RESENHA: THE LEPRECHAUN – LONG ROAD

Por: Rodrigo Paulino

Gostaria de iniciar essa resenha com as palavras: FOLK IS NOT DEAD!

Possui diferentes influencias musicais que vão de Bob Dylan e Johnny Cash, desmantelaram o paradigma, colocaram uma guria para cantar e um violinista e assim nascia a THE LEPRECHAUN! Eles tocaram em vários festivais dentro e fora do país, graças ao seu estilo bem variado, que segundo eles, não importa se é country ou celta. No álbum que resenharei hoje, eles compuseram, tocaram, produziram e apenas a masterização ficou por conta de alguém de fora da banda.

A história por trás do álbum Long Road, segundo Eric, baixista da banda, se deu após mandar o primeiro disco para um editor de uma revista, e ele dizer por telefone que sequer havia ouvido a banda e que eles teriam uma longa estada caso quisessem que ele escrevesse uma nota sobre eles.

Long Road é um álbum acústico, gravado no interior de São Paulo e muito gostoso de se ouvir.

Batucadas, violoncelo, banjo e toda a animação, assim começamos Culprits and Victims, o canto é totalmente livre, é uma música muito contagiante, a voz sai cem muito esforço, é uma canção muito rápida, mas muito contagiante e cheia de energia. Melancholic Singings mantém o estilo de banjo e batucada com pequenas paradas, o vocal é mais doce do que na primeira música, no entanto ele flui com toda a naturalidade, essa entra para as musicas viciantes, ela possui um ritmo tão envolvente que leva você a balançar os pés e bater palmas junto com a melodia, possui um instrumental muito bem trabalhado, idêntico ao de saloons do velho oeste. Uma desacelerada entra em Dead Stars, mantendo o estilo western, engraçado que se colocasse essas faixas em um filme western seria perfeito, Dead Star, entra no estilo mais baladinha do álbum, com um vocal mais aveludado e vai crescendo no decorrer da música de maneira perfeita, junto com os demais instrumentos.

Blood Puddles lembra muito uma banda do estilo, Of Monsters And Men, uma coisa que vem me cativado cada vez mais ao folk da banda, são os vocais e a instrumentação, cada coisa tem seu tempo, cada instrumento foi pensado para sua presença na composição da música. Voltamos ao estilo saloon novamente, a batida super contagiante e o vocal que conta de They Won’t Control Our Freedon (For A Day), How Brave We Are no início tem todo o ritmo da cavalgada, no entanto a musica pega um estilo mais rápido, legal é você pegar essa canção e imaginar-se no deserto lutando contra os perigos e o calor em cima de um cavalo… Sim, essa música te leva a emoções e sensações interessantes.

Chegamos a Lemon Trees, com toda a graça e batida, com um tom melancólico e um tanto que misterioso, a voz está num tom mais alto, existe alguns gritos de guerra ao fundo, outra musica de um ritmo muito cativante. Musica de combate na cidade, presença de instrumentos marcantes na musica, a batida é muito viciante, vocalmente ela se mantem fantástica, o refrão de Hold The World é algo que vai grudar na sua mente e se manter nela por um bom tempo, um solo de bateria e gaita são colocados ali e rapidamente silenciados pela voz e uma progressão intercalada da voz com instrumentos, essa música é uma obra de arte nata! Man of Tiananmen, tem um começo mais tranquilo, harmônico, então ela explode com os instrumentos, é uma progressão muito interessante, da voz dela, é muito gostoso de se ouvir o som dessa banda, acertaram bastante no tema, nos instrumentos, na voz… É tudo tão puro e tão orgânico. Hello Stranger parece uma música que trabalha com dois ritmos diferentes, um pouco mais desacelerado, mas em dados momentos ela pega fogo, logo desacelera e pega fogo de novo, tem uma coisa tão sexy presente na voz e no estilo.

Hide your love tem aquela pegada de baladinha, apenas com o violão e o tom de voz mais baixo, doce, em momentos ela mantem a doçura na voz, a música embala, como se te preparasse para a última música do álbum, mas se tratando desta canção, ela possui uma graça tão impressa nela que você não quer que ela termine mas logo começa The Hope At The End, com sussurro, aquele clima de que está amanhecendo naquela cidade pacata onde há um tirano, com a voz mais baixa, até que a música explode, com os instrumentos, a bateria muito bem notada e colocada, ela volta novamente à paz e a bateria tocada de forma bem tranquila, até explodir novamente com todos os instrumentos e ela retorna à tranquilidade, uma certa melancolia e um silêncio, quase que seco encerra música fazendo você esperar pelo resto da música.

O que posso falar dessa banda que ouvi apenas algumas vezes e já considero pacas? O estilo Folk Western carregado de uma impressão que te faz viajar em filmes clássicos de bang bang, a voz é perfeita para o estilo, para quem curte folk, vai adorar e repetir inúmeras vezes o álbum, ouvi ele algumas vezes que passou até rápido. Recomendadíssimo!

Long Road Tracklist:

  • Culpirits and Victims
  • Melancholic Singings
  • Dead Stars
  • Blood Puddles
  • They Won’t Control Our Freedon (For A Day)
  • How Brave We Are
  • Lemom Trees
  • Hold The World
  • Man of Tiananmen
  • Hellor Stranger
  • Hide Your Love
  • The Hope At The End

A Banda é:
Fabiana Santos – Vocais
Bruno Stankevicius – Violão
Eric Fontes – Baixo
Paulo Sampaio – Violão
Rafael Schardosim – Banjo
Andrew Nathanael – Violino
Fernando Zornoff – Bateria

Confira o clipe de “Hold the World” minha musica favorita do álbum, que foi escolhida como single.

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