RESENHA: DARKEST SEED – THE SCARS THAT NEVER HEAL

Por: Danielle Feltrin

O grupo gaúcho Darkest Seed, formado em 2004, teve seu primeiro álbum de estúdio lançado em 2009 com o título “The Scars That Never Heal”, que é posterior ao EP “The Seed is Rising”, lançado em 2007. Integrado pelo trio Benhur Lima nos vocais e no baixo, César de Campos na bateria e Ricardo Reolon nas guitarras, o Darkest Seed ganhou um estilo com boas influências e além de tudo um trabalho profissional, já que é o seu primeiro álbum de estúdio.

Não dá para comparar com alguma outra banda específica, mas nota-se uma mistura de hard rock com pegada moderna e até mesmo melódica em algumas passagens, mostrando ser um trabalho diversificado e cheio de ideias musicais diferentes.

A música que abre o álbum, “End of Time” já mostra isso com uma levada de um rock moderno e melódico, mas ao mesmo tempo com riffs pesados e harmônicos. O vocal também merece destaque, com linhas bastante trabalhadas, sem exageros e combina perfeitamente com a sonoridade da música.

A segunda faixa do disco, “Down” já começa com um peso na guitarra com frases que dá para mexer o pescoço junto, com passagens bem hard rock. Novamente o vocal merece destaque pelo refrão pegajoso e com certos agudos dados na hora certa.

Na seqüência vem a “The Final Hour”, com uma levada de bateria combinada com os riffs pesados da guitarra e umas levadas com uma sonoridade moderna, parecendo ser uma composição forte tanto na musicalidade quanto na letra.

Na quarta faixa vem a “Lonely”, com passagens parecidas com a música anterior, com riffs bem trabalhados e novamente as passagens modernas de efeito da guitarra, em que também o vocalista mostra toda sua versatilidade e um potencial de voz incrível.

A esta altura do álbum o ouvinte já nota o bom trabalho que o trio proporcionou em suas composições, sabendo trabalhar bem as ideias sem fugir do estilo, mas ao mesmo tempo inovando e utilizando passagens bastante diversificadas, o que vemos pouco hoje em dia.

Em Silent Scream, mais uma vez temos um som de guitarra com efeitos modernos, em que o guitarrista também realiza uma boa combinação de sonoridade com as vocalizações de Benhur além de um comprido solo que não deixou a desejar, merecendo esta música um grande destaque no álbum.

Em L.I.F.E além das linhas vocais diferenciadas de Benhur o baixo também apareceu mais que as outras faixas, que juntamente como o baixo trazem um som interessante que empolga a música. Na música seguinte, “Soul Caged”, é destacada pela parte instrumental no início da música, além de uma combinação da bateria com o tempo da música muito bem encaixada, além dos backing vocals que merecem destaque, dão uma outra visão na música.

Na faixa The Darkest Seed possui um andamento mais rápido e animado com ótimas evoluções de guitarras, bateria e baixo, que deixam e marca esta oitava canção do trio como uma das melhores do CD. Na “Hopeles” aparece uma seqüência de riffs bastante pegajosos e harmônicos, com um vocal um pouco mais agressivo de Benhur.

Na última canção e faixa-título “The Scars That Never Heal” encerra o disco com muito peso e harmônicos que dão destaque na canção, além da elevação de vocais que a música sugere. Esta canção tem uma pegada mais heavy metal, sendo bem escolhida para fechar o álbum com os vocais agressivos e ao mesmo tempo melodiosas de Benhur.

Aí fica a dica para quem gosta de um Hard Rock, com misturas de guitarras modernas e passagens melódicas, e, principalmente, para quem apoia a cena do metal brasileiro. Esse é um álbum que dá vontade de ouvir mais de uma vez no mesmo dia, vale a pena conferir o som dos gaúchos.

01. End Of Time
02. Down
03. The Final Hour
04. Lonely
05. Silent Scream
06. L.I.F.E
07. Soul Caged
08. The Darkest Seed
09. Hopeless
10. The Scars That Never Heal

Nota: 8.5

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