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Em “1822”, Rota 54 percorre as marcas que a cidade deixa pelo caminho

O Rota 54 divulgou nesta quarta-feira (7) o single “1822”, produzido no estúdio Lhama Records por Guto Passos, do Lobão Power Trio, e Jairo Fajer, do Autoramas. O local, instalado em um casarão do início do século 20, na capital paulista, também serviu de cenário para o videoclipe de “1822”, produzido e dirigido por Fernando Hound.

Foto: Eduardo de Goes

A faixa lançada pelo selo Undershows discute a relação entre memória, passagem do tempo e as transformações vividas na metrópole. Segundo o vocalista e guitarrista Caio Uehbe, “1822” fala sobre as lembranças despertadas por lugares que fazem parte da rotina da cidade. “Lugares que não são mais os mesmos, que mudaram com o passar do tempo, assim como nós, mas que sempre nos levam de alguma maneira a rememorar momentos e vivências que não existem mais, mas que trazem sensações, sentimentos, nostalgia.” Essas memórias, de acordo com Caio, podem assumir diferentes sentidos. “As lembranças podem ser uma prisão para nos manter no passado ou uma porta de entrada para seguir adiante e buscarmos coisas novas. É uma encruzilhada com que nos deparamos em cada esquina das ruas da cidade.”

Já o título da música faz referência a uma rua do bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, que fez parte do caminho percorrido pelo músico em um período de sua vida. A escolha não está diretamente relacionada ao processo de Independência do Brasil, embora o vocalista identifique uma possível conexão entre a referência histórica e a ideia de autonomia presente na composição. “É interessante pensar na referência da independência que buscamos para nossas vidas e como ficamos dependentes de coisas passadas. É uma relação possível de ser feita.”

Assista ao videoclipe “1988” 

“1822” amplia a relação do Rota 54 com diferentes vertentes do rock. Embora o punk rock esteja entre as principais referências da banda, a faixa incorpora elementos de grupos como Ira!, Attaque 77, Beatles, The Who e Social Distortion. “Sempre fomos uma banda que transitou por diversos gêneros do rock, e nesse trabalho novo isso fica muito mais evidente”, explica Caio, que vê a identidade do Rota 54 relacionada à combinação entre letras e melodias. “A banda se destaca por suas letras fortes, que abordam tanto questões políticas quanto questões existenciais e cotidianas, e por seus refrões e melodias marcantes.”

Formado em São Paulo em 2008, o grupo chega aos 18 anos de trajetória com Caio Uehbe (voz e guitarra), Daniel Moura (guitarra e voz), Camarada Renan (baixo) e Tony Karpa (bateria), que passou a integrar a formação neste ano e já participou de diversos projetos da cena independente, incluindo a banda Garotos Podres.

A Rota 54 comemora o lançamento do single no PunktoberFest, que acontece em São Paulo no próximo dia 11, ao lado das bandas: Garotos Podres, Statues On Fire, Menstruação Anárquika, Flor ET e Los Rotten (AR).

Arte: Caio Uehbe

Ouça “1822” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/220019305038

Vá ao PunktoberFest:
https://www.sympla.com.br/evento/punktoberfest-2026-na-tarantino-cervejaria/3577795 

O Dia de Rock reúne Black Pantera, Nação Zumbi e Garotos Podres

Festival gratuito acontece nos dias 1, 2 e 3 de maio em Juíz de Fora – MG

O Dia de Rock, festival que acontece em Juiz de Fora (MG), chega a 5ª edição e reúne artistas locais e nomes consolidados da música brasileira. Com programação gratuita, o evento acontece entre os dias 1º e 3 de maio, das 12h às 22h na Praça Tarcísio Delgado, no Centro da cidade.

Garotos Podres // Foto: @mazzei.br

O line-up reforça a proposta do festival de integrar diferentes vertentes do rock e promover o encontro entre gerações. Sobem ao palco nesta edição, as bandas Black Pantera, Nação Zumbi, Garotos Podres, Pense, Cigarras, Luma Schiavon, Purple Lips, Big Dog Daddy, Tarantina e Battery. O festival promove ainda uma mostra voltada a artistas que buscam ampliar sua visibilidade. Dois nomes serão selecionados para integrar a programação oficial de cada um dos dias do festival, reforçando o compromisso do evento com o fortalecimento da cena independente.

Black Pantera // Foto:Divulgação

Criado em 2022 pelos produtores culturais Daniel Moura e Guilherme Sânzio, o Dia de Rock cresce a cada ano. “Desde a primeira edição, o festival tem ampliando sua estrutura, seu alcance de público e sua presença na cena musical de Juiz de Fora”, afirma Moura. Em 2025, o festival reuniu cerca de 12 mil pessoas ao longo de quatro dias. Para este ano, a expectativa é que o público chegue a 15 mil, mesmo com a programação concentrada em três dias.

Com entrada gratuita e realizado em espaço público, o Dia de Rock mantém como princípio a democratização do acesso à cultura. “Essa característica faz parte da essência do evento: ocupar a cidade com música e aproximar o público da produção artística”, destaca Moura. O festival conta com patrocínio da Claro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e se consolida como um importante ponto de encontro da cena musical, contribuindo para fortalecer a cidade como um dos polos da música autoral no estado.

Saiba mais em: https://odiaderock.com.br/