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Anka Brasil lança novo disco: “Quando a Alma Canta”

Capa disco Quando a Alma Canta – Divulgação

Depois de “Noite Fria” (2021) e “Amor Sem Fronteiras” (2022), o cantor e compositor gaúcho lança seu terceiro disco

Depois de “Noite Fria” (2021) e “Amor Sem Fronteiras” (2022), o cantor e compositor gaúcho lança seu terceiro disco, “Quando a Alma Canta”.

Anka mantém seu estilo regional romântico com influências do rock’n’roll. No seu novo disco apresenta canções com letras românticas, onde as referências regionais dialogam com a intensidade do rock. O álbum tem novamente a parceria com Veco Marques (Nenhum de Nós), assinando a produção.

“Quando a Alma Canta” finaliza uma espécie de trilogia autoral do compositor gaúcho, agora com uma sonoridade mais roqueira. O lançamento é do selo Ímã Records e já está disponível nas plataformas digitais.

Doze canções de amor e uma esperança
Por Roger Lerina (jornalista cultural)

Desde a canção de abertura, Anka Brasil entrega-se – e nos convida a participar desse pacto pelo amor. “Não sentir os pés no chão / Nem teu dono nem peão / Só me perder de amor”, roga o refrão de “Eu Amei”, primeira das muitas baladas do novo disco do cantor e compositor. Dono de voz grave e envolvente, o intérprete está lançando “Quando a Alma Canta”, seu terceiro trabalho como solista. São 12 faixas em que mais uma vez Anka reflete sobre o amor – tema incontornável que se desdobra em emoções e aflições, alegrias e tristezas, encontros e infortúnios.

O assunto pode ser o mesmo, mas a abordagem lapidou-se. Em uma trajetória que se iniciou no final dos anos 1980 imprimindo seu tom de baixo-barítono a temas de Beatles, Stones, Creedence, Elton John e especialmente Elvis Presley em uma banda de amigos, Anka lançou-se em carreira solo com “Noite Fria” (2021). No ano seguinte, “Amor sem Fronteiras” seguiu o caminho do álbum de estreia, explorando de novo uma verve romântica que trafega pelo pop rock, folk e balada country em temas cuja instrumentação semiacústica valoriza o som de violões, guitarras, teclados e acordeões.

Como se fosse uma trilogia do coração, “Quando a Alma Canta” debruça-se mais uma vez sobre as peripécias amorosas – mas agora de uma forma poética e musicalmente mais madura. Contando novamente com Veco Marques na produção e à frente de vários instrumentos, parceiro de Anka desde o primeiro trabalho, o disco ganha corpo sonoro graças a uma banda de base que inclui alguns dos mais talentosos músicos da cena sulista: Diego Dias no acordeão, Murilo Moura nos teclados, Dani Vargas na bateria, Cristiano Ludwig no saxofone e Renato Dall Ago no trompete.

“Quando a Alma Canta” tem sabor de uísque sem gelo, memória de paixões antigas cujo fogo insiste em arder, espírito de madrugada insone escutando canções tristes para sentir-se melhor – como cantava o roqueiro argentino Gustavo Cerati. As músicas conjuram referências de artistas que, como Anka, carregavam uma lágrima na voz: escutam-se ecos de Roy Orbison em “Teu Corpo no Mar”, Johnny Cash em “Caminhar sem Direção”, o imprescindível Rei do Rock no soul gospel “Sofrer É um Instante”.

Como sempre, o gosto de terra também tempera a musicalidade de Anka – cujo sobrenome artístico, não esqueçamos, é Brasil. “Uma Noite de Amor” é uma balada que bebe na sanga do rock rural de referências como Renato Teixeira e o antológico trio Sá, Rodrix & Guarabyra. Já a música-título do disco é uma milonga puro-sangue com acordeão, baixo e guitarra elétrica que conta com as participações de Cristiano Quevedo nos vocais e Lara Rossato na declamação – dois dos nomes mais talentosos da nova música nativista sulista.

Em “No Olho do Furacão”, Anka lembra que “O amor às vezes é traiçoeiro / A dor às vezes chega primeiro”. Mas o artista também sabe que desistir dessa procura é abrir mão da vida. Citando o saudoso Bebeto Alves, “Quando a Alma Canta” nos oferece mais algumas canções de amor neste mundo onde tudo é desatenção – e o coração vaga.

As 12 músicas que compõem o álbum:
01- Eu Amei
02- Sai do Meu Peito
03- Não Deve Beijar
04- Caminhar Sem Direção
05- Quando A Alma Canta
06- Ah Coração
07- É Vício
08- Teu Corpo no Mar
09- Uma Noite de Amor
10- No Olho do Furacão
11- Sofrer é um Instante
12- Brincar de Esconder

Ficha técnica
Gravado nos estúdios Everest e Tec-Áudio em 2025
Técnicos de gravação: Veco Marques e Fernando Dimenor
Mixagem: Fernando Dimenor
Masterização: Marcos Abreu
Lançamento: Ímã Records

“Uma Vida Ordinária”: Nenhum de Nós lança videoclipe de canção inédita do novo EP “Doble Chapa”

Créditos foto: Raul Krebs

“Uma Vida Ordinária”, a nova música do Nenhum de Nós, fala de alguém que deseja sair de uma vida sem perspectiva e que acorda cedo para conseguir isso. Alguém que busca seu próprio caminho. A faixa que abre o EP ganhou versão para o espanhol, já que sua autoria em parceria com Thedy Corrêa é assinada também pelo músico uruguaio Fede Lima, cujo projeto artístico se chama SOCIO. É com ela que o quinteto gaúcho renova parcialmente seu repertório e inicia uma nova tour em abril. E, mais uma vez, começando por São Paulo: a banda faz temporada no Teatro J. Safra dias 20 e 21 de abril. Confira o videoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=34X1eiq4Mjc

As interações com o pop & rock uruguaio não param por aí: a faixa “Fã de Faith No More” é uma versão do Nenhum para um dos maiores hits de SOCIO. E a música “O Aprendiz”, é uma versão para o português de uma canção da banda uruguaia Cuarteto de Nós.

Doble Chapa é uma expressão que define as pessoas que vivem na fronteira próxima ao Uruguai. Motivo de documentários, ensaios literários e canções, inspirou o grupo gaúcho no momento de batizar o EP. “Fronteiras podem ser legais na medida que abrigam iniciativas culturais marcadas por peculiaridades. Misturar estas particularidades para gerar algo novo é o tom deste novo trabalho”, revela o guitarrista Carlos Stein. “Com Doble Chapa reforçamos nossa identidade latino americana” complementa Thedy Corrêa. E prossegue: “somos apaixonados pelo nosso continente e temos especial orgulho de nossa condição de sulistas e gáuchos (com o acento castelhano). Nossa cultura é o resultado desta mistura que não conhece fronteiras e que faz com que haja sintonia mesmo falando línguas diferentes”.

Com o lançamento deste EP, o primeiro nos 31 anos de carreira da banda, o Nenhum prossegue reforçando seus laços com os artistas do Prata, desta vez também no campo autoral. Sobre isto fala Carlos Stein: “temos uma identificação natural com o rock produzido nesta região. Usamos as mesmas fontes. Mas isso não é novidade em nossa carreira. A novidade é lançar um trabalho totalmente voltado para isto”. E Thedy Corrêa reforça: “quando ouço uma canção em castelhano que eu gosto, automaticamente faço versões na minha cabeça como um exercício criativo. Algumas destas versões entraram em discos, outras apenas ficaram como experimentos. Mas o vai e vem do idioma é incrivelmente estimulante.”

E Thedy fecha uma reflexão sobre os percalços da integração musical latina: “falta um fortalecimento do mercado latino no Brasil, que o ignora solenemente. Somos mais sucetíveis às influências europeias e americanas do que aquela que nos proporciona a proximidade com os vizinhos de continente. É uma visão colonialista que atrapalha o intercâmbio cultural. Bandas como Nenhum de Nós e Paralamas do Sucesso fazem esta aproximação há décadas. Falta que outros artistas resolvam aderir à causa.” E Carlos completa: “embora exista muita admiração de parte a parte entre nossos países, o lado cultural ainda se ressente do tamanho do mercado. Acho que trabalhos como esse e investir nestes intercâmbios através de shows, podem ser o caminho para se construir algo mais concreto”.

Prontos para a nova tour cuja estreia será dias 20 e 21 de abril em São Paulo, no Teatro J. Safra, o Nenhum vai mantendo sua trajetória bem-sucedida no mercado brasileiro, mas continua atento à cena musical dos países latinos.

O single “Uma Vida Ordinária”, também com versão em espanhol, estará disponível a partir de 23 de março nas plataformas digitais. O EP em formato físico chega às lojas na segunda semana de abril. Período em que estará também estará na íntegra para distribuição digital. Lançamento da Ímã Records.