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NERVOSA APRESENTA DOWNFALL OF MANKIND A IMPRENSA: UM ALBUM BRUTAL, PESADO E MONSTRUOSO

Por: Thiago Tavares
Fotos: Felipe Domingues

No último dia 10 de junho, aconteceu no Estúdio Som, região de Pinheiros, capital paulista a audição do mais novo álbum do trio feminino que vem ganhando destaque por onde passa em shows, tours e festivais mundo a fora. A banda de trash metal Nervosa divulgou para a imprensa seu mais novo trabalho, esse que é o terceiro da carreira intitulado Downfall of Mankind. A imprensa compareceu em peso para prestigiar o evento e ouvir das meninas o que tem a dizer sobre o novo trabalho. E é claro que o Ponto ZerØ não ficou de fora do evento e compareceu para poder dar aquela força a cena e ao novo trabalho.

Para este terceiro disco, a banda veio com força total. Juntamente com o produtor Martin Furia que já trabalhou com Destruction, Flotsam & Jetsam e Evil Invaders, a banda veio com uma novidade para este álbum: a estreia de Luana Dametto na bateria, deixando sua marca registrada neste trabalho. Deve-se destacar também as participações de João Gordo, o guitarrista Michael Gilbert do Flotsam & Jetsam, e o baterista Rodrigo Oliveira do Korzus.

Por mais que o disco já tinha sido lançado em alguns lugares ao redor do mundo no início de junho, procurei não ouvir antes e sermos surpreendidos por este novo disco na audição, mas em resumo o que pode-se dizer do disco é que o mesmo está surpreendente e um trabalho impecável, por mais que houvessem empecilhos nas gravações, onde cada uma gravou em suas respectivas “bases” para no fim, concluir os trabalhos com o produtor.

Sem mais delongas, a audição iniciou com a Intro do disco, no qual já expõe o cartão de visitas da banda, literalmente colocando a porrada na cara de todos que ouvem, algo bem clássico e que fazem muito bem, onde a mesma é o gancho da segunda faixa do disco chamada Horrordome. A vocalista da banda Fernanda Lira explicou a inspiração da música. “A letra fala da paralisia do sono, onde me inspirei em um documentário que assisti na Netflix chamado The Nightmare onde é bastante interessante entender sobre a paralisia do sono” Mais adiante, comentou sobre a introdução: “Nós colhemos alguns sons que pudessem reproduzir barulhos que as pessoas ouvem quando possuem a paralisia do sono e frases extraídas deste documentário“.

Em seguida, foi apresentada a faixa Never Forget, Never Repeat, primeiro single do disco, no qual foi feito a divulgação para todas as mídias antes do lançamento do disco. Uma música agressiva, rápida e no qual é perceptível a técnica de bateria que é fora do comum. A inspiração para a música é sobre as pessoas que perderam suas vidas por injustiças, guerras, entre outras catástrofes e que mesmo com essas adversidades, o ser humano tem a tendência a continuar a cometer os mesmos erros. Fernanda comentou também que se inspirou em documentários que retratavam as lutas de Martin Luther King, ativista político americano e também sobre os prisioneiros judeus que ficavam nos campos de concentração em Auschwitz, sul da Polônia.

A quarta faixa do é Enslave no qual gostei bastante em relação as viradas que constam na mesma e os riffs de guitarra que são matadores e que deram um up a música. Após a execução, a Fernanda mencionou de onde veio as inspirações para a música, onde o tema central é a escravidão, onde em um contexto geral, o ser humano para sobreviver necessita de realizar diversos meios de exploração e dificilmente, há a devida consciência de reduzir esses recursos em prol das futuras gerações que irão habitar a Terra, e em meio a essa exploração, as necessidades, ficamos a mercê desta escravidão.

Bleedingé mais uma porradaria sem precedentes. Com viradas insanas, riffs corridos e uma voz brutal, tudo se encaixou nesta música. Música essa que foi composta pela guitarrista Prika Amaral, onde mencionou que as inspirações tratam-se dos conflitos que as pessoas enfrentam no cotidiano. “A música fala de um conflito pessoal onde nos dias de hoje ficamos com diversas preocupações na cabeça e também como as coisas acontecem de forma rápida, onde isso gera ansiedade, agonia de que as coisas não estão acontecendo no nosso tempo“.

And Justice For Whom? É bem dinâmica e que imprime uma naturalidade da banda em impor um peso e técnica a música (não é essa como as outras). O refrão é um destaque a parte: bem viciante. A música tem por cunho a luta por justiça, onde por muitas das vezes é distorcida pela sociedade, pelos legisladores e até mesmo pelo próprio judiciário. Por isso que o título questiona o ouvinte: Justiça para quem?

Vultures mostra ser uma música mais cadenciada conciliando o estilo pesado da faixa com os riffs de guitarra que casaram muito bem, além dos solos muito bem elaborados. A música fala de uma certa mania em que certas pessoas tem de olhar, compartilhar vídeos e fotos de cenas de catástrofes de pessoas, fotos de pessoas mortas e afins.

Kill the Silence volta com a pancadaria tradicional da banda. Tem um refrão bastante viciante, bateria sem precedentes e as linhas de baixo ficaram muito bons. Essa música foi o último single divulgado e com videoclipe com uma ótima produção. A música fala sobre o abuso em um contexto geral. A guitarrista Prika Amaral comentou sobre escolher esta música para fazer o clipe, e assim, iniciar a divulgação do novo álbum: “Nós escolhemos esta música para fazermos o clipe pois a consideramos a mais completa em termos de um refrão legal, de um solo legal, de riffs que mais simbolizam o disco para lançar de primeira“.

No Mercy remete bastante ao metal europeu, a bateria quebrando tudo e os solos ficaram impecáveis. Também a considero uma das melhores do álbum, onde pode ser um belo de um cartão de visitas. A faixa fala de um assassino frio, calculista e sem sentimentos.

Raise Your Fist vem também com uma porradaria bem pesada, onde os vocais marcam sua devida presença, dando destaque e a técnica de bateria, música essa também com um ótimo refrão. A música fala sobre ativismo com referencia a grandes personagens da história como Martin Luther King, Mahatma Gandhi entre outros.

Fear, Violence and Massacre não foge muito das características da faixa anterior, uma pegada mais agressiva, direta onde bateria e guitarra mostram sua eficiência e coesão. Ótima música.

Conflict é uma música que retrata, segundo palavras de Prika Amaral sobre o fato das pessoas juntarem recursos financeiros para o futuro e não aproveitarem os momentos presentes, onde mediante a esta atitude, não se sabe se esse futuro irá chegar. Prika participa como backing vocal nesta faixa, onde os vocais dão destaque ao se perceber a diversidade no timbre, algo que vem sendo corriqueiro nas músicas e torna-se o trabalho mais interessante de se ouvir.

Cultura do Estrupo vem com uma pegada bem tradicional da banda, onde é possível perceber mais uma vez o entrosamento de bateria e guitarra nesta música e nela há uma participação mais que especial do João Gordo que dispensa apresentações.

Selfish Battle é a faixa bônus que encerra o álbum e aqui deve-se fazer um destaque ao vocal limpo da Fernanda Lira, algo que não tinha ouvido antes e a Prika causando bastante nos solos muito bem elaborados.

Após a audição no Espaço Som e também ouvindo o álbum durante a realização desta matéria, pode-se perceber que o Nervosa deu um grande passo para a consolidação da banda no cenário do metal brasileiro, ainda mais expandindo seus trabalhos no exterior com shows e turnês. Um álbum bem elaborado, com um processo criativo fora do comum e ainda mais com um sangue novo na banda – me referindo a Luana Dametto – a banda não se acomodou em fazer um simples álbum, aprimorou o som, sem perder sua identidade e como sempre e necessário, abordando temas da sociedade como estupro, escravidão, justiça e igualdade, temas esses que poucas pessoas ou grupos tem coragem de colocar a cara a tapa e expor tudo isso. Parabéns as meninas pelo ótimo trabalho e continuem firmes no trabalho pois o futuro tende a ser promissor.

O Nervosa inicia os trabalhos de divulgação do novo disco com shows no mês de junho: em São Paulo dia 15, Recife no dia 16 e Belo Horizonte no dia 17

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Luciano Piantonni pelo fornecimento das credenciais.

Tracklist:

  1. Intro
  2. Horrordome
  3. Never Forget, Never Repeat
  4. Enslave
  5. Bleeding
  6. … And Justice for Whom?
  7. Vultures
  8. Kill the Silence
  9. No Mercy
  10. Raise Your Fist!
  11. Fear, Violence and Massacre
  12. Conflict
  13. Cultura do Estupro
  14. Selfish Battle

Site Oficial: http://nervosaofficial.com/
Facebook: https://www.facebook.com/femalethrash
Assessoria: https://www.facebook.com/lpmetalpress/ (LP Metal Press)
E-mail: nervosathrash@gmail.com

João Gordo convida fãs para assistirem ao Not S.O.D. e D.R.I. em Limeira e em São Paulo

Um dos projetos mais inusitados dos últimos tempos, fará dois shows no fim de semana; o Not S.O.D., Fist Banging Maniacs – “Fale Português Ou Morra”, que tocará na integra o clássico do S.O.D., “Speak English Or Die”, um dos discos mais brutais do Crossover mundial. Eles se apresentam ao lado do D.R.I. (um dos criadores do crossover!) em Limeira/SP, dia 13/04 (Sexta, @Bar da Montanha) e em São Paulo/SP, dia 14/04 (Sábado, @Fabrique Club)

A formação do Not S.O.D. traz João Gordo (vocais, Ratos de Porão), Cleber Orsioli (guitarra, Blackning), Guilherme Martim (bateria, Viper, Toyshop) e o membro original do S.O.D., Danny Lilker (baixo). O Not S.O.D. tem aprovação dos membros do S.O.D., Scott Ian e Charlie Benante, que estiveram no Brasil recentemente e autorizaram o tributo/projeto.

João Gordo gravou um vídeo, onde convida os fãs desse clássico para comparecerem aos shows; assista:
https://www.youtube.com/watch?v=a942nBqC_b0&feature=youtu.be

A formação atual do D.R.I. traz Kurt Brecht (vocal), Spike Cassidy (guitarra), Rob Rampy (bateria) e Greg Orr (baixo, Attitude Adjustment)

A produção é da MP Tour Management.

SERVIÇO DO SHOW DE SÃO PAULO:
“An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” – D.R.I.
Participação especial: Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs
Dia: 14/04/18 – Sábado
Horário: 18h (abertura das portas)
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ( à 100 metros da antiga Clash Club)

Ingressos:
(Todos promocionais e estudantes com doação de 1 quilo de alimento a ser entregue na porta!)
1º lote R$ 120
2º lote R$ 140
3º lote R$ 150
Na porta R$ 160

Vendas online:
https://ticketbrasil.com.br/show/5527-dri-saopaulo-sp/

Ponto de venda:

Mechanix:
Galeria do Rock – Rua 24 de Maio, 62, 1º andar, Loja 252 – Centro – São Paulo
Tel: 11 3223-8101

Produção: MP Tour Management http://mptourmanagement.com/
https://www.instagram.com/mp_tourmanagement/

Páginas relacionadas:
http://www.dirtyrottenimbeciles.com/
https://www.facebook.com/DRI-137263955229/
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D.R.I.: Clássico “4 Of A Kind” completa 30 anos em 2018, época da passagem da banda por aqui…

Um dos clássicos do crossover mundial completa 30 anos em 2018, período em que a banda estará em tour pela América do Sul. Os fãs do quarteto aguardam que eles façam algo especial no set, em comemoração à esse disco, que é por tido por muitos com um de seus maiores clássicos.

“4 Of A Kind” foi produzido e lançado entre Março e Abril de 1988, trazendo uma banda com os pés cada vez mais voltados para o Thrash Metal – mas por outro lado, criando um som bastante original, que assim permaneceu pelos lançamentos seguintes. A produção foi de Bill Metoyer (produtor queridinho do selo Metal Blade) e do guitarrista da banda, Spike Cassidy. A formação em “4 Of A KInd” foi a mais duradoura, trazendo Kurt Brecht (vocais), Spike Cassidy (guitarra), Josh Pappé (baixo) e Felix Griffin (bateria) que gravou os álbuns “Crossover” (87), “4 Of A Kind” (88) e “Thrash Zone” (89).

A capa é uma das mais legais da banda, trazendo caricaturas dos músicos em cartas de baralho, onde eles são os “coringas” – O grupo de hardcore/crossover brasileiro, D.F.C., lançou “Farofa KInd” uma homenagem bem humorada dessa que é uma de suas influências declaradas.

Em pouco mais de 35 minutos a banda impacta o ouvinte com seu crossover cativante com as músicas “All For Nothing”, “Manifest Destiny”, “Gone Too Long”, “Do the Dream”, “Shut-Up!”,

“Modern World”, “Think for Yourself”, “Slumlord”, “Dead in a Ditch”, “Suit and Tie Guy” e “Man Unkind”.

Quem sabe eles comemorem a data com um destaque especial para músicas desse clássico nos shows da América do Sul?

Em abril o D.R.I faz a “An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” com as seguintes datas na América do Sul:

06/04/18 – Lima – Peru @Mangos
08/04/18 – Santiago – Chile @Teatro Caupolican
11/04/18 – Belém/PA – BR @Botequim Belém
13/04/18 – Limeira/SP – BR @Bar da Montanha
14/04/18 – São Paulo/SP – BR @Fabrique Club
15/04/18 – Rio de Janeiro/RJ – BR @Teatro Odisseia

Assista o novo vídeo onde o vocalista Kurt Brecht convida os fãs para os shows da turnê:

https://www.youtube.com/watch?v=31vi5J9l-sE&feature=youtu.be

A formação atual do D.R.I. traz Kurt Brecht (vocal), Spike Cassidy (guitarra), Walter “Monsta” Ryan (bateria) e Greg Orr (baixo, Attitude Adjustment)

Para os shows de Limeira e São Paulo haverá a participação especial do projeto Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs – “Fale Português Ou Morra”, tocando na integra o clássico do S.O.D., “Speak English Or Die”.  A formação do Not S.O.D. traz João Gordo (vocais, Ratos de Porão), Cleber Orsioli (guitarra, Blackning), Guilherme Martim (bateria, Viper, Toyshop) e o membro original do S.O.D., Danny Lilker (baixo). O Not S.O.D. tem aprovação dos membros do S.O.D., Scott Ian e Charlie Benante, que estiveram no Brasil recentemente e autorizaram o tributo/projeto.

A produção é da MP Tour Management.

Siga as páginas dos eventos do Brasil:
Belém: https://www.facebook.com/events/496168584076276/
Limeira: https://www.facebook.com/events/302907836865164/
São Paulo: https://www.facebook.com/events/158167291490786/
Rio de Janeiro: https://www.facebook.com/events/175520806388192/

SERVIÇO DO SHOW DE SÃO PAULO:
“An Evening With A Bunch Of Dirty Rotten Imbeciles” – D.R.I.
Participação especial: Not S.O.D. – Fist Banging Maniacs
Dia: 14/04/18 – Sábado
Horário: 18h (abertura das portas)
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo ( à 100 metros da antiga Clash Club)

Ingressos:
(Todos promocionais e estudantes com doação de 1 quilo de alimento a ser entregue na porta!)
1º lote R$ 120
2º lote R$ 140
3º lote R$ 150
Na porta R$ 160

Vendas online:
https://ticketbrasil.com.br/show/5527-dri-saopaulo-sp/

Ponto de venda:

Mechanix:
Galeria do Rock – Rua 24 de Maio, 62, 1º andar, Loja 252 – Centro – São Paulo
Tel: 11 3223-8101

Produção: MP Tour Management http://mptourmanagement.com/
https://www.instagram.com/mp_tourmanagement/
Imprensa: LP Metal Press lpmetalpress@gmail.com / lpiantonni@lanciare.com.br

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