RESENHA: OVERDRIVE – OVERDRIVE

Por: Rodrigo Paulino

Hard Rock! Definição perfeita para a banda OVERDRIVE, de Curitiba, The Cave, faixa de abertura conta com a voz cativante da vocalista Fernanda Hay, sua voz é tão cativante e potente ao mesmo tempo, os instrumentos têm sua vez, mas são bem leves perto da voz dela, entra para aquele tipo de musica que eu gosto: bateria bem presente. Engraçado que mesmo tendo o peso do instrumental, o vocal dela me passa muito do blues, mas é um estilo único. A faixa Midnight Sunlight já começa a todo vapor, os instrumentos são mais presentes, o baixo tem uma grande responsabilidade, e a presença dele é muito bem notada, novamente o vocal de Fernanda rouba a cena, o refrão dessa musica é simplesmente hipnotizador, algo que me chama a atenção nos vocais é a firmeza na voz dela. O álbum como um todo tem uma abordagem bem setentista e para terminar essa musica… haja fôlego!

A próxima faixa, Love Trick, foi selecionada para ter um vídeo clipe, bateria bem rítmica, e um vocal sexy, muito bem encaixado com o ritmo da música, é algo que flui fácil e rápido. Interessante como essa musica tem o poder de te transportar para um evento em alguma lanchonete de series ou filmes americanos que se passam nos anos 70, a essência dessa banda é muito retrô, e isso é algo que é a impressão digital deles, fantástico o trabalho deles.

Logo vamos para a faixa que dá nome ao disco, nome à banda: OVERDRIVE. Começa muito bem apenas com a guitarra e a bateria ganha vida, logo depois o baixo, e logo em seguida uma explosão vocal com vibratos e sustenidos muito bem executados, a faixa tema faz juz, ouvindo com os fones chega a arrepiar os pontos altos alcançados, sem falar que no refrão, você flutua, pela leveza do vocal. Uma coisa que gosto é versatilidade vocal, e Fernanda domina isso, mostra isso para gente nessa música, até aqui, já ouvi 4 músicas e a harmonia que há entre todos os elementos da banda é simplesmente incrível. Traitor Troop é outra musica do álbum que me cativou e muito, ela começa de uma forma e termina de uma forma bem diferente, no capricho. Circe tem um poder tão grande, pois a instrumentação é muito bem colocada e o vocal é extremamente diversificado, torno a chamar a atenção para o vocal potente dessa menina, voz firme, sem deixar de ser feminina. Também vale a pena chamar a atenção para o instrumental, que acompanham o estilo dela, passam do 8 ao 80, as escalas e toda a presença de cada elemento na musica em seu devido tempo.

41 Miles fecha o álbum num clima mais tranquilo e progressivo, incrível a doçura da voz e a harmonia presentes em todo o álbum. A mistura de todos os elementos da banda nos leva a outro nível junto com a voz de Fernanda, simplesmente essa música é a cereja em cima do bolo.

Amei muito ter ouvi essa banda, simplesmente apresentou um álbum que saiu do tradicional das bandas atuais, apresentando um vocal bem maduro e muito bem elaborado, interessante quando tantos elementos conversam e entram em harmonia entre si para compor uma música, um álbum inteiro. Quero mais! Cadê? Boatos que o próximo álbum já está sendo produzido.

OVERDRIVE É
Fernanda Hay(vocals)
Luis Follmann(guitar)
Diego Porres(bass)
Joel Jr(drums)

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