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Inocentes lança versão expandida de “Antes do Fim” com faixas acústicas inéditas

Foto: Caru Leão

O Inocentes lançou nesta quinta-feira (7) a versão ampliada do álbum “Antes do Fim”, intitulada “Antes do Fim Deluxe”, já disponível nas principais plataformas digitais. Com 20 faixas, o disco conta com oito versões acústicas inéditas, além das 12 músicas originais lançadas em 2024 pelo selo Red Star Recordings.

Gravado, mixado e masterizado no Red Star Studio, em São Paulo, o álbum foi produzido por Henrique Khoury, responsável também pela edição anterior, lançada em LP. Na época o formato influenciou diretamente a seleção inicial do repertório. Segundo o vocalista Clemente Nascimento, a limitação física da mídia foi determinante: “foi uma escolha difícil, pois a prioridade era o vinil, que é uma mídia física com um limite de músicas, por isso, estrategicamente seguramos essas 8 faixas para a versão digital”. Para o lançamento atual, o grupo disponibilizou o material acústico gravado durante o projeto na íntegra. “Agora temos todo o repertório que gravamos em formato acústico nessa versão Deluxe nas plataformas”, afirma Clemente.

A canção escolhida para divulgar o novo disco é a versão desplugada de “Quanto Vale a Liberdade”, do Cólera, lançada pela primeira vez na coletânea Sub (1983), organizada pelo Redson, vocalista e guitarrista do grupo na época. Em 2001 o Inocentes já havia registrado a música no álbum “O Barulho dos Inocentes”. “Essa é um clássico, adoro essa letra do Redson. Já tínhamos gravado uma versão com um sexteto de cordas para o ‘Barulho dos Inocentes’ e agora fizemos uma versão mais fiel ao original”, revela o vocalista.

Ouça “Quanto Vale a Liberdade”

Formado atualmente por Anselmo Monstro (baixo), Clemente Nascimento (voz e guitarra), Nonô (bateria) e Ronaldo Passos (guitarra), o Inocentes prepara um show acústico no Blue Note São Paulo, no dia 12 de maio, para comemorar o lançamento de “Antes do Fim Deluxe”. A apresentação contará com a participação de dois músicos que integram o álbum: o tecladista e pianista Wagner Bernardes e a cantora Tata Martinelli. “O público pode esperar de nós muita dedicação para trazer os mesmos arranjos da gravação para o palco do Blue Note”, garante Clemente.

De acordo com o vocalista, o trabalho acústico não substitui a sonoridade tradicional do grupo. “Esse acústico é um projeto que anda juntamente com o elétrico, não paramos um pra fazer o outro”.

Ouça “Antes do Fim Deluxe” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/inocentes_antesdofim

Acesse a playlist completa no Youtube:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO-DCNxMhQEE_M4avZvOiJ4alsVI0w2WL

Foto: Caru Leão

Vá ao show:
12 de maio de 2026 às 22h30
 Blue Note São Paulo: Avenida Paulista 2073 – 2º Andar – Consolação – São Paulo/SP
Garanta o seu ingresso: https://www.eventim.com.br/artist/blue-note-sp/inocentes-lancamento-do-album-acustico-edicao-deluxe-4119227/

Versalie Waltz lança “Whispers”, álbum que combina estética teatral, narrativa histórica fictícia e rock alternativo

Foto: Paulo Cunha

A banda Versalie Waltz lançou nesta terça-feira (5) o álbum de estreia “Whispers”, assinado pelo selo Red Star Recordings. Formado em 2023 na Zona Oeste de São Paulo, o grupo de rock alternativo combina narrativa, teatralidade e identidade visual.

O disco de 10 faixas, de acordo com o guitarrista Mateus Bonini, é um trabalho conceitual ambientado em um arco fictício inspirado na Revolução Francesa. “‘Whispers’ explora a ideia de que grandes movimentos sociais podem não ser apenas espontâneos, levantando a dúvida sobre a existência de influências externas – inclusive sobrenaturais – na condução da sociedade”. As composições abordam temas como livre-arbítrio, manipulação e a dualidade entre instinto e consciência.

A faixa escolhida pela banda para divulgar o lançamento é “Haunted”, que conta com videoclipe dirigido por Ivan Shupikov, influenciado pela estética visual do cinema de terror dos anos 1980, com referências a “Suspiria” e “O Iluminado”.
“A música apresenta uma abordagem energética dentro do hard rock, explorando temas como desejos reprimidos e elementos sombrios”, revela o guitarrista.

Assista ao videoclipe “Haunted”

Gravado na Red Star Studios e produzido por Henrique Khoury com a co-produção de Michael Toshiro Nakabayashi, o álbum, segundo Mateus, marca uma evolução sonora, com foco em captação orgânica, priorizando gravações com amplificadores reais e uma estética mais analógica. “Whispers” sucede os singles “By My Name” (2023), “Vampyre” (2024) e “Carnival” (2024), e reforça a proposta artística do grupo, que atualmente é composto por Jhey Rose (vocais e teclados), Victor Bittencourt (baixo), Diego Tetti (guitarra) e Guilherme Fioravanti (bateria), além de Mateus Bonini na guitarra.

O lançamento de “Whispers” será celebrado no dia 7 de maio, às 20h, na Red Star Studios, localizada na Rua Teodoro Sampaio, 512, em São Paulo. O evento terá entrada gratuita e contará com a apresentação do álbum na íntegra.

Capa: Eduarda Brainer

Ouça “Whispers” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/244121038511 

Palco Tarantino  aposta na música independente e estreia com circuito de shows gratuitos em São Paulo

O Palco Tarantino chega à sua primeira edição em 2026 com a proposta de fortalecer a cena da música independente na cidade de São Paulo. Criado pela Tarantino Cervejaria, o projeto prevê um circuito de shows gratuitos ao longo do ano, reunindo mais de 30 bandas em diferentes casas da capital paulista.

A iniciativa busca incentivar o público a explorar a cidade por meio da música e a valorizar espaços culturais que sustentam a cena independente. Ao todo, seis locais participam do circuito: FFFront, Red Star Studios, Gaz Burning Bar, La Iglesia, 74 Club e a própria fábrica da cervejaria.

Deb and the Mentals, uma das atrações do circuito // Foto: Lucca Miranda

Segundo Isaac Deutsch, sócio fundador da Tarantino e idealizador do projeto, o festival nasce com um caráter de mobilização cultural. “O Palco Tarantino 2026 é um manifesto em movimento: um ano inteiro de música independente, com entrada gratuita”, afirma. Deutsch reforça, ainda, o objetivo de estimular a ocupação urbana por meio da cultura. “São mais de 30 bandas ocupando os circuitos mais autênticos de São Paulo para provar que a cidade só vive quando a gente sai de casa”.

A identidade visual do projeto foi desenvolvida pelo Balaústre, laboratório criativo formado por cinco artistas que assinam a arte oficial do festival, que busca traduzir a essência do evento e sua conexão com a produção artística independente.  “Nosso compromisso com a identidade cultural da cidade se reflete em tudo o que fazemos”, diz Isaac, ao associar o projeto à proposta da Tarantino Cervejaria, cujos rótulos destacam obras de artistas que também ocupam os muros da capital.

Macaco Bong se apresenta em 5 de junho na Red Star Studios // Foto: Divulgação

A programação se estende de maio a dezembro de 2026, com datas distribuídas entre as casas participantes. Entre os destaques estão apresentações de bandas como Questions, Macaco Bong, Rabo de Galo, Deb and the Mentals, Sapo Banjo, entre outras, contemplando diferentes vertentes da música independente.

O público poderá acessar a programação completa, com datas, locais e informações sobre as bandas, por meio do site oficial do Palco Tarantino.

Saiba mais: https://palcotarantino.com.br/

Supla lança single “Champs” inspirado na Copa do Mundo, e faz show do álbum “Nada Foi em Vão” em São Paulo

Foto: Paula Regina Smith

Supla lançou nesta sexta-feira (1) o single “Champs”, inspirado no clima da maior competição do futebol mundial. Com uma abordagem otimista, a música chega acompanhada de influências do punk e elementos característicos do estilo desenvolvido pelo artista ao longo de sua carreira.

“Eu amo futebol. E acredito na positividade! Então resolvi lançar uma música positiva”, explica Supla. Ele também comenta a relação afetiva com o futebol brasileiro, mesmo diante de cenários desafiadores: “Mesmo sabendo que o Brasil não é o favorito, para mim não importa. O melhor e mais bonito futebol na minha humilde opinião é do Brasil”.

A faixa conta com a participação de Bernard Rhodes, antigo empresário do The Clash, banda pioneira do punk rock inglês. “A canção abre com Bernard Rhodes […] falando naquele sotaque britânico, entrando com uma levada bem hardcore”, revela o artista, ao descrever a construção musical do single executado ao lado da sua banda, Os Punks de Boutique. A música ainda incorpora uma “bossa furiosa” e um refrão contagiante. “Nós temos uma boa música para cantar, então é melhor vencermos!”, profetiza o papito.

Foto: Mariana Valverde

O lançamento de “Champs” antecede o show de lançamento do álbum “Nada Foi em Vão”, que celebra os 40 anos de carreira de Supla. O evento está marcado para o dia 5 de junho, às 21h, na Casa Rockambole, na zona oeste da capital paulista.

Além das faixas do trabalho mais recente, o repertório deve incluir sucessos da trajetória do cantor e versões de clássicos do rock que influenciaram sua carreira. Os ingressos para a apresentação já estão disponíveis.

Ouça “Champs”:
https://onerpm.link/supla_champs

Garanta o ingresso para o show de lançamento do “Nada Foi em Vão”:
https://meaple.com.br/rockambole/supla

Ulster lança versão em LP de “Aperte o Gatilho”, após mais de duas décadas

Foto: Dani Moreira

O relançamento em vinil do álbum “Aperte o Gatilho”, da banda Ulster, simboliza a chegada de um registro histórico do hardcore punk nacional. Com 20 faixas, o disco que foi originalmente lançado em CD nos anos 2000, ganhou versão em LP 12” pela Burning London Records.

“Aperte o Gatilho” é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas “Bandeiras Vermelha” e “Viva Nós”, Juninho (Foda-C) em “Noite Gelada”, Claudia (Negative Control) em “Heresia”, Gepeto (Ação Direta) em “State Oppression”, além de Randi em “Ignorante”. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.

A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.

Arte de Capa: Umberto Daros

Ainda de acordo com o músico, parte das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”. A ideia de lançar o trabalho em vinil foi adiada à época. “Apesar da preferência irrefutável por um registro em vinil, o momento não permitia viabilidade do formato”, afirmou.
 
O projeto de lançamento em LP só se concretizou anos depois, quando surgiu a iniciativa da Burning London Records. “Quando o selo ventilou a possibilidade do resgate deste registro em vinil, o entusiasmo foi geral”, relata João, acrescentando que o resultado trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”.
 
“Aperte o Gatilho” em vinil representa a consolidação de um registro que atravessou décadas até chegar ao formato desejado, e para comemorar o lançamento a banda realizará um show no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.


Para adquirir o LP basta entrar em contato diretamente com a gravadora por mensagem através do Instagram @burninglondonrecords
(www.instagram.com/burninglondonrecords)

Barba Rala lança álbum de estreia “Nos Tempos do Egoritmo” com reflexão sobre sociedade mediada por algoritmos

Foto: David Cardoso

A banda catarinense Barba Rala lançou de forma independente, nesta sexta-feira (10), o primeiro álbum de estúdio, “Nos Tempos do Egoritmo”, que transita entre o rock alternativo, progressivo, stoner e elementos de psicodelia.

Segundo o guitarrista e produtor Weskley San, o disco de onze faixas é uma reflexão sobre o comportamento humano em um mundo mediado por algoritmos, autoimagem e excesso de informação. O título “Nos Tempos do Egoritmo” parte de um jogo de palavras entre “ego” e “algoritmo”, indicando a proposta central do trabalho. “Em vez de apontar culpados, o álbum gira em torno de questionamentos sobre situações que a gente vive todos os dias, como a comparação constante, o olhar permanente sobre si e essa dificuldade de se sentir realmente presente”, afirma Weskley San. “Ao longo das onze faixas, o disco percorre diferentes facetas desse cenário com peso e groove, mas sem seguir uma única linguagem musical rígida. Cada música assume uma identidade própria, tanto em sonoridade quanto em abordagem, criando um contraste intencional que espelha essa sensação de viver tudo ao mesmo tempo, meio desconectado e em aceleração contínua”.

Ouça “O Show Vai Começar” 

Para a divulgação do disco, a banda escolheu a faixa “O Show Vai Começar”, que se utiliza de uma estética inspirada no universo circense para construir uma metáfora sobre a dinâmica social atual. De acordo com Weskley, a música propõe uma abordagem ambígua, ao sugerir que todos ocupam, de alguma forma, um lugar nesse espetáculo social.

Formada em 2017 na cidade de Santa Rosa do Sul (SC), com influências que vão de System of a Down a Charlie Brown Jr., a banda chega ao disco de estreia após anos de apresentações ao vivo e construção de identidade dentro da cena independente do rock brasileiro. Para o baixista Kauê, o lançamento não representa um início, mas o resultado de algo que já vinha sendo construído. “É o primeiro registro de estúdio de uma banda que já chega com anos de maturidade de palco, fazendo com que o disco soe mais como uma afirmação de identidade do que como um ponto de partida”, conclui.

Além de Weskley San na guitarra e Kauê no baixo, a Barba Rala é composta por João (voz e guitarra) e Luiz (bateria).

Ouça “Nos Tempos do Egoritmo” no seu tocador favorito:
https://offstep.link/197218428061

O Dia de Rock reúne Black Pantera, Nação Zumbi e Garotos Podres

Festival gratuito acontece nos dias 1, 2 e 3 de maio em Juíz de Fora – MG

O Dia de Rock, festival que acontece em Juiz de Fora (MG), chega a 5ª edição e reúne artistas locais e nomes consolidados da música brasileira. Com programação gratuita, o evento acontece entre os dias 1º e 3 de maio, das 12h às 22h na Praça Tarcísio Delgado, no Centro da cidade.

Garotos Podres // Foto: @mazzei.br

O line-up reforça a proposta do festival de integrar diferentes vertentes do rock e promover o encontro entre gerações. Sobem ao palco nesta edição, as bandas Black Pantera, Nação Zumbi, Garotos Podres, Pense, Cigarras, Luma Schiavon, Purple Lips, Big Dog Daddy, Tarantina e Battery. O festival promove ainda uma mostra voltada a artistas que buscam ampliar sua visibilidade. Dois nomes serão selecionados para integrar a programação oficial de cada um dos dias do festival, reforçando o compromisso do evento com o fortalecimento da cena independente.

Black Pantera // Foto:Divulgação

Criado em 2022 pelos produtores culturais Daniel Moura e Guilherme Sânzio, o Dia de Rock cresce a cada ano. “Desde a primeira edição, o festival tem ampliando sua estrutura, seu alcance de público e sua presença na cena musical de Juiz de Fora”, afirma Moura. Em 2025, o festival reuniu cerca de 12 mil pessoas ao longo de quatro dias. Para este ano, a expectativa é que o público chegue a 15 mil, mesmo com a programação concentrada em três dias.

Com entrada gratuita e realizado em espaço público, o Dia de Rock mantém como princípio a democratização do acesso à cultura. “Essa característica faz parte da essência do evento: ocupar a cidade com música e aproximar o público da produção artística”, destaca Moura. O festival conta com patrocínio da Claro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e se consolida como um importante ponto de encontro da cena musical, contribuindo para fortalecer a cidade como um dos polos da música autoral no estado.

Saiba mais em: https://odiaderock.com.br/

Fatigati mistura hardcore, punk e rock alternativo no single “Nenhum Ponto Final”

Michel Angelo // Foto: Divulgação

O Fatigati divulgou nesta terça-feira (24) o single “Nenhum Ponto Final”, que antecipa o lançamento do EP de estreia “A Seguir”, previsto para o segundo semestre deste ano. A faixa sucede o primeiro single, “Nada Vai Durar” (2025) e dá continuidade ao projeto idealizado pelo músico Michel Angelo, responsável pela voz, guitarras e baixo.

Segundo Michel, a música faz uma reflexão sobre a busca por certezas. “‘Nenhum Ponto Final’ fala sobre a recusa em aceitar certezas prontas. A música parte da ideia de que muitas respostas que recebemos sobre o mundo são, na verdade, formas de aliviar o medo e o sofrimento diante do desconhecido, daquilo que não controlamos”.

“Nenhum Ponto Final”, de acordo com Michel, integra uma narrativa que vem sendo construída desde o primeiro lançamento da Fatigati, em que as canções surgem a partir de experiências pessoais e reflexões sobre o tempo, escolhas e amadurecimento. “As músicas nascem de inquietações existenciais que surgem da própria experiência de vida. Com o tempo percebi que elas acabam formando uma narrativa quase involuntária, como se cada composição representasse uma etapa de um processo de amadurecimento.”

Nesse percurso, o single anterior abordava diretamente a impermanência, enquanto a nova faixa avança para o questionamento das certezas. “Em Nenhum Ponto Final, a reflexão avança para outro lugar. A música questiona justamente a nossa necessidade de respostas finais e a tendência de transformar explicações em certezas para tentar organizar o caos da existência.”

Formada em Poços de Caldas, Minas Gerais, a Fatigati dialoga com referências do hardcore, do punk e do rock alternativo. A produção da nova faixa segue a proposta independente do projeto, com a produção do próprio Michel. O lançamento ocorre por meio do selo Tapebox, também assinado pelo músico.

“A Fatigati nasceu de inquietações existenciais e da vontade de transformar essas perguntas em música direta e honesta, que acompanham o momento de vida e aquilo que está sendo vivido no dia a dia. A ideia é sempre cantar com honestidade sobre o que aparecer no caminho”, revela Michel.

Ouça “Nenhum Ponto Final” no seu tocador favorito:
https://distrokid.com/hyperfollow/fatigati/nenhum-ponto-final

Antiga Roll e Dpeids se unem no split “Enquanto o Mundo Apodrece”

Antiga Roll // Foto: Rafael Fialho

As bandas amazonenses Antiga Roll e Dpeids lançaram nesta sexta-feira (27) o split “Enquanto o Mundo Apodrece”. Com 13 faixas, o álbum reúne dois EPs que vinham sendo produzidos separadamente: “Enquanto o Mundo Envelhece”, da Antiga Roll, e “Todo Mundo É Santo no Domingo”, da Dpeids.

A união das bandas no projeto é resultado de uma relação de amizade iniciada há cerca de 15 anos, quando passaram a dividir palcos em Manaus (AM).  Desde então, os grupos também atuam juntos na organização de eventos como o festival Mama Rock, realizado desde 2013 em diversas cidades do Norte, e na condução da Mama Records, selo e produtora que fomenta a cena local e é responsável pelo lançamento digital do split. “Enquanto o Mundo Apodrece” ganhará ainda, uma edição em vinil LP 12” prevista para junho, em parceria com o selo paulista Neves Records.

Ouça “Agora” da Antiga Roll

De acordo com Carlos Castilho, vocalista da Dpeids, “Enquanto o Mundo Apodrece” traduz a sensação de viver em meio ao caos no Brasil, com ironia, humor e atitude. “As letras falam das contradições e dos absurdos causados por um bando de reacionários e um conservadorismo hipócrita, mas também falam de vivências, paixões, cachaça e skate”. Nick Yamane, vocalista da Antiga Roll acrescenta: “Por vezes com um ar nostálgico, em outras como simples exercício de liberdade ou expurgo do estresse cotidiano. Sem aquele peso de discurso sério o tempo todo”.
 
Entre as faixas da Antiga Roll, “Agora” conta com participação de Gabriel Brasil, baixista da banda Morgados. O guitarrista do grupo, Tharciso Yamane, afirma que a música mergulha nos encontros e desencontros da vida, na inevitável passagem do tempo e nas marcas que ele deixa. “‘Agora’ fala sobre crescer e aprender a lidar com a ausência e com o vazio que surge quando alguém que se ama já não está mais presente”.

Ouça “Todo Mundo é Santo no Domingo” da Dpeids

Já a Dpeids destaca a música “Todo Mundo É Santo no Domingo”, que segundo Castilho versa “sobre a hipocrisia de quem se coloca como exemplo moral, principalmente usando o nome de Deus para julgar os outros, mas age de forma muito pior no dia a dia”. O vocalista diz ainda que a banda não compõe para parecer certa. “A gente faz porque acha graça, porque gosta de incomodar e porque também sente necessidade de cutucar o que considera errado”.

Dpeids // Foto: Divulgação

Além do lançamento nas plataformas digitais e em vinil, as bandas pretendem realizar shows no segundo semestre para divulgar o álbum em outras regiões do país.

Ouça “Enquanto o Mundo Apodrece” no seu tocador favorito:
https://ffm.to/enquanto-mundo-apodrece

Supla e Os Punks de Boutique lança single feat. com integrantes do The 69 Eyes; ouça ‘Trip Scene’

Supla lançou nesta segunda-feira (2), ao lado d’Os Punks de Boutique, o single “Trip Scene”, faixa composta com sua antiga banda, Psycho 69 no período em que o artista morou em Nova York, durante os anos de 1994 a 1999. A nova versão da música é um feat. com os finlandeses da The 69 Eyes, conhecida por misturar glam, punk e hard rock com a estética sombria do rock gótico. Jyrki 69 (voz) e Bazie (guitarra) aproveitaram a turnê pela América Latina e a rápida passagem pelo Brasil para se juntarem a Supla e Os Punks de Boutique na gravação de “Trip Scene”.

O instrumental ficou bem parecido com a original”, revela Supla que chama atenção ainda para o fato de as duas bandas carregarem o número ‘69’ no nome. “Os Punks de Boutique fizeram um excelente trabalho junto com o guitarrista Bazie, que adicionou interessantes riffs no refrão. E nos vocais rolou algo diferente, onde eu acabo repetindo o que Jyrky cantava. Isso trouxe um plus inusitado para a canção: duas vozes graves saindo das catacumbas”, completa.

O lançamento contou com um videoclipe que reúne imagens da gravação da faixa num estúdio na capital paulista, além de fazer uma homenagem a antiga banda de Supla, com trechos de performances da Psycho 69 nos palcos de Nova York. 

Ouça “Trip Scene” no seu tocador favorito:  
https://onerpm.link/supla_tripscene

Em nova turnê, Lord Bishop Rocks testa inéditas e reforça ligação com o público brasileiro

Foto: Felix Krull

Nesta passagem pelo país, Bishop estará acompanhado dos brasileiros Duda The Bricklayer na bateria e Rodrigo Lanceloti no baixo. Segundo o músico, a formação traz ainda mais potência ao repertório: “Estamos pegando fogo: mais cósmicos, mais experimentais. Estou tocando melhor do que nunca”, garante.  A partir do show de segunda-feira (24) em São Paulo, a banda alemã Theodor Strom, se junta a turnê de Bishop, e divide o palco com o grupo em todas as datas seguintes.

Além de revisitar canções de seus discos mais recentes, Bishop pretende apresentar algumas composições inéditas nos shows. “Vamos testar novas músicas nesta turnê para nossos fãs no Brasil”, adianta. O último álbum do artista, “Tear Down The Empire” teve como destaque a faixa “Oops Damn”, que debate as injustiças sociais no mundo – tema que segue latente na turnê “The Fight for Freedom”. “Estamos vivendo tempos muito desafiadores. Nossos líderes mundiais, em geral, principalmente a direita, são absolutamente terríveis.  Precisamos defender a liberdade, a tolerância e o amor”, afirma Bishop.

O músico ressalta ainda o motivo de seu retorno frequente ao país: “O fogo dos fãs, o verdadeiro amor pelo rock, pelo blues e pelo punk”. Segundo ele, a atmosfera intensa e receptiva do público brasileiro influencia diretamente a performance do grupo.

Veja as datas já confirmadas:

23/11 – Tardezinha Cultural, Serrana – SP
24/11 – Estudio Depois Do Fim Do Mundo, São Paulo – SP
25/11 – Espaço De Arte Multimodal, São Paulo – SP
28/11 – Sujinhos, Rio Claro – SP
29/11 – Murdock Custom Bar, Indaiatuba – SP
30/11 – Maloca Gastronomia, Mairiporã – SP
05/12 – Villa Blues, Botucatu – SP
07/12 – Tião Rock, Serrana – SP

Ouça o álbum “Tear Down The Empire” no Spotify:
https://open.spotify.com/artist/6l4Cm1rOEtEWvLDhO2QME7

“Queixo Novo”: Supla critica exageros estéticos em novo videoclipe

Supla e Os Punks de Boutique // Foto: Victoria Brito

Supla divulgou nesta quinta-feira (20) o videoclipe da música “Queixo Novo”, que faz parte de seu 20º álbum de estúdio, “Nada Foi em Vão”. O vídeo protagonizado por Supla e Os Punks de Boutique, ironiza os exageros da era dos procedimentos estéticos e reflete sobre o uso da inteligência artificial. A produção aposta no humor para destacar situações em que a busca, a qualquer custo, pela aparência “perfeita”, acaba ultrapassando limites.

O artista, que assina a direção criativa ao lado da diretora do videoclipe, Victoria Brito, se diverte com a situação. “Whatever makes you happy, baby!”, brinca Papito, que ao ser questionado sobre a dose de sarcasmo do vídeo, completa: “Tem um pouco”.

Assista ao videoclipe “Queixo Novo” 

O lançamento reforça a estética cheia de personalidade do Supla e Os Punks de Boutique, apresentada no álbum “Nada Foi em Vão” (2025). Com 15 faixas, o disco foi disponibilizado recentemente em vinil cor-de-rosa.

Ouça “Nada Foi em Vão” na íntegra:
https://open.spotify.com/intl-pt/album/0tFj3DD5NdoUfp5Y4T2d8A?si=jyJHzPDsSyeU9Typ0ajNJw

Gustavo Da Lua, do Nação Zumbi, lança single “Voe Alto”

Gustavo Da Lua // Foto: José de Holanda

Com influências que passam pelo reggae, hip hop, dub e música afro-brasileira, Gustavo Da Lua, percussionista do grupo Nação Zumbi, lançou nesta terça-feira (11) seu novo single, “Voe Alto”.

A faixa chega às principais plataformas digitais pelo Indio Rock Selo, com a participação do guitarrista Emilio Mizão, e produção, mixagem e masterização assinadas por Davi Indio — que também assume baixo, teclado e MPC na gravação, registrada no Estúdio Casa Azul, em São Paulo.

Ouça “Voe Alto” 

Da Lua revela que “Voe Alto” é um single que começou a ser composto durante a pandemia, no mesmo período em que o músico lançou dois outros singles: “Eu Nasci do Mar” e “Abrindo Os Caminhos”. “Eu tinha a letra e a melodia e fiquei morando um tempo no Estúdio Casa Azul, pois já não tinha mais casa, aí passávamos o dia fazendo a música. Depois de alguns anos que voltei para Recife, o Davi me mostrou a faixa. Escutei e gostei, aí resolvemos lançar”, conta.

“Voe Alto”, segundo Da Lua, é uma canção sobre autoestima. “Fala sobre ter confiança na intuição de que a sua vida é comandada por você. Como diz o refrão: ‘É você com você mesmo’”.

Gustavo Da Lua é músico, compositor, cantor e percussionista pernambucano, com carreira iniciada nos anos 1990 em Olinda (PE). Sua musicalidade nasce da mistura entre frevo, maracatu, coco, influências afro-latinas e a energia do punk. Foi integrante da banda Sheik Tosado até o início dos anos 2000 e, desde então, segue na Nação Zumbi, onde completa 25 anos. Também participa do projeto paralelo Los Sebosos Postizos.

Da carreira solo, o músico carrega na bagagem os álbuns “Homônimo” (2019) e RadianteSuingaBrutoAmor” (2013). O novo disco de Da Lua, já está em fase de produção e deve ser lançado no próximo ano.

Arte de capa: Divulgação

Ouça “Voe Alto” no seu tocador preferido:
https://onerpm.link/219227412154 

Supla lança videoclipe de “Mamma’s Boy”, faixa do álbum‘Nada Foi em Vão’

Supla // Foto: Victoria Brito

O cantor e compositor Supla lançou nesta quinta-feira (9) o videoclipe de “Mamma’s Boy”, música que integra seu mais recente álbum, ‘Nada Foi em Vão’.

Dirigido por Victoria Brito e editado por Gustavo Araújo, o novo videoclipe mescla imagens de Supla e Os Punks de Boutique em estúdio, com animações criadas por inteligência artificial, recurso que o artista já havia experimentado durante sua apresentação no festival The Town deste ano. “Quando tocamos ‘Humanos’ no show, apareceram no telão imagens geradas por inteligência artificial. Achei muito louco o resultado e quis reproduzir isso neste clipe”, conta Supla, que viu na tecnologia uma forma de expandir a estética visual de seu trabalho.

Fiel à linguagem autêntica que desenvolveu ao longo dos anos, “Mamma’s Boy” traz uma mensagem de incentivo e superação. “A letra é uma crítica a um menino que só reclama da vida, se colocando para baixo e pagando de vítima. Fala sobre não ter pena de si mesmo e ir à luta – algo positivo”, explica o músico.

O lançamento reforça a divulgação de “Nada Foi em Vão”, 20º álbum de Supla, que conta com 15 faixas e destaca a sintonia entre o artista e os músicos que o acompanham, mantendo viva a identidade artística que marca sua carreira.

Ouça “Nada Foi em Vão” na íntegra:

“Silver Blue”, novo álbum do Throe, transita entre o metal experimental e o post-rock

A banda paulistana Throe lançou nesta sexta-feira (3) o disco “Silver Blue”, que transita entre o metal e o post-rock. Com cinco faixas instrumentais produzidas por David Menezes, que já trabalhou com Ratos de Porão e Bufo Borealis, o álbum carrega influências de My Bloody Valentine, Jesu, Sonic Youth, Deftones Slowdive e Godspeed You! Black Emperor.
 
Já disponível nas principais plataformas digitais, “Silver Blue” ganhará uma versão em LP, prevista para o primeiro semestre de 2026, pelas gravadoras Burning London e Deathtime Records, que definem o novo álbum do Throe como ‘uma dança de nós desfeitos e refeitos por um único e duradouro fio: o das memórias’.

Foto: Regis Bezerra

Criada pelo guitarrista Vina, a banda que hoje conta com Vellozo (baixo), Juliana (bateria) e Guix (guitarra), surgiu em 2020 como um projeto solo, e já possui na bagagem o álbum “Throematism” (2021) e os EPs “Odium” (2020) e “O Enterro das Marés” (2023). Além dos instrumentos convencionais, Vina explica que sintetizadores e recortes sonoros são usados para criar distorções que funcionam como camadas, com texturas emocionais e sombrias, tornando característica a sonoridade da banda.
 
“O Throe equilibra peso, riffs circulares, elementos eletrônicos, ruídos e andamentos repetitivos, quase que como um mantra. O resultado disso é uma sonoridade emocional e sem pressa, que carrega aspectos do metal alternativo do post-rock e do shoegaze, fazendo com que as músicas conversem com diferentes públicos”.
 
Ouça “Silver Blue” na íntegra no seu tocador favorito:
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Armada hasteia bandeira negra neste sábado em São Paulo

Armada, banda formada por quatro dos cinco integrantes do Blind Pigs, surgiu em 2016 com a intenção de ser um respiro para os músicos, que já afirmaram preferirem lançar discos a fazer shows. No entanto, quando o time se propõe a subir ao palco – e isso ocorre normalmente uma vez ao ano, em São Paulo – a banda entrega toda a energia acumulada. E a catarse, que já tem dia marcado, acontece neste sábado (13), a partir das 21 no Rockwheels Kustom Bar no bairro do Bixiga.

Foto: Rodrigo Braga

“Como a Armada faz poucos shows, uma média de um por ano, estou muito ansioso para tomar o palco do Rockwheels, hastear a bandeira negra na capital e cantar junto com quem estiver lá prestigiando”, avisa o vocalista Henrike Baliú. “Faz muito tempo que não tocamos, então estamos muito ansiosos”, diz o baixista Mauro Tracco, que completa: “São Paulo é nossa casa e onde está a maior parte do nosso público. Esse vai ser especial por ser um lugar novo, em que nunca tocamos antes”.
 
A apresentação contará com um repertório composto pelas músicas do primeiro álbum, “Bandeira Negra” (2018), do EP “Ditadura Assassina” (2019), e do lançamento mais recente, o disco “Tales of Treason” (2024).

No ano passado, a banda se apresentou ao lado do CPM22 num show marcado pela gravação do videoclipe de “Last Of My Kind”, dirigido por Rapha Erichsen, Rodrigo Braga e Mauro Tracco, que afirmou na época: “Foi tudo feito no esquema guerrilha, mas acho que conseguimos captar bem a energia caótica e intensa que caracteriza nossos shows”.
 
Além de Mauro Tracco e Henrike Baliú, a Armada é formada pelos guitarristas Alexandre Galindo e Ricardo Galano, e pelo baterista Arnaldo Rogano.
 
Vá ao show:
Sábado 13/09 às 21h
RockWheels: Rua Rui Barbosa, 168 – Bixiga/SP
Ingressos: hoppin.com.br/armada
Valores: R$ 20 antecipado // 35 na porta

The Dead Rocks anuncia turnê que marca a volta de uma das mais importantes bandas de surf music nacional

Foto: Alexandre X. de Barros

Considerado um dos maiores nomes brasileiros do Surf Music Instrumental, o The Dead Rocks foi formado em 2002 e encerrou suas atividades oficialmente em 2019. Nesta terça-feira (25), a banda composta por Johnny Crash (guitarra), Paul Punk (baixo) e Marky Wildstone (bateria), anunciou uma série de shows pelo Brasil, que comemora a volta da banda, longe dos palcos há cinco anos.

A turnê tem início em Uberlândia-MG (22/03), segue para São Carlos-SP (23/03), Brasília-DF (27/03), Goiânia-GO (28/03), São Paulo-SP (29/03) e se encerra em Santos (30/03), numa festa que acontece em uma escuna, com direito a um passeio de três horas no mar. “A principal expectativa em torno desses shows é poder rever-nos e compartilhar nossa amizade de mais de 30 anos com nossos amigos, amigas e fãs espalhados por todo o país”, revela Marky Wildstone.

O baterista diz ainda que esse momento sinaliza a volta das atividades do The Dead Rocks e já adianta que existe a vontade de gravar algo novo. “Ainda não sabemos o quanto poderemos nos dedicar ao conjunto, mas já estamos conversando sobre isso. Somos amigos desde muito jovens e atualmente moramos em cidades e países diferentes, mas podermos nos encontrar e fazer música vai ser inesquecível”, diz Wildstone.

Durante o período em que a banda esteve ativa, colecionou apresentações por vários países da América do Sul e Europa, e lançou os álbuns “Surf Explosão” (2014), “Il Grilletto D’oro” (2010), “One Million Dollar Surf Band” (2008), “Tiki Twist” (2006) e “International Brazilian Surfs” (2005).

Vá aos shows:
22/03 Captain Brew – Uberlândia/MG
23/03 Sesc – São Carlos/SP
27/03 Infinu – Brasília/DF
28/03 Bolshoi Pub – Goiânia/GO
29/03 Picles – São Paulo/SP
30/03 Festa na Escuna – Santos/SP

Saiba mais em: https://www.instagram.com/thedeadrocks/

LIVY lança “Faz Diferente”, single vem acompanhado de videoclipe; confira!

“É o começo de uma fase incrível”, diz a cantora LIVY ao falar do novo single, “Faz Diferente”, lançado de forma independente nesta sexta-feira (23). A faixa marca um pontapé inicial à sua retomada ao autoral, após a divulgação da versão de “Bizarre Love Triangle” da banda inglesa New Order no primeiro semestre de 2024.

Foto: Fábio Moraes

Produzida em parceria com Ge Marzzano, “Faz Diferente” segundo LIVY, é um desabafo que versa sobre encontrar o próprio caminho, mesmo sendo julgado por suas escolhas. “A solidão presente na busca por si mesmo e o desconforto em destoar, por simplesmente ser quem você é. No momento da composição pensei que estivesse abordando um tema romântico, mas entendi ser uma mensagem autorreferencial. Encontrar forças pra mudar a vida que não estava sendo pensada por mim. Ser o que vim ser”, revela.

Assista ao videoclipe “Faz Diferente”: https://faromusic.us12.list-manage.com/track/click?u=497b181146c1440e2c2bf2f5f&id=624c9c67f6&e=ff20bc14ff

“Faz Diferente” ganhou um videoclipe dirigido e produzido por Fábio Moraes, durante a madrugada, numa mansão desocupada no interior de São Paulo. “Foi um desafio incrível em termos de execução, já que a filmagem foi feita com o uso de geradores e só foi possível com a força de todo mundo; não raro nosso baterista, Cadré, corria para o posto pra buscar mais gasolina e fazer a coisa toda funcionar”, conta LIVY.

Além de “Faz Diferente”, a artista promete em breve um disco completo, que já está em fase de pré-produção. “Mensalmente, eu, a banda, meu produtor e George Salles nos encontramos no Una Studio. Tem sido um processo muito criativo e tem nos mantido entusiasmados por criar algo diferente do que já fizemos antes”.

Ouça “Faz Diferente” no seu tocado favorito:
http://tratore.ffm.to/fazdiferenca

“Tales Of Treason”: Armada lança segundo álbum com nove músicas em inglês

Foto: Rodrigo Braga

Reza a lenda que o segundo álbum de uma banda é o mais perigoso de toda a sua carreira, falam até em ‘maldição do segundo álbum’. Para quebrar essa maldição, decidimos fazer esse álbum totalmente diferente do primeiro, compondo-o inteiro em inglês”, revela Henrike Baliú, vocalista da Armada. “Tales Of Treason”, lançado nesta segunda-feira (13), conta com nove faixas produzidas e mixadas por Átila Ardanuy, e masterizadas por Ade Emsley, responsável pelos últimos trabalhos do Iron Maiden. O álbum leva a assinatura da gravadora americana Pirates Press Records, que em parceria com a Comandante Records, lança nos Estados Unidos e na Europa a versão do disco em LP. No Brasil, “Tales Of Treason” sai em CD sai pela TGR Sounds.

“O parto desse álbum foi complicado, nasceu com fórceps”, conta o vocalista. “Logo que acabamos de gravar os instrumentos e a voz de uma música, veio a pandemia do Covid-19. Aí a gravação ficou parada por alguns anos e só conseguimos retomar quando o mundo voltou ‘ao normal’. E mesmo assim foi demorado, a Armada é muito exigente e detalhista, mas acredito que fizemos um ótimo disco, com letras fortes e atuais”.

O segundo álbum da Armada, apesar de ser cantado em inglês, apresenta o cenário brasileiro como temática. “É um disco para o gringo entender melhor o Brasil e para os brasileiros saberem que ainda existem bandas dispostas a incomodar, mesmo cantando em inglês”, diz Henrike, que foi surpreendido com a repercussão de “Bullet Through The Heart”, single que traz à tona a lembrança dos anos de ditadura militar no Brasil e causou desconforto nos revisionistas históricos militantes da extrema direita. 

Após o lançamento dos singles “Bullet Through The Heart” e “São Paulo City”, a faixa de trabalho escolhida para divulgar o álbum é “Wrong Side Of America”, composta pelo baixista Mauro Tracco. “Quando a gente decidiu lançar um disco em inglês, por uma gravadora dos Estados Unidos, eu achei que deveria fazer uma música sobre o que é nascer e viver na América Latina, o ‘lado errado da América’, a terra que é cheia de santos, mas controlada por demônios desde que foi colonizada. De qualquer jeito, o tema não é explícito na letra. Tenho minhas dúvidas se o pessoal de lá vai captar a mensagem, mas quem mora ao sul do muro que eles construíram com certeza vai se identificar”, conta o baixista.

Ainda que a Armada tenha gravado “Tales Of Treason”, a mudança no idioma não é definitiva e a banda já está preparando novas músicas em português.  “Gravamos este álbum em inglês para ele soar diferente do anterior, para saber se a gente conseguia. E deu certo, funcionou, foi uma experiência gratificante, mas já estamos compondo músicas novas em português. Sei lá, se eu falasse alemão fluentemente, como eu falo inglês, gravaria um disco da Armada em alemão, sabe, só para ver como soaria”, explica Henrike. 

O show de lançamento de “Tales Of Treason” já tem data marcada, acontecerá em 7 de julho, no Hangar 110 em São Paulo.

Arte: Paulo Rocker

Ouça “Tales Of Treason” no seu tocador favorito:
https://sndo.ffm.to/e7dqnwd

Inocentes lança regravação de “São Paulo” em anúncio de álbum acústico; assista ao videoclipe

Foto: Alexandre Wittboldt

O Inocentes divulgou nesta terça-feira (16) uma regravação acústica da faixa “São Paulo”, lançada originalmente pela banda em 2001 no álbum “O Barulho dos Inocentes”. A faixa faz parte do disco “Antes do Fim”, que sairá em LP pelo selo Red Star.

Essa é a primeira vez que o Inocentes regrava “São Paulo”, que apesar de ser uma música da banda 365, tem um significado importante para o grupo. “Fui eu quem produziu o primeiro disco do 365, que tem essa música, e ela foi o carro chefe desse disco”, revela o vocalista Clemente Nascimento. “Quando fizemos um disco de covers de punk para cumprir o contrato com a Abril Music, essa música foi a primeira a entrar e teve grande repercussão, tem muita gente que acha que é nossa. Como ela é destaque nos shows e nas plataformas, acabou entrando no repertório acústico, por ela já funcionar muito bem nesse formato. O resultado ficou além do esperado, pois conseguimos trazer mais elementos ao arranjo original, como o piano do Wagner Bernardes e o arranjo de violão do Ronaldo, que deu um frescor e atualização à música”.

O lançamento da nova versão de “São Paulo” conta ainda com um videoclipe dirigido por Alexandre Wittboldt e Ricardo Yamas, que de acordo com o vocalista fizeram “milagres com baixo orçamento”. “Eles são detalhistas, cuidadosos, e trabalham com primor a fotografia em preto e branco. Toda produção foi no modelo ‘faça você mesmo’. Não é uma superprodução, mas cumpre o papel de ilustrar a música e o clima do novo disco, que terá várias surpresas. Esse primeiro single é só a ponta do iceberg”, adianta Clemente
 
O Inocentes fará um show de lançamento do single “São Paulo” no próximo dia 26, a partir das 20h, no estúdio Red Star Studios na capital paulista. Apesar do início da divulgação do disco acústico, a banda diz que não desistiu do formato elétrico e que continuará fazendo shows no antigo formato também.

Arte: Alexandre Wittboldt

Vá ao show de lançamento de “São Paulo”:
www.sympla.com.br/inocentes-acustico__2422163 

Ouça “São Paulo” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/993056557090