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ESPECIAL: DIA DAS MÃES

Por: Rodrigo Paulino

Segundo domingo do mês de maio para muitos é uma data muito especial, para outros uma data emocionante na qual o coração impele a dar um presente para aquela que “te colocou no mundo e também tem o poder de te tirar dele” (minha mãe sempre me ala isso). SIM! Estamos falando das mães, aquela pessoa que sempre fala: “Você só vai dar valor pra mim depois que eu morrer!”, aquela que mesmo no dia de maior sol na sociedade, vira e fala: “Leva guarda-chuva e blusa, porque vai chover” e ainda assim, você não leva e volta molhado e resfriado para casa e ainda leva bronca dela por isso.

Em homenagem às nossas mães, nesse especial vamos falar de mulheres e músicas da temática maternidade ou o sentimento materno.

Para iniciar, temos um sucesso do fim dos anos 90, do Aerosmith, música tema do filme Armagedon: I Don’t Wanna Miss a Thing.

I don’t wanna miss one smile
I don’t wanna miss one kiss
Well, I just wanna be with you
Right here with you, just like this
I just wanna hold you close
Feel your heart so close to mine
And stay here in this moment
For all the rest of time

Apesar da música ter uma poética romântica, de um filme de catástrofe global onde mostra o conturbado relacionamento entre a filha e o pai, ela tem uma letra que resume aquele sentimento de mãe par filho.

Maria Brink, da banda In This Moment, também tem algumas músicas que ela dedicou a seu filho, de 19 anos a música Forever.

Forever starts today
Forever we will be
Forever’s every day
Forever faithfully

O pessoal da Cachorro Grande, famosos pelas letras simples, em uma de suas letras fala de alguém que capta a nossa essência. Quem nunca quando estava triste sentiu aquele abraço gostoso que apenas a mãe pode dar?

Os finlandeses do Nightwish gravaram a faixa Our Decades On The Sun, o que segundo eles,nos ensaios foi muito emocionante tocar essa música, pela carga emocional contida.

Mother
I am always close to you
I will be waiving every time you leave
Oh, I am you
The care, the love, the memories

Pitty no álbum Chiarosscuro, nos apresentou uma canção muito bonitinha e que apesar de ter sido composta numa fase tensa de sua vida, com relação a maternidade, foi uma canção com uma mensagem muito bela.

Essas são apenas algumas músicas que sugerimos, há uma infinidade delas, no entanto, o valor sempre deve ser dado, demonstrado e vivido. Espero vocês em um novo especial!

We are the story of one.

Pitty lança clipe de “Um Leão”

Depois de seis longos anos sem lançar material inédito com sua banda, Pitty retornou em 2014 com o lançamento de “SETEVIDAS”. O álbum, que foi produzido por Rafael Ramos, gerou um DVD documentário, “Pela Fresta”, que será lançado em abril. Nele, estão entrevistas com a cantora, banda e o produtor, além de imagens dos bastidores da gravação. E, ainda, nos extras, estão os clipes de “Setevidas”, “Serpente” e o novíssimo vídeo de “Um Leão”, que estreia hoje no YouTube.

O clipe foi gravado e dirigido por Ricardo Spencer, parceiro de longa data da cantora. As imagens captam Pitty de uma forma inusitada, mostrando um lado nunca antes visto da roqueira. Todo em preto e branco, ela aparece dançando, numa performance que segue o ritmo e sentido de “Um Leão”, num movimento quase de libertação.

A Pitty apresenta o show da turnê de “SETEVIDAS” no festival Lollapalooza nesse sábado (29). No repertório estão as músicas do novo disco e sucessos da carreira.

PONTO ZERØ homenageia as mulheres do rock!

Por: Rodrigo Paulino

Conhecida como a “Rainha do Rock’n’Roll”, Janis Joplin foi um ícone dos anos 60 e uma referência para o Blues e o Soul da geração. Nascida no Texas, Janis era considerada a rebelde de sua geração, ao se mudar para San Francisco, participou da banda Big Brother & The Holding Company, lançando um álbum auto intitulado, em 1968 lançou Cheap Thrills, em 1969 o I Got Dem Ol’Kozmic Blues Again Mama! e, após sua morte por overdose em heroína, veio o Pearl, em 1971. A voz rouca da cantora e o estilo foi de inspiração para muitas outras jovens na época e ainda encanta muitas gerações.

https://www.youtube.com/watch?v=GoLn5hmZevs

Na década de 70, outra banda bem conhecida, foram as meninas do The Runways, apenas meninas na banda. Joan Jett teve a ideia inicial de criar a banda, comentou a ideia com a seu amigo Kim Fowley, que logo apresentou a baterista Sandy West, chamaram a baixista Micki Steele e a compositora Kari Krome. Em 75, estava formada a banda de garotas. Em 76 entrou a guitarrista Lita Ford e a cantora principal Cherrie Currie, lançando assim o primeiro álbum The Runaways e em 77 lançaram o Queens of Noise e infelizmente, em 78, depois de desacordos com empresário, gravadora e alguns desfalques na banda, elas gravaram um último álbum chamado “And Now… The Runaways”. A mensagem principal da banda sempre foi a de que mulheres podem fazer rock. Em 2010 rolou um filme sobre a banda.

https://www.youtube.com/watch?v=GvmIwhXe6rE

No anos 80, com a ascensão do heavy metal, uma banda possuía uma vocalista de voz rouca, aliás, vamos combinar que anos 80 uma série de cantoras de vozes potentes, como Bonie Tyler e Kim Carnes tinha como marco a voz rouca e forte. No entanto, vamos falar da belíssima Doro Pesch, vocalista da banda Warlock. Com o tempo, Warlock acabou e Doro permaneceu como a única membro original da banda, lançando assim sua própria banda, Doro Pesch. Fez inúmeras apresentações especiais com outras bandas como Hole Moses, cantou com UDO, Jorn Lande, apresentou um cover do Abba com Dirk Bach, gravou um dueto com o Twisted Sister no álbum A Twisted Christmas, aparece em Who I Am com Floor Jansen e atualmente cantou junto com Rafael Bittencourt no álbum Secret Garden, do Angra.

https://www.youtube.com/watch?v=GHT1sreYIho

Com a chegada dos anos 90, várias mulheres foram liderando bandas, sendo vocalistas e até mesmo formando suas próprias bandas, Nightwish, que apesar da explosão “Once” ter ocorrido apenas nos meados d 2005, existe desde o fim dos anos 90 com a vocalista Tarja Turunen e sua inconfundível voz, e apesar da demissão dela, seguiu em frente com Anette Olzon que fez participação com diversas bandas enquanto estava assumindo os vocais da banda e atualmente tem um projeto solo e sua sucessora, Floor Jansen que já participou de projetos como o Ayreon, era quem comandava o After Forever e ainda comanda o ReVamp.

O que dizer das nossas guerreiras brasileiras? Com mais de 50 anos apenas de carreira, Rita Lee passou por todos os gêneros, desde o rock psicodélico do qual Janis Joplin participou, o tropicalismo, pop rock, disco, new age e vários outros estilos. Participou da banda “Os Mutantes” e “Tutti Fruti”, trabalhou em rádio, televisão, estabeleceu parceiras, lançou 18 albuns de estúdio e 6 ao vivo. Pessoalmente amo as letras dela. Outro destaque foi Cassia Eller, que levou uma vida ao máximo, ela tinha muita presença de palco, era declaradamente uma interprete de todos os gêneros, e estava sempre envolvida em grandes projetos. No ano de 2001, Cassia teve 95 apresentações, gravou um acústico e apresentou um programa pela MTV ao lado de Rita Lee. No entanto, no mesmo ano, no dia 29 de dezembro ela faleceu de um infarto. Cassia possui 11 albuns lançados entre shows e de estúdio.

Não posso deixar de falar aqui, de uma mulher que muito me chama a atenção, pela atitude que ela tem, pela criatividade e pelo trabalho dela. Pitty, que sempre teve muito conteúdo em suas composições, apesar de já cantar em outras bandas, como a Inkoma e Shes, em 2003 sua banda foi uma das que mais venderam nos anos 2000, com uma temática filosófica, baseada em Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Em 2005 tivemos o lançamento de Anacrônico, que ela intitulou ser meio auto biográfico. Em 2009 veio o Chiaroscuro, que considero um cd bem interessante pela proposta que a cantora quis oferecer aos ouvintes, com uma pitada aqui e acolá para o bolero. Em 2012 ela se aventurou em gravar Agridoce, um projeto folk, muito ousado e gostoso de se ouvir e no ano passado, ela lançou o Sete Vidas, mais diferente de todos os outros trabalhos, carregado emocionalmente, místico e muito divertido de se escutar. Apesar de grandes problemas pessoais, como a perda de um bebê e até mesmo quase morrer após uma infecção, nada disso fez a peteca cair.

São tantos nomes ainda para serem falados, tantas bandas para serem citadas, mamães que são cantoras como Simone Simons(Epica), apoiadoras de causas como Charlotte Wessels (Delain), ex-coelhinhas da Playboy como Butcher Babies e Huntress, pessoas que traçam um ideal e vão em frente, como Fernanda Hay (Overdrive) e meninas que “são colocadas para cantar” (isso é uma referência do que li num release feito pela banda) como Fabiana Santos (The Leprechaun) e até mesmo símbolos do feminismo como Christina Scabbia (Lacuna Coil) e Maria Brink( In This Moment).

Lugar de mulher é em casa!” me enche de raiva ouvir essa frase, todo lugar é lugar de mulher, seja em casa, em escritório, em lojas e até mesmo no intuito de montar uma banda, dia da mulher não é apenas dia 8 de março ano após ano, é todo dia!

A seguir, tem uma listinha básica com umas músicas de algumas moças citadas nesse especial.

http://www.youtube.com/playlist?list=PLmwL6dFjq5EImUpIMBKOe1TGH9wNZJ6Q1