Por: Rodrigo Paulino
Soulpell é um projeto de rock opera criado pelo baterista Heleno Vale, no interior de São Paulo, na cidade de Lençóis Paulista, a banda contem 3 álbuns lançados que contam com convidados como Tim “Ripper” Owens, Jon Oliva, Blaze Bayley e até mesmo Amanda Somerville.
O trabalho é de qualidade, não deixando nada a dever para outros projetos do gênero como Avantasia ou até mesmo Avalon. Vamos falar um pouco dos trabalhos lançados até hoje e tratar um pouco mais sobre o conceito de cada álbum.
A LEGACY OF HONOR – ACT I

Composto por 11 faixas, é o primeiro álbum da banda, inicia-se com uma faixa instrumental, chamada The Gathering, e logo somos apresentados a uma faixa muito rápida ao melhor estilo do gênero, Age of Silence, que é simplesmente avassaladora. Troy é a típica canção de uma metal opera, é aquilo que vocês espera ouvir, contando com os maravilhosos vocais da lindíssima e carismática Daísa Munhoz (Vandroya e Inlakesh). Em Alexandria e Milvian Bridge, temos uma desacelerada, no entanto, a qualidade de composição é fantástica, a participação dos cantores é muito marcada, por exemplo, os vocais femininos e fortes são insuperáveis em Alexandria, é marcante. Outro destaque do álbum é a última canção, lembro-me de escuta ela por horas e horas quando ouvi o álbum pela primeira vez, é simplesmente uma explosão, o refrão é bem pregado, as partes de Nando Fernandes como Samael são arrepiantes, no entanto, após um instrumental, seguido por uma instrumentação cheia de violinos chorosos e que te fazem viajar, cadenciados por guitarras rítmicas, um piano, um tom irônico, risos por todos os lados, cercado de sarristas, ganham uma projeção até que entra DAISA, eu espero os segundos por esse momento em que ela canta e solta todo o potencial de sua voz, arrepia!
(Corra até os 5:50, ou imagine um clipe para essa musica com todo o conceito do álbum…)
Após falarmos dos pontos principais do álbum, vamos falar do conceito:
O primeiro álbum conta todas as visões que Tobit tem de suas vidas anteriores em diferentes lugares e épocas, vemos como coisas simples tem sua importância e se refletem no decorrer pelas suas escolhas e todas elas se tornam consequências na vida de Tobit.
LABYRINTH OF TRUTHS – ACT II

Abrindo o álbum com uma introdução mais pesada com mais peso do que o anterior, criando toda a expectativa para um grande álbum promissor. The Labyrinth Of Truths possui uma atmosfera mais pesada, porém muito elaborada, Dark Prince’s Dawn tem uma pegada de power com sinfônico, é rápida em dados momentos e o peso constante está sempre presente. Este álbum possui musicas mais longas também, com corais elaborados em muitas delas, como no caso de Amon’s Fountain. Zak Stevens e Jon Oliva marcam presença em Into the Arc of Time, uma musica que tem um marco muito importante no desenrolar da opera. O que me chamou muito a atenção na época do álbum recém lançado, foi um dueto muito do bonitinho e extremamente cativante, de Daisa uma vez, eternamente doce e bela com Lucas (o guri parece o Renato Russo cantando), é uma balada rica, com detalhes tão belos e possui um clipe!
(Adrift – Soulspell (Daísa Munhoz ft Lucas)
No conceito, temos agora o filho de Tobit, Timo interagindo e com outros personagens e remontando seu destino durante momentos históricos, como o nascimento das cruzadas, a Guerra de Troia, segunda Guerra Mundial, etc.
HOLLOW’S GATHERING – ACT III

Esse álbum é um grande sucesso, ele não é tão melhor quanto o segundo, que na minha opinião acaba por se tornar um clássico e um marco na carreira da banda. Hollow’s gathering, faixa que abre o álbum, é uma explosão, Ligia Ishitani começa de forma graciosa e harmoniosa o álbum, no entanto a voz de Daisa e um up na velocidade e no peso da canção transforma totalmente o que o ouvinte está escutando. To crawl or to fly reúne as vozes de Daisa e Manuela Saggioro com a simpática Amanda Somerville e Matt Smith, é uma canção empolgante, mas o apogeu dela é o dueto entre Amanda e Daisa. Logo em seguida em Anymore, Manuela e Daisa fazem um dueto, no entanto, Manu tem destaque merecido, é uma canção linda. Um outro destaque está em The Dead Tree com Tim Ripper Owens, os agudos são animais! Para finalizar os destaques do álbum, temos Whispers Inside You, é uma balada para finalizar, mas as as vozes se completam de forma tão graciosa, entre Amanda e Michel, que você espera por mais e mais e mais… Só que o cd termina.
(Cadê mais dueto? Cadê mais Amanda, Daísa e Manu?)
Ainda esse ano a banda vai lançar um novo álbum com o que existe de mais forte no que se refere a vocais agudos, segundo Heleno Vale, confirmando a presença de Andre Matos. E aí como será que vai ser? A minha expectativa é bem grande. Espero que você amigo leitor do Ponto ZerØ possa ouvir também e curtir muito essa banda BR.









No último domingo, dia 24 de outubro, numa garoa chata da própria terra da garoa, São Paulo, pouco mais de 18hr as portas do Carioca Club, em Pinheiros, foram abertas para os fãs de um dos vocalistas mais idolatrados na cena heavy metal do mundo: Rob Halfod.
A banda mostrou um entrosamento muito grande, afinal, todos são “lendas” no cenário metal no mundo inteiro e não poderia ser diferente. A voz de Halford, apesar dos 40 anos de carreira, não cede sequer uma vez durante toda sua performance, é como se fosse uma força maior saindo dele. Assim como o vocalista, o público não cedeu ao calor e lotação que estava pairando, tendo ótimas vibrações e um clima agitado.
Na década de 70, outra banda bem conhecida, foram as meninas do The Runways, apenas meninas na banda. Joan Jett teve a ideia inicial de criar a banda, comentou a ideia com a seu amigo Kim Fowley, que logo apresentou a baterista Sandy West, chamaram a baixista Micki Steele e a compositora Kari Krome. Em 75, estava formada a banda de garotas. Em 76 entrou a guitarrista Lita Ford e a cantora principal Cherrie Currie, lançando assim o primeiro álbum The Runaways e em 77 lançaram o Queens of Noise e infelizmente, em 78, depois de desacordos com empresário, gravadora e alguns desfalques na banda, elas gravaram um último álbum chamado “And Now… The Runaways”. A mensagem principal da banda sempre foi a de que mulheres podem fazer rock. Em 2010 rolou um filme sobre a banda.
No anos 80, com a ascensão do heavy metal, uma banda possuía uma vocalista de voz rouca, aliás, vamos combinar que anos 80 uma série de cantoras de vozes potentes, como Bonie Tyler e Kim Carnes tinha como marco a voz rouca e forte. No entanto, vamos falar da belíssima Doro Pesch, vocalista da banda Warlock. Com o tempo, Warlock acabou e Doro permaneceu como a única membro original da banda, lançando assim sua própria banda, Doro Pesch. Fez inúmeras apresentações especiais com outras bandas como Hole Moses, cantou com UDO, Jorn Lande, apresentou um cover do Abba com Dirk Bach, gravou um dueto com o Twisted Sister no álbum A Twisted Christmas, aparece em Who I Am com Floor Jansen e atualmente cantou junto com Rafael Bittencourt no álbum Secret Garden, do Angra.



















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