Rock in Rio 2019 terá Os Paralamas do Sucesso no Palco Mundo

O Rock in Rio começa a ganhar forma. Na última semana, a organização do evento trouxe a noite completa de Palco Mundo para o dia 4 de outubro. E, nesta terça-feira, 2 de outubro, Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, teve um encontro especial com Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, quando revelou em primeiríssima mão que Os Paralamas do Sucesso — banda que esteve na edição de 1985 do festival e ajudou a construir a história do evento junto outros nomes nacionais — estão confirmados para a edição de 2019. Será a quarta vez que a banda se apresenta no Rock in Rio (1985, 2011 e 2015). A data da apresentação será anunciada em breve.

Para Roberto Medina, a edição de 2019 será um momento nostálgico quando Iron Maiden e Scorpions se apresentam no Palco Mundo, como em 1985. Assim como os gigantes do rock, Os Paralamas do Sucesso também fazem parte deste momento histórico.

“Eles vieram para uma conversa e somente o empresário deles, o Zé Fortes, sabia que faríamos o convite. Em 1985, eram três meninos com 200 mil pessoas na frente, sem equipamentos e com um cenário quase inexistente. Mal subiram ao palco, rapidamente dominaram o público. Os Paralamas do Sucesso fazem parte do DNA do Rock in Rio e se destacam até hoje pelo talento. Eles vieram para ficar e atravessam o tempo com o mesmo vigor”, conta Roberto Medina.

Imediatamente após o convite, a banda disse o esperado sim. Com um clima bem intimista, Os Paralamas do Sucesso contaram os bastidores do show que marcou definitivamente a carreira deles.

“A gente nasceu no Rock in Rio, o Brasil nos conheceu ali. Foi incrível fazer parte da primeira edição. O show foi lendário. Nosso som foi perfeito e todo mundo curtiu muito. Foi uma vitrine para o nosso trabalho. Nós estamos muito felizes com o convite”, comemora Bi Ribeiro, o baixista da banda.

Com a mesma formação original, os meninos, que em 1985 tinham apenas 23 anos, seguem fazendo sucesso. Para Herbert Vianna, vocalista e guitarrista, a admiração e as trocas mútuas entre os integrantes são traduzidas nas canções, que contagiam muita gente.

“Temos a sensação de estarmos voltando para casa. Somos os mesmos três e vamos viver a mesma emoção de quando subimos a primeira vez no palco do Rock in Rio. Em 1985 sentimos muita confiança. Era um show que já tinha sido insistentemente testado, mas nada comparado a um público de 200 mil pessoas. Quando vimos a nossa música contagiando o público, foi surpreendente”, conta Hebert, que aproveitou a visita ao escritório para afinar a guitarra usada por ele no show de 1985 e dada de presente ao festival.

O baterista João Barone define a apresentação no Rock in Rio como porta de entrada da banda não só no Brasil, mas também no mundo, principalmente na América do Sul.

“Na plateia de 1985 tinha gente de vários países da América do Sul e a partir desta vitrine que foi o Rock in Rio nós começamos a nos apresentar no mundo. Nos tornamos a banda que tocou no Rock in Rio e isso foi incrível”, relembra Barone.

O Rock in Rio acontece nos dias 27, 28 e 29 de setembro, 3, 4, 5 e 6 de outubro, na Cidade do Rock (Parque Olímpico, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro). A venda do Rock in Rio Card está marcada para o dia 12 de novembro pelo site  Ingresso.com.

Sobre os Paralamas do Sucesso

Com seu rock swingado, Os Paralamas do Sucesso ganharam destaque no cenário musical com o hit ‘Vital e sua moto’, em 1984, com o álbum ‘O Passo do Lui’, que tinha sucessos como ‘Meu erro’, ‘Óculos’ e ‘Romance Ideal’. Após a apresentação histórica do grupo no primeiro Rock in Rio, em 1985, veio o álbum “Selvagem?”. Na ocasião, o disco vendeu mais de 700 mil cópias alavancando a banda, que participou do Festival de Montreux em 1987.

A mistura de sons que vai do pop aos experimentos eletrônicos, sem perder a essência característica do rock, fez com que Os Paralamas do Sucesso conquistassem seu espaço e se tornassem referência no meio musical. As turnês pela América Latina e Estados Unidos, fizeram com que a banda fosse o primeiro nome do rock brasileiro a ser reconhecido internacionalmente.

O largo repertório e o set list mais do que afinado para os shows traduziam as dores do amor e cantavam o Brasil em suas composições. Em 2001, a banda passou por uma transformação, quando Herbert Vianna sofreu um acidente, deixando-o fora dos palcos por um período. O silêncio sobre a continuidade da banda não durou. Afinal, aonde quer que Herbert vá, seus fiéis escudeiros estão junto. Eles sabem como cuidar bem do seu amor e o ajudaram a resgatar a memória pela música. O “vendaval” deu lugar a projetos especiais e o grupo lançou o álbum ‘Longo Caminho’ (2002), que vendeu 300 mil cópias. Em seguida veio o intenso trabalho “Uns Dias”. Como eles próprios dizem em sua biografia, o álbum intitulado ‘Hoje’ “comprovou que a capacidade criativa dos três permanecia intacta e pulsante”.  Os 25 anos de carreira foram celebrados entre amigos, junto aos Titãs. E nos 30 anos, a comemoração veio a altura de tanto talento, com uma turnê do álbum ‘Multishow Ao Vivo – 30 anos’, com direito a documentário, DVD e programa de TV.  Hoje, a banda, com 35 anos de carreira, segue gravando álbuns e se apresentando pelo mundo inteiro como se estivessem em início de carreira, com a mesma alegria e vitalidade.

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