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46 FEST CHEGA A TERCEIRA EDIÇÃO COM O APOIO DA GALERA QUE COMPARECEU EM GRANDE NÚMERO NO TROPICAL BUTANTÃ

Por Thiago Tavares

Um dos festivais mais esperados da cena do metal brasileiro enfim aconteceu. No último domingo, dia 03 aconteceu no Tropical Butantã a terceira edição do 46 Fest, festival esse que reúne grandes bandas de expressão do metal e que também dá oportunidade para outras bandas que estão iniciando sua trajetória para participarem desta festa ao lado de ninguém mais, ninguém menos que os anfitriões o Project 46, banda essa que vem se consolidando desde sua fundação em 2008 e conquista muitos fãs pelo som no estilo heavy metal com um som de estourar os ouvidos de muito bom que é e com letras que fazem tirar tudo de ruim ou zica que há dentro de nós, praticamente um grito de desabafo para todas as coisas ruim no qual vemos ou presenciamos.

2017 © Camila Cara

O festival desse ano foi composto pelas bandas Tonelada, que venceu a votação popular dentre várias bandas independentes, No Trauma e Trayce, convidadas pelos donos da festa e Ponto Nulo no Céu. Praticamente um prato cheio para quem quer ouvir um som pesado de qualidade e iniciar a semana com tudo.

A primeira banda a se apresentar foi a banda Tonelada. Originários de Dourados (MS) e composto por Juan Queiroz (Vocal), Luan Mendes (Guitarra), Paulinho Torrontegui (Bateria) e Renan Gobi (Baixo), os caras apresentaram um set que agradou bastante a galera que estava presente ao festival, fazendo jus como a vencedora por votação popular como a banda da galera a participar do festival. Eu, particularmente não conhecia e gostei bastante com estilo bem pesado e como definem, um som curto e grosso.

2017 © Denis Ono

Logo em seguida, se apresentou a banda No Trauma que foi convidada pelo Project 46 e esteve entre os 10 primeiros colocados na votação popular. Cariocas de Olaria e formado por  Hosmany Bandeira (Vocal), João de Paula (Baixo), Tuninho Silva (Guitarra) e Marvin Tabosa (Bateria), com influencias no metalcore e nu metal, os cariocas apresentaram ao público músicas do CD Viva Forte Até o Seu Leito de Morte, de 2015 o único da carreira e vem batalhando de forma incansável, não é a toa que voltaram de uma turnê recente pela América do Sul e no 46 Fest, a galera aprovou e com certeza já abraçou a causa em apoiar os caras.

2017 © Mayara Cristina Giacomini

O próximo que se apresentou, também convidada pelos donos da festa é a banda Trayce de São Paulo, bastante conhecida da cena do metal também com influencias do metalcore. Fundada em 2007 tem como integrantes Rafa Palm Ciano (Baixo), Fabricio Modesto (Guitarra), Marcelo Carvalho (Vocal), Alex Gizzi (Guitarra) e Marcelo Campos (Bateria), a banda além apresentar músicas de seus álbuns anteriores, apresentou músicas do novo álbum intitulado Miragem. Eu já conhecia a banda mas com poucas faixas na minha playlist e passei a gostar, um som com riffs melódicos e ao mesmo tempo um som limpo e bem agressivo.

2017 © Denis Ono

Outra banda que chegou ao 46 Fest com tudo, foi a Ponto Nulo no Ceu. De Santa Catarina e formado por Lucas Taboada (Bateria), Felipe Taboada (Guitarra), Fau (Baixo) e Dijjy Rodriguez (Vocal), a banda com influências no metalcore apresentou um mix de músicas de seu repertório com ênfase no último disco Pintando Quadros do Invisível (2016), onde todas as músicas apresentadas mostram letras bem estruturadas, versatilidade no vocal (lembrando até mesmo rap), pontos fortes ao meu ver da banda que já esquentava os motores de quem viria a seguir.

Eram 21:40 da noite e a galera conclamava para a atração principal da noite. Confesso que também estava ansioso pois já tinha mais de um ano que não via os caras (a última vez no SESC Belenzinho). Praticamente neste show, resolveram quebrar tudo, algo que precisava ser liberto. E como se quisessem se libertar de todas as coisas ruins e adversidades. Enfim, o Project 46 subia ao palco neste horário para lançar de forma oficial o álbum Tr3s. Sob a formação de Caio MacBeserra (Vocal), Jean Patton (Guitarra), Vinicius Castellari (Guitarra), Baffo Neto (Baixo) e Betto Cardoso (Bateria), a banda paulistana literalmente veio para expor mais uma e de forma única a exposição da vida, os problemas sociais que muitos querem esconder e que eles sabem fazer muito bem.

2017 © Denis Ono

Os caras executaram músicas do novo álbum como Corre, Terra de Ninguém e Pode Pá, músicas essas que refletem a nossa realidade, a sua realidade e muitos querem esconder e são músicas como essas que nos fazem seguir a diante e enfrentar tudo e todos, pois como diz em Pode Pá “Não vim aqui pra ser exemplo, Eu vim aqui pra ser eu mesmo, Não vim aqui pra ser copiado, Eu vim deixar o meu legado. E a mensagem foi muito bem captada pela galera que estava presente em meio a roda imensa q tinha no Tropical em quase todas as músicas executadas pelo Project.  Um ótimo trabalho feito e que tem tudo para alcançar novos horizontes com este trabalho.

A resenha ficou mais extensa do que eu esperava mas nós do Ponto ZerØ temos que agradecer ao Thiago Rahal Mauro da TRM Press pelo credenciamento.

Fotos retirada da página do Facebook oficial da banda:  46FEST III – Lançamento do álbum ‘TR3S’

MEGADETH promove uma aula de metal no Espaço das Américas em SP

Texto e Fotos: Felipe Domingues

Terça-feira, 31 de outubro de 2017, noite fria na cidade de São Paulo, um clima bem propicio para bruxas, lobisomens e vampiros, já que se tratava de Halloween. A festa estava marcada para acontecer no Espaço das Américas e a atração principal não eram seres místicos e sim uma das maiores bandas de metal do mundo, o Megadeth.

Por volta das 20h:30 a festa teve início com o VIMIC, banda norte-americana de heavy metal que conta com o ex-baterista do Slipknot, Joey Jordison, que acompanhado de Kalen Chase (vocal), Kyle Konkiel (baixo), Jed Simon e Steve Marshall (guitarras) e Matt Tarach (teclado), aqueceu o público com o show de pré-lançamento do seu primeiro álbum intitulado de Open Your Omen, que será lançado no início de 2018.

Jordison é um show à parte, sua pegada monstruosa na bateria animou a todos, mas toda banda merece ser destacada, os dois guitarristas também mostraram muita técnica, o baixista Konkiel junto com Tarach, tecladista, que por vezes se aventurou na guitarra, completam a cozinha com o carismático vocalista Kalen Chase, seu vocal rasgado e agudo casa perfeitamente com as músicas, na minha opinião “Fail Me (My Temple)” tem tudo para se tornar um grande clássico do metal mundial.

Era chegada a hora de uma aula de metal, o Megadeth veio ao Brasil para divulgar Dystopia, quinto álbum da banda, premiado com o Grammy 2017 de melhor performance de Heavy Metal. No palco, 34 anos de história e muita qualidade musical.

Dave Mustaine, e seus companheiros de banda, Kiko Loureiro, David Ellefson e Dirk Verbeuren, deram início ao show com “Hangar 18” do álbum Rust in Peace de 1990, já dava para ter ideia do que estava por vir, um início matador, demonstrando muita qualidade técnica e uma ótima presença de palco.

Vale destacar o retorno aos palcos brasileiros de Kiko Loureiro, o guitarrista já está bem adaptado a banda e estava bem à vontade no palco e executou com maestria todas as músicas, não é à toa que é considerado um dos melhores guitarristas do mundo. Um setlist recheado de grandes clássicos como, “Trust”, “Symphony Of Destruction”, “Peace Sells” e “A Tout Le Monde” cantada em uníssono pelo público.

Do novo álbum tocaram apenas “The Threat Is Real” e “Dystopia” faixa título, destaque para o baterista Dirk Verbeuren, que fez a sua primeira passagem por palcos brasileiros e David Ellefson que está na banda desde 1983 e dispensa comentários. É impressionante a performance e presença de palco do “tiozão” de 56 anos, o cara parece um garoto executando os difíceis riffs das músicas do Mega e ainda fazendo os vocais.

Outro grande destaque do show foi a execução de “Mechanix”, música da demo No Life ‘til Leather do Metallica, lançada em 1982, época em que Mustaine ainda fazia parte da banda e depois passou a se chamar The For Horseman, lançada no Kill ‘Em All. Para finalizar a grande noite, a clássica “Holy Wars… The Punishment Due”. Não é por menos que o Megadeth arrasta multidões por todos os lugares que passa, afinal são muitos anos de estrada com fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo. Nos agradecimentos, Mustaine prometeu retornar em breve. Oh yeah yeah!

Agradecemos a Mainstream Concerts e a Fabiana Villela da Talento Comunicação pelo credenciamento ao Ponto ZerØ. Até a próxima…

Hangar 18
The Threat Is Real
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Trust
Take No Prisoners
Sweating Bullets
She-Wolf
Skin o’ My Teeth
A Tout Le Monde
Tornado of Souls
Dystopia
Symphony of Destruction
Mechanix
Peace Sells

Bis:
Holy Wars… The Punishment Due