Black Widow’s Web é encantador. Essa faixa cresce como mágica em seus ouvidos, te leva numa viagem a cada detalhe, como se vocês estivesse no final de um filme no cinema e os créditos subindo. Sinceramente, estou arrepiado, é uma sensação que se repete desde que ouvi pela primeira vez esse álbum.

ØMNI é o 9º álbum dos caras do Angra, é um álbum empolgante, flertando um pouco das experiências mais antigas e trazendo novidades para a banda, o ouvinte não se sente incomodado com absolutamente nada, é harmonioso e muito bem-vindo.

ØMNI: Track-List
1. Light of Transcendence
2. Travelers of Time
3. Black Widow’s Web (feat. Alissa White-Gluz & Sandy)
4. Insania
5. The Bottom of My Soul
6. Warn Horns (feat. Kiko Loureiro)
7. Caveman
8. Magic Mirror
9. Always More
10. ØMNI – Silence Inside
11. ØMNI – Infinite Nothing

Links relacionados:
https://www.facebook.com/toplinkmusicoficial/
https://www.facebook.com/AngraOfficialPage






Resenha: Banda Clearview lança seu novo álbum: Absolute Madness

Por Silvia Sant’anna

O Clearview uma das bandas mais antigas da cena hardcore e punk paulistana, que já possui uma grande trajetória, formada desde 2002, lançou recentemente seu novo álbum o Absolute Madness.

Foi convidado o produtor musical Nick Jett, o qual assina atualmente excelente produções tais como Terror, Backtrack, Bitter End, Rotting Out entre outros para mais uma empreitada . Além de Nick Jett comandando a produção, foram convidados para participar desse disco duas figuras ilustres do hardcore norte americano: Scott Vogel (Terror/World Be Free) na música No Good Game e David Wood (Down to Tonight) na Make it Right faixa 8 do álbum.

A embalagem do CD é em digipack, sua ilustração retrata bem ao próprio nome do álbum, Absolute Madness (loucura absoluta), e essa incrível arte ficou por conta do ilustrador Bill Hauser, veterano da cena metal norte americana e responsável por algumas capas conhecidas como Ralph Maccio, Hirax, Energy entre outras.

Formada atualmente por Rick Pellario (vocal), Caio Turim (guitarra), Felipe Gila (guitarra), Thiago Dantas (baixo) e Henrique Pucci (bateria), este disco contém 11 músicas para amantes do hardcore clássico com muito groove na bateria e riffs alucinantes. É o tipo de disco que você não conseguirá ouvir e ficar parado mesmo! Para fãs de Suicidal Tendencies, Madball, Terror e Cro Mags.

Ah! E já tem novidade fresquinha do novo álbum, a música Break The Trap teve seu clipe lançado dia 14 de novembro, e foi gravado em Nova York, EUA. Vale a pena conferir!

Link do clipe Break The Trap:

 Mais informações:
https://www.instagram.com/clearviewsphc/
https://www.facebook.com/clearviewsphc/






RESENHA: SHADOWSIDE – SHADES OF HUMANITY

Por Rodrigo Paulino

The wait is over! Na espera do quarto álbum da banda, depois de 5 anos, está recém tirado do forno um álbum recheado de músicas com guitarras pesadas de Raphael Mattos, Fabio Buitvidas na bateria, Magnus Rosén no baixo e a característica e marcante voz de Dani Nolden.

Posso sem a menor dúvida dizer que este é um álbum emblemático e marcante da banda. Não é um mais do mesmo, a banda nunca foi, mas este está mais marcante, tem uma pegada diferente na melodia. As letras estão bem carregadas, pois tratam de assuntos como  depressão, superação, desastres naturais como o ocorrido em Mariana – MG, os valores da humanidade.

As faixas de abertura possuem a identidade musical da banda impressa em seu peso, no entanto, podemos notar o quão versátil é a voz de Dani, é como se ela se dividisse em três pessoas diferentes nas três primeiras faixas. Em The Fall notamos um coro back vocal no refrão, já em Beast Inside a musica conta com um vocal mais pesado e melismas no decorrer dela, unido ao peso, depois uma pegada mais leve e moderna em What If, o vocal varia um vocal limpo e algo mais carregado e rápido.

Acaba sendo difícil escolher uma favorita, queria deixar registrado a minha admiração por esse trabalho, no que se refere à vocalista, versatilidade marcante onde ela muda o tom da voz de algo tranquilo para o agressivo em um piscar de olhos, isso se torna mais evidente em Insidious me. Uma música que não desaponta em nada quem curte um peso.

Stream of shame carrega uma característica que eu chamo de queda livre: a música segue um rítimo como se seguisse em frente, de repente ela despenca, é algo tão bom isso nos fones de ouvido que você se sente realmente em uma queda, respire nessa faixa.

A faixa Drifter é interessante, onde um sintetizador ganha destaque e vai alternando com a guitarra e bateria. É uma faixa muito interessante, é agitada e temos pelos menos umas três variações de vocal, um solo, uma pegada moderna e ao mesmo tempo dos 80, lembrando algo da trilha sonora de Tron. O mais legal é no finalzinho a guitarra acompanhando a voz e depois dominando tudo, uma das minhas faixas favoritas.

O que é muito legal, é que quando chega a ultima faixa, vemos uma musica que é diferente de tudo que você ouviu no álbum inteiro, a faixa Alive começa tão tranquila que você acha que colocaram ali por engano, mas vai por mim, é emocionante, a musica possui uma atmosfera pesada, apenas com o sintetizador e em pontos ela vai passando por cada passo que você deu ouvindo o álbum. Aliás, Alive possui um clipe muito bom, dirigido pelo diretor Daniel Stilling, ninguém menos que o diretor de Criminal Minds, série de tv que também recomendo. O clipe consegue captar os momentos mais perturbadores e obscuros das séries e filmes dirigidos por Daniel, clipe com cara de episodio de seriado.Confira:

O que dizer deste álbum mal ouvi e já considero pacas? É um salto na carreira da banda, um álbum onde podemos ter uma amplitude do vocal e a instrumentação que nunca deixaram a desejar, é o famoso: “O que é bom pode ficar ainda melhor”, mas neste caso: “O que é melhor pode ficar ainda mais surpreendente”.

Minha nota? 10/10






Resenha: confira mais uma ótima avaliação do primeiro trabalho da Odysseya

Por Silvio Pasquim

Os fãs do Angra e congêneres irão se regozijar com o som destes garotos da ODYSSEYA. Vinda de Santa Catarina, a banda estreia muito bem com o seu EP “In Media Res”, lançado pela MS Metal Records, e que já vem recebendo muitos outros elogios por ai.

Os rapazes não tentam reinventar a roda, muito pelo contrário, pois apostam seguro no que sabem fazer melhor: Power Metal, com inserções progressivas e elementos brasileiros. Ou seja, nada que o Angra já não tenha feito, mas aqui eles se saem tão bem, a coisa toda é tão sincera, que você acaba deixando passar os diversos clichês do gênero. A produção é eficaz, sendo o principal ponto alto desta obra, já que, pra este segmento, é fundamental que tudo soe muito bem. Como destaques, escute sem medo “Edge of The Blade” e “Odysseya (In Media Res)”, sendo a segunda a melhor da bolachinha.

Mais um grande acerto do pessoal da MS Metal Records! Espero que não tardem em vir com um disco completo, pois neste aqui, passaram no teste da estreia com louvor.






Resenha: Ponto ZerØ destaca o primeiro álbum da banda Dying Suffocation

Por Silvio Pasquim

Mais um trabalho de peso chega aqui na redação, e que atende pelo título de “In The Darkness Of The Lost Forest”, lançado pela banda sulista DYING SUFFOCATION.

O estilo praticado aqui é o Doom Metal, com breves inserções de elementos extraídos do Death Metal old school. A produção sonora é refinada, tanto quanto a arte da capa, composta pelo renomado Marcelo Vasco (Slayer, Machine Head, Soulfly). Contando com composições arrastadas e letras envolventes, o DYING SUFFOCATION nos traz um disco extremamente bem finalizado e que pode agradar até aos amantes do Metalmais extremista, sem sombra de dúvidas. “When I Die” é a melhor dentre todas, mas confira o álbum na íntegra, pois todas as músicas meio que se interligam, formando a primeira parte de uma estória, que será narrada ainda por mais dois futuros trabalhos.

DYING SUFFOCATION nos foi apresentado pelo pessoal da sua atual gravadora, que por sinal, é uma das maiores que ainda existem no país. Então, é de se esperar que os próximos capítulos desta saga não tardem a vir, conhecendo a luz do dia. Recomendado.






Resenha: primeiro álbum do Infector Cell é avaliado pelo redator Silvio Pasquim

Por Silvio Pasquim

Porrada desenfreada na orelha! Chega a ser assustador o tamanho do poder de fogo destes paulistas do INFECTOR CELL, neste seu primeiro registro full lenght, intitulado “Cultura Suicida”.

O estilo praticado é o Thrash/Death Metal, então espere por uma audição extremamente frenética, que mal dá algum espaço para se respirar. Tudo aqui é feito com muita competência, dentro de uma produção eficiente e que mantém um tom rústico evidente, sempre necessário para álbuns deste segmento. Outro ponto alto é o entrosamento dos músicos, o que garante mais peso e coesão ao produto final aqui apresentado, então, prepare-se pra bater muita cabeça ao som de “Reino do Caos”, “Gritos de Agonia” “Enganos Voluntários”.

Agora contando com o suporte de uma das principais gravadoras do país, o INFECTOR CELL pode despontar como um dos principais representantes do nossounderground. Muito bom!






Resenha: primeiro álbum do Hellpath continua despontando no Brasil

Por Silvio Pasquim

Metal classudo e extremamente competente, a nós apresentado pela MS Metal Records, que tem lançado ótimas novas bandas nacionais de uns anos pra cá. Então, este primeiro trabalho do HELLPATH“Through The Paths Of Hell”, garante boas doses de peso, riffs cortantes e um vocalista que segura a onda, sem deixar o nível da audição cair.

A regra aqui é praticar um Metal sem firulas, ora moderno, ora pendendo mais para o tradicionalismo do estilo, o que pode vir a agradar gregos e troianos mundo a fora. A produção é competente, as composições trilham seu curso com alguns usos de clichês, e os valores individuais dos músicos completam a trinca que solidifica a obra. Como já mencionado, a versatilidade do vocalista Thiago Müller salta aos ouvidos, principalmente quando ele se vale dos vocais agressivos para passar sua mensagem. Vale também como menção, o trabalho dos guitarristas Richard Felix e Rafael Neves, ambos responsáveis pela eficácia de músicas como “Underworld”, “The Chamber” e “Caged In A Blackened Future”.

HELLPATH com este disco desponta como uma das revelações brasileiras de 2017. Vale a pena ficar atento aos trabalhos desta banda, pois conseguiram tirar um som de gente grande já na sua estreia.