ANGRA FEST: UMA REUNIÃO MONSTRA QUE AGITOU O TOM BRASIL NO ULTIMO FINAL DE SEMANA

Por: Thiago Tavares
Fotos: Daniel Ometo

Dia 26 de novembro de 2017. Até então, um dia atípico para muitos. Mas para mim e para uma legião de admiradores do rock e do heavy metal foi um dia diferente. Ver não só uma banda, mas ver grandes nomes do rock nacional em um mesmo palco por diversas horas não acontece por muitas vezes. Os amantes da porradaria nacional se encontraram no Tom Brasil na Zona Sul de São Paulo para a primeira edição do Angra Fest, festival esse que reuniu as principais bandas de rock nacional em uma reunião até então nunca vista, festa essa que era um sonho guitarrista e fundador do Angra Rafael Bittencourt.

18:10, os portões da casa se abrem e já me familiarizo com o local, palco de diversos shows do Angra nos quais presenciei e que já perdi as contas de quantos já fui, entretanto, por estar quase no começo da fila, estranhou bastante que a fila estivesse pequena em proporção ao tamanho do evento, mas estava cedo demais. Juntamente com um amigo e o fotografo do portal Daniel Ometo, adentramos ao local e a energia muda, você esquece do mundo porque apenas você quer ver uma porradaria de qualidade, ainda mais feita por brasileiros, que ainda lutam por mais espaço no cenário internacional.

Um pouco antes das 19:00, sobe ao palco a primeira atração: a banda Nortunall, liderada pelo vocalista Thiago Bianchi que esbanjou talento e um poder vocal fora do comum ao cantar os principais sucessos, onde no set daquela noite foram executadas músicas dos três álbuns, dentre eles, No Turn At All (2013), Figth The System (2015) e Nocturnal Human Side (2013). Até aquele dia, não havia visto o show deles mas depois de ter visto, a banda demonstra uma personalidade única e técnica nos arranjos, e músicas bem agitadas.

Uma parada para o intervalo, e depois de uns copos de cerveja, eis que chega a segunda atração da noite. Claro que não é aquela banda de expressão no cenário do hevay metal mundial, mas os caras causam e muito com um humor incondicional e com suas letras que nos remetem a sátiras das bandas clássicas. Liderados por Detonator, o Massacration chegou ao palco do Tom Brasil quebrando tudo com o clássico Metal is the Law. E como toda apresentação, há o que pode-se dizer um “narcisismo” de Detonator ao exaltar o grupo e dizer que o nome do festival seria o Massafest, mas que isso não aconteceu porque o Angra ficou com inveja e adquiriu os direitos do festival. Aí a galera foi aos risos. Até parece que a galera leva a sério o Massacration, por mais que tenham músicos muito bons, porém, estão bem escrachados que estão para zoar tudo e todos na cena do metal, mas quem é do meio, sabe que é uma zoeia saudável.

Mas após 7 músicas e mais algumas rodadas de cerveja, tinha que segurar as energias para o que iria acontecer logo a seguir. Depois de muito tempo (um ano mais ou menos no lançamento de Secret Garden) o Angra voltava a pisar no palco do Tom Brasil para provar que a cena do metal do Brasil está mais viva do que nunca e fechar com chave de ouro esse espetáculo. A partir deste momento, peço até licença de sair da figura de jornalista e descrever alguns momentos desse show como espectador e fã dessa banda, na qual me influenciou ao gostar de ouvir o rock e o heavy metal.

O setlist do show do Angra já era bem diversificado, mas nesse show, eles se superaram. Musicas que até então foram exectadas uma única vez, voltaram ao set com os clássicos como Waiting Silence, Silence and Distance e também músicas do último trabalho como Final Light, Silent Call entre outras.

O grande ápice do show foram as participações especiais que intercalaram as apresentações da banda e claro, foi o que mais me interessou. Em meio a tantos clássicos e músicas do último álbum, a execução de Nothing to Say com o Alírio Neto para mim foi um dos pontos positivos do show do Angra. Neto prova mais uma vez que já está bem habituado com as músicas do Angra e associado com sua técnica vocal única e limpa, deixou um clássico do Angra ainda melhor, dividindo o palco com Fábio Lione, o atual vocal da banda.

Fora a participação de Alírio Neto, o show teve participações Dani Nolden (Shadowside), Ricardo Confessori e Luis Mariutti (ex-Angra e Shaman), Bruno Sutter, Pompeu (Korzus) e Edu Ardanuy (ex- Dr. Sin), além da participação de Geoff Tate ex vocalista do Queensrÿche, uma das influências na criação do Angra.

No fim, pode-se dizer que o show do Angra não ficou devendo. Grandes clássicos misturados com o novo com participação de ícones do heavy metal nacional e internacional dividindo o mesmo palco, foi algo fora do comum e para mim foi muito gratificante ser testemunha do primeiro Angra Fest, onde será o primeiro de muitos.

Entretanto deixo uma crítica construtiva. O encerramento do show deveria ser revisto em proporção a quantidade de músicas que constavam no set e o festival deu por encerrado eram mais de meia noite e meia de uma segunda-feira. Porém, temos compromissos e trabalhos em uma segunda feira. Pense eu trabalhando no dia seguinte: por um lado satisfeito e com a voz falha mas com uma disposição para trabalhar….

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Miriam Martinez, da assessoria de imprensa do Tom Brasil pelo fornecimento das credenciais.

Mais fotos clique aqui.

Setist Nortunall
No Turn At All
Fight The System
Zombies
Mysterious
I Want Out (Helloween cover)
Sugar Pill
Nocturnal Human Side

Setlist Massacration
Metal Is the Law
The Mummy
Metal Massacre Attack (Aruê Aruô)
The Bull
Metal Milf
Evil Papagali
Metal Bucetation

Setlist Angra
Newborn Me
Acid Rain
Final Light
Waiting Silence
Ego Painted Grey
Time
Upper Levels
Drum Solo (Bruno Valverde)
Silent Call
Angels and Demons
Travellers of Time (Prévia do Novo Album Omni
Heroes of Sand (part. Dani Nolden)
Silence and Distance (part. Ricardo Confessori e Luis Mariutti )
Nothing to Say (part. Alirío Netto, Ricardo Confessori Drums e Luis Mariutti)
Empire (part. Geoff Tate)
Make Believe (part. Geoff Tate)
Eyes of a Stranger (part. Geoff Tate)
Silent Lucidity (part. Geoff Tate)
Rebirth
I’ll See the Light Tonight (part. Bruno Sutter)
Walk (part. Pompeu)
Carry On / Nova Era (part. Thiago Bianchi, Bruno Sutter and Alírio Netto)

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