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BANDA MX LANÇA “A CIRCUS CALLED BRAZIL” UM ÁLBUM QUE PROVA QUE O TRASH METAL DO BRASIL ESTÁ VIVO

Por Thiago Tavares

Em meados de 2018, muitas pessoas da cena do metal nacional questionam se ainda é possível produzir, divulgar ou até mesmo viver fazendo música, ainda mais o rock e o heavy metal, etilos esses que ainda sofrem uma certa resistência, e por que não dizer intolerância em quesitos de produção, organização de show, dentre outros fatores.

Se fizermos uma linha do tempo, entre os anos 80 até os dias de hoje, há bandas que nasceram, e seguiram para um de dois caminhos: ficar na cena Underground ou expandir os horizontes e cair na estrada fazendo dezenas de shows e ficar a mercê de alguns perrengues na estrada, algo que nenhuma banda quer quando se refere a turnês extensas.

Um exemplo desta dúvida cruel trata-se da banda MX, originária de Santo André (ABC Paulista) que foi fundada em meados de 1985. A partir de 1987, a primeira formação da banda com Alexandre Cunha (bateria e vocal), Alexandre “Dumbo” (baixo), Alexandre “Morto” (guitarra e vocal) e Décio Jr. (guitarra) começou a aparecer os primeiros shows, primeiramente na região e depois, dispararam Brasil a fora, fazendo shows no exterior e também fazendo abertura de shows de grandes nomes da cena como Kreator, Exodus, Paul D’ianno entre outros.

Mas em meio a grandes acontecimentos de uma banda, sempre há certos hiatos nas melhores famílias. Algumas pausas no caminho, aquela esfriada nos trabalhos e afins e sempre havia o questionamento de que possivelmente poderiam parar, em meio ao inicio de consolidação da banda, mesmo que já estavam há certo tempo sem colocar na praça um novo trabalho de estúdio.

Nessas idas e vindas da vida, o público do metal nacional teve que esperar 18 anos para ouvir um novo trabalho da banda. E veio com um CD impecável, deixando de lado a filosofia do old school mas vindo com uma porradaria forte, sem perder a essência e a origem de fundação da banda: um trash metal agressivo e sem perder a oportunidade de fazer um som de protesto.

E o protesto é tema central deste novo trabalho da MX intitulado A Circus Called Brazil, título este bastante sugestivo no que condiz a situação de nosso país ultimamente: um território coberto por uma lona de circo, e que dentro dela forma-se diversas injustiças e mazelas e que a população, vulgo palhaços ficamos a mercê de tudo o que acontece em um circo de horrores.

Sobre o som do novo álbum em um contexto geral, demostra timbres muito bons, agressividade musical e limpeza nas faixas, sonoridade seca e bem delineada.

Coloco aqui como destaques Fleeing Terror com uma boa performance de guitarras, Murders com uma mistura de tempos mais rápidos e mais lentos, Mission, com timbres rasgados de primeira, Lucky com backing vocals muito bem colocados na música e ótima execução de guitarras e técnica de execução que chama a atenção.

Na segunda parte do álbum, em Cure And Disease vem com bases fortes e ritmo envolvente, com bons solos. Em seguida, o disco ganha ares de mais porradaria em Toy Solider com bases marcantes. Outra que ganha destaque é Keep Yourself Alive, essa que pode ser considerado o carro chefe deste álbum.

A partir de Marching Over Lies e Apocalypse Watch retomam a paulada na parte final do álbum, antecedendo a faixa-título do álbum A Circus Called Brazil, uma critica ácida ao nosso país, ao mesmo tempo em que apresenta um lado cômico dos problemas que assolam o nosso país.

Para os fãs da banda, o CD é um prato cheio. E para quem estava a quase 20 anos sem lançar um trabalho de inéditas, eles voltarão com a corda toda a fazer shows e provar que ainda pode-se fazer um trash metal de qualidade no Brasil e a MX é prova viva disso.

Parabéns a todos os integrantes da banda pelo trabalho, bem elaborado e executado e esperamos encontrar nos shows da vida, registrando mais capítulos desta saga que tende a continuar mais tempo.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Luciano Piantonni, da assessoria de imprensa da banda pelo fornecimento da credencial ao evento na Central Panelaço em São Paulo.

Tracklist:

  1. Fleeing Terror
  2. Murders
  3. Mission
  4. Lucky
  5. Cure And Disease
  6. Toy Soldier
  7. Keep Yourself Alive
  8. Marching Over Lies
  9. Apocalypse Watch
  10. A Circus Called Brazil

Line-up MX:
Alexandre Cunha – vocal e bateria
Alexandre Dumbo – baixo
Alexandre Morto – guitarra e voz
Décio Jr. – guitarra

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MX: Capa e título do novo álbum revelados

A banda brasileira de thrash metal MX, que há pouco mais de um mês lançou o videoclipe da música “Fleeing Terror”, revelou mais detalhes sobre o seu novo trabalho que tem sido bastante aguardado, já que a banda, que retomou suas atividades em 2012, não havia lançado músicas inéditas por mais de uma década – “Re-Lapse” de 2014, trazia regravações dos clássicos da banda. Segundo as impressões de pessoas que já ouviram o novo material, as novas músicas espelham a bagagem e a maturidade da veterana banda, sem qualquer desprezo à já conhecida energia musical contagiante que sempre foi a marca característica de seus trabalhos.  O vídeo clipe recentemente divulgado dá uma boa ideia do que está por vir.

O álbum, com lançamento previsto para março de 2018 – no Brasil será lançado pela Shinigami Records – será intitulado “A Circus Called Brazil”.

A capa faz reviver o velho conhecido dos fãs, “Simon”, o padre do álbum “Simoniacal” (1988), embora, pelo título escolhido, a tônica recaia sobre o personagem que representa o sofrido povo brasileiro. Pelo que adiantaram, o álbum contará com 10 músicas e provavelmente mais uma faixa bônus. A arte da capa é de autoria do desenhista e escultor, Cleyton Amorim.

Para quem ainda não assistiu o clipe de “Fleeing Teror”, é só conferir aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=MP3Acfk1lH4

Mais detalhes de “A Circus Called Brazil”, como por exemplo, o ‘making of’ das gravações, serão divulgados nas próximas semanas.

O MX foi formado no ABC Paulista em 1985, e possui os seguintes álbuns; “Simoniacal” (1988), “Mental Slavery” (1989), “Again” (1997), “The Last File” (2000) e “Re-Lapse” (2014). A banda é considerada uma das mais importantes do gênero no país. Entre os admiradores da banda estão o vocalista do Ghost, Papa Emeritus, e Michael Amott, do Arch Enemy (ex-Carcass).

A formação da banda traz Alexandre “Dumbo” Gonçalves (guitarra e vocal), Décio Jr. (guitarra), Alexandre “Morto” Favoretto (baixo e vocal), e Alexandre Cunha (vocal e bateria).

Imprensa/Press: lpiantonni@lanciare.com.br

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