Crypta anuncia Victoria Villarreal – Saiba quem é a nova guitarrista

Foto: Rafael Karelisky

A Crypta acaba de anunciar a entrada da guitarrista Victoria Villarreal, marcando um novo capítulo na trajetória da banda. Mais do que integrar a formação nas próximas datas pelo Brasil e turnês internacionais, Victoria já está profundamente envolvida no processo criativo do novo álbum, contribuindo com composições e ideias próprias.

Nascida em Los Angeles (EUA), Victoria construiu sua trajetória na cena autoral como guitarrista e vocalista, com destaque para sua atuação à frente da banda de death metal progressivo Syrebris e também por participações no projeto colaborativo Chaos Rising Project.

Sua identidade musical transita entre o death metal old school e abordagens mais técnicas — uma combinação que já vinha sendo apresentada ao público, já que a guitarrista participou como convidada em turnês anteriores da própria Crypta.

A baixista e vocalista Fernanda Lira celebrou a chegada da nova integrante:

“Estamos muito felizes em dar as boas-vindas para a Vicky na Crypta. Nossa química é excelente dentro e fora do palco, e sua contribuição até aqui tem sido incrível. Temos certeza de que este será um capítulo muito especial para a banda.”

Com a nova formação consolidada — Fernanda Lira (baixo e vocal), Tainá Bergamaschi (guitarra), Victoria Villarreal (guitarra) e Luana Dametto (bateria) —, o público brasileiro já poderá ver essa nova fase ao vivo.

A Crypta se apresenta nos próximos dias em Curitiba (23/04, Stage Garden), São Paulo (25/04, Bangers Open Air) e novamente em São Paulo (28/04, Hangar 110), onde os ingressos já estão quase esgotados.

Mais informações:
https://linktr.ee/cryptaofficial

Torture Squad anuncia show especial no Bangers Open Air 2026

Banda é convidada para substituir Fear Factory que cancelou participação devido a problemas de saúde

Ingressos disponíveis AQUI!

Torture Squad anuncia participação especial no Bangers Open Air de 2026. A banda traz nesta edição do festival o show “Best Of”, em comemoração aos 33 anos de carreira, neste sábado, dia 25, no palco Sun Stage, às 15:40h.

Revisitando músicas que vão desde “Abduction Was The Case”, do álbum ‘The Unholy Spell’ (2001), que deu origem ao primeiro videoclipe da banda, passando pelo icônico álbum ‘Hellbound’ (2008), época em que a banda ganhou o Metal Battle no Brasil e estreou no Wacken Open Air na Alemanha, chegando à fase de Mayara Puertas Rene Simionato com “Blood Sacrifice” do disco ‘Far Beyond Existence’ (2017).

Torture Squad é convidada para substituir o Fear Factory, que teve de cancelar sua participação devido a problemas de saúde. “É uma honra ser convidado pelo festival para entrar no lugar do Fear Factory, que infelizmente não poderá tocar. Nós  estamos ensaiados para a turnê europeia, então estamos prontos para apresentar um show especial que agrade os headbangers”, comenta o baterista Amilcar Christófaro.

O show antecederá a ‘Devilish European Tour’, que terá início em junho, onde o Torture Squad se apresentará com Sepultura, Venom Inc e Crypta.

A banda segue com a etapa final de divulgação do disco ‘Devilish’, disponível nas plataformas digitais e na versão física, com distribuição nacional pela Sound City Records e Valhall Music.

Em paralelo, Torture Squad se prepara para o lançamento do novo álbum, com previsão de lançamento para 2026 pela gravadora italiana Time to Kill Records.

OUÇA O ÁLBUM ‘DEVILISH’ AQUI

Edu Falaschi anuncia Roy Khan e Veronica Bordacchini como cantores convidados de MI’RAJ

Crédito: Divulgação

Novo álbum encerra a trilogia conceitual iniciada em Vera Cruz e continuada em Eldorado, com participações de Roy Khan em “CIRCLE OF DUST” e Veronica Bordacchini na faixa-título.

O cantor, compositor e produtor Edu Falaschi anuncia oficialmente o lançamento de MI’RAJ, novo álbum de estúdio que encerra a trilogia fictícia e conceitual desenvolvida ao lado do artista e escritor Fábio Caldeira, iniciada com Vera Cruz (2021) e continuada com Eldorado (2023). Com lançamento previsto para junho, o trabalho representa o desfecho definitivo da saga e consolida uma das fases mais ambiciosas da carreira solo do artista.

Como destaque, Edu confirma as participações especiais de Roy Khan, na faixa “Circle of Dust”, e de Veronica Bordacchini, vocalista do Fleshgod Apocalypse, na faixa-título “MI’RAJ”. Ambientado em 1519, em territórios otomanos, o álbum apresenta o capítulo final da jornada de Jorge, protagonista da trilogia, em meio a conflitos espirituais e à busca por revelação, identidade e propósito.

Musicalmente, MI’RAJ é o disco mais diverso da trilogia, reunindo elementos da musicalidade étnica da região, escalas modais, texturas atmosféricas e influências que dialogam com o power metal, o rock progressivo, o fusion e arranjos contemporâneos. A mixagem e a masterização ficam a cargo de Dennis Ward, que também trabalhou em Vera Cruz e Eldorado, enquanto a capa foi criada por Carlos Fides, com conceito centrado na figura de uma Vidente, guardiã do Portal dos Doze Véus.

Outro momento marcante do disco é “Intuição”, primeira música inédita em português lançada por Edu Falaschi em 24 anos, reforçando o peso simbólico e artístico de MI’RAJ dentro de sua trajetória.

Edu Falaschi comenta participações do álbum:

Ter convidados especiais nesse disco foi algo muito significativo pra mim, tanto no aspecto artístico quanto pessoal. Poder dividir essas músicas com artistas que eu admiro profundamente elevou o resultado a um outro nível.

Com o Roy Khan, foi a realização de um sonho antigo. Ele sempre foi um dos meus cantores preferidos dentro do heavy metal, dono de uma das vozes mais bonitas e expressivas que eu já ouvi. Sou fã desde a época em que escutei o álbum Flow da banda Conception, e aquilo me marcou profundamente. Ter a oportunidade de cantar ao lado dele agora é algo que realmente carrega um peso emocional muito grande pra mim. Na música “Circle of Dust”, ele entregou exatamente aquilo que eu imaginava, colocou toda a identidade dele, aquela interpretação única, e conseguiu deixar a música ainda mais bonita e intensa.

Já com a Verônica Bordacchini, também foi uma grande honra. Além de ser uma cantora incrível, com uma voz lindíssima, ela é uma pessoa maravilhosa. Sempre achei muito interessante essa mistura de estilos, porque ela vem de uma banda de metal sinfônico com influências de death metal, a FLASHGOD APOCALYPSE, e mesmo assim tem uma formação e uma versatilidade que permitem que ela transite por diferentes abordagens vocais com muita naturalidade.

Na música “Mi’raj”, ela trouxe exatamente isso: uma interpretação limpa, suave em alguns momentos, mas também agressiva quando necessário, sempre com muita personalidade. O resultado ficou sensacional. E teve um aspecto ainda mais especial, quando eu a convidei, ela demonstrou um entusiasmo muito genuíno, porque é fã da fase do Angra em que eu participei, especialmente dos álbuns Rebirth e Temple of Shadows. Ela me falou coisas muito bonitas, de fã mesmo, coisas que vêm do coração.

E isso faz diferença. Ter pessoas com essa energia positiva, com essa conexão verdadeira com a música, participando do projeto, não só agrega artisticamente, mas também cria um ambiente muito mais forte e autêntico. E o resultado final reflete exatamente isso, músicas mais vivas, mais intensas e com muito mais identidade.

Crédito: Divulgação

Sobre sua participação no álbum, Veronica Bordacchini declarou:

“Estou extremamente emocionada e profundamente honrada por finalmente anunciar que fui convidada pelo lendário Edu Falaschi para fazer uma participação especial em seu próximo álbum!
Dizer que isso é um sonho realizado seria pouco. Edu é um verdadeiro ícone, que ajudou a moldar a história do power metal melódico, e trabalhar ao lado dele tem sido uma jornada incrível.
A música é intensa, cinematográfica e cheia da energia pela qual Edu é conhecido.
Desde o momento em que ouvi a demo, soube que ela era para mim. Ela acerta em cheio em todos os pontos e combina perfeitamente com o meu estilo vocal, permitindo que eu ultrapasse meus próprios limites.
Como sempre, a composição é magistral, tecendo uma história que mal posso esperar para que todos vocês ouçam.
Obrigada, Edu, pela sua confiança e por me receber no seu universo musical. Coloquei meu coração inteiro nesta performance e mal posso esperar para que os fãs vivenciem a magia que criamos juntos.”

Crédito: João Zitti

Roy Khan comenta sobre sua participação:

Como muitos de vocês já devem saber, o Edu me convidou para fazer uma participação especial no show dele no Tokio Marine, em janeiro de 2024. Tivemos algumas conversas sobre a carreira solo dele que me despertaram para começar a planejar algo semelhante.
Também falamos sobre fazermos mais coisas juntos, e ele me convidou primeiro para tocar um set de músicas do Kamelot em julho de 2025, com uma orquestra sinfônica completa no palco. Foi uma experiência incrível!
Nessa mesma viagem, pude ouvir parte do material novo dele, e já dava para perceber que este seria um grande álbum. Fiquei empolgadíssimo quando ele me ligou, há alguns meses, e perguntou se eu gostaria de participar de uma música com ele; “Circle of Dust” é um verdadeiro petardo, com versos sombrios e um refrão matador, totalmente dentro daquilo que combina comigo, além de ter uma letra que se encaixa perfeitamente na minha forma de interpretar.
Edu tem sido uma verdadeira bênção para mim na estruturação dos meus projetos solo, e sou muito grato por continuarmos amigos. O Brasil agora ocupa um lugar muito especial no meu coração.

Tracklist oficial de Mi’raj:
Watchers Of The Light
Here I Stand
Mi’raj
Echoes Of Vows
Unchained
Intuição
Circle Of Dust
On Your Own
Wrath Into The War

Mais informações:
Site Oficial: https://www.edufalaschi.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/edu_falaschi/

OverDose lança novo single e dá detalhes do show no Bangers Open Air

Crédito: Iana Domingos

“Cybernetic Algorithms” mescla thrash, groove e elementos experimentais

A banda mineira OverDose, formada atualmente por Victor Santos (vocal), Cláudio David e Diego Quites (guitarras), Filipe Duarte (baixo) e Tiago Vitek (bateria), apresenta seu novo single, “Cybernetic Algorithms”, que traz arte de capa criada por Fernando Lima. A faixa aborda a relação conflituosa entre o ser humano e a tecnologia em um cenário de crescente digitalização, retratando um indivíduo marcado por frustração, isolamento e sensação de insignificância diante de sistemas automatizados que influenciam comportamentos e emoções.

Segundo Cláudio David, responsável pela composição e letra, a música propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia na identidade humana. “A letra de ‘Cybernetic Algorithms’ fala sobre como o ser humano vem perdendo valor e identidade diante de sistemas automatizados que moldam pensamentos e emoções, reduzindo tudo a algoritmos”, afirmou.

Musicalmente, a faixa combina diferentes influências dentro do metal. A composição traz elementos de bateria inspirados em escola de samba, referências à música erudita e influências de industrial, mantendo o peso característico do thrash e do groove presentes na trajetória do grupo. “A gente buscou misturar várias linguagens, incluindo elementos de música brasileira e erudita, mas sem perder a essência pesada do OverDose”, acrescentou Cláudio David.

Confira o single em https://youtu.be/bko2pdndWck

Além do lançamento, a banda será uma das atrações do festival Bangers Open Air 2026 e se apresenta no sábado, dia 25 de abril. O show marca o retorno do grupo mineiro aos grandes festivais e à capital paulista. “Estamos com uma expectativa muito grande para esse show, que marca nosso retorno aos grandes festivais e a São Paulo. Preparamos um repertório que contempla fãs antigos e novos, com clássicos e músicas recentes”, revelou Cláudio David.

O setlist deve incluir faixas como “Anjos do Apocalipse”, “Progress of Decadence” e “Zombie Factory”, além de singles recentes como “Século XXI” e “João Sem Terra”. A banda também prepara a execução de “Violence”, música que não é apresentada ao vivo há cerca de 20 anos. “Resgatamos ‘Violence’ especialmente para o festival, pois é uma música que não tocamos há duas décadas e que tem um peso histórico importante para nós”, concluiu.

Ouça o single no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/00iUKlNyywCIBhMcfkFQ42

Mídias Sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/overdose_banda/
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Site relacionado: https://bangersopenair.com
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Andria Busic lança primeiro álbum solo “Life As It Is” pela Dynamo Records

Disco do vocalista e baixista reúne participações especiais e marca a realização de um sonho antigo do músico, com lançamento físico já pronto para o público.

Andria Busic realiza um antigo sonho com o lançamento de seu primeiro CD solo, “Life As It Is”, idealizado em meados de junho de 2025 e agora pronto para chegar ao público em formato físico pela Dynamo Records. Com produção assinada pelo próprio artista, o álbum traz composições inspiradas em experiências pessoais e temas que sempre acompanharam sua trajetória, além de ter sido gravado entre o home studio de Andria, onde registrou bases de guitarra, baixo e voz, e os estúdios Dharma Studios e Daga Studio, em São Paulo, onde foram gravadas as baterias. A produção do álbum é assinada por Andria Busic, com mixagem e masterização de Adriano Daga. O trabalho também estará disponível em todas as plataformas digitais pela Daga Music em algumas semanas.

O disco está à venda no site da Dynamo Records.
Compre no linkhttp://dynamostore.com.br/p-19506935-ANDRIA-BUSIC—LIFE-AS-IT-IS

“Life As It Is” reúne participações especiais de nomes como Ivan Busic, Rodrigo Oliveira, Thiago Mello, Yohan Kisser, Ton Cremon, Tiago Mineiro, Roger Moreira, Marcos Kleine e Yuzo Akahori, consolidando o projeto como um trabalho profundamente pessoal e ao mesmo tempo cercado de grandes colaboradores.

O processo de criação de “Life As It Is” aconteceu de forma intensa e natural. Segundo Andria, as inspirações surgiram “a jato”, como se tudo já estivesse encaminhado. As letras nasceram como reflexo direto de vivências reais, traduzindo assuntos que sempre fizeram parte de sua vida e de sua identidade artística.

Entre os destaques do repertório está “Another Day”, faixa em que Andria divide os vocais com seu irmão, Ivan Busic, reforçando a conexão musical e afetiva entre os dois. Já em “Through Her Eyes (A Song to Stephanie)”, o álbum ganha um tom ainda mais íntimo: a música foi composta em homenagem à filha de Andria, Stephanie, fotógrafa responsável por todas as imagens do encarte do CD, e conta com um solo especial de Yohan Kisser.

A construção visual de “Life As It Is” também carrega forte participação familiar. A capa e o encarte foram idealizados por Victor Silva, genro de Andria, fotógrafo e videomaker que também finalizou o primeiro clipe do disco, “The Templars”. O vídeo foi filmado em dois cenários marcantes: na cidade de Soave, no norte da Itália, no histórico Castelo Scaligero, e também nos estúdios Mosh, na Granja Viana. A arte final do encarte ficou a cargo do ilustrador Alex Almeida.

O disco ainda reúne outras colaborações de peso. Ton Cremon participa com os vocais em “Pedal to the Metal”. O tecladista Tiago Mineiro acrescenta sua musicalidade às faixas “Different Ways”, “Hunter’s Heart”, “Spirit of the Wind” e “You Can Count on Me”. Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, canta ao lado de Andria em “Sails of the North”, enquanto Marcos Kleine, também do Ultraje a Rigor, assina um solo em “Hey, Hey!”. Já Yuzo Akahori leva a sonoridade do shamisen para “Blades of the Rising Sun”.

Em “You’re All Still With Me”, Andria presta uma homenagem especial aos amigos de infância Jack Fahrer, Ivan Busic e Marco Bavini, que também participam da faixa nos backing vocals. O resultado é um álbum que equilibra peso, emoção, memória afetiva e identidade artística, traduzindo em música a essência de seu criador.

Pouco tempo atrás, Andria conversou com seu amigo Eric de Haas, e juntos acertaram o lançamento do CD físico, agora concretizado pela Dynamo Records. Mais do que um novo trabalho, “Life As It Is” representa a realização de um projeto sonhado há anos e finalmente transformado em realidade com personalidade, autenticidade e emoção.

Confira o tracklist de Andria Busic – “Life As It Is”:

01 – A.I. Control
02 – Another Day
03 – Blades of the Rising Sun
04 – Different Ways
05 – Hey! Hey!
06 – Hunter’s Heart
07 – Pedal to the Metal
08 – Portals of Light
09 – Sails of the North
10 – Shake That Booty
11 – Spirit of the Wind
12 – The Templars
13 – Through Her Eyes (A Song to Stephanie)
14 – You Can Count on Me
15 – You’re All Still With Me

Mais sobre Andria Busic no Instagram: https://www.instagram.com/andriabusic/

Doze Horas de Fogo: O Monsters of Rock 2026 Prova que o Rock Ainda É o Rei

Texto: Thiago Tavares
Fotos: Ricardo Matsukawa/Mercury Concertes/Guns N’Roses

São Paulo tem uma relação particular com o rock pesado. Não é uma relação de admiração distante, do tipo que se observa de camarote com uma taça na mão. É uma relação visceral, suada, de quem acorda cedo no dia do show, enfrenta fila, atravessa a cidade inteira, compra uma água por dez reais sem reclamar muito e abre um sorriso largo quando as primeiras notas explodem no ar. É uma cidade que não vai ao show — ela vive o show.

E foi exatamente esse espírito que tomou conta do Allianz Parque no último dia 4 de abril de 2026. Antes mesmo de o relógio marcar 11h30, já havia gente de camiseta preta aglomerada nos arredores do estádio do Palmeiras, balançando a cabeça para o som que vazava dos testes de som, trocando histórias de shows passados, exibindo com orgulho as camisetas de edições anteriores do próprio Monsters. Havia veteranos que estiveram na estreia do festival no Brasil, em 1994, no Pacaembu — naquela que foi uma das noites fundadoras do rock pesado no país, com Kiss, Black Sabbath e Slayer num mesmo palco. E havia jovens de vinte e poucos anos que sequer tinham nascido naquele dia, mas carregavam nas costas a mesma fome de rock que move esse público há décadas.

Esse é o Monsters of Rock: um festival que não pertence a uma geração. Pertence a uma atitude.

Criado em 1980 na Inglaterra, o evento sempre se recusou a ser apenas mais um festival de verão. Desde o início, sua proposta era clara: reunir o melhor do hard rock e do heavy metal num único dia, sem concessões ao modismo, sem vergonha de ser grande e barulhento. Ao longo dos anos, o festival atravessou o Atlântico, chegou ao Brasil em 1994 e se tornou um dos eventos mais aguardados da cena nacional. Edições marcantes foram protagonizadas por Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Motörhead, Judas Priest, Megadeth, Scorpions e Deep Purple, entre tantos outros titãs que pisaram nessas terras sob a bandeira do Monsters.

A nona edição brasileira do festival chegou carregando o peso dessa história e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de mostrar que o gênero não está preso ao passado. O lineup foi construído com essa dualidade em mente: de um lado, bandas que ajudaram a escrever os capítulos mais importantes do rock nas últimas cinco décadas; do outro, nomes que estão escrevendo os próximos. E o resultado, ao fim de quase doze horas de música, foi uma festa que justificou cada centavo gasto, cada hora de deslocamento, cada grito entalado na garganta desde a manhã.

O Allianz Parque não é um local fácil de dominar. Com capacidade para dezenas de milhares de pessoas, o estádio tem o tamanho certo para intimidar quem não está preparado. Neste sábado, nenhuma das sete atrações se intimidou.

Jayler: Quando o Futuro Chega Cedo
A primeira banda a pisar no palco foi o Jayler, quarteto inglês oriundo de West Midlands que a crítica especializada tem apontado como uma das apostas mais sólidas do rock contemporâneo. Com apenas um EP e um álbum de estreia às vésperas do lançamento, os rapazes tinham muito a provar — e provaram.

O vocalista James Bartholomew foi a revelação imediata do dia. Com uma voz que carrega a densidade e a urgência dos grandes cantores do rock clássico, o jovem conduziu o set com uma maturidade que não combina com a pouca idade. O grupo mesclou faixas do EP A Piece In Our Time com canções inéditas do disco Voices Unheard, previsto para maio, e conquistou gradualmente uma plateia ainda em processo de chegada ao estádio. Quem estava lá desde o início saiu satisfeito — e com o nome do Jayler anotado na memória.

Dirty Honey: Hard Rock com Sangue nas Veias

O segundo slot do dia coube ao Dirty Honey, banda americana que se tornou um dos porta-estandartes da nova geração do hard rock ao misturar o peso dos anos 80 com a urgência do presente. Com foco no disco Can’t Find The Brakes, o grupo entrou em cena com energia total e não desacelerou por 45 minutos.

O vocalista Marc LaBelle foi o coração pulsante do show. Além de uma performance vocal segura e potente, LaBelle demonstrou um carisma raro, descendo à plateia em determinado momento e transformando o estádio num espaço menor, mais íntimo, mais humano. Singles como “When I’m Gone” e “California Dreamin'” animaram quem já conhecia o trabalho da banda; para quem era estreante, o show funcionou como um convite irrecusável ao universo do grupo.


Yngwie Malmsteen: O Gênio e Seus Limites de Palco

A chegada de Yngwie J. Malmsteen ao palco foi recebida com entusiasmo pelos conhecedores do metal neoclássico — subgênero que o sueco ajudou a definir nos anos 80, ao unir a velocidade do heavy metal à estrutura harmônica da música erudita. Tecnicamente, o guitarrista continua sendo um fenômeno: seu domínio do instrumento não tem paralelo fácil no rock mundial.

No entanto, a apresentação encontrou algumas barreiras difíceis de ignorar. A ausência de um vocalista dedicado — com o tecladista Nick Marino dividindo o microfone — e a predominância de números instrumentais ao longo do set criaram um distanciamento entre o músico e boa parte do público, ainda em fase de chegada ao estádio. O ponto mais alto da apresentação foi a execução de “Far Beyond The Sun”, composição que resume tudo o que torna Malmsteen único. Para os iniciados, foi um presente. Para os demais, uma aula que faltou contexto para ser plenamente compreendida.


Halestorm: A Revelação da Tarde

Se havia uma banda capaz de surpreender até os mais céticos no Monsters of Rock 2026, essa banda era o Halestorm. Com a última passagem pelo Brasil datando de 2016, o quarteto liderado pelos irmãos Lzzy Hale e Arejay Hale voltou transformado — mais experiente, mais afiado e com um novo álbum, Everest, para apresentar ao público brasileiro.

A abertura com “Fallen Star” deu o tom: o show seria intenso, técnico e emocionalmente arrebatador. “Love Bites (So Do I)” — faixa premiada com um Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal em 2013 — transformou o Allianz numa arena de cantos coletivos. Em “Like A Woman Can”, Lzzy Hale assumiu também o teclado, reforçando uma versatilidade que vai muito além da voz poderosa que a tornou conhecida.

E que voz. Com drives e rasgados que pouquíssimos vocalistas no mundo conseguem executar ao vivo, Lzzy dominou o palco com uma presença que não pede espaço — ela simplesmente toma. “I Miss The Misery”, “Freak Like Me” e “I Get Off” encerraram o set numa crescente de adrenalina. O consenso entre a plateia foi unânime: Lzzy Hale foi a melhor vocalista da noite — e o Halestorm, possivelmente, a apresentação mais completa do festival.

Extreme: Chuva, Emoção e o Poder de uma Balada

A chuva que decidiu aparecer no fim da tarde não intimidou nem os músicos do Extreme nem o público que os aguardava. Gary Cherone e Nuno Bettencourt subiram ao palco molhado e entregaram uma hora de show que equilibrou virtuosismo técnico, repertório clássico e momentos de pura emoção coletiva.

Bettencourt segue sendo um dos guitarristas mais completos de sua geração — preciso nos riffs, brilhante nos solos, sempre a serviço da música sem jamais perder o senso de espetáculo. Cherone correspondeu com uma performance vocal vigorosa e uma energia de palco que desmentiu qualquer marca do tempo. O percurso pelos clássicos — “Decadence Dance”, “Get The Funk Out”, “Play With Me” — foi pontuado por faixas do recente álbum (Six), demonstrando que a banda não vive apenas da nostalgia.

Mas foi “More Than Words” que parou o tempo. Com dezenas de milhares de vozes cantando juntas no silêncio entre os versos, aquele momento sintetizou o que torna os grandes festivais de rock algo além de um simples show: são rituais coletivos, e o Extreme conduziu esse ritual com maestria.

Lynyrd Skynyrd: 90 Minutos de História Viva

Com 90 minutos de palco — generosidade raramente vista para uma banda de abertura do headliner —, o Lynyrd Skynyrd entregou aquela que muitos presentes classificaram como a melhor apresentação do dia. Sob o comando de Johnny Van Zant, a lendária banda de Jacksonville demonstrou que sua relevância não é apenas histórica: é presente, pulsante e genuína.

O set foi uma imersão no melhor do southern rock — “Workin’ For MCA”, “What’s Your Name”, “Call Me The Breeze”, “Gimme Back My Bullets”, “Simple Man” — executados com uma qualidade sonora impecável e uma intensidade emocional que não se ensaia. As tradicionais homenagens aos fundadores falecidos Ronnie Van Zant e Gary Rossington tocaram fundo até em quem não era fã de longa data. Continuar existindo, tocar ao vivo e honrar os mortos enquanto se celebra a vida: o Lynyrd Skynyrd faz isso melhor do que qualquer outra banda do planeta.

Guns N’ Roses: A Banda Mais Perigosa do Mundo Fecha o Dia em Grande Estilo

Quando as luzes do Allianz Parque se apagaram para o headliner, o ar mudou. Aquela tensão que antecede os grandes momentos — familiar a qualquer um que já esperou por um show que importa de verdade — tomou conta do estádio. E então veio “Welcome To The Jungle”, e setenta mil pessoas explodiram num grito só.

O Guns N’ Roses não precisa mais provar nada a ninguém. Mas provou mesmo assim, por mais de duas horas e meia, que continua sendo uma das forças mais irresistíveis do rock mundial. A surpresa logo na segunda música — “Slither”, do Velvet Revolver — indicou que a banda não viria apenas para cumprir protocolo. E não veio.

O repertório da noite trouxe de volta “Bad Apples”, ausente dos palcos desde a turnê do Use Your Illusion nos anos 90, e “Dead Horses”, igualmente rara nas setlists recentes. Uma versão de “Junior’s Eyes”, do Black Sabbath, homenageou a trajetória de Ozzy Osbourne de forma discreta e poderosa. Os clássicos incontornáveis — “It’s So Easy”, “Mr. Brownstone”, “You Could Be Mine”, “Civil War”, “November Rain”, “Sweet Child O’ Mine” — foram executados com a precisão e a grandiosidade que se espera, enquanto “Estranged” ganhou os tradicionais balões de golfinhos flutuando sobre a plateia em delírio.

Axl Rose, aos 64 anos, entregou uma performance fisicamente impressionante: correu pelo palco, dançou, gesticulou, reviveu trejeitos de décadas atrás com uma energia que contradiz qualquer prognóstico sobre seu suposto declínio. Vocalmente, os graves e médios seguem preservados com qualidade; os agudos históricos de sua juventude recorrem ao falsete, o que ao vivo, no contexto da emoção e do volume, passa com naturalidade para a grande maioria da plateia. E quando setenta mil pessoas cantam cada verso junto, a questão técnica torna-se, honestamente, irrelevante.

Slash foi o grande protagonista instrumental: compenetrado, inspirado, com solos que cruzam a fronteira entre técnica e poesia. Momentos como o riff de “Voodoo Child” de Jimi Hendrix entrelaçado ao final de “Civil War” lembraram o porquê de ele ser considerado um dos maiores guitarristas da história do rock. Duff McKagan segurou a base com a firmeza e a presença de sempre, e o baterista Isaac Carpenter confirmou, mais uma vez, ser a escolha perfeita para a posição que ocupa.

Às 23h05, “Paradise City” fechou a noite. Confetes no ar, gritos de satisfação, o cansaço bom de quem viveu algo que vale a pena lembrar.


Um festival da envergadura do Monsters of Rock merece, além dos elogios, uma análise honesta dos pontos que ainda têm espaço para evolução. O primeiro deles é o mais sentido no bolso: um copo d’água por R$ 10, uma latinha de refrigerante por R$ 14 e uma pequena porção de salgado por R$ 28 são valores que extrapolam qualquer justificativa razoável — sobretudo num evento de quase doze horas em que o consumo mínimo é inevitável. O público que já desembolsou quantias consideráveis nos ingressos não deveria ser submetido a uma segunda sangria dentro do estádio; uma política de preços mais justa, ou ao menos a liberação de entrada com garrafas d’água lacradas, seria um gesto elementar de respeito ao fã.

A dupla de apresentadores — o experiente Walcir, da Woodstock Discos, e o americano Eddie Trunk — também ficou aquém do potencial que a combinação sugeria: as transições entre as atrações foram breves e frias, sem interação real entre os dois, sem curiosidades sobre as bandas, sem dinâmicas com o público. Figuras com a trajetória que ambos carregam tinham material de sobra para enriquecer as pausas entre os shows e criar uma experiência mais envolvente.

Outra ausência que vale registrar é a de representação nacional no lineup: com raras exceções ao longo de sua história no Brasil, o Monsters of Rock tem privilegiado quase exclusivamente atrações internacionais, e o rock brasileiro tem nomes capazes de ocupar esse espaço com dignidade.

Por fim, relatos de longas filas nas catracas e pontos de checagem no início da tarde indicam que a logística de acesso ao estádio ainda carece de aprimoramento — numa programação que começa cedo, cada minuto perdido na fila é um minuto de show que alguém deixa de ver.

Feitas as ressalvas, o saldo do Monsters of Rock 2026 é amplamente positivo. O festival provou, mais uma vez, que o rock — com toda a sua história, suas contradições, seus excessos e sua beleza — ainda importa, ainda emociona, ainda arrasta multidões de madrugada para casa com a voz rouca e o coração cheio. Sete bandas, quase doze horas, um estádio que não parou de vibrar: é difícil pedir mais do que isso. Que venha a décima edição.

O Ponto Zero agradece a Catto Comunicação e a Mercury Concerts pela oportunidade de fazer a cobertura deste festival. Muito obrigado mesmo!

Andreas Kisser diz que novo EP do Sepultura foi gravado durante turnê de despedida em conversa com Paulo Baron e Felipe Andreoli, no programa Assino Embaixo, do canal de Regis Tadeu

Guitarrista revela detalhes do EP The Cloud of Unknowing, gravado de forma espontânea em Miami, e afirma que a conexão atual da banda abriu espaço para uma nova e inesperada criação.

O guitarrista Andreas Kisser revelou um dos fatos mais surpreendentes da fase final do Sepultura: a gravação de um trabalho inédito em meio à turnê de despedida. Durante entrevista ao programa Assino Embaixo, Kisser contou que a banda registrou quatro faixas novas, reunidas no EP The Cloud of Unknowing, em um processo livre, espontâneo e sem as amarras tradicionais da indústria fonográfica. Segundo ele, o projeto nasceu de uma combinação rara entre liberdade criativa, sintonia interna e vontade de experimentar.

Assista trecho da entrevista: https://www.instagram.com/p/DXOvKl2k1TV/

Andreas explicou que o novo trabalho surgiu após a participação do grupo no cruzeiro 70,000 Tons of Metal. Aproveitando a passagem por Miami, os músicos entraram em estúdio e desenvolveram o material praticamente a partir de jams, sem um conceito fechado, cronograma rígido ou interferência externa. “Nós entramos no estúdio e foi 100% uma jam entre os músicos”, afirmou. Ele também ressaltou que a banda não tinha nem título definitivo para o material quando começou a gravação: “Não tinha nome do disco, não tinha nome pras músicas, não tinha data de lançamento”.

Ao comentar esse processo, Andreas reforçou que a liberdade foi essencial para o resultado. “Nós mesmos financiamos alguma coisa e isso foi uma liberdade geral”, disse. Segundo o guitarrista, o ambiente no estúdio favoreceu uma criação orgânica, marcada pelo encontro entre os músicos e por uma dinâmica aberta a diferentes influências. “O encontro musical já é muito legal, muito interessante. Tem vários ritmos, o clima da conversa está maravilhoso”, resumiu, ao destacar o caráter espontâneo da gravação.

O guitarrista destacou ainda que a chegada do baterista Greyson Nekrutman teve papel decisivo nessa retomada criativa. De acordo com Andreas, o músico trouxe uma abordagem diferente, com forte influência do jazz e grande interesse pela música brasileira, o que acabou renovando a dinâmica interna do Sepultura. “A gente teve uma química tão foda com o Grayson que fez todo sentido”, declarou. Para Kisser, a presença do novo integrante ajudou a abrir caminhos inéditos para os arranjos e para a própria identidade sonora da banda nesse encerramento de trajetória.

Andreas também indicou que essa nova química não ficou restrita à execução técnica, mas influenciou diretamente a concepção musical do EP. Ao descrever Greyson como “um músico fenomenal, uma expressão fenomenal”, o guitarrista apontou que o entrosamento atual da banda criou uma ideia diferente para o Sepultura, ampliando possibilidades justamente em um momento que poderia ser apenas de retrospectiva. Em vez disso, a turnê de despedida acabou abrindo espaço para criação, risco e renovação.

Além do aspecto musical, Andreas associou o título The Cloud of Unknowing a uma reflexão contemporânea sobre tecnologia, espiritualidade e experiência real. Segundo ele, o nome faz referência a um movimento cristão medieval e dialoga com o momento atual, em que as pessoas muitas vezes confundem representação com vivência. Na visão do guitarrista, o novo trabalho propõe justamente um olhar mais direto e humano sobre a realidade, sem mediações artificiais.

Mesmo em clima de despedida, Andreas mostrou entusiasmo ao falar sobre o lançamento. Para ele, o EP representa não apenas mais um registro da história do Sepultura, mas também uma prova de que a banda permanece inquieta, relevante e artisticamente viva até seus últimos passos. “Pra mim, como músico, é o que eu mais amo, é um desafio”, afirmou. Kisser ainda resumiu o espírito do projeto com uma frase que sintetiza essa fase final: “Quando você consegue ter esse privilégio de exercer a arte por si própria, nós pegamos essa chance e fizemos”.

Mais informações no Instagram da Top Link Music: @toplinkmusic

Neural Wreck lança o aguardado single “Asylum Break”

Foto: Camila Ormond

A música é a primeira prévia do álbum de estreia da banda, Amidst the Ruins, que será lançado no dia 12 de junho

A banda paulista de thrash metal progressivo Neural Wreck está lançando nesta sexta-feira (17) o single “Asylum Break”. A música é a primeira prévia do álbum de estreia do grupo, Amidst the Ruins, que será lançado no dia 12 de junho.

Ouça “Asylum Break”: https://www.youtube.com/watch?v=qK6BISxq_Rg

Com uma sonoridade agressiva, a música trata da patologização dos sentimentos e da revolta contra a pressão imposta sobre cada um de nós para domesticar nossas subjetividades à serviço de uma ordem social cruel e ultrapassada. A temática socialmente carregada deve ser seguida no álbum, que trata de temas como autoritarismo, repressão social e a degradação do meio ambiente.

O trabalho situa o ouvinte em um contexto onde estruturas sociais arcaicas e projetos de poder destrutivos impedem que transformações necessárias para a libertação e sobrevivência da humanidade tomem forma. Com sete músicas inéditas e quatro regravações de faixas já lançadas, é um grito pela desobediência consciente, que se torna o único meio possível diante de uma realidade desconcertante muito maior do que qualquer ação individual.

História

Fundado em 2015, o quarteto de thrash metal progressivo é formado pelo guitarrista e vocalista JC Martins, pelo guitarrista Leandro Fração, pelo baixista Paulo Pedraza e pelo baterista Rick Borges. O primeiro lançamento foi o EP Mortal Obsession, de 2022, e o primeiro álbum de estúdio, Amidst the Ruins, está sendo preparado para lançamento no dia 12 de junho de 2026. 

Uma das finalistas da seletiva New Blood Bangers Open Air 2025, promovida pela KissFM, a banda segue com a agenda movimentada em 2026, com shows em festivais como o Metalcore Fest e o Nascente do Rock, além de outras apresentações. Com músicas que tratam tanto de temas sociais como de questões psicológicas, o grupo retoma as raízes suburbanas do heavy metal, onde o som agressivo e letras críticas ao sistema moral, político e econômico são capazes de expressar toda a angústia e revolta com a vivência cotidiana em um mundo incerto e desumano. 

Em meio a uma cena separada em nichos específicos e segregada em subgêneros, o Neural Wreck busca reconciliar o grotesco e o belo na música, mesclando em sua sonoridade elementos tanto do metal extremo quanto do metal melódico para construir à sua própria interpretação de thrash metal, sem se limitar a criar músicas somente dentro desse subgênero.

Siga a Neural Wreck nas redes sociais:
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Distraught aposta na força da performance ao vivo em estúdio no novo videoclipe “Aether and Truth Denied”

Créditos: Foto por Ricardo Silveira (@ric_silveira)

Banda investe em abordagem direta para destacar faixa do EP conceitual “inVolution”

A veterana banda gaúcha de thrash metal Distraught acaba de lançar o videoclipe de “Aether and Truth Denied”, registrado em formato de live rehearsal session no Black Stork Studio, em Porto Alegre (RS).

Após o lançamento de “Extermination of Mother Nature”, o grupo aposta agora em uma proposta mais direta e sem artifícios de grande produção. O vídeo captura a banda tocando ao vivo em estúdio, valorizando a execução e a intensidade que marcam sua identidade sonora.

A produção segue uma abordagem minimalista, utilizando apenas dois iPhones, o que reforça o caráter orgânico e cru da gravação. As filmagens ficaram a cargo de Marcos “Lagarto” Neuberger, com edição assinada pelo guitarrista Ricardo Silveira e mixagem de áudio realizada pelo baterista Thiago Caurio.

A faixa é introduzida por “Aether”, uma ambientação que, segundo Caurio, foi pensada para conduzir o ouvinte a um estado de imersão antes do impacto direto de “Truth Denied”.

No aspecto lírico, a música aborda a negação da realidade em um cenário marcado por desinformação e conflitos de narrativa, trazendo uma crítica direta à fragilidade da percepção humana diante do colapso social contemporâneo.

Assista “Aether and Truth Denied” em:
https://www.youtube/watch?v=ph0R0japs3k

O videoclipe integra o EP “inVolution”, lançado em julho de 2025. Com cinco faixas — cada uma representando um elemento da natureza (Terra, Água, Ar, Fogo e Éter) — o trabalho se apresenta como um manifesto sonoro contra a degradação ambiental e a involução humana. “Vivemos um processo de involução. A humanidade está retrocedendo em consciência, valores e respeito pela própria natureza”, afirma o vocalista André Meyer.

Ouça “inVolution” em https://show.co/i4QffjU

Gravado em Porto Alegre (RS), o EP teve guitarras, baixo e vocais registrados por Renato Osorio no Dry House Studio, com mixagem de Benhur Lima e arte assinada por Marcelo Vasco (Slayer, Kreator, Machine Head).

Com mais de 35 anos de carreira, a Distraught mantém sua relevância como um dos nomes mais consistentes do metal brasileiro, somando seis álbuns de estúdio, dois registros ao vivo e uma trajetória marcada por peso e identidade.

Siga a Distraught: @distraughtofficial
Sitehttps://www.distraught.com.br

5 to Rock: F1 e crossover com Hänz Hazard (Niki Lauda Firefighters)

Vocalista Hänz Hazard detalha influências da Fórmula 1 no nome e na estética de palco da banda Niki Lauda Firefighters

No 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, o vocalista alemão Hänz Hazard, da banda de thrashcore Niki Lauda Firefighters, que recentemente fez uma turnê pelo Brasil, falou sobre o nome, a estética no palco e a influência da Fórmula 1. Ele, inclusive, abordou o contraste entre o filme Rush (2013), que opõe Niki Lauda e James Hunt como símbolos de controle e velocidade na construção de um som rápido, cru e direto.

Hänz também falou sobre sua trajetória em outras bandas, como M.V.D. (Mundus Vult Decipi), Tankobot, e Reactory. Já a faixa “Tiktoks from the Trenches” puxa o debate sobre redes sociais e a banalização de temas como guerra e sofrimento.

Confira este episódio sem freio, entre atitude, crítica e velocidade em https://youtu.be/GtFZ5v6o42Q

Luiz Toffoli lança single “Shadows of a Man” e antecipa álbum solo “Beyond the Garden” com elenco de peso do metal brasileiro

Por Bruna Silveira

Single traz abordagem social em linguagem progressiva e reúne Alírio Netto (vocal), Felipe Andreoli (baixo), Pedro Tinello (bateria) e Vithor Moraes (teclados e orquestrações) em uma produção assinada pelo guitarrista e compositor brasileiro.

O guitarrista Luiz Toffoli acaba de lançar o single “Shadows of a Man”, composição de metal progressivo que abre caminho para o álbum “Beyond the Garden”, previsto para julho deste ano. A faixa marca mais um passo na consolidação de sua trajetória autoral e chega cercada por nomes de destaque da cena pesada brasileira, como Alírio Netto nos vocais, Felipe Andreoli no baixo, Pedro Tinello na bateria e Vithor Moraes nos teclados e orquestrações. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Adair Daufembach.

Assista o videoclipe de “Shadows of a Man”https://www.youtube.com/watch?v=w2rp_DfN-_8

Ouça nas plataformas digitaishttps://luiztoffoli.hearnow.com/shadows-of-a-man

Com temática voltada a questões sociais profundas, “Shadows of a Man” reforça a proposta artística de Toffoli, que atualmente conduz o projeto como carreira solo, embora tenha planos de transformá-lo em uma banda no futuro. “Atualmente este trabalho é uma carreira solo, mas tenho perspectiva que no futuro seja uma banda. Este sempre foi meu maior sonho de carreira”, afirma o músico.

A escolha dos convidados, segundo Luiz Toffoli, aconteceu de forma natural a partir da admiração que carrega por cada um deles. “A escolha foi fácil, pois todos estão entre meus maiores ídolos. Penso que da mesma forma que desejamos o melhor para qualquer coisa que façamos, eu queria os melhores para interpretar minhas músicas”, destaca. O resultado é uma faixa que une técnica, sensibilidade e uma sonoridade grandiosa, alinhada à proposta progressiva do trabalho.

Natural de Ourinhos/SP, Luiz Toffoli começou a estudar guitarra em 2008, aos 14 anos. Em 2012, fundou a banda Enigma Garden, nome que mais tarde, em 2023, seria reaproveitado no título de seu primeiro disco solo. Em 2020, mudou-se para Curitiba para cursar Composição e Regência na EMBAP. Já em 2023 e 2024, ampliou sua visibilidade ao realizar shows pelo Brasil com Angra, Symphony X e Kiko Loureiro, além de lançar o DVD “Live At Ópera de Arame”.

O lançamento de “Shadows of a Man” também chega acompanhado de videoclipe, reforçando o cuidado estético e conceitual do projeto. “Me sinto realizado pelo trabalho finalizado, por poder estar ao lado de grandes músicos e compartilhar minhas composições com os fãs que sempre me apoiaram”, diz Toffoli. O músico ainda faz um agradecimento especial à equipe responsável pelo material audiovisual: “Créditos a Caike Scheffer que fez um trabalho incrível na captação e edição das imagens.”

Além de apresentar o primeiro capítulo de “Beyond the Garden”, Luiz Toffoli já prepara a continuidade dessa nova fase. O segundo single, “Gates of Eternity”, será lançado em 8 de maio, ampliando a expectativa em torno do disco completo e confirmando a ambição artística de um trabalho pensado para firmar seu nome entre os novos destaques do metal progressivo brasileiro.

Por Caike Schaffer

Formação em “Shadows of a Man”
Luiz Toffoli – guitarra
Alírio Netto – vocal
Felipe Andreoli – baixo
Pedro Tinello – bateria
Vithor Moraes – teclados e orquestrações

Créditos de áudio
Luiz Toffoli – produção
Adair Daufembach – mixagem, masterização e coprodução

Créditos de vídeo
Scheffer Produções
Direção: Caike Scheffer
Câmeras: Caike Scheffer e Cayo Chaves Gomes
Edição: Gabriel Coelho e Gaby Vessoni

Mais sobre Luiz Toffoli:
Site Oficial – https://www.luiztoffoli.com/
Instagram – https://www.instagram.com/luiztoffoliofficial/
Facebook – https://www.facebook.com/luiztoffoliofficial

No More Death revela capa e repertório do novo álbum, ‘Last Caesar’

Crédito: Alan Luiz da Silva

“Last Caesar” traz atmosfera agressiva e sombria, conduzindo ouvinte a intensa viagem no tempo aos últimos anos da Era humana

O No More Death, projeto do vocalista e guitarrista Tiago Torres (ex-Mad Dragzter), apresenta a capa e o repertório do segundo álbum, “Last Caesar”, sucessor do debut “The Death Is Dead”, que foi bem recebido no cenário mundial e consolidou o nome do projeto entre os novos expoentes do thrash metal.

“Last Caesar” será uma continuação direta de “The Death Is Dead”, conduzindo o ouvinte a uma viagem no tempo até os últimos anos da Era humana. O debut representa o início das eras e da humanidade, enquanto o segundo trabalho explora seu período final, marcado por um cenário sombrio e de destruição. O novo disco apresenta uma sonoridade mais agressiva, sombria e técnica, com fortes influências de Slayer, Testament e Exodus, além da possibilidade de incluir elementos inesperados, como uma balada pesada.

Assim como “The Death Is Dead”, “Last Caesar” contará com coprodução de Demis Kohler, responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e gravação de todos os solos de guitarra. Já a arte de capa ficou a cargo de Jean Michel (DSNS Art), que já trabalhou para Metal Church, Queensrÿche, Michael Sweet e outros.

“Last Caesar” estará disponível nas plataformas digitais em julho, enquanto o CD físico será lançado em agosto simultaneamente no Brasil, de forma independente, e nos Estados Unidos e resto do mundo pela ROXX Records. Já o videoclipe pós-lançamento vai ser da faixa-título, “Last Caesar”.

Repertório:
I – Last Caesar
II – Apostasy
III – Fake Peace
IV – Merchants of Faith
V – 2077
VI – Coach from Hell
VII – Ear with an Awl
VIII – Pride, Destruction, Extinction

Conheça “The Death Is Dead” em https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7EJ6pr0QLxA2mR0B8c8uFZ

Lyric video de “The Death is Dead” em https://youtu.be/zg0Fg8JOl0c

Site: http://www.nomoredeath.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/nomoredeath77

E-mail: nmd@nomoredeath.com.br

LUFEH transforma exaustão emocional em força criativa no single “Overwhelmed”, faixa-título do novo álbum

Com sonoridade sofisticada, rock progressivo e forte carga sensível, a banda apresenta música que reflete sobre o esgotamento da vida contemporânea e antecipa a identidade do disco que será lançado em 29 de maio.

A banda LUFEH lança “Overwhelmed”, faixa-título de seu novo álbum, como uma síntese poderosa da proposta artística que conduz esta nova etapa da banda. Com uma sonoridade que equilibra densidade, técnica e apelo melódico, o grupo mergulha em temas ligados à sobrecarga emocional e mental, transformando inquietações do cotidiano em música de forte impacto. A formação do grupo reúne participação da vocalista Ginny Luke (violinos), com os integrantes Lufeh (bateria), Duca Tambasco (baixo e backing vocals), Deio Tambasco (guitarra e backing vocals) e Gera Penna (teclados e backing vocals), consolidando uma unidade musical marcada por experiência, entrosamento e abertura para novas texturas sonoras. O álbum Overwhelmed será lançado em 29 de maio de 2026.

Assista “Overwhelmed”https://www.youtube.com/watch?v=h2ZN21fSq0c

Ouça no Spotifyhttps://open.spotify.com/intl-pt/album/6wFFhvQXgtl2GVAC8IBF2r

Escrita por Deio Tambasco, “Overwhelmed” ganha personalidade logo nos primeiros instantes, com a introdução conduzida pelo violino de Ginny Luke, elemento que amplia o alcance emocional da faixa e ajuda a diferenciá-la dentro do repertório do disco. Lufeh destaca a importância dessa escolha para o resultado final da música. “Essa é a faixa-título do álbum, escrita pelo nosso guitarrista Deio Tambasco. O grande destaque aqui é o violino de Ginny Luke na introdução. Ter uma violinista conosco realmente transformou a música e a levou para um lugar único.”

No campo lírico, a composição se conecta de forma direta com a sensação de cansaço, aceleração e excesso que marca a vida contemporânea. A proposta da faixa é abordar o instante em que o corpo e a mente já não conseguem sustentar o mesmo ritmo, exigindo pausa, reflexão e retomada de equilíbrio. “Na letra, a canção aborda aquele ponto em que você sente que não consegue mais continuar correndo. Fala sobre ter ‘nós na cabeça’ e sentir uma ‘corrida de ratos superlotada’ dentro da alma por causa de tantas distrações da vida”, explica Lufeh. Na sequência, ele resume o núcleo da mensagem: “A mensagem principal é a necessidade de parar um instante para recarregar, respirar e desacelerar antes de perder o controle, porque o tempo está passando.”

“Overwhelmed” também funciona como uma espécie de eixo conceitual do trabalho. O álbum foi concebido a partir de uma abordagem mais madura de composição, já pensada em função das melodias vocais e da fluidez das canções, sem abrir mão da identidade progressiva da banda. Gravado no histórico Sunset Sound, em Los Angeles, o projeto reforça a intenção da LUFEH de ampliar sua linguagem musical com equilíbrio entre passagens técnicas, atmosfera emocional e acessibilidade. “Este álbum é resultado de muita dedicação, maturidade e da realização de um sonho. Gravar no histórico estúdio Sunset Sound, em Los Angeles, onde grandes nomes da música mundial registraram seus sucessos, foi uma experiência inesquecível”, afirma Lufeh.

A construção de Overwhelmed também reflete a longa convivência entre os integrantes e o modo colaborativo como a banda desenvolve suas ideias. O grupo buscou neste trabalho composições mais orgânicas, com temas marcantes, mais camadas vocais e arranjos pensados para valorizar tanto a complexidade quanto a experiência de escuta. O resultado é um disco que se propõe a dialogar com diferentes nuances do rock progressivo contemporâneo, preservando personalidade própria e reforçando a química entre músicos que já compartilham décadas de trajetória.

Tracklist de “Overwhelmed”
He Commands The Sun and The Stars
Breathe
Double Dip
Overwhelmed
Feels Like I’m A Ghost
Live The New Today
War of Emotions
End of the Tunnel

LUFEH nas redes sociais:
Instagram – https://www.instagram.com/lufehband/

Metalmorphose eterniza apresentação histórica no interior paulista

Foto: André Smirnoff

Registro de 2009 resgata show do Metalmorphose em Jundiaí, onde limitações técnicas deram lugar à energia, memória e conexão com fãs

Metalmorphose, banda pioneira do metal brasileiro, não está mais ativa, mas promove o lançamento de uma série de vídeos ao vivo em seu canal no YouTube. A proposta parte do conceito de arquivo documental, reunindo registros com valor histórico e sentimental. Em agosto de 2009, a banda carioca, então formada por Tavinho Godoy (vocal), Mario Sevciuc (guitarra), André Bighinzoli (baixo) e André Delacroix (bateria), vivia um momento de empolgação após retornar aos palcos em junho daquele ano, depois de 25 anos.

Em julho, André Bighinzoli foi a São Paulo e procurou o guitarrista Ricardo Micka Michaelis (Santuário, Naja, Extravaganza), idealizador do documentário Brasil Heavy Metal. Embora o material do filme já estivesse finalizado, surgiu a oportunidade de o Metalmorphose participar com a faixa “Luta” no CD. Micka também convidou a banda para um show de divulgação ao lado de Salário Mínimo e Volkana, no Heavy Rock Revival 4, produzido por Ricardo Batalha.

Para viabilizar a viagem, Bighinzoli conseguiu uma segunda apresentação no dia seguinte, em Jundiaí, no Metal Till Death. A chegada à cidade, após o show em São Paulo, foi marcada por baixa expectativa. No Bar do Bilé, a estrutura era limitada, com palco pequeno, som precário e sem iluminação adequada. Mesas de bilhar foram improvisadas para abrir espaço ao público e o baterista André Delacroix tocou sentado em um engradado de cerveja. “Quando perguntamos se o pessoal estava empolgado, a resposta de um cara na porta foi ‘o que sobrou tá aí'”, recorda Bighinzoli.

Apesar do cenário, a resposta foi surpreendente. O público presente demonstrou entusiasmo e cantou músicas antigas com intensidade, criando um ambiente de forte conexão. A banda, afiada, respondeu com uma apresentação energética. “O que me impressionou e me empolgou muito foi ver aquela galera cantando aquelas músicas que nunca tinham sido lançadas em CD. Tocamos material do Ultimatum (1985) e também da nossa demo de 86 que nunca tinha saído da gaveta. Você vê naquele vídeo que está todo mundo se divertindo muito, muitos sorrisos, muita energia boa. Até a Marielle Loyola (Volkana) estava lá curtindo”, conclui André Bighinzoli.

Confira o vídeo capturado por Rodrigo Poppe em https://youtu.be/3scL8OYWiHg

Fabio Caldeira lança versão de “My Guardian Angel”, do Place Vendome, para celebração dos 30 anos da Frontiers Records

Crédito da Foto: Mario David

Vocalista do Maestrick destaca convite da gravadora, soma novo marco internacional à trajetória recente e reforça fase de grande reconhecimento com “Espresso Della Vita: Lunare”, show no Bangers Open Air, estreia nos Estados Unidos no ProgPower USA e novas parcerias.

Fabio Caldeira, vocalista do Maestrick, acaba de apresentar sua versão para “My Guardian Angel”, em participação especial nas comemorações pelos 30 anos da Frontiers Records. O lançamento reforça o reconhecimento internacional ao trabalho do cantor brasileiro, convidado pela gravadora para interpretar uma música do Place Vendome, projeto que tem Michael Kiske, uma de suas maiores referências, nos vocais. A releitura chega em um momento particularmente simbólico da carreira de Fabio, que vem acumulando conquistas expressivas no Brasil e no exterior.

Ouça no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=S7S8t58wKwI

Ouça no Spotify: https://open.spotify.com/track/7eKaAfx0FtM2x4N4LZhKiW?si=sSyW1jiAQyCLsB-87l1GiQ

Sobre o convite, Fabio destaca“Tive a honra de ser convidado pela Frontiers Records, por conta do álbum de 30 anos da gravadora, a cantar uma música do Place Vendome, projeto que tem nos vocais um dos meus heróis, Michael Kiske! Espero que gostem!”. A participação ganha ainda mais peso por se somar a uma sequência de realizações que têm marcado um período especial em sua trajetória, incluindo o lançamento de Lunare pela própria Frontiers no ano passado, a apresentação no Bangers Open Air e a estreia do Maestrick nos Estados Unidos.

Esse contexto ajuda a dimensionar a relevância da atual fase vivida por Fabio Caldeira. Além da projeção internacional, o músico também recebeu reconhecimento em importantes votações especializadas. No portal internacional Progspace, ficou em sexto lugar entre os vocalistas, enquanto Lunare alcançou a quarta colocação. Já na tradicional votação da revista Roadie Crew, Fabio conquistou o terceiro lugar em duas categorias: vocalista e tecladista. O conjunto desses resultados reforça a força de uma trajetória que vem se consolidando com consistência, versatilidade e crescente visibilidade.

A nova versão de “My Guardian Angel” também dialoga com esse momento de expansão artística, que segue em movimento com outros trabalhos recentes, como o novo single do Confessori. Ao somar seu nome a uma celebração internacional da Frontiers Records e, ao mesmo tempo, colecionar marcos importantes em diferentes frentes, Fabio Caldeira reafirma 2025 e 2026 como um período decisivo de sua carreira, marcado por reconhecimento, projeção e por uma presença cada vez mais forte no cenário do rock e do metal progressivo.

Pré-Save do single com Ricardo Confessorihttps://onerpm.link/263176136148

Mais sobre Fabio Caldeirahttps://www.instagram.com/caldeiraverso/

Barba Rala lança álbum de estreia “Nos Tempos do Egoritmo” com reflexão sobre sociedade mediada por algoritmos

Foto: David Cardoso

A banda catarinense Barba Rala lançou de forma independente, nesta sexta-feira (10), o primeiro álbum de estúdio, “Nos Tempos do Egoritmo”, que transita entre o rock alternativo, progressivo, stoner e elementos de psicodelia.

Segundo o guitarrista e produtor Weskley San, o disco de onze faixas é uma reflexão sobre o comportamento humano em um mundo mediado por algoritmos, autoimagem e excesso de informação. O título “Nos Tempos do Egoritmo” parte de um jogo de palavras entre “ego” e “algoritmo”, indicando a proposta central do trabalho. “Em vez de apontar culpados, o álbum gira em torno de questionamentos sobre situações que a gente vive todos os dias, como a comparação constante, o olhar permanente sobre si e essa dificuldade de se sentir realmente presente”, afirma Weskley San. “Ao longo das onze faixas, o disco percorre diferentes facetas desse cenário com peso e groove, mas sem seguir uma única linguagem musical rígida. Cada música assume uma identidade própria, tanto em sonoridade quanto em abordagem, criando um contraste intencional que espelha essa sensação de viver tudo ao mesmo tempo, meio desconectado e em aceleração contínua”.

Ouça “O Show Vai Começar” 

Para a divulgação do disco, a banda escolheu a faixa “O Show Vai Começar”, que se utiliza de uma estética inspirada no universo circense para construir uma metáfora sobre a dinâmica social atual. De acordo com Weskley, a música propõe uma abordagem ambígua, ao sugerir que todos ocupam, de alguma forma, um lugar nesse espetáculo social.

Formada em 2017 na cidade de Santa Rosa do Sul (SC), com influências que vão de System of a Down a Charlie Brown Jr., a banda chega ao disco de estreia após anos de apresentações ao vivo e construção de identidade dentro da cena independente do rock brasileiro. Para o baixista Kauê, o lançamento não representa um início, mas o resultado de algo que já vinha sendo construído. “É o primeiro registro de estúdio de uma banda que já chega com anos de maturidade de palco, fazendo com que o disco soe mais como uma afirmação de identidade do que como um ponto de partida”, conclui.

Além de Weskley San na guitarra e Kauê no baixo, a Barba Rala é composta por João (voz e guitarra) e Luiz (bateria).

Ouça “Nos Tempos do Egoritmo” no seu tocador favorito:
https://offstep.link/197218428061

OZZY OSBOURNE: TRIBUTO HISTÓRICO TOMA O PALCO WAVES NO BANGERS OPEN AIR 2026

palco Waves do Bangers Open Air 2026 recebe no dia 25 de abril de 2026, às 17h10, um espetáculo especial dedicado a um dos maiores ícones da história do heavy metal: Ozzy Osbourne. O Ozzy Tribute promete uma apresentação intensa e fiel ao legado do “Príncipe das Trevas”, reunindo músicos de destaque da cena nacional em uma performance carregada de energia, técnica e reverência.

A banda base é formada por Amilcar Christófaro (bateria), Fernando Quesada (baixo), Yohan Kisser (guitarra), Matheus Schanoski (teclado) e Tomé, o nosso Ozzy brasileiro responsável pelos vocais no tributo, trazendo à vida os grandes clássicos de sua carreira solo. 

O show ganha ainda mais força com participações especiais de nomes consagrados do metal brasileiro, como Hugo Mariutti (Shaman), Jean Patton (Korzus), Rafaela Reoli (Malvada), Fran (Dona Fran), João Luiz (Golpe de Estado) e Mayara Puertas (Torture Squad), garantindo momentos únicos e colaborações inéditas no palco.

Mais do que um tributo, a apresentação será uma verdadeira celebração da obra de Ozzy Osbourne. Um encontro imperdível para fãs e para todos que reconhecem a importância histórica de um dos maiores frontmen de todos os tempos.

Os últimos ingressos para o Bangers Open Air estão disponíveis em:
https://www.clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026

Mais informações:
https://bangersopenair.com/

FERNANDA LIRA (CRYPTA) É DESTAQUE NO EPISÓDIO #9 DO PODCAST OFICIAL DO BANGERS OPEN AIR

No último episódio recebemos Aquiles Priester, um dos bateristas mais respeitados do cenário mundial

Podcast Oficial do Bangers Open Air chega ao seu nono episódio com mais um grande nome do metal: Fernanda Lira, vocalista e baixista da banda Crypta, que se apresentará no festival no dia 25 de abril.

Na conversa, Fernanda compartilha reflexões profundas sobre sua trajetória no cenário do metal, abordando a fluidez da fama e a importância de separar a persona artística da vida pessoal, um equilíbrio essencial para a longevidade na carreira e a preservação da saúde mental.

Fã do gênero desde a adolescência, ela comenta sobre a transição de admiradora para referência dentro da cena, destacando a responsabilidade que vem com seu papel como figura pública.

Outro ponto marcante do episódio é o impacto de sua trajetória na representatividade feminina no metal. Fernanda fala sobre como inspira outras mulheres a ocuparem espaços historicamente masculinos e relembra momentos emocionantes ao ver fãs se identificando com sua história, reforçando o poder do pertencimento dentro da música.

O episódio #9 estreia hoje (14/04), às 19h. Assista:
https://youtu.be/LtBZS0ig8gk

Bangers Open Air 2026 acontece nos dias 25 e 26 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Com uma curadoria que reúne grandes nomes e novas promessas do metal, o festival promete dois dias de experiências intensas e shows memoráveis.

Os últimos ingressos estão disponíveis:
https://www.clubedoingresso.com/evento/bangersopenairbrasil2026

Mais informações:
https://bangersopenair.com/

LUFEH lança single “He Commands The Sun and The Stars” e abre nova fase com o álbum “Overwhelmed”

Banda de rock progressivo fundada por brasileiros residentes em Los Angeles, nos Estados Unidos, antecipa single de álbum previsto para 29 de maio e apresenta faixa que combina complexidade rítmica, peso e forte apelo melódico com participação de Ginny Luke.

A banda LUFEH inicia um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de “He Commands The Sun and The Stars”, primeiro single do álbum Overwhelmed, que chega em 29 de maio de 2026 em lançamento independente com distribuição pela DistroKid. Sediada em Los Angeles, nos Estados Unidos, e dedicada a uma fusão de rock progressivo, metal e influências de jazz, a banda é formada por Ginny Luke (vocal), Lufeh (bateria) Duca Tambasco (baixo e backing vocals), Deio Tambasco (guitarra e backing vocals) e Gera Penna (teclados e backing vocals).

Assista ao vídeo de “He Commands The Sun and The Stars”https://www.youtube.com/watch?v=l0WG8j9ovlU

Ouça no Spotifyhttps://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZsZIqkJpWUAfb9LLBLirw

Faixa de abertura de Overwhelmed, “He Commands The Sun and The Stars” é destacada pela própria banda como uma das composições mais fortes do repertório. A letra aborda a figura de um homem poderoso, capaz de comandar o sol e as estrelas, mas que passa a ser questionado justamente pela multidão que o idolatra.

Lufeh explica sobre o single a nova fase da banda:

“Essa nova fase da LUFEH nasce de uma evolução natural da banda, agora mais madura, mais entrosada e compondo já com as vozes em mente, algo diferente do que aconteceu no primeiro álbum. A entrada do guitarrista Deio Tambasco também foi fundamental para direcionar o grupo a um novo caminho.”

O single funciona como cartão de visitas de um álbum que busca consolidar a evolução sonora da LUFEH. Gravado no histórico Sunset Sound, em Los Angeles, Overwhelmed foi produzido por Gera Penna e conta com mixagem e masterização de Adair Daufembach. O trabalho reúne canções impactantes, baladas pesadas, passagens com pedal duplo e solos de guitarra, baixo e teclado, sempre em equilíbrio com a interpretação de Ginny Luke.

A participação de Ginny Luke é um dos elementos centrais desta nova fase. Após testar quatro cantores diferentes, o grupo definiu Ginny como nova vocalista convidada. Além da voz, ela também contribui com violino em faixas do disco, ampliando o alcance estético do trabalho e adicionando novas texturas ao som da LUFEH.

Overwhelmed será o segundo álbum de estúdio da banda e sucede Luggage Falling Down, lançado em 2020. Desde então, a LUFEH vem sendo reconhecida por unir refinamento técnico, intensidade e senso melódico em uma linguagem própria. Agora, com “He Commands The Sun and The Stars”, o grupo apresenta a primeira amostra de um disco de oito faixas que pretende aprofundar essa identidade e reafirmar a força criativa de uma formação construída a partir de décadas de convivência musical.

Tracklist de “Overwhelmed”:
He Commands The Sun and The Stars
Breathe
Double Dip
Overwhelmed
Feels Like I’m A Ghost
Live The New Today
War of Emotions
End of the Tunnel

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Angra faz história e é capa da revista Bilboard Brasil

Pela primeira vez, uma banda brasileira de heavy metal é destaque na conceituada revista Bilboard Brasil. No dia 26 de abril, em São Paulo, no Bangers Open Air, o Angra sobe ao palco com três formações, três eras e décadas de história em um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória.

O Angra vive um capítulo histórico em sua carreira. Em matéria assinada pelo respeitado jornalista Sergio Martins para a Billboard Brasil, a banda se prepara para encerrar o Bangers Open Air, em São Paulo, no próximo dia 26 de abril, tornando-se a primeira banda brasileira a fechar o festival. O feito marca não apenas um reconhecimento à importância do grupo para o metal nacional, mas também celebra um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória.

Leia a matériahttps://billboard.com.br/grande-familia-angra-billboard-brasil/

No palco, o público verá uma apresentação inédita, reunindo três formações, três eras e três décadas de um legado construído com intensidade, talento e reinvenção. Ao longo dos anos, o Angra atravessou rupturas, reconciliações e renascimentos, consolidando-se como uma das bandas mais importantes da história do metal brasileiro e latino-americano.

A nova capa da Billboard Brasil mergulha nos bastidores desse encontro histórico, revelando detalhes da reaproximação entre antigos e novos integrantes. Entre os momentos que ajudaram a construir essa reunião estão o churrasco que aproximou diferentes gerações da banda, as conversas que selaram a paz após anos de distanciamento, além dos movimentos recentes que redesenharam o presente do grupo, como a saída de Fabio Lione e a chegada de Alírio Netto.

Mais do que um show especial, a apresentação no Bangers Open Air simboliza a força de uma banda que soube transformar desafios em permanência. Ao costurar passado, presente e futuro diante de um público que acompanhou cada fase de sua jornada, o Angra reafirma sua posição como uma verdadeira fênix do metal.

O encontro no festival também aponta para novos caminhos. Em um momento de celebração, reencontros e renovação, o Angra mostra que sua história continua em movimento e que o legado construído ao longo de décadas ainda tem muitos capítulos a escrever.

Texto: @smartinz15
Design da capa: @eduardopignata
Fotos: @marcoshermes