RESENHA: Rob Halfod no Carioca Club em 24/10/2010

Por: Letícia Okabayashi

No último domingo, dia 24 de outubro, numa garoa chata da própria terra da garoa, São Paulo, pouco mais de 18hr as portas do Carioca Club, em Pinheiros, foram abertas para os fãs de um dos vocalistas mais idolatrados na cena heavy metal do mundo: Rob Halfod.

As pessoas simplesmente não paravam de chegar, causando um certo desconforto e lotação no local nunca visto antes num show de metal na casa. Aproximadamente 1.500 pessoas se apertaram e com muito entusiasmo já estavam preparados para receber o “Metal God”, divulgando seu mais recente álbum “Halford IV – Made Of Metal” (ainda não lançado no Brasil) em única apresentação no Brasil.

Por volta das 20:30h o telão subiu, e diferente de shows comuns, Halford já estava lá, parado, como que se enchendo de energia com a vibração do público ao vê-lo. A banda estava a postos, com os também renomados músicos Roy Z (Guitarra), Metal Mike Chlasciak (Guitarra), Mike Davis (Baixo) e Bobby Jarzombek (Bateria). Não foi dita uma palavra e já começaram arrebentando com as conhecidas “Ressurection”, “Made in Hell” e “Locked and Loaded”, vindo também “Drop Out”. Vieram os cumprimentos e Rob chamava o público (como se precisasse), que pulava, aplaudia e cantava cada vez mais alto. O set se misturou em músicas antigas, novas e até mesmo algumas do Judas Priest. Dentre as novas, foram executadas “Made of Metal”, “Undisputed”, “Fire and Ice”, “Like There’s No Tomorrow” e “Thunder and Lighting”, na ponta da língua da galera.

A banda mostrou um entrosamento muito grande, afinal, todos são “lendas” no cenário metal no mundo inteiro e não poderia ser diferente. A voz de Halford, apesar dos 40 anos de carreira, não cede sequer uma vez durante toda sua performance, é como se fosse uma força maior saindo dele. Assim como o vocalista, o público não cedeu ao calor e lotação que estava pairando, tendo ótimas vibrações e um clima agitado.

Ainda tocaram “Nailed to the Gun”, cantada em coro, “Golgotha”, e mais 3 do Judas, “Green Manalishi” e a estrondosa “Diamonds and Rust” (covers), fechando a trinca com “Jawbreaker”.

Cyberworld foi a última antes do bis, deixando inquietação no ar, quando o “Metal God” volta ao palco, com uma bandeira do Brasil nas costas, e pega uma camiseta que alguém jogou no palco, do Dio, e fez uma singela homenagem ao grande músico que se foi.

Para fechar com chave de ouro, mais uma do Judas, “Heart of a Lion” e a “Savior”, saindo do palco muito aplaudidos e com certeza com sensação de dever cumprido, compensando os anos de ausência do Brasil. Um show que até quem não gosta, gostou.

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