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SETEMBRO NEGRO VOLTA COM MAIS PESO E ATRAÇÕES INTERNACIONAIS NO CARIOCA CLUB EM PINHEIROS

Por Thiago Tavares

Nos dias 29 e 30 de Setembro de 2018, aconteceu no Carioca Club em Pinheiros a 12° edição do Setembro Negro, festival esse que voltou após uma pausa de cinco anos, festival tradicionalíssimo por trazer grandes nomes do Black Metal, Death Metal, Trash Metal, Doom Metal e Grind/Crust.

E mediante a esta pausa, a organização preparou um set de peso para os dois dias para a galera sair satisfeito e não reclamar de nada e pelo que presenciei nos dois dias, tive percepções positivas do povo que presenciou os shows.

No primeiro dia, os shows iniciaram as 14:00 pontualmente com a primeira banda brasileira. O Human Atrocity subiu ao palco trazendo o mais puro e brutal Death Metal. Atualmente, o grupo vem trabalhando com a demo Crowdede Tombs, lançada em 2015 composta por quatro faixas: The Blacknight Of The Crossroad, Darkness Of Words, Stench Of Death e Human Atrocity. Atualmente, trabalham nas músicas do primeiro disco, onde a se depender da apresentação no festival, se tratará de um ótimo álbum. Hoje, o Human Atrocity é formado por Rafael (vocal), Herman Sepulchral (guitarra), e Renata Death (bateria).

A segunda banda a se apresentar vem do nordeste brasileiro, região essa que vem com grandes descobertas no cenário do metal e que com certeza, a organização do festival teve visão e trouxe uma das bandas mais conhecidas daquela região. Pioneiros no Gravity Blast, o Infested Blood de Pernambuco foi uma das bandas que me mais me chamou atenção no festival, devido a sua agressividade devido ao  gênero musical. O trio de Pernambuco formado por Diego Do Urden (vocal e guitarra), Eduardo Baenre (baixo), Jhoni Rodrigues (bateria), já possui quatro discos de trabalho, no qual vem conquistando seu espaço aos poucos. Sua apresentação foi um ponto fora da curva, afim de acabar com os ouvidos do público de tão bom que eram as músicas.

E as bandas internacionais começam a aparecer no festival e agressividade começa a aumentar e animar a galera que começa a chegar em maior quantidade.

A terceira a se apresentar vem da Alemanha e praticamente incendiou o placo do Carioca Club. Formado em 1993 naquele país, o Purgatory apareceu para estourar os tímpanos, aliás, trata-se de uma das maiores forças do Death Metal alemão e já possuem uma carreira com oito álbuns gravados e dois EP’s, com destaque ao último trabalho intitulado Ωmega Void Tribvnal de 2016. Hoje, o grupo é formado por: Peter Wehner (baixo), Dreier (vocal), René Kögel (vocal e guitarra), Lutz Götzold (bateria). Já era o prenuncio de que a coisa já estava esquentando.

Já no meio da tarde, lá para as 16:30, subiu ao palco mais uma banda europeia, mais precisamente da Noruega, da cena do Black Metal.

Também formada em 1993, a Aeternus apresentou suas composições, também puxando para o Death Metal. Uma ótima banda que fez sua apresentação com peso e maestria, onde o público paulista gostou do que viu, e que com certeza levam bons frutos de sua passagem, não só por São Paulo, mas em outros países da América do Sul no qual tinha apresentações marcadas, logo que é a primeira vez que se apresentam no continente. Hoje, a banda é formada por: Ares (vocal e guitarra), Phobos (bateria) e Frode Kilvik (baixo) e possui no cartel sete álbuns de estúdio e dois EP’s.

Mais uma banda norueguesa que esteve no Carioca e se apresentou em seguida foi o Taake, no qual tocou o terror e deu continuidade as apresentações do Black Metal daquele país. O grupo é bastante conhecido na Europa e possui sete álbuns de estúdio, sendo o último intitulado Kong Vinter e seis EP’s gravados. Atualmente, é formado por: Gjermund Fredheim (guitarra e vocal), Aindiachaí (guitarra), Frode Kilvik (baixo), Brodd (bateria) e Hoest (vocal), este último vocalista do Death Cult e do Gorgoroth, que deu trabalho para a organização do festival devido a empolgação de sua performance, ocorrendo pequenos problemas técnicos que foram brevemente solucionados.

Adentrando a noite, isso aproximadamente as 18:25, abriram os portais do inferno em sua literalidade para uma clássica banda de Death Metal, considerada essa a primeira banda de Metal Extremo do país com 37 anos de carreira. Da Baixada Santista, o Vulcano vem com a experiência do gênero no Brasil, onde apresentou grandes sucessos e composições recentes, fora a realização de muito mosh pit nos clássicos da banda. Para se ter uma ideia, a banda possui dez álbuns de estúdio gravados e um EP, onde dificilmente ver uma banda do Death Metal brasileira atingir essa marca, devido a persistência da galera. Hoje, a banda é formada por: Zhema Rodero (guitarra), Arthur Von Barbarian (bateria), Luiz Carlos Louzada (vocal), Carlos Diaz (baixo) e Gerson Fajardo (guitarra).

Chegando próximo as 19:30, o portal do inferno continuava aberto para dar espaço para uma banda clássica do rock americano. A banda Coven da vocalista Esther “Jinx” Dawson, já chegou ao palco de uma forma inusitada: dentro de um caixão em pé. Após a introdução, revela-se ao público mascarada e logo após a primeira música, dá as caras para a galera para seguir com músicas de cunho satânico, mas que não soam tão pesado. O grande destaque da banda é o primeiro álbum, lançado em 1969 considerado o mais pesado de todos, intitulado Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls. A apresentação fez a galera ficar em êxtase devido a performance da Esther com uma sonorização vocal diferenciada.

A última banda do dia ficou por conta de uma lenda do Speed/Trash Metal mundial. Com oito álbuns de estúdio e um EP ao vivo, a banda canadense Razor subiu ao palco as 20:45, como previsto pela organização e era a atração mais esperada pelo público que compareceu ao primeiro dia de festival. Os canadenses não decepcionaram os presentes e a apresentação foi sensacional. Mas ainda tinha muito metal pela frente pois haveria o segundo dia a desbravar.

Já o segundo dia, o festival abriu espaço primeiramente para as bandas brasileiras. A primeira a se apresentar foi o Manager Cadavre, da região do Vale do Paraíba. Do gênero Crust/Hardcore, a banda veio com uma porradaria de responsa, onde gostei do que vi e não ficou devendo. A banda é formada por Nata de Lima (vocal), Marcelo Augusto (guitarra), Marcelo Kruszynsk (bateria) e Jonas Godói (baixo). A banda possui três EP’s.

Segunda banda do nordeste brasileiro a adentrar ao Setembro Negro e colocar terror na galera é considerada uma das potências do Death Metal do Nordeste. O Decomposed God de Luiz Boeckmann (vocal), Marco Antonio Duarte (guitarra), Jean Marcel (baixo) e Wagner Campos (bateria) compareceu para divulgar seu mais recente trabalho aos paulistas intitulado Storm Of Blasphemies onde era visível perceber uma apresentação agitada e o potencial da banda.

Logo em seguida, começa o segmento do Black Metal com a terceira banda brasileira do dia, uma das referências nacionais no segmento. Do Paraná ao palco do Setembro Negro, o Amen Corner há uma gama de trabalhos lançados desde sua fundação em 1992. Gostei bastante da apresentação da banda paranaense que, onde a galera também demonstrou aprovar a atração.

Em seguida, o belga do Enthroned agitou a galera que compareceu ao Carioca, onde começou a brotar mais gente chegando junto para apreciar uma das maiores potências do Black Metal da Bélgica e considero um dos destaques do segundo dia de festival com um show impecável com riffs potentes. A banda que possui dez álbuns e dois EP’s é formada por Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Norgaath (baixo), Shagãl (guitarra) e Menthor (bateria)

O início da noite se aproximava e mais uma banda gringa chegava para deixar sua marca registrada no Setembro Negro. Os americanos do Morbid Saint chegaram querendo quebrar tudo, ao ponto de fazer muito mosh da primeira a última música executada. Eles também me surpreenderam com um som bastante pesado com riffs rápidos e ríspidos. Com o último trabalho intitulado Destruction System na estrada, a banda é formada por  Cliff Wagner (vocal), Jay Visser (guitarra), Martin Russel Gesch (guitarra), Bob Zabel (baixo) e DJ Bagemehl (bateria).

Mas o público aguardava de forma ansiosa a apresentação do Schirenc Plays Pungent Stench, liderado pelo vocalista da lendária banda austríaca Pungent Stench, Mr. Martin Schirenc, última banda essa uma das mais importantes formações do Death Metal no inicio dos anos 90, onde a apresentação foi baseado nos clássicos do trio austríaco, com um set agressivo.

Logo após, as 20h30 vem a banda sueca Wolfbrigade com uma linha musical do Hardcore/Punk Crust. Formada em 1995 possuem seis álbuns gravados e dois EP’s.

Para encerrar os trabalhos, pois ninguém é de ferro, as 21h45 sobem ao palco mais uma banda aguardada pelo público. Formada por Tomas “Tompa” Lindberg (vocal), Martin Larsson (guitarra), Jonas Stålhammar (guitarra), Jonas Björler (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria), a banda sueca At the Gates veio ao Setembro Negro para divulgar seu mais novo trabalho intitulado To Drink from the Night Itself e trouxeram uma energia fora do comum ao público que curtiram bastante as músicas deste trabalho e músicas de trabalhos anteriores.

Sob uma visão geral, o festival só teve pontos positivos, no qual deve-se destacar a pontualidade da entrada das bandas, cumprimento de horários, o espaço cedido as bandas brasileiras para ampliarem a divulgação de seus trabalhos, a vinda das bandas gringas. Todas essas ações fazem respeitar o público que compareceu em peso e que curtiram as dezesseis bandas que se apresentaram ao longo desses dois dias. Sendo assim, parabenizo a Tumba Produções e ao Edu Lane, organizadores do festival que mandaram muito bem. Agora, resta aguardar a próxima edição da porradaria, marcada para os dias 07 e 08 de setembro de 2019.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Luciano Piantonni, da LP Metal Press pelo fornecimento da credencial ao evento.

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DESTRUCTION VOLTA AO BRASIL TOCANDO MAIORES SUCESSOS ACOMPANHADO DA BANDA NERVOSA NO ESPAÇO 555 EM SÃO PAULO

Por Thiago Tavares

Domingo, dia 23 de Setembro, noite em Sampa e mais um show de responsa para cobrir. Mas quando vi as atrações da noite, já notei que a pancadaria seria boa e na noite em questão não iria viver o trauma de todo o brasileiro: quando começar o Fantástico é a sentença de morte do final de semana. Mas esse domingo não seria um dia qualquer. Seria uma ótima pedida para acompanhar duas bandas de destaque no cenário do trash metal: uma em grande ascensão mundo a fora e uma clássica que já tinha um tempo que não aparecia no Brasil.

Quem desembarcou em São Paulo para tocar o terror no Espaço 555 é a tradicionalíssima banda alemã Destruction que há tempos não se apresentava no Brasil e retornou após se apresentar no festival Wacken e logo em seguida, engatou a turnê The Butchers Are Back – Latin Attack 2018 passando por diversos países como Argentina, Chile, Paraguai e Costa Rica.

E para iniciar os trabalhos, a banda alemã convidou a banda brasileira que vem fazendo muito barulho e reconhecimento de todos por onde passam, não só no Brasil como em várias partes do mundo. A banda Nervosa retornou a terra brasilis após uma sucedida série de shows pela Europa, sendo 31 feitos no continente contatos a partir do último show no Brasil, realizado em Belo Horizonte em meados de junho, ou seja, trabalharam bastante.

Ao chegar na casa, já avistava uma fila imensa que chegava próximo a Galeria do Rock, onde poderia se prever que teríamos coisas boas a se ouvir. Um atraso básico para a entrada da galera, mas aos poucos a casa abriu e encheu em 40 minutos mais ou menos e que com certeza estava mais cheio da última que compareci ao Espaço 555 com a própria Nervosa e a banda norte-americana Havok.

O pessoal da equipe ainda estava finalizando os acertos nos instrumentos e meio que correndo contra o tempo pois a banda teve problemas no voo que veio de Manaus, onde aconteceu o último show. Houve cancelamento, remarcação e no fim das contas, chegaram meio que em cima da hora em São Paulo com pouco tempo de descanso. Mas isso não desmotivou o grupo alemão em bater cabeça com a galera que compareceu a casa.

As 20:33 as meninas do Nervosa sobem ao palco do Espaço 555 e eu fiquei na linha de frente da porradaria, onde somente o gradil me separava do palco, e que de lá dificilmente sairia de lá, onde estava disposto a testemunhar o bom trash metal do Brasil, onde as meninas mandam muito bem.

Em pouco mais de uma hora e quinze minutos de show, a banda apresentou um repertório bastante diversificado, obviamente priorizando músicas do mais recente trabalho intitulado álbum Downfall Of Mankind, álbum esse que vem recebendo o devido reconhecimento dos apreciadores do estilo musical.

Após o show da Nervosa, o povo estava clamando pela atração principal da noite. A galera havia esquentado os motores com muito mosh no primeiro show mas queriam mais, queriam tocar o terror e colocar o Espaço 555 abaixo.

As 22:10 quem subiu ao palco era o Destruction, banda essa com grande reputação no trash metal. Considerado um dos componentes do Big 4 do Trash Metal Alemão (compostos por Sodom, Tankard e Kreator, além do Destruction) e formada atualmente por Mike Sifringer (guitarra), Marcel Schmier (baixo e vocal) e Vaaver (Wawrzyniec Dramowicz) (bateria) realizaram um show monstro digno de mosh em níveis elevadíssimos, ao ponto de quase derrubar a galera que estava próximo ao gradil. Mas quem estava preocupado com isso? Convenhamos, não é todo dia que o Destruction vem ao Brasil para fazer show e ainda mais com a energia que os caras tinham. Foi até difícil para mim tirar algumas fotos do show para a publicação, pois não queremos ficar no prejuízo.

O que se pode dizer do show é que em meio a derrubada da caixa de retorno feito por Schmier, não estando a seu agrado, vários esbarrões e uma garrafa atirada pelo vocal para brindar junto ao povo, a porradaria foi de extrema qualidade e a galera saiu satisfeito do que viu.

O Destruction não tem agenda confirmada para novos shows após a passagem pela América do Sul. Entretanto, a Nervosa continuará com a turnê iniciada no meio do ano com shows no México, Guatemala, El Salvador, Panamá e Costa Rica, retornando ao Brasil em meados de Dezembro com dois shows marcados em São Paulo.

Em nome do Ponto Zero, agradecemos ao Luciano Piantonni, da LP Metal Press pelo fornecimento da credencial para a realização desta matéria.

SETLIST NERVOSA
Horrordome
Death!
Enslave
Hostages
Masked Betrayer
Never Forget, Never Repeat
Vultures
Kill the Silence
Fear, Violence and Massacre
Intolerance Means War
Into Moshpit

SETLIST DESTRUCTION
Curse the Gods Intro
Curse the Gods
Armageddonizer
Tormentor
Nailed to the Cross
Mad Butcher
Dethroned
Life Without Sense
Release from Agony
Eternal Ban
Total Desaster
Drum Solo
Antichrist
Black Mass
Thrash Attack
The Butcher Strikes Back
Thrash Till Death
Invincible Force
Bestial Invasion

NERVOSA APRESENTA DOWNFALL OF MANKIND A IMPRENSA: UM ALBUM BRUTAL, PESADO E MONSTRUOSO

Por: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 10 de junho, aconteceu no Estúdio Som, região de Pinheiros, capital paulista a audição do mais novo álbum do trio feminino que vem ganhando destaque por onde passa em shows, tours e festivais mundo a fora. A banda de trash metal Nervosa divulgou para a imprensa seu mais novo trabalho, esse que é o terceiro da carreira intitulado Downfall of Mankind. A imprensa compareceu em peso para prestigiar o evento e ouvir das meninas o que tem a dizer sobre o novo trabalho. E é claro que o Ponto ZerØ não ficou de fora do evento e compareceu para poder dar aquela força a cena e ao novo trabalho.

Para este terceiro disco, a banda veio com força total. Juntamente com o produtor Martin Furia que já trabalhou com Destruction, Flotsam & Jetsam e Evil Invaders, a banda veio com uma novidade para este álbum: a estreia de Luana Dametto na bateria, deixando sua marca registrada neste trabalho. Deve-se destacar também as participações de João Gordo, o guitarrista Michael Gilbert do Flotsam & Jetsam, e o baterista Rodrigo Oliveira do Korzus.

Por mais que o disco já tinha sido lançado em alguns lugares ao redor do mundo no início de junho, procurei não ouvir antes e sermos surpreendidos por este novo disco na audição, mas em resumo o que pode-se dizer do disco é que o mesmo está surpreendente e um trabalho impecável, por mais que houvessem empecilhos nas gravações, onde cada uma gravou em suas respectivas “bases” para no fim, concluir os trabalhos com o produtor.

Sem mais delongas, a audição iniciou com a Intro do disco, no qual já expõe o cartão de visitas da banda, literalmente colocando a porrada na cara de todos que ouvem, algo bem clássico e que fazem muito bem, onde a mesma é o gancho da segunda faixa do disco chamada Horrordome. A vocalista da banda Fernanda Lira explicou a inspiração da música. “A letra fala da paralisia do sono, onde me inspirei em um documentário que assisti na Netflix chamado The Nightmare onde é bastante interessante entender sobre a paralisia do sono” Mais adiante, comentou sobre a introdução: “Nós colhemos alguns sons que pudessem reproduzir barulhos que as pessoas ouvem quando possuem a paralisia do sono e frases extraídas deste documentário“.

Em seguida, foi apresentada a faixa Never Forget, Never Repeat, primeiro single do disco, no qual foi feito a divulgação para todas as mídias antes do lançamento do disco. Uma música agressiva, rápida e no qual é perceptível a técnica de bateria que é fora do comum. A inspiração para a música é sobre as pessoas que perderam suas vidas por injustiças, guerras, entre outras catástrofes e que mesmo com essas adversidades, o ser humano tem a tendência a continuar a cometer os mesmos erros. Fernanda comentou também que se inspirou em documentários que retratavam as lutas de Martin Luther King, ativista político americano e também sobre os prisioneiros judeus que ficavam nos campos de concentração em Auschwitz, sul da Polônia.

A quarta faixa do é Enslave no qual gostei bastante em relação as viradas que constam na mesma e os riffs de guitarra que são matadores e que deram um up a música. Após a execução, a Fernanda mencionou de onde veio as inspirações para a música, onde o tema central é a escravidão, onde em um contexto geral, o ser humano para sobreviver necessita de realizar diversos meios de exploração e dificilmente, há a devida consciência de reduzir esses recursos em prol das futuras gerações que irão habitar a Terra, e em meio a essa exploração, as necessidades, ficamos a mercê desta escravidão.

Bleedingé mais uma porradaria sem precedentes. Com viradas insanas, riffs corridos e uma voz brutal, tudo se encaixou nesta música. Música essa que foi composta pela guitarrista Prika Amaral, onde mencionou que as inspirações tratam-se dos conflitos que as pessoas enfrentam no cotidiano. “A música fala de um conflito pessoal onde nos dias de hoje ficamos com diversas preocupações na cabeça e também como as coisas acontecem de forma rápida, onde isso gera ansiedade, agonia de que as coisas não estão acontecendo no nosso tempo“.

And Justice For Whom? É bem dinâmica e que imprime uma naturalidade da banda em impor um peso e técnica a música (não é essa como as outras). O refrão é um destaque a parte: bem viciante. A música tem por cunho a luta por justiça, onde por muitas das vezes é distorcida pela sociedade, pelos legisladores e até mesmo pelo próprio judiciário. Por isso que o título questiona o ouvinte: Justiça para quem?

Vultures mostra ser uma música mais cadenciada conciliando o estilo pesado da faixa com os riffs de guitarra que casaram muito bem, além dos solos muito bem elaborados. A música fala de uma certa mania em que certas pessoas tem de olhar, compartilhar vídeos e fotos de cenas de catástrofes de pessoas, fotos de pessoas mortas e afins.

Kill the Silence volta com a pancadaria tradicional da banda. Tem um refrão bastante viciante, bateria sem precedentes e as linhas de baixo ficaram muito bons. Essa música foi o último single divulgado e com videoclipe com uma ótima produção. A música fala sobre o abuso em um contexto geral. A guitarrista Prika Amaral comentou sobre escolher esta música para fazer o clipe, e assim, iniciar a divulgação do novo álbum: “Nós escolhemos esta música para fazermos o clipe pois a consideramos a mais completa em termos de um refrão legal, de um solo legal, de riffs que mais simbolizam o disco para lançar de primeira“.

No Mercy remete bastante ao metal europeu, a bateria quebrando tudo e os solos ficaram impecáveis. Também a considero uma das melhores do álbum, onde pode ser um belo de um cartão de visitas. A faixa fala de um assassino frio, calculista e sem sentimentos.

Raise Your Fist vem também com uma porradaria bem pesada, onde os vocais marcam sua devida presença, dando destaque e a técnica de bateria, música essa também com um ótimo refrão. A música fala sobre ativismo com referencia a grandes personagens da história como Martin Luther King, Mahatma Gandhi entre outros.

Fear, Violence and Massacre não foge muito das características da faixa anterior, uma pegada mais agressiva, direta onde bateria e guitarra mostram sua eficiência e coesão. Ótima música.

Conflict é uma música que retrata, segundo palavras de Prika Amaral sobre o fato das pessoas juntarem recursos financeiros para o futuro e não aproveitarem os momentos presentes, onde mediante a esta atitude, não se sabe se esse futuro irá chegar. Prika participa como backing vocal nesta faixa, onde os vocais dão destaque ao se perceber a diversidade no timbre, algo que vem sendo corriqueiro nas músicas e torna-se o trabalho mais interessante de se ouvir.

Cultura do Estrupo vem com uma pegada bem tradicional da banda, onde é possível perceber mais uma vez o entrosamento de bateria e guitarra nesta música e nela há uma participação mais que especial do João Gordo que dispensa apresentações.

Selfish Battle é a faixa bônus que encerra o álbum e aqui deve-se fazer um destaque ao vocal limpo da Fernanda Lira, algo que não tinha ouvido antes e a Prika causando bastante nos solos muito bem elaborados.

Após a audição no Espaço Som e também ouvindo o álbum durante a realização desta matéria, pode-se perceber que o Nervosa deu um grande passo para a consolidação da banda no cenário do metal brasileiro, ainda mais expandindo seus trabalhos no exterior com shows e turnês. Um álbum bem elaborado, com um processo criativo fora do comum e ainda mais com um sangue novo na banda – me referindo a Luana Dametto – a banda não se acomodou em fazer um simples álbum, aprimorou o som, sem perder sua identidade e como sempre e necessário, abordando temas da sociedade como estupro, escravidão, justiça e igualdade, temas esses que poucas pessoas ou grupos tem coragem de colocar a cara a tapa e expor tudo isso. Parabéns as meninas pelo ótimo trabalho e continuem firmes no trabalho pois o futuro tende a ser promissor.

O Nervosa inicia os trabalhos de divulgação do novo disco com shows no mês de junho: em São Paulo dia 15, Recife no dia 16 e Belo Horizonte no dia 17

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Luciano Piantonni pelo fornecimento das credenciais.

Tracklist:

  1. Intro
  2. Horrordome
  3. Never Forget, Never Repeat
  4. Enslave
  5. Bleeding
  6. … And Justice for Whom?
  7. Vultures
  8. Kill the Silence
  9. No Mercy
  10. Raise Your Fist!
  11. Fear, Violence and Massacre
  12. Conflict
  13. Cultura do Estupro
  14. Selfish Battle

Site Oficial: http://nervosaofficial.com/
Facebook: https://www.facebook.com/femalethrash
Assessoria: https://www.facebook.com/lpmetalpress/ (LP Metal Press)
E-mail: nervosathrash@gmail.com

João Gordo convida fãs para assistirem ao Not S.O.D. e D.R.I. em Limeira e em São Paulo

Um dos projetos mais inusitados dos últimos tempos, fará dois shows no fim de semana; o Not S.O.D., Fist Banging Maniacs – “Fale Português Ou Morra”, que tocará na integra o clássico do S.O.D., “Speak English Or Die”, um dos discos mais brutais do Crossover mundial. Eles se apresentam ao lado do D.R.I. (um dos criadores do crossover!) em Limeira/SP, dia 13/04 (Sexta, @Bar da Montanha) e em São Paulo/SP, dia 14/04 (Sábado, @Fabrique Club)

A formação do Not S.O.D. traz João Gordo (vocais, Ratos de Porão), Cleber Orsioli (guitarra, Blackning), Guilherme Martim (bateria, Viper, Toyshop) e o membro original do S.O.D., Danny Lilker (baixo). O Not S.O.D. tem aprovação dos membros do S.O.D., Scott Ian e Charlie Benante, que estiveram no Brasil recentemente e autorizaram o tributo/projeto.

João Gordo gravou um vídeo, onde convida os fãs desse clássico para comparecerem aos shows; assista:
https://www.youtube.com/watch?v=a942nBqC_b0&feature=youtu.be

A formação atual do D.R.I. traz Kurt Brecht (vocal), Spike Cassidy (guitarra), Rob Rampy (bateria) e Greg Orr (baixo, Attitude Adjustment)

A produção é da MP Tour Management.

SERVIÇO DO SHOW DE SÃO PAULO:
“An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” – D.R.I.
Participação especial: Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs
Dia: 14/04/18 – Sábado
Horário: 18h (abertura das portas)
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ( à 100 metros da antiga Clash Club)

Ingressos:
(Todos promocionais e estudantes com doação de 1 quilo de alimento a ser entregue na porta!)
1º lote R$ 120
2º lote R$ 140
3º lote R$ 150
Na porta R$ 160

Vendas online:
https://ticketbrasil.com.br/show/5527-dri-saopaulo-sp/

Ponto de venda:

Mechanix:
Galeria do Rock – Rua 24 de Maio, 62, 1º andar, Loja 252 – Centro – São Paulo
Tel: 11 3223-8101

Produção: MP Tour Management http://mptourmanagement.com/
https://www.instagram.com/mp_tourmanagement/

Páginas relacionadas:
http://www.dirtyrottenimbeciles.com/
https://www.facebook.com/DRI-137263955229/
http://mptourmanagement.com/
https://www.instagram.com/mp_tourmanagement/
https://www.facebook.com/fabriquesp/

D.R.I.: Clássico “4 Of A Kind” completa 30 anos em 2018, época da passagem da banda por aqui…

Um dos clássicos do crossover mundial completa 30 anos em 2018, período em que a banda estará em tour pela América do Sul. Os fãs do quarteto aguardam que eles façam algo especial no set, em comemoração à esse disco, que é por tido por muitos com um de seus maiores clássicos.

“4 Of A Kind” foi produzido e lançado entre Março e Abril de 1988, trazendo uma banda com os pés cada vez mais voltados para o Thrash Metal – mas por outro lado, criando um som bastante original, que assim permaneceu pelos lançamentos seguintes. A produção foi de Bill Metoyer (produtor queridinho do selo Metal Blade) e do guitarrista da banda, Spike Cassidy. A formação em “4 Of A KInd” foi a mais duradoura, trazendo Kurt Brecht (vocais), Spike Cassidy (guitarra), Josh Pappé (baixo) e Felix Griffin (bateria) que gravou os álbuns “Crossover” (87), “4 Of A Kind” (88) e “Thrash Zone” (89).

A capa é uma das mais legais da banda, trazendo caricaturas dos músicos em cartas de baralho, onde eles são os “coringas” – O grupo de hardcore/crossover brasileiro, D.F.C., lançou “Farofa KInd” uma homenagem bem humorada dessa que é uma de suas influências declaradas.

Em pouco mais de 35 minutos a banda impacta o ouvinte com seu crossover cativante com as músicas “All For Nothing”, “Manifest Destiny”, “Gone Too Long”, “Do the Dream”, “Shut-Up!”,

“Modern World”, “Think for Yourself”, “Slumlord”, “Dead in a Ditch”, “Suit and Tie Guy” e “Man Unkind”.

Quem sabe eles comemorem a data com um destaque especial para músicas desse clássico nos shows da América do Sul?

Em abril o D.R.I faz a “An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” com as seguintes datas na América do Sul:

06/04/18 – Lima – Peru @Mangos
08/04/18 – Santiago – Chile @Teatro Caupolican
11/04/18 – Belém/PA – BR @Botequim Belém
13/04/18 – Limeira/SP – BR @Bar da Montanha
14/04/18 – São Paulo/SP – BR @Fabrique Club
15/04/18 – Rio de Janeiro/RJ – BR @Teatro Odisseia

Assista o novo vídeo onde o vocalista Kurt Brecht convida os fãs para os shows da turnê:

https://www.youtube.com/watch?v=31vi5J9l-sE&feature=youtu.be

A formação atual do D.R.I. traz Kurt Brecht (vocal), Spike Cassidy (guitarra), Walter “Monsta” Ryan (bateria) e Greg Orr (baixo, Attitude Adjustment)

Para os shows de Limeira e São Paulo haverá a participação especial do projeto Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs – “Fale Português Ou Morra”, tocando na integra o clássico do S.O.D., “Speak English Or Die”.  A formação do Not S.O.D. traz João Gordo (vocais, Ratos de Porão), Cleber Orsioli (guitarra, Blackning), Guilherme Martim (bateria, Viper, Toyshop) e o membro original do S.O.D., Danny Lilker (baixo). O Not S.O.D. tem aprovação dos membros do S.O.D., Scott Ian e Charlie Benante, que estiveram no Brasil recentemente e autorizaram o tributo/projeto.

A produção é da MP Tour Management.

Siga as páginas dos eventos do Brasil:
Belém: https://www.facebook.com/events/496168584076276/
Limeira: https://www.facebook.com/events/302907836865164/
São Paulo: https://www.facebook.com/events/158167291490786/
Rio de Janeiro: https://www.facebook.com/events/175520806388192/

SERVIÇO DO SHOW DE SÃO PAULO:
“An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” – D.R.I.
Participação especial: Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs
Dia: 14/04/18 – Sábado
Horário: 18h (abertura das portas)
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ( à 100 metros da antiga Clash Club)

Ingressos:
(Todos promocionais e estudantes com doação de 1 quilo de alimento a ser entregue na porta!)
1º lote R$ 120
2º lote R$ 140
3º lote R$ 150
Na porta R$ 160

Vendas online:
https://ticketbrasil.com.br/show/5527-dri-saopaulo-sp/

Ponto de venda:

Mechanix:
Galeria do Rock – Rua 24 de Maio, 62, 1º andar, Loja 252 – Centro – São Paulo
Tel: 11 3223-8101

Produção: MP Tour Management http://mptourmanagement.com/
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Imprensa: LP Metal Press lpmetalpress@gmail.com / lpiantonni@lanciare.com.br

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