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Podcast fala sobre a falta de acessibilidade em casa de shows para portadores de deficiência

Já está no ar o novo episódio do RENATOCAST, podcast comandado por Renato Junior Justin Rosa, mais conhecido no meio metálico como Renato Sanson, dos sites Road to Metal Heavy and Hell. Com mais de dez anos dedicados à música, e agora investindo no formato podcast, Renato iniciará uma série de episódios voltados ao Heavy Metal e suas mais variadas experiências como imprensa especializada do estilo e como consumidor, destacando neste episódio “Lá vem a história: Acessibilidade em casa de shows” os problemas relacionados à falta de acessibilidade em casa de shows para pessoas portadoras de deficiência.

Crédito:Uillian Vargas

Ouça o podcast no Spotify:

Renato, que é cadeirante, tem realizado dezenas de coberturas de shows durante todos estes anos, de shows undeground ao mainstream, de casas de shows pequenas à estádios, e na maioria das vezes em que foi exercer seu trabalho como imprensa, ou até mesmo como público pagante, ficou refém da falta de estrutura e planejamento das produtoras. Vale lembrar que há uma lei destinada às pessoas portadoras de deficiência, a lei nº 10.098, vigente deste 2000, que em seu 12º artigo, declara: “Os locais de espetáculos, conferências, aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual, inclusive acompanhante, de acordo com a ABNT, de modo a facilitar-lhes as condições de acesso, circulação e comunicação”.

No episódio, Renato relembrou o espanto do baterista Aquiles Priester (Angra, Hangar, Edu Falaschi) ao vê-lo no público e declarou “tu é o primeiro cadeirante que vejo num show de Metal!”Renato também citou sua experiência no show do Kiss em Porto Alegre em 2012, realizado no Ginásio Gigantinho, quando enfrentou problemas para poder realizar a cobertura do evento, devido justamente à falta de um local adequado para pessoas portadoras de deficiência. O podcaster comenta: “Apesar de termos a lei 10.098, falo sem medo de errar que 90% dos locais a nível BRASIL não atendem os requisitos. Falando então em casas de shows, menos ainda. É muito importante que possamos colocar o assunto em pauta e tenhamos a chance de debatê-lo, já que se trata de um público que poderia estar consumindo estes shows em maior número, mas a falta de acessibilidade acaba impondo muitas barreiras. Desta forma, todos saem perdendo”.

ENTREVISTA: Fabio Ribeiro (Remove Silence/Shaman)

Entrevistamos o conceituado tecladista Fábio Ribeiro (Remove Silence/Shaman), na entrevista ele comenta sobre sua carreira como músico, e a expectativa dos shows de retorno da formação original da banda Shaman. Confira.

Por Eduardo Carvalho.

Fabio, primeiramente, gostaria de agradecer pela disponibilidade em conceder esta entrevista ao PONTO ZERØ!

Não há como começarmos de outra forma, senão falando para os leitores e fãs de como está sendo essa volta tão aguardada junto ao SHAMAN! Depois de tantos anos separados, você pode nos contar como foi o processo de reintegração junto à banda? Quem entrou em contato contigo? Como está se sentindo em voltar a ensaiar com Andre, Luis, Hugo e Ricardo?

Para mim foi uma grande surpresa, algo que eu jamais esperaria que acontecesse. Meu grande amigo Luis Mariutti me ligou e disse: “O Shaman está voltando. Você vai fazer, né? Tem que ser com você.” A partir de então foram apenas algumas negociações com o empresário Rick Dallal, que é um cara super de boa, extremamente profissional, muito experiente e sem dúvidas um dos grandes responsáveis por fazer tudo isso acontecer.

Os ensaios estão rolando semanalmente e desde o primeiro a sensação não poderia ser melhor. É surpreendente como pessoas que tocaram juntas por tanto tempo conseguem se entrosar tão rapidamente, mesmo após estes anos todos. É a tal química musical, acho eu. Parece ser muito natural saber o que um ou outro está fazendo e as músicas soaram muito bem logo de cara, como se tivéssemos realizado o último show na semana anterior. O clima entre nós todos também está muito bom e acredito que tudo isso vai resultar em uma energia excelente para os shows.

Qual a expectativa para estes shows já agendados? Há possibilidade de rolar uma turnê, de fato, celebrando este retorno? Já chegaram a conversar a respeito dessa possível extensão dos shows, visto que a agenda está aumentando gradativamente?

Nós estamos tão surpresos com a receptividade e tão ansiosos com os shows quanto ficamos quando a banda surgiu. Os ingressos para o primeiro show esgotaram-se em poucos dias e abrimos uma data extra no dia seguinte. Isso já é um bom indício de que a coisa vai bem e de que a expectativa da galera é enorme. No início, era para ser somente um único show de reunião mesmo, hoje já temos shows agendados em diversas cidades do país e a tendência é a turnê se estender. Estamos procurando oferecer um espetáculo com o melhor nível de qualidade possível, como costumávamos fazer na época. Por isso, inicialmente estamos fazendo os shows nas capitais, em locais com boa estrutura. Claro, dependendo da demanda, isso pode se propagar mais ainda, chegando a lugares mais distantes e certamente abrindo a possibilidade de shows internacionais também.

Poderia nos adiantar qual equipamento que utilizará nos shows do SHAMAN? Foi complicado de retomar as músicas, recriar as programações e linhas de teclado utilizadas nas músicas?

De certa forma, sim, lembrar de tudo tão rápido, um repertório de 19 músicas complexas para a parte de teclados. A parte musical nem tanto, principalmente as músicas do primeiro álbum que foram reproduzidas milhares de vezes e estavam bem guardadas no fundo da memória. E como dizem os mais velhos: “Quem guarda, tem”. Eu conservei todas as partituras do Ritual que havia escrito na época e isso me ajudou bastante a tirar algumas dúvidas também. Já o Reason foi um pouco mais difícil de lembrar. Na época eu havia decidido me livrar da leitura de partituras nas fases iniciais de trabalhos deste tipo e não escrevi nada, decorei tudo logo de cara. Tive que abrir as sessões multi-track das músicas aqui no estúdio e tirar parte por parte de novo, apostando na memória. O engraçado é que, como eu modifico ligeiramente os arranjos para poderem ser reproduzidos ao vivo por um só tecladista, algumas coisas que eu relembrei através das pistas isoladas não eram exatamente o que eu fazia ao vivo naquela época. Após algumas passadas, minhas mãos muitas vezes foram automaticamente saindo do que eu estava tentando tocar e executando os arranjos que eu fazia, diferentes dos originais. Uma coisa de memória profunda, que de certa forma gera movimentos involuntários, haha! Eu me peguei tocando tal música e de repente as mãos estavam executando o arranjo adaptado dos shows daquela época. E eu: “Ah, era isso que eu fazia!”. Em um mês a técnica requerida voltou de boa e tudo está rolando redondinho.

Ressuscitar a parte tecnológica foi um trabalho mais árduo, bem mais complicado do que relembrar as partes musicais. O legal é que acabou apresentando um resultado melhor em sonoridade e praticidade, devido à evolução tecnológica que tivemos daquela época para cá. Na fase final do Shaman em 2006, eu estava usando um Korg Triton Extreme 76 e um Kawai K5000W para as partes de instrumentos acústicos e sons mais variados, além de um Nord Electro 2 para os sons de órgão Hammond e um Nord Lead 3 para os solos e melodias com sons sintetizados. Ainda tenho os Nords e o Kawai aqui, mas não mais o Triton Extreme. Usei dois destes na época da turnê dos álbuns Time To Be Free e Mentalize do Andre Matos, mas ambos já se foram. E eram realmente os grandes responsáveis pela maioria dos sons nos shows. Hoje sou patrocinado pela Korg e meu instrumento principal é o Kronos. Para os shows em São Paulo, vou usar um modelo de 88 teclas, o Kronos 2 Platinum. Para os demais, talvez eu prefira o meu bom e velho Kronos 61, para facilitar o transporte e a logística de palco. E este modelo apresenta teclas leves, diferentes das do Platinum 88 que tem teclado de piano e dificulta a execução de algumas partes mais encrencadas. Estou tocando bem estas partes no Platinum, mas não quero desgraçar as minhas mãos, haha! Como controlador para o Kronos e para alguns sons adicionais, incluí também o KingKorg, que é um sintetizador VA muito poderoso e versátil. Estes instrumentos dão conta de tudo com maestria, reduzindo a quantidade de teclados usados na época de quatro para dois, apenas um suporte e diversos cabos a menos. Algumas vezes, sinto falta de espaço de teclas para executar alguns arranjos com muitas variações de timbre, mas consegui adaptar algumas divisões de teclado malucas no Kronos e estou conseguindo administrar tudo. Realmente, este trampo de programação é o que me tomou mais tempo, principalmente com as músicas do Reason que, além de uma variedade maior de sons, incluem uma enormidade de partes dependentes de samples retirados das trilhas originais do disco, editados e distribuídos nas teclas para execução em tempo real. Assim como na época, não vamos usar Backing Tracks, é tudo na carne mesmo, então eu tenho que disparar tudo isso através das teclas, além das partes tocadas. Tive que adaptar todos os programas e combinações do Triton Extreme para o Kronos e, por sorte, pelo menos os samples e suas organizações nas teclas puderam ser lidos pelo Kronos a partir do backup antigo do Triton, não precisei refazer o trabalho a partir das trilhas originais. Mas os sons internos nos teclados tiveram que ser re-programados do zero de qualquer forma. Muitas músicas possuem dezenas de sons espalhados e empilhados nas teclas. Organizá-los e me acostumar com suas localizações diferentes em cada música foi meio chatinho. Mas é bem legal ver o trabalho concluído e o que estes recursos atuais me proporcionam em facilidade de execução e tranquilidade no palco. Um toque em um botão e já está tudo pronto para a música seguinte.

Qual a música que você mais gosta de tocar do SHAMAN? Há alguma música que mexe com você, deste repertório do SHAMAN, por alguma razão pessoal/particular?

Meu álbum preferido é o Reason, por sua sinceridade conceitual e musical, qualidade de produção e direcionamento mercadológico da banda. Acho que o Shaman estava no caminho exato quando foi lançado. Por isso são também as músicas que mais gosto de tocar. É um álbum mais “tecladístico” e menos “orquestral”. As músicas são mais gostosas de executar e os timbres são mais variados, indo de sonoridades vintage a aproximações modernas e ousadas para o estilo, principalmente na época. Estes são dois extremos que eu realmente adoro misturar, complementam-se muito bem e agradam ouvidos mais variados. Minhas favoritas são Turn Away, Reason, Innocence e Born To Be.

Com relação ao trabalho feito anteriormente com ANDRE MATOS SOLO, qual música te marcou nos álbuns em que fez parte (Time to Be Free e Mentalize)?

Endeavour, certamente. Uma composição que me tomou apenas cerca de uma hora e que eu hesitei em mostrar, por considerá-la simples demais. Eu jamais poderia imaginar que se tornaria um dos clássicos da banda, com toda aquela idéia executada nos encerramentos dos shows e a reação que causava no público na época. O teor de despedida causava bastante emoção e, ironicamente, esta foi a última música que executei com a banda. Gosto muito de A Lapse In Time também, tem um significado muito especial para mim e a essência de sua composição reflete os momentos extremamente conturbados que eu estava passando naquela época.

Sobre o REMOVE SILENCE, depois de ser nomeada ao Grammy pelo trabalho com o excelente debút, o álbum FADE (2010), lançou em 2012 o álbum Stupid Human Atrocity, dois EPs (Little Piece of Heaven, em 2013 e Irreversible, em 2015) e mais dois singles – RAW (2017) e Middle Of Nowhere (2018), é notório que a banda está atingindo um nível de maturidade considerável. Para uma banda tão ativa no mundo digital, com direito a curta-metragem (Bats in the Belfry, do disco Fade), como tem sido a repercussão e o retorno por parte dos fãs e da mídia a todo esse empenho e dedicado trabalho realizado até aqui?

A banda completou dez anos de atividade em 2017. Desde o início, tentamos apresentar um som com o maior nível de sinceridade possível, não respeitando rótulos ou direcionamentos de mercado. Fazemos apenas o que gostamos de fazer e tentamos produzir com a maior diversidade possível, procurando ainda manter um grau de identidade e consistência entre os trabalhos. Depois destes anos todos, isso é o que realmente acabou diferenciando e destacando a banda em um cenário tão vasto. É realmente muito gratificante notar que grande parte da mídia e do público aponta a banda como “inovadora”, “diferente”, “ousada”… É muito agradável também tomar conhecimento disso quando a essência de tudo é natural, completamente sem pretensões. Mais gostoso ainda é o fato de não recebermos críticas em um mercado tão competitivo e muitas vezes tão cruel. Estes são ótimos sinais de que estamos no caminho certo. A banda tem crescido muito nos últimos anos, realizando concertos para um público maior e mais variado. Passamos também a ser veiculados em grandes emissoras de rádio, que representam um enorme gancho para divulgação, mesmo nesta era de internet. Estamos crescendo naturalmente, fazendo o som que curtimos de verdade. Acredito que é exatamente isso que torna uma banda eterna para quem ouve seu trabalho, a sinceridade na música.

Quais são os próximos planos para a REMOVE SILENCE, após o lançamento do single Middle of Nowhere?

Pretendemos lançar mais um single em breve e finalmente o álbum Raw dentro dos próximos meses. O álbum está pronto já faz algum tempo, mas estamos segurando estrategicamente para o período pós-eleições, quando as pessoas possivelmente estarão menos focadas em política e mais abertas a outras atividades, como aproveitar mais a vida e ouvir um pouco mais de música. Estamos também realizando versões e remixes de algumas faixas do álbum para juntarem-se a material novo para um subseqüente EP.

No mês de julho, a REMOVE SILENCE foi banda de abertura da banda brasileira FRESNO. Pela importância do show, imagino que tenha sido muito gratificante receber este convite. Mas gostaria de saber como foi esta experiência de tocar para um público que, provavelmente, não estava acostumado ou tinha sido apresentado para o som da REMOVE SILENCE? Deu pra sentir a energia do público, mesmo sendo um tipo de som diferente do que a FRESNO faz?

Este parece ser outro ponto muito favorável no nosso som. Conseguimos agradar uma grande variedade de pessoas, não importando o estilo musical que curtem. Poucas semanas antes, participamos do festival Araraquara Rock com o Angra e a receptividade do público, em grande parte a galera mais fanática do metal, foi surpreendente, muito calorosa. Este show com o Fresno foi um dos mais legais que já fizemos, a reação do público foi a melhor possível. È uma galera que está lá pela música, não pelos músicos. Dançaram e cantaram o tempo todo, apresentando uma interação muito legal com a banda durante todo o show.

Consegue citar mais alguns shows marcantes que tenha feito parte em sua carreira?

Este com o Fresno foi um deles. Outros que não consigo esquecer foram alguns com o Shaman e com o Angra. A gravação do DVD RituAlive do Shaman no Credicard Hall em São Paulo foi fenomenal! O resultado de um trabalho gigantesco que foi gratificado a altura. Mais de oito mil pessoas, terceiro maior público da casa até então. E tudo correu tão bem, mesmo com a complexidade técnica da produção, vários convidados especiais, instrumentos adicionais, etc. Foi um verdadeiro milagre nada ter dado errado em um único show captado para o lançamento do primeiro trabalho ao vivo da banda, que até hoje é considerado o melhor DVD ao vivo de uma banda de metal brasileira. Outro que pegou forte foi a abertura para o Iron Maiden no Estádio do Pacaembú. Lotado e incrivelmente energético. Logo após este show, tive um problema de tendinite que me deixou de molho por dois meses. Entre os mais antigos, eu destacaria o Angra em Belfort, na França. Em 1999, eu havia acabado de voltar para a banda e ainda não estava cem por cento familiarizado com as músicas que eu não havia tocado antes. Ainda estava lendo algumas partituras. Tinha feito apenas um show uma semana antes, em Belo Horizonte, quando escrevi algumas já no camarim. A galera gritando “Angrrrra! Angrrrra!” e eu na escada para o palco tentando lembrar se tal timbre era para ser usado tal hora, se tais notas eram mesmo as corretas… Mas correu tudo bem e a sensação foi ótima!

Você considera que a REMOVE SILENCE seja a banda onde você consegue colocar uma carga criativa mais intensa, em relação aos teus outros projetos, já que não parecem se apegar a nenhum tipo de rótulo ou definição, fazendo apenas o som mais sincero possível, de acordo com o que a banda está afim de promover? Esta liberdade pode se traduzir no trabalho do projeto ANNUBIS também, por exemplo?

Com certeza, pois é exatamente esta a ideologia da banda. Trabalhamos nas composições, nos arranjos e na produção técnica com cem por cento de liberdade. Tudo isso é muito legal para mim, pois posso imprimir minha identidade como tecladista e sintesista sem qualquer receio. É muito divertido poder experimentar de tudo no estúdio e ao vivo, misturar sonoridades clássicas com aproximações modernas e usar instrumentos antigos e de vanguarda, sempre buscando a variedade para o som. Já no Annubis, a aproximação é um pouco diferente. Esta foi minha primeira banda, de 1984 a 1986. O som é Rock Progressivo tradicional, baseado em influências do que ouvíamos muito na época, bandas como Rush, ELP, King Crimson e Yes. Já fazia um bom tempo que vínhamos conversando e pensando neste retorno, para podermos ao menos gravar o trabalho. Na época, quase gravamos através da saudosa Lunário Perpétuo, que estava lançando o álbum Live! da banda Vulcano. Chegamos a trabalhar na pré-produção, mas a banda se separou antes que o trabalho fosse concluído. Cada um seguiu seu caminho. O baterista Jeff Carvalho trabalha com educação física. O guitarrista Silvio Pinheiro trabalha com computação gráfica. Mesmo assim, ambos não deixaram de fazer música. O baixista Fabio Zaganin, o grande incentivador da coisa toda, continua muito presente no cenário desde então, tocou e toca com um monte de gente. No ano passado, nos reunimos para uma confraternização e resolvemos iniciar o projeto para valer. Estamos gravando desde janeiro, aqui no meu estúdio, onde também foram feitos todos os trabalhos do REMOVE SILENCE. Resolvemos que tudo deveria ser feito de forma que o espírito da época fosse resgatado, algo como um presente para nós mesmos pelos tantos anos de amizade. Então, estamos reproduzindo as mesmas composições, preservando a essência da banda e sua sonoridade original o máximo possível. Estamos usando somente instrumentos e recursos de produção e gravação que oferecem sonoridades típicas da época. Para os teclados, por exemplo, não estou incluindo nenhum recurso surgido após os anos oitenta. Ou seja, a galera que curte os sons de teclados “vintage” pode esperar muita coisa de sintetizadores analógicos, órgãos eletromecânicos e transistorizados, pianos acústicos e elétricos, mellotron… Estou adorando fazer este trabalho, afinal estes são tipos de sons que constituem uma parte enorme da minha personalidade como tecladista. O álbum deve ser lançado no início de 2019.

Dos projetos que já fez parte, um dos que mais gosto, particularmente, é o MOTORGUTS.  O disco Seven (2012) é absolutamente fantástico! Existe alguma possibilidade de novos lançamentos da banda, mesmo com o distanciamento do vocalista Fabio Colombini, que se mudou pra fora do país? O que acha do MOTORGUTS?

Curto demais! Este é outro trabalho que foi realizado com uma liberdade artística enorme. Gosto muito da aproximação que eles propuseram no álbum, algo mais livre e audacioso dentro do estilo Heavy Metal. Gravamos aqui também, em pouco tempo. A produção foi muito tranqüila, todos são músicos excelentes e grandes amigos de longa data também. Pois é, a banda encontra-se em repouso, já que o Colombini teve a sorte de escapar desta roubada de país e todos os demais estão envolvidos em outros projetos no momento. Mas muito já se falou por aqui sobre uma continuidade do trabalho.

Sobre o teu trabalho como produtor, já que atua nesta área desde os anos 90, com produções de bandas, peças publicitárias, trilhas sonoras, locução, dublagem, entre outros: Hoje, no Brasil, o que você indica para alguém que queira seguir nesta carreira? Algum curso específico? Você mesmo já ministrou ou pensou em ministrar cursos voltados e direcionados para produção musical (pensando neste amplo campo de atuação que você já tem)?

No atual cenário do Brasil, o mais importante é ter certeza de que é isso realmente que você quer, principalmente se você deseja atuar em uma área artística, trabalhando com seriedade em uma banda ou projetos musicais autorais. As áreas de publicidade não requerem tanta apreensão, são criadoras de produtos para consumo comum e continuam funcionando. Já para quem deseja expressar-se com sinceridade e qualidade musical, as coisas mudaram muito de quinze anos apara cá, para um estado insuportavelmente pior. Não é preciso desenhar, todos sabemos o que foi feito propositalmente com a nossa cultura. É imperdoável tal grau de destruição em favor de um projeto de poder. Para quem trabalha com arte de verdade, realmente o caminho anda complicado. Se você tiver estômago para fazer a coisa mecanicamente segundo as tendências culturais atuais e estiver apenas em busca de dinheiro, a situação se abranda um pouco. Basta ser esperto, ter bons contatos e um nível técnico básico no estúdio. Musicalidade não importa muito. Talento muito menos. Um golpe de sorte aqui ou ali e você pode se dar bem. Ou não, pois sabemos que esta montanha russa chamada Brasil costuma nos mandar para cima após uma descida que gela um frio na barriga deste tamanho. Esperamos que sim, então a decisão é sua. Agora, caso queira fazer a coisa para valer, eu acho que a experiência é o melhor caminho. Além de procurar um bom profissional para ajudá-lo no início, através de cursos que fornecem conhecimento teórico e prático, procure experimentar ao máximo com o que você tem em mãos. Os recursos atuais permitem que qualquer pessoa possa se expressar com uma qualidade incrível usando um mínimo de equipamento. Eu atuo na área didática desde os anos noventa também, com cursos sobre produção musical e tecnologia, incluindo programação de sintetizadores e uso de demais dispositivos musicais. Quando um aluno novo chega, a resposta sobre a duração do curso é sempre a mesma: Você fica aqui até sentir-se seguro para prosseguir sozinho. A área é extensa, possui muitas ramificações, tudo pode se estender, mas nada é melhor do que partir para a ação desde o princípio.

Você ainda é consultor de tecnologia musical da KORG? Como tem sido este trabalho? Há muita dificuldade aqui no Brasil, culturalmente falando? Ou com a chegada da tecnologia (iPads, iPhones, apps, fones de alta qualidade e afins) este trabalho se intensificou com mais facilidade para um consultor como você?

Eu fui o primeiro consultor da Korg no Brasil, entre 1994 e 1996. Em seguida, trabalhei na mesma área para a Kawai até 2002 e para a Nord até 2006. Fui patrocinado por estas empresas também. Neste momento, sou um dos Artistas Korg no Brasil, que são músicos patrocinados pela marca. Esta pareceria já dura sete anos e é responsável por grande parte da liberdade de atuação que tenho no que faço no estúdio e no palco, por conta dos instrumentos surpreendentes que eles têm lançado ultimamente.

Na época, trabalhar nesta área já não era muito fácil. Infelizmente, boa parte da galera por aqui nunca pôde ter muito acesso a novas tecnologias no momento em que foram lançadas. Isso acontece até hoje. Além da falta de recursos financeiros, há sempre um atraso enorme de informação. Isso reflete na cultura e na capacidade de absorvermos novas tecnologias. Como conseqüência, temos sempre um menor grau de conhecimento atualizado em todas as áreas. Era realmente bem complicado tentar facilitar a venda de um produto que trabalhava com Síntese Aditiva Avançada para um público que em sua grande maioria só conhecia teclados interativos com acompanhamento automático ou sintetizadores PCM para reprodução de sons de piano, metais, orquestras ou acordeão, haha! Mas eu me divertia. Certa vez, levei o tal sintetizador aditivo para demonstração em uma igreja. Quando cheguei, o ensaio havia terminado e os músicos estavam ao lado palco. O tecladista me recebeu e ligamos o instrumento. Parte do trabalho era destacar as grandes novidades e a flexibilidade enorme que o sistema oferecia, então já fui explicando: “Olha, com este recurso, mais aquele e mais aquele outro você pode chegar a sonoridades nunca antes ouvidas!” E ele todo compenetrado, mostrando-se maravilhado com alguns sons, mas exibindo no fundo dos olhos um ar de total apreensão com tudo aquilo. Poucos momentos depois veio a previsível pergunta: “E os metais, onde estão?” Eu, na maior naturalidade possível, apontei para os músicos ao lado do palco, que empunhavam trombone, trompete e saxofone e disse: “Ali.”

Hoje em dia sinto uma leve melhora, devido a disponibilidade facilitada de dispositivos multifuncionais que são perfeitos também para fazer música, como iPads e iPhones. Embora não acessíveis para todos, infelizmente, ainda são mais baratos que equipamentos dedicados. E este universo cresceu muito de seis anos para cá. Ando usando tudo isso ao máximo aqui, pois esta tecnologia disponibiliza muitas coisas realmente inovadoras para fazer música. Novos sistemas de síntese, combinações inteligentes de sistemas existentes, praticidade, flexibilidade e todo o lance da tela multi-touch, que muitas vezes transforma o dispositivo em um instrumento musical completamente novo! Na verdade, neste momento estamos navegando entre dois extremos e estas duas tendências se misturam com uma tranquilidade incrível, para um resultado musical realmente muito interessante. Ao lado de dispositivos de vanguarda como os do sistema iOS, estamos vivenciando o verdadeiro e tão aguardado retorno dos sistemas analógicos. Inúmeras empresas voltaram a produzir novos sintetizadores inteiramente analógicos e muitos outros foram ressuscitados em versões especiais aprimoradas. Isto está afetando drasticamente a música mundial, assim como ocorreu quando estes instrumentos surgiram pela primeira vez. Ambos os extremos são sistemas muito intuitivos para quem quer aprender música e se aprofundar nos conceitos de criação de sons. Não houve até hoje época melhor para trabalharmos com isto.

Você costuma ir a shows das bandas que mais gosta de escutar? Bandas como Rammstein, que costumam ter um trabalho de palco performático incrível e tem um destaque importante para os teclados, por exemplo, te agradam? E, aproveitando, quais são as bandas que marcaram tua vida de espectador em shows?

Sim, sempre que possível. Assisti o Depeche Mode recentemente, uma banda que adoro e que tem uma grande influência sobre o som que faço hoje com o REMOVE SILENCE. Adoro a maneira como os teclados são empregados e o bom gosto das composições. Vi o Rammstein algumas vezes também, gosto demais do som e da postura deles. Extremamente profissionais em tudo que fazem, um som diferente e muito bem executado, videoclipes excepcionais e um show para ficar na memória, mesmo para quem não gosta do estilo. Acho que, como tecladista, um show que me marcou muito foi a primeira apresentação do ELP no Brasil, no início dos anos noventa. Ainda considero o saudoso Keith Emerson como o melhor tecladista de rock de todos os tempos. Saí do show pensando em vender tudo e abrir uma granja ou sei lá…

Atualmente, creio que você seja uma grande referência nacional nas teclas. Pensando não só no metal/rock/prog, quais outros tecladistas você acompanha ou admira? Músicos como Jordan Rudess tem um impacto sobre o teu estilo de tocar e compor?

Agradeço demais pelo reconhecimento! Um dos tecladistas que mais admiro e que não faz parte do universo Rock é Wendy Carlos, responsável por trabalhos icônicos para a história dos sintetizadores como Switched On Bach e a trilhas sonoras dos filmes A Laranja Mecânica e O Iluminado de Stanlek Kubrick, diretor que eu curto demais também. Por incrível que pareça, como sou conhecido por muitos como um tecladista de Heavy Metal, não tenho influência do Jordan no meu estilo. O cara é tecnicamente fantástico, no mesmo nível do Emerson, mas talvez porque somos de gerações próximas, eu não absorvi muito do trabalho dele. Lembro-me mais das coisas do Dream Theater com o Kevin Moore, que tem um bom gosto ímpar também, principalmente nos arranjos e timbres. Quando a banda surgiu, eu tinha vinte e poucos anos e as inovações sonoras que eles apresentaram inicialmente para o estilo foram uma surpresa para todo mundo.

Depois desta nomeação ao Grammy, já considerou a possibilidade de morar fora do Brasil, para seguir trabalhando como produtor, ampliar e aprimorar teus conhecimentos? Uma franquia do “The Brainless Brothers” talvez?

Eu penso em morar fora do Brasil desde sempre, haha! E este é o motivo principal mesmo, como estava dizendo anteriormente. Infelizmente, o Brasil é um país que, ao invés de tornar-se referência para o mundo com suas inúmeras qualidades, possui governantes que insistem em segurar as pessoas pelas pernas. Aqui, a prática atualmente é te fazer cair, ao invés de tentar subir. Nivelar as coisas por baixo é trivial, tudo para que sejamos iguais, todos inferiorizados e dependentes. Por sorte, o que faço não possui raízes, é um tipo de trabalho que pode ser feito em qualquer lugar, com poucos recursos materiais. Então, apostar em uma continuidade de carreira lá fora continua sendo uma enorme possibilidade. Os próximos meses serão decisivos para uma resolução deste porte.

Você já teve a oportunidade ou vontade de tocar com uma orquestra? O que pensaria sobre um disco de metal (o SHAMAN, por exemplo) contando com uma orquestra?

Tocamos com uma orquestra em Fortaleza, durante a turnê do álbum Mentalize, em 2009. Foi uma experiência muito legal sentir ao vivo a união do estilo com os músicos em seus instrumentos acústicos. Os álbuns do Shaman possuem seções de orquestra de verdade e instrumentos acústicos variados entre as camadas de teclados e demais dispositivos eletrônicos. A soma de tudo é o que faz o som soar daquela maneira, um trabalho composto. Seria legal ver o Shaman experimentando com isso em maior evidência, já faz parte do estilo da banda afinal. Mas eu gostaria de experimentar isto em um show ao vivo como fizemos. A integração é mais humana e a gravação de material em vídeo seria imprescindível.

Você ainda possui os manuscritos de partituras que o Andre Matos escreveu para teclado, se não me engano, desde a demo da Reaching Horizons?

Sim, foram escritas durante os primeiros ensaios. Tenho também as partituras que escrevi durante a turnê do álbum Fireworks e as que eu usava no início das turnês com o Shaman.

Pensando nas bandas que você mais gosta, quais são as músicas que você curte tocar ainda? Músicas de bandas como Pink Floyd e Deep Purple que possuem a característica do teclado em seus discos, talvez?

Eu participei de duas bandas de tributo no passado. Uma, chamada Desequilíbrios,  executava músicas do Marillion, como um trabalho paralelo ao autoral. A outra foi o Pink Floyd Cover, já quando eu estava no Angra e no Shaman. Em ambas, eu topei o trabalho exatamente por gostar dos teclados e por serem bandas de grande influência para mim na época. É sempre muito divertido tocar coisas que a gente gosta.

Para finalizar, poderia deixar uma mensagem aos fãs do teu trabalho, principalmente os fãs do SHAMAN e aos leitores do PONTO ZERØ, a respeito do que vem pela frente na tua carreira?

Agradeço demais a galera do Ponto ZerØ e a todos pelo reconhecimento por todos estes anos de dedicação à música. Aos fãs do Shaman, muito obrigado pelo esforço realizado para que a banda retornasse. Vocês são os grandes responsáveis por tornar isso realidade. Vem bastante coisa por aí com os shows do Shaman e o lançamento do novo álbum do REMOVE SILENCE, então provavelmente eu poderei agradecer vocês pessoalmente. Grande abraço a todos!

Mais uma vez, gostaria de parabeniza-lo pela volta do SHAMAN, pelo brilhante trabalho criativo com a REMOVE SILENCE e todos teus projetos, deixando desde já nosso abraço fraterno e desejo de que o sucesso sempre o acompanhe, Fabio!

Muito obrigado!

Eu que agradeço! Valeu! 🙂






ESQUADRÃO DE ZUMBIS AGITA PÚBLICO NO FABRIQUE CLUB EM SÃO PAULO + ENTREVISTA COM RENE SIMIONATO

Por Thiago Tavares

No último dia 24 de fevereiro aconteceu no Fabrique Club, na Zona Oeste de São Paulo o penúltimo show da tour Esquadrão de Zumbis formado pelas bandas Zumbis do Espaço e a clássica banda de trash metal Torture Squad e claro que o Ponto ZerØ não poderia faltar a esta festa regado a muito metal com um mix de punk rock, metal e country dos caras dos Zumbis.

Até então não conhecia nenhuma casa de shows do gênero de rock na região Oeste antes de conhecer o Fabrique, mas aparentemente foi o primeiro show no qual a casa abriu as portas para o estilo, casa essa de médio porte, ambiente bem legal para se divertir e que horas mais a frente lotaria para ver duas correntes do rock nacional.

Entretanto essa resenha é mais do que descrever um show assim como fazemos em outras matérias. Quando solicitamos o credenciamento, fomos informados que estava em pauta além da matéria tradicional uma entrevista exclusiva com o guitarrista do Torture Squad Rene Simionato. Aí penso: “Que responsabilidade! Uma entrevista? Nunca tinha feito na vida, era mais fácil eu ser entrevistado para arranjar um trabalho!”. Mas arregaçamos as mangas e fomos a luta afim de saber o que ele pensava sobre tocar em uma das bandas mais conhecidas e respeitadas do cenário nacional. Passaram-se os dias, surgiram as sugestões, muitas anotações, rascunhos e depois de muitas folhas amassadas e rabiscos já fui com a pauta pronta para o sábado.

Adentrando ao camarim, isso mais ou menos 17:15, o Rene já estava a minha espera, onde me apresentei, e contamos um pouco do nosso trabalho na divulgação dos shows e afins. Depois de um papo descontraído, iniciamos a entrevista no qual trago em sua íntegra abaixo.

PØ – A banda surgiu no fim dos anos 80, entretanto, não tinha ideia da dimensão da corrente do Trash Metal ou do Death Metal nacional, mas muito antes disso vieram ao mundo diversas bandas nacionais e internacionais e a grande missão de qualquer banda não só do Trash Metal como no rock é se consolidar mundo a fora, associado a isso, tem o fator de uma parcela dos amantes do estilo musical não prestigiarem o artista indo a shows ou até mesmo adquirir o merchandising da banda(s). Existe uma certa dificuldade das bandas brasileiras se consolidarem? 
RS – A questão maior é da banda, por exemplo, o Tourture Squad começou no fim dos anos 80, com o Cristiano, o Almicar, Fuvio e o Castor e desde então a banda sempre teve em sua mente compor, ensaiar bastante e fazer turnê dos discos então sempre teve essa preocupação de manter a banda sempre em atividade. A banda nunca parou desde seu nascimento até esta entrevista a banda sempre esteve na estrada, esteve ensaiando muito, gravando discos, clipes, enfim, tudo o que uma banda deve fazer na nossa visão poder consolidar na cena do metal nacional e eu acredito que por causa da banda e dessa vantagem de funcionar tudo certinho é o que faz consolidar o Torture Squad, e manter atividade até hoje. Os produtores de shows nos ajudam bastante na organização e divulgação, mas nada acontece se a banda realmente não estiver focada naquilo que ela quer e é essa minha opinião e acredito que seja a dos meus amigos também o que faz a banda estar em atividade, estar sempre nas mídias, mostrando e tocando ao vivo – o que é mais importante. Na gravação do disco quisemos passar algo mais natural possível que é o que nós fazemos ao vivo, usando nossos próprios instrumentos, nossos amples, etc. É algo muito orgânico essa questão.

PØ – A banda lança o oitavo álbum em 2017 intitulado Far Beyond Existence. Conte um pouco sobre o processo de criação do álbum, se tiveram certa dificuldade acerca de unir as ideias dos demais membros da banda ou houve um consenso e partiram para as gravações?
RS – Sempre há discussões, mas sempre no aspecto de “good vibes”, sempre rola pequenas divergências, mas sempre para o bem da banda, mas a maior parte em 99% são de coisas em que todos concordam, onde todo mundo está na mesma vibe, todo mundo sabe o que quer. Essa formação posso dizer que todo mundo tem a mesma vibe onde todo mundo gosta do som que nós fazemos, os sons antigos da banda e eu mesmo sou fã da banda há mais de 20 anos e eu estou na banda há 3 então conheço os caras, sempre acompanhei a banda, então para mim estar na banda tocando eu sei o que fazer para mostrar o que é o Tourture Squad, onde nós estamos cientes do que temos que mostrar. Nós ensaiamos bastante para sempre manter o ritmo da turnê onde durante a semana ficamos ensaiando e um dos dias dos ensaios utilizamos para compor, fazer um brainstorming de ideias e nos outros dias utilizamos para fazer o setlist dos shows.

PØ – Nos últimos shows vocês estão dividindo o palco com os Zumbis do Espaço fazendo shows pelo interior de São Paulo como está sendo fazer essa turnê com eles e a recepção do público perante essa dobradinha no palco?
RS – A turnê está sendo bem legal no interior de São Paulo onde estamos tocando em casas muito boas tem encontrado uma galera na sede de ver as bandas, fizemos no ano passado uma turnê nesses mesmos moldes passando pelo país inteiro e está sendo bastante corrido, cansativo, mas a gente gosta do que faz.

PØ – Pretendem entender esta turnê?
RS – Sim! Além do mais que a partir de segunda feira vamos iniciar os trabalhos da nova turnê sul-americana, onde iniciamos os shows na Colômbia na próxima quinta (01) e de lá iremos passar por Equador, Bolívia, Chile e voltamos ao Brasil em 10 de Abril, onde vamos dar uma respirada.

PØ – Mediante essa questão de irem a outros países, gostaria de saber de você qual a visão acerca do público internacional sobre o nosso estilo heavy metal, o trash metal feito por brasileiros sendo aceito pelos gringos.
RS – O que nós fizemos de diferente em determinados públicos é apenas a parte cultural, os costumes locais, o calor do público que curte o estilo agora a parte do metal é muito parecida no sentido de que a galera realmente curte, consome nosso material no sentido de ser fã mesmo, de apreciar a música, apreciar os discos. A diferença em si é apenas cultural, mas a vibe é a mesma, muito forte.

PØ – Pelo mundo existem diversos festivais de rock e conhecidos pelo grande público como o Reading e Leed, Glastonbury Festival, o Wacken entre outros, no qual muitas bandas consagradas já passaram. Entretanto vejo a uma mínima presença das bandas brasileiras nestes festivais. Existe alguma dificuldade ou mesmo até um mal assessoramento as bandas até chegarem a esses festivais e por fim conquistarem seu espaço no cenário internacional?
RS – Depende muito do que a banda quer. Para que isso aconteça realmente tem que dar uma ralada no sentido de que nem tudo são flores, onde você tem que estar com a banda em dia (musicalidade), a parte musical deve estar impecável e fora isso deve-se trabalhar bastante com meios de divulgação, trabalhar com pessoas que marcam turnês da maneira certa. Nós começamos a fazer turnês em 2016 de segunda a segunda assim como se faz no exterior e esse estilo de trabalho aqui no Brasil é novidade. Na minha visão as bandas devem trabalhar o pré- palco e o pós-palco, onde trata-se de uma grande arquitetura e que as pessoas devem ter conhecimento disso e as bandas entenderem que tudo isso gira entorno de negócios.

PØ – Teve um fato não tão recente que me chamou bastante a atenção que trata-se de um show feito em Brasília em 2017, no qual a banda Soul Factor, podemos dizer que foi sacadado do show segundo especulações pelo fato da banda simplesmente ser do gênero White Metal ou mencionar que a mesma seja uma banda cristã. Como integrante da banda gostaríamos de saber seu posicionamento acerca da polêmica em si.
RS – Para começar nós não estamos nem aí com a questão espiritual de cada um, onde temos a nossa e cada um tem que ter a sua e nós não boicotamos, onde o que aconteceu de fato foi que recebemos um aviso de uma certa pessoa dizendo que nós iriamos tocar junto com uma banda de white metal e nós comentamos com o nosso booker se era legal isso acontecer ou não e como seria a repercussão e alguém que estava tomando conta destas informações meio que fez uma espécie de telefone sem fio dizendo que o Torture Squad tirou a banda, o que não é verdade. Trata-se de um mal-entendido e as pessoas adoram criar boatos acercas deste tipo de polêmica. Nós queremos fazer o nosso som e não estamos preocupados com esse tipo de questão, mas temos que tomar cuidado, mas ressalto que tudo isso não passa de um mal-entendido e essas pessoas que pegaram essa informação divulgaram a la Hollywood. Nós já presenciamos diversos casos de tretas deste tipo em shows e nós temos uma ideologia, no caso cada um tem a sua e todos nós unidos pela música, onde eu estou preocupado com o timbre da minha guitarra, preocupado com a forma que nós estamos tocando. Nós não temos nada contra o estilo que eles tocam, onde eles têm uma visão espiritual diferente e que respeitamos só que ao mesmo tempo, temos que ter cautela, pois, as vezes pode ser um evento que tem um certo público que não gostaria de pagar o ingresso e assistir uma banda que não fala uma letra ou algo que o público não quer ver. Enfim, perguntamos ao nosso promotor se não teria nenhum tipo de problema e talvez essa questão não tenha sido muito bem combinada com os responsáveis pelo show e deu-se a derradeira dizendo que boicotamos, na verdade não foi isso o que aconteceu.

Nesse meio tempo, os caras do Zumbis do Espaço já iriam subir ao palco e encerramos a entrevista, e já estava pronto para presenciarmos as bandas em ação. Aqui abro um parêntese e agradeço ao Rene por conceder a entrevista, um cara muito gente boa, tranquilo e que com certeza tem potencial de sobra para ficar por muito tempo no Torture Squad.

Eram mais ou menos 18:15 quando a banda paulista Zumbis do Espaço subiram ao palco, abrindo os trabalhos no Fabrique Club. A banda é formada por Zumbilly (bateria), Gargoyle (baixo), Manialcöol (guitarra) e Tor (Vocais) tem 21 anos de carreira rodando o país inteiro espalhando o Rock’ N’ Roll com alguns elementos de punk rock, metal, country e rockabilly, onde cantam em português onde em suas letras tem uma temática que nos remete a filmes, histórias em quadrinhos, histórias de terror entre outros elementos.

O set deles foi bem extenso e são músicas as vezes agitadas, outras com uma pitada de progressivo, ao ponto da galera fazer mosh em algumas músicas. Além do público com mais de 30 anos que acompanhou o início da banda, também a galera da nova geração aprovou o estilo diferente da banda paulista em fazer um rock diferente, o que me surpreendeu também onde já tinha ouvido alguns CDs mas ao vivo, foi a primeira experiência e que vale muito a pena prestigiar o show deles e aprovo com louvou o show deles.

As 19:30 foi a vez da banda principal da noite. O Torture Squad adentra ao palco e a galera chegando e lotando a casa e não tinha photo pit, então, facilitou meu trabalho em ver o show e ficar no diante do front da porradaria ao lado dos colegas de imprensa e fotógrafos de demais veículos de comunicação.

Atualmente, formado por Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocais de apoio), Rene Simionato (guitarra) e Mayara Puertas (Vocal), a banda passou pelos principais sucessos dos CD’s anteriores e priorizaram mais as músicas do oitavo disco Far Beyond Existence lançado pela gravadora Secret Service.

O que pode-se dizer do show do Torture foi um show fora do comum, a galera não parou um só minuto, muito mosh da primeira a última música e aqui cabe o destaque a potencialidade vocal de Mayara Puertas com uma técnica totalmente diferente que aliado aos arranjos do novo disco casou bastante, dando mais energia e força as música. Realmente a presença vocal dela é surpreendente. Ou seja, um show que não fica devendo e reforça a força do Torture Squad no cenário do metal nacional e que perpetuará por muito tempo.

A banda após dividir o palco com Zumbis do Espaço na turnê Esquadrão de Zumbis, partirá agora em uma turnê pela América do Sul a iniciar no dia 1° de março em Tunja, Colômbia e encerrando no dia 8 de Abril em Rancagua, Chile, ou seja, tem muito show e muito metal brasileiro a se espalhar pela América do Sul.

Em nome do Ponto ZerØ agradecemos ao Gleison Junior da Roadie Metal Press pelo fornecimento da credencial para a realização da cobertura.

Setlist – Zumbis do Espaço
Terras de Sangue
O Mal Imortal
Casa dos Horrores
A Última Oração
Dia dos Mortos
Banho de Sangue
Mutante
Inspirado pelo Cão
Mato Por Prazer
O Chamado Da Estrada
Missão de Satanás
Jogos de Horror
Marca dos 666/Sabbath
Espancar e Matar
Satan Chegou
Prostibulo
Que Venham Mortos
Vampira
Caminhando e Matando
O Mal nunca Morre
Bonus
Carcaça
Enquanto eu Defecar
Guardada para Sempre
Marte Ataca
Diabos Mutanes
Cão do Inferno
Alma Envenenada

Setlist Torture Squad
Don’t Cross My Path (Intro)
No Fate (Intro)
Area 51
The Unholy Spell
Heellbound (Intro)
Cursed by Disease (Drums)
Raise Your Horns
Horror and Torture (Intro)
Hero For The Ages
Corporación Del Caos
Return Of Evil






AUDIÇÃO OFICIAL DE “ØMNI” REUNE IMPRENSA NO CAFÉ PIU PIU EM SÃO PAULO.

Por Thiago Tavares

No último dia 10 de fevereiro, a banda Angra realizou no Café Piu Piu, tradicionalíssima casa na Bela Vista a audição oficial do nono disco intitulado ØMNI, onde a imprensa (ou parte que não ouviu o álbum vazado) estava ansiosa para ouvir faixa por faixa do disco que já se cogitava como um álbum novo, totalmente diferente daquilo que já foi gravado anteriormente. Nesta matéria, irei expor os principais pontos da audição, assim como a versão dos integrantes acerca da elaboração do disco.

Sob a execução de Black Widow’s Web, Felipe Andreolli falou sobre o processo de composição e gravação da mesma, onde ele diz que a ideia de composição da música surgiu durante o 7000 Tons of Metal em janeiro de 2016, festival esse que a banda participou e que conheceu a líder da banda Arch Enemy, Alissa White-Gluz, e que a banda se impressionou com o modo de cantar. “Ficamos embasbacados com a qualidade e com a presença que tem a Alicia, onde é uma artista completa em todos os sentidos, cantando na performance e ela faz todos os tipos de voz e a gente ficou bem impressionado” Mais adiante, ele mencionou a participação da cantora Sandy nesta faixa, onde o nome da mesma apareceu em uma reunião feita com o Felipe, o empresário Paulo Baron e o guitarrista Rafael Bittencourt “Meu cérebro deu 5 segundos de TILT para processar a informação” e a galera da imprensa caiu na risada. Mais adiante, Felipe comentou que a voz da Sandy encaixou perfeitamente na proposta musical, e na qual ele considera uma das melhores músicas do álbum.

Depois da execução de Insânia, o baterista Bruno Valverde, comentou sobre a música onde ressaltou a inclusão de elementos do Groove: “Além de ela ser empolgante ela uma coisa mais “groovada” que é um pouco diferente“. Valverde anunciou também que haverá a divulgação do clip da música em breve, clipe este que foi gravado em dois sets: em um apartamento e outro no Café Piu Piu.

Em “The Botton of My Soul”, o membro fundador do Angra, Rafael Bittencourt resumiu de uma forma bem-humorada como ele “emerge” no processo de produção desta e das demais músicas: “Quando eu entro no processo criativo, eu realmente me mergulho, eu fico muito sensível, fragilizado, confuso porque realmente eu entro em um estado quase esquizofrênico, de cagação de idéias“. Adiante o guitarrista mencionou que a música em questão se trata de um desabafo pois perante o processo de criação das músicas, muitas coisas aconteceram, o que deixaram ele desgastado como a pressão de se fazer algo novo e também de fazer um novo álbum sem a presença de Kiko Loureiro, onde exaltou o trabalho de Marcelo Barbosa: “Eu tinha total confiança no Marcelo, mas a pressão que vinha de fora, as vezes até atrapalha, enche o saco e agora as pessoas podem ver porque estávamos tão confiantes no Marcelo“. Ao final de sua fala, ele define o conceito da música: “Seria o fundo do poço da minha alma de onde eu pude olhar para cima e falar “Agora é hora de reconstruir”“.

Perante a execução de War Horns, o guitarrista Marcelo Barbosa mencionou que a sexta faixa do novo álbum não entraria neste disco e que houve um certo trabalho para finalizar esta música onde o meio da mesma estava pronto, entretanto, havia um certo buraco que seriam o início e o final da música onde tentaram diversos riffs e combinações, sem sucesso e a partir daí ficou como lição de casa para ele e ao Rafael para encerrarem o trabalho. Depois de várias notas de mi menor e dó maior, puxado para lado mais gótico, estavam próximos de chegar na marcação perfeita para a música, chegando assim ao resultado final apresentado.

Na execução de Caverman, o vocalista Fábio Lione, mencionou sobre a necessidade de se colocar elementos nacionais em meio as músicas e assim reforçar a personalidade musical da banda e assim ganhar mais reconhecimento dos fãs do exterior, por mais que se coloque alguns trechos em português, onde a música ganha-se mais valor. Citou como exemplo o Rammstein onde grande parte de suas músicas são cantadas em alemão, mas não foi considerada uma barreira para alcançar o sucesso que se tem hoje. Exaltou também o trabalho realizado nas guitarras e da bateria nesta música.

Em Magic Mirror, Bittencourt mencionou que foi a música mais difícil a ser escrita, onde ele quis mencionar que a letra em questão quer tratar de como as pessoas podem tirar de bom (ou benefícios) as coisas ruins que falam de você e a questão de encontrar o perdão. Disse mais adiante sobre as questões filosóficas que estão inclusas nesta faixa, associado também com alguma espécie de mágoas do passado que foram elementos que também estão inclusas na música.

Na nona música do disco Always More, Rafael fala sobre a mesma, onde menciona que já tinha sido escrita desde a época de Secret Garden, último álbum da banda que se trata da conclusão do álbum Omini “A conclusão desse álbum é que o controle do destino, o controle de nossas vidas está sempre aquém do nosso ego, está sempre aquém de nossa percepção, está sempre aquém dos nossos planos, nossas expectativas“.

Ao final da audição, o manager da banda Paulo Baron mencionou a importância de valorizarmos as bandas brasileiras, e alfinetou aqueles que criticam a banda: “Eu queria saber quantas pessoas conseguem fazer o que esses caras fazem“.

Em tempo, em divulgação a todos os presentes foi executado o clip de War Horns, no qual será liberado para o público em breve. Além desse clip, mais dois foram gravados, também sem previsão para divulgação. Rafael comentou que a banda irá trabalhar com praticamente com todas as músicas com materiais áudio visuais para a divulgação do novo álbum.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos a Damaris Hoffman que gentilmente forneceu as credenciais para a cobertura do evento.

Confira nossa resenha de “ØMNI”






DIRE STRAITS LEGACY LANÇARÁ SINGLE EM SHOW EM SÃO PAULO E NOVO TRABALHO EM BREVE

Texto Thiago Tavares
Fotos: Daniel Ometo

Após 20 anos após o anuncio da última turnê, os fãs brasileiros de Dire Straits podem começar a contar as horas para apreciar e relembrar os grandes sucessos da banda inglesa que conquistou gerações mundo a fora.

Intitulado de Dire Straits Legacy, o projeto iniciou-se em 2013 e no mês de maio chega ao Brasil com para seis apresentações: São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Vitória, Salvador e Recife, onde se trata da primeira turnê internacional do novo projeto sem o seu vocalista Mark Knopfler, que resolveu seguir com a carreira solo.

Em coletiva realizada na última terça-feira (02) no Mosh Studios com os músicos Phil Palmer (guitarras e vocais), Alan Clark (piano e teclados), Danny Cummings (percussões e vocais) e Marco Caviglia (voz e guitarra), falaram dos preparativos da turnê, na qual informaram que os ensaios demandaram cerca de três meses para chegarem ao set que será executado na turnê. Phil Palmer afirmou que não houve dificuldades para relembrar os arranjos.

Ao serem questionados sobre o que sabem sobre o Brasil, eles conhecem o futebol e os ídolos no esporte são Ayrton Senna e Gustavo Küerten. Danny Cummings disse que é uma obrigação de todo percussionista ouvir músicas brasileiras, devido a grande diversidade cultural e riqueza que nela possui.

Na coletiva, o grupo anunciou que ainda nesta semana será divulgado em mídias digitais o primeiro single do Dire Straits Legacy, intitulado “Jesus Street” e que a música está confirmada no setlist da turnê.

Um novo trabalho da banda será lançado no fim de 2017 e será algo totalmente diferente do que já foi feito, onde terá um estilo próprio. A turnê brasileira da banda inicia-se nesta quinta-feira, dia 04 no Espaço das Américas em São Paulo.

Serviço
DIRE STRAITS LEGACY

SÃO PAULO
Data: 04/05/2017 – Quinta-Feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Abertura da casa: 20h00
Horário show: 22h30
Classificação Etária: 18 anos

Valores dos ingressos:
Pista 1º. Lote  R$ 180,00 (inteira)     R$ 90,00 (meia)
Pista 2º. Lote  R$ 200,00 (inteira)     R$ 100,00 (meia)
Pista 3º. Lote  R$ 220,00 (inteira)     R$ 110,00 (meia)
Pista 4º. Lote  R$ 240,00 (inteira)     R$ 120,00 (meia)
Setor A,B, C    R$ 380,00 (inteira)     R$ 190,00 (meia)
Setor D,E,F,G  R$ 300,00 (inteira)     R$ 150,00 (meia)

Valores e vendas on-line: https://www.ticket360.com.br/evento/6973/dire-straits-legacy
Call center Ticket360: (11) 2027-0777

Bilheterias oficiais SEM taxa de conveniência:
Espaço das Américas – Ticket360
Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h00 às 19h00.
Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito

Desconto de 30% para clientes “TudoAzul”
– Desconto de 30% no valor do ingresso para clientes TudoAzul participantes de todas as categorias do programa (TudoAzul, TudoAzul Topázio, TudoAzul Safira e TudoAzul Diamante – confira o regulamento no site.
– Promoção válida somente para a compra de 01 (um) ingresso adquirido na bilheteria do Espaço das Américas.
– Apresentação obrigatória do cartão Tudo Azul físico, impresso ou digital (Categorias: TudoAzul. TudoAzul Topázio, TudoAzul Safira e TudoAzul Diamante) com a apresentação de um documento válido.
– Desconto não cumulativo com outras promoções e benefícios.
– Para compras realizadas por terceiros, a apresentação do documento original de identificação é obrigatória onde deve constar o Nome e CPF juntamente com o cartão TudoAzul, obedecendo as regras do processo de venda na Bilheteria.
– O endereço da bilheteria do Espaço das Américas é Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP (funcionamento de segunda à sábado, das 10h00 às 19h00).

PORTO ALEGRE
Data:
05/05/2017 – Sexta-feira
Local: Auditório Araújo Viana

FLORIANÓPOLIS
Data:
06/05/2017 – Sábado
Local: P12

VITÓRIA
Data:
11/05/2017 – Quinta-feira
Local: Arena Vitória

SALVADOR
Data:
12/05/2017 – Sexta-feira
Local: Arena Fonte Nova

RECIFE
Data:
13/05/2017
Local: Classic Hall






ENTREVISTA : PROJECT 46

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Tivemos o prazer de bater um papo com a banda Project 46 , onde descobrimos quem substituirá o Rafael Yamada no baixo provisoriamente, a expectativa de se apresentar no Maximus Music Festival  , falaram sobre o cenário Underground/Metal , futuro da banda , planos da banda e deixaram um recado para as novas bandas.

O novo álbum sai esse ano?
Esse ano não, estamos no meio do processo criativo, muitas ideias, estamos bem inspirados, queremos aproveitar ao máximo esse momento, é poder vir com o nosso melhor já no começo de 2017.

Tem planos de gravarem um DVD?
Temos planos sim de gravar um DVD, mas não queremos fazer qualquer DVD, e talvez não no formato comum, hoje ninguém para pra ver um DVD inteiro, é mais raro, o conteúdo tem que ser muito interessante todo tempo, mas com certeza documentaremos essa história que temos o prazer de viver, lugares onde passamos e as pessoas incríveis que conhecemos.

A banda participou do Rock in Rio , Monsters e mais festivais estão chegando, qual a expectativa da banda para se apresentar no Maximus e no Epica Metal Fest?
Gostamos muito de tocar festivais, pelo motivo de estar junto com muitas bandas e públicos diferentes. É uma experiência e tanto, aprendemos muito e conhecemos muita gente, nos sentimos bem em palcos grande, e gostamos de situações como essas que podemos mostrar a banda para possíveis futuros fãs, e onde os fãs tem chance de ver um show grande do Project46, a banda é boa se for boa ao vivo, acreditamos que o show é a hora da verdade, ou te emociona ou não.

O Rafael Yamada alem de ser um talentoso baixista , era backing vocal , com a saída dele somente o Jean ficará nesse posto?
Não, temos o Vini que canta e possivelmente o próximo baixista. Estamos procurando nos desenvolver mais nessa parte, hoje vemos mais o quanto a voz é mais importante que outros instrumentos para que a mensagem que queremos passar siga adiante.

A agenda da banda esta cheia , e com a saída do Rafael Yamada algumas apresentações serão com algum baixista convidado?

Convidamos nosso amigo e colega de profissão Baffo Neto para fazer os shows de substituto até escolhermos o próximo baixista, somos muito grato a ele por topar fazer esses shows conosco.

Todos farão as audições para a escolha do novo baixista ou serão pessoas contratadas?
Mesmo se fosse contratados teríamos que fazer algum tipo de audição, é fundamental sentir com o baixo se encaixa no nosso som, depois de escolhido alguns vídeos faremos ensaios para poder sentir como isso vai acontecer.

Vini Castellari como foi a participação na musica dormência da banda Ponto Nulo no Céu no novo álbum deles?

Vini Castellari – Foi uma experiência muito interessante, somos amigos a anos, já havíamos tocado juntos muitas vezes , porém compor é algo que necessita imergir na atmosfera musical da banda. Fiquei lisonjeado com o convite e o resultado foi bastante satisfatório, consegui deixar um pouco da minha marca sem descaracterizar o som dos caras. Ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Jean Patton sobre o Defiance Brothers podemos esperar além de homenagens aos ícones do metal como foi o 1° vídeo gravado com som dos mestres do Pantera um Ep , CD , sons autorais? Qual a finalidade desse projeto?

O projeto ainda está em sua fase inicial, não sabemos o que será dele daqui pra frente e onde isso pode chegar, mas a princípio estamos nos divertindo, fazendo um som juntos, tocando músicas dos mestres que gostamos, mas talvez possamos fazer algum show em comemoração quando tivermos um repertório maior de homenagens. Podem esperar mais sons porrada pela frente!

Como a banda analisa o cenário nacional nesse atual momento?
Estamos em um momento delicado, sofrendo consequências da crise e da política na qual se valoriza mais o aparelho que toca a música do que a música, muitas pessoas em volta da música trabalhando, mas a música em si, desvalorizada, o dinheiro que você paga pra ouvir música vai cada vez menos pro músico. A primeira coisa a ser cortada no orçamento é o entretenimento, e estamos em um país que não valoriza a cultura, o dólar caro dificulta o acesso a instrumentos bons, mas nada melhor que a criatividade para vencer todas essas dificuldades, e gente que gosta de música pesada é o que não falta, mesmo sem espaço na mídia mainstream, o trabalho e a criatividade são o melhor remédio.

Muitas bandas novas se espelham em vocês, qual o recado de vocês para essas bandas?

Acredite no seu desejo é sonho, e trabalhe por ele, não deixe nenhum chance para ele dar errado, ter banda é todo dia e não de fim de semana, não crie argumentos para não fazer, errar é parte do acerto, Thomas Edson, não errou tantas vezes antes, apenas descobriu muitas maneiras de não fazer a lâmpada, e valorize a mensagem e não o mensageiro.
Obrigado pelo espaço e pela atenção, obrigado a todos os nossos fãs e quem nos valoriza.
Grato






ENTREVISTA: TARJA TURUNEN

A famosa cantora finlandesa Tarja Turunen há muito não precisa ser relacionada à banda que um dia fez parte. Com uma carreira sólida e de sucesso, ela desembarca no Brasil mais uma vez em Outubro para vários shows. Nós do Ponto ZerØ fizemos uma entrevista com ela, onde ela conta como está a expectativa sobre os próximos shows, novos membros na sua banda, sobre seus dois novos trabalhos e muito mais! Vem conferir!

PØ – Nós podemos ver que você está sempre trabalhando em mais de um álbum por vez e sempre tem algum projeto em andamento. Como você equilibra o seu tempo para gravar álbuns, fazer turnês, curtir seu tempo livre e estar com sua família?
TarjaHehe… Você falando assim parece muito trabalho mesmo e nada de tempo livre! Bom, o fato é que agora eu estou curtindo o meu trabalho mais do que nunca na minha vida. Na verdade, eu ter me tornado mãe não mudou em nada meu modo de trabalho, porque nossa filha de 3 anos aceitou totalmente o estilo de vida que temos como uma família viajante e artística. Ela esteve em todos os lugares comigo até agora desde que nasceu e ela também estará no Brasil muito em breve. Se eu não me sentisse realmente livre com meu trabalho e minhas decisões, eu também não seria capaz de ser produtiva e criativa. Eu espero que meu público e fãs possam ver a minha felicidade nos meus trabalhos. Vocês não devem se preocupar se estou muito ocupada, porque estou sendo cuidadosa e tirando tempo livre quando necessário. Porém, sem o meu parceiro da vida, que me entende e me apóia, nada disso seria possível. Eu tenho tido muita sorte.

PØ – O seu novo álbum de rock está chegando em breve. O que podemos esperar dele?
TarjaOs elementos que estou usando neste álbum são os mesmos normalmente em meus álbuns. A diversidade entre as músicas também. Estou muito feliz com os resultados de produção até agora e acho que é o melhor álbum de rock da minha carreira. Vocês podem esperar mudanças de humor e instrumentais surpreendentes, como sempre em meus álbuns.

PØ – Você acaba de lançar seu primeiro álbum clássico, Ave Maria En Plein Air. Como essa ideia surgiu?
TarjaA ideia de gravar este álbum surgiu muitos anos atrás com a ajuda e apoio do organista Kalevi Kiviniemi, com quem tenho trabalhado por vários anos. Ele sugeriu que eu gravasse um álbum desse tipo porque ele, além do meu público nos shows clássicos, sempre gostaram muito quando canto Ave Marias. Eu sempre amei cantar Ave Marias, desde que comecei ter aulas de canto lírico. Acho que minha voz soa melhor em música de câmara e este é o estilo de música que mais tenho estudado como cantora lírica. Durante os anos eu quase sempre incluí Ave Marias nos meus shows tradicionais de Natal, então decidi escrever uma sozinha alguns anos atrás para a turnê seguinte e esta Ave Maria também foi inclusa no álbum.

PØ – Quais são as maiores diferenças em como você se prepara para uma turnê como a Colours in the Road comparando com uma turnê de Natal?
TarjaPara uma turnê clássica eu tenho que treinar minha técnica de canto e estudar a programação do show muito mais do que para os shows de rock. Eu ainda estou tendo aulas de canto quando preciso para ficar melhor em canto lírico. Se estou na Argentina antes de uma turnê clássica, sempre vou ver minha professora de canto e recebo a ajuda para preparar a programação do concerto. Para as turnês de rock eu preciso ficar mais preparada fisicamente do que para as clássicas, porque vocês já devem ter me visto correndo pra todo lado durante meus show de rock e pra isso eu preciso estar numa condição boa :).

PØ – Você tem vários shows no Brasil em breve. Como se sente sobre esta turnê que está chegando?
TarjaEu sempre amo visitar o Brasil. Desta vez estou mais feliz ainda por ter a chance de ver mais do seu país do que o normal, porque há muitos shows nesta turnê. Quero agradecer a vocês pela oportunidade!! Tenho certeza que vamos curtir muito durante os shows, ter muita diversão e compartilhar emoções!

PØ – Nós podemos ver que você viaja bastante, seja em turnês ou de férias. Há algum lugar que você ainda não teve a chance de ir, ou algum lugar em especial que gostaria de fazer um show?
TarjaEu gostaria de fazer shows em algum lugar na África ou mais na Ásia. Algumas ilhas isoladas, com alguns habitantes locais também seria uma experiência maravilhosa, assim a banda e equipe toda poderiam curtir juntas o ambiente maravilhoso.

PØ – Você tem um novos bateristas agora. Como foi o processo para achar alguém para substituir Mike Terrana?
TarjaEu vi vários bateristas antes de conhecer Thomas Heinz e Moritz Müller. Os dois tem estilos muito distintos, mas são ótimos bateristas e talentosos. Na verdade tem sido ótimo trabalhar com bateristas que apoiam meu entendimento sobre música e que querem fazê-las soarem ainda melhor que nos meus álbuns. Estou muito feliz por ter achado esses caras. Eles me mandaram vídeos onde tocam músicas minhas no estúdio, então eu pude vê-los antes de começar a trabalhar com eles de fato. Algo que é muito importante pra mim quando se trata em escolher as pessoas com quem trabalho é a personalidade delas. Você tem que conseguir estar com a pessoa 24 horas por dia e trabalhar sem ter a pressão de que há diferenças pessoais ou dificuldades no processo de criar arte. Eu já trabalhei com pessoas que não foram legais, então eu procuro evitar isso ao máximo.

PØ – Você pensa às vezes sobre o que estaria fazendo se a música não fosse seu meio de ganhar a vida?
TarjaÉ muito difícil até mesmo começar a pensar no que eu estaria fazendo se não fosse música. Eu sempre amei teatro, então talvez você poderia me encontrar atuando, mas como eu disse… Muito difícil de imaginar a vida sem turnês, escrever músicas, fazer shows, sem criar algo.

PØ – Você tem uma carreira longa e maravilhosa com muitos momentos bons na sua vida. Você já pensou em escrever um livro sobre sua vida ou carreira?
TarjaMuitos editores têm me pedido pra escrever um livro sobre minha vida, mas eu não vejo isto acontecendo agora. Eu ainda sou muito “jovem” pra isso, apesar de ter sido muito sortuda e ter vivido muitas coisas na minha vida. Talvez chegue um dia no futuro que eu sinta que é a hora certa e então vocês serão os primeiros a saber.

PØ – Então é isso, muito obrigada pela entrevista, Tarja!
TarjaQuero agradecer muito a vocês por todo amor e apoio. É muito especial pra mim poder finalmente visitar cidades que eu nunca estive, nem mesmo como turista, e retornar àquelas que já fui tão bem recebida. Obrigada por aceitar à mim e à minha arte! Eu amo todos vocês e vamos curtir juntos em breve! Mal posso esperar pra ver todos vocês!

Os ingressos para as apresentações já estão à venda nos links mencionados abaixo:

17/outubro – Recife, no Clube Portugues:
https://ticketbrasil.com.br/show/2919-tarjaturunen-pe/

18/outubro – Fortaleza, no Complexo Armazém:
http://www.ticket4u.com.br/

21/outubro – Belo Horizonte, no Music Hall:
http://www.centraldoseventos.com.br/comprar/tarja-em-bh-21-de-outubro

23/outubro – Salvador, no Cais Dourado.
http://www.ingressorapido.com.br/evento.aspx?ID=39752

24/outubro – São Paulo, no HSBC Brasil.
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=39018

25/outubro – Curitiba, no Vanilla Music Hall:
https://ticketbrasil.com.br/show/2857-tarjaturunen-pr/

28/outubro – Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country.
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=41608

Outras informações: www.toplinkmusic.com






ENTREVISTA: Rogerio Torres guitarrista da banda JOHN WAYNE

Batemos um papo com Rogerio Torres, guitarrista da banda John Wayne que acaba de lançar seu novo disco intitulado de “Dois Lados – Parte I” pela “Deck”,  no bate papo o guitarrista comenta sobre o processo de composição e gravação do novo álbum e da expectativa da banda para tocar no palco sunset do Rock In Rio.

Confira abaixo na integra:

Primeiramente vamos falar sobre o novo álbum “Dois Lados – Parte I”, como foi o processo de gravação e composição das músicas?
Rogerio Torres: Dessa vez nós quisemos fazer diferente. Sentamos para compor com muita calma e sem nos prendermos a rótulos. Fizemos o som que nós sempre quisemos ouvir. Isso é exatamente o que está nesse disco. Saiu da forma mais natural possível, sem direcionamentos.

– As músicas do novo álbum trazem composições fortes, de onde vieram às influencias para compô-las?
Rogerio Torres: Esse disco é bem conceitual e foi inspirado na obra “A Divina Comédia – Inferno” de Dante Alighieri. O próprio tema já leva para algo mais intenso e marcante. Fomos bem cuidadosos e caprichamos na temática, isso deu um brilho a mais para esse trabalho.

– Recentemente vocês lançaram o vídeo clipe da faixa título do álbum, um lyric video e o álbum para completo para audição no YouTube, qual a opinião de vocês sobre a importância destas ferramentas e das redes sociais para a divulgação do trabalho da banda e dos artistas em geral?
Rogerio Torres: Hoje a internet é o principal meio de comunicação entre o fã e o artista. É de suma importância que o trabalho da banda esteja disponível nas plataformas digitais. Sem o Youtube, nos dias de hoje, seria difícil uma banda pesada conseguir divulgar um vídeo clipe. Nós damos muito valor à internet e sabemos trabalhar com ela.

– O retorno é satisfatório?
Rogerio Torres: Sempre é. Hoje, o fã do John Wayne tem perfil mais antenado. São jovens, adolescentes que são como nós, vivem no celular ou no computador. Sempre conseguimos altos números de visualizações e downloads através desses meios.

– Nós temos acompanhado alguns lançamentos de bandas de metal nacionais e ficamos muito felizes com o resultado e a qualidade sonora destes trabalhos, qual a opinião de vocês sobre a atual situação do metal nacional?
Rogerio Torres: Hoje, as bandas no geral estão mais preocupadas em fazer um trabalho de qualidade, tanto na composição, como na produção. O mercado está cheio de bandas boas e só vai conseguir um destaque maior, aquela que apresentar um diferencial. Eu julgo a qualidade das composições e da produção um desses diferenciais.

– O John Wayne faz metal com musicas cantadas em português quebrando o paradigma de que não é possível fazer um som de qualidade com músicas cantadas em português, isso tem acontecido com outras bandas que tem seguido a mesma linha, vocês acreditam que esteja surgindo um novo movimento do rock/metal brasileiro?
Rogerio Torres: Essa é, sim, a nova safra do metal nacional. Nas décadas de 1980 e 1990 era quase que padrão fazer metal em inglês. Na nossa cena atual não é bem assim. A maioria das bandas faz som em português e nós temos muito orgulho disso. Nós somos brasileiros e se tiver que fazer sucesso lá fora, que seja cantando em português. Não temos nada contra quem faz som em inglês, pelo contrário, respeitamos e curtimos muito também, só não adotamos a mesma estratégia para nós.

– Na próxima sexta-feira, dia 18 de setembro, começa um dos maiores festivais de música no mundo o Rock in Rio onde vocês participarão no palco sunset ao lado do Project46, no dia 24, qual a expectativa de vocês e oque os fãs podem esperar do John Wayne nesta apresentação?
Rogerio Torres: Nós estamos muito ansiosos, porém felizes. Esse vai ser o show mais importante da nossa carreira e nós vamos fazer o nosso melhor naquele palco. Prometemos um show com bastante energia e interação. Faremos uma “jam” com os nossos irmãos do Project46 também. Tocaremos dois sons juntos, mas a surpresa está em quais serão essas músicas (risos). Vai ser bem divertido!

– Qual a importância de um festival desta proporção para o país e se vocês acreditam que ele traz oportunidades para os artistas nacionais nas mesmas proporções?
Rogerio Torres: Isso traz os olhos do mundo inteiro para o nosso país. Ficamos em evidência. Até quem não gosta de rock acaba assistindo, porque esse evento é realmente contagiante. O palco Sunset e o Street são grandes vitrines para bandas nacionais. Em todas as edições sempre tem bandas locais apresentando seus trabalhos, tendo a oportunidade de mostrar seu som. É muito bacana essa porta que o evento abre para nós brasileiros e depois de nós, com certeza nos próximos teremos mais bandas independentes por lá, podem esperar.

– O John Wayne fará o lançamento oficial de “Dois Lados – Parte I” no dia 17 de outubro de 2015 no Carioca Clube, uma das principais casas de show da cidade de São Paulo, vocês podem adiantar de como será esta festa?
Rogerio Torres: Nós fizemos o lançamento do disco “Tempestade” em 2012 nessa mesma casa. Naquele ano, a casa declarou lotação máxima. Foi realmente muito marcante. Dessa vez queremos repetir esse feito e fazer uma festa tão bonita, quanto a anterior. Esse show está repleto de atrações bacanas, bandas sensacionais que vem se destacando na cena independente. Prometemos que será um show inesquecível, com um set list bem diversificado. Estamos preparando algumas surpresas que ainda serão divulgadas.

– Quais são os projetos da banda além de trabalhar na divulgação do novo álbum, pretendem gravar algum DVD, clipes, carreira internacional?
Rogerio Torres: Nós já temos um DVD que está sendo produzido desde 2012. O motivo da demora é que nós pretendemos fazer algo grande com esse material. Vamos captar imagens de backstage do Rock in Rio, do show de lançamento do disco em outubro e fazer um documentário que vai mostrar o caminho de nossa carreira nesses três últimos anos. Vai ser um projeto muito legal de se trabalhar. Até o final desse ano provavelmente ainda vamos lançar mais um clipe e queremos rodar o Brasil com a “Dois Lados Tour”. A ideia é passar por locais onde ainda não tocamos e chegar mais longe.

Agradecemos pela oportunidade e deixamos aqui o espaço livre para vocês enviarem mensagens aos fãs.
Rogerio Torres: Nós é que agradecemos pelo espaço concedido para a banda. Legal ter veículos como vocês que apoiam as bandas brasileiras. Valeu!
Aos nossos fãs, só queremos agradecer por todo apoio e pela ótima aceitação que o nosso novo disco está tendo. Estamos muito felizes que estejam curtindo essa nova fase da nossa carreira. Muitíssimo obrigado a todos vocês, nós somos uma família, a família John Wayne.
Nos vemos no Rock in Rio, no show de lançamento e nas demais apresentações da “Dois Lados Tour”. Grande abraço.

Mais informações: www.johnwayne.com.br






ENTREVISTA: MARCOS CURIEL GUITARRISTA DO P.O.D.

O P.O.D é uma banda de White Metal de San Diego,Califórnia, formada em 1992, a banda que voltou ao Brasil nesse mês de agosto divulgando seu álbum “Murdered Love” de 2012 em uma turnê que passou por Belo Horizonte, Manaus, Rio de Janeiro e aqui em São Paulo aonde o Ponto ZerØ acompanhou tudo e tivemos a oportunidade de bater um papo com o guitarrista Marcos Curiel.

Ponto ZerØ: Quais são as suas influências mais importantes?
-P.O.D: Eu gosto de várias bandas, Led Zeppelin, Quicksand, U2, Jimi Hendrix, the doors, Pink Floyd, Carlos Santana, rage against the machine, Bad brains, Nas, Tribe called quest, beastie boys. Essa lista pode ser infinita.

Ponto ZerØ: A banda tem mais de duas decadas na estrada, aqui temos muitos garotos que gostam da banda, e que olham vocês como influencia, qual a mensagem o P.O.D deixa pra eles?
-P.O.D: A mensagem que eu mandaria é: Continue com fé, pensando positivo. Toque porque voce gosta, não espere ficar rico com isso, dá muito trabalho, mantenha sempre o foco, faça shows onde puder e sempre que quiser, coloque sua musica online.

Ponto ZerØ: Qual a maior dificuldade que a banda já passou nesses anos de carreira?
-P.O.D: Manter o foco, as pessoas não ouvem a nossa banda pelo musica mais sim pois é um sistema para a fé.

Ponto ZerØ: O que vocês esperam dos shows no Brasil?
-P.O.D: Nós esperamos muita paixão e energia positive, queremos todo mundo cantando junto!

Ponto ZerØ: Qual o maior momento da banda?
-P.O.D: Assinar o primeiro contrato com uma grande gravadora, estar na MTV e ter a musica tocada no radio pela 1° vez.

Ponto ZerØ: Quais musicas não podem ficar de fora do show:
-P.O.D: Alive, YOTN, Boom,Murdered love.

Ponto ZerØ: Vocês dividiram o palco com grandes ícones mundiais do rock, quando a banda participou do Ozzfest, como foi essa experiência?
-P.O.D: O evento foi super divertido,com uma grande experiencia e aprendizado

Ponto ZerØ: Como foi a aceitação do publico?
-P.O.D: Fomos bem recebidos.

Ponto ZerØ: Qual o maior sonho da banda?
-P.O.D: Nós estamos vivendo o sonho, tocar para pessoas do mundo todo e faze-las sentir a nossa musica

Ponto ZerØ: Vocês tem algum sonho em relação a banda?
-P.O.D: Vencer um Grammy seria legal, Considerando que já entramos na disputa, mas ainda não ganhamos nenhum.

A equipe do Ponto ZerØ agradece a Brasil Music Press pela oportunidade.

Clique aqui para ver mais fotos do show. Crédito fotos: Yale Oliveira.






ENTREVISTA: STEFAN DO VAN CANTO

Nossa redatora Letícia Okabayashi, entrevistou o vocalista Stefan Schmidt, idealizador da banda alemã de metal a cappella VAN CANTO. Na entrevista Stefan conta como surgiu à idéia de montar uma banda de metal a cappella, a escolha dos demais membros da banda, sobre o novo álbum “Hero” e sobre o futuro da banda. Confira:

Oi, Stefan, tudo bem?
Stefan – Tudo bem, obrigado!

Primeiro de tudo, como você teve a ideia de formar uma banda apenas com um instrumento e o resto feito por vozes?
Stefan – Depois de me separar da minha primeira banda, eu queria tentar algo direcionado a voz. Não era planejado ser um projeto deixando de lado os instrumentos completamente, mas no final virou isso. Foi um projeto de estudio se tornando cada vez maior.

Qual foi a reação dos seus colegas de banda quando você os convidou pra fazer parte disto?
Stefan – Bom, foi necessária uma grande imaginação pra entender a idéia, porque eu só mostrei a eles estruturas de músicas com piano e vocais principais. Mas todos os membros foram espertos o suficiente pra tentar.

E por que você os escolheu?
Stefan – Eu os conheço de apresentações que fizemos juntos com minha primeira banda. Eu queria ter vocalistas únicos e de bom caráter. Todos foram a primeira escolha.

Foi muito dificil para as pessoas entenderem a idéia da banda? Como foi o retorno no começo e como é agora? Algo mudou?
Stefan – Na verdade nao. Claro que muitas pessoas nos conhecem hoje, mas aqueles que nao sabem quem nós somos ficam surpresos quando ouvem Van Canto pela primeira vez. Eu acho que leva um pouco de coragem realmente dizerem que gostam de Van Canto, porque é uma forma diferente o que fazemos. Mas é uma boa coisa. A cada critica que encaramos, em sites e etc, muitos fãs respondem pra dizer o quanto Van Canto é grande.

De onde vem sua inspiração pra fazer as melodias e letras?
Stefan – As musicas do Van Canto contam historias sobre força interior, entao a maioria das idéias vem de dentro. Tambem os covers sao musicas que eu tenho carregado em mim há anos.

Como as músicas são compostas?
Stefan – As músicas são compostas no piano, acordes e vocais principais. Depois disso eu organizo a bateria e faço o arranjo de metal-à-capela.

E como é a substituição dos instrumentos pelas vozes?
Stefan – Dá muito trabalho, haha. Imagine que você só pode cantar um tom a cada tempo. Entao pra criar um acorde forte você já tem que ter gravado 3 ou 4 vozes. Então tudo é um pouco mais exaustivo mas muito satisfatório no final.

Mas todos vocês tocam ‘reais’ instrumentos?
Stefan – Só a Inga e o Sly que só cantam. O resto da banda tocam instrumentos como guitarra, baixo ou piano.

Quais bandas são suas influencias?
Stefan – Considerando em letras de músicas, como compositor devo citar Blind Guardian, Nightwish e Metallica. Eu gosto muito de Europe também.

Por que você mudou o baterista depois de alguns shows na Alemanha? E por que o novo baterista foi escolhido?
Stefan – Strilli, nosso primeiro baterista, tinha muitas bandas ao mesmo tempo. Quando nós percebemos que Van Canto ficou um pouco mais sério ele rapidamente avisou que não teria tempo o suficiente. Então nós decidimos procurar um novo baterista. Strilli ainda é nosso amigo. Bastian era meu colega de banda há muito tempo, desde 1996, então a única coisa a fazer foi perguntar a ele.

Van Canto ficou conhecido em todo o mundo depois do primeiro album “A Storm to Come”. Vocês esperavam que seria tão rápido e ter tantos fãs, principalmente no Brasil?
Stefan – Há fãs aqui na Alemanha que acreditavam que éramos uma banda brasileira porque nós temos muitos fãs aí, hehe. Nós nao esperávamos tal coisa. É maravilhoso.

Então, vocês ficaram mais conhecidos aqui pela internet (youtube). Na sua opiniao, a internet e os downloads ajudam ou prejudicam as bandas?
Stefan – Não ajuda e não prejudica, porque todos usam. O que conta é a música, a linha, a idéia unica e todo o trabalho que você põe na banda.

Antes de virem pro Brazil, vocês imaginavam quantos fãs tinham e a reação deles quando chegassem aqui?
Stefan – Não tinhamos mesmo… foi maravilhoso.

E como foi a tour do Van Canto pelo Brasil? O que vocês mais gostaram do público brasileiro?
Stefan – As entrevistas foram ótimas, os programas de tv e rádio foram ótimos também… Mas os shows ao vivo foram impressionantes, demais!

Nas rádios Kiss e Corsário, o baterista, Basti, ‘cantou’ a bateria nas músicas do Iron Maiden. No começo você teve a idéia de não colocar bateria na banda?
Stefan – Não. Eu tinha pensado em beatbox mas percebi que isso não é metal.

Deixando o Brasil, dias depois vocês estavam prontos pra tocar no Wacken Open Air 2008. Como foi a sensação de tocar no maior festival de rock do mundo, tenho apenas 2 anos de estrada?
Stefan – Nós tinhamos apenas 1 ano na estrada! Mas claro que foi um sonho que se tornou real. Um maravilhoso publico! Podem ser comparados com os brasileiros, eu acho, haha.

Eu acho que os shows no Wacken abriram muitas portas pra vocês. Vocês tocarão lá no proximo ano?
Stefan – Veremos. Nós tentaremos tocar lá em 2010. Nao posso dizer ainda.

Agora falando do novo album, “Hero”, como foi a composiçao e gravaçao? Eu penso que uma banda apenas com vozes e bateria é bem mais dificil de gravar do que uma banda convencional, e ficou diferente do primeiro cd.
Stefan – É, como eu disse, é muito trabalho. Mas trabalhar com Charlie Bauerfeind fez com que tudo ficasse interessante e relax. Como produtor do Blind Guardian ele definitivamente sabe como inserir vozes – e muitas delas, haha – na direção certa. Nós colocamos muito trabalho nas vozes da guitarra ‘rakkatakka’, e estamos muito felizes com o resultado.

E agora nós podemos não só ouvir RAKKATAKKA, porque outros sons vieram como este… você pode dizer outro som criado pra cantar suas novas músicas? heheheh
Stefan – Claro, MOMOMO e DANDANDAN and RIDDLEDIDIDDLEDEE e assim por diante, haha. Tente você!

Houve uma grande diferença dos primeiros clipes para o “Speed of Light”. Eu acho que foi porque nos primeiros vocês mesmos fizeram e este ultimo teve uma grande produção. O que você diz sobre isso?
Stefan – Assim como no clipe da “Wishmaster” [Nighthwish cover], nós trabalhamos com uma companhia de produção profissional. Bem, nós nos divertimos muito e gostamos demais do resultado.

Como está sendo a aceitação das pessoas sobre o cd novo?
Stefan – Maravilhosa. Eu acho que estão gostando. Pelo menos nossos shows são esgotados na maioria das vezes, então eu acho que eles gostam, haha.

Neste novo album vocês o fizeram metade com covers. As bandas ficaram sabendo das suas músicas ‘cantadas’? O que disseram?
Stefan – Hansi do Blind Guardian gostou. E sabemos que Manowar e Nightwish gostaram de seus covers também.

No final do show no Inferno Club, no Brasil, os fãs puderam ouvir a versão que vocês gravaram da “Carry On” do Angra. Por que essa musica nao está no novo cd?
Stefan – Nós pensamos em grava-la separadamente… o tempo dirá.

Como foi a idéia de adicionar um dvd ao novo album?
Stefan – Pra entender como nós realmente cantamos todas as vozes, é importante ver como nós movemos nossos lábios e realmente cantamos. Então nós quisemos colocar muitas filmagens no nosso album.

Vocês fizeram covers como Battery, Wishmaster, Fear of the Dark, Stormbringer, Kings of Metal. Foi um desafio pra vocês todos gravar essas musicas de algumas das bandas mais influentes do mundo?
Stefan – Sim, mas esta foi a idéia. Nós queriamos mostrar que as vozes realmente podem produzir sons pesados e fizemos um bom trabalho, eu espero.

Quais são os planos do Van Canto para 2009?
Stefan – Nós estamos em turne na Europa desde outubro passado, e finalizaremos nossa tour com uns festivais juntos com Edguy, Manowar e hammerfall neste verão. Nós entraremos em estúdio de novo no segundo semestre.

Muitos fãs no Brasil estão esperando pela volta de vocês. Vocês rpetendem tocar de novo aqui, no Wacken Rocks Brasil ou em alguma outra data?
Stefan – Nós definitivamente queremos e tentaremos arranjar algumas datas com produtores interessados.

Sobre a música Pathfinder, há uma parte que parece uma percussão brasileira, foi essa a idéia real?
Stefan – Sim, nós queríamos dar aos fãs brasileiros algo unico porque eles nos receberam muito gentilmente.

Stef, muito obrigada pela entrevista, nós desejamos ao Van Canto muito sucesso e eu peço a você que deixe uma mensagem aos fãs brasileiros e aos leitores do Ponto ZerØ.
Stefan – Obrigada pela entrevista e continuem nos visitando no site www.vancanto.de pra ver as novidades, novas musicas e talvez uma nova turne no Brasil.
Se cuidem! Rakkatakka!






ENTREVISTA: HENCEFORTH

Após uma longa parada no grupo devido a vários fatores, o Henceforth volta à tona após quase três anos longe dos palcos. A banda paulista, que conta com a formação de Hugo Mariutti na guitarra, Luis Mariutti no baixo, Fabio Elsas na bateria, Frank Harris no vocal e Cristiano Altieri nos teclados, lançaram seu primeiro álbum em 2005, intitulado “Henceforth”, trazendo vários comentários positivos em revistas especializadas e admiração de seus fãs, com um estilo mais diferente e pesado do que o público dos irmãos Mariutti (ambos ex-Shaman e atual Andre Matos Solo) estavam acostumados a ouvir.

No site oficial www.henceforth.com.br foi disponibilizado gratuitamente o primeiro single “Decay” que fará parte do segundo trabalho da banda, intitulado “The Gray Album”. O lançamento do novo trabalho deve acontecer no segundo semestre.

Em uma entrevista concedida ao PontoZero, Hugo Mariutti e Fabio Elsas comentam sobre seu novo álbum e suas expectativas daqui pra frente.

A nova música “Decay”, liberada no site de vocês para ouvir gratuitamente, já da para perceber certa diferença nas melodias em relação ao álbum anterior. Quais as principais mudanças e inovações que podem ser encontrados no novo CD que difere do primeiro?
Fabio Elsas: A “Decay” é realmente um tanto diferente do restante do nosso material, principalmente se comparada com o material do primeiro álbum. Decidimos lançá-la na internet como um primeiro single, uma idéia do que teremos no novo álbum. O The Gray Álbum, traz, no geral, uma sonoridade mais densa e pesada em relação ao primeiro álbum que trazia nuances mais pronunciadas de progressivo.

A composição do segundo álbum saiu como o esperado? Quais são as expectativas de vocês em relação aos fãs que aguardam o CD?
Fabio Elsas: Bom, estamos 100% satisfeitos com os resultados, tanto no tocante às composições quanto com relação à qualidade de som que alcançamos. Por ter sido composto num espaço de tempo menor do que o primeiro álbum que tem músicas que foram originalmente compostas no começo da banda – existe uma certa uniformidade ou relação entre as músicas.

Hugo Mariutti: Acho que uma das grandes diferenças é poder construir as músicas já pensando em como vai soar na voz do Frank, pois no primeiro trabalho tínhamos músicas que foram compostas originalmente com outra formação e isso desta vez não ocorreu. Acredito que temos um grande material nas mãos.

O primeiro CD foi entitulado com o nome da banda, “Henceforth”. Comentem o significado e o por que o título “The Gray Album” para o segundo.
Fabio Elsas: O título foi uma escolha unânime que partiu da atmosfera geral das letras, que estão bem carregadas nesse álbum.

Hugo Mariutti : Sugeri este título, pois acreditava que nada poderia definir melhor o trabalho todo do que “The Gray Álbum”.

Pelo fato deste álbum ter sido feito mais rápido do que o primeiro (já que o primeiro levou 13 anos para ser produzido desde o início do grupo), vocês vêem diferenças no resultado final devido ao tempo gasto para a composição?
FE: Com certeza aprendemos muito no processo de composição e produção do primeiro álbum, e algumas das lições que tivemos nesse período foram fundamentais para que o processo do segundo álbum ocorresse da maneira que ocorreu. Apesar de termos levado bem menos tempo nesse álbum, a qualidade de uma maneira geral está bem superior à que alcançamos no primeiro.

HM: Uma coisa fundamental é ir direto ao ponto, e depois de um certo tempo de experiência no meio, você acaba indo direto a este ponto, sem ficar perdido e sem fazer loucuras.

“The Gray Album” conta com alguma participação – como teve a de Andre Matos no primeiro – ou cover?
FE: Não, desta vez não temos participações e nem covers. Somos só nós mesmo!

HM: Na minha opinião participação deve ser uma coisa que seja de forma natural.Quando chamamos o Andre foi porque tínhamos uma letra e uma música que pediam uma participação, com uma voz oposta a do Frank, daí pensamos que não tinha ninguém melhor do que o Andre para fazer.

Os shows que aconteceram durante a divulgação do primeiro CD ajudaram, dentre outros fatores, a vocês estarem mais seguros e preparados para trabalharem juntos, já que a banda passou por diversas mudanças na formação. Com o segundo trabalho, a futura tour, poderá ser mais “contínua” comparado ao da primeira?
HM: Com certeza os shows ajudam bastante a banda a amadurecer, porém apesar das mudanças a banda sempre trabalhou muito bem junta. O Frank já está se não me engano desde 2001 com a gente e o Luis sempre freqüentava os ensaios da banda e participou muito da produção do primeiro cd, por isso trabalhamos bem juntos. Quanto uma tour mais contínua não depende só da banda, pois infelizmente nem sempre nos são dadas condições mínimas para fazer shows profissionais. Não fazemos nenhuma exigência anormal, pode ter certeza disso, e vamos fazer de tudo para que com o segundo cd lançado possamos ter mais datas.

Um dos motivos do Henceforth não ter feito muitas apresentações durante a divulgação do primeiro álbum se deveu ao fato da agenda das outras bandas dos irmãos Mariutti, como a do Andre Matos Solo (e até mesmo antigamente, com o Shaman). Vocês acham que esse tipo de situação pode acontecer com a mesma freqüência agora?
FE: Sim, é provável que ocorra, mas isso nunca foi um grande problema, só um fator a mais a se considerar quando programamos algum show.

Ao escrever “The Gray Album” o que vocês mais queriam passar para seus fãs? Existia desde o começo algum assunto a ser abordado ou foi fluindo conforme as composições?
FE: As letras foram surgindo na medida em que as músicas surgiam, e desta vez as letras contaram com uma colaboração muito boa do Frank, que fez várias delas em parceria comigo. O Hugo também participou de algumas.

HM: Queríamos passar nas letras o que sentíamos que a música pedia, e acho que conseguimos um resultado bem apropriado.

Finalizando, deixe sua mensagem para os nossos leitores, e fique a vontade para divulgar – caso já tiver agendado – futuras apresentações. Agradecemos a entrevista e estamos gratos pela receptividade!
FE: Agradecemos pelo espaço! Devemos lançar o The Gray Album em breve, estamos procurando os melhores caminhos para fazê-lo no Brasil e no exterior. Agradecemos a paciência dos fãs e esperamos encontrá-los em breve! Nesse meio tempo, fiquem ligados no nosso MySpace e no nosso site para saber das novidades. Um abraço!

HM: Gostaria de convidar a todos para baixar de graça nosso novo single Decay no nosso site www.henceforth.com.br, e que fiquem ligados, pois o novo cd está muito legal. Abraço!