O Sonata Arctica, um dos nomes mais respeitados do metal mundial, retorna ao Brasil no dia 03 de outubro de 2026 com a aguardada “30th Anniversary Tour”, que celebra seus 30 anos de carreira. A turnê passará por duas cidades brasileiras e percorrerá diversos países da América Latina, prometendo apresentações emocionantes e um repertório especial com os maiores clássicos de sua trajetória.
Formado em 1996 na cidade de Kemi, na Finlândia, inicialmente sob o nome Tricky Beans, o grupo rapidamente evoluiu seu som em direção ao power metal e adotou o nome Sonata Arctica em 1999. O álbum de estreia, Ecliptica, tornou-se um marco do gênero ao apresentar uma combinação única de metal melódico, teclados marcantes e vocais poderosos.
“Gravamos nossa primeira demo e, quando o Stratovarius se tornou grande na Finlândia, isso também atraiu atenção para nós. A partir de então, ficou mais fácil conseguir um contrato com uma gravadora, porque os selos passaram a procurar bandas do gênero”, relembra o vocalista Tony Kakko em entrevista à revista Roadie Crew.
Ao longo de sua carreira, o Sonata Arctica consolidou uma base de fãs global e conquistou aclamação internacional com álbuns fundamentais como Silence (2001) e Winterheart’s Guild (2003), que inclui o clássico “Victoria’s Secret”. Completam a formação atual Elias Viljanen (guitarra), Pasi Kauppinen (baixo), Tommy Portimo (bateria) e Henrik Klingenberg (teclado).
Reconhecida por suas performances intensas e emocionantes, a banda construiu uma reputação sólida nos palcos ao redor do mundo. No Brasil, onde se apresenta desde 2002, o grupo mantém uma relação especial com o público. “A experiência de tocar no Brasil é algo único, não existe nada igual no mundo. A recepção é fantástica, os fãs são extremamente calorosos”, afirma Kakko.
A nova turnê celebra três décadas de uma trajetória marcada por evolução musical, consistência artística e uma conexão única com os fãs, reafirmando o Sonata Arctica como um dos grandes nomes do power metal mundial.
SERVIÇO – SÃO PAULO
Data: Sábado, 03 de outubro de 2026 Local: Audio Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca – São Paulo – SP Abertura da casa: 19h00 Banda de abertura: NOTURNALL Classificação etária: 16 anos
Ingressos: Pista: a partir de R$ 180,00 + taxas Pista Premium: a partir de R$ 340,00 + taxas Mezanino: a partir de R$ 300,00 + taxas Valores sujeitos a alteração conforme virada de lote
A turnê mundial de 2026 marca uma das fases mais ambiciosas e expansivas da carreira do Amorphis, impulsionada pelo impacto criativo de Borderland, lançado em 2025. O álbum, celebrado por sua fusão de metal melódico, paisagens progressivas e temas inspirados no folclore nórdico, consolidou uma nova etapa artística para a banda e abriu caminho para uma rota internacional que atravessa continentes, reforçando o momento de ascensão vivido pelo grupo.
O itinerário inclui presença destacada nos principais festivais europeus, uma série de apresentações no Japão durante o outono e a primeira turnê australiana em mais de uma década — um reencontro muito aguardado tanto pela banda quanto pelos fãs locais. Concebida para traduzir o universo de Borderland para o palco, a turnê aposta em uma experiência ao vivo imersiva, com ambientações visuais inspiradas em mitologia, natureza e melancolia nórdica, além de setlists que equilibram clássicos da carreira com as composições mais recentes e arranjos expandidos que reforçam a identidade sonora atual do Amorphis.
A relação do Amorphis com o Brasil é especialmente forte e construída ao longo de décadas. O país se tornou um dos mercados mais receptivos ao metal melódico e progressivo da banda, que aparece com frequência em festivais nacionais e mantém presença constante na imprensa especializada. A afinidade musical com o público brasileiro, somada às turnês regulares e à resposta calorosa dos fãs, consolidou o Brasil como um dos destinos mais importantes para o grupo na América do Sul. Essa conexão se reflete tanto na energia dos shows quanto na fidelidade do público, que acompanha a banda desde os primeiros anos de sua trajetória.
Dentro da rota sul-americana, o Amorphis fará três apresentações no Brasil em outubro de 2026, reforçando essa relação histórica com os fãs locais. As datas são: 15 de outubro em Curitiba (Tork n’ Roll), 17 de outubro em Belo Horizonte (Mister Rock) e 18 de outubro em São Paulo (Carioca Club). Esses shows integram um dos trechos mais aguardados da turnê e prometem entregar ao público brasileiro a atmosfera completa de Borderland, combinando peso, melodia e a estética nórdica que se tornou marca registrada da banda.
Com essa agenda global, o Amorphis reafirma sua relevância no cenário do metal contemporâneo e celebra uma fase criativa especialmente fértil. A turnê de 2026 não apenas amplia o alcance de Borderland, mas também fortalece o vínculo da banda com fãs de diferentes gerações e regiões do mundo, consolidando um capítulo importante em sua trajetória.
Confira o serviço completo para os shows do Amorphis:
SERVIÇO – AMORPHIS – CURITIBA Data: 15 de outubro de 2026 (quinta-feira) Local: Tork n’ Roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba/PR) Abertura dos portões: 19h Realização: Bangers Open Air Produção: Honorsounds Ingressos disponíveis em:https://www.clubedoingresso.com/evento/amorphis-curitiba
SERVIÇO – AMORPHIS – BELO HORIZONTE Data: 17 de outubro de 2026 (sábado) Local: Mister Rock (Av. Teresa Cristina, 295 – Prado, Belo Horizonte/MG) Abertura dos portões: 19h Realização: Bangers Open Air Produção: Honorsounds Ingressos disponíveis em: https://www.clubedoingresso.com/evento/amorphis-belohorizonte
SERVIÇO – AMORPHIS – SÃO PAULO Data: 18 de outubro de 2026 (domingo) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SP) Abertura dos portões: 19h Realização: Bangers Open Air Produção: Honorsounds Ingressos disponíveis em: https://www.clubedoingresso.com/evento/amorphis-saopaulo
O Chuengue Project lançou nesta quinta-feira (17) “Névoa-Nada Live Session”, EP ao vivo com quatro faixas que revisita o primeiro trabalho do grupo e, ao mesmo tempo, aponta para seu próximo capítulo. Gravado ao vivo na Urca, no Rio de Janeiro, o lançamento independente reúne três músicas do EP de estreia, “Névoa-Nada” (2025), e a inédita “Clara e Eu”, que fará parte do próximo álbum de estúdio da banda, “Carta Ambiente”, previsto para o início de 2027.
Para o vocalista e guitarrista Samuel Chuengue, o novo EP funciona como uma espécie de ponte entre esses dois momentos. “Mais do que registrar um show, a Live Session documenta a transição entre dois momentos criativos do Chuengue Project: revisita o universo de Névoa/Nada enquanto apresenta, pela primeira vez, os caminhos que serão explorados em Carta Ambiente.”
A faixa de destaque, “Clara e Eu”, é a terceira do EP e marca a primeira amostra do próximo disco. A canção é descrita por Samuel como “uma epifania do instante” e explora a expansão do tempo, da cidade e da memória antes do retorno à realidade. “Entre guitarras delicadamente texturizadas, baixo pulsante, bateria marcante e uma interpretação contida, a faixa combina a energia do rock clássico com a estética indie e lo-fi, criando uma atmosfera acolhedora e inquietante”, avalia o músico.
Assista “Névoa-Nada Live Session” na íntegra
Além de Samuel Chuengue, a formação atual da banda é composta por Dony Von (guitarra), Robson Riva (bateria) e Hugo Noguchi (baixo), responsável pela direção musical, mixagem e masterização do “Névoa-Nada Live Session”.
Formado em 2024, o Chuengue Project reúne músicos que atuam ou atuaram em projetos de destaque da música brasileira, como Matanza, BNegão & Seletores de Frequência e Ventre.
“Névoa-Nada Live Session” já está disponível nas principais plataformas digitais, incluindo um registro audiovisual no YouTube, dirigido por Lucas Rangel e Pedro Knoll.
Mortom celebra 20 anos com Vinil 7” e K7 limitados, reunindo músicas inéditas e releituras do thrash
A banda Mortom comemora 20 anos de trajetória em 2026 com o lançamento de um vinil 7″ e uma fita K7 comemorativa, ambos em edições limitadas para colecionadores e fãs do metal. Formada em 2006, em Betim (MG), a banda mantém suas raízes no thrash metal clássico dos anos 1980, incorporando também elementos de crossover e hardcore à sonoridade.
O vinil reúne “Fear Blood Tears”, uma das primeiras composições de Flávio Amaral, único integrante remanescente da formação original, em uma nova e mais brutal versão, e “Wretched World”, última composição da atual formação, que conta com Flávio Amaral (vocal e baixo), Dieno Barbosa (guitarra) e Guilherme Leopoldino (bateria). Já a K7 traz oito faixas, sendo quatro inéditas e quatro remasterizadas. O projeto foi contemplado pela Lei de Fomento à Cultura Municipal Noemi Gontijo, de Betim.
“Wretched World” apresenta uma reflexão crítica sobre falsas promessas de salvação, relações de poder, disseminação do medo, guerras e o impacto das notícias falsas e do consumo excessivo de conteúdo superficial nas redes. Musicalmente, combina referências do thrash oitentista com elementos de metal moderno e conta com Fernando Lima, do Drowned, nos backing vocals, e Willer Mardey, de Excoria e Sturzen, no baixo.
Além dos lançamentos físicos, a banda prepara para 26 de novembro o lançamento de um disco completo nos serviços de streaming, com nove faixas, sendo quatro inéditas e cinco remasterizadas. As gravações foram produzidas pela banda e Rodrigo Lourenço, responsável também pela gravação, mixagem, masterização e remasterização. As cópias do vinil e, principalmente, da K7 são limitadas e estão sendo distribuídas diretamente pela banda.
Com formação renovada, banda paranaense transforma duas décadas de trajetória em um trabalho agressivo sobre colapso social, tecnologia, conflitos e resistência
A banda paranaense Embrio celebra duas décadas de trajetória com o lançamento de Collapse, novo EP que chega hoje às plataformas digitais. Mais do que um registro comemorativo, o trabalho representa um novo capítulo para o grupo, que apresenta sua formação atual e reafirma uma das principais características de sua identidade: transformar questões humanas e sociais em música pesada, agressiva e carregada de tensão.
Formado atualmente por Emerson Pereira (vocal), Bruno Heleno (guitarra/vocal), João Matzenbacher (baixo) e Lucas Nascimento (bateria), o Embrio utiliza Collapse para marcar uma nova fase sem recorrer à nostalgia. Ao contrário, as quatro faixas do EP — “Alive-26”, “Drones”, com participação especial de Ales Riedel (Crippled Fingers) nos vocais, “Why?” e “Ruínas” — foram concebidas como um retrato do presente, abordando conflitos que atravessam a sociedade contemporânea e, ao mesmo tempo, alcançam a dimensão individual.
A chegada de João Matzenbacher ao baixo é outro elemento importante dessa nova etapa. Ao lado de Emerson, Bruno e Lucas, o músico passa a integrar a formação responsável por apresentar o Embrio em seu 20º aniversário. Entretanto, a mudança de integrantes não representa uma ruptura com o passado. Pelo contrário, Collapse preserva a essência temática da banda enquanto amplia sua perspectiva sobre o mundo atual.
O conceito de Collapse se desenvolve ao longo das quatro faixas, partindo da destruição da humanidade em “Alive-26”, passando pela guerra moderna e pelo uso da tecnologia como arma em “Drones”, questionando a repetição dos erros humanos em “Why?” e chegando ao universo pessoal de “Ruínas”, cantada em português. Juntas, as músicas conectam questões como ódio, violência, guerra, poder e perda de valores aos conflitos internos do indivíduo, construindo uma narrativa sobre colapso, sobrevivência e a necessidade de permanecer de pé diante do caos.
Collapse tem arte de capa desenvolvida por Fábio Meneses (@inkcreations_artwork), produção pela própria banda, e mixagem/masterização por Bruno Heleno.
A escolha de lançar o trabalho durante as comemorações dos 20 anos do Embrio reforça essa perspectiva. Em vez de revisitar simplesmente sua história, a banda utiliza o aniversário como ponto de partida para olhar adiante. A formação renovada e a produção de Collapse simbolizam justamente essa disposição de continuar avançando, mantendo os temas que sempre fizeram parte da identidade do grupo, mas observando-os a partir das contradições do presente.
Collapse é, portanto, um trabalho sobre destruição, sobrevivência e enfrentamento. O EP parte de questões coletivas para chegar ao indivíduo e transforma inquietações contemporâneas em quatro faixas que se complementam conceitualmente. Ao completar 20 anos, o Embrio não olha apenas para o caminho percorrido: coloca o presente sob análise e questiona até onde a humanidade pode avançar antes de destruir aquilo que ela própria criou.
Com lançamento marcado para 18 de setembro de 2026 em todas plataformas digitais e algumas poucas em formato físico, Collapse consolida uma nova etapa para o Embrio e apresenta uma banda disposta a transformar sua experiência acumulada em um trabalho atual, direto e conceitualmente coeso.
Matanza Ritual comanda noite no dia 18 de dezembro, no Rio de Janeiro, ao lado de Gangrena Vodu e Catiça
O Circo Voador recebe, no dia 18 de dezembro, uma noite dedicada ao peso sem concessões. O Matanza Ritual Fest desembarca na Lapa reunindo Matanza Ritual, Gangrena Vodu e Catiça em um encontro que conecta nomes experientes, novas forças da cena e diferentes maneiras de levar o rock pesado brasileiro ao limite.
À frente do festival, o Matanza Ritual chega ao Rio em um momento de intensa atividade. Formado por Jimmy London no vocal, Felipe Andreoli no baixo, Antônio Araújo na guitarra e Amílcar Christófaro na bateria, o quarteto leva ao palco a combinação de metal, hardcore, thrash e a conhecida veia de humor ácido associada à trajetória de seus integrantes.
Jimmy London fala sobre o festival:
“Matanza Ritual fest é meu momento abrir a casa pra geral. Tô convidando geral pra essa festa de Natal degenerada na minha humilde residência, então não se façam de roçados e venham!”
O repertório passa pelo álbum “A Vingança é Meu Motor”, primeiro trabalho de estúdio do Matanza Ritual, lançado em 2025, ao mesmo tempo em que preserva a conexão de Jimmy London com canções que marcaram sua história no Matanza. A proposta é menos a de olhar para trás e mais a de transformar essa bagagem em um show de impacto, apoiado na experiência de quatro músicos com longa trajetória dentro da música pesada nacional.
No Rio, o festival ganha ainda um encontro especialmente simbólico com a Gangrena Vodu, grupo surgido na cidade em 1990 e responsável por uma das propostas mais singulares do underground brasileiro. Autodefinida como Saravá Metal, a banda combina metal e hardcore com percussões, referências e elementos ligados às religiões de matriz africana, além de uma performance teatral que faz do show parte fundamental de sua identidade. Em 2026, a Gangrena aprofundou esse universo com o EP “Ruas & Cemitérios”, trabalho centrado em cantos e percussões e inspirado em referências da Umbanda, da Quimbanda, do Catimbó, da Jurema Sagrada e das manifestações ligadas ao Povo de Rua. O lançamento reforça uma trajetória que há mais de três décadas transforma elementos da cultura popular e religiosa brasileira em matéria-prima para música extrema.
Quem abre a noite é a Catiça, representante de uma geração bem mais recente. Formada em 2024, em Londrina, no Paraná, a banda mistura punk, metal e noise em músicas curtas, riffs urgentes e vocais rasgados. Com letras marcadas por crítica, regionalismo e deboche, o quarteto vem construindo espaço na cena independente a partir de apresentações de forte caráter visceral. A formação reúne Nobu nos vocais, Dedé no baixo, Wiu na guitarra e Jordão na bateria. Depois de dois EPs e um álbum, a Catiça prepara o segundo disco, “Cereja de Xuxu”, apontado pela própria banda como o início de uma fase mais pesada de sua sonoridade.
Ao colocar as três bandas na mesma noite, o Matanza Ritual Fest constrói um recorte pouco comportado do rock pesado nacional: de um lado, a experiência e a estrada do Matanza Ritual; de outro, a identidade radical e ritualística da Gangrena Vodu; e, abrindo os trabalhos, a urgência de uma banda que ainda escreve seus primeiros capítulos.
No dia 18 de dezembro, a Lapa vira o ponto de encontro dessas três vertentes. O resultado promete ser menos uma sequência convencional de shows e mais uma noite de volume alto, energia física e personalidade — exatamente o tipo de combinação para a qual o palco do Circo Voador foi feito.
Um festival construído de dentro da cena
O Matanza Ritual Fest dá continuidade a uma história que começou ainda nos tempos do Matanza. O projeto surgiu em 2012 com a proposta de criar um festival organizado a partir da própria banda, reunindo artistas de diferentes vertentes da música pesada e adaptando as escalações a cada cidade. Naquele mesmo ano, o evento chegou ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, com Matanza, Gangrena Gasosa, Confronto e Lacerated and Carbonized.
A ideia ganhou uma nova etapa em 2023, já sob o nome Matanza Ritual Fest. A primeira edição dessa fase aconteceu na Audio, em São Paulo, reunindo Matanza Ritual, Crypta, Black Pantera e Malvada. No ano seguinte, o projeto ampliou seu alcance e assumiu novamente um formato itinerante, com datas programadas em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Ao falar sobre a iniciativa naquele período, Jimmy London destacou justamente o caráter independente do festival e o envolvimento direto da banda em sua concepção, gestão e realização, definindo o projeto como um dos mais importantes de sua trajetória.
A curadoria também se tornou uma característica do evento. Em vez de trabalhar apenas com bandas de uma mesma vertente, o Matanza Ritual Fest passou a aproximar diferentes gerações e linguagens do rock pesado brasileiro. Nos últimos anos, passaram por suas escalações nomes como Crypta, Black Pantera, Malvada, Ratos de Porão, Pavilhão 9 e Allen Key. A edição realizada em março de 2025, em São Paulo, também marcou o lançamento ao vivo de “A Vingança é Meu Motor”, primeiro álbum do Matanza Ritual, reforçando o festival como uma plataforma para momentos importantes da trajetória do próprio grupo e para o encontro com outras cenas.
Serviço — Matanza Ritual Fest
Data: 18 de dezembro de 2026, sexta-feira Local: Circo Voador — Rua dos Arcos, s/nº, Lapa, Rio de Janeiro Abertura da casa: 20h Catiça: 20h30 Gangrena Vodu: 21h40 Matanza Ritual: 23h Ingressos: Eventim Realização: Top Link Music
Os irmãos D’Angelo retornam ao país após 7 anos com nova formação e uma trajetória internacional consolidada
O Claustrofobia, uma das mais respeitadas forças independentes do metal brasileiro, é uma das atrações confirmadas do Bangers Open Air 2027, marcando o aguardado retorno da banda aos palcos nacionais após sete anos.
Com mais de três décadas de história, sete álbuns de estúdio, participação no Rock in Rio 2019 e uma carreira internacional construída na estrada, o Claustrofobia chega ao festival trazendo toda a experiência e a intensidade acumuladas durante seus anos de atuação no Brasil, Europa e Estados Unidos.
Formado em 1994 pelos irmãos Marcus e Caio D’Angelo, o Claustrofobia sempre fez da independência, da força ao vivo e da identidade própria suas principais marcas. Partindo de uma combinação explosiva de thrash metal, death metal e hardcore, a banda construiu uma trajetória marcada por álbuns como “Claustrofobia” (2000), “Thrasher” (2002), “Fulminant” (2005), “I See Red” (2009), “Peste” (2011), “Download Hatred” (2016) e “Unleeched” (2022), centenas de shows e turnês, conquistando espaço no underground brasileiro e posteriormente expandindo sua carreira para o mercado internacional.
Entre os momentos mais marcantes dessa trajetória está o ano de 2019, quando se apresentou no Rock in Rio e, no mesmo período, foi escolhido para abrir o último show do Slayer em São Paulo, após uma mobilização dos próprios fãs.
Em janeiro de 2020, a banda realizou seus últimos shows no Brasil antes de concentrar suas atividades nos Estados Unidos. Estabelecido em Las Vegas, o grupo passou a construir uma nova fase de sua carreira, ampliando sua presença no circuito norte-americano por meio de turnês, lançamentos e apresentações ao lado de importantes nomes do metal mundial.
A experiência internacional ganhou ainda mais força com o lançamento de ‘Unleeched’, sétimo álbum de estúdio, gravado nos Estados Unidos, com participação especial de Marc Rizzo, ex-Soulfly e Cavalera Conspiracy. Ouça ‘Unleeched’ AQUI!
Nos anos seguintes, o grupo intensificou sua agenda de shows, excursionando ao lado de Exciter, Exmortus, Generation Kill, Hatriot e Crypta. Em 2024, viveu outro momento de grande destaque ao integrar a etapa norte-americana da turnê de despedida do Sepultura, ao lado de Obituary e Agnostic Front.
Em 2027, o Claustrofobia finalmente reencontrará o público brasileiro. Com uma nova formação, uma trajetória internacional consolidada e trabalhando em seu aguardado oitavo álbum de estúdio, retorna ao país para uma apresentação no Bangers Open Air 2027 que promete reunir passado, presente e futuro em uma única explosão de peso, energia e atitude.
Além da passagem pelo Bangers Open Air 2027, a banda está com agenda aberta e pretende realizar shows pelo país. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail contact@claustrofobia.com.br. É, o chamado “Metal Maloka” vai se reencontrar com os brasileiros!
CLAUSTROFOBIA – Stronger Than Faith (OFFICIAL VIDEO)
Texto e Fotos por Eduardo Carvalho Assessoria de imprensa: Thiago Rahal Mauro (TRM Press)
Como fazer 35 anos de carreira caberem em apenas três horas? Praticamente impossível. Talvez esse tenha sido, desde o princípio, o delicioso problema da noite de 15 de agosto de 2026. Quando a trajetória atravessa Mitrium, Venus, Symbols, Angra, Almah e uma carreira solo já extensa, qualquer setlist será também uma coleção de escolhas e renúncias. Para cada música tocada, outra ficará pedindo passagem. Foi nesse território, entre aquilo que coube e tudo que inevitavelmente ficou de fora, que Edu Falaschi colocou sua história diante do público reunido no Tokio Marine Hall, em São Paulo.
Fotos por Eduardo Carvalho
A melhor maneira de olhar para esse show talvez não seja buscar uma retrospectiva perfeita. Foi mais interessante enxergá-lo como um álbum de fotografias aberto em movimento: algumas páginas amareladas, outras ainda recém-impressas. O mérito maior da noite foi justamente provar que Edu não vive apenas do que já construiu. Há passado em abundância, mas o presente também quer espaço.
Antes do primeiro Edu, outro Falaschi
Às 19h45, o sobrenome já estava no palco, mas era Tito. A semelhança timbrística entre os irmãos aparece imediatamente. Tito também impressiona pelo alcance vocal, mas permanecer somente na comparação seria injusto. Multi-instrumentista, produtor e engenheiro de áudio, ele se apresentou com baixo nas mãos, palhetas e dedos trabalhando forte e muita personalidade, divulgando o recém-lançado segundo álbum, Time to Move On, além de antecipar novas datas para a turnê.
O repertório passeou pelo heavy metal e hard rock com forte atenção à melodia. A influência de Tears for Fears e Pink Floyd (bandas que já teve bandas tributo, inclusive) ajuda a explicar essa amplitude, enquanto The Evil That Men Do, do Iron Maiden, serviu de ponte imediata com o público. Tito saiu do palco deixando algo mais interessante do que uma simples boa impressão: curiosidade para descobrir onde termina a semelhança entre os irmãos e começa sua assinatura pessoal.
Setlist de Tito Falaschi
Fight for Freedom
Mirror
The World Is Falling
War
Leave It All Behind
Time to Move On
The Evil That Men Do (Iron Maiden)
O disparo que demorou a acontecer
Por volta das 21h10, a silhueta de Marcus Cézar surgiu na percussão e a produção visual revelou sua escala. Luzes, efeitos e pirotecnia preparavam terreno para Watchers of the Light. O curioso é que, para uma celebração de 35 anos, eu esperava que a primeira música funcionasse como um disparo. Não funcionou. A pirotecnia explodia mais do que o público. A banda estava precisa, mas a reação diante do palco parecia contida. Não é uma música ruim; apenas não me pareceu a melhor escolha para ser a porta de entrada da noite.
Ego Painted Grey começou a mudar a temperatura. Raphael Dafras abriu a passagem com um baixo que faz parte da identidade da música, trazendo de volta o injustamente esquecido Aurora Consurgens. É também uma composição muito adequada à voz atual de Edu: menos dependente de extremos agudos, permite peso, interpretação e corpo. Esse ponto se repetiria mais tarde em A Monster in Her Eyes e Arising Thunder, músicas que hoje parecem envelhecer junto com quem as canta, em vez de exigir que ele dispute constantemente com a própria juventude.
Escavando a própria história
A celebração ganhou verdadeiro sentido quando o palco começou a abrir gavetas menos óbvias. Em Eyes in Flames, o período do Symbols retornou com Demian Tiguez e Tito Falaschi. As vozes dos irmãos têm parentesco, mas não são duplicatas; justamente essa pequena distância entre elas produz o efeito mais bonito. Tito sobe com segurança, Edu ocupa outra região, e os dois se encontram no meio. Por alguns minutos, os 35 anos deixaram de ser conceito e viraram presença.
Echoes of Vows trouxe uma balada que inicia delicada, com Edu ao violão e bolhas de sabão (!!!) atravessando a luz, mas cresce até alcançar aquela escala grandiosa típica de sua escrita. Victor Franco sustenta um tema de guitarra memorável. No final, Edu deixa escapar os primeiros acordes de Tears of the Dragon, de Bruce Dickinson. Pequena piscadela, grande recompensa para quem reconheceu.
Fotos por Eduardo Carvalho
Foi em Running Alone que público e palco pareceram finalmente ocupar o mesmo lugar. A reação veio quase em uníssono. Também foi um dos momentos em que Edu caminhou mais antes de começar a cantar, antes de retornar ao centro e ao teleprompter. É impossível ignorar esse recurso na performance atual: depois de tudo que enfrentou com a voz, utilizar o apoio do monitor parece funcionar como porto seguro. As letras estão ali, o olhar volta constantemente para a tela e o corpo se desloca menos. Talvez seja o preço de uma administração vocal mais segura. É compreensível, embora reduza a liberdade cênica que marcou outras fases de sua carreira.
Eyes of Time, do Mitrium, justificou por si só a existência de uma turnê comemorativa. Edu contou que não a executava desde 1994, quando o grupo abriu para o Angra na época de Angels Cry. A composição mostra um Falaschi ainda em formação: mais bruto, quase punk em alguns momentos, misturado a um hard rock que lembra Skid Row. Não há ainda a grandiloquência que viria depois, e justamente por isso ela merece ser ouvida. Biografia também é feita do tempo em que um artista ainda procurava sua própria linguagem.
Fotos por Eduardo Carvalho
As escolhas que funcionaram e as que pediam outra ordem
Lease of Life trouxe duas impressões simultaneamente verdadeiras: é uma excelente música e estava mal posicionada. Depois de o show finalmente construir uma crescente, a balada reduziu novamente a temperatura. Fábio Laguna, ao piano, quase nos faz esquecer a crítica pela delicadeza com que sustenta a canção. Mas houve um vazio perceptível: o solo de Diogo Mafra simplesmente não aconteceu. Quem conhece a música prepara o ouvido para aquela passagem, e ela não vem. Show ao vivo também é isso. No estúdio, grava-se novamente; no palco, o segundo já passou.
Fotos por Eduardo Carvalho
Então surgiu The Ancestry e a primeira impressão foi imediata: era essa, Edu. Era essa a música para abrir o show! Tem imponência, identidade, movimento e tamanho. Mesmo recente, mobilizou o público mais do que Watchers of the Light. Victor Franco executou com precisão as linhas complexas concebidas por Roberto Barros, enquanto Thiago Bianchi acrescentou brilho à região mais aguda da composição sem soar como simples apoio.
Se Mi’raj precisava provar que possuía uma música capaz de sobreviver ao tempo, Unchained fez isso. Pessoalmente, é a melhor faixa do disco. Quiçá a melhor da carreira solo do Edu! Wagner Barbosa entrou com o saxofone, precedido por uma divertida brincadeira com Careless Whisper. Depois, o instrumento deixou de ser curiosidade e passou a conversar de verdade com o arranjo. Victor Franco entregou um solo belíssimo, Marcus Cézar fez a percussão crescer como se a música precisasse de mais um coração, e o disco novo deixou de disputar espaço com o legado para começar a construir o seu próprio. Que clássico ousado e magnífico já se tornou Unchained!
Uma banda obrigada a falar muitas línguas
A banda-base merece ser lida como conjunto, porque a dificuldade daquela noite não estava apenas em tocar bem. Mitrium não é Symbols; Symbols não é Angra; Angra não é Almah; Vera Cruz, Eldorado e Mi’raj também pertencem a mundos diferentes. Diogo Mafra e Victor Franco precisaram alternar entre temas, bases e solos de épocas distintas; Raphael Dafras sustentou linhas de baixo que vão do peso de Ego Painted Grey ao ataque de Birds of Prey; Fábio Laguna foi essencial nas texturas das teclas e nos backing vocals; Jean Gardinalli enfrentou o desafio ingrato de tocar repertórios marcados por lendas como Ricardo Confessori e Aquiles Priester; Marcus Cézar deu nova dimensão às composições mais cinematográficas. Técnica, aqui, era requisito básico. O que realmente importava era repertório musical, feeling e adaptação.
Fotos por Eduardo Carvalho
Jean merece ainda uma observação específica: os pratos que utiliza hoje têm personalidade sonora distinta daqueles associados às gravações clássicas. Em algumas passagens, essa diferença reduz um pouco daquela assinatura metálica gravada na memória de quem conhece profundamente os discos. Não pior, diferente. E memória musical também mora no timbre. Já Victor Franco, o “Kikinho” da brincadeira de Edu, confirmou porque se tornou peça tão importante da fase atual: virtuoso, criativo e tecnicamente muito preciso.
Da trilogia ao Teatro Mágico
Leaving the Light recuperou o breve capítulo do Venus com Kao como convidado, enquanto a medley Land Ahoy / Eldorado trouxe Fábio Caldeira e condensou dois capítulos da trilogia solo em faixas muito características desta fase da carreira de Edu. A participação de Caldeira faz sentido para além do encontro de palco: ele ajudou a construir esse universo narrativo. A carreira solo de Edu já tem passado suficiente para ser revisitada dentro dela mesma, e isso diz muito.
Em The Voice Commanding You, Diogo e Victor construíram muito bem o diálogo de duas guitarras. Houve um pequeno desencontro no meio da execução, provocado por uma passagem antecipada ou suprimida por Edu, mas a recuperação foi rápida. É nesses segundos que profissionalismo deixa de ser palavra de release: músico bom não é quem nunca erra, mas quem encontra novamente a música antes que ela desmorone.
Fotos por Eduardo Carvalho
A entrada de Fernando Anitelli mudou completamente a linguagem da noite. Sintaxe à Vontade e Da Luta abriram uma janela para fora do heavy metal, antes que Intuição reunisse Anitelli, Edu, Tiago Mineiro e Rafael Bittencourt. Foi um dos grandes momentos do concerto. Ninguém tentou transformar Fernando em cantor de metal; ele trouxe seu próprio universo, e a canção em português ganhou uma naturalidade teatral que, ao vivo, cresceu muito além da gravação. Foi também um lembrete essencial: por trás de toda discussão sobre voz, existe um grande compositor. Edu sabe construir temas, refrões e melodias que permanecem.
Faltou Almah. Sobrou história.
Felipe Andreoli entrou para Birds of Prey e trouxe imediatamente o peso de quem conhece a música por dentro, afinal gravou Fragile Equality. Foi excelente, mas uma única música do Almah é pouco para uma parceria tão importante. O projeto ocupa espaço grande demais na trajetória de Edu para aparecer como nota de rodapé. Se essa celebração continuar, há um território inteiro esperando para voltar ao palco.
Bleeding Heart trouxe uma das histórias mais brasileiras da noite. A composição ficou fora de Rebirth, reapareceu em Hunters and Prey e ganhou uma segunda vida fora do metal através do Calcinha Preta, transformada em Agora Estou Sofrendo. Edu juntou as duas existências. O público respondeu de imediato. Uma balada de power metal encontrando o forró romântico e, décadas depois, as duas versões dividindo o mesmo palco: talvez música boa seja exatamente aquilo que sobrevive quando deixa de pertencer a um único gênero.
Quando a noite finalmente pega fogo
Deus Le Volt! começou no PA e o corpo reconheceu antes da cabeça: Spread Your Fire. Aqui estava outra candidata óbvia a abertura. A reação foi imediata e o público finalmente se entregou sem reservas. Veronica Bordacchini apareceu nos vocais femininos, depois permaneceu sozinha em Ode to Art (de’ Sepolcri), exibindo alcance, projeção e controle impressionantes. Em seguida, voltou para Mi’raj, cuja execução foi prejudicada pelo volume excessivamente alto da casa. A ponto de bombeiros distribuírem protetores auriculares. Há momentos em que aumentar o som deixa de aumentar o impacto e começa a retirar definição.
Fotos por Eduardo Carvalho
Ainda assim, Edu e Veronica funcionaram muito bem juntos. E havia algo simbólico em ouvir a faixa-título de um disco que havia recebido 92 pontos da BURRN! japonesa, um ponto acima dos 91 atribuídos a Temple of Shadows. Nota não transforma automaticamente um álbum em obra maior, mas revela algo importante: 35 anos depois, o presente ainda consegue disputar atenção com o passado.
Dino Jelusick, memória afetiva e a família Angra
Dino Jelusick entrou para Heroes of Sand e ampliou uma música que já não precisa provar nada. Sua voz, mais áspera e dramática, contrastou muito bem com Edu. Depois, os dois atravessaram Stand Up and Shout, de Dio, e Here I Go Again, do Whitesnake, terreno especialmente natural para o croata. Fiquei com a sensação de que Stand Up and Shout poderia ter encerrado a noite com todos os convidados novamente no palco. Seria uma fotografia perfeita desses 35 anos.
Pegasus Fantasy convocou outra parte do público: a criança interior. Algumas músicas chegam pelo ouvido; essa chega pela memória. Para uma geração inteira, Cavaleiros do Zodíaco é infância, televisão, amizade e fantasia. Edu tornou-se parte dessa memória, e o Tokio Marine Hall cantou em uníssono como se ninguém ali tivesse a idade registrada no documento.
Fotos por Eduardo Carvalho
Então veio Rebirth. Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli retornaram ao palco, que já contava com Fábio Laguna e Edu. Não era 2001 novamente, e nem precisava fingir que fosse. Havia gente suficiente daquela história para que a memória completasse as fotografias. O reencontro ganhava ainda mais peso poucos meses depois do Bangers Open Air, quando antigas pontes voltaram a ser atravessadas. Alírio Netto também estava na plateia. A família Angra parecia espalhada pela casa, não como uma banda reunida, mas como uma história que continua encontrando seus personagens.
In Excelsis surgiu sem necessidade de anúncio e preparou Nova Era. Não houve bis, nem o ritual previsível de sair e voltar alguns minutos depois. Rafael e Felipe permaneceram no palco, a banda estava inteira e o público sabia que aquele era o ponto final. Às 00h10, três horas depois do início, o show parou. Porque terminar, propriamente, demorou um pouco mais.
Então, 35 anos cabem em três horas?
Não. E ainda bem. A ordem do repertório poderia ter sido melhor: a primeira metade teve momentos em que a temperatura subia e logo era reduzida, enquanto muitas das grandes catarses ficaram concentradas na reta final. Isso se torna ainda mais curioso porque a turnê nasceu com participação do público na escolha das músicas. Um repertório pode conter as músicas certas e ainda assim não ter necessariamente a ordem certa.
Também havia uma proposta de dividir o espetáculo em blocos conceituais, mas essas fronteiras não chegaram ao palco com a mesma nitidez. Uma dramaturgia mais evidente talvez ajudasse a organizar melhor a curva emocional. Faltou Almah, faltou mais Angra, faltaram músicas que alguém certamente considerava indispensáveis. Mas pense no problema inverso: quantos artistas brasileiros do heavy metal conseguem tocar por três horas, atravessar tantas versões de si mesmos e ainda provocar reclamações porque faltou repertório importante? Isso não é escassez. É abundância.
Fotos por Eduardo Carvalho
E existe algo ainda mais relevante. Esta poderia ter sido uma noite inteiramente dominada pela nostalgia, mas não foi. Unchained foi um dos grandes momentos. The Ancestry poderia ter aberto o concerto. Echoes of Vows mostrou ambição composicional. Mi’raj está sendo reconhecido internacionalmente. A banda atual tem identidade. Há diferença enorme entre possuir legado e viver exclusivamente dele.
Talvez essa seja a imagem que levo do show: um homem olhando para várias versões de si mesmo. O garoto do Mitrium, o músico do Symbols, o vocalista que enfrentou comparações impossíveis no Angra, o compositor de Rebirth e Temple of Shadows, o fundador do Almah, o artista solo, o músico que precisou reaprender limites depois dos problemas vocais e o profissional que hoje permanece mais concentrado no centro do palco, mas ainda aceita enfrentar três horas da própria história.
Sobretudo, permanece o compositor que continua escrevendo. Aos 35 anos de carreira, esse talvez seja o detalhe mais importante. Mi’raj prova que a frase ainda não terminou. Quando Glory of Love, de Peter Cetera, começou a tocar no som da casa e o público espontaneamente continuou cantando, o Tokio Marine Hall foi devolvendo todo mundo à realidade aos poucos. Como quem sai de uma lembrança sem querer sair.
Portanto, volte, Edu. Muitas outras vezes. Celebre. E celebraremos contigo.
Setlist de Edu Falaschi
Watchers of the Light
Ego Painted Grey
Eyes in Flames (Symbols, com Tito Falaschi e Demian Tiguez)
Echoes of Vows
Running Alone
Eyes of Time (Mitrium)
Lease of Life
Burden
The Ancestry (com Thiago Bianchi)
Unchained (com Wagner Barbosa no saxofone; introdução com trecho de Careless Whisper)
A Monster in Her Eyes
Leaving the Light (Venus, com Kao)
Viderunt te Aquae
Arising Thunder
Land Ahoy / Eldorado (com Fábio Caldeira)
The Voice Commanding You
Sintaxe à Vontade / Da Luta (Fernando Anitelli)
Blue Forever / Eternamente Azul (trecho à cappella)
Intuição (com Fernando Anitelli, Rafael Bittencourt e Tiago Mineiro)
Birds of Prey (Almah, com Felipe Andreoli)
Bleeding Heart / Agora Estou Sofrendo
Deus Le Volt!
Spread Your Fire (com Veronica Bordacchini)
Ode to Art (de’ Sepolcri) (Veronica Bordacchini)
Mi’raj (com Veronica Bordacchini)
Heroes of Sand (com Dino Jelusick)
Stand Up and Shout (Dio, com Dino Jelusick)
Here I Go Again (Whitesnake, com Dino Jelusick)
Pegasus Fantasy
Rebirth (com Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli)
In Excelsis
Nova Era (com Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli)
Informamos que o show do Sepultura em São Paulo, marcado para o dia 07 de novembro, será realizado em novo local. A apresentação, inicialmente prevista para acontecer na Mercado Livre Arena Pacaembu, será realizada agora na Suhai Music Hall, na mesma data.
Os ingressos adquiridos anteriormente permanecem válidos para o novo local, respeitando as regras de realocação. Não é necessária qualquer troca de ingresso.
Os ingressos serão realocados conforme as indicações abaixo:
SETOR ADQUIRIDO INICIALMENTE
ALOCADO PARA
Pista Premium
Pista Premium
Pista
Pista
Arquibancada Norte
Pista
Cadeira Leste
Mezanino 2º Piso
Cadeira Oeste Coberta
Camarote 1º Piso A/B
Cadeira Oeste
Camarote 2º Piso A/B
* Atenção: Os camarotes não têm lugar marcado — o acesso é feito por ordem de chegada.
Caso não seja possível comparecer ao novo local, ou o cliente não deseje seguir com a realocação indicada, os ingressos adquiridos serão reembolsados, incluindo taxas, de acordo com os procedimentos abaixo:
Para compras online/site:
Caso não possa comparecer às novas datas e/ou locais, será possível solicitar o cancelamento integral do seu pedido, incluindo taxas, a partir do dia 10/09/2026 às 14h até 28/09/2026 às 14h, acessando sua área logada em “Meus Pedidos”, selecionando o pedido em questão e clicando em “Solicitar Reembolso” no final da página;
Caso possua mais de um pedido, será necessário realizar o mesmo procedimento para cada um deles;
Após essa data, nenhum pedido de cancelamento será acatado.
Para compras realizadas em bilheteria física:
Seja com ingresso físico ou digital, a solicitação de cancelamento/estorno deverá ser feita pelo titular da compra, no mesmo local onde a compra foi realizada, a partir do dia 10/09/2026 às 14h até 28/09/2026 às 14h;
Para solicitar o cancelamento/estorno, será necessário apresentar documento oficial com foto;
No caso de ingressos físicos: o cliente deverá devolver todos os ingressos vinculados ao pedido;
No caso de ingressos digitais: o cliente deverá apresentar os ingressos no aplicativo Quentro, para validação e cancelamento do pedido;
Em ambos os casos, o cliente receberá um formulário preenchido como comprovante de que a solicitação de estorno foi realizada;
O cancelamento será realizado apenas de forma integral, contemplando todos os ingressos do pedido/compra. Não será possível realizar estorno parcial;
Após a solicitação, o cliente deverá aguardar o processamento do estorno conforme os prazos abaixo.
Prazos para identificação do estorno/reembolso:
Cartão de crédito: o prazo para identificar o estorno é de até 2 ciclos da fatura após a confirmação de cancelamento do pedido, conforme a data de fechamento definida pelo emissor do cartão. Esse prazo pode variar de acordo com cada administradora; pedimos que acompanhe o lançamento na fatura do cartão utilizado na compra;
Cartão de débito ou PIX: o prazo para identificar o reembolso é de até 10 dias úteis após a confirmação de cancelamento do pedido, e o valor será processado na mesma conta utilizada ou indicada, no caso de pagamento em dinheiro em espécie.
O cliente encontra mais detalhes sobre as alterações na Central de Suporte ao Fã da Ticketmaster.
Com as adições brasileiras, o festival atinge a marca de 14 nomes confirmados para sua próxima edição
A organização do Bangers Open Air anunciou mais três atrações para sua quinta edição. Em ritmo de comemoração ao Dia da Independência, o festival exalta o orgulho e a riqueza do metal brasileiro com a confirmação de três renomadas bandas nacionais no line-up: Claustrofobia, Tuatha de Danann e Taurus.
Confirmado para os dias 24 e 25 de abril de 2027, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o evento celebrará a diversidade e o vigor do metal e do rock pesado em dois dias épicos.
CLAUSTROFOBIA: Após oito anos longe dos palcos nacionais, o Claustrofobia — referência do metal brasileiro fundada pelos irmãos Marcus e Caio D’Angelo em 1994 — marca seu retorno ao Brasil como atração confirmada do Bangers Open Air 2027. Com uma sonoridade agressiva que mescla thrash, death metal e hardcore, a banda consolidou sua carreira internacional nos últimos anos em Las Vegas, lançando o álbum Unleeched (2022) e realizando turnês ao lado de ícones do gênero, incluindo a turnê de despedida do Sepultura em 2024. Agora, com nova formação e trabalhando em seu oitavo disco de estúdio, o grupo se prepara para celebrar mais de três décadas de estrada em um show explosivo no país.
TUATHA DE DANANN: Pioneiros incontestáveis do folk metal na América Latina, os mineiros do Tuatha de Danann trazem ao Bangers Open Air sua assinatura sonora inconfundível: uma mistura vibrante de peso extremo com melodias ancestrais e instrumentos tradicionais celtas. Com 30 anos de estrada acumulados desde a sua fundação em Varginha (MG), o grupo traz na bagagem o peso histórico de marcos como a icônica apresentação no festival de Wacken (Alemanha), em 2005, e uma discografia aclamada que vai de Tingaralatingadun (2001) ao mais recente The Nameless Cry (2023). Flautas, violinos e gaitas de fole se somarão aos riffs pesados para transformar o show em uma celebração festiva e mística.
TAURUS: Verdadeira instituição do thrash metal nacional, o Taurus desembarca em 2027 para celebrar mais de quatro décadas na vanguarda da música pesada brasileira. Formado no Rio de Janeiro em 1985 e revelado pela lendária Rádio Fluminense, o grupo é responsável por obras fundamentais do estilo no país, a começar pelo clássico Signo de Taurus (1986). Liderado por Rudi Sgarbi (vocal), Cláudio Bezz (guitarra), Felipe Melo (baixo) e Sérgio Bezz (bateria), o quarteto apresenta a turnê “Taurus 1985”, que faz um apanhado histórico de sua discografia. O show também antecipa a nova fase da banda, impulsionada pelo single recente “Dark Ages” (com participação de Prika Amaral, da Nervosa) e pelo anúncio de um novo álbum de estúdio.
Outros nomes já confirmados:
SÁBADO, 24 DE ABRIL DE 2027 LACUNA COIL FLOOR JANSEN SOEN QUIET RIOT KK’S PRIEST W.E.T.
DOMINGO, 25 DE ABRIL DE 2027 ELUVEITIE SOILWORK KANONENFIEBER BLAZE BAYLEY METAL CHURCH
A venda geral dos ingressos para o Bangers Open Air 2027 está oficialmente aberta desde 04 de setembro. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Clube do Ingresso. Acesse para conferir valores, condições e setores disponíveis:
Marco histórico para a América do Sul, espetáculo sinfônico da banda holandesa terá apresentação única dia 20/11 no Vibra, em São Paulo
Epica, banda holandesa titã do metal sinfônico mundial, trará pela primeira vez à América do Sul, e com show único no Brasil, o aclamado espetáculo sinfônico The Symphonic Synergy. A apresentação está marcada para 20 de novembro de 2027 no Vibra, em São Paulo, com realização da Liberation Music Company.
A venda geral de ingressos começa em 10 de setembro, às 10h, pelo site da Fastix (fastix.com.br).
Acompanhada por uma orquestra e coral completos, o Epica idealizou o The Symphonic Synergy para levar ao palco toda a dimensão sinfônica do seu repertório. O projeto combina a formação da banda com novos arranjos orquestrais, vozes corais e uma produção visual desenvolvida para o espetáculo.
O The Symphonic Synergy estreou em 2024 com quatro apresentações esgotadas, duas na AFAS Live, em Amsterdã, e duas no Auditorio Nacional, na Cidade do México. Os concertos reuniram mais de 30 mil pessoas e percorreram diferentes fases da carreira, com participações especiais e a apresentação de músicas então inéditas, entre elas “Arcana”, “The Ghost in Me” e “Aspiral”.
O formato retoma uma vertente presente em momentos importantes da trajetória da banda, como The Classical Conspiracy, de 2009, e Retrospect, registrado em 2013.
A edição brasileira integra as comemorações dos 25 anos do Epica e leva ao Vibra São Paulo uma produção concebida para aproximar o peso da banda da instrumentação orquestral e dos arranjos corais, uma performance verdadeiramente imersiva.
SERVIÇO
The Symphonic Synergy Brazil em São Paulo
Data: Sábado, 20 de novembro de 2027 Horário: 18h30 (abertura da casa) Local: Vibra Endereço: Avenida das Nações Unidas, 17955, São Paulo/SP
Setores disponíveis Plateia Superior (Setor Verde, com assentos não marcados) Camarotes VIP (Setor Rosa, com assentos não marcados) Pista (Setor Dourado, em pé) Pista Premium (Setor Azul, em frente ao palco, em pé)
Entre investigação criminal, psicologia e uma atmosfera carregada de suspense, a exposição “Na Mente de um Serial Killer” aposta na imersão para apresentar ao público alguns dos aspectos mais perturbadores dos crimes cometidos por assassinos em série ao redor do mundo.
O interesse por histórias de crimes reais ganhou um espaço cada vez maior na cultura popular. Documentários, podcasts, séries e livros transformaram casos de assassinos em série em fenômenos populares. E é justamente pensando nesse público que “Na Mente de um Serial Killer” se sustenta e entrega uma das exposições mais interessantes e imersivas do momento.
Além de apresentar perfis psicológicos e modus operandi dos criminosos, a exposição procura construir uma experiência capaz de colocar o visitante diante de um universo marcado por violência, investigação e comportamento psicológico extremo.
Logo nos primeiros ambientes, fica evidente que a proposta não é a de um museu tradicional. A cenografia e a iluminação desempenham um papel importante na construção do ambiente, criando um clima de tensão que acompanha o visitante durante o percurso.
Corredores, objetos, ambientações e elementos relacionados às investigações ajudam a estabelecer uma narrativa visual. O resultado é uma exposição que se aproxima, em alguns momentos, de uma experiência de suspense.
Essa escolha funciona especialmente bem para o público que já consome conteúdo de true crime. A sensação é de entrar em um episódio de investigação criminal e, em vez de apenas acompanhar a história pela tela, percorrê-la fisicamente.
Mas o aspecto mais interessante da exposição provavelmente é olhar para os serial killers não apenas pelos crimes que cometeram, mas também pelo comportamento e pelos padrões psicológicos associados a esses criminosos.
A exposição apresenta elementos relacionados à investigação e à construção do perfil criminal, permitindo ao visitante compreender um pouco melhor como investigadores e especialistas procuram identificar padrões em crimes aparentemente desconectados.
É nesse ponto que a experiência deixa de ser apenas uma coleção de histórias macabras e passa a despertar uma reflexão mais ampla: o que leva uma pessoa a cometer crimes dessa natureza e quais sinais podem existir antes que eles aconteçam?
Naturalmente, compreender um criminoso não significa justificá-lo. A exposição trabalha justamente com essa linha delicada entre curiosidade, investigação e horror.
Um dos pontos que merece atenção é a maneira como a exposição equilibra informação e espetáculo.
Para quem procura uma abordagem extremamente acadêmica sobre criminologia, talvez algumas informações pareçam superficiais. A experiência privilegia a narrativa, a ambientação e o impacto visual, características que tornam a visita mais acessível ao público geral.
Por outro lado, essa escolha também é responsável por tornar a exposição mais envolvente. Em vez de apresentar apenas textos extensos e fotografias, o visitante é colocado dentro de ambientes que ajudam a contar as histórias.
Apesar do apelo do gênero, é importante destacar que “Na Mente de um Serial Killer” não é uma experiência leve.
O conteúdo envolve assassinatos, violência e vítimas reais ou representações relacionadas a crimes. Dependendo da sensibilidade de cada visitante, determinadas áreas podem causar desconforto.
A exposição consegue transformar um assunto naturalmente sombrio em uma experiência visual e imersiva, combinando informação, suspense e cenografia. Seu maior mérito está justamente em fazer o visitante sair da posição de espectador e se sentir parte daquele universo.
Apesar de toda a exposição ser extremamente imersiva, o ponto alto sem dúvida é a Experiência VR (inclusa no pacote VIP ou adquirida a parte). Utilizando óculos de realidade virtual, a experiência te coloca em vários cenários enquanto um detetive investiga um crime, e permite que você interaja com objetos e com os cenários durante aproximadamente 20 minutos. Por muito momentos esquecemos que nada daquilo é real, de tão bem construído que tudo é.
Sem dúvidas uma experiência que deve ser incluída obrigatoriamente na agenda de amantes do gênero “True Crime”.
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Caso você queira se preparar e descobrir mais sobre os casos expostos antes de ir para a exposição ou se aprofundar mais após a visita, preparamos uma playlist no Spotify com episódios do podcast Modus Operandi que abordam alguns casos:
Mais informações
Local: Shopping Eldorado, São Paulo Duração: aproximadamente 90 minutos Classificação etária: a partir de 16 anos; menores de 18 anos devem estar acompanhados por um adulto Horários de funcionamento: das 10h às 22h – aberto todos os dias, exceto às segundas Ingressos: a partir de R$50 Mais informações e ingressos:https://feverup.com/m/564955
Exumer – Já à venda “Death Mask Messiah”, novo álbum dos ícones do thrash metal alemão
Durante sua fase inicial nos anos 1980, o EXUMER foi uma das bandas mais importantes do nascente thrash metal underground alemão, mas sua presença contínua nos anos 2020 não tem nada a ver com tentar reviver as glórias da juventude. Em “Death Mask Messiah”, o sexto álbum do EXUMER, eles soam tão ferozes, famintos e criativamente vitais como nunca. E isso é totalmente intencional. Quando a banda se reformou em 2008, após quase duas décadas de silêncio (exceto por uma apresentação no Wacken Open Air em 2001), o acordo era que eles não recorreriam à nostalgia barata. Se o EXUMER fosse voltar a ser uma banda, seria uma banda ativa, dedicada ao ofício do thrash metal, com os olhos fixos apenas no futuro.
A chama do EXUMER foi acesa pela primeira vez em Frankfurt, em 1985, no caldeirão de um movimento nascente de thrash teutônico. Mem V. Stein e o guitarrista Ray Mensh haviam se encontrado brevemente em 1983, no trem para o festival Monsters of Rock em Kaiserslautern, mas só quando se reencontraram na parada de Frankfurt da turnê Hell Awaits, do Slayer, dois verões europeus depois, surgiu a ideia de formar uma banda juntos.
O mundo que recebeu a primeira demo do EXUMER, A Mortal in Black (1985), e seu agora clássico álbum de estreia, Possessed by Fire (1986), era um mundo firmemente dominado pela explosão do thrash.
O EXUMER voltou à vida em 2008, 17 anos depois do fim de sua primeira fase. Isso nos leva a “Death Mask Messiah”, o primeiro álbum do EXUMER desde 2019, e um do qual a banda está extremamente orgulhosa de ter sob seus (não municiados) cintos. “É o mais verdadeiro que conseguimos ser”, comemora Stein, e ele não está brincando. “Death Mask Messiah” é um disco contundente e dinâmico, feito por uma banda que só poderia tê-lo criado seguindo seu próprio código. O intervalo mais longo entre lançamentos é atípico, e a pandemia de COVID-19 certamente teve algo a ver com isso, mas Stein diz que nunca quer que o EXUMER seja uma banda que lança um álbum a cada dois anos por obrigação.
“Death Mask Messiah” vale qualquer espera. O EXUMER está quase assustadoramente afiado, tocando 42 minutos de thrash moderno e musculoso com uma precisão fria e uma intensidade impossível de falsificar. Os riffs são afiados como navalhas, os solos são incandescentes, a bateria é avassaladora, e a performance vocal de Stein é um caldeirão fervente de fúria deliberadamente controlada, liberada em uma barragem de sílabas cortadas e gritos estrangulados que ainda conseguem ser cativantes. Na verdade, “Death Mask Messiah” está repleto de ganchos, sem perder um grama da brutalidade que serve de alicerce ao álbum. O disco também soa notavelmente orgânico, algo que Stein credita ao processo de composição híbrido, mas fundamentalmente old school, do EXUMER.
As gravações correram bem, mesmo com dois novos membros para integrar. O baixista Alex Voss e o baterista Jerome Reil fazem suas estreias registradas no EXUMER em “Death Mask Messiah”, e juntos formam uma seção rítmica formidável que sustenta os riffs e solos de Mensh e do co-guitarrista Marc Bräutigam. “Death Mask Messiah” também marcou uma grande estreia para Bräutigam, que escreveu duas músicas (‘Frozen Ground’, ‘Ravishing Waste’) para o álbum. Bräutigam entrou na banda em 2013 e há muito tempo faz contribuições significativas e críticas ao material, mas estas são suas primeiras composições completas para o EXUMER. As sessões foram concluídas em janeiro de 2026, e Arthur Rizk finalizou a mixagem e masterização no mês seguinte. Assim que Rizk enviou os arquivos, a banda teve certeza de que tinha algo especial. “Quando tudo fica pronto e você ouve o resultado final, sente orgulho, porque isso é música de verdade, feita por pessoas de verdade”, diz Stein. “Nada de porcaria de IA, nada de troca de arquivos. Ainda é coisa real.”
“Death Mask Messiah” deve impactar ainda mais quem prestar atenção às palavras de Stein. Em um conjunto de esboços líricos vagamente conectados, Stein traça paralelos precisos entre o inferno da política americana contemporânea e o cerco de 1993 ao complexo Branch Davidian em Waco, Texas, que levou à morte de 76 pessoas, incluindo 28 crianças. “David Koresh era um falso profeta e usava uma máscara da morte, manipulando e conduzindo seus seguidores à morte certa”, diz Stein. “No entanto, a desinformação que o governo federal usou nos anos 1990 é o mesmo manual que está sendo usado hoje, e é o denominador comum entre a liderança do passado e do presente.”
Os políticos sanguessugas e falsos salvadores que povoam “Death Mask Messiah” não são os únicos culpados. O espelho também é virado para nós. Stein está preocupado com as intermináveis guerras culturais que dividem as pessoas inutilmente e faz um apelo por solidariedade real e pela rejeição do niilismo que pode parecer tão tentador nestes tempos inglórios. Isso pode parecer ingênuo, mas talvez “Death Mask Messiah” consiga devolver parte do significado que este mundo sombrio parece determinado a arrancar das pessoas. A arte importa. A música importa. Stein chama este novo álbum de uma “segunda primavera para o Exumer“, onde “tudo floresce, e é um novo começo”, e essa sensação de renascimento se estende ao ouvinte. Ao levar seu ofício tão a sério, o EXUMER representa um dedo médio erguido contra o cinismo. Se eles conseguem, você também consegue.
Um lançamento da parceria Shinigami Records/Metal Blade Records. Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/4cljPNp.
Melômano Discos e Voice Music apresentam edição splatter com capa dupla, encarte com fotos inéditas e texto de André Barcinski
A Melômano Discos em parceria com a Voice Music lançam uma edição especial de luxo em vinil do álbum homônimo do Violeta de Outono, originalmente lançado em 1987 pelo selo Plug. Considerado um dos trabalhos mais importantes do rock brasileiro dos anos 1980, o disco ganha uma edição limitada em vinil splatter, com capa dupla em acabamento soft touch e aplicação de hot stamping. O lançamento também traz encarte especial com fotografias inéditas do arquivo do Violeta de Outono e texto assinado pelo jornalista e crítico musical André Barcinski.
Gravado nos estúdios da RCA, em São Paulo, entre fevereiro e maio de 1987, o álbum apresenta uma sonoridade marcada pela psicodelia, pelo rock dos anos 1960, pelo experimentalismo e por elementos do rock progressivo. O repertório reúne nove faixas, incluindo “Outono”, “Declínio de Maio”, “Faces”, “Luz”, “Retorno”, “Dia Eterno”, “Noturno Deserto”, “Sombras Flutuantes” e a releitura de “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles.
O relançamento em vinil do primeiro álbum do Violeta de Outono resgata o ritual de ouvir um disco e virar o lado depois de 18 minutos. “Isso vem num momento em que este álbum está sendo bastante relembrado, estamos vendo uma grande movimentação nas redes sociais, onde as pessoas estão se referindo a ele como um dos grandes álbuns do rock brasileiro!”, afirma Fabio Golfetti, vocalista, guitarrista e um dos fundadores do Violeta de Outono, que remasterizou o relançamento no estúdio Seven Keys (SP).
Formado em São Paulo em meio à efervescência do rock nacional dos anos 1980, o Violeta de Outono construiu uma trajetória singular ao combinar referências psicodélicas dos anos 1960 com a estética do pós-punk e o experimentalismo do rock progressivo. O grupo também se destacou pela sonoridade marcada por guitarras repletas de efeitos eletrônicos e samplers em gravações e apresentações ao vivo.
Quase quatro décadas depois, o álbum de estreia permanece como um registro fundamental do rock brasileiro. “Esperamos que, ao ouvir esse álbum, você se transporte para um universo que desperte sentimentos e memórias preciosas”, conclui Golfetti.
Flotsam And Jetsam – Já disponível “Rats In The Temple”, novo álbum dos ícones estadunidenses do thrash metal
Os ícones do Thrash Metal FLOTSAM AND JETSAM apresentam um realismo voraz em “Rats In The Temple”!
Você consegue ouvi-los roendo? Eles quase estão atravessando a parede.
Conhecidos pela sua combinação pioneira de um thrash devastador com um power metal melódico, estabelecida em clássicos como “Doomsday for the Deceiver” (1986), “No Place for Disgrace” (1988) e “Cuatro” (1992) e refinada em sua atual fase com “The End of Chaos” (2019), “Blood in the Water” (2021) e “I Am the Weapon” (2024), o FLOTSAM AND JETSAM está de volta com seu novo diamante: “Rats In The Temple”.
Com quatro décadas de estrada, incontáveis turnês mundiais e passagens por festivais prestigiosos como Wacken, Graspop, Bloodstock, Alcatraz e Rockhard, a banda lapidou seu som até um ponto cirúrgico, perfurando os ouvintes com blast beats sísmicos, guitarras incendiárias, arranjos épicos de cordas e o lamento inconfundível do seu frontman A.K. Knutson.
Enquanto o templo é totalmente tomado por vermes, o FLOTSAM AND JETSAM reveste as paredes com histórias sombrias de morte, abuso, traição e guerra, convidando o ouvinte a um mundo escuro e inquietantemente familiar. “Rats In The Temple” abre com força total, trazendo os ganchos dignos de shows em estádio e a precisão vertiginosa de ‘Harvesting The Hate’ e ‘Damnation’, antes de mergulhar na virtuosidade thrash de ‘Absolution’. A icônica dupla de guitarristas Michael Gilbert e Steve Conley pinta imagens grotescas em faixas como ‘Blame The Knife’ e ‘Rats In the Temple’, e continua exibindo sua força metálica em ‘The Ghost Behind My Door’ e ‘First on the Spike’, evocando a excelência da primeira onda do thrash com uma ameaça moderna e esmagadora.
‘The Edge of Nowhere’ constrói uma tensão inevitável antes de lançar o ouvinte a toda velocidade em ‘Last Rites’, outro destaque do álbum. A lendária dupla rítmica formada pelo baterista Ken Mary e pelo baixista Bill Bodily assume o protagonismo no hino anti‑guerra ‘A Taste For War’, cuja sincopação meticulosa evoca imagens de tanques e botas marchando.
‘Her Blood Your Pain’ traz harmonias de guitarra medievais ornamentadas antes de ‘Anthem For The Broken’ explodir sem freios, e ‘Going Down That Way’ atingir o ouvinte com riffs pesados e verdades ainda mais pesadas. “Rats In The Temple” permanece envolvente do início ao fim, abrindo diversas câmaras sonoras da banda e oferecendo um cardápio refinado e eclético de influências.
Como magma fervendo sob a crosta terrestre, o FLOTSAM AND JETSAM só tem ficado mais incendiário com o tempo e “Rats In The Temple” mostra a banda irrompendo à superfície em uma explosão magnífica e impressionante. Para fãs novos ou veteranos, não há como escapar: eles já atravessaram as paredes.
Um lançamento da parceria Shinigami Records/Napalm Records. Adquira sua cópia, em formato digifile com envelope e contracapa sobressalente, aqui: https://bit.ly/3STTBeb.
TRACKLIST 1. Harvesting The Hate 2. Damnation 3. Absolution 4. Blame The Knife 5. Rats In The Temple 6. The Ghost Behind My Door 7. First On The Spike 8. The Edge Of Nowhere 9. Last Rites 10. A Taste For War 11. Her Blood Your Pain 12. Anthem For The Broken 13. Not Going Down That Way
FORMAÇÃO Eric “A.K.” Knutson – Vocal Michael Gilbert – Guitarra Steve Conley – Guitarra William Bodily – Baixo Ken Mary – Bateria
Guitarrista do The Hellacopters e Backyard Babies faz apresentação exclusiva em São Paulo na véspera de feriado
Um dos nomes mais influentes do rock escandinavo desembarca no Brasil em outubro. O guitarrista Dregen, conhecido mundialmente por seu trabalho à frente de The Hellacopters e Backyard Babies, sobe ao palco do Manifesto Bar, em São Paulo, no dia 11 de outubro de 2026 (domingo, véspera de feriado), para uma apresentação que promete reunir clássicos de sua trajetória e momentos marcantes de sua carreira solo.
Dono de um estilo inconfundível, que mistura hard rock, punk, garage rock e rock’n’roll, Dregen (Andreas Tyrone Svensson) tornou-se uma das figuras mais respeitadas da cena europeia desde os anos 1990. Seja com a energia explosiva do Backyard Babies ou com o rock visceral do The Hellacopters, o músico ajudou a colocar a Suécia no mapa mundial do rock contemporâneo, influenciando uma geração inteira de bandas.
Além das duas bandas que o consagraram, Dregen também construiu uma sólida carreira solo, lançando seu álbum de estreia em 2013 e mostrando uma faceta ainda mais pessoal como compositor e intérprete. Ao longo da trajetória, também colaborou com artistas como Michael Monroe, consolidando seu nome entre os grandes guitarristas do rock internacional.
No repertório da apresentação em São Paulo, o público pode esperar uma viagem por diferentes momentos de sua carreira, incluindo músicas do trabalho solo, sucessos do Backyard Babies e faixas que marcaram a história do The Hellacopters, em um show carregado de riffs marcantes, atitude e a energia que transformou Dregen em uma referência do rock’n’roll moderno.
A apresentação acontece em uma das casas mais tradicionais da cena rock paulistana, oferecendo aos fãs a oportunidade de acompanhar de perto um dos músicos mais carismáticos da Suécia em um ambiente intimista.
Serviço: Dregen do Backyard Babies e The Hellacopters
Bandas convidadas: Corazones Muertos Bastardz
Domingo, 11 de Outubro de 2026 Abertura: 20:00
Local: Manifesto Rua Ramos Batista, 207 – Vila Olímpia – São Paulo, SP Classificação: +16
Álbum que apresentou Angela Gossow e consolidou o grupo sueco entre os gigantes do metal conta com capa dupla e tiragem limitada
A All Music Matters anunciou o lançamento em vinil de “Wages of Sin”, quinto álbum de estúdio do Arch Enemy e um dos trabalhos mais importantes da história do melodic death metal, que celebra 25 anos de seu lançamento em 2026. A edição especial conta com capa dupla, tiragem limitada de apenas 300 cópias e já está disponível para pronta entrega.
Lançado originalmente em 2001 pela Century Media Records, o trabalho marcou a estreia de Angela Gossow nos vocais e inaugurou uma nova fase para a banda sueca, que passou a alcançar um público ainda maior sem abrir mão da agressividade característica de sua sonoridade. Considerado um marco na discografia do grupo, “Wages of Sin”, gravado em dezembro de 2000 no Studio Fredman, com produção de Michael Amott e Fredrik Nordström, além de mixagem e masterização de Andy Sneap, reúne elementos desenvolvidos nos álbuns anteriores e amplia a presença de influências do heavy metal tradicional e do thrash metal. O resultado pode ser ouvido em faixas que se tornaram clássicos da banda, como “Burning Angel”, “Ravenous”, “Heart of Darkness”, “Dead Bury Their Dead” e “Enemy Within”. O álbum também destacou o trabalho de guitarras dos irmãos Michael e Christopher Amott, além de reforçar a identidade melódica que se tornaria uma das principais marcas do Arch Enemy nos anos seguintes.
A chegada de Angela Gossow aconteceu após a saída do vocalista Johan Liiva. Segundo Michael Amott, a banda buscava alguém capaz de elevar o nível artístico do grupo, independentemente do gênero. O primeiro contato ocorreu durante uma entrevista realizada por Angela para uma publicação alemã. Na ocasião, ela comentou que também cantava em uma banda de thrash/death metal e, posteriormente, enviou gravações que impressionaram os músicos. Convidada para uma audição na Suécia, conquistou a vaga graças à potência de sua voz e à forte personalidade demonstrada desde o primeiro encontro.
A nova formação, com Gossow, os irmãos Amott, Sharlee D’Angelo (baixo) e Daniel Erlandsson (bateria), teve impacto direto na direção musical do Arch Enemy. Angela revelou que suas influências, especialmente bandas como Morbid Angel e Carcass, contribuíram para tornar as composições mais agressivas e intensas. Michael Amott destaca que músicas como “Burning Angel” simbolizam perfeitamente essa transformação. Por outro lado, “Ravenous” se tornou uma das músicas mais populares da carreira do Arch Enemy. Amott revelou que o riff principal foi inspirado pelo guitarrista Paul Gilbert, então no Racer X, enquanto a levada dos versos buscou referências em “Leather Rebel”, do Judas Priest.
Limitada a apenas 300 cópias, esta edição especial em vinil já está disponível para pronta entrega e é um item indispensável para colecionadores e admiradores do metal extremo.
Crédito: Fotos por Macanudo (@macanudofotografias)
Novo single do power trio de Blumenau explora amor, desejo e conflito em uma colisão simbólica entre Marte e Vênus e antecipa novo EP
A Morning Storm lançou hoje, 1º de setembro de 2026, “Mars and Venus”, seu novo single e um lançamento que marca oficialmente uma nova etapa na trajetória do power trio de Blumenau(SC). Com uma sonoridade construída a partir do stoner e sludge metal, a banda utiliza a faixa para apresentar sua formação atual e abrir caminho para os próximos capítulos de sua carreira, incluindo um novo EP que já está em produção.
Diferentemente de uma abordagem romântica convencional, “Mars and Venus” transforma o encontro entre duas pessoas em uma espécie de colisão cósmica. A letra de autoria de Paulo Priess – amigo próximo da banda – aborda um amor arrebatador, marcado por desejo, luxúria, atração e conflitos de poder. Ao longo da narrativa, referências aos astros, à alquimia e a culturas antigas ajudam a construir uma linguagem simbólica para representar união, confronto e domínio.
“É uma de nossas primeiras músicas a falar de amor, com uma letra que aborda um amor arrebatador entre duas pessoas, em uma espécie de colisão entre dois planetas. Depois de uma noite de luxúria, elas acabam encontrando o amor perfeito. A grande sacada dessa música é que ela foi composta de uma forma um pouco mais melódica e grunge, para que pudéssemos encaixar essa temática sem transformá-la em uma balada”, comentou Rian.
Essa escolha também amplia a paleta sonora da Morning Storm sem afastar o grupo de suas raízes. A banda transita pelo stoner e sludge metal, incorporando elementos de grunge e alternative metal. Thrash e hardcore também fazem parte dessa combinação, enquanto passagens introspectivas contrastam com momentos de maior peso e intensidade.
Produzida pela própria banda, a faixa foi gravada, mixada e masterizada no Digi Studio, em Blumenau.
Formada em 2015, a Morning Storm conta atualmente com Rian Rau, na guitarra e nos vocais, músico que atua ao vivo desde o final dos anos 1980; Je Claver, no baixo, que também trabalha como professor de música; e o baterista Brian de Freitas, que acumula passagens por diferentes bandas e se consolidou como um dos músicos mais requisitados da cena regional.
A atual formação é responsável por conduzir a banda para uma fase mais técnica e de expansão. Depois do EP Dark Side, lançado em 2021, e de uma sequência de singles e shows, 2026 representa o maior ano da história da Morning Storm até aqui. “Mars and Venus” chega como single avulso justamente para apresentar essa nova configuração antes do próximo EP.
O lançamento será acompanhado por uma série de apresentações entre setembro e novembro. A agenda passa por São Paulo, Curitiba, Blumenau, Caxias do Sul, Santa Maria e Porto Alegre. Entre os compromissos confirmados está o show de 29 de outubro, em Blumenau, quando a Morning Storm fará a abertura para o RODOX, banda de Rodolfo Abrantes, ex-Raimundos.
12/09 – Rock Together, São Paulo, SP 19/09 – Lado B, Curitiba, PR 15/10 – Baader, Blumenau, SC (a confirmar) 29/10 – Rivage Espaço Gless, Blumenau, SC (abertura para o Rodox) 06/11 – Radioativo Studio, Caxias do Sul, RS 07/11 – Gargula Bar, Santa Maria, RS 08/11 – Caos Bar, Porto Alegre, RS
Na sequência, a banda mira ainda mais longe. A Morning Storm prepara sua primeira turnê europeia para o início de 2027. O roteiro internacional ainda está em construção e conta com datas em aberto.
Com “Mars and Venus”, a Morning Storm apresenta mais do que um novo single. A faixa funciona como uma declaração de intenções para uma banda que entra em uma nova fase sem abandonar o peso que construiu sua identidade. Entre riffs densos, atmosferas grunge e uma narrativa marcada pelo choque entre desejo e poder, o trio prepara o terreno para um novo capítulo de sua história.
“Estou muito animado por fazer parte da história desse festival lendário”, afirma Russell Allen, que também celebra o reencontro com o Noturnall, a parceria com Fernando Quesada e sua estreia no Rock in Rio 2026
Russell Allen, vocalista do Symphony X, vive uma sequência especial de apresentações no Brasil ao lado do Noturnall e de Fernando Quesada. A agenda, que celebra os 13 anos do grupo brasileiro e a longa parceria entre os músicos, passa por Curitiba, São Paulo e pelo Rock in Rio 2026 e agora ganha uma nova data: no dia 7 de setembro, Russell Allen, Fernando Quesada e o Noturnall fazem um show acústico gratuito no The Cavern Club, durante o almoço. As portas serão abertas às 12h e sujeita à capacidade do local.
A programação começa no dia 3 de setembro, no Hard Rock Cafe Curitiba, com uma noite acústica exclusiva. O Noturnall abre o evento em formato acústico e, na sequência, Russell Allen e Fernando Quesada apresentam o projeto Acoustic Sessions. O repertório reúne clássicos da história do rock, incluindo músicas de Beatles, Queen e muitos outros artistas que atravessaram diferentes gerações.
No dia 4 de setembro, a agenda segue para a School of Rock Pinheiros, em São Paulo, com um show elétrico do Noturnall ao lado de Russell Allen e participação especial de Fernando Quesada durante o Churras of Rock. A apresentação, que teve inscrições gratuitas disponibilizadas antecipadamente, já está esgotada, reforçando a expectativa em torno do reencontro dos músicos.
A relação entre Russell Allen e o Noturnall remonta aos primeiros anos do grupo. O cantor participou de “Nocturnal Human Side”, faixa do álbum de estreia da banda, e a colaboração também ficou registrada no projeto ao vivo “First Night Live”. Mais do que uma participação pontual, a parceria se tornou um dos vínculos importantes na história do Noturnall e volta a ganhar destaque nesta série de apresentações no Brasil.
Russell Allen também reservou um momento especialmente pessoal para esta passagem pelo país. Ao lado de Fernando Quesada, o vocalista fará pela primeira vez ao vivo “Love Her Like I Do” [Ava’s Song], composição que possui um significado particular para o músico.
“Estou muito feliz por voltar a tocar com meus amigos do Noturnall e sou muito grato por tê-los ao meu lado nesses compromissos tão especiais. Também me sinto honrado por ter Fernando Quesada tocando comigo na primeira apresentação ao vivo de ‘Love Her Like I Do’ [Ava’s Song]. Essa música é muito pessoal para mim, e me sinto abençoado por ter a oportunidade de apresentá-la ao grande público brasileiro. Também será a primeira vez que vou tocar no Rock in Rio, então estou muito animado por fazer parte da história desse festival lendário”, afirma Russell Allen.
No dia 5 de setembro, Russell Allen e o Noturnall chegam ao Rock in Rio 2026, no palco Global Village. A apresentação representa um marco especial para o vocalista norte-americano, que sobe ao palco do festival pela primeira vez em sua carreira. Para o Noturnall, o show também acrescenta mais um capítulo à relação construída com o evento ao longo de sua trajetória.
O retorno de Fernando Quesada, um dos fundadores do Noturnall, amplia o caráter comemorativo desses encontros. Sua participação aproxima diferentes períodos da história do grupo e coloca novamente no mesmo palco músicos que tiveram papel importante na construção da identidade da banda.
À frente do Noturnall, Thiago Bianchi construiu uma trajetória que extrapolou as fronteiras brasileiras. O vocalista excursionou ao lado de Paul Di’Anno, recebeu elogios de Bruce Dickinson e, com o Noturnall, levou sua música a cinco continentes. A formação atual conta ainda com Guilherme Torres na guitarra, Saulo Xakol no baixo e Henrique Pucci na bateria.
A passagem termina em clima diferente no dia 7 de setembro, com um encontro acústico no The Cavern Club. Russell Allen, Fernando Quesada e Noturnall se apresentam durante o almoço, em mais uma oportunidade para o público acompanhar os músicos em um formato intimista. A entrada é gratuita, sem necessidade de compra antecipada, e o acesso será feito por ordem de chegada.
Serviço 3 de setembro de 2026 — Curitiba Noturnall acústico + Russell Allen & Fernando Quesada Acoustic Sessions Local: Hard Rock Cafe Curitiba Horário: 20h Show acústico exclusivo em Curitiba Informações: http://www.noturnallshows.com.br
4 de setembro de 2026 — São Paulo Noturnall feat. Russell Allen Participação especial: Fernando Quesada Evento: Churras of Rock Local: School of Rock Pinheiros Endereço: Av. Pedroso de Morais, 1950 — Pinheiros Horário: a partir das 19h Show elétrico e gratuito ESGOTADO
5 de setembro de 2026 — Rio de Janeiro Noturnall + Russell Allen Evento: Rock in Rio 2026 Palco: Global Village
7 de setembro de 2026 — Show extra Russell Allen & Fernando Quesada + Noturnall — Show Acústico Local: The Cavern Club Formato: almoço + show acústico Abertura das portas: 12h Entrada gratuita Informações: https://www.noturnallshows.com.br/the-cavern-club
Clipe montado a várias mãos acompanha a fúria anti-conservadora da faixa de estreia, marcando o encerramento do primeiro ciclo do projeto rumo ao próximo lançamento.
A banda CAVERNOSE MORFÉTICA acaba de disponibilizar um videoclipe oficial para o seu single de estreia, “Necroexpectador”. A faixa, que já havia sido liberada nas plataformas de áudio em 10 de julho, agora ganha sua versão visual para mostrar a identidade violenta e direta do grupo. Refletindo o autêntico espírito do “faça você mesmo”, o clipe foi concebido de forma colaborativa, utilizando imagens cedidas por diversas pessoas, e teve a sua edição inteiramente finalizada pela própria banda.
Assista ao vídeo clipe:
Formado em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, durante as eras pandêmicas, o projeto traz uma proposta não convencional: a banda é composta apenas por Rosalem Oliveira (contrabaixo e vocal) e Carlos Neres (bateria), dispensando totalmente o uso de guitarras. O resultado é uma sonoridade veloz e agressiva, assentada em linhas de baixo distorcidas, mesclando a crueza do Punk com a velocidade do Thrash Metal. As influências bebem diretamente da fonte de gigantes como Ratos de Porão, Napalm Death, Sepultura e Sodom.
Com letras cantadas inteiramente em português, o CAVERNOSE MORFÉTICA traduz a realidade caótica em pura revolta anti-conservadora. Na letra de “Necroexpectador”, que agora se une à imagens do clipe, o alvo é a espetacularização da morte e a hipocrisia de uma parcela da sociedade que se distrai com execuções na rua. A composição ataca diretamente o indivíduo que assiste a alguém passando por situações terríveis, “louvando assassinato e elegendo militar”, mas que logo em seguida busca a isenção ao se ajoelhar na “celebração dominical”.
Com o lançamento audiovisual concretizado, a banda não pretende desacelerar. O duo confirmou que o material inédito já está no forno, conforme declaração dos músicos: “Lançar o videoclipe de “Necroexpectador” é o fechamento do primeiro ciclo de apresentação da banda. A recepção do público nos shows tem sido insana, e é por isso que já estamos compondo e trabalhando em músicas novas. Nossos planos são gravar e lançar um EP completo ainda para este ano”.
Mesmo com a formação reduzida, o impacto do CAVERNOSE MORFÉTICA ao vivo é descrito como brutal, com mosh pit garantido em todas as apresentações. O grupo vem conquistando espaço no circuito independente, tendo passado por festivais como o Inverno de Aço e o Ubatuba Underwaves. Nestas oportunidades, a dupla dividiu o palco com grandes nomes do Metal extremo nacional, como Chaos Synopsis, Desalmado, Manger Cadavre, Overdose Nuclear, Válvera, Coyote Bad Trip e AncestralMalediction.
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