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ARMADA RESGATA A ESSÊNCIA DO PUNK NA INÉDITA “OS RATOS”

Arte: Paulo Rocker

O isolamento social decorrente da pandemia de coronavírus alterou o modo como as bandas têm produzido música. Exemplo disso é a faixa inédita “Os Ratos”, lançada nesta terça-feira (15) pela Armada. O grupo, que sempre prezou pela qualidade impecável de suas gravações, desde a época em que seus integrantes faziam parte da lendária Blind Pigs, agora troca os estúdios pelo celular e considera que a mensagem é mais importante que o meio.

“Estamos vivendo um momento delicado e perigoso politicamente no Brasil, a necessidade de colocar para fora o que sentimos em relação a isso é muito grande. Não dá pra entrar em estúdio? Então vamos gravar com nossos celulares!”, explica o vocalista Henrike Baliú.

O som cru e a atitude “faça você mesmo” são características já conhecidas do punk rock, e é natural que o Armada beba desta fonte, mesmo que em outros momentos tenha optado por não se limitar ao punk, misturando diferentes estilos musicais.  

“Os Ratos” conta ainda com um videoclipe desenvolvido também à distância e editado pelo baixista Mauro Tracco. “A letra do Henrike é uma analogia, mas queria que as imagens fossem para outro lado. Queria que fossem explícitas, sem muito lugar pra subjetividade”, diz Tracco. A ideia do baixista foi mostrar os ratos como inimigos nojentos e desprezíveis. Para isso, se valeu de cenas de filmes B dos anos 70 e 80 com essa temática. “A intenção é deixar o espectador nauseado com tanto rato, que é como nos sentimos em relação aos verdadeiros personagens aos quais a letra se refere”, revela.

Assista ao videoclipe de “Os Ratos”:
https://faromusic.us12.list-manage.com/track/click?u=497b181146c1440e2c2bf2f5f&id=d5366d103c&e=ff20bc14ff

  Foto: Rafael Cusato   

OUÇA “DITADURA ASSASSINA”, O NOVO EP DO ARMADA

Em meio a tensão política latente, o Armada lançou nesta quarta-feira (4) o EP intitulado “Ditadura Assassina”. O novo trabalho marca o posicionamento da banda em relação ao revisionismo histórico empregado por uma ala conservadora que tem crescido no país nos últimos anos.  “A ditadura militar brasileira foi cruel e assassina, sim! E é uma vergonha ver figuras políticas louvando torturadores e pedindo a volta do AI-5. É triste ver uma parte da população pedir intervenção militar no Brasil“, diz o vocalista Henrike Baliú.

Composto pelas faixas “Nas Trincheiras” e “A Rua de Trás”, “Ditadura Assassina” já está disponível nas principais plataformas de streaming e também em vinil 7 polegadas colorido pela gravadora Neves Records, com lançamento que será marcado por um show acústico gratuito no próximo sábado (7) na capital paulista.

A arte assinada pelo ilustrador brasiliense Paulo Rocker mistura história em quadrinhos com referências que remetem aos tempos de exceção no país. A capa é uma releitura de uma fotografia que estampou os jornais na época, os integrantes da Armada são apresentados em fichas que lembram as do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e as letras de cada uma das músicas aparecem em documentos vetados pela censura.

“‘A Rua de Trás’ é uma música sobre ser criado no Brasil dos anos de chumbo e faz um paralelo com os dias atuais. ‘Nas Trincheiras’ é a estória em primeira pessoa de um jovem soldado enviado para lutar na guerra, onde perde a inocência da juventude e testemunha os horrores que o homem comete contra seus similares”, revela o vocalista.

“Nas Trincheiras” ganhou um ganhou lyric video idealizado por Henrike e editado por André Riolo. 

ttps://faromusic.us12.list-manage.com/track/click?u=497b181146c1440e2c2bf2f5f&id=f5e2354808&e=ff20bc14ff

O Armada é formado por ex-integrantes da banda punk rock Blind Pigs, que decidiram ampliar os horizontes sonoros e fizeram sua estreia em 2018 com o álbum “Bandeira Negra”, que contou com as participações especiais de Sérgio Reis e Kiko Zambianchi.

Vá ao show de lançamento do EP “Ditadura Assassina”: 

Pocket show acústico
Data: Sábado, 7 de dezembro de 2019
Horário: Das 18h às 20h30 
Local: Loja Monstra – Praça Benedito Calixto, 158, Pinheiros. São Paulo – SP
Entrada gratuita 

COM MAIS DE 10 MINUTOS, “DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA” É O NOVO SINGLE DA PLEBE RUDE

Foto: Caru Leão

O terceiro single do décimo disco da Plebe Rude, “Evolução – Volume I”, que narra a trajetória do ser humano na terra, foi divulgado nesta sexta-feira (22). Intitulada “Descobrimento da América”, a faixa de exatos dez minutos e trinta segundos convida o ouvinte a entrar no clima de ópera rock do novo álbum, com lançamento marcado para o próximo dia 6.

“‘Descobrimento da América’ cobre a peregrinação à América do Norte e a colonização da América do Sul, ambos tendo resultados bastantes diferentes, mas terminando com o eventual repúdio aos respectivos Reis. Fugindo da intolerância religiosa, ou colonizando e escravizando, a chegada dos europeus às Américas seria desastrosa para as civilizações locais, com milhares de anos de história praticamente aniquilados da noite para o dia se for medido no tempo do grande arco da história da humanidade (e do espetáculo), que data desde do surgimento do Homo sapiens, há 200 mil anos”, conta o vocalista Philippe Seabra.

“Evolução”, álbum duplo, dividido em dois volumes, também está previsto para virar um musical com direção de Jarbas Homem de Mello em 2020. “Eu conhecia um ator de Brasília, o Fabio Yoshihara que atuava em musicais na ‘Broadway Brasil’ como Rent e Fantasma da Ópera. Entrei em contato com ele com a demo na mão, sem saber exatamente o que fazer com aquela obra. Trabalhei muito com direção musical e composição de trilhas sonoras para cinema, inclusive fui o ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014 pela trilha sonora original de Faroeste Caboclo, mas isso era novo pra mim. Em meia hora ele me colocou em contato com o Jarbas Homem de Mello, que quase instantaneamente topou dirigir”, lembra Seabra.

Assim como os singles anteriores, “Evolução” e “A Mesma Mensagem”, “Descobrimento da América” também ganhou um lyric video dirigido por Fernando Dalvi.

Assista ao lyric video de “Descobrimento Da América”:
https://youtu.be/OQDhR5bGvzQ

Ouça a faixa nas principais plataformas digitais:
https://onerpm.lnk.to/DescobrimentoDaAmerica

OUÇA “A MESMA MENSAGEM”, NOVO SINGLE DA PLEBE RUDE

Foto: Caru Leão

“A Mesma Mensagem”, novo single da Plebe Rude lançado nesta sexta-feira (25), joga luz às religiões e promove um questionamento sobre a pluralidade e a convivência pacífica entre diferentes tipos de fé. A faixa narra a evolução das diversas manifestações religiosas, suas diferenças e equivalências, como se o arco da humanidade fosse medido em uma semana. “Na segunda feira seria a louvação a lua, na terça seria o endeusamento do fogo, e por aí vai, até aparecerem os dogmas e religiões organizadas. A semana ‘eterna’ culmina no domingo, onde o lado bonito e humano da solidariedade da fé e do rito, e o lado feio da intolerância e da perseguição vêm à tona, mostrando o quão belo e terrível a humanidade pode ser. A música é um alerta para todo o mal feito e justificado pelo nome de Deus. Sempre foi assim na história e continua sendo até hoje”, explica.

Para o baixista André X, a música, que ganhou um lyric vídeo desenvolvido por Fernando Dalvi, tem um quê de “espirito reggae, acelerado e temperado com as características da Plebe”. “O refrão é um chiclete aural, cola no ouvido e ecoa durante dias na mente, multiplicando a mensagem que tentamos passar: a convivência entre os povos cabe a cada um de nós”.

O single “A Mesma Mensagem” faz parte do álbum duplo “Evolução”, que terá o lançamento dividido em dois volumes, um deles previsto para 6 de dezembro e o outro para o primeiro semestre de 2020. O disco, que narra em 28 faixas a trajetória do ser humano na Terra e faz uma ampla análise do homem, do seu desenvolvimento e de sua vivência em sociedade, também se transformará em um musical dirigido por Jarbas Homem de Mello em 2020. “O resumo do musical foi divulgado com a música ‘Evolução’. As demais músicas podem ser divididas em dois grupos: aquelas que contam sobre um período histórico específico e aquelas que abrangem um arco maior, tratando do desenvolvimento de um tema ao longo de todo caminho da humanidade nesse planeta. ‘A Mesma Mensagem’ cai nessa segunda categoria”, explica André X.

Segundo Philippe, desde a formação da Plebe Rude em 1981, que a letras da banda são consideradas atuais. “A humanidade pelo visto não aprendeu com os próprios erros, e basta um rápido olhar na história recente do nosso querido e confuso país, para perceber que o Brasil também não. Das duas, uma: ou somos videntes ou nada mudou”, reflete o vocalista.

Assista ao lyric video de “A Mesma Mensagem”:

https://faromusic.us12.list-manage.com/track/click?u=497b181146c1440e2c2bf2f5f&id=c79095db4e&e=ff20bc14ff

ROTA 54 É A PRIMEIRA APOSTA DO SELO DO VOCALISTA DO INOCENTES, CLEMENTE NASCIMENTO

Foto: Mariane Lima

Nesta sexta-feira (11), a banda Rota 54, formada em 2008, lançou o quarto álbum, intitulado “Náusea”. O lançamento é a primeira aposta do selo Kaos, comandado pelo veterano do punk rock nacional, Clemente Nascimento (Inocentes / Plebe Rude). “O Rota 54 faz punk raiz com um frescor surpreendente, letras fortes e canções para assobiar nas esquinas dos guetos, eu tinha que lançar esse disco”, conta o vocalista do Inocentes, que diz ter se surpreendido com as canções bem construídas e a mensagem contundente do grupo. “Conheço os garotos desde o começo, essa formação se encaixou muito bem, é um momento especial deles”, completa.

Atualmente formada por Caio Uehbe (voz e guitarra), Cesar Hiro (baixo e voz), Ricardo Faga (guitarra) e Minoru Slot (bateria), a Rota 54 diz ter entrado em estúdio para gravar as sete faixas que compõem o novo álbum com o sentimento de náuseas. “Náusea, sinônimo de nojo, asco, repugnância. Quantas vezes não nos deparamos com tais sentimentos em situações do cotidiano? Como não a sentir diante da notícia de que um pai de família é alvejado com 80 tiros disparados pelo exército ou com a exaltação de um passado marcado por atrocidades que insiste em nos visitar em episódios como o covarde assassinato político de Marielle Franco, que remonta a época da Ditadura Militar? “, reflete Caio Uehbe.

Influenciados pelas clássicas bandas do punk 77, como The Clash, Sex Pistols, Ramones e Cock Sparrer, a Rota 54 materializa o momento atual com o sentimento de revolta que consagrou o punk rock como música de resistência. A arte do disco, desenvolvida pelo próprio vocalista, também faz referência aos primórdios do punk e a estética das ruas, recheada de alusões aos zines, jornais da classe operária, cartazes, stencils e lambe-lambes. A capa remete a obra “Guernica” de Pablo Picasso, que retrata os horrores do bombardeio nazista à cidade basca de Guernica, e faz uma metáfora com o poema de Carlos Drummond de Andrade “A Flor e a Náusea”, autor que inspira ainda a composição da música “Dente por Dente” através do “Poema de sete faces”.

“Náusea”, produzido também por Clemente Nascimento, já está nas principais plataformas digitais e estará disponível em CD no show de lançamento do disco, marcado para o próximo dia 19, na capital paulista. “O Clemente é uma referência para nós e acredito que deva ser para todo mundo que curte punk rock. Poder fazer parte deste momento com ele é muito gratificante pois é, de certa forma, fazer parte da magnífica história que ele vem construindo desde o final da década de 70”, afirma o vocalista.

Ouça o álbum “Náusea” nas principais plataformas digitais: 
https://ditto.fm/rota54nausea

Vá ao show:
Rota 54 – Lançamento do álbum “Náusea”
Bandas convidadas: Fibonattis e Dellortos
Discotecagem: Clemente (Inocentes) / Dedé & Hiro
Quando: Sábado, 19 de outubro de 2019
Horário: A partir das 20
Local: Espaço Som – Rua Teodoro Sampaio, 512, São Paulo/SP