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Rock in Rio 2015 – Homenagem à Cássia Eller trará banda original da cantora

Dez artistas da música brasileira, entre grandes nomes e novos talentos, participam do show

Rio de Janeiro, 14 de julho de 2015 – A edição que comemora os 30 anos do Rock in Rio traz mais uma surpresa para o público: no dia 18 de setembro — o que abre a 16ª edição do evento — o encerramento do Palco Sunset fará uma homenagem à Cássia Eller. O show, preparado especialmente para o festival, terá a participação de Nando Reis, Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Mart’nália, Emanuelle Araújo, Xis, Julia Vargas, Filipe Catto, Tacy, Fabão e Márcio Mello. Para este momento, Zé Ricardo, diretor artístico do Palco Sunset, contou com a ajuda de Chicão, filho da cantora, que se envolveu na escolha dos músicos e na montagem do roteiro do show, ao lado de Fernando Nunes, baixista da banda original de Cássia. Com este anúncio, a data está completa, com todo o line up do Palco Sunset anunciado.

“Cássia foi uma artista muito importante para a música brasileira. Se apresentou no Rock in Rio, em 2001, e fez um show que até hoje está na memória das pessoas. Tenho certeza que o público vai curtir esta apresentação inédita, com grandes nomes da música nacional e novos talentos, todos músicos que, de alguma forma, tem uma ligação com a artista homenageada”, afirma Zé Ricardo.

Segundo ele, Nando Reis e Arnaldo Antunes eram os compositores que Cássia mais gravava. Zélia, Mart’nália e Emanuelle eram amigas pessoais da Cássia e parceiras musicais. Já o rapper Xis gravou ‘De esquina’, no DVD da cantora; Fabão e Márcio Mello tocavam com ela; Tacy é a cantora que interpreta a artista no musical ‘Cássia Eller’ e Julia Vargas é uma grande parceira musical de Chicão, filho da artista.

No repertório do show do Palco Sunset, canções como Segundo Sol, Malandragem e Partido Alto vão embalar a plateia. “Vamos relembrar a diversidade da Cássia, uma artista plural que circulava divinamente, através do seu repertório, em praticamente todos os ritmos: samba, hip hop, rock, balada”, explica Zé Ricardo.

Será um show pensado nos mínimos detalhes de forma a relembrar a cantora em toda a sua essência — equipe, amigos, parceiros e família. Além dos músicos convidados, a banda que se apresentará será a da formação original, que tocava com a artista. O show terá ainda os mesmos técnicos de som, mesmos holdings e mesmos produtores de Cássia Eller. “Estamos buscando para esta edição, que celebra os 30 anos do Rock in Rio, momentos especiais e que relembrem a história do festival. Cássia, sem dúvida, é um nome que marcou e que está na memória das pessoas. Queremos que todos aproveitem este momento e celebre junto conosco“, afirma Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio.

No dia 18, primeiro dia do Rock in Rio, se apresentam ainda no Sunset Lenine + Projeto Carbono; Ira! + Rappin Hood e Tony Tornado; e Dônica + Arthur Verocai. No Palco Mundo, as atrações são Queen + Adam Lambert; OneRepublic; The Script; e show de abertura, homenageando os 30 anos do festival.

Sobre o Rock in Rio
Com 30 anos de história, o Rock in Rio é o maior evento de música e entretenimento do mundo por uma série de razões. Das quinze edições anteriores, cinco ocorreram no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011 e 2013), seis em Portugal (2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014), três na Espanha (2008, 2010 e 2012) e uma nos Estados Unidos (2015). Em setembro, a sexta edição no Brasil acontecerá na Cidade do Rock.

Combinando todas as edições já realizadas, mais de 7,7 milhões de pessoas já participaram do evento. Outro número que não para de crescer é o das redes sociais, nas quais o Rock in Rio está quebrando recordes com mais de 11 milhões de seguidores. Em termos de atrações, somando-se as edições brasileiras, portuguesas, espanholas e americana, mais de 1.359 atrações musicais se apresentaram nos palcos do Rock in Rio, com um total de 1.200 horas de música, com transmissão para mais de 1 bilhão de telespectadores em todo o mundo, pela TV e Internet.

Ao longo dos anos, mais de US$ 530 milhões foram investidos na marca. Além disso, mais de US$ 23,2 milhões foram investidos em projetos sociais e ambientais. Mais do que os índices de audiência e de investimentos significativos, o Rock in Rio tem ajudado na economia dos lugares visitados: mais de 148 mil postos de trabalho foram gerados ao longo dos últimos 29 anos. Na Espanha, o festival é top of mind, superando a concorrência da Fórmula 1. Na edição de 2013, 46% da plateia do Rock in Rio era de fora do estado do Rio de Janeiro. O impacto econômico da edição de 2013 na cidade, publicado pela Riotur, foi de R$ 1 bilhão, e as taxas de ocupação de hotéis eram de cerca de 90% no período.

Mais informações:
http://rockinrio.com/

PONTO ZERØ homenageia as mulheres do rock!

Por: Rodrigo Paulino

Conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll”, Janis Joplin foi um ícone dos anos 60 e uma referência para o Blues e o Soul da geração. Nascida no Texas, Janis era considerada a rebelde de sua geração, ao se mudar para San Francisco, participou da banda Big Brother & The Holding Company, lançando um álbum auto intitulado, em 1968 lançou Cheap Thrills, em 1969 o I Got Dem Ol’Kozmic Blues Again Mama! e, após sua morte por overdose em heroína, veio o Pearl, em 1971. A voz rouca da cantora e o estilo foi de inspiração para muitas outras jovens na época e ainda encanta muitas gerações.

https://www.youtube.com/watch?v=GoLn5hmZevs

Na década de 70, outra banda bem conhecida, foram as meninas do The Runways, apenas meninas na banda. Joan Jett teve a ideia inicial de criar a banda, comentou a ideia com a seu amigo Kim Fowley, que logo apresentou a baterista Sandy West, chamaram a baixista Micki Steele e a compositora Kari Krome. Em 75, estava formada a banda de garotas. Em 76 entrou a guitarrista Lita Ford e a cantora principal Cherrie Currie, lançando assim o primeiro álbum The Runaways e em 77 lançaram o Queens of Noise e infelizmente, em 78, depois de desacordos com empresário, gravadora e alguns desfalques na banda, elas gravaram um último álbum chamado “And Now… The Runaways”. A mensagem principal da banda sempre foi a de que mulheres podem fazer rock. Em 2010 rolou um filme sobre a banda.

https://www.youtube.com/watch?v=GvmIwhXe6rE

No anos 80, com a ascensão do heavy metal, uma banda possuía uma vocalista de voz rouca, aliás, vamos combinar que anos 80 uma série de cantoras de vozes potentes, como Bonie Tyler e Kim Carnes tinha como marco a voz rouca e forte. No entanto, vamos falar da belíssima Doro Pesch, vocalista da banda Warlock. Com o tempo, Warlock acabou e Doro permaneceu como a única membro original da banda, lançando assim sua própria banda, Doro Pesch. Fez inúmeras apresentações especiais com outras bandas como Hole Moses, cantou com UDO, Jorn Lande, apresentou um cover do Abba com Dirk Bach, gravou um dueto com o Twisted Sister no álbum A Twisted Christmas, aparece em Who I Am com Floor Jansen e atualmente cantou junto com Rafael Bittencourt no álbum Secret Garden, do Angra.

https://www.youtube.com/watch?v=GHT1sreYIho

Com a chegada dos anos 90, várias mulheres foram liderando bandas, sendo vocalistas e até mesmo formando suas próprias bandas, Nightwish, que apesar da explosão “Once” ter ocorrido apenas nos meados d 2005, existe desde o fim dos anos 90 com a vocalista Tarja Turunen e sua inconfundível voz, e apesar da demissão dela, seguiu em frente com Anette Olzon que fez participação com diversas bandas enquanto estava assumindo os vocais da banda e atualmente tem um projeto solo e sua sucessora, Floor Jansen que já participou de projetos como o Ayreon, era quem comandava o After Forever e ainda comanda o ReVamp.

O que dizer das nossas guerreiras brasileiras? Com mais de 50 anos apenas de carreira, Rita Lee passou por todos os gêneros, desde o rock psicodélico do qual Janis Joplin participou, o tropicalismo, pop rock, disco, new age e vários outros estilos. Participou da banda “Os Mutantes” e “Tutti Fruti”, trabalhou em rádio, televisão, estabeleceu parceiras, lançou 18 albuns de estúdio e 6 ao vivo. Pessoalmente amo as letras dela. Outro destaque foi Cassia Eller, que levou uma vida ao máximo, ela tinha muita presença de palco, era declaradamente uma interprete de todos os gêneros, e estava sempre envolvida em grandes projetos. No ano de 2001, Cassia teve 95 apresentações, gravou um acústico e apresentou um programa pela MTV ao lado de Rita Lee. No entanto, no mesmo ano, no dia 29 de dezembro ela faleceu de um infarto. Cassia possui 11 albuns lançados entre shows e de estúdio.

Não posso deixar de falar aqui, de uma mulher que muito me chama a atenção, pela atitude que ela tem, pela criatividade e pelo trabalho dela. Pitty, que sempre teve muito conteúdo em suas composições, apesar de já cantar em outras bandas, como a Inkoma e Shes, em 2003 sua banda foi uma das que mais venderam nos anos 2000, com uma temática filosófica, baseada em Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Em 2005 tivemos o lançamento de Anacrônico, que ela intitulou ser meio auto biográfico. Em 2009 veio o Chiaroscuro, que considero um cd bem interessante pela proposta que a cantora quis oferecer aos ouvintes, com uma pitada aqui e acolá para o bolero. Em 2012 ela se aventurou em gravar Agridoce, um projeto folk, muito ousado e gostoso de se ouvir e no ano passado, ela lançou o Sete Vidas, mais diferente de todos os outros trabalhos, carregado emocionalmente, místico e muito divertido de se escutar. Apesar de grandes problemas pessoais, como a perda de um bebê e até mesmo quase morrer após uma infecção, nada disso fez a peteca cair.

São tantos nomes ainda para serem falados, tantas bandas para serem citadas, mamães que são cantoras como Simone Simons(Epica), apoiadoras de causas como Charlotte Wessels (Delain), ex-coelhinhas da Playboy como Butcher Babies e Huntress, pessoas que traçam um ideal e vão em frente, como Fernanda Hay (Overdrive) e meninas que “são colocadas para cantar” (isso é uma referência do que li num release feito pela banda) como Fabiana Santos (The Leprechaun) e até mesmo símbolos do feminismo como Christina Scabbia (Lacuna Coil) e Maria Brink( In This Moment).

Lugar de mulher é em casa!” me enche de raiva ouvir essa frase, todo lugar é lugar de mulher, seja em casa, em escritório, em lojas e até mesmo no intuito de montar uma banda, dia da mulher não é apenas dia 8 de março ano após ano, é todo dia!

A seguir, tem uma listinha básica com umas músicas de algumas moças citadas nesse especial.

http://www.youtube.com/playlist?list=PLmwL6dFjq5EImUpIMBKOe1TGH9wNZJ6Q1