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Resenha: Scars of the Sun + Monuments – The House – 15 de Junho de 2019

Texto: Camilo Lafah

Fotos: Wanderson Machado

OMG! Que espetáculo pôde ser testemunhado em 15 de Junho de 2019, no “THE HOUSE” (Antigo HANGAR 110), Bom Retiro, São Paulo – SP.

Para os fãs e admiradores da vertente Djent, foi possível ver um exemplo do que se espera de um artista referencia no estilo.

Sobre o show em si, comentarei a seguir, já que é impossível não valorizar o aspecto humano no relacionamento entre a banda Monuments e aqueles que lá estavam presentes! Especialmente no pós show, os integrantes se expuseram de maneira completamente acessível, permitindo a interação com todos que estavam lá, sem exceção. Foi emocionante ver alguns fãs se esforçando para falar inglês ou se expressar cada um a sua maneira para estabelecer um contato e, do outro lado, seus ídolos lhes dando plena atenção.

A humildade e simplicidade dos músicos transcendeu qualquer aspecto técnico ou musical que pudesse existir, assim marcando de maneira muito positiva essa breve passagem pelo Brasil.

Bom, agora com o coração mais aliviado, vamos para o show…

Apesar de a casa abrir as 19:00, a galera não quis correr riscos, e quando cheguei às 18:30, já havia uma fila considerável aguardando liberação para entrada.

Em um contexto geral, o evento teve uma adesão média, ainda mais sendo a primeira vez do Monuments no Brasil. Porém, é válido mencionar que conversando com a plateia durante o evento e até mesmo em grupos de WhatsApp antes e pós show, muitos relacionaram a média adesão à outro grande show do estilo que aconteceu na semana passada também em São Paulo. Este curto espaço entre os shows acabou provocando uma situação onde fãs locais, de outras cidades e outros estados principalmente, tivessem que tomar uma decisão sobre qual ir. Esta é uma abordagem legitima, mas que não me estenderei, já que temos ciência das limitações impostas pela condição econômica do nosso país. Ouvi relatos de diversos fãs que adorariam assistir ambos os shows, mas financeiramente a situação não favoreceu.

Então, conforme anunciado, a banda de abertura “Scars of the Sun” fez um show que foi conquistando gradativamente o público. De certa forma, é até compreensível que acontecesse dessa forma, já que a banda segue um estilo voltado ao Modern Metal, diferente do Monuments. Entretanto, foram respeitados desde o inicio e aplaudidos ao término, deixando uma imagem positiva pela qualidade do que fazem e fizeram. Como novidade, tocaram algumas músicas do próximo que ainda será lançado, nomeado “Transition to Turbulence”.

Àqueles que não conheciam a banda, foi bem interessante ter a oportunidade de presenciar uma banda do cenário grego em São Paulo.

A partir deste ponto de corte, a expectativa e ansiedade pelo show principal tomou conta da casa… Finalmente, Monuments no Brasil!

Diretamente da Inglaterra, através da turnê de divulgação do seu último álbum “Phronesis”, tocaram um retrospecto da carreira com um set list de 11 músicas.

Motivado pelo carisma do vocalista Chris Barreto e competência da banda, a energia em nenhum momento baixou e, pelo contrário, cresceu e contagiou todos de tal forma que foi difícil se conformar quando a apresentação acabou.

Dentre os momentos memoráveis desta noite estão as lágrimas de gratidão no rosto de Chris Barreto flagradas nas últimas músicas, logo antes de se jogar no público, e ser carregado de braços abertos pela galera.

Ao final do show, após um fã subir ao palco para lhe dar um sincero abraço, Chris convidou a todos e, em segundos, lá estava ele em meio a um abraço coletivo com mais de 30 fãs. Emocionante!!!

Pouco antes também em gesto de conexão, do palco, os guitarristas John Browne e Olly Steele debruçaram suas guitarras para que os felizardos do front pudessem encostar e fazer algum barulho.

Musicalmente falando, assistir ambos os guitarristas tocando, de fato mostrou a complexidade nos acordes e maestria na condução dos instrumentos necessária para se alcançar aquele incrível som característico do Monuments.

A cozinha, formada pelo baixista Adam Swan e o baterista Daniel “Lango” Lang, estava calma e tranquila, suportando com muita qualidade todas as músicas em prol deste espetáculo excelente.

Apesar de não ter feito nenhuma pesquisa quantitativa ou qualitativa, não tenho dúvida de que quem esteve lá jamais esquecerá esta noite mágica.

Em nome do Ponto Zero, agradecemos ao Marlon Mattos da LMAA Assessoria de Comunicação da EV7 Live pelo fornecimento das credenciais.

SET LIST MONUMENTS NO THE HOUSE – 15/06/2019

A.W.O.L

I, The Creator

Leviathan

Stygian Blue

Mirror Image

Atlas

Doxa

Empty Vessels Make The Most Noise

Regenerate

Origin of Escape

Degenerate