RESENHA: REPUBLICA – POINT OF NO RETURN

Por: Rodrigo Paulino

Começamos com guitarras pesadas, progressivamente a bateria aparece com um vocal bem carregado, bem heavy metal, assim começa Time to pay, característico da banda, logo a primeira ouvida é o vibrato do vocalista Leo. O álbum foi masterizado nos Estados Unidos por Stephen Marcussen, que já trabalhou com  Rolling Stones, Kiss, Black Sabbath e Foo Fighters. A canção se desenvolve com um maravilhoso solo e termina com a bateria rítmica, que logo pega gancho com Why?, uma música mais rápida, gostei muito do vocal alcançado e a presença da bateria, em um dado momento uma guitarra muito insana invade o clima da música, algo que me chama muito a atenção é a firmeza do canto na música, notamos isso mais forte no final dela, onde todos os instrumentos terminam sua participação e fica apenas a voz.

Life goes on tem todo o estilo meio árabe ou mediterrâneo, com guitarras super presentes, no entanto uma luz surge no meio da música, ela diminui o ritmo e o peso, as vozes soam tão clean, mas logo volta no ritmo normal, isso é um fato surpresa na música, é uma coisa tão gostosa de se ouvir essa variação, então a música volta novamente, essa canção é baseada no best seller de George Orwell “A Revolução dos Bichos” e possui um clipe. Change My Way possui uma batida mais rápida e é tocada com o baixo e bateria, até o refrão, onde a atenção volta para as guitarras, quando este termina, pequenas notas são liberadas no decorrer, a música é viciante, a voz é muito versátil nessa música que sai de um estilo mais pesado para um mais suave, essa faixa possui toda uma coisa praiana em determinados momentos, não sei o motivo, mas imagino essa música num episódio de CSI MIAMI. Com uma pegada mais pesada Goodbye Asshole chega com seu convidado especial, Roy Z, que já esteve com eles numa edição do Rock In Rio, Roy é guitarrista do Bruce Dickinson e Rob Halford, seu toque na música é praticamente impossível de não se identificar a música possui uma alma e um peso formidável.

The Land Of The King tem uma pegada maravilhosa, misteriosa, como se passasse dentro de uma névoa, no entanto a música ganha grande peso, o instrumental pesado e o solo junto com a voz pesada transformam essa música numa peça teatral, muito bom. No mercy começa naquela estilo de rock classic, muito tranquila, a voz sendo produzida praticamente sem esforço, simplesmente fluindo, naturalmente, uma música em tom de baladinha, gostei muito dos acordes dessa faixa, a voz continua abraçando numa variável de tons um pouco pesados e mais leves, no entanto há um solo devastador nessa canção.

Pauleira, bateria insana, guitarras presentes endoidecidas, vamos bangear? Dark Road é uma música muito potente, muito forte e rápida, é uma música que por sí possui um ritmo muito interessante, com a mesma energia que inicia, ela termina. Fuck Liars possui partes em que os backing vocals são presentes, isso deu um efeito legal na música, riffs muito interessantes em um dado momento aqui dão um up na composição.

Chegamos em El Diablo, que começa a todo o vapor, essa música possui um clipe também, pela VEVO, o seu clipe tem no roteiro desejo e luxúria. Não se engane, essa canção é cantada em inglês, essa canção é uma queda livre, gostei do ritmo dela, da forma que ela se desenrola, um solo muito poderoso e muito carregado, maravilhoso.

Track List:
01. Time To Pay
02. Why?
03. Life Goes On
04.Change My Way
05. Goodbye Asshole (feat. Roy Z)
06. The Land of The King
07. No Mercy
08. Dark Road
09. Fuck Liars
10. El Diablo

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