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SupreMa: “está na hora de voltar, sem medo de mostrar um som moderno que temos preparado!”

Após um tempo afastado da cena, o SupreMa começa a dar mais informações sobre o seu momento atual e sobre o futuro da banda.

O guitarrista Douglas Jen conversou com o portal My Guitar e falou sobre a pequena pausa que a banda teve e também sobre os próximos passos. Outros assuntos também como sua tour com o Marty Friedman, a cena do heavy metal no Brasil e a entrada de Kiko Loureiro no Megadeth estiveram em pauta.

My Guitar: Nos eventos (com Marty Friedman) você comentou que a banda está gravando seu segundo trabalho de estúdio. Como está esse processo e quando está previsto o lançamento?

Douglas Jen: Em 2014 a banda fez uma pausa, além da Copa do Mundo atrapalhar demais a rota de shows, tivemos problemas com a formação, doença e problemas familiares, várias coisas extra-banda que atrapalharam demais o caminhar do SupreMa. Precisamos deste tempo para organizar a casa, mas não ficamos parados, fizemos vários ensaios, apresentei músicas novas à banda e aos novos membros, e demos continuidade à composição do disco. Virando o ano de 2015, veio a tour com o Marty e tivemos que pausar um pouco a composição do disco. A galera também estava na estrada e comprometida com outras coisas, o batera em tour e o vocal ficou algumas semanas na Europa. É difícil conciliar a agenda de todos, mas temos conseguido muito bem, de certa forma. Mesmo com algumas dificuldades, já apresentei 7 músicas, produzimos uma delas e em breve devemos lançar um single. Em paralelo, continuam os trabalhos de composição, nestes próximos meses devemos finalizar 12 ou 13 músicas e escolher 10 para o disco, o som novo está matador, estamos em pleno vapor, está na hora de voltar sem medo de mostrar um som moderno que temos preparado!

My Guitar: Quais os seus projetos futuros? E os projetos futuros da banda?

Douglas Jen: Estou lançando agora uma série de Masterclass Online, o pessoal me pedia muito para voltar a dar aulas e estou tentando beneficiar o maior número de pessoas possíveis, e a melhor forma de fazer isso foi escolhendo um sistema online onde eu possa atender estudantes de todo o Brasil ao mesmo tempo em um sistema de vídeo-conferência.  Utilizo um software de alta performance especializado para este tipo de reunião, e depois os alunos tem acesso ao vídeo para assistir quantas vezes quiser.

O primeiro que farei será no dia 26 de agosto e será gratuito, o tema é “Dominando o braço da guitarra”, quem se interessar em assistir, ainda vai levar o E-Book com os exercícios!

Para se inscrever:

https://join.onstreammedia.com/register/73307889/gnrgzfv

Em paralelo, logo mais devemos lançar o single do SupreMa e também lançarei vídeos de live sessions que filmei recentemente, fiquem ligados www.douglasjen.com e www.supremametal.com.”

Leia a entrevista completa no link abaixo:
http://myguitar.com.br/entrevistas/entrevista-com-douglas-jen-do-suprema/

SupreMa: “Podemos cair, mas voltamos e damos dois passos à frente”

O guitarrista Douglas Jen, da banda paulista SupreMa, conversou com o portal Guitar Coast após seu retorno da bem sucedida tour ao lado do guitarrista Marty Friedman, ocorrida durante o mês de março e que passou por 20 cidades brasileiras em 26 dias.

Durante a entrevista, Douglas Jen falou sobre a tour, sobre seu equipamento atual, sobre o seu processo criativo, os momentos marcantes da carreira e também sobre o momento atual em que o SupreMa se encontra.

Guitar Coast: Os últimos meses foram muito intensos para você, com uma agenda sempre cheia, principalmente durante a tour com Marty Friedman. Como foi a tour? 

Douglas Jen: Uma saudação aos internautas do site! Sim, a agenda foi extremamente cheia! Em 2014 estive bem ausente da cena, mas é porque estava trabalhando nesta tour e em algumas coisas nos bastidores do SupreMa, e 2015 começou a mil por hora! Foram 20 eventos em 26 dias com o Marty Friedman, mais de 15.000 km rodados, e toquei em 11 oportunidades, foi realmente fantástico! Foi a minha décima tour, e estar com um ícone da guitarra na estrada me trouxe muita experiência, tanto de palco, como artisticamente. O Marty é um cara super bem humorado, uma figura!!

Guitar Coast: Quais foram os momentos mais marcantes na sua história com o SupreMa?

Douglas Jen: Tenho dezenas a contar, tanto bons quanto ruins!! Muitos já falei durante entrevistas e nem saberia listar tudo, ficaria algumas horas contando, são 11 anos de coisas acontecendo, é uma vida! Tem momentos históricos como os shows com bandas internacionais como Primal Fear, Blaze Bayley, Evergrey, ótimos fests e eventos como o River Rock (Indaial-SC), Palco do Rock (Salvador-BA), Ruiari (Limeira-SP), o lançamento no Via Marquês em São Paulo junto com o Shadowside, e também várias decepções como cancelamentos do Araraquara Rock do ano passado, o Agreste in Rock e um fest nos EUA que acabou caindo. Mas isso não pode nos abalar, os fãs estão sempre ao nosso lado, galera que conhece o SupreMa sabe do esforço desde o início da carreira, e sabe que a cada pedra no caminho, podemos cair, mas voltamos e damos dois passos à frente!

Leia a entrevista completa no link à seguir:
http://www.guitarcoast.com/2015/07/entrevista-com-douglas-jen-guitarrista.html

Douglas Jen: “um SupreMa novo o moderno está surgindo”

O guitarrista Douglas Jen, da banda paulista SupreMa, recentemente retornou de uma bem sucedida tour ao lado do guitarrista Marty Friedman, ocorrida durante o mês de março e passando por 20 cidades brasileiras em 26 dias.

O guitarrista foi entrevistado pelo portal Rock Masters, e falou sobre a rotina da tour com o Marty Friedman e sua relação com ele dentro e fora dos palcos, sobre o cancelamento do show do SupreMa nos Estados Unidos, o momento atual do SupreMa, que passa por uma pausa desde 2013 e a composição do álbum sucessor do “Traumatic Scenes”, álbum que foi destaque em mais de 100 sites e revistas de Rock/Heavy Metal em todo o mundo, e que através de seus vídeo-clipes, foi detaque na MTV durante 12 semanas, Blank TV e Play TV.

Rock Masters – Falando agora sobre o SupreMa. Quais os planos para 2015? A banda está com nova formação certo?

Douglas Jen: O SupreMa tem passado por alguns momentos delicados. Em 2014 chegamos a anunciar uma formação e logo em seguida a banda praticamente parou, integrantes com problemas de saúde, juntou o fato da Copa do Mundo atrapalhando a rota de shows e preferimos então parar e reorganizar a casa. Tínhamos muitos planos para comemorar os 10 anos da banda, fizemos várias enquetes em que os fãs participaram, mas tivemos que dar este “tempo”. Eu creio que tudo tem a sua hora certa de ser falada, e ano passado no meio do turbilhão de coisas, definitivamente não era o momento. Eu queria muito que os fãs soubessem tudo o que temos feito no último ano, temos preparado muitas coisas, mas a galera vai ter que ter um pouco mais de paciência… bem pouco, prometo! Estamos a beira de anunciar uma nova formação e o pessoal vai se surpreender com o que preparamos a eles. Junto com a formação vem uma música nova, está pesada, progressiva e com as melodias grudentas de sempre… um SupreMa novo e moderno está surgindo, vai valer muito a pena ter esperado um pouco mais!

Rock Masters – E além do palco, como foi o dia-a-dia, o contato com Marty? A impressão que passa é a de que ele é um cara bem gente boa.

Douglas Jen: Ele é um sujeito super profissional, exigente como tem que ser, porém ele sempre foi razoável nas exigências e no dia-a-dia era um cara legal! Almoçávamos juntos, viajávamos juntos, o tempo todo fazendo tudo junto, ele sempre perguntava sobre a cultura brasileira e ficávamos falando coisas fora da música. Em Araraquara fomos almoçar num restaurante japonês e eu estava pagando um mico pedindo garfo e faca, ele pegou o Hashi e me ensinou a usar (risos), a galera riu muito do workshop particular de Hashi!! Outro fato engraçado foi num voo, estava todo mundo tão cansado que parecíamos bêbados de sono, ele pegou a revista do bolsão do avião e começou a desenhar em cima das fotos da revista, fazendo historinhas com as fotos e modificando outras, então ele pegou uma foto e rabiscou com um monte de besteira virou pra mim e falou “Hey, você gostou deste desenho? Esta pode ser a capa do novo CD do SupreMa!”, ele é realmente uma figura! E quem esteve nos meet and greets também viram o cara carismático que ele é!

Leia a entrevista completa no link à seguir:
http://rockmasters.com.br/2015/06/entrevista-douglas-jen-guitarrista-da-banda-suprema/

A agenda da TOUR 2015 do CD “Traumatic Scenes” está aberta e a banda já passou por importantes capitais como São Paulo, Manaus e Maceió, e segue agendando datas com seu novo cenário e toda estrutura que está rodando o Brasil. Para levar a “Traumatic Scenes Tour” para sua cidade entre em contato através do emailcontato@furiamusic.com.br.

RESENHA: SUPREMA – TRAUMATIC SCENES

Por: Rodrigo Paulino

Traumatic Scenes tem como conceito, o filme O Invisível de 2006, um thriller sobrenatural, onde um bem sucedido autor é brutalmente atacado, dado como morto e preso entre duas realidades, a dos mortos e a dos vivos onde ele completamente invisível e a única chance dele sobreviver é descobrindo quem fez isso com ele e o motivo.

O trabalho da banda não é descrever o filme nas suas faixas, mas sim os diferentes estágios da psique humana e o parapsicológico, constantemente presentes no filme.

O álbum abre com a faixa “Marks of Time”, um poema recitado com ecos, criando sua mente para o ambiente em que se passa o álbum, dando entrada para a progressiva e poderosa “Dark Journey” é uma música que engata a primeira marcha e se desenvolve de forma interessante, é como se você estivesse meio perdido, numa busca. Uma coisa que chama muito a atenção é que você consegue definir a presença de cada um dos instrumentos presentes na canção, desde os tamborins até o tímido teclado. Confesso que gostei muito dessa faixa e sua estrutura, a bateria muito presente como é de costume das bandas do gênero e mesmo assim é uma pitada muito boa e em momentos que entra em segundo plano, ela é muito bem notada.

Rising Form the Ashes” é outra faixa bem rápida, mas porém você nota que o vocalista pega firme, a presença de corais, com hiatos de instrumentos nos quais apenas a voz ganha evidência. A letra é bem interessante, remete à cena do filme na qual a personagem descobre o que aconteceu a si mesmo e recebe a condição de fugir da morte. Nessa música você pode fechar os olhos e se deixar levar pelo solo que cresce e fica muito bonito. “Fury and Rage” é uma faixa com mais peso, é uma música por assim dizer, mais pé no freio, porém bem carregada, cria um ar que faz jus ao título. Nas letras temos uma dica a quem se refere essa letra no conceito: “A brainwash to commit the crimes for them”.

Visions from the other side” uma viagem quase que astral, é uma canção que mistura o calmo com o agressivo, o gutural que existe como segundo plano é magnífico e no refrão com o coral fica magnífico, e fica um bom tempo grudado na mente da gente. O baixo e a guitarra tem um destaque muito interessante nessa faixa. Também ganha destaque o teclado fazendo quase que o encerramento da canção. “Burning My Soul” é uma faixa progressiva, só que mais puxada para o trash, é algo bem violento, com um gutural de Victor Prospero bem puxado, alternado para o vocal limpo porém emocionalmente carregado, conduzindo até o refrão com um dueto muito bem elaborado, possui um dos melhores solos do álbum, o teclado ao estilo daqueles filmes de terror antigos é contagiante e a sensação de estar num thriller é praticamente impossível.

Depois de uma canção tão pesada, abrem-se os caminhos para um violão, e o barulho de vidro se quebrando e uma nota de destoa… Porém “Memories” abre um leque de sentimentos, a mistura da voz rouca e ao mesmo tempo suave do vocalista com o violão são um ponto alto, entra então a bateria, e logo você ouve a banda toda, com coral, com teclado, com guitarra…. Simplesmente uma balada surpreendente, com um solo que se encaixou perfeitamente com o contexto musical, é uma das canções mais belas do álbum, no filme se encaixa como as lembranças e ambições que o personagem tem nesse estado, e ver tudo o que ele pode perder se não retornar à vida.

Uma moda que está pegando em bandas ultimamente é o uso do sintetizador para criar uns efeitos legais, temos isso em “Before The End”, é uma faixa muito bem elaborada e complexa, tem a presença dosada de um coral, te leva à uma mente perturbada, talvez seja de um personagem no filme que é amigo do rapaz morto. É interessante que o solo dessa música passa do tudo ao nada de forma muito rápida.

Nightmare” volta ao estilo rápido e progressivo, outra musica que retrata uma mente desiquilibra e confusa, com medo, é muito interessante o desenrolar da canção, ela possui um riffs bem interessantes e a presença da bateria, principalmente dos pratos não passam despercebidos. Gostei desse solo também, mas o fator destaque fica num pequeno solo de bateria…. e sim, pegadinha do malandro: quando você acha que a musica acabou, ela volta e continua num instrumental que culmina em um alto “I knoooow this world is cruuuueeeel”. O final dessa música é imprevisível.

Iced Heart” é uma música bem interessante, não apenas pela sua composição, mas pelo conjunto todo da obra, ela tem um vocal bem pesado e a presença de um guitarra bem pesada junto com a voz do vocalista, mas o coral fazendo um intercalo em algumas partes, fazendo um conjunto de vozes é muito belo.

Chegamos finalmente em “Traumatic Scenes” uma música super rápida, agressiva, ela da vida a algo que no filme não consta: o destino final do personagem, como seria sua vida daquele ponto em diante? A progressão dessa musica é muito boa, o ritmo que ela mentem é extremamente agradável e rápido.

Traumatic Scenes é um excelente álbum, seu conceito é moderno, sua composição é fantástica, para quem curte peso nas musicas é uma opção super válida, possui músicas psicodélicas, músicas ao estilo trash, enfim, uma gama de canções na manga, possui também refrões que ficam bem grudados na mente. Uma boa pedida.

Faixas:
1. Marks of Time
2. Dark Journey
3. Rising from the Ashes
4. Fury and Rage
5. Visions From the Other Side
6. Burning My Soul
7. Memories
8. Before the End
9. Nightmare
10. Iced Heart
11. Traumatic Scenes