RESENHA: Nightwish – vídeo clipe “Élan”

Por: Rodrigo Paulino

Desde que o Nightwish anunciou a demissão de Anette Olson do vocal da banda, anunciou como vocalista interina e posteriormente a admissão de Floor Jansen, muita especulação houve com relação ao destino da banda. Floor é muito conhecida pela sua agressividade e potência vocal, tanto nos trabalhos do After Forever como também na sua atual banda, o ReVamp, o que gerou um certo desconforto numa parcela de fãs da banda, acostumados com os vocais de Anette Olzon em Imaginaerum que apesar de em algumas músicas serem bem agitadas, o compositor Tuomas conseguiu extrair o que havia de melhor nos vocais da moça, suavizando em muito em musicas como Storytime que apesar de agitada, ela possui um ponto que chega a parecer coisa de criança, Last Ride que tem um refrão poderoso, mas seus versos são suaves na voz de Anette. Como fica com Floor? Essa dúvida permeou a mente de muita gente (posso apostar que teve gente que não dormiu pensando nisso)

Logo veio outra notícia: “Teremos convidado especial no álbum que estamos compondo“. Isso é ótimo! Floor com ft Scabbia? Sharon? Tarja? Anette? Não! O biólogo evolutivo, autor de várias obras iria fazer participações, citando trechos de seus livros nas músicas, uma delas até nomeia uma das faixas: The Greatest Show On Earth. Então surgiram mais dúvidas: “O Tuomas virou ateu?” “Virou evolucionista?“.

E assim os dias se passaram e logo anunciaram uma música chamada Élan. Esse foi o divisor de águas, sabemos muito bem que depois de Imaginaerum, Troy Donocley passou a fazer parte dos membros fixos da banda, tocando todos os instrumentos de sopro, o que esperar então de Élan? Bom, as fã-bases piraram pois Élan representou algo bem mais leve que a banda já havia feito… Confira o clipe abaixo:

O clipe tem uma estética meio vintage, com direito a Floor num palco de bar parecendo uma pin-up, ao mesmo tempo em que o piano é tocado harmonicamente com a flauta e logo somos apresentados às guitarras e bateria junto com a flauta, enquanto Tuomas toca piano e Floor se aquece no palco. Ah sim! Ela está volta! A corujinha!

Logo que começa a musica, você fica ansioso para ouvir Floor aos berros, no entanto, temos ela de forma comportada, muitos disseram se decepcionar com os vocais dela nessa canção, visto ela sempre usar toda a potência vocal  e parecer um tanto que “amarrada”.

Tratando do clipe, o conceito é bem simples: temos no bar em que a Floor canta um garçom secando os copos, onde Empu toca a guitarra há um senhor que está dando aulas de natação, onde Marco está há um outro senhorzinho fazendo reparo na linha férrea, Troy é guardião de uma senhorinha que parece estar limpando as folhas secas em um auditório, o baterista interino Kai Hahto está numa espécie de fábrica onde há um senhor jogando detritos no fogo e Tuomas de uma outra senhorinha que está lavando roupas, em um dado momento, todos viram fumaça e estão curtindo a banda – todos com carinha de simpáticos, incluindo o malicioso sorriso de Tuomas tocando piano  – é uma cena muito engraçada, existem momentos que você ri, como aos 3:47 onde o velhinho ferroviário faz uma pose engraçada e ri, a dancinha do garçom aos 3:50, aos 4:00 a senhorinha vibrando diante da banda… Não estou zombando deles, é bonitinho, quando o clipe termina, todos aplaudem, e de um outro take, a coruja está em seu poleiro, em frente ao balcão do bar, com a banda ao fundo interagindo com os atores convidados, alguns deles sobem no palco, dançam com a Floor, outro coloca o quepe na cabeça do Emppu, é uma cena bem bonita e espontânea. O clipe em sí é muito belo.

Da música… Há quem amou a música e há quem simplesmente detestou ela. De fato, a musica é muito tranquila, quem está acostumado com a Floor cantando super rápido com vocais violentos pode ser meio decepcionante, ainda mais criando a expectativa enorme com relação ao peso. Após a metade da música, quando Floor e Marco passam a cantar juntos, nota-se a maior presença de voz da Floor. Outra coisa que causou um certo desconforto é o uso da flauta, algo que alguns consideram exagerado. Eu particularmente, gostei muito desse som, o single de Élan veio com uma versão alternativa, que lembrou demais o estilo do álbum: Imaginaerum: The Score, é uma versão mais forte e mais marcante.

A musica fala de viver a vida com todo o pique, viver e realmente valer a pena, fazendo aquilo que realmente gosta, com todo o ímpeto que existe em nós.

O single Élan contem uma faixa bônus chamada Sagan, uma homenagem ao cientista cosmólogo, astrobiólogo e astrônomo Carl Sagan (1934-1996). É outra canção muito bonita, bem arranjada e recheada de flautas. Floor canta demais nela.

Cena final de Élan

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