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Tamuya: banda retrata Xangô como super-herói em capa de novo single

Os últimos acontecimentos da política do nosso país motivaram o Tamuya Thrash Tribe a lançar uma versão em português para a música “Senzala/Favela“, que se encontra no álbum “The Last of the Guaranis“, e conta com a participação de Marcelo D2.

Segundo Luciano Vassan, “a letra fala sobre o final do Sec XIX, quando a escravidão foi abolida no Brasil e iniciou-se um processo de favelização nas principais cidades do país. Com isso os negros ficaram totalmente marginalizados da sociedade e a intolerância contra as religiões de matriz africana ficou ainda mais evidente, chegando a ser considerado crime a prática da Umbanda, do Candomblé e até mesmo da Capoeira. Apesar de retratarmos um momento específico da nossa história, o conteúdo da letra parece continuar atual e se paramos para analisar, muito pouca coisa mudou passados 130 anos da Lei Áurea (13 de maio de 1888). E com o resultado das últimas eleições presidenciais, onde estamos vendo ataques constantes às políticas voltadas para a população neg ra, nós achamos que seria interessante traduzir a música para o português, para que a mensagem fosse absorvida por mais pessoas”.

A capa foi desenhada pelo Angelo Arede, vocalista do Gangrena Gasosa, e inspirada nos traços do renomado escritor e desenhista de Histórias em Quadrinho, Frank Miller. “A ideia era retratar Xangô (que aparece na letra por ser o Orixá da Justiça) de uma forma diferente da tradicional, numa pegada mais moderna. Quando estávamos pensando no conceito e qual caminho deveríamos tomar para a arte dessa capa, recebemos a notícia do falecimento de Stan Lee, e foi aí que veio a ideia de retratar Xangô como um super-herói de HQ. Achamos que seria uma ótima maneira de prestar uma homenagem ao criador de tantos dos heróis que nós amamos. Então procurei o Angelo, que eu já sabia que era um ótimo ilu strador, ele aceitou de cara o desafio e esse aí foi o resultado, essa capa incrível”, complementa Vassan.

A música será lançada nas próximas semanas em todas as plataformas de streaming, junto com um clipe que se encontra em fase final de produção.

A formação do Tamuya traz Luciano Vassan (guitarra e vocal), Leonardo Emmanoel (guitarra), JP Mugrabi (baixo), Paula Perez (percussão) e JP Rodrigues (bateria).

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“GANGRENA GASOSA – DESAGRADÁVEL” É EXIBIDO HOJE NA MOSTRA IN-EDIT BRASIL, DO CANAL BRASIL

A mostra In-Edit Brasil exibe hoje no Canal Brasil o filme “Gangrena Gasosa – Desagradável”, de Fernando Rick, à 00:15. A apresentação do programa é do músico Paulo Miklos que traz curiosidades sobre os filmes exibidos.

O In-Edit Brasil é o primeiro festival dedicado exclusivamente ao gênero do documentário musical no país. O evento, que chega a seu sétimo ano em 2015, tem em sua programação principal longas-metragens nacionais e estrangeiros, sempre tendo a música como tema central das produções. Com alguns dos maiores sucessos apresentados no festival, o Canal Brasil reúne filmes que fizeram parte da programação da mostra em suas seis primeiras edições.

Em maio, o espectador confere dois títulos que contam a história de gêneros brasileiros. No dia 18/05, Gangrena Gasosa – Desagradável, sobre a Gangrena Gasosa, a primeira e única banda de Saravá Metal do universo. Já no dia 25/05, será exibido o documentário sobre o cotidiano de três moradores da Zona Norte carioca que, em comum, têm a paixão pelo rap. Antes da exibição dos filmes, o titã Paulo Miklos revela curiosidades de cada filme.

Serviço:
Mostra In-Edit no Canal Brasil
Gangrena Gasosa – Desagradável
Segunda, dia 18/05, à meia-noite e quinze e mad. de sex./sab., dia 23/05, às 02h.

Trailer oficial:

https://www.youtube.com/watch?v=-oVTP7ru7Mw

:: MAIO ::

Gangrena Gasosa – Desagradável (2013) (121’) – Tem gente que parece ter vindo ao mundo para confundir e incomodar. Este é o caso dos integrantes da Gangrena Gasosa, a primeira e única banda de Saravá Metal do universo. Dirigido por Fernando Rick, o documentário narra a trajetória dos músicos mais macumbeiros do Brasil. Jello Biafra, BNegão, Dado Villa-Lobos, Marcelo D2 e Tom Leão dão seus depoimentos sobre as mandingas que cercaram o grupo.

O conjunto cruza elementos da cultura afro-brasileira incorporando uma mistura de metal com hardcore regado a elementos do Candomblé. O filme relata episódios arrepiantes e hilários. Afinal de contas, as histórias de atropelamentos, atentados, membros contraindo AIDS, conspirações da mídia, perseguições de nazistas, tentativa de espancamento e assassinatos são reais ou apenas mitos? Isso tudo será desvendado no registro.

Apesar de possuírem poucos álbuns lançados, o valor do Gangrena é inestimável para a cena alternativa carioca. O título exterioriza grande parte desse legado e, principalmente, o preconceito sofrido dentro e fora do Brasil. Tudo isso com pitadas de bom humor, a essência da trupe.

Segunda, dia 18/05, à meia-noite e quinze e mad. de sex./sab., dia 23/05, às 02h.

Fala Tu (2003) (75’) – Dirigido por Guilherme Coelho e com argumento de Nathaniel Leclery, o documentário é o resultado do acompanhamento, por nove meses, do cotidiano de três moradores da Zona Norte carioca que, em comum, têm a paixão pelo rap. O filme é o testemunho das dificuldades pelas quais os cantores passam para concretizar seus sonhos, a relação com o trabalho e a música, e as transformações vividas pelos personagens durante o tempo de filmagem, quando batalham para fazer da sua música o seu “ganha-pão.” A câmera não se restringe às entrevistas, capturando imagens dos rappers trabalhando, brigando, cantando e até em cultos religiosos.

Combatente, Macarrão e Togum são os três personagens centrais. Combatente é o codinome da operadora de telemarketing Mônica, de 21 anos, moradora do Vigário Geral. Confiante no poder transformador do rap, ela versa sobre saúde sexual, paz e igualdade e, recentemente, foi iniciada na igreja do Santo Daime. Togum, de 32 anos, é um dos pioneiros do movimento rap no Rio, trabalha como vendedor de produtos esotéricos. Com estilo agressivo de cantar, o rapper sonha em ir para faculdade e se tornar o primeiro porta-voz negro do Presidente da República. Já Macarrão, de 34 anos, mora no Morro do Zinco com sua mulher e vários filhos e é apontador do jogo do bicho. Integrantes do “lado B” do cenário do rap carioca, restrito à periferia, estão distantes tanto de astros como MV Bill quanto de uma postura revolucionária.

 Os discursos dos três variam, chegando a se opor em alguns momentos: enquanto Combatente e Togum têm suas falas marcadas pela utopia e pelo sonho, Macarrão diz que seu rap não é protesto, e sim uma “crônica do cotidiano”. As composições dos personagens passeiam entre temas como a realidade da mulher, o preconceito racial, a violência moral e física e o dia a dia no morro. O filme aponta diversos aspectos positivos da realidade da periferia em grandes cidades, como Rio e São Paulo. A paisagem, fora do cartão-postal da “cidade maravilhosa”, é pontuada pelo rap, pela ginga e por um certo ideal de malandragem. Determinados, os personagens passam por cima de todo e qualquer problema – como a perda do emprego, a morte de um parente próximo e as limitações dos serviços que o Estado presta para suas regiões – para atingir seus objetivos: fazer música.

A produção recebeu o prêmio de melhor direção e melhor documentário eleito pelo Júri Popular no Festival do Rio de 2003; ganhou uma Menção Honrosa no Festival de Cinema Brasileiro de Paris no mesmo ano; participou da Mostra Competitiva do Festival Internacional de Cinema de Miami, do Festival Cinéma du Réel em Paris e da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, todos em 2003; e foi selecionado para a mostra Panorama no Festival de Berlim de 2004, onde foi exibido com boa recepção por parte do público.

Segunda, dia 25/05, à meia-noite e quinze e mad. de sex./sab., dia 30/05, às 02h.






Project46 se apresenta no Abril pro Rock 2015

Viver da música, algo que hoje em dia poucas bandas novatas conseguem, e até mesmo arriscam tentar, mas que a banda paulista Project46 demonstra ser possível, apesar de todos os percalços comuns a todos que tentam viver de sua arte. Com participação no Monsters of Rock, Metal Allstars e agora confirmados no Rock in Rio 2015 a banda mostra que, com trabalho e profissionalismo, as coisas podem acontecer, mesmo num país tão complicado quanto o Brasil.

Sábado 25 de abril eles se apresentam no palco do Chevrolet Hall ao lado de grandes nomes do rock e metal mundial dentro da edição 2015 do festival Abril pro Rock um dos maiores da região nordeste do Brasil.

Atrações 25/04/2015 – Abril pro Rock – Chevrolet Hall – 18h

Marduk
Hate Embrace
Ratos de Porão
Lepra
Cätärro
Câmbio Negro HC
Headhunter D.C.
Gangrena Gasosa
Project 46
Almah
Dead Fish
Coroner

Ingressos Abril pro Rock 2015

Os ingressos para o Abril Pro Rock estão à venda nas lojas Renner da Rua Imperatriz e dos shoppings Recife e Guararapes, nas bilheterias do Chevrolet hall e no site Ingresso Rápido. Confira os valores:

Pista

Meia: R$30,00 / Inteira: R$60,00 / Social: R$40,00 + 1kg de Alimento

Camarote para 10 pessoas
1° Andar: R$1000,00 / 2° Andar: R$900,00 / 3° Andar: R$800,00

Página oficial P46:
https://www.facebook.com/Project46

Caos renomeado:
https://www.youtube.com/watch?v=bbOVCFOVrGo