Tag Archives: In This Moment

ESPECIAL: Dia dos namorados – Pra quem está acompanhado

Por: Rodrigo Paulino

COMO ASSIM O QUE EU TO FAZENDO? MEU… TU É MÓ CORTA BRISA… TÔ AQUI NO CENTRO PRA COMPRAR SEU PRESENTE, SEU IDIOTA… ACABOU DE ACABAR COM A SURPRESA… MEU COMO TU É CHATO!” foi com essa frase que me apercebi que dia 12 está aí… Dia de ir n’O Boticário comprar perfumes, cremes e passar naquela loja de chocolates, fazer aquela cestinha com um coração de pelúcia e receber um presente em troca com um caloroso “Te amo“. Isso, dia dos namorados.

Vai curtir juntinho? Venha nessa seleção breve que fizemos:

Aerosmith apesar do clima zoero, quando surge a oportunidade faz umas musicas bem interessantes com clipes bem bolados:

Numa pegada mais clássica, Shaaman marca com Fairytale:

Uma galera pra lá de romântica, são os caras do Lacrimosa… as letras deles, até o álbum Echos são sobre amores não resolvidos, com uma pegada trevótica….

Uma canção que vai fundo na alma é Behind Blue Eyes do Limp Bizkt

No álbum Imaginaerum, o Nightwish saiu com a belíssima e poética Slow, Love, Slow.

Alvo de crítica por colocarem um rapper na composição, mas uma letra formidável, temos And We Run, do Within Temptation:

E temos ainda In This Moment com Bloddy Creature Poster Girl:

Claro que tem muitas musicas que variam com o gosto de tu, amigo leitor, espero que seja de ajuda.

RESENHA: IN THIS MOMENT – vídeo clipe “Sex Metal Barbie”

Por: Rodrigo Paulino

E aí galera? Ando escrevendo sobre o In This Moment já tem um tempo, vejo eles como uma banda com potencial bem grande e que não tem medo de se arriscar em coisas diferentes, sair da caixa… Mas com isso vem aquele lance: os fãs dos primeiros projetos da banda acabam achando diferente demais, uma legião de novos fãs surgem e no final das contas o comentário aparece: “A banda mudou, por isso tem esses fãs” e aquele blá blá blá que todo o mundo já conhece e tá cansado de saber.

O In This Moment quer isso… Blá blá blá, os comentários negativos geram algum tipo de IBOPE para a banda, querendo ou não, quando você clica para ver o clipe, o contador do player aumenta uma visualização, daí você curte e compartilha ou odeia e compartilha mesmo assim e a coisa vai viralizando. Sexy Metal Barbie consegue gerar esse efeito, dirigido pela própria Maria Brink, o clipe começa com uma série de vaias e uma voz distorcida (as vaias representam a crítica negativa) com toda a banda e as Blood Girls e os Skeleton Boys em fila. Já resenhamo álbum música por música aqui no .0, quem acompanhou, notou que a música tem uma pegada meio de rap, o que tornou a banda alvo de muitas críticas negativas, o interessante que a musica fala exatamente do lado negativo que as pessoas fazem uma das outras.

O OUTRO LADO

Se por um lado Sex Metal Barbie foi lançado como uma espécie de resposta para a crítica destrutiva, por outro lado a banda deu uma lição bem grande para algo que incomoda a muitas pessoas: a fofoca. A letra dela fala sobre muitas coisas que Maria ouviu durante sua vida, críticas duras e severas. Interessante as distorções no vídeo, que desfiguram a esbelta figura de Maria e dos dançarinos e até mesmo as cenas em que os rostos parecem estar derretendo.

É um clipe diferente e até um passo ousado para a banda.

ESPECIAL: DIA DAS MÃES

Por: Rodrigo Paulino

Segundo domingo do mês de maio para muitos é uma data muito especial, para outros uma data emocionante na qual o coração impele a dar um presente para aquela que “te colocou no mundo e também tem o poder de te tirar dele” (minha mãe sempre me ala isso). SIM! Estamos falando das mães, aquela pessoa que sempre fala: “Você só vai dar valor pra mim depois que eu morrer!”, aquela que mesmo no dia de maior sol na sociedade, vira e fala: “Leva guarda-chuva e blusa, porque vai chover” e ainda assim, você não leva e volta molhado e resfriado para casa e ainda leva bronca dela por isso.

Em homenagem às nossas mães, nesse especial vamos falar de mulheres e músicas da temática maternidade ou o sentimento materno.

Para iniciar, temos um sucesso do fim dos anos 90, do Aerosmith, música tema do filme Armagedon: I Don’t Wanna Miss a Thing.

I don’t wanna miss one smile
I don’t wanna miss one kiss
Well, I just wanna be with you
Right here with you, just like this
I just wanna hold you close
Feel your heart so close to mine
And stay here in this moment
For all the rest of time

Apesar da música ter uma poética romântica, de um filme de catástrofe global onde mostra o conturbado relacionamento entre a filha e o pai, ela tem uma letra que resume aquele sentimento de mãe par filho.

Maria Brink, da banda In This Moment, também tem algumas músicas que ela dedicou a seu filho, de 19 anos a música Forever.

Forever starts today
Forever we will be
Forever’s every day
Forever faithfully

O pessoal da Cachorro Grande, famosos pelas letras simples, em uma de suas letras fala de alguém que capta a nossa essência. Quem nunca quando estava triste sentiu aquele abraço gostoso que apenas a mãe pode dar?

Os finlandeses do Nightwish gravaram a faixa Our Decades On The Sun, o que segundo eles,nos ensaios foi muito emocionante tocar essa música, pela carga emocional contida.

Mother
I am always close to you
I will be waiving every time you leave
Oh, I am you
The care, the love, the memories

Pitty no álbum Chiarosscuro, nos apresentou uma canção muito bonitinha e que apesar de ter sido composta numa fase tensa de sua vida, com relação a maternidade, foi uma canção com uma mensagem muito bela.

Essas são apenas algumas músicas que sugerimos, há uma infinidade delas, no entanto, o valor sempre deve ser dado, demonstrado e vivido. Espero vocês em um novo especial!

We are the story of one.

RESENHA: IN THIS MOMENT – BLACK WIDOW

Por: Rodrigo Paulino

In This Moment foi formado em 2005 pela vocalista Maria Brink e o guitarrista Chris Howorth. Suas letras se desenvolvem À partir de experiências pessoais vividas pela vocalista e abordam temas variados: vida, família, Deus, homenagens à amigos e até mesmo fases difíceis, como o fato de Maria ter sido vítima de abuso sexual pelo próprio pai e as marcas que ela carrega por isso. A cada álbum, temos uma espécie de conceito, apesar de não seguir um roteiro ou script definido, Beautiful Tragedy (2007) traz à tona o lado mais pessoal de Maria, a capa é a própria como se fosse uma boneca quebrada e possui uma sonoridade mais crua, o seu sucessor, The Dream (2008) tem como tema as utopias e sua sonoridade é um pouco mais pop-rock, apesar de Maria não economizar nos gritos, logo após temos o A Star-Crossed Wasteland, lançado em 2010, que parece um verdadeiro western, é um dos álbuns mais pesados da banda e também um dos melhores trabalhos, a sonoridade dele é maravilhosa. Em 2012 foi lançado o álbum Blood, esse álbum marcou uma mudança na banda, tem como o conceito o renascimento, a vontade de deixar um velho eu para trás e começar tudo de novo, assim como a Fênix, à partir deste álbum, a banda também resolveu colocar dançarinas com máscaras e as roupas de Maria mudando em seus shows e finalmente, nesse ano, tivemos a oportunidade de conhece o álbum que resenharei para os senhores e senhoras nesse momento: Black Widow.

O conceito desse álbum, segundo a própria vocalista, é mostrar uma garota que foi infectada pela vida, trazendo à tona seu melhor e seu pior lado e como ambos os lados podem estar ligados um ao outro. A banda quis inovar em bastante coisa no que se refere à sonoridade do álbum, Maria Brink possui uma das vozes mais ativas do Prog Metal/ Metalcore, ela grita, canta com suavidade e agressividade. Um detalhe interessante, é que na última faixa de cada álbum, com exceção do A Star-Crossed Wasteland (que possui a segunda melhor balada como encerramento, na minha opinião) ela sussurra a palavra “Believe”.

Bom, vamos falar de Black Widow?

The Infection abre o cd num instrumental que forte, de suspense e terror que logo se sintetiza com uma sirene e batidas fortes, gritos abafados e uma explosão. Sex Metal Barbie flerta com o hip hop, de forma doce e até mesmo com tom de piedade, até chegar na ponte para o refrão, onde a música cresce de maneira bela, o peso dessa música é muito belo e a forma que ela volta a forma original é deveras muito interessante, gritos ecoando, teclado rítmico, guitarras ganhando força e o fator hip hop no meio, ficou ousado e acertaram.

Uma grande sacada foi Big Bad Wolf, o clima de terror que ela consegue implantar e a forma que a progressão dela segue, é demais. Gritos, vocais leves e pesados, a musica em si é pesada, as guitarras como se estivessem caindo, e o refrão que gruda demais, é contagiante. Ela chegou a lembrar um pouco Rock Amadeus, de Falco e depois regravado pelo Edguy, mas muito mais pesado, há boatos de que essa musica foi composta em homenagem a Mike Patton, vocalista do Faith No More. Um detalhe legal nessa musica, é a forma que Maria usou sua respiração, em dado momento, a musica meio que sofre uma queda e você nota Maria gemendo, puxando o ar e até um “PUF”, efeito causado quando exageramos no P e no B quando usamos o microfone você pode notar, é tão boa essa musica, que ela acaba rápido. Acho interessante como Maria e a banda exploraram o lado pin-up, usando elementos retro como a introdução de Dirty Pretty, com um clima vintage, essa musica flerta com o estilo de Mason na fase Beautiful People, adoro o refrão dessa musica, dá vontade de cantar junto, alias, dá vontade de fazer a voz rouca de Maria em certos níveis, considero uma daquelas musicas libertadoras, que você tem vontade de ouvir e sair pela rua cantando de braços abertos, em um dado momento, você fica apenas com a batida e car@ leitor(a) isso é demais.

Usando o clima vintage, a faixa tema abre com um documentário falando sobre a perigosa Black Widow, mostrando que o macho não apresenta nenhum perigo, nessa parte, começa um clima de putz putz, com guitarras pesadas, gosto do vocal da Maria nessa música, mas essa não conseguiu me cativar tanto quanto as outras, não é uma musica ruim, o refrão dela é algo interessante, intercalando a voz da Maria mixada, com os “dan-dangerous” apresentado no inicio da musica com um “dead or alive” aos berros, isso é algo maravilhoso. Outra parte legal é quando fica apenas com o putz putz e a voz da Maria meio abafada e sim, o refrãozinho vai ficar grudado na mente de vocês. Rob Zombie ficaria com inveja.

Sexual Hallucination foi uma das faixas mais aguardadas pelos fãs, devido à participação de Brent Smith do Shinedown, é uma faixa bem diferente das demais ouvidas até agora, como se marcasse realmente o meio do álbum, é uma música mais tranquila e bem progressiva, Maria usa e abusa de sua respiração e seus vocais mais doces. Falando um pouco da colaboração, as duas bandas tocaram no Uproar Festival em 2012 e no Carnival of Madness em 2013 e foi ali formada uma amizade e respeito mutuo entre ambas as bandas. A parceria deu certo, agradou os fãs bastante.

Sick Like Me é o primeiro single a ganhar um clipe desse novo álbum, é pesada, a voz modulada e logo mais passando para um refrão muito bem elaborado e belo, fazem de sick like me uma musica viciante e daquelas que você não consegue pular, é a música que mais lembra a fase anterior da banda, no álbum Blood. Uma coisa que gosto demais nessa musica, é que a guitarra acompanha o vocal em I am beuatiful… deu um acabamento bonito.

Uma homenagem a todos os fãs de filmes clássicos de terror está contido em Bloody Creature Poster Girl, ela tem um clima tão interessante de Tim Burton, não é uma musica que você gosta de cara, você tem que ouvir ela de coração e mente abertos, pois depois ela se torna viciante. Achei uma boa sacada da banda essa musica, ela possui um lyric vídeo bem interessante, mesclando cenas de filmes como Nosferatus e A Criatura do Pântano.

Agora abro meu coração para uma das musicas que os fãs volta e meio comentam em uma das fãs pages estrangeiras da banda “The Fighter“, inicialmente apenas sendo piano e voz, ela é poderosa, a voz de Maria transmite tanto sentimento, ainda nessa fase inicial apenas de piano, a voz dela atinge tons que te arrepiam, essa musica transmite a ideia de se aceitar quem você realmente é, suas imperfeições, expondo assim o mais profundo de todos os seus sentimentos e na progressão da faixa, a banda vai crescendo como um muro ao redor do maravilhoso vocal de Maria. Na minha opinião, é a segunda musica mais emotiva desse álbum.

Para os fãs brasileiros, Bones caiu no gosto. Realmente é uma canção mais forte, remete também a álbuns anteriores como Blood e The Dream, ela tem peso e o vocal está muito poderoso. Possui um refrão muito poderoso e explosivo, expressando toda a devoção por quem resgatou seu amor. I wanna lie with your boné forever…

Natural born sinner, foi uma musica que não me cativou de primeira, sua batida depois de um tempo se torna viciante e a agressividade da voz é tão bela, a voz levemente rouca, até chegar no refrão, tão forte e poderoso… E a presença de vozes adicionais dos outros membros. Um detalhe que ela cita no inicio da musica a ocasião na qual iriam apedrejar Maria Madalena, “Então eles continuaram questionando ele, virando ele disse: ‘Aquele dentre vocês que nunca pecou, que atire a primeira pedra’”, essa musica trata daqueles que, parafraseando Dani Calabresa, são dados como “santos canonizados e pessoas sem defeitos” mas não imaginam o quão imperfeitos são. É uma reflexão muito interessante a qual a banda te convida a fazer.

Into the darkness é um diálogo entre o dark side e o White side de Maria. É um diálogo tenso, pois trata em um dado momento sobre o pai de Maria, (particularmente está sendo difícil escrever isso) então, fica aí o diálogo para vocês tirarem suas próprias conclusões, a faixa possui menos de 3 minutos, dos quais 1 minuto e 50 é Maria aos prantos:
Voz Masculina: Você me causa repulsa.

Maria: Eu sou bonita
VM: Eu te odeio.
M: Eu te amo.
VM: Como você ainda se ama?
M: Eu ainda tenho valor
VM: Você me dá nojo.
M: Eu sou pura.
VM: Vou te deixa agora
M: Por favor, não vá.
VM: Você vai arder no inferno!
M: Vou flutuar pela mortalidade.
VM: Deus não existe.
M: Deus está dentro de mim.
VM: Não me admira seu pai ter te abandonado.
M: Ele devia ter me protegido
VM: Basta dar uma olhada mais de perto
M: Não irei!
VM: Você é uma vadia!
M: Eu te perdoo.

Chegamos na faixa mais emocionante do álbum, a chuva caindo, dando a deixa para um piano melancólico e a voz dá vida a uma história, de uma garota de 16 anos que se prostitui, o interessante é o que ocorre além do piano e da voz, você nota a cidade vivendo e sirenes. Até mesmo dá entender que a jovem morre em decorrência da decadência que sua vida se tornou. “Sweetheart, you are worthless”. Em seguida, é narrada a vida de um garoto de 15 anos que se torna viciado após o pai matar sua mãe e é expulso de casa e também “quando o mundo desiste dele, ele desiste de si mesmo”, outra faixa emocionalmente carregada. O acompanhamento de voz e piano são sublimes, apesar de se tratarem de fatos tristes, Maria expõe que tais pessoas não estão esquecidas e que toda dificuldade que passemos os faz belos. O coral feminino dá um ar muito belo para essa canção. E sim, amigo e amiga leitor ou leitora, “Believe”.

IN THIS MOMENT – BLACK WIDOW
Tracklist:
1 – The Infection
2 – Sex metal Barbie
3 – Big Bad Wolf
4 – Dirtty Pretty
5 – Black Widow
6 – Sexual Hallucination
7 – Sick Like Me
8- Bloody Creature Poster Girl
9 – The Fighter
10 – Bones
11 – Natural Born Sinner
12 – Into the darkness
13 – Out of Hell