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VENOMOUS APRESENTA INOVAÇÕES EM NOVO SINGLE

“Black Embrace” integrará o repertório do sucessor de “Defiant”

Foto: Caike Scheffer


Após fazer barulho com a boa repercussão da versão de “Nothing to Say” (Angra), que contou com a participação das vocalistas May Puertas (Torture Squad) e Fernanda Lira (Nervosa) e do guitarrista Guilherme Mateus (Bruno Sutter), o quinteto paulistano de death metal melódico Venomous apresenta “Black Embrace”, seu novo single. “A música fala basicamente sobre a depressão. Trata da sensação de não pertencer a esse mundo e o consequente isolamento, que vai tornando tudo a sua volta em sombras. A letra se desenvolve quando o protagonista resolve compreender e abraçar suas sombras, suas dores, perdas e derrotas. É o caminho da aceitação de si mesmo e daquilo que o cerca. O abraço sombrio que traz a força necessária para seguir em frente e, apesar de tudo, ser você mesmo”, explicou o vocalista Tigas Pereira.
 
Para ouvir “Black Embrace”, acesse: https://youtu.be/uEY1jF_nSEI
 
“Black Embrace”, gravado no estúdio Dual Noise e produzido pelo renomado Rogério Wecko e pela banda, também marca a estreia do baixista Renato Castro. “Ele trouxe muito peso, experiência e presença, iniciando uma nova era na banda”, analisou Gui Calegari. “‘Black Embrace’ partiu da ideia de fazer algo novo em nossa história. Por isso, optamos pelas guitarras de sete cordas. Queríamos contar uma historia através dos instrumentos e, como sempre, trouxemos muita melodia. Porém, como tínhamos timbres mais pesados para trabalhar, o foco foi em criar riffs brutais”, detalhou o guitarrista.
 
“Black Embrace” faz parte do segundo álbum completo, sucessor de “Defiant” (2018), que será lançado no segundo semestre. “Trouxemos referências nunca usadas na banda, até por usarmos guitarras de sete cordas pela primeira vez. Tem um pouco de tudo o que fizemos, mas levando a um novo patamar e explorando novas facetas que estão no segundo álbum”, adiantou o guitarrista Ivan Landgraf.
 
O show de lançamento do single ocorre no dia 31 de maio no Manifesto Bar, em São Paulo (SP), em noite que ainda trará Unscarred (Pantera Cover) e Chemical Warfare (Slayer Cover) – infos sobre o evento em https://is.gd/gqtWf3
 
“Mesmo gravando e compondo nunca deixamos os palcos de lado! Este show será ainda mais especial, pois contaremos com as participações especiais de May Puertas e Fernanda Lira, que gravaram a versão de ‘Nothing to Say’, do Angra, conosco”, concluiu Calegari.
 
Site relacionado: https://www.facebook.com/venomousoficial/
 
Ouça “Black Embrace” no Spotify em https://is.gd/mJx1xW
 
Contato para shows: venomousoficial@gmail.com


RESENHA: Angry Voices – Affront

Por Thiago Tavares

Nesta matéria não irei falar de um simples disco, mas sim de uma obra que deve ser ouvida por muitas e muitas vezes, no qual nós, brasileiros, temos que nos encher de orgulho ao ver na praça este e muitos trabalhos do metal nacional de qualidade, onde apenas precisam de maior visibilidade perante o país e ao mundo.

Ao olhar a capa do álbum Angry Voices, o primeiro da banda de Trash/Death Metal Affront, já imaginava que iria ouvir um som interessante, algo de se ouvir o mesmo pelo menos duas vezes, uma seguida da outra (pois quando ouço algo e vejo que é bom, uso esta sistemática). E já na primeira faixa já me surpreendeu bastante.

Scum Of The World já abre os trabalhos do álbum com uma pegada bastante agressiva com os vocais bem rasgados, música objetiva, direta e com violentas distorções.

Em Angry Voices o que domina nesta faixa são as passagens de bateria, alternadas entre simples e o uso de pedaleira dupla, onde até mesmo fazendo-se a junção do ritmo com a bateria, parece que soa com o barulho de uma metralhadora em meio a um campo de guerra, onde sair derrotado da guerra não era válido.

Affront ainda que se dê nome ao álbum da banda, ainda consegue ser a música chiclete, onde inicia-se com um ritmo rápido e traz um envolvimento forte para quem ouve. Ficou até fácil de decorar o refrão e porque não sair cantando?

Conflicts, quarta faixa do álbum é bastante interessante. Nela há variações de riffs melódicos e rápidos, pesados, sem perder as características da banda, fora o trabalho de voz estridente e uma virada de solo que é de tirar o chapéu.

A quinta faixa, intitulada Terra Sem Males (Guerra Guaranitica), instrumental, tem um contexto histórico, na qual retrata em sons melancólicos nos dedilhados do baixo e sons que faz lembrar chocalhos as guerras entre indignas e tropas espanholas e portuguesas durante o Brasil Colônia. Faixa muito bem executada.

Encerrada a faixa, a banda engata para uma faixa mais agressiva e que nos remete para um mix de Trash Metal com ritmos regionais. Mestre do Barro fala da cultura nordestina no qual se exalta em sua a letra a figura de Mestre Vitalino (1909-1963) considerado até hoje um dos maiores escultores da história da arte do barro, onde suas obras são expostas em diversos museus Brasil a fora. É uma faixa bem arrastada onde ainda colocaram um “pandeirinho monstro” no início e no fim da música. Bem original por parte da banda.

Religious Cancer deixa entendido o recado que se passa: a crítica sobre o fanatismo religioso. A faixa contém vocais agressivos e um instrumental alterando entre cadenciado e acelerado.

Under Siege é uma faixa que considero um ponto fora da curva devido ser um som bastante elaborado, uma sintonia perfeita de baixo, guitarra e bateria, fora que esse último tem seus momentos de loucura que se encaixam perfeitamente a música.

Carved In Stone é uma faixa que não é rápida, possui influências de um metal mais raiz onde as vezes, é necessário alternar os ritmos se observado o álbum como um todo. Outra faixa bem interessante

Wartime Conspiracy volta com a pegada original do Affront, onde a música fala da insanidade do ser humano, uma humanidade bem cega acerca dos fatos que ocorrem no mundo e até mesmo no solo, remete-se a tristeza e a melancolia.

Echoes Of The Insanity é mais um instrumental que mistura uma sensação de paz, elementos latinos, algo bem leve e que de longe lembra a banda se em Wartime Conspiracy relatou-se um combate, em Echoes Of The Insanity era hora de contar os mortos e feridos.

E para fechar os trabalhos, Under Siege vem com a participação mais que especial: Marcello Pompeu do Korzus com um som agressivo e forte com vocais bem rasgados.

Para quem não conhece, vale a pena ouvir o trabalho dos caras, no qual pode-se confiar de olhos fechados: irão aprontar bastante com trabalhos de qualidade. Se este álbum foi o cartão de visitar para consolidar, o que dirá então do futuro?

Affront é:
M.Mictian – Baixo
R.Rassan – Guitarra
Oman Oado – Bateria

Contato:
Facebook: facebook.com/affrontmetal/
YouTube: https://goo.gl/3gVWwf