RESENHA: BLIND GUARDIAN – TOM BRASIL – 12/10/2015

Texto: Eduardo Carvalho
Fotos: Rodrigo Simas Photography

Depois de muita expectativa, os bardos voltaram a São Paulo para o show de encerramento em terras tupiniquins em um Tom Brasil lotado, para alegria de Hansi e sua trupe.

Durante a semana, houve um cancelamento repentino por parte da que seria a banda de abertura: CIRCLE II CIRCLE, que conta com o brasileiro Marcelo Moreira (ex-Almah) na bateria. Não houve um motivo oficial anunciado, apenas uma nota informando que não seria possível realizarem esta leg da tour com o Blind Guardian em território brasileiro.

Desta forma, pouco antes dos bardos entrarem em campo, o público paulista deu um show à parte, cantarolando músicas de animes infantis (Nota da redação: tratava-se do dia 12 de outubro, feriado de Dia das Crianças – e Nossa Senhora de Aparecida, para os mais religiosos) como Dragonball Z e Cavaleiros do Zodíaco. Performance digna de aplausos, inclusive!

Na sequência, não muito depois do horário previsto das 19hs, o show começou com a épica The Ninth Wave do excelente novo trabalho “Beyond The Red Mirror”, com o seu começo cadenciado e com refrão poderoso, fazendo com que o Tom Brasil o entoasse como se já fosse um clássico das antigas.

Na sequência, após um breve e empolgado discurso do onipresente Hansi, emendam uma porrada das antigas, “Banish From Sanctuary”, fazendo com que nenhuma alma conseguisse ficar parada, além de um Hansi que não parou de interagir com o público do começo ao final do solo.

“That sounds like fun São Paulo! ” – Com estas palavras de Hansi, temos Nightfall, um dos maiores clássicos, e com certeza uma das mais poderosas músicas da banda ao vivo. Com seu início com a casa inteira batendo palmas e entoando “Oooooooooohhh”, cantando cada verso, fazendo desta um momento memorável para todos presentes.

“Stop, be quiet now” – As primeiras palavras ditas em Fly são totalmente o oposto do que aconteceu quando este clássico recente da banda começou. Com sua bateria inconfundível, Fly manteve o altíssimo nível até então apresentado, além de com 4 músicas já ter passado pelas mais diversas fases da banda.

Com “Tanelorn (Into The Void) e “Prophecies” a grande massa pôde respirar um pouco e apreciar estas 2 músicas dos 2 últimos álbuns sendo executadas com perfeição.

“Guardian, guardian, guardian of the blind! ” SIM, The Last Candle foi executada e a expressão de alegria e satisfação era nítida no rosto de cada um dos integrantes da banda, tamanha empolgação do público, que não parava um segundo sequer.

Chegamos ao momento “acústico”, com as guitarras sendo abandonadas e os violões entrando em cena. Temos “Miracle Machine” mostrando toda a potência de Hansi e uma belíssima conexão entre público e banda nesta linda balada do mais recente álbum.

Com “Lord Of The Rings” tivemos um revezamento entre Hansi e o público, cada um cantando uma estrofe e arrancando muitos gritos e aplausos ao seu término.

Com três porradas em sequência (Time Stands Still, I’m Alive e Imaginations From The Otherside), a banda encerra o primeiro ato com o público ganho e a ânsia por mais!

A banda volta com mais três porradas em sequência, a ótima Wheel Of Time que funciona perfeitamente ao vivo, a nova Twilight Of The Gods que tem tudo para se tornar mais um clássico recente da banda e quase obrigatória ao vivo.

Após estas 2 grandes execuções, Hansi anuncia VALHALLA, momento obrigatório e esperado por absolutamente toda a plateia. Com punhos em riste e um Tom Brasil vindo a baixo, a noite já estava ganha pelos bardos. Com guitarras e bateria magistralmente executadas, um vocal que ia de Hansi a Kai sem nenhuma dificuldade e um público cantando cada palavra como se não houvesse amanhã, Valhalla foi o ponto mais alta do show. Até o momento…

Então os PAs começam a executar uma estranha música de circo. Sim, a música que foi executada na última passagem dos bardos graças aos pedidos do público já estava no setlist desta vez. Já “Majesty”! conseguiu em seus quase 08:00 minutos prender o público e nos preparar para a sequência, com outro grande clássico da banda “The Script For My Requiem”.

Chegado o grande momento para todos presentes, “The Bard’s Song – In The Forest”, música cantada em uníssono e fazendo ser praticamente impossível ouvir até a voz de Hansi, tamanha voracidade do público em cada palavra e cada nota instrumental executada. Com certeza um momento emocionante e inesquecível para todos presentes e se tornando o ponto mais alto do show, exatamente como dito por Hansi após a canção “World Class Performance São Paulo! ”.

Chegado o momento da última música do show, Mirror Mirror não deixou nenhuma brecha para que a audiência ficasse parada, e caso alguém ainda possuísse voz, com certeza ela iria acabar agora. Fim de show.

NÃO EM SÃO PAULO! Ainda havia tempo e fôlego para Barbara Ann! Após uma breve negociação de Hansi com o público, pedindo para que entoassem Ba-Ba-Ba-Barbara Ann alto o suficiente, Barbara Ann foi executada por uma banda extremamente carismática e empolgada com o show.

Um final divertidíssimo para uma noite inesquecível. Mais de 2 horas de show, música extra, um setlist imprevisível, uma banda extremamente bem entrosada, um público fiel e com certeza um excelente presente de Dia das Crianças para todos ali presentes, independente da faixa etária.

MUITO OBRIGADO PELO PRESENTE, BARDOS!

 Set List:

    1. The Ninth Wave
    2. Banish from Sanctuary
    3. Nightfall
    4. Fly
    5. Tanelorn (Into the Void)
    6. Prophecies
    7. The Last Candle
    8. Miracle Machine
    9. Lord of the Rings
    10. Time Stands Still (at the Iron Hill)
    11. I’m Alive
    12. Imaginations from the Other Side

Encore 1:

    1. Wheel of Time
    2. Twilight of the Gods
    3. Valhalla

Encore 2:

    1. Majesty
    2. The Script for My Requiem
    3. The Bard’s Song – In the Forest
    4. Mirror Mirror
    5. Barbara Ann

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