RESENHA: SHADOWSIDE – SHADES OF HUMANITY

Por Rodrigo Paulino

The wait is over! Na espera do quarto álbum da banda, depois de 5 anos, está recém tirado do forno um álbum recheado de músicas com guitarras pesadas de Raphael Mattos, Fabio Buitvidas na bateria, Magnus Rosén no baixo e a característica e marcante voz de Dani Nolden.

Posso sem a menor dúvida dizer que este é um álbum emblemático e marcante da banda. Não é um mais do mesmo, a banda nunca foi, mas este está mais marcante, tem uma pegada diferente na melodia. As letras estão bem carregadas, pois tratam de assuntos como  depressão, superação, desastres naturais como o ocorrido em Mariana – MG, os valores da humanidade.

As faixas de abertura possuem a identidade musical da banda impressa em seu peso, no entanto, podemos notar o quão versátil é a voz de Dani, é como se ela se dividisse em três pessoas diferentes nas três primeiras faixas. Em The Fall notamos um coro back vocal no refrão, já em Beast Inside a musica conta com um vocal mais pesado e melismas no decorrer dela, unido ao peso, depois uma pegada mais leve e moderna em What If, o vocal varia um vocal limpo e algo mais carregado e rápido.

Acaba sendo difícil escolher uma favorita, queria deixar registrado a minha admiração por esse trabalho, no que se refere à vocalista, versatilidade marcante onde ela muda o tom da voz de algo tranquilo para o agressivo em um piscar de olhos, isso se torna mais evidente em Insidious me. Uma música que não desaponta em nada quem curte um peso.

Stream of shame carrega uma característica que eu chamo de queda livre: a música segue um rítimo como se seguisse em frente, de repente ela despenca, é algo tão bom isso nos fones de ouvido que você se sente realmente em uma queda, respire nessa faixa.

A faixa Drifter é interessante, onde um sintetizador ganha destaque e vai alternando com a guitarra e bateria. É uma faixa muito interessante, é agitada e temos pelos menos umas três variações de vocal, um solo, uma pegada moderna e ao mesmo tempo dos 80, lembrando algo da trilha sonora de Tron. O mais legal é no finalzinho a guitarra acompanhando a voz e depois dominando tudo, uma das minhas faixas favoritas.

O que é muito legal, é que quando chega a ultima faixa, vemos uma musica que é diferente de tudo que você ouviu no álbum inteiro, a faixa Alive começa tão tranquila que você acha que colocaram ali por engano, mas vai por mim, é emocionante, a musica possui uma atmosfera pesada, apenas com o sintetizador e em pontos ela vai passando por cada passo que você deu ouvindo o álbum. Aliás, Alive possui um clipe muito bom, dirigido pelo diretor Daniel Stilling, ninguém menos que o diretor de Criminal Minds, série de tv que também recomendo. O clipe consegue captar os momentos mais perturbadores e obscuros das séries e filmes dirigidos por Daniel, clipe com cara de episodio de seriado.Confira:

O que dizer deste álbum mal ouvi e já considero pacas? É um salto na carreira da banda, um álbum onde podemos ter uma amplitude do vocal e a instrumentação que nunca deixaram a desejar, é o famoso: “O que é bom pode ficar ainda melhor”, mas neste caso: “O que é melhor pode ficar ainda mais surpreendente”.

Minha nota? 10/10

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