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RESENHA: Angry Voices – Affront

Por Thiago Tavares

Nesta matéria não irei falar de um simples disco, mas sim de uma obra que deve ser ouvida por muitas e muitas vezes, no qual nós, brasileiros, temos que nos encher de orgulho ao ver na praça este e muitos trabalhos do metal nacional de qualidade, onde apenas precisam de maior visibilidade perante o país e ao mundo.

Ao olhar a capa do álbum Angry Voices, o primeiro da banda de Trash/Death Metal Affront, já imaginava que iria ouvir um som interessante, algo de se ouvir o mesmo pelo menos duas vezes, uma seguida da outra (pois quando ouço algo e vejo que é bom, uso esta sistemática). E já na primeira faixa já me surpreendeu bastante.

Scum Of The World já abre os trabalhos do álbum com uma pegada bastante agressiva com os vocais bem rasgados, música objetiva, direta e com violentas distorções.

Em Angry Voices o que domina nesta faixa são as passagens de bateria, alternadas entre simples e o uso de pedaleira dupla, onde até mesmo fazendo-se a junção do ritmo com a bateria, parece que soa com o barulho de uma metralhadora em meio a um campo de guerra, onde sair derrotado da guerra não era válido.

Affront ainda que se dê nome ao álbum da banda, ainda consegue ser a música chiclete, onde inicia-se com um ritmo rápido e traz um envolvimento forte para quem ouve. Ficou até fácil de decorar o refrão e porque não sair cantando?

Conflicts, quarta faixa do álbum é bastante interessante. Nela há variações de riffs melódicos e rápidos, pesados, sem perder as características da banda, fora o trabalho de voz estridente e uma virada de solo que é de tirar o chapéu.

A quinta faixa, intitulada Terra Sem Males (Guerra Guaranitica), instrumental, tem um contexto histórico, na qual retrata em sons melancólicos nos dedilhados do baixo e sons que faz lembrar chocalhos as guerras entre indignas e tropas espanholas e portuguesas durante o Brasil Colônia. Faixa muito bem executada.

Encerrada a faixa, a banda engata para uma faixa mais agressiva e que nos remete para um mix de Trash Metal com ritmos regionais. Mestre do Barro fala da cultura nordestina no qual se exalta em sua a letra a figura de Mestre Vitalino (1909-1963) considerado até hoje um dos maiores escultores da história da arte do barro, onde suas obras são expostas em diversos museus Brasil a fora. É uma faixa bem arrastada onde ainda colocaram um “pandeirinho monstro” no início e no fim da música. Bem original por parte da banda.

Religious Cancer deixa entendido o recado que se passa: a crítica sobre o fanatismo religioso. A faixa contém vocais agressivos e um instrumental alterando entre cadenciado e acelerado.

Under Siege é uma faixa que considero um ponto fora da curva devido ser um som bastante elaborado, uma sintonia perfeita de baixo, guitarra e bateria, fora que esse último tem seus momentos de loucura que se encaixam perfeitamente a música.

Carved In Stone é uma faixa que não é rápida, possui influências de um metal mais raiz onde as vezes, é necessário alternar os ritmos se observado o álbum como um todo. Outra faixa bem interessante

Wartime Conspiracy volta com a pegada original do Affront, onde a música fala da insanidade do ser humano, uma humanidade bem cega acerca dos fatos que ocorrem no mundo e até mesmo no solo, remete-se a tristeza e a melancolia.

Echoes Of The Insanity é mais um instrumental que mistura uma sensação de paz, elementos latinos, algo bem leve e que de longe lembra a banda se em Wartime Conspiracy relatou-se um combate, em Echoes Of The Insanity era hora de contar os mortos e feridos.

E para fechar os trabalhos, Under Siege vem com a participação mais que especial: Marcello Pompeu do Korzus com um som agressivo e forte com vocais bem rasgados.

Para quem não conhece, vale a pena ouvir o trabalho dos caras, no qual pode-se confiar de olhos fechados: irão aprontar bastante com trabalhos de qualidade. Se este álbum foi o cartão de visitar para consolidar, o que dirá então do futuro?

Affront é:
M.Mictian – Baixo
R.Rassan – Guitarra
Oman Oado – Bateria

Contato:
Facebook: facebook.com/affrontmetal/
YouTube: https://goo.gl/3gVWwf

TUPI NAMBHA: A REINVENÇÃO DO METAL USANDO ELEMENTOS HISTÓRICOS DO BRASIL-COLÔNIA E AS TRADIÇÕES DOS POVOS NATIVOS

Por Thiago Tavares

Atualmente, o metal brasileiro vem se reinventando para obter seu espaço no mercado fonográfico brasileiro e mundial e claro que quem tiver uma visão criativa e bem apurada, larga na frente para alavancar o trabalho e assim ter o reconhecimento do público e da crítica especializada.

A banda Tupi Nambha, veio provar que podem fazer um metal totalmente diferente do que se ouve atualmente e vem com uma proposta musical bem diferente, no qual ainda não tinha ouvido antes: o Metal Nativo, que é um movimento dentro do metal brasileiro formado por diversas bandas, mas isso fica para mais a frente.

Na última semana recebi dos demais colaboradores do portal o EP digital da banda, intitulada Invasão Alienígena. A banda formada em Brasília é composta pela dupla Marcos Loiola (vocal) e Rogério Delevedove (guitarra), onde o mesmo foi produzido em 2016 e no ano seguinte, ganhou sua versão física com 7 faixas.

O que mais me chamou a atenção do EP é como a banda conseguiu aliar o Metal com elementos-chave da cultura indígena e uma característica é predominante e marcante no trabalho apresentado pelos brasilienses: o uso da língua Tupi em todas as faixas, língua essa utilizada por um povo indígena durante o século XVI que habitavam parte do litoral brasileiro, considerada essa como nossa língua materna.

Passeando pelas faixas, o ouvinte perceberá que vai haver uma mistura coerente de elementos indígenas, sem perder a agressividade do metal e com swing onde pode-se perceber em ”Galdino Pataxó”, onde ao ouvir essa música, pode-se perceber influencias do Mangue Beat, movimento esse que tinha como porta-voz Chico Science a frente da Nação Zumbi. Em “Invasão Alienígena” você se sente que está em uma tribo cantando com os indígenas no início, em meio a uma celebração e que o cacique canta a música, isso em meio as percussões e vocais impecáveis. Já em “Tupi Nambha” é a faixa no qual é feito um verdadeiro mix de percussão desde o Baião, passando pelo samba e demais ritmos musicais brasileiros.

A parte gráfica do CD ficou a cargo do estúdio Fábula Ilustrações, onde demonstra a resistência dos indígenas para aqueles que seriam os futuros colonizadores da Ilha de Vera Cruz.

Vale a pena conferir o trabalho dos caras ainda mais quando se trata de som novo a ser agregado a cena do metal nacional e que entra no grupo do Levante do Metal Nativo, formado pelas bandas Voodoopriest, Armahda, Tamuya Thrash Tribe, Hate Embrace entre outras.

Se estavam procurando uma banda que levantassem as origens do Brasil, sem perder a linha do metal, acabaram de encontrar.

Tupi Nambha é:
– Rogério Delevedove – Guitarra
– Marcos Loiola – Vocal

Músicas:
1 – Invasão Alienígena
2 – Antropofagia
3 – Tribo em Guerra
4 – Tupi Nambha
5 – Galdino Pataxó
6 – Feiticeiro
7 – Ayahuasca

Links
Facebook: https://www.facebook.com/TupiNambhaOficial/?fref=ts
Soundcloud: https://soundcloud.com/user-382595877
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCt4A-bqE9z3Xlp5Xag8WSdA/videos

RESENHA: Angra ØMNI

Por: Rodrigo Paulino

Manos, paremos e pensemos: Uma abertura magistral, clássica, com guitarras que fazem voar, assim começa o novo álbum do Angra, com detalhes que lembram muito os trabalhos anteriores, no entanto, a sempre em ordem voz de Fábio Lione surge de forma que enriqueça com a musica, Light Of Transcedence se encaixa como uma excelente faixa de abertura. Com a presença de um coral tímido que cresce ao fundo, bateria acelerada, com certo peso, nada além da medida, tudo conversa entre si, todos os elementos presentes nessa faixa.

Aliás, algumas faixas possuem um trecho apenas orquestrado, rico e lindo! No final, cada faixa orquestrada se reúne na belíssima Infinite Nothing. Senti como se fosse um mimo e uma recapitulação de todo o álbum.

Em Travelers of time, temos a presença de Rafael Bittencourt, a voz dele vem de forma como já vimos em Secret Garden antes. Mas guardem esse menino… Rafael Bittencourt. É uma música interessante, não é muito complexa, Lione solta suas firulas num bom tempo.

Quando li que o álbum teria Sandy, sim a eterna Maria Chiquinha, a do: “Abre a porta Mariquinha…”, eu achei arriscado, por que? Simples, num mundo onde existe Sharon Den Adel, por que colocar a Sandy? O que tem haver? Bom, primeiro abri minha mente e não criei expectativas, fossem positivas ou negativas. Numa suavidade, começando com ela cantando, imaginei que teríamos ela na faixa inteira, assim como Secret Garden, a musica pega peso e o sonho, o faz de conta vira um pesadelo, pesos na guitarra, Lione surge com a os guturais de Alissa White-Gluz cantando com ele Black Widow’s Web, é um espetáculo, cada parte dessa música, ouvindo com fones, Alissa anda pela sua cabeça de um lado para o outro. Agora vem um detalhe: você se esquece do inicio da musica, porque ela assume um peso junto dos guturais, num dado momento da musica, após um solo instrumental, a musica dá uma quebrada, as vozes se unem, e a força volta com tudo, podemos ouvir os vocais limpos de Alissa bem ao fundo, é um desgraçamento lindo, voltando à paz do início da musica… APROVADISSIMO! TRAGAM SANDY MAIS VEZES TRAGAM ALISSA!

INSANIAAAAAAAAA possui uma refrão poderoso, explosivo! Você ficará dias cantando IN-SANIA-AAAAAA! O coral poderoso está presente nela, seguido de Lione cantando na paz e explodindo de novo, mas depois de um tempo, o refrão se torna grudentinho. Aprecie com moderação.

Agora vem uma das músicas que mais me tocaram, cantada somente pelo Rafael, com uma pegada mais suave, mística, foi uma faixa que me cair em  mim. Sério o instrumental é forte com violões, batuque entre vários outros instrumentos como guizos,  progressivamente ganhando um peso, e a voz desse menino! The Bottom of My Soul emociona muito, existe até um clima meio árabe, antes de um belíssimo solo, é uma faixa que te faz viajar, se emocionar com ela e crescer também. A voz de Rafael é simplesmente hipnotizante nessa canção, você não quer, mas infelizmente ela acaba. Felizmente da mesma forma que começou.

War Horns, eu achava que se tratava de um interlúdio, com uma voz abafada eletrônica, e logo na sequencia ela explode com Lione cantando, rasgando tudo mesmo, e uma musica bem pesada com seu instrumental.

Outra faixa muito boa, um dos quatro destaques que separei para esse álbum foi Caveman, é estranho e parece tudo um caos, entrando num estilo de instrumental em tons tribais e os caras cantando: OLHA O MACACO NA ARVORE/FORMOSO NAQUEL GALHO/ONDE QUE EU NÃO TÔ VENDO?/ EMBAIXO DAQUELA FLOR/ QUEM QUER MATAR O DIABO/ ATIRE A PRIMEIRA PEDRA. De repente entra Lione cantando com uma naturalidade, as batidas dessa musica são bem envolventes, mas com um certo peso presente, uma clara visão e reflexão sobre a sociedade presente nessa canção.

Em Magic Mirror, temos uma musica bem forte, com um instrumental trágico, porém sereno, na parte de solo instrumental, você chega a viajar, mais uma parte que entra para o gran finale instrumental. Após isso a musica volta com tudo, com toda a força e termina de forma serena.

Always more acaba sendo uma musica mais tranquilinha do álbum, apenas com Lione cantnado e acordes de guitarra, violão, é algo que me lembra alguma outra musica de outras eras, lembra um pouco Creed os acordes. Mas no fundo me lembrou muito sertanejo/ country. É uma boa musica, sem duvida algum, diferente.

Silence inside é o quarto destaque, uma musica sensacional, rica em detalhes, distorções, pesos, e no fim dela reina a paz, progressivamente, com os violões e baixos, bateria rítmica, batida leve nos pratos, e ela vai dando um fade que vai te guiando até….

Infinite Nothing, possui todo seu charme, passando pelas notas de todas as musicas, uma orquestra maravilhosa, acho interessante o acabamento dessa faixa, pois você sente a orquestra tocando ali na sua frente, a acústica é perfeita. O faz de conta de Black Widow’s Web é encantador. Essa faixa cresce como mágica em seus ouvidos, te leva numa viagem a cada detalhe, como se vocês estivesse no final de um filme no cinema e os créditos subindo. Sinceramente, estou arrepiado, é uma sensação que se repete desde que ouvi pela primeira vez esse álbum.

ØMNI é o 9º álbum dos caras do Angra, é um álbum empolgante, flertando um pouco das experiências mais antigas e trazendo novidades para a banda, o ouvinte não se sente incomodado com absolutamente nada, é harmonioso e muito bem-vindo.

ØMNI: Track-List
1. Light of Transcendence
2. Travelers of Time
3. Black Widow’s Web (feat. Alissa White-Gluz & Sandy)
4. Insania
5. The Bottom of My Soul
6. Warn Horns (feat. Kiko Loureiro)
7. Caveman
8. Magic Mirror
9. Always More
10. ØMNI – Silence Inside
11. ØMNI – Infinite Nothing

Links relacionados:
https://www.facebook.com/toplinkmusicoficial/
https://www.facebook.com/AngraOfficialPage

Resenha: Banda Clearview lança seu novo álbum: Absolute Madness

Por Silvia Sant’anna

O Clearview uma das bandas mais antigas da cena hardcore e punk paulistana, que já possui uma grande trajetória, formada desde 2002, lançou recentemente seu novo álbum o Absolute Madness.

Foi convidado o produtor musical Nick Jett, o qual assina atualmente excelente produções tais como Terror, Backtrack, Bitter End, Rotting Out entre outros para mais uma empreitada . Além de Nick Jett comandando a produção, foram convidados para participar desse disco duas figuras ilustres do hardcore norte americano: Scott Vogel (Terror/World Be Free) na música No Good Game e David Wood (Down to Tonight) na Make it Right faixa 8 do álbum.

A embalagem do CD é em digipack, sua ilustração retrata bem ao próprio nome do álbum, Absolute Madness (loucura absoluta), e essa incrível arte ficou por conta do ilustrador Bill Hauser, veterano da cena metal norte americana e responsável por algumas capas conhecidas como Ralph Maccio, Hirax, Energy entre outras.

Formada atualmente por Rick Pellario (vocal), Caio Turim (guitarra), Felipe Gila (guitarra), Thiago Dantas (baixo) e Henrique Pucci (bateria), este disco contém 11 músicas para amantes do hardcore clássico com muito groove na bateria e riffs alucinantes. É o tipo de disco que você não conseguirá ouvir e ficar parado mesmo! Para fãs de Suicidal Tendencies, Madball, Terror e Cro Mags.

Ah! E já tem novidade fresquinha do novo álbum, a música Break The Trap teve seu clipe lançado dia 14 de novembro, e foi gravado em Nova York, EUA. Vale a pena conferir!

Link do clipe Break The Trap:

 Mais informações:
https://www.instagram.com/clearviewsphc/
https://www.facebook.com/clearviewsphc/

RESENHA: SHADOWSIDE – SHADES OF HUMANITY

Por Rodrigo Paulino

The wait is over! Na espera do quarto álbum da banda, depois de 5 anos, está recém tirado do forno um álbum recheado de músicas com guitarras pesadas de Raphael Mattos, Fabio Buitvidas na bateria, Magnus Rosén no baixo e a característica e marcante voz de Dani Nolden.

Posso sem a menor dúvida dizer que este é um álbum emblemático e marcante da banda. Não é um mais do mesmo, a banda nunca foi, mas este está mais marcante, tem uma pegada diferente na melodia. As letras estão bem carregadas, pois tratam de assuntos como  depressão, superação, desastres naturais como o ocorrido em Mariana – MG, os valores da humanidade.

As faixas de abertura possuem a identidade musical da banda impressa em seu peso, no entanto, podemos notar o quão versátil é a voz de Dani, é como se ela se dividisse em três pessoas diferentes nas três primeiras faixas. Em The Fall notamos um coro back vocal no refrão, já em Beast Inside a musica conta com um vocal mais pesado e melismas no decorrer dela, unido ao peso, depois uma pegada mais leve e moderna em What If, o vocal varia um vocal limpo e algo mais carregado e rápido.

Acaba sendo difícil escolher uma favorita, queria deixar registrado a minha admiração por esse trabalho, no que se refere à vocalista, versatilidade marcante onde ela muda o tom da voz de algo tranquilo para o agressivo em um piscar de olhos, isso se torna mais evidente em Insidious me. Uma música que não desaponta em nada quem curte um peso.

Stream of shame carrega uma característica que eu chamo de queda livre: a música segue um rítimo como se seguisse em frente, de repente ela despenca, é algo tão bom isso nos fones de ouvido que você se sente realmente em uma queda, respire nessa faixa.

A faixa Drifter é interessante, onde um sintetizador ganha destaque e vai alternando com a guitarra e bateria. É uma faixa muito interessante, é agitada e temos pelos menos umas três variações de vocal, um solo, uma pegada moderna e ao mesmo tempo dos 80, lembrando algo da trilha sonora de Tron. O mais legal é no finalzinho a guitarra acompanhando a voz e depois dominando tudo, uma das minhas faixas favoritas.

O que é muito legal, é que quando chega a ultima faixa, vemos uma musica que é diferente de tudo que você ouviu no álbum inteiro, a faixa Alive começa tão tranquila que você acha que colocaram ali por engano, mas vai por mim, é emocionante, a musica possui uma atmosfera pesada, apenas com o sintetizador e em pontos ela vai passando por cada passo que você deu ouvindo o álbum. Aliás, Alive possui um clipe muito bom, dirigido pelo diretor Daniel Stilling, ninguém menos que o diretor de Criminal Minds, série de tv que também recomendo. O clipe consegue captar os momentos mais perturbadores e obscuros das séries e filmes dirigidos por Daniel, clipe com cara de episodio de seriado.Confira:

O que dizer deste álbum mal ouvi e já considero pacas? É um salto na carreira da banda, um álbum onde podemos ter uma amplitude do vocal e a instrumentação que nunca deixaram a desejar, é o famoso: “O que é bom pode ficar ainda melhor”, mas neste caso: “O que é melhor pode ficar ainda mais surpreendente”.

Minha nota? 10/10

Resenha: confira mais uma ótima avaliação do primeiro trabalho da Odysseya

Por Silvio Pasquim

Os fãs do Angra e congêneres irão se regozijar com o som destes garotos da ODYSSEYA. Vinda de Santa Catarina, a banda estreia muito bem com o seu EP “In Media Res”, lançado pela MS Metal Records, e que já vem recebendo muitos outros elogios por ai.

Os rapazes não tentam reinventar a roda, muito pelo contrário, pois apostam seguro no que sabem fazer melhor: Power Metal, com inserções progressivas e elementos brasileiros. Ou seja, nada que o Angra já não tenha feito, mas aqui eles se saem tão bem, a coisa toda é tão sincera, que você acaba deixando passar os diversos clichês do gênero. A produção é eficaz, sendo o principal ponto alto desta obra, já que, pra este segmento, é fundamental que tudo soe muito bem. Como destaques, escute sem medo “Edge of The Blade” e “Odysseya (In Media Res)”, sendo a segunda a melhor da bolachinha.

Mais um grande acerto do pessoal da MS Metal Records! Espero que não tardem em vir com um disco completo, pois neste aqui, passaram no teste da estreia com louvor.

Resenha: Ponto ZerØ destaca o primeiro álbum da banda Dying Suffocation

Por Silvio Pasquim

Mais um trabalho de peso chega aqui na redação, e que atende pelo título de “In The Darkness Of The Lost Forest”, lançado pela banda sulista DYING SUFFOCATION.

O estilo praticado aqui é o Doom Metal, com breves inserções de elementos extraídos do Death Metal old school. A produção sonora é refinada, tanto quanto a arte da capa, composta pelo renomado Marcelo Vasco (Slayer, Machine Head, Soulfly). Contando com composições arrastadas e letras envolventes, o DYING SUFFOCATION nos traz um disco extremamente bem finalizado e que pode agradar até aos amantes do Metalmais extremista, sem sombra de dúvidas. “When I Die” é a melhor dentre todas, mas confira o álbum na íntegra, pois todas as músicas meio que se interligam, formando a primeira parte de uma estória, que será narrada ainda por mais dois futuros trabalhos.

DYING SUFFOCATION nos foi apresentado pelo pessoal da sua atual gravadora, que por sinal, é uma das maiores que ainda existem no país. Então, é de se esperar que os próximos capítulos desta saga não tardem a vir, conhecendo a luz do dia. Recomendado.

Resenha: primeiro álbum do Infector Cell é avaliado pelo redator Silvio Pasquim

Por Silvio Pasquim

Porrada desenfreada na orelha! Chega a ser assustador o tamanho do poder de fogo destes paulistas do INFECTOR CELL, neste seu primeiro registro full lenght, intitulado “Cultura Suicida”.

O estilo praticado é o Thrash/Death Metal, então espere por uma audição extremamente frenética, que mal dá algum espaço para se respirar. Tudo aqui é feito com muita competência, dentro de uma produção eficiente e que mantém um tom rústico evidente, sempre necessário para álbuns deste segmento. Outro ponto alto é o entrosamento dos músicos, o que garante mais peso e coesão ao produto final aqui apresentado, então, prepare-se pra bater muita cabeça ao som de “Reino do Caos”, “Gritos de Agonia” “Enganos Voluntários”.

Agora contando com o suporte de uma das principais gravadoras do país, o INFECTOR CELL pode despontar como um dos principais representantes do nossounderground. Muito bom!

Resenha: primeiro álbum do Hellpath continua despontando no Brasil

Por Silvio Pasquim

Metal classudo e extremamente competente, a nós apresentado pela MS Metal Records, que tem lançado ótimas novas bandas nacionais de uns anos pra cá. Então, este primeiro trabalho do HELLPATH“Through The Paths Of Hell”, garante boas doses de peso, riffs cortantes e um vocalista que segura a onda, sem deixar o nível da audição cair.

A regra aqui é praticar um Metal sem firulas, ora moderno, ora pendendo mais para o tradicionalismo do estilo, o que pode vir a agradar gregos e troianos mundo a fora. A produção é competente, as composições trilham seu curso com alguns usos de clichês, e os valores individuais dos músicos completam a trinca que solidifica a obra. Como já mencionado, a versatilidade do vocalista Thiago Müller salta aos ouvidos, principalmente quando ele se vale dos vocais agressivos para passar sua mensagem. Vale também como menção, o trabalho dos guitarristas Richard Felix e Rafael Neves, ambos responsáveis pela eficácia de músicas como “Underworld”, “The Chamber” e “Caged In A Blackened Future”.

HELLPATH com este disco desponta como uma das revelações brasileiras de 2017. Vale a pena ficar atento aos trabalhos desta banda, pois conseguiram tirar um som de gente grande já na sua estreia.

Melanie Klain: álbum “Análise do Caos” é lançado nesse dia 13 de julho em comemoração ao Dia Mundial do Rock

Melanie Klain: álbum “Análise do Caos” é lançado nesse dia 13 de julho em comemoração ao Dia Mundial do Rock

 

Para muitos, o dia do Rock é todos os dias, mas para a carreira da banda Melanie Klain, esse dia é agora bem mais especial. Os paulistas de Mococa oficializaram hoje o lançamento do primeiro álbum da carreia. Intitulado “Análise do Caos”, ele já nasce com uma grande expectativa por parte do público e imprensa.

Considerados por muitos uma das grandes revelações do Metal nacional em 2016, a banda, após vários meses de trabalho na produção, arte e prensagem, disponibilizou através de suas redes sociais a informação que o material físico está disponível para compra.

Um adendo importante a se ressaltar é a qualidade lírica do disco. O conceito central é abordar a passividade da sociedade brasileira sobre a corrupção escancarada dos nossos políticos.

O trabalho foi produzido e masterizado pela própria banda e junto do produtor do Setestudio, Fábio Dias. A capa foi desenhada por Carol Melo Navarro e, a arte interna do encarte, por Paulo Junior.

O álbum está sendo vendido por R$20,00 mais o frete para qualquer região. Para comprar o seu, basta entrar em contato com a banda atravésdo Facebook oficial: https://www.facebook.com/mkbanda.oficial

Formação:

Duzinho (vocal);

Leandro Viola (guitarra);

Chapolim (guitarra);

Vick (baixo);

Pedro Bertti (bateria).

Faixas:

01 – Desrespeitável Público

02 – Abençoados Por Deus

03 – Diálogo

04 – Fé Cega

05 – Guerra

06 – Marcas do Abandono

07 – Lavagem Cerebral

08 – Cartas de Um Suicida

09 – Cólera Nação

10 – Rede Social

11 – Análise do Caos

12 – Reflexão

https://www.youtube.com/watch?v=a59–VaXG6A

Links relacionados:

Site oficial: http://www.melanieklain.com.br/

Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/melanie-klain/

Fonte: Roadie Metal

Kairos: Single “Manipulados Pelo Sistema” é lançado

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Gravada no Masmoha HomeStudio por Eduardo Deberaldini, o single “Manipulados Pelo Sistema” trás uma visão sobre a política nacional, com um instrumental agressivo e vocal ríspido a faixa é uma porrada Thrash, capaz de agradar todos os fãs do chamado “Old School”. A sonoridade agressiva da banda é levada por uma melodia groovada, lembrando o velho Sepultura, a sintonia entre a banda torna o som bastante harmônico. Kairos é realmente uma grande promessa do metal nacional.

Gravação: Eduardo Deberaldini,

Mix e Master; Marcel van der Zwam

Arte: Pedro Segundo

Kairos é: 

Álvaro Jr. Verdi – Guitarra e Vocal

Ale Mussatto – Bateria

Douglas Rigo – Guitarra

Eduardo Mazui – Baixo

 

single: https://youtu.be/LpBMR2a6Maw

Primator: assista “To Mars”, novo videoclipe da banda

“Uma grande descoberta do metal nacional”. Essa frase foi dita pelo experiente e respeitado vocalista Mario Linhares, do Dark Avenger, a respeito da banda paulistana de heavy metal tradicional Primator.

O Primator é, de fato, um legítimo representante da nova geração do metal brasileiro, embora já conte com experiência e respeito conquistados através de seu super elogiado disco de estreia, “Involution”, eleito um dos “Melhores Álbuns Nacionais de 2015” pelo Heavynroll, Mundo Metal e Roadie Metal. “Involution” também coleciona dezenas de declarações positivas na imprensa como:“Poderosa, criativa, técnica e cheia de conteúdo” (Dossiê do Rock); “Transpira autenticidade” (Blog Na Mira); “Mais um álbum para a lista de grandes lançamentos nacionais de 2015” (A Música Continua a Mesma); “Extremamente bem feito!” (Música e Cinema); “Muito bom!” (Arte Metal); “Uma das melhores bandas de Heavy metal que nós escutamos na atualidade” (Resenha do Rock).

A amizade já existente entre os músicos do Primator e Mario Linhares ficou ainda mais próxima quando, em abril do ano passado, Dark Avenger e Primator dividiram o palco em São Paulo. A aproximação acabou rendendo também o anuncio de Linhares como produtor do próximo álbum de estúdio do Primator.

Mario Linhares ainda presenteou o grupo com uma música de sua autoria intitulada “To Mars” que acabou ganhando videoclipe.

Produzido por Daniel de Sá, as filmagens de “To Mars” ocorreram na Pedreira do Icatu, em Votorantim/SP, mesma pedreira desativada que foi usada em 2012 para um memorável show do Focus, lenda do rock progressivo mundial. Todas as cenas foram filmadas à noite e trazem uma performance literalmente incendiária dos músicos do Primator.

A estreia do videoclipe “To Mars” aconteceu na edição do último sábado do programa Stay Heavy e agora já está disponível no canal oficial do Primator no Youtube:

Mais Informações:
www.bandaprimator.com.br
www.facebook.com/bandaprimator
www.soundcloud.com/bandaprimator
www.twitter.com/primatormetal

RESENHA: MINDCRAFTER – Signs Revealed

Por Silvio Pasquim

Mais uma banda carioca para despontar no cenário brasileiro, e pelo tortuoso caminho do Metal Progressivo, que tem um público muito seleto, e que na maioria das vezes é muito chato. Eu não sou o tipo de ouvinte que fica procurando pelo em ovo, portanto me diverti muito escutando este primeiro trabalho do MINDCRAFTER, o álbum conceitual“Signs Revealed”.

Todo o conceito por trás desta obra partiu da mente criativa do guitarrista e vocalista Phelipe Henriques, que soube dosar muito bem elementos progressivos com inserções do mais puro Heavy Metal. A história aqui narrada também foi muito bem redigida, e se o ouvinte se propuser a acompanhar a audição lendo o encarte, a experiência melhor significativamente. A parte lírica se concentra nos personagens The Night Wizard, Avatar e o vilão Black Crowned Heart, traçando um paralelo interessante da fantasia com a nossa vida cotidiana. No âmbito musical estamos bem servidos, e apontar destaques pode ser um erro, já que o ideal é acompanhar o disco todo, como um livro. Ainda assim, as que mais achei relevantes foram “Against The Ravens In The Sky” e“During The Storm”, esta última a maior de toda a obra.

Mais um grandioso lançamento da MS Metal Records, e que deve despontar neste ano de 2016, como um dos mais significativos da nossa escola progressiva.

RESENHA: DEGOLA – Tormenta

Por Silvio Pasquim

Thrash Metal porrada com elementos do Hardcore brasileiro! É exatamente isso que você encontrará no novo álbum do DEGOLA, “Tormenta”, lançado no Brasil pela Alternative Music Records e parceiros. Produção nota dez e composições pesadas e cheias de vigor permeiam todo o disco, o que já o confere como um dos lançamentos mais bacanas de 2015.

Estes brasilienses são realmente incansáveis, pois com relativo pouco tempo do lançamento do seu “modesto” debut, eles retornam com um disco infinitamente superior em todos os aspectos que os cercam. Como já foi dito, a produção é impecável, garantindo o peso absurdo das cordas e cozinha, deixando a tarefa muito favorável para o vocalista Flavio Arrais despejar toda a sua fúria em músicas como “Acalmo o Demônio”e “Vejo Você no Inferno”, provavelmente as duas melhores deste trabalho. Outro ponto que merece menção é a belíssima arte da capa, concebida pelo designer da MS Metal Agency, Carlos Fides. Então meu amigo, se prepare pra desembolsar uma graninha, pois a versão física deste vale muito a pena.

Se você for fã do Ratos de Porão, Korzus, Kreator e Destruction, todos misturados, o DEGOLA vai te deixar impressionado. Taí uma banda que merece o trabalho pesado que vem sendo feito em seu suporte.

RESENHA: MR. EGO – Se7en

Por Silvio Pasquim

Os veteranos paulistas da MR. EGO finalmente chegam ao seu terceiro disco, demonstrando muita maturidade e, mais uma vez, abordando um novo caminho para a sua linha de composição, trazendo para sua carreira uma roupagem mais moderna e que condiz com o atual momento do mercado mundial.

“Se7en” é o título deste trabalho e, logo de cara, a qualidade de produção/composição salta aos ouvidos, o que demonstra um grupo revigorado e que novamente se reinventa para angariar novos fãs, e devo admitir que eles podem conseguir isso. Bem mais moderno e parrudo do que o anterior, “Se7en” também apresenta o seu novo vocalista, André Ferrari, que possui um timbre muito similar ao de Russel Allen (Symphony X), o que garante o peso necessário para agradar os entusiastas do Prog Metal atual. “Black Gold” e “Tears Of An Angel” me agradaram mais dentro desta compilação, principalmente a segunda, por ser uma balada emocional e que contrasta com o peso absurdo das demais.

Este novo disco abre um novo leque de opções para o MR. EGO, e que pode ser fundamental para o crescimento da banda, tanto no Brasil quanto no exterior. Certamente, “Se7en” é o trabalho mais consistente de sua discografia, então acredito profundamente que este ditará o que ouviremos destes caras daqui pra frente. Vale a pena conferir.

RESENHA: THE CROSS – Flames Through Priests

Por Silvio Pasquim

Este EP “Flames Through Priests”, trabalho de retorno da banda de Doom Metal THE CROSS, já vale logo de cara por ser um item de colecionador. Um trabalho que qualquerbanger que acompanhe e apoie a cena brasileira, tem obrigação de adquirir, pois trata-se do relançamento da Demo “The Fall”, primeiro registro da história do Doom Metal nacional, acrescido de duas composições inéditas, e que já apontam para o que será o debut álbum destes veteranos.

“Flames Through Priests” tem início com as inéditas “Cursed Priest” e “Sweet Tragedy”, que resgatam aquela aura mórbida dos primeiros anos de carreira da banda, justamente quando lançaram no início da década de noventa a Demo supracitada. Longas, arrastadas na medida certa e muito bem estruturadas, esta duas composições têm tudo para agradar em cheios aos amantes do estilo, pois trazem referências muito bem vindas do Black Sabbath, Trouble, My Dying Bride, Ahab e Isole. Já a “The Fall” recebeu um novo tratamento em estúdio, mas fiquem sossegados, pois toda a sujeira rústica das produções dos anos noventa está intacta aqui, garantindo o entretenimento dos mais saudosistas.

Mais uma grande obra lançada no Brasil pela Eternal Hatred Records, que já anunciou odebut álbum dos caras para o primeiro semestre de 2016. Resta-nos esperar, tendo a certeza que os pioneiros do Doom Metal estão cada vez mais fortes em sua jornada rumo ao reconhecimento em novos mercados.

RESENHA: LUSFERUS – Desolation’s Theme

Por Silvio Pasquim

Escutei o álbum anterior destes paulistas LUSFERUS e achei a banda muito competente com o seu Black Metal. Na época do disco “Black Seeds ov Obscure Arts” os caras bebiam muito da fonte Dissection, pois de fato tinham muitos elementos que nos remetiam ao cenário sueco, todavia, com este “Desolation’s Theme” o grupo avança qualitativamente em diversos aspectos, inserindo influências da escola norueguesa.

A produção aqui é muito mais caprichada, as composições soam mais maduras do que outrora, e os músicos estão afiadíssimos nesta nova fase. Certamente “Desolation’s Theme” é hoje o trabalho mais completo da LUSFERUS, diante de todas estas características aqui apontadas. Talvez, o único ponto negativo seja a curta duração do trabalho, mas nada que comprometa o seu produto final, que é indicado para fãs do Arcturus e Dimmu Borgir, principalmente tendo como comparativos os seus primeiros discos, que são mais voltados para o Black Metal de raiz. Como destaques eu aponto a excelente “Apostasy”, além da faixa título, pois ambas exemplificam com total exatidão os pontos que tratei nesta avaliação.

“Desolation’s Theme” é o segundo trabalho do LUSFERUS lançado pela Eternal Hatred Records, e o mesmo foi cercado de muitas expectativas. Tendo um conteúdo forte e nítido embasamento lírico, este álbum pode elevar a banda para outro status no cenário nacional. Vale muito a pena conferir.

RESENHA: ROTTEN FILTHY – Inhuman Sovereign

Por Silvio Pasquim

Este é certamente um dos discos que mais estava esperando ver lançado, desde o seu anúncio pela Eternal Hatred Records. Ainda que seja um debut álbum, este “Inhuman Sovereign” da banda ROTTEN FILTHY soa extremamente maturado, e promete se agigantar conforme a sua divulgação se consolide.

O estilo aqui praticado é o Thrash/Death Metal, tendo o Sepultura da fase Cavalera como principal referência, com algumas inserções de música progressiva, o que garante uma personalidade de se tirar o chapéu. Riffs em profusão, alicerçados por uma cozinha de respeito, composta pelo baixista Marcello Macedo e pelo baterista Guilherme Machine, são os principais trunfos de uma obra que já nasceu para se tornar referência do estilo aqui no Brasil. Como destaques valem menção “Black World”, que abre o disco e já apresenta algumas passagens experimentais, “Triger to Degeneration” que ganhou um excelente videoclipe, e a cadenciada “Sink”, esta última soa como um verdadeiro convite ao headbanging nos shows do grupo nesta atual fase.

Além de contar com uma produção que beira a perfeição, “Inhuman Sovereign” contou com direção de arte do designer brasileiro Marcelo Vasco (Machine Head, Soulfly), sendo ambas características fundamentais, para credenciar este disco como um dos grandes da atual safra do Metal underground brasileiro.

RESENHA: SILVER MAMMOTH – Mindlomania

Por Silvio Pasquim

Seguindo o caminho de bandas como Uriah Heep, Emersom Lake & Palmer e Deep Purple, o SILVER MAMMOTH apresenta o seu novo trabalho, terceiro em sua discografia, lançado no Brasil pela MS Metal Records, no final deste prolífico ano de 2015.

A proposta do SILVER MAMMOTH é muito bem definida no decorrer de um trabalho variado, e que muito remete aos bons tempos do Classic Rock da década de setenta.“Bewitched” é rápida e certeira, seria uma espécie de híbrido do Uriah Heep com Deep Purple, e é uma ótima escolha para abrir o disco. A faixa-título vem logo em seguida, trazendo muito groove e com cara de hit, provavelmente é uma das que melhor funcionará ao vivo. “Time Has Come” é mais arrastada e densa, detentora de um dos melhores refrões do trabalho, enquanto que “Liars” traz um pouco da veia Punk inglesa, influência muito bem vinda trazida pelo guitarrista Marcelo Izzo Júnior. “Madman Doc” nos transporta para os anos sessenta, com nítida influência de Chuck Berry, em contraste com a sabbática “Shining Star” e a climática da instrumental “The Cave, The Hole, The Escape”.

O disco ainda conta com a trinca formada por “Sadness”, “Wild Wolf” e “Shock Therapy”. Enquanto a primeira soa mais pulsante, a segunda é mais pesada e cativante, já a última é uma viagem progressiva muito bem composta, que fecha com chave de ouro este belo álbum conceitual, agradando em cheio aos amantes do Yes.

RESENHA: PERPETUAL LEGACY – A New Symphony For Him

Por Silvio Pasquim

Trabalhos de estreia geralmente são lançados com muita tensão, justamente por não saber ao certo como será a aceitação da mídia e público. Neste sentido, a banda PERPETUAL LEGACY pode ficar sossegada, pois o seu debutA New Symphony For Him” agrada (e muito!).

Bebendo da rica fonte de bandas como In This Moment, After Forever e Nightwish(principalmente), a banda soa madura em todos os momentos, deixando a falsa impressão de estarmos diante de uma veterana, de vários discos lançados. A vocalista Michelle Rodovalho é excelente, deixando mais fácil o trabalho do restante do grupo, e devo dizer que todos se saem muito bem. A ótima “Singing Forever” abre o trabalho e ganhou um excelente lyric vídeo, e a mesma se prova uma ótima escolha pra ser a música de trabalho do disco. Rápida, certeira e com nuances épicas são características que realmente empolgam e já mostram a competência deste quinteto. Outros destaques vão para “Kairos in Aeternum”, “Our Pride”, e “I Looked Up Hight”, todos eles acentuados pela correta produção de Caio Duarte do Broadboard Studio.

O primeiro trabalho do PERPETUAL LEGACY passou com louvor no seu primeiro teste. Que venham novos trabalhos em breve, já que a banda assinou recentemente com a MS Metal Records. Se continuarem neste caminho, veremos certamente estes brasileiros no exterior em breve.