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Melanie Klain: álbum “Análise do Caos” é lançado nesse dia 13 de julho em comemoração ao Dia Mundial do Rock

Melanie Klain: álbum “Análise do Caos” é lançado nesse dia 13 de julho em comemoração ao Dia Mundial do Rock

 

Para muitos, o dia do Rock é todos os dias, mas para a carreira da banda Melanie Klain, esse dia é agora bem mais especial. Os paulistas de Mococa oficializaram hoje o lançamento do primeiro álbum da carreia. Intitulado “Análise do Caos”, ele já nasce com uma grande expectativa por parte do público e imprensa.

Considerados por muitos uma das grandes revelações do Metal nacional em 2016, a banda, após vários meses de trabalho na produção, arte e prensagem, disponibilizou através de suas redes sociais a informação que o material físico está disponível para compra.

Um adendo importante a se ressaltar é a qualidade lírica do disco. O conceito central é abordar a passividade da sociedade brasileira sobre a corrupção escancarada dos nossos políticos.

O trabalho foi produzido e masterizado pela própria banda e junto do produtor do Setestudio, Fábio Dias. A capa foi desenhada por Carol Melo Navarro e, a arte interna do encarte, por Paulo Junior.

O álbum está sendo vendido por R$20,00 mais o frete para qualquer região. Para comprar o seu, basta entrar em contato com a banda atravésdo Facebook oficial: https://www.facebook.com/mkbanda.oficial

Formação:

Duzinho (vocal);

Leandro Viola (guitarra);

Chapolim (guitarra);

Vick (baixo);

Pedro Bertti (bateria).

Faixas:

01 – Desrespeitável Público

02 – Abençoados Por Deus

03 – Diálogo

04 – Fé Cega

05 – Guerra

06 – Marcas do Abandono

07 – Lavagem Cerebral

08 – Cartas de Um Suicida

09 – Cólera Nação

10 – Rede Social

11 – Análise do Caos

12 – Reflexão

https://www.youtube.com/watch?v=a59–VaXG6A

Links relacionados:

Site oficial: http://www.melanieklain.com.br/

Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/melanie-klain/

Fonte: Roadie Metal

Kairos: Single “Manipulados Pelo Sistema” é lançado

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Gravada no Masmoha HomeStudio por Eduardo Deberaldini, o single “Manipulados Pelo Sistema” trás uma visão sobre a política nacional, com um instrumental agressivo e vocal ríspido a faixa é uma porrada Thrash, capaz de agradar todos os fãs do chamado “Old School”. A sonoridade agressiva da banda é levada por uma melodia groovada, lembrando o velho Sepultura, a sintonia entre a banda torna o som bastante harmônico. Kairos é realmente uma grande promessa do metal nacional.

Gravação: Eduardo Deberaldini,

Mix e Master; Marcel van der Zwam

Arte: Pedro Segundo

Kairos é: 

Álvaro Jr. Verdi – Guitarra e Vocal

Ale Mussatto – Bateria

Douglas Rigo – Guitarra

Eduardo Mazui – Baixo

 

single: https://youtu.be/LpBMR2a6Maw

Primator: assista “To Mars”, novo videoclipe da banda

“Uma grande descoberta do metal nacional”. Essa frase foi dita pelo experiente e respeitado vocalista Mario Linhares, do Dark Avenger, a respeito da banda paulistana de heavy metal tradicional Primator.

O Primator é, de fato, um legítimo representante da nova geração do metal brasileiro, embora já conte com experiência e respeito conquistados através de seu super elogiado disco de estreia, “Involution”, eleito um dos “Melhores Álbuns Nacionais de 2015” pelo Heavynroll, Mundo Metal e Roadie Metal. “Involution” também coleciona dezenas de declarações positivas na imprensa como:“Poderosa, criativa, técnica e cheia de conteúdo” (Dossiê do Rock); “Transpira autenticidade” (Blog Na Mira); “Mais um álbum para a lista de grandes lançamentos nacionais de 2015” (A Música Continua a Mesma); “Extremamente bem feito!” (Música e Cinema); “Muito bom!” (Arte Metal); “Uma das melhores bandas de Heavy metal que nós escutamos na atualidade” (Resenha do Rock).

A amizade já existente entre os músicos do Primator e Mario Linhares ficou ainda mais próxima quando, em abril do ano passado, Dark Avenger e Primator dividiram o palco em São Paulo. A aproximação acabou rendendo também o anuncio de Linhares como produtor do próximo álbum de estúdio do Primator.

Mario Linhares ainda presenteou o grupo com uma música de sua autoria intitulada “To Mars” que acabou ganhando videoclipe.

Produzido por Daniel de Sá, as filmagens de “To Mars” ocorreram na Pedreira do Icatu, em Votorantim/SP, mesma pedreira desativada que foi usada em 2012 para um memorável show do Focus, lenda do rock progressivo mundial. Todas as cenas foram filmadas à noite e trazem uma performance literalmente incendiária dos músicos do Primator.

A estreia do videoclipe “To Mars” aconteceu na edição do último sábado do programa Stay Heavy e agora já está disponível no canal oficial do Primator no Youtube:

Mais Informações:
www.bandaprimator.com.br
www.facebook.com/bandaprimator
www.soundcloud.com/bandaprimator
www.twitter.com/primatormetal

RESENHA: MINDCRAFTER – Signs Revealed

Por Silvio Pasquim

Mais uma banda carioca para despontar no cenário brasileiro, e pelo tortuoso caminho do Metal Progressivo, que tem um público muito seleto, e que na maioria das vezes é muito chato. Eu não sou o tipo de ouvinte que fica procurando pelo em ovo, portanto me diverti muito escutando este primeiro trabalho do MINDCRAFTER, o álbum conceitual“Signs Revealed”.

Todo o conceito por trás desta obra partiu da mente criativa do guitarrista e vocalista Phelipe Henriques, que soube dosar muito bem elementos progressivos com inserções do mais puro Heavy Metal. A história aqui narrada também foi muito bem redigida, e se o ouvinte se propuser a acompanhar a audição lendo o encarte, a experiência melhor significativamente. A parte lírica se concentra nos personagens The Night Wizard, Avatar e o vilão Black Crowned Heart, traçando um paralelo interessante da fantasia com a nossa vida cotidiana. No âmbito musical estamos bem servidos, e apontar destaques pode ser um erro, já que o ideal é acompanhar o disco todo, como um livro. Ainda assim, as que mais achei relevantes foram “Against The Ravens In The Sky” e“During The Storm”, esta última a maior de toda a obra.

Mais um grandioso lançamento da MS Metal Records, e que deve despontar neste ano de 2016, como um dos mais significativos da nossa escola progressiva.

RESENHA: DEGOLA – Tormenta

Por Silvio Pasquim

Thrash Metal porrada com elementos do Hardcore brasileiro! É exatamente isso que você encontrará no novo álbum do DEGOLA, “Tormenta”, lançado no Brasil pela Alternative Music Records e parceiros. Produção nota dez e composições pesadas e cheias de vigor permeiam todo o disco, o que já o confere como um dos lançamentos mais bacanas de 2015.

Estes brasilienses são realmente incansáveis, pois com relativo pouco tempo do lançamento do seu “modesto” debut, eles retornam com um disco infinitamente superior em todos os aspectos que os cercam. Como já foi dito, a produção é impecável, garantindo o peso absurdo das cordas e cozinha, deixando a tarefa muito favorável para o vocalista Flavio Arrais despejar toda a sua fúria em músicas como “Acalmo o Demônio”e “Vejo Você no Inferno”, provavelmente as duas melhores deste trabalho. Outro ponto que merece menção é a belíssima arte da capa, concebida pelo designer da MS Metal Agency, Carlos Fides. Então meu amigo, se prepare pra desembolsar uma graninha, pois a versão física deste vale muito a pena.

Se você for fã do Ratos de Porão, Korzus, Kreator e Destruction, todos misturados, o DEGOLA vai te deixar impressionado. Taí uma banda que merece o trabalho pesado que vem sendo feito em seu suporte.

RESENHA: MR. EGO – Se7en

Por Silvio Pasquim

Os veteranos paulistas da MR. EGO finalmente chegam ao seu terceiro disco, demonstrando muita maturidade e, mais uma vez, abordando um novo caminho para a sua linha de composição, trazendo para sua carreira uma roupagem mais moderna e que condiz com o atual momento do mercado mundial.

“Se7en” é o título deste trabalho e, logo de cara, a qualidade de produção/composição salta aos ouvidos, o que demonstra um grupo revigorado e que novamente se reinventa para angariar novos fãs, e devo admitir que eles podem conseguir isso. Bem mais moderno e parrudo do que o anterior, “Se7en” também apresenta o seu novo vocalista, André Ferrari, que possui um timbre muito similar ao de Russel Allen (Symphony X), o que garante o peso necessário para agradar os entusiastas do Prog Metal atual. “Black Gold” e “Tears Of An Angel” me agradaram mais dentro desta compilação, principalmente a segunda, por ser uma balada emocional e que contrasta com o peso absurdo das demais.

Este novo disco abre um novo leque de opções para o MR. EGO, e que pode ser fundamental para o crescimento da banda, tanto no Brasil quanto no exterior. Certamente, “Se7en” é o trabalho mais consistente de sua discografia, então acredito profundamente que este ditará o que ouviremos destes caras daqui pra frente. Vale a pena conferir.

RESENHA: THE CROSS – Flames Through Priests

Por Silvio Pasquim

Este EP “Flames Through Priests”, trabalho de retorno da banda de Doom Metal THE CROSS, já vale logo de cara por ser um item de colecionador. Um trabalho que qualquerbanger que acompanhe e apoie a cena brasileira, tem obrigação de adquirir, pois trata-se do relançamento da Demo “The Fall”, primeiro registro da história do Doom Metal nacional, acrescido de duas composições inéditas, e que já apontam para o que será o debut álbum destes veteranos.

“Flames Through Priests” tem início com as inéditas “Cursed Priest” e “Sweet Tragedy”, que resgatam aquela aura mórbida dos primeiros anos de carreira da banda, justamente quando lançaram no início da década de noventa a Demo supracitada. Longas, arrastadas na medida certa e muito bem estruturadas, esta duas composições têm tudo para agradar em cheios aos amantes do estilo, pois trazem referências muito bem vindas do Black Sabbath, Trouble, My Dying Bride, Ahab e Isole. Já a “The Fall” recebeu um novo tratamento em estúdio, mas fiquem sossegados, pois toda a sujeira rústica das produções dos anos noventa está intacta aqui, garantindo o entretenimento dos mais saudosistas.

Mais uma grande obra lançada no Brasil pela Eternal Hatred Records, que já anunciou odebut álbum dos caras para o primeiro semestre de 2016. Resta-nos esperar, tendo a certeza que os pioneiros do Doom Metal estão cada vez mais fortes em sua jornada rumo ao reconhecimento em novos mercados.

RESENHA: LUSFERUS – Desolation’s Theme

Por Silvio Pasquim

Escutei o álbum anterior destes paulistas LUSFERUS e achei a banda muito competente com o seu Black Metal. Na época do disco “Black Seeds ov Obscure Arts” os caras bebiam muito da fonte Dissection, pois de fato tinham muitos elementos que nos remetiam ao cenário sueco, todavia, com este “Desolation’s Theme” o grupo avança qualitativamente em diversos aspectos, inserindo influências da escola norueguesa.

A produção aqui é muito mais caprichada, as composições soam mais maduras do que outrora, e os músicos estão afiadíssimos nesta nova fase. Certamente “Desolation’s Theme” é hoje o trabalho mais completo da LUSFERUS, diante de todas estas características aqui apontadas. Talvez, o único ponto negativo seja a curta duração do trabalho, mas nada que comprometa o seu produto final, que é indicado para fãs do Arcturus e Dimmu Borgir, principalmente tendo como comparativos os seus primeiros discos, que são mais voltados para o Black Metal de raiz. Como destaques eu aponto a excelente “Apostasy”, além da faixa título, pois ambas exemplificam com total exatidão os pontos que tratei nesta avaliação.

“Desolation’s Theme” é o segundo trabalho do LUSFERUS lançado pela Eternal Hatred Records, e o mesmo foi cercado de muitas expectativas. Tendo um conteúdo forte e nítido embasamento lírico, este álbum pode elevar a banda para outro status no cenário nacional. Vale muito a pena conferir.

RESENHA: ROTTEN FILTHY – Inhuman Sovereign

Por Silvio Pasquim

Este é certamente um dos discos que mais estava esperando ver lançado, desde o seu anúncio pela Eternal Hatred Records. Ainda que seja um debut álbum, este “Inhuman Sovereign” da banda ROTTEN FILTHY soa extremamente maturado, e promete se agigantar conforme a sua divulgação se consolide.

O estilo aqui praticado é o Thrash/Death Metal, tendo o Sepultura da fase Cavalera como principal referência, com algumas inserções de música progressiva, o que garante uma personalidade de se tirar o chapéu. Riffs em profusão, alicerçados por uma cozinha de respeito, composta pelo baixista Marcello Macedo e pelo baterista Guilherme Machine, são os principais trunfos de uma obra que já nasceu para se tornar referência do estilo aqui no Brasil. Como destaques valem menção “Black World”, que abre o disco e já apresenta algumas passagens experimentais, “Triger to Degeneration” que ganhou um excelente videoclipe, e a cadenciada “Sink”, esta última soa como um verdadeiro convite ao headbanging nos shows do grupo nesta atual fase.

Além de contar com uma produção que beira a perfeição, “Inhuman Sovereign” contou com direção de arte do designer brasileiro Marcelo Vasco (Machine Head, Soulfly), sendo ambas características fundamentais, para credenciar este disco como um dos grandes da atual safra do Metal underground brasileiro.

RESENHA: SILVER MAMMOTH – Mindlomania

Por Silvio Pasquim

Seguindo o caminho de bandas como Uriah Heep, Emersom Lake & Palmer e Deep Purple, o SILVER MAMMOTH apresenta o seu novo trabalho, terceiro em sua discografia, lançado no Brasil pela MS Metal Records, no final deste prolífico ano de 2015.

A proposta do SILVER MAMMOTH é muito bem definida no decorrer de um trabalho variado, e que muito remete aos bons tempos do Classic Rock da década de setenta.“Bewitched” é rápida e certeira, seria uma espécie de híbrido do Uriah Heep com Deep Purple, e é uma ótima escolha para abrir o disco. A faixa-título vem logo em seguida, trazendo muito groove e com cara de hit, provavelmente é uma das que melhor funcionará ao vivo. “Time Has Come” é mais arrastada e densa, detentora de um dos melhores refrões do trabalho, enquanto que “Liars” traz um pouco da veia Punk inglesa, influência muito bem vinda trazida pelo guitarrista Marcelo Izzo Júnior. “Madman Doc” nos transporta para os anos sessenta, com nítida influência de Chuck Berry, em contraste com a sabbática “Shining Star” e a climática da instrumental “The Cave, The Hole, The Escape”.

O disco ainda conta com a trinca formada por “Sadness”, “Wild Wolf” e “Shock Therapy”. Enquanto a primeira soa mais pulsante, a segunda é mais pesada e cativante, já a última é uma viagem progressiva muito bem composta, que fecha com chave de ouro este belo álbum conceitual, agradando em cheio aos amantes do Yes.

RESENHA: PERPETUAL LEGACY – A New Symphony For Him

Por Silvio Pasquim

Trabalhos de estreia geralmente são lançados com muita tensão, justamente por não saber ao certo como será a aceitação da mídia e público. Neste sentido, a banda PERPETUAL LEGACY pode ficar sossegada, pois o seu debutA New Symphony For Him” agrada (e muito!).

Bebendo da rica fonte de bandas como In This Moment, After Forever e Nightwish(principalmente), a banda soa madura em todos os momentos, deixando a falsa impressão de estarmos diante de uma veterana, de vários discos lançados. A vocalista Michelle Rodovalho é excelente, deixando mais fácil o trabalho do restante do grupo, e devo dizer que todos se saem muito bem. A ótima “Singing Forever” abre o trabalho e ganhou um excelente lyric vídeo, e a mesma se prova uma ótima escolha pra ser a música de trabalho do disco. Rápida, certeira e com nuances épicas são características que realmente empolgam e já mostram a competência deste quinteto. Outros destaques vão para “Kairos in Aeternum”, “Our Pride”, e “I Looked Up Hight”, todos eles acentuados pela correta produção de Caio Duarte do Broadboard Studio.

O primeiro trabalho do PERPETUAL LEGACY passou com louvor no seu primeiro teste. Que venham novos trabalhos em breve, já que a banda assinou recentemente com a MS Metal Records. Se continuarem neste caminho, veremos certamente estes brasileiros no exterior em breve.

Resenha: novo trabalho do Vandroya é muito bem avaliado pelo redator Silvio Pasquim

Por Silvio Pasquim

O EP “Heavenly Oblivion” da banda VANDROYA nos foi muito bem referendado pelo pessoal da MS Metal Agency, e devo admitir que a ousadia deste pessoal me pegou pelo pé. Contando com duas músicas, a “No Oblivion for Eternity”, que faz parte do seu primeiro disco e que aqui aparece em uma correta versão acústica, e “Heaven” do cantor Pop Bryan Adams.

Apesar de relativamente curto, este material cumpre bem o seu papel, já que a banda está comemorando com ele 15 anos de atividades no Brasil, e resolveu presentear seus fãs com este. A música acústica mostra uma outra faceta da banda, rearranjando seu próprio material, mas a versão de “Heaven” rouba a cena, justamente por terem optado pela releitura e não por uma reprodução do original. Daísa Munhoz, como de costume, está muito bem e imprimiu muita personalidade aqui, o que já confere valor na aquisição do produto. Pode correr atrás sem medo, já que ele ainda está disponível gratuitamente na página oficial da banda.

Como é bom ver um dos nossos veterano soando tão revigorados! Agora é esperar o segundo álbum, que deve ser lançado ainda neste ano de 2016 pela MS Metal Records no Brasil. Parabéns pelo aniversário e vida longa ao VANDROYA.

RESENHA: Airtrain – Airtrain

Por: Angélica Moura

Air Train tem peso e uma leveza nos vocais que faz com que o cd seja muito agradável de ouvir…é aquele cd que você coloca para ouvir e de repente está ouvindo de novo, de novo e de novo.

Certamente vocês irão reconhecer as influências do Iron Maiden no som da banda, já que o vocal Caio Siriani fez parte da banda Phantom of the Beast (Iron Maiden Cover Brasil).

Mas não só se nota influência do Iron no trabalho dos caras, em alguns sons como por exemplo Road to the sky me lembrou o Angra nos tempos do Andre Matos, assim como em alguns outros momentos me lembrou Viper.

Eu poderia ficar aqui dizendo centenas de elogios ao trabalho impecável dos caras, mas ao invés disso só vou dizer uma coisa: OUÇA-OS!!!!

E eu duvido que você vai ouvir só uma vez o cd dos caras, certamente vai acontecer com você o que aconteceu comigo, vai atrás de mais som, vídeos e afins.

TRACKLIST:
1- Living For A Love
2- Back To War
3- German Night
4- Road To The Sky
5- Shark Attack
6- Julianne
7- Rock The Bones
8- Into My Soul

Formação
Caio Siriani – vocal
Júlio Machia – guitarra
Arthur Santos – guitarra
Guilherme Delmolin – baixo
Ivan Rehder – bateria

Links relacionados:
http://www.airtrainband.com/
http://www.facebook.com/AirTrainBand

RESENHA: Higher – Higher

Por: Angélica Moura

Em alguns momentos os vocais do Cézar Girardi me deixam confusa, é uma ópera rock ou metal melódico?

Mas rotular o som dos caras do Higher é missão praticamente impossível até para críticos musicais experientes que dirá para mim, uma mera iniciante nesse mundo?

E não é só os vocais do Cézar Girardi que chamam a atenção no Higher, mas todos os caras pela qualidade e impecabilidade de seu trabalho, eu como boa “maria bateria” (no bom sentido da coisa rsrsrs) tenho que dizer que o Pedro Rezende conseguiu cativar em mim um pouquinho do cantinho que até então era reservado somente ao Joe Jordinson e Lar Ulrich.

O cd homônimo é o primeiro do Higher e foi lançado em agosto de 2014, porém Cézar Girardi e Gustavo Scaranelo (guitarrista) já haviam trabalhado em outro projeto na linha do metal que era intitulado Second Haven, porém como o projeto foi durante o ano de 1995, a Second Haven não deixou registros e teve apenas dois anos de duração.

Letras, instrumental e vocais impecáveis é o que você vai encontrar nesse primeiro cd do Higher, e a dúvida é quando vem o próximo álbum?

Track List:
01. Lie
02. Illusion
03. Keep me High
04. Climb the Hill
05. Like the Wind
06. Break the Wall
07. Time to Change
08. Make It Worth
09. The Sign

LINE UP
Cézar Girardi – vocais
Gustavo Scaranelo – guitarra
Felipe Martins – guitarra
Andrés Zúñiga – baixo
Pedro Rezende – bateria

Mais informações:
Site Oficial: www.higherband.com
Facebook: www.facebook.com/highermetal
Twitter: www.twitter.com/highermetal
Soundcloud: www.soundclound.com/highermetal
Youtube: www.youtube.com/highermetalband

RESENHA: SCARS FROM THE LAST FIGHT – SCARS FROM THE LAST FIGHT

Por: Tiago Nascimento

A banda de metal Scars From The Last Fight surgiu sob fortes influencias de Pantera , Black Label Society , Killswitch Engage.

Tendo 2 EPs lançados Screenplay (2011) e EP (2013) a banda que é conhecida nacionalmente devido a interação com publico, por disponibilizar seus sons para download no próprio site. O que rendeu uma ótima oportunidade para a banda que foi participar do programa showlivre em 2013 do renomado Clemente Tadeu Nascimento (Plebe Rude, Inocentes).

Com essa experiência a banda recentemente lançou seu 1° álbum homônimo, porém é notória a diferença do EPs lançados antes.

O que era antes gultural e agressivo, agora se tornou magnetizado e muito mais interessante pois ocorreu uma fusão entre metal, trash e o havy e isso me faz lembrar de Anthrax , Machine Head e For Today.

O novo cd esta preparado para ser um marco na historia da banda, pois soma elementos que são primordiais para aceitação do público, exemplo disso é Spider que é a famosa música “cliclete”. Particularmente eu escutei essa faixa muitas vezes e quando percebi já estava cantando.

Apostando no velho e bom ditado “unidos somos mais fortes” a faixa Gates of Luts conta com a participação da vocalista Nathalia Sato, assim como uma breve participação dela na faixa Sons of Midas.

O ponto alto desse fantástico álbum é a faixa Walking Dead uma homenagem ao seriado conhecido mundialmente, a música chegou aos ouvidos de Norman Reedus, que interpreta Daryl Dixon no seriado elogiou o trabalho, que com a crítica positiva do ator obteve divulgação tanto da faixa quanto da banda.

O cd foi gravado no próprio estúdio da banda e produzido por Emerson Oliveira baixista da banda.

E mesmo com tantas coisas boas acontecendo para os caras, por motivos pessoais o guitarrista Anderson Emídio alegando motivos pessoais resolveu se desligar da banda.

Segue nota oficial:
É com pesar que anunciamos a saída de Anderson Emidio da Scars From the Last Fight por motivos pessoais. Gostaríamos de evidenciar que todos os anos que trabalhamos juntos foram marcantes em nossas vidas. Agradecemos pelos momentos únicos ao seu lado nosso eterno irmão. Desejamos muita felicidade em sua nova jornada“.

No momento a banda esta com suas atividades normalmente divulgando seu álbum e prometendo em breve novidades.

Track List:
1. Relentless Reaper
2. Bolshevik
3. Spider
4. Gates of Lust (feat. Nathália Sato)
5. Moth-Eaten
6. Sinking Alone
7. Trusting in Fate
8. Sons of Midas
9. Walking Dead
10. Wise Man

LINE UP
Diego Camargo (V)
Matheus Lorenzetti (G)
Emerson Oliveira (B/V)
Gabriel Hatoun (D)

Mais informações:
www.scarsfromthelastfight.com
www.facebook.com/slfbrazil
www.furiamusic.com.br/scars.html

RESENHA: Pop Javali – The Game of Fate

Por: Angélica Moura

The Game of Fate, é o segundo álbum do trio que foi lançado em maio de 2014.

O álbum é de uma qualidade incrível com músicas muito bem trabalhadas, tanto nos vocais como no instrumental.

Na verdade desde a capa você nota o capricho e o cuidado com o álbum, o olho com uma pegada surreal de quadros que normalmente você veria em uma grande exposição já dá de cara a dica que dentro dele tem coisa muito boa.

Mesmo que você escute pela primeira vez, o álbum te envolve e quando você percebe está tentando cantarolar junto com as músicas.

Track List:
1. Lie to Me
2. Healing no More
3. Mindset
4. Road to Nowhere
5. Free Men
6. Time Allowed
7. A Friend That I ve Lost
8. Wrath of The Soul
9. Enjoy Your Life
10. I Wanna Choose
11. The Game of Fate

Mais Informações:
www.popjavali.com.br
www.facebook.com/popjavali
www.twitter.com/popjavali
www.youtube.com/popjavali92
www.soundcloud.com/popjavali

Therion: Luciferian Light Orchestra

Por: Rodrigo Paulino

O Therion anunciou que faria um cd de musicas francesas dos anos 50/60… O álbum foi rejeitado pelo selo com o qual eles tinha contrato, o fundador da banda decidiu que eles lançariam o cd sim, com o próprio selo, dito e feito, o álbum Les Fleurs Du Mal, com inspiração no livro proibido escrito por Baudelaire, foi lançado. Logo em seguida a banda anuncia um hiato de um bom tempo,essa notícia bateu como uma bola de demolição para os fãs da banda, Christofer Johnsson anunciou que o hiato seria longo, porque eles estariam passando um tempo compondo uma ópera.

Um show, aqui, ali e acolá, a experiente Lori Lewis (Aesma Daeva) anuncia que deixa o projeto e a banda, foi substituída por Sandra Laureano que foi substituída por Isa García Navas que foi substituída por Chiara Malvestiti (Crysalys) e a banda anunciou que Chiara estaria também envolvida na ópera e na turnê que está correndo. Ah, o Therion passa pelo Brasil dias 28 e 29 de Novembro para o encerramento de uma turnê acústica.

Bem, ao que parecia o recesso da banda seria longo, a ópera demora a sair mas… eis que Christofer tem uma carta na manga: Letras antigas do Therion, composições que foram feitas antes do Theli ser lançado e explodido na cena do metal sinfônico. O que fazer? Por que não lançar?

Johnsson contou com a participação de ex membros do Therion, corais da seita Rouge Dragons e outras pessoas que até o lançamento do álbum ficaram no anonimato e lançaram o Luciferian Light Orchestra. A proposta é simples, tem como premissa a música dos anos 70, a melodia não é das mais complexas, a voz é bem suave mas as letras tem grande peso. Temos 3 clipes até agora, confira:

Church Of Charmel
https://www.youtube.com/watch?v=qBhrJSpGQpw

Taste the Blood of the Altar Wine
https://www.youtube.com/watch?v=Lymnbd9rAZs

Dante And Diabulus
https://www.youtube.com/watch?v=utBhMxHR6a0

RESENHA: ESDRAS – MAIS PRÓXIMO DO FIM

Por: Tiago Nascimento

Com mais de 5 anos de estrada a banda Esdras não é apenas uma promessa e sim uma realidade, esta foi nossa impressão após ouvir o EP intitulado de “Mais próximo do fim”.

Formada no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Sorocaba por Rafael Moraes (Vocal), Rafael Kenji (Guitarra), Cádio Michelsen (Baixo), Tiago Valsechi (Guitarra) e Conrado Campos (Bateria) o Esdras traz em seu EP músicas com riffs e bateria fortes não esquecendo do extraordinário baixo, um som “orquestrado” mesclando o hardcore com metal.

Todas as músicas 100% em português e retratam com muita maturidade a atualidade do país como, por exemplo, a faixa “Maria da Penha” que trata do repudio aos agressores de mulheres que não os denunciam com medo de repressão.

Um diferencial foi a produção do Tiago Hospede (guitarrista da banda Worst), onde conseguiu mesclar todos os instrumentos tirando o máximo de cada um sem abafar e deixando as linhas bem nítidas.

Com isso a banda Esdras chega ao cenário rock/metal nacional com um bom material para apreciação não somente de fãs de metal ou hardcore, mas sim de apreciadores de um bom som, agressivo e cheio de atitudes.

O Ep/Demo conta com 6 faixas
01 Snake
02 Chuva de Fogo
03 Espinhos
04 Interlude
05 Maria da Penha
06 Pote de Ouro

Para baixar e ouvir as músicas: https://soundcloud.com/bandaesdras
Mais informações sobre a banda Som do Darma e Esdras

RESENHA: DARK SARAH – BEHIND THE BLACK VEIL

Por: Rodrigo Paulino

Eu juro para vocês que antes de sentar (mentira, me deitar, tô doente e geralmente escrevo deitado) para fazer essa resenha, eu procurei a definição de “cinematic rock” ou “cinematic metal” e acabei não chegando a conclusão mais obvia do que a de que todas as músicas desse gênero ficariam lindas e bem arranjadas em qualquer filme ou um novo ramo do symphonic metal, só que mais leve. Dark Sarah é bem isso mesmo. A cantora Heidi Parviainen saiu do Amberian Dawn, ficou um tempo compondo e um belo dia nos disse que teríamos novidades… Heidi tem uma voz soprano, lembrando o estilo de Sarah Brightman e algumas vezes confundida com a também finlandesa Tarja Turunen. Heidi precisava de ajuda para lançar e gravar e o álbum e iniciou uma campanha pelo indiegogo com o fim de reunir doações para fazer o álbum, isso foi dividido em 3 partes e em cada parte ela lançava um EP com algumas musicas e recompensava as doações com presentes como camisetas, os eps conforme eram lançados e como recompensa final, o álbum em si.

Para nossa surpresa, ela começou a lançar clipes, bem produzidos e nos revelou o conceito do seu projeto, em uma tradução livre: Dark Sarah conta-nos a estória de Sarah, uma simpática jovem, que enfrenta uma das maiores crises de sua vida quando seu marido a abandona no altar com outra moça da igreja. Sarah pensa que vai morrer e ao invés de ficar em casa no tempo que lhe resta sozinha em casa, vendo a chuva cair, ela cai no chão. E por um momento em que apenas havia silêncio, apenas escuridão, até ela se levantar, tremendo. Uma máscara dispersa forma o simbolo de Horus em seu olho.

Com o olhar vidrado, ela escreve uma carta:

Olhava o mundo com meus olhos azuis, costumava amar de coração aberto mas eu era ingenua, o mundo precisava me mostrar isso. Tive raiva da minha fraqueza e raiva do mundo. Nas ondas escuras da minha mente eu fiquei mais forte, má e comecei a mudar. Trabalhei com meu medo e me tornei DARK SARAH. Não sou amarga, sou agridoce.”

A premissa impressionou, daí tivemos a primeira música liberada: “Save me”, junto com o clipe. Foi um marco que remeteu muitos a Evanescence, até a moça abrir a boca para cantar… Sua voz tão delicada e tão doce, junto de uma atmosfera tão soturna e obscura, sua voz era praticamente de lamento e tristeza. A batida cada vez mais compassada com todo o lado melódico, mas a musica tem uma progressão tão suave e doce, unido à voz suave de Heidi.AH! O sotaque dela cantando é uma gracinha. O refrão da música é como se um lapso de esperança ainda existisse para a nossa protagonista, como se ela estivesse fazendo os planos para sua vingança. O clipe todo foi gravado numa floresta, com bons takes de cena, e um final… bem, veja por si mesmo:


Save me, save me, save me ooooooooooohhhhh
Mas pera, quem precisa de ajuda mesmo?

No álbum, seguimos com Poison Apple com uma batida mais carismática, com um vocal mais limpo, as guitarras são mais presentes e a música tem mais firulas, é uma canção legal, porém bem repetitiva. Hide and Seek começa logo com um piano e voz, chega a enganar você amigo ouvinte, com a Tarja, no decorrer da musica temos a presença de flauta, que dá um acabamento bem bonito, a musica parece se tratar de uma reflexão de Sarah sobre o que lhe ocorrera, a musica possui também um efeito de coral e orquestra muito bonito e soturno (as goticaiada pira) por conta de um mid de orgão que toca bem ao fundo.

Daí novamente fomos surpreendidos por um novo clipe… A canção Memories Fall, um dueto muito caprichado com Manuella Kraller (ex- Xandria, ex-Haggard, sempre linda). Gente, foi um clipe bem simples para uma canção que arrepia quando essas duas inventam de cantar juntas, é um duele entre as duas partes de Sarah, a estrutura da musica é incrível, chega a arrepiar e a forma que ambas executam a musica é triunfal. Olha o clipe:


Manuella Kraller (sempre linda) nesse dueto de arrepiar!
Dois monstros do metal sinfônico se unem numa canção de arrepiar

Uma outra grata surpresa, foi a música Evil Roots com a participação de IngaScharf (Van Canto). Outro musicão, ela tem uma pegada de power com corais e uma coisa meio techno com a voz versátil de Inga, a voz dela é super firme, dá um efeito tão legal junto com a dela no refrão, que você fica impressionado ainda mais com a voz de Heidi. É uma canção rápida, com direito a solos de guitarra e bateria. Não teve clipe, mas teve um lyric video maroto:


“Sarah gave her soul
For the power to be cold
It’s sad but true
This is the story that’s not new
The fairest mind
That once was kind
Has now changed toooooo”

Violent Roses incia-se com a magia Disney, e sim, continua com o estilo de alguns musicais da Disney, junto com um estilo dramático de cantar tão característico, ela também te remete a musicais ao estilo Sweeney Todd, mas ganha uma guitarra e uma presente bateria no refrão, é uma mistura que deu muito certo. Se você curte musicais, vai super se identificar com esse tema, pois até risadas e pequenos monólogos são encaixados na canção, o legal que ela termina como ela começa, com aquele climinha obscuro e misterioso, de magia Disney.

Hunting The Dreamer também é daquelas que mistura o power com o vocal melódico, bateria compassada e guitarras muito bem presentes com o teclado dando pequenos toques, é uma canção muito interessante e legal. Ah sim, teve um clipe:


Sarah, pra quefazer macumba e  tacar fogo quando você pode usar Baygon?

No álbum temos a faixa Fortress em que temos a aura obscura, com a voz tão suave e com um acompanhamento tão belo da orquestração, outra daquelas que se você gosta de um pouco de teatro, vai curtir, ela tem todos os elementos do gênero, mas que te surpreende no refrão, pois ele é muito explosivo, ele é forte e aos mesmo tempo meio dramático, com corais. Silver Tree tem uma coisinha tão fofinha que te remete aos clássicos de RPG Final Fantasy, é uma viagem tão gostosinha, e logo ganha o peso sem perder a orquestração, essa musica é um espetáculo e sim, ela gruda em sua mente. Chegamos a faixa que uso como despertador! Sun, Moon And Stars ela tem uma introdução que lembra musicas do estilo New Age, mas explode sem manter o ritmo, ela também gruda na cabeça, não tinha entendido de onde eu fico cantarolando “And I recaaaalll” o dia todo. Brincadeiras à parte, o estilo combinou tão perfeitamente com a voz e a sinfonia que ela vicia.

Então a magia Disney volta, como se por pura mágica tudo desse certo em Light In You, com Tony Kakko (Sonata Arctica, The Life and Tale of Scrooge), ela é uma baladinha? SIM! Teatral? SIM! As vozes deles é tão harmônica, Kakko consegue assumir o acompanhamento sem ser muito barulhento, a guitarra é apenas um detalhe nessa canção, que coloca um adorno tão belo. Então Kakko solta a voz. É outra faixa muito agradável de se ouvir, é tão bonitinha. Confere aí o clipe:


Sarah, não taca fogo nesse não, ele tem uma luz própria.

Sarah’s theme é a faixa de encerramento do álbum, você pode facilmente imaginar as letras subindo ao final de um filme, acompanhado da doce voz com toques bem doces do piano, um leve coral e as firulas, é uma viagem ouvir essa música, é tão gostosinha que você vai querer ouvir de novo e é uma das faixas mais curtas do álbum, durando apenas 2:35.

Como bônus, Heidi decidiu colocar uma canção que nos encantou, ela é bem divertida, A Grim Christmas Story, tem toda aquela pegadinha de natal e um doce musical… bem, não tão doce… digamos, agridoce. A musica fala do natal fracassado de Sarah, quando ela descobre a traição do marido e o mata e assim vai matando todos aqueles que perguntavam sobre o marido dela, o homem do leite, a polícia, o filho do homem do leite até ser presa e finalmente matar os carcereiros e todos vão parar no fundo do mar. Essa música tem uma coisa musical também, é bem divertida, caprichada.

Dark Sarah tem o objetivo de entreter o ouvinte nesse mundo protagonizado pela raiva, é bem teatral, muito dramático em alguns momentos, mas é um bom álbum, pra quem curte o estilo cinemático é um prato cheio.

RESENHA: KAMELOT – HAVEN

Por: Rodrigo Paulino

Um dos álbuns mais esperados do meio do metal, era este, todos queriam ver como seria o legado Karevik e saiu um álbum muito bem trabalhado, muito bem composto e cheio de fibra, no entanto, muitos que ouviram o álbum sentiram falta de algo (algo que ninguém conseguiu explicar exatamente o quê), posso dizer que peso é o que não falta, Karevik está com a voz mais madura, gritando um pouco mais, e o álbum conta com uma instrumentação digna de nota e cheia de corais, sem falar na dupla que faz participações especiais em três musicas do álbum cantando: Alissa White-Gluz (ArchEnemy – ex The Agonist) e Charlotte Wessels (Delain) e do especialista em gaitas do Nightwish, Troy Donokley.

As primeiras músicas são interessantes, são fortes, no entanto Citizen Zero te prende pela introdução e instrumentação junto do teclado acompanhando a bateria e a guitarra, nessa canção notamos Karevik com um vocal diferente do que ele usou, mais firme, mais consistente e um coral que acompanha ele no refrão, as guitarras estão muito presentes, como uma locomotiva em alguns momentos, um outro ponto alto desse álbum é o coral, em um determinado momento você imagina que a música vai acabar em coral, e o refrão explode aos seus ouvidos e sim, Karevik dá uns berros fantásticos.

Outra que me chamou demais a atenção foi Under Gray Skies, na boa, a introdução de Troy com o gaita e violão é linda demais, a musica é uma baladinha, acompanhada pela flauta, violão e violoncelo, a combinação da voz de Tommy com Charlotte foi um tiro e tanto, e a progressão para a música é fantástica! As vozes conversam entre si, até mesmo quando ela faz os backing vocals, o refrão conta com guitarras, mas discretas, que só são notadas de fato com o solo, o final dessa música arrepia, coral + Wessels + Karevik, alterações de quem lidera, o sotaque lindo da Charlotte, enfim, uma obra de arte.

Ecclesia é um instrumental, seguido por My Therapy que é seguida pela imponente End of Innocence, da qual então sai Beautiful Apocalypse, outro destaque do álbum que começa com elementos do oriente médio, e contém uma sinfonia muito interessante, ela tem peso, seja nos vocais ou na instrumentação, mas o refrão é muito gostoso de se ouvir, possui um excelente acabamento de back vocal, os versos parecem uma queda livre, enquanto o refrão parece um resgate dessa queda.

Em seguida vem uma das minhas favoritas: Liar, Liar (Wasteland Monarchy), ela começa tranquila, com ar soturno e cresce ao melhor estilo power Kamelot, baterias super rápidas, com um instrumental imponente e muito maneiro. Os vocais chegam a lembrar os de Khan, mas possui algo que apenas Karevik possui na voz, a ponte que liga ao refrão é algo surreal, com pianos, calma, até uns corais masculinos (comuns no Queen), e então a explosão do refrão, um dos melhores refrões do álbum, faz você querer banguear, então a musica ganha seu solo de guitarra e bateria, bateria explosiva, riffs fantásticos, e então chegamos a uma extensão que antecede os guturais de Alissa, com todo o peso, te deixa com gostinho de quero mais… só que AÍ SOMOS SURPREENDIDOS com Alissa cantando o refrão com vocais limpos! MANO DO CÉU, se você estiver lendo a matéria e chegou neste ponto, por favor, vá atrás da música, porque você fica com vontade de ouvir mais dela cantando dessa forma, cantando limpo no power metal, a musica após tudo isso termina tranquilamente.

Here’s to fall  possui uma atmosfera tão melódica, que quando Tommy abre a boca para cantar, você se liga novamente à Khan mas o destaque vai para a faixa seguinte: Revolution, uma pegada diferente do álbum, baterias mais compassadas, firme, gritos, peso e Alissa gritando “REVOLUTION”, uma soprano soltando firulas como em Ghost Opera, a cada Revolution gritado por Alissa, conforme a musica ganha peso, ouve-se uma multidão, num momento Alissa domina a musica, com a multidão ao fundo gritando, é algo muito legal, uma experiência interessante para os ouvidos a musica perde todo o peso, e fica apenas na instrumentação e voz abafada de Tommy, em alguns momentos ele muda a escala vocal, e chega a arrepiar, para você ouvir um grotesco REVOLUTION, e voltar ao peso total… é uma musica muito forte, muito poderosa.

Chegamos em Haven, uma musica instrumental com jeito de “O álbum acabou” e realmente acaba com ela.