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Em “1822”, Rota 54 percorre as marcas que a cidade deixa pelo caminho

O Rota 54 divulgou nesta quarta-feira (7) o single “1822”, produzido no estúdio Lhama Records por Guto Passos, do Lobão Power Trio, e Jairo Fajer, do Autoramas. O local, instalado em um casarão do início do século 20, na capital paulista, também serviu de cenário para o videoclipe de “1822”, produzido e dirigido por Fernando Hound.

Foto: Eduardo de Goes

A faixa lançada pelo selo Undershows discute a relação entre memória, passagem do tempo e as transformações vividas na metrópole. Segundo o vocalista e guitarrista Caio Uehbe, “1822” fala sobre as lembranças despertadas por lugares que fazem parte da rotina da cidade. “Lugares que não são mais os mesmos, que mudaram com o passar do tempo, assim como nós, mas que sempre nos levam de alguma maneira a rememorar momentos e vivências que não existem mais, mas que trazem sensações, sentimentos, nostalgia.” Essas memórias, de acordo com Caio, podem assumir diferentes sentidos. “As lembranças podem ser uma prisão para nos manter no passado ou uma porta de entrada para seguir adiante e buscarmos coisas novas. É uma encruzilhada com que nos deparamos em cada esquina das ruas da cidade.”

Já o título da música faz referência a uma rua do bairro do Ipiranga, na zona sul de São Paulo, que fez parte do caminho percorrido pelo músico em um período de sua vida. A escolha não está diretamente relacionada ao processo de Independência do Brasil, embora o vocalista identifique uma possível conexão entre a referência histórica e a ideia de autonomia presente na composição. “É interessante pensar na referência da independência que buscamos para nossas vidas e como ficamos dependentes de coisas passadas. É uma relação possível de ser feita.”

Assista ao videoclipe “1988” 

“1822” amplia a relação do Rota 54 com diferentes vertentes do rock. Embora o punk rock esteja entre as principais referências da banda, a faixa incorpora elementos de grupos como Ira!, Attaque 77, Beatles, The Who e Social Distortion. “Sempre fomos uma banda que transitou por diversos gêneros do rock, e nesse trabalho novo isso fica muito mais evidente”, explica Caio, que vê a identidade do Rota 54 relacionada à combinação entre letras e melodias. “A banda se destaca por suas letras fortes, que abordam tanto questões políticas quanto questões existenciais e cotidianas, e por seus refrões e melodias marcantes.”

Formado em São Paulo em 2008, o grupo chega aos 18 anos de trajetória com Caio Uehbe (voz e guitarra), Daniel Moura (guitarra e voz), Camarada Renan (baixo) e Tony Karpa (bateria), que passou a integrar a formação neste ano e já participou de diversos projetos da cena independente, incluindo a banda Garotos Podres.

A Rota 54 comemora o lançamento do single no PunktoberFest, que acontece em São Paulo no próximo dia 11, ao lado das bandas: Garotos Podres, Statues On Fire, Menstruação Anárquika, Flor ET e Los Rotten (AR).

Arte: Caio Uehbe

Ouça “1822” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/220019305038

Vá ao PunktoberFest:
https://www.sympla.com.br/evento/punktoberfest-2026-na-tarantino-cervejaria/3577795 

“Caóticas Palavras”: Novo álbum d’O Preço aborda conflitos do mundo contemporâneo

A banda paulista O Preço lançou nesta segunda-feira (5) o álbum “Caóticas Palavras”, com 14 faixas sobre questões sociais e políticas da atualidade. Formado em 2019, O Preço é liderado por Christian Targa (voz e guitarra), conhecido como Gordo, um dos fundadores do Blind Pigs. Atualmente o grupo é composto ainda por Paulo Polin (guitarra e voz), Adriano Parussulo (baixo e voz) e Glauco Fornãs (bateria).

Foto: Mazzei

Segundo Christian Targa, as músicas do novo disco giram em torno dos problemas do mundo moderno marcado por “um presente tecnológico cheio de armas, mentiras e revoltas, guerras, promessas de lucro fácil, IA etc.” A proposta também aparece na capa, assinada pelo artista indonésio Lowskill, que já trabalhou com nomes como Guns N’ Roses, Blink-182, Off! e NOFX. “Foi um privilégio contar com ele nesse trabalho”, diz.

“Caóticas Palavras”, segundo álbum d’O Preço, foi produzido pelo próprio Christian Targa em parceria com Átila Ardanuy no estúdio Bavini em São Paulo. Para o vocalista, o processo representou uma evolução em relação aos trabalhos anteriores, sem abandonar a identidade construída pelo grupo. “O novo álbum deu um salto em todos os sentidos sem perder o já conhecido estilo, desde a composição, os ensaios, os arranjos e dedicação de todos, tudo num geral evoluiu muito do primeiro disco pra cá e tudo reflete numa melhor produção/sonoridade.”

A masterização foi realizada nos Estados Unidos por Dan Randall, do Mammoth Sound. “Randall fez um trabalho maravilhoso com nossa mixagem. O disco soa gringo”, revela Paulo Polin, que diz estar vivendo um grande momento na carreira. “Tem sido uma experiência incrível tocar n’O Preço, ao lado dessa lenda do punk nacional, o Christian Targa. Estou aprendendo muito, principalmente nas sessões de gravação do novo álbum, um nível de produção altíssimo! O Christian e o Átila Ardanuy produziram o melhor trabalho que já gravei em toda minha vida”.

O disco também conta com a participação do rapper Bocão DRR (Ex-Dmenos Crime) na faixa “O Ska é a Munição”, e do Surf Aliens em “Cara Planilha”.

Arte: Lowskill

Na formação atual, O Preço reúne músicos com passagens por diferentes grupos da cena punk rock paulistana. Segundo Glauco Fornãs, a experiência dos integrantes contribui para a construção da identidade da banda. “O Gordo é uma fábrica de hits desde os tempos do Blind Pigs, as top 10 são dele ou são junto com ele, então acho que somado a um time experiente de músicos que vieram de outras bandas como Sandinistas, Bad Flip, Dance of Days / Faca Preta, as coisas ficam mais fluidas e mais fortes, mais bem executadas”, garante o baterista. O Preço se define como um quarteto de punk rock direto ligado à realidade paulistana. Para Christian, “O Preço é movido a fúria e revolta em punho e passou por algumas formações até chegarmos nesse grande time, com músicos experientes, com muito talento, disposição, interesse e dedicação”.

Além do lançamento nas principais plataformas digitais, “Caóticas Palavras” ganha edição física em LP branco e capa em formato gatefold por meio dos selos Neves Records, TGR Sounds e Detona Records. A festa de lançamento do disco acontece em 17/10 no Fenda 315 em São Paulo.

Ouça o single “Desumano Não” 

Ouça “Caóticas Palavras” no seu tocador favorito:
https://ditto.fm/caoticas-palavras

Vá ao show de lançamento (17/10):
https://www.sympla.com.br/evento/show-o-preco—lancamento-do-novo-album/3602715

Entre em contato com os selos para garantir a sua cópia do disco:
https://nevesrecords.com.br // https://www.tgrsounds.com // https://detonarecords.lojaintegrada.com.br

Superfuzzy resgata referências do grunge dos anos 90 no single “Sem Direção”

A Superfuzzy lançou nesta quarta-feira (30) “Sem Direção”, o segundo single da banda paulista formada em 2025. A faixa foi gravada no estúdio Toca do Lobo, com produção de Paulo Anhaia, que já trabalhou com nomes como Charlie Brown Jr., CPM 22 e NX Zero. Para o baixista Samir Natali, o processo de gravação foi marcado pela liberdade. “Foi ótimo, o Paulo nos deixou bastante confortáveis e trouxe ideias incríveis.”

Superfuzzy // Foto: Lucas Shtorach

Segundo o vocalista e guitarrista Betto Zanchi, “Sem Direção” fala sobre saúde mental. “É sobre lidar com a depressão, sobre como essa doença afeta as pessoas e como saber lidar com suas próprias emoções.”  O single conta ainda com um videoclipe dirigido por Lucas Shtorache e Dani Buarque, e chega pelo selo Alcateia STDK Records, criado pela própria banda em parceria com o empresário Júlio Stodiek.
 
Formada por Betto Zanchi (guitarra e voz), Nando Antonietti (guitarra), Samir Natali (baixo) e Gabê Almeida (bateria), a Superfuzzy reúne músicos que já tocavam juntos em outros projetos havia quase vinte anos. “No ano passado resolvemos escrever um novo capítulo dessa história, e esse capítulo se chama Superfuzzy, uma banda de verdade, com amigos de verdade, que fazem a música que gostam, sentem e acreditam. Sem firulas, eufemismos ou atenuações”, diz Nando.

Assista ao videoclipe “Sem Direção” 

A banda define sua sonoridade a partir do grunge, do post-grunge e do rock alternativo dos anos 1990 e início dos anos 2000. Entre suas influências estão Foo Fighters, Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam. Para o guitarrista, essa relação com o período também está ligada à maneira como os integrantes se relacionam com a música. “Nós tocamos grunge dos anos 90 porque nós vivemos isso. Nós viemos pra enfiar um chute na bunda dessa galera, trazendo o rock como ele era e nunca deveria ter deixado de ser: direto, verdadeiro, cru e alto!”
 
Antes de “Sem Direção”, a Superfuzzy lançou “Só Você”, que, segundo Betto, fala sobre violência contra a mulher e foi um “acerto total, pois a banda já mostrou para o que veio”. Para Betto, um dos pontos centrais da proposta da banda está justamente na combinação entre intensidade instrumental e conteúdo: “Uma banda de rock energética com uma explosão de sentimentos, com riffs de guitarra e letras pensadas e bem elaboradas. Fazendo as pessoas pensarem. Não somos e não queremos fazer parte da moda.”

Arte de capa: Rafael Brazil

Ouça a faixa no seu tocador favorito:
https://music-stream.lnk.to/SemDireo

“Bater Cabeça e Rebolar” ganha videoclipe que apresenta a estética Anarkophunk da 808 Punks

808 Punks // Foto: Léo Castro

Segundo Xandee, guitarrista da banda, a proposta foi apresentar a 808 Punks de forma direta. “A ideia do vídeo foi fazer um raio x da banda, mostrar e dizer para que a gente veio e qual é o nosso recado! É como uma Polaroid da banda, nua e crua.” Para o diretor Rabu Gonzales, a aproximação entre as duas vertentes está justamente na maneira como punk e funk se constroem. “A ideia é mostrar que entre funk e punk, só se muda umas letras (rs), os dois são crus, e vêm do ‘faça você mesmo’. É um clipe cru e direto como o punk e o funk são.”

A faixa também sintetiza a proposta musical do grupo, que combina punk, funk, samba, rock’n’roll e música eletrônica. Para Prixxx, uma das vocalistas, o desafio foi retratar essa diversidade no vídeo sem perder o caráter dançante da música. “A ideia foi levar para o audiovisual a mesma mistura que existe na nossa música, sem medo de juntar referências diferentes.” Ela acrescenta: “A música tem peso e agressividade, mas também tem groove, dança e humor.”

Assista ao videoclipe “Bater Cabeça e Rebolar”

Formada atualmente por André Paumgartten (voz, programação e theremin), Glenda Maldita (voz), Prixxx (voz), Xandee Farias (guitarra), Formigão (baixo) e JotaErre (bateria), a 808 Punks também passou por uma mudança recente na formação. JotaErre, fundador do MC’s HC, entrou para a banda em maio de 2026. Sua estreia aconteceu no Circo Voador, após apenas um ensaio com os demais integrantes. “A química simplesmente apareceu. A sensação foi de que eu já tocava com aqueles caras há muito tempo”, conta.

Desde o lançamento do EP, a 808 Punks também ampliou sua circulação internacional. A banda se apresentou no Uruguai, onde a data teve ingressos esgotados, e já tem novo show marcado no país em novembro. Em outubro, o grupo segue para a Alemanha, onde se apresenta pela primeira vez. “Estamos muito empolgados com o show na terra do Kraftwerk e do Einstürzende Neubauten”, revela Formigão. Paralelamente, a banda já trabalha na pré-produção do próximo álbum, que chegará às plataformas musicais em 2027. Para o músico, que também é baixista do Planet Hemp, a experiência acumulada desde a estreia tem fortalecido a formação: “Estamos muito mais entrosados, a estrada nos fez bem. A entrada do JotaErre também fez super bem pra gente, deu um novo gás que precisávamos.”

O videoclipe de “Bater Cabeça e Rebolar” reforça a definição que a própria banda adotou para sua sonoridade: Anarkophunk. “A gente chama o que fazemos de Anarkophunk porque existe uma atitude punk na nossa música, mas não aceitamos ficar presos a uma única fórmula”, explica Glenda Maldita. “Misturamos punk, funk, samba, rock’n’roll e música eletrônica para criar uma identidade própria, pesada, dançante e irreverente.” Prixxx completa: “Falamos de temas atuais, conscientização, poder feminino, valorização da classe trabalhadora e questões sociais, mas fazemos isso sem abrir mão do humor ácido.”

André aponta MCs HC, Comunidade Ninjitsu, Bonde do Rolê e o DeFalla como influências claras da mistura entre o rock e o funk, mas ressalta que a banda “puxou o papo mais pro subúrbio carioca mesmo, juntando com samba de quadra e funk de baile que é a coisa mais punk do mundo.” Para o músico, essa combinação também está relacionada à própria origem do punk: “Punk é coisa criada por suburbano, operário, desempregado, estigmatizado e tanto o DIY quando o NO FUTURE tem muito a ver com o funk, o samba de quadra e o subúrbio carioca.” É a partir dessa perspectiva que a banda define sua sonoridade como Anarkophunk. “A gente é carioca e não dá pra negar nossa realidade, sons, cheiros e sabores.”

808 Punks // Foto: Léo Castro

Chuengue Project registra transição entre dois momentos criativos em “Névoa-Nada Live Session”

Foto: Julia Bimi

O Chuengue Project lançou nesta quinta-feira (17) “Névoa-Nada Live Session”, EP ao vivo com quatro faixas que revisita o primeiro trabalho do grupo e, ao mesmo tempo, aponta para seu próximo capítulo. Gravado ao vivo na Urca, no Rio de Janeiro, o lançamento independente reúne três músicas do EP de estreia, “Névoa-Nada” (2025), e a inédita “Clara e Eu”, que fará parte do próximo álbum de estúdio da banda, “Carta Ambiente”, previsto para o início de 2027.

Para o vocalista e guitarrista Samuel Chuengue, o novo EP funciona como uma espécie de ponte entre esses dois momentos. “Mais do que registrar um show, a Live Session documenta a transição entre dois momentos criativos do Chuengue Project: revisita o universo de Névoa/Nada enquanto apresenta, pela primeira vez, os caminhos que serão explorados em Carta Ambiente.”

A faixa de destaque, “Clara e Eu”, é a terceira do EP e marca a primeira amostra do próximo disco. A canção é descrita por Samuel como “uma epifania do instante” e explora a expansão do tempo, da cidade e da memória antes do retorno à realidade. “Entre guitarras delicadamente texturizadas, baixo pulsante, bateria marcante e uma interpretação contida, a faixa combina a energia do rock clássico com a estética indie e lo-fi, criando uma atmosfera acolhedora e inquietante”, avalia o músico.

Assista “Névoa-Nada Live Session” na íntegra

Além de Samuel Chuengue, a formação atual da banda é composta por Dony Von (guitarra), Robson Riva (bateria) e Hugo Noguchi (baixo), responsável pela direção musical, mixagem e masterização do “Névoa-Nada Live Session”. 

Formado em 2024, o Chuengue Project reúne músicos que atuam ou atuaram em projetos de destaque da música brasileira, como Matanza, BNegão & Seletores de Frequência e Ventre.

“Névoa-Nada Live Session” já está disponível nas principais plataformas digitais, incluindo um registro audiovisual no YouTube, dirigido por Lucas Rangel e Pedro Knoll.

Ouça o EP no seu tocador favorito:
https://show.co/Cvm7PHs 

Entre o peso e a reflexão, Abel Capella lança o single “Até Quando?” e amplia o universo de “Fora do Tempo”

Foto: Glauber Matos

Depois de apresentar “1996”, primeiro recorte do álbum “Fora do Tempo”, Abel Capella lançou nesta terça-feira (21) “Até Quando?”, segundo single do projeto. A faixa aprofunda o universo do disco e evidencia uma proposta musical mais ampla, que transita entre o rock pesado, ritmos brasileiros e elementos eletrônicos.

“É uma parada meio de tropicalismo brasileiro: pega elementos da música mundial, traz para o nosso universo e transforma”, revela Abel. O resultado, segundo ele, passa por “um metal à la Sepultura misturado com congado do Triângulo Mineiro e, em alguns momentos, um beat eletrônico tipo trap”.
 
A letra de “Até Quando?”, segundo o artista, abre espaço para a reflexão e representa um avanço na narrativa construída para o disco. “Estamos entrando, camada por camada, a cada single, numa preparação para a densidade do disco”, afirma. “Neste segundo single, começamos a revelar, de maneira mais confrontadora, aquilo que realmente está por trás do universo de Fora do Tempo: a percepção de que existe algo profundamente errado no mundo e a pergunta inevitável de quanto tempo as pessoas continuarão aceitando isso.” Abel diz esperar que as pessoas encarem o que está sendo dito na canção com seriedade e que reflitam sobre a pergunta que fica no ar. “Eu não quero convencer ninguém com minhas letras, mas talvez eu esteja tentando ampliar a percepção de alguém por atrito.”

Assista ao lyric video de “Até Quando” 

Se “1996” apresentou uma faceta mais crua da nova fase do artista, “Até Quando?”, que também conta com a produção de Rodrigo Nepomuceno, expande essa proposta. Segundo ele, a intenção nunca foi seguir tendências ou atender expectativas de mercado: “Em momento algum a ideia foi agradar músicos ou se encaixar em alguma estética comercial.”
 
Ouça “Até Quando” no seu tocador favorito: 
https://on.soundcloud.com/PFIb3uUtsG1OQjYr53

Novo álbum do Cólera chega à coleção “Red Star Sessions”, que celebra a história da música independente brasileira em 10 LPs

Cólera // Foto: Alexandre Mazzei

A Red Star Recordings em parceria com a Vinil Brasil, anunciou uma coleção exclusiva de registros ao vivo, que nasce com a missão de preservar e celebrar alguns dos nomes mais importantes da música independente brasileira. Intitulado “Red Star Sessions”, o projeto reunirá 10 lançamentos em LP de artistas que ajudaram a construir a cena underground nacional, reconhecidos por suas trajetórias consistentes e relevância histórica.

Os primeiros volumes da coleção são dedicados às bandas Devotos e Cólera. O álbum do grupo paulista acaba de chegar ao mercado em uma edição dupla com 29 faixas. Entre os títulos já confirmados para os próximos lançamentos estão Zabomba, Raíces de América, Torture Squad, Garotos Podres, Inocentes e Agrotóxico.

Fiel ao espírito do formato físico, o “Red Star Sessions” não será disponibilizado nas plataformas de streaming. O projeto sairá exclusivamente em LP 12″, com vinil transparente de 180 gramas, capa gatefold (dupla) e acabamento premium. De acordo com Jeferson Bem, idealizador da série, a ideia é transformar cada álbum em uma peça de coleção e valorizar a experiência de escutar um disco como um objeto cultural, criando uma conexão ainda mais forte entre artistas e colecionadores.

Produzido por Henrique Khoury, a “Red Star Sessions” se propõe a ser um documento histórico da música independente brasileira. “As performances foram registradas com qualidade contemporânea e apresentadas em edições definitivas, destinadas a preservar em vinil, o legado de artistas que continuam influenciando gerações”, diz Jeferson.

Garanta o combo com os volumes 1 e 2 da coleção:
https://www.redstar77.com/prod/429/combo-red-star-sessions-lp-#s798

‘Red Star Sessions’ Cólera // Foto: Divulgação

Sobre o volume #2 – Cólera
Formada em 1979, a banda Cólera foi uma das pioneiras do punk rock paulista, e conhecida por combinar agressividade musical com uma mensagem fortemente pacifista e antimilitarista. Atualmente composto por Pierre, Val, Wendel e Fábio, o Cólera fez uma apresentação mais que memorável no estúdio da Red Star com muitos clássicos de sua longeva carreira: “EAEO”, “Caos Mental Geral”, “Palpebrite” etc.
Lado A: Subúrbio Geral, Bloqueio Mental, Vira-latas, Amanhã, Medo, TV, EAEO, MDM
Lado B: Caos Mental Geral, Deixe a terra, ESSM, Somos Cromossomos, Repetição Constante, Consciência e Rebeldia
Lado C: CDMP, Don’t Waste it, ENQ, Minha Mente, Amnésia, Quanto Vale a Liberdade?, Histeria, Dia e Noite, Noite e Dia
Lado D: Palpebrite, Duas Ogivas, Em Você, Dê o fora, São Paulo, Águia Filhote, Pela Paz

Garanta a sua cópia do ‘Red Star Sessions’ Cólera: 
https://www.redstar77.com/prod/427/colera-red-star-sessions-2-lp-#s796

‘Red Star Sessions’ Devotos // Foto: Divulgação

Sobre o volume #1 – Devotos
Composto por Cannibal (baixo e voz), Neilton (guitarra) e Celo Brown (bateria), o trio pernambucano Devotos – antigo Devotos do Ódio, desde 1988 faz apresentações arrebatadoras pelo país, e não deixou por menos nessa Red Star Sessions, uma gravação ao vivo no Red Star Studios, com músicas como “De Andada”, “Luta Pacifista”, “Vladimir Herzog”, “Fé Demais”, “Vida de Ferreiro”, “Roda Punk”, entre outras.
Lado A: Futuro Inseguro, Céu VS Inferno, Caso de Amor e Ódio, Nós Faremos, Nosso Ninho, Vida de Ferreiro, Asa Preta e Luz, A Vida Que Você Me Deu, De Andada, Dia Morto
Lado B: Luta Pacifista, Vladimir Herzog, Alien, Mas Será o Benedito, Eu Tenho Pressa, Fé Demais, Tem de Tudo, Brincando do Jeito, Roda Punk, Punk Rock AJP

Garanta a sua cópia do ‘Red Star Sessions’ Devotos: 
https://www.redstar77.com/prod/425/devotos-red-star-sessions-1-lp-#s788

Inocentes lança versão expandida de “Antes do Fim” com faixas acústicas inéditas

Foto: Caru Leão

O Inocentes lançou nesta quinta-feira (7) a versão ampliada do álbum “Antes do Fim”, intitulada “Antes do Fim Deluxe”, já disponível nas principais plataformas digitais. Com 20 faixas, o disco conta com oito versões acústicas inéditas, além das 12 músicas originais lançadas em 2024 pelo selo Red Star Recordings.

Gravado, mixado e masterizado no Red Star Studio, em São Paulo, o álbum foi produzido por Henrique Khoury, responsável também pela edição anterior, lançada em LP. Na época o formato influenciou diretamente a seleção inicial do repertório. Segundo o vocalista Clemente Nascimento, a limitação física da mídia foi determinante: “foi uma escolha difícil, pois a prioridade era o vinil, que é uma mídia física com um limite de músicas, por isso, estrategicamente seguramos essas 8 faixas para a versão digital”. Para o lançamento atual, o grupo disponibilizou o material acústico gravado durante o projeto na íntegra. “Agora temos todo o repertório que gravamos em formato acústico nessa versão Deluxe nas plataformas”, afirma Clemente.

A canção escolhida para divulgar o novo disco é a versão desplugada de “Quanto Vale a Liberdade”, do Cólera, lançada pela primeira vez na coletânea Sub (1983), organizada pelo Redson, vocalista e guitarrista do grupo na época. Em 2001 o Inocentes já havia registrado a música no álbum “O Barulho dos Inocentes”. “Essa é um clássico, adoro essa letra do Redson. Já tínhamos gravado uma versão com um sexteto de cordas para o ‘Barulho dos Inocentes’ e agora fizemos uma versão mais fiel ao original”, revela o vocalista.

Ouça “Quanto Vale a Liberdade”

Formado atualmente por Anselmo Monstro (baixo), Clemente Nascimento (voz e guitarra), Nonô (bateria) e Ronaldo Passos (guitarra), o Inocentes prepara um show acústico no Blue Note São Paulo, no dia 12 de maio, para comemorar o lançamento de “Antes do Fim Deluxe”. A apresentação contará com a participação de dois músicos que integram o álbum: o tecladista e pianista Wagner Bernardes e a cantora Tata Martinelli. “O público pode esperar de nós muita dedicação para trazer os mesmos arranjos da gravação para o palco do Blue Note”, garante Clemente.

De acordo com o vocalista, o trabalho acústico não substitui a sonoridade tradicional do grupo. “Esse acústico é um projeto que anda juntamente com o elétrico, não paramos um pra fazer o outro”.

Ouça “Antes do Fim Deluxe” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/inocentes_antesdofim

Acesse a playlist completa no Youtube:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLO-DCNxMhQEE_M4avZvOiJ4alsVI0w2WL

Foto: Caru Leão

Vá ao show:
12 de maio de 2026 às 22h30
 Blue Note São Paulo: Avenida Paulista 2073 – 2º Andar – Consolação – São Paulo/SP
Garanta o seu ingresso: https://www.eventim.com.br/artist/blue-note-sp/inocentes-lancamento-do-album-acustico-edicao-deluxe-4119227/

Versalie Waltz lança “Whispers”, álbum que combina estética teatral, narrativa histórica fictícia e rock alternativo

Foto: Paulo Cunha

A banda Versalie Waltz lançou nesta terça-feira (5) o álbum de estreia “Whispers”, assinado pelo selo Red Star Recordings. Formado em 2023 na Zona Oeste de São Paulo, o grupo de rock alternativo combina narrativa, teatralidade e identidade visual.

O disco de 10 faixas, de acordo com o guitarrista Mateus Bonini, é um trabalho conceitual ambientado em um arco fictício inspirado na Revolução Francesa. “‘Whispers’ explora a ideia de que grandes movimentos sociais podem não ser apenas espontâneos, levantando a dúvida sobre a existência de influências externas – inclusive sobrenaturais – na condução da sociedade”. As composições abordam temas como livre-arbítrio, manipulação e a dualidade entre instinto e consciência.

A faixa escolhida pela banda para divulgar o lançamento é “Haunted”, que conta com videoclipe dirigido por Ivan Shupikov, influenciado pela estética visual do cinema de terror dos anos 1980, com referências a “Suspiria” e “O Iluminado”.
“A música apresenta uma abordagem energética dentro do hard rock, explorando temas como desejos reprimidos e elementos sombrios”, revela o guitarrista.

Assista ao videoclipe “Haunted”

Gravado na Red Star Studios e produzido por Henrique Khoury com a co-produção de Michael Toshiro Nakabayashi, o álbum, segundo Mateus, marca uma evolução sonora, com foco em captação orgânica, priorizando gravações com amplificadores reais e uma estética mais analógica. “Whispers” sucede os singles “By My Name” (2023), “Vampyre” (2024) e “Carnival” (2024), e reforça a proposta artística do grupo, que atualmente é composto por Jhey Rose (vocais e teclados), Victor Bittencourt (baixo), Diego Tetti (guitarra) e Guilherme Fioravanti (bateria), além de Mateus Bonini na guitarra.

O lançamento de “Whispers” será celebrado no dia 7 de maio, às 20h, na Red Star Studios, localizada na Rua Teodoro Sampaio, 512, em São Paulo. O evento terá entrada gratuita e contará com a apresentação do álbum na íntegra.

Capa: Eduarda Brainer

Ouça “Whispers” no seu tocador favorito:
https://onerpm.link/244121038511 

Palco Tarantino  aposta na música independente e estreia com circuito de shows gratuitos em São Paulo

O Palco Tarantino chega à sua primeira edição em 2026 com a proposta de fortalecer a cena da música independente na cidade de São Paulo. Criado pela Tarantino Cervejaria, o projeto prevê um circuito de shows gratuitos ao longo do ano, reunindo mais de 30 bandas em diferentes casas da capital paulista.

A iniciativa busca incentivar o público a explorar a cidade por meio da música e a valorizar espaços culturais que sustentam a cena independente. Ao todo, seis locais participam do circuito: FFFront, Red Star Studios, Gaz Burning Bar, La Iglesia, 74 Club e a própria fábrica da cervejaria.

Deb and the Mentals, uma das atrações do circuito // Foto: Lucca Miranda

Segundo Isaac Deutsch, sócio fundador da Tarantino e idealizador do projeto, o festival nasce com um caráter de mobilização cultural. “O Palco Tarantino 2026 é um manifesto em movimento: um ano inteiro de música independente, com entrada gratuita”, afirma. Deutsch reforça, ainda, o objetivo de estimular a ocupação urbana por meio da cultura. “São mais de 30 bandas ocupando os circuitos mais autênticos de São Paulo para provar que a cidade só vive quando a gente sai de casa”.

A identidade visual do projeto foi desenvolvida pelo Balaústre, laboratório criativo formado por cinco artistas que assinam a arte oficial do festival, que busca traduzir a essência do evento e sua conexão com a produção artística independente.  “Nosso compromisso com a identidade cultural da cidade se reflete em tudo o que fazemos”, diz Isaac, ao associar o projeto à proposta da Tarantino Cervejaria, cujos rótulos destacam obras de artistas que também ocupam os muros da capital.

Macaco Bong se apresenta em 5 de junho na Red Star Studios // Foto: Divulgação

A programação se estende de maio a dezembro de 2026, com datas distribuídas entre as casas participantes. Entre os destaques estão apresentações de bandas como Questions, Macaco Bong, Rabo de Galo, Deb and the Mentals, Sapo Banjo, entre outras, contemplando diferentes vertentes da música independente.

O público poderá acessar a programação completa, com datas, locais e informações sobre as bandas, por meio do site oficial do Palco Tarantino.

Saiba mais: https://palcotarantino.com.br/

Supla lança single “Champs” inspirado na Copa do Mundo, e faz show do álbum “Nada Foi em Vão” em São Paulo

Foto: Paula Regina Smith

Supla lançou nesta sexta-feira (1) o single “Champs”, inspirado no clima da maior competição do futebol mundial. Com uma abordagem otimista, a música chega acompanhada de influências do punk e elementos característicos do estilo desenvolvido pelo artista ao longo de sua carreira.

“Eu amo futebol. E acredito na positividade! Então resolvi lançar uma música positiva”, explica Supla. Ele também comenta a relação afetiva com o futebol brasileiro, mesmo diante de cenários desafiadores: “Mesmo sabendo que o Brasil não é o favorito, para mim não importa. O melhor e mais bonito futebol na minha humilde opinião é do Brasil”.

A faixa conta com a participação de Bernard Rhodes, antigo empresário do The Clash, banda pioneira do punk rock inglês. “A canção abre com Bernard Rhodes […] falando naquele sotaque britânico, entrando com uma levada bem hardcore”, revela o artista, ao descrever a construção musical do single executado ao lado da sua banda, Os Punks de Boutique. A música ainda incorpora uma “bossa furiosa” e um refrão contagiante. “Nós temos uma boa música para cantar, então é melhor vencermos!”, profetiza o papito.

Foto: Mariana Valverde

O lançamento de “Champs” antecede o show de lançamento do álbum “Nada Foi em Vão”, que celebra os 40 anos de carreira de Supla. O evento está marcado para o dia 5 de junho, às 21h, na Casa Rockambole, na zona oeste da capital paulista.

Além das faixas do trabalho mais recente, o repertório deve incluir sucessos da trajetória do cantor e versões de clássicos do rock que influenciaram sua carreira. Os ingressos para a apresentação já estão disponíveis.

Ouça “Champs”:
https://onerpm.link/supla_champs

Garanta o ingresso para o show de lançamento do “Nada Foi em Vão”:
https://meaple.com.br/rockambole/supla

Ulster lança versão em LP de “Aperte o Gatilho”, após mais de duas décadas

Foto: Dani Moreira

O relançamento em vinil do álbum “Aperte o Gatilho”, da banda Ulster, simboliza a chegada de um registro histórico do hardcore punk nacional. Com 20 faixas, o disco que foi originalmente lançado em CD nos anos 2000, ganhou versão em LP 12” pela Burning London Records.

“Aperte o Gatilho” é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas “Bandeiras Vermelha” e “Viva Nós”, Juninho (Foda-C) em “Noite Gelada”, Claudia (Negative Control) em “Heresia”, Gepeto (Ação Direta) em “State Oppression”, além de Randi em “Ignorante”. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.

A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.

Arte de Capa: Umberto Daros

Ainda de acordo com o músico, parte das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”. A ideia de lançar o trabalho em vinil foi adiada à época. “Apesar da preferência irrefutável por um registro em vinil, o momento não permitia viabilidade do formato”, afirmou.
 
O projeto de lançamento em LP só se concretizou anos depois, quando surgiu a iniciativa da Burning London Records. “Quando o selo ventilou a possibilidade do resgate deste registro em vinil, o entusiasmo foi geral”, relata João, acrescentando que o resultado trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”.
 
“Aperte o Gatilho” em vinil representa a consolidação de um registro que atravessou décadas até chegar ao formato desejado, e para comemorar o lançamento a banda realizará um show no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.


Para adquirir o LP basta entrar em contato diretamente com a gravadora por mensagem através do Instagram @burninglondonrecords
(www.instagram.com/burninglondonrecords)

Barba Rala lança álbum de estreia “Nos Tempos do Egoritmo” com reflexão sobre sociedade mediada por algoritmos

Foto: David Cardoso

A banda catarinense Barba Rala lançou de forma independente, nesta sexta-feira (10), o primeiro álbum de estúdio, “Nos Tempos do Egoritmo”, que transita entre o rock alternativo, progressivo, stoner e elementos de psicodelia.

Segundo o guitarrista e produtor Weskley San, o disco de onze faixas é uma reflexão sobre o comportamento humano em um mundo mediado por algoritmos, autoimagem e excesso de informação. O título “Nos Tempos do Egoritmo” parte de um jogo de palavras entre “ego” e “algoritmo”, indicando a proposta central do trabalho. “Em vez de apontar culpados, o álbum gira em torno de questionamentos sobre situações que a gente vive todos os dias, como a comparação constante, o olhar permanente sobre si e essa dificuldade de se sentir realmente presente”, afirma Weskley San. “Ao longo das onze faixas, o disco percorre diferentes facetas desse cenário com peso e groove, mas sem seguir uma única linguagem musical rígida. Cada música assume uma identidade própria, tanto em sonoridade quanto em abordagem, criando um contraste intencional que espelha essa sensação de viver tudo ao mesmo tempo, meio desconectado e em aceleração contínua”.

Ouça “O Show Vai Começar” 

Para a divulgação do disco, a banda escolheu a faixa “O Show Vai Começar”, que se utiliza de uma estética inspirada no universo circense para construir uma metáfora sobre a dinâmica social atual. De acordo com Weskley, a música propõe uma abordagem ambígua, ao sugerir que todos ocupam, de alguma forma, um lugar nesse espetáculo social.

Formada em 2017 na cidade de Santa Rosa do Sul (SC), com influências que vão de System of a Down a Charlie Brown Jr., a banda chega ao disco de estreia após anos de apresentações ao vivo e construção de identidade dentro da cena independente do rock brasileiro. Para o baixista Kauê, o lançamento não representa um início, mas o resultado de algo que já vinha sendo construído. “É o primeiro registro de estúdio de uma banda que já chega com anos de maturidade de palco, fazendo com que o disco soe mais como uma afirmação de identidade do que como um ponto de partida”, conclui.

Além de Weskley San na guitarra e Kauê no baixo, a Barba Rala é composta por João (voz e guitarra) e Luiz (bateria).

Ouça “Nos Tempos do Egoritmo” no seu tocador favorito:
https://offstep.link/197218428061

O Dia de Rock reúne Black Pantera, Nação Zumbi e Garotos Podres

Festival gratuito acontece nos dias 1, 2 e 3 de maio em Juíz de Fora – MG

O Dia de Rock, festival que acontece em Juiz de Fora (MG), chega a 5ª edição e reúne artistas locais e nomes consolidados da música brasileira. Com programação gratuita, o evento acontece entre os dias 1º e 3 de maio, das 12h às 22h na Praça Tarcísio Delgado, no Centro da cidade.

Garotos Podres // Foto: @mazzei.br

O line-up reforça a proposta do festival de integrar diferentes vertentes do rock e promover o encontro entre gerações. Sobem ao palco nesta edição, as bandas Black Pantera, Nação Zumbi, Garotos Podres, Pense, Cigarras, Luma Schiavon, Purple Lips, Big Dog Daddy, Tarantina e Battery. O festival promove ainda uma mostra voltada a artistas que buscam ampliar sua visibilidade. Dois nomes serão selecionados para integrar a programação oficial de cada um dos dias do festival, reforçando o compromisso do evento com o fortalecimento da cena independente.

Black Pantera // Foto:Divulgação

Criado em 2022 pelos produtores culturais Daniel Moura e Guilherme Sânzio, o Dia de Rock cresce a cada ano. “Desde a primeira edição, o festival tem ampliando sua estrutura, seu alcance de público e sua presença na cena musical de Juiz de Fora”, afirma Moura. Em 2025, o festival reuniu cerca de 12 mil pessoas ao longo de quatro dias. Para este ano, a expectativa é que o público chegue a 15 mil, mesmo com a programação concentrada em três dias.

Com entrada gratuita e realizado em espaço público, o Dia de Rock mantém como princípio a democratização do acesso à cultura. “Essa característica faz parte da essência do evento: ocupar a cidade com música e aproximar o público da produção artística”, destaca Moura. O festival conta com patrocínio da Claro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e se consolida como um importante ponto de encontro da cena musical, contribuindo para fortalecer a cidade como um dos polos da música autoral no estado.

Saiba mais em: https://odiaderock.com.br/

Fatigati mistura hardcore, punk e rock alternativo no single “Nenhum Ponto Final”

Michel Angelo // Foto: Divulgação

O Fatigati divulgou nesta terça-feira (24) o single “Nenhum Ponto Final”, que antecipa o lançamento do EP de estreia “A Seguir”, previsto para o segundo semestre deste ano. A faixa sucede o primeiro single, “Nada Vai Durar” (2025) e dá continuidade ao projeto idealizado pelo músico Michel Angelo, responsável pela voz, guitarras e baixo.

Segundo Michel, a música faz uma reflexão sobre a busca por certezas. “‘Nenhum Ponto Final’ fala sobre a recusa em aceitar certezas prontas. A música parte da ideia de que muitas respostas que recebemos sobre o mundo são, na verdade, formas de aliviar o medo e o sofrimento diante do desconhecido, daquilo que não controlamos”.

“Nenhum Ponto Final”, de acordo com Michel, integra uma narrativa que vem sendo construída desde o primeiro lançamento da Fatigati, em que as canções surgem a partir de experiências pessoais e reflexões sobre o tempo, escolhas e amadurecimento. “As músicas nascem de inquietações existenciais que surgem da própria experiência de vida. Com o tempo percebi que elas acabam formando uma narrativa quase involuntária, como se cada composição representasse uma etapa de um processo de amadurecimento.”

Nesse percurso, o single anterior abordava diretamente a impermanência, enquanto a nova faixa avança para o questionamento das certezas. “Em Nenhum Ponto Final, a reflexão avança para outro lugar. A música questiona justamente a nossa necessidade de respostas finais e a tendência de transformar explicações em certezas para tentar organizar o caos da existência.”

Formada em Poços de Caldas, Minas Gerais, a Fatigati dialoga com referências do hardcore, do punk e do rock alternativo. A produção da nova faixa segue a proposta independente do projeto, com a produção do próprio Michel. O lançamento ocorre por meio do selo Tapebox, também assinado pelo músico.

“A Fatigati nasceu de inquietações existenciais e da vontade de transformar essas perguntas em música direta e honesta, que acompanham o momento de vida e aquilo que está sendo vivido no dia a dia. A ideia é sempre cantar com honestidade sobre o que aparecer no caminho”, revela Michel.

Ouça “Nenhum Ponto Final” no seu tocador favorito:
https://distrokid.com/hyperfollow/fatigati/nenhum-ponto-final

Antiga Roll e Dpeids se unem no split “Enquanto o Mundo Apodrece”

Antiga Roll // Foto: Rafael Fialho

As bandas amazonenses Antiga Roll e Dpeids lançaram nesta sexta-feira (27) o split “Enquanto o Mundo Apodrece”. Com 13 faixas, o álbum reúne dois EPs que vinham sendo produzidos separadamente: “Enquanto o Mundo Envelhece”, da Antiga Roll, e “Todo Mundo É Santo no Domingo”, da Dpeids.

A união das bandas no projeto é resultado de uma relação de amizade iniciada há cerca de 15 anos, quando passaram a dividir palcos em Manaus (AM).  Desde então, os grupos também atuam juntos na organização de eventos como o festival Mama Rock, realizado desde 2013 em diversas cidades do Norte, e na condução da Mama Records, selo e produtora que fomenta a cena local e é responsável pelo lançamento digital do split. “Enquanto o Mundo Apodrece” ganhará ainda, uma edição em vinil LP 12” prevista para junho, em parceria com o selo paulista Neves Records.

Ouça “Agora” da Antiga Roll

De acordo com Carlos Castilho, vocalista da Dpeids, “Enquanto o Mundo Apodrece” traduz a sensação de viver em meio ao caos no Brasil, com ironia, humor e atitude. “As letras falam das contradições e dos absurdos causados por um bando de reacionários e um conservadorismo hipócrita, mas também falam de vivências, paixões, cachaça e skate”. Nick Yamane, vocalista da Antiga Roll acrescenta: “Por vezes com um ar nostálgico, em outras como simples exercício de liberdade ou expurgo do estresse cotidiano. Sem aquele peso de discurso sério o tempo todo”.
 
Entre as faixas da Antiga Roll, “Agora” conta com participação de Gabriel Brasil, baixista da banda Morgados. O guitarrista do grupo, Tharciso Yamane, afirma que a música mergulha nos encontros e desencontros da vida, na inevitável passagem do tempo e nas marcas que ele deixa. “‘Agora’ fala sobre crescer e aprender a lidar com a ausência e com o vazio que surge quando alguém que se ama já não está mais presente”.

Ouça “Todo Mundo é Santo no Domingo” da Dpeids

Já a Dpeids destaca a música “Todo Mundo É Santo no Domingo”, que segundo Castilho versa “sobre a hipocrisia de quem se coloca como exemplo moral, principalmente usando o nome de Deus para julgar os outros, mas age de forma muito pior no dia a dia”. O vocalista diz ainda que a banda não compõe para parecer certa. “A gente faz porque acha graça, porque gosta de incomodar e porque também sente necessidade de cutucar o que considera errado”.

Dpeids // Foto: Divulgação

Além do lançamento nas plataformas digitais e em vinil, as bandas pretendem realizar shows no segundo semestre para divulgar o álbum em outras regiões do país.

Ouça “Enquanto o Mundo Apodrece” no seu tocador favorito:
https://ffm.to/enquanto-mundo-apodrece

Supla e Os Punks de Boutique lança single feat. com integrantes do The 69 Eyes; ouça ‘Trip Scene’

Supla lançou nesta segunda-feira (2), ao lado d’Os Punks de Boutique, o single “Trip Scene”, faixa composta com sua antiga banda, Psycho 69 no período em que o artista morou em Nova York, durante os anos de 1994 a 1999. A nova versão da música é um feat. com os finlandeses da The 69 Eyes, conhecida por misturar glam, punk e hard rock com a estética sombria do rock gótico. Jyrki 69 (voz) e Bazie (guitarra) aproveitaram a turnê pela América Latina e a rápida passagem pelo Brasil para se juntarem a Supla e Os Punks de Boutique na gravação de “Trip Scene”.

“O instrumental ficou bem parecido com a original”, revela Supla que chama atenção ainda para o fato de as duas bandas carregarem o número ‘69’ no nome. “Os Punks de Boutique fizeram um excelente trabalho junto com o guitarrista Bazie, que adicionou interessantes riffs no refrão. E nos vocais rolou algo diferente, onde eu acabo repetindo o que Jyrky cantava. Isso trouxe um plus inusitado para a canção: duas vozes graves saindo das catacumbas”, completa.

O lançamento contou com um videoclipe que reúne imagens da gravação da faixa num estúdio na capital paulista, além de fazer uma homenagem a antiga banda de Supla, com trechos de performances da Psycho 69 nos palcos de Nova York. 

Ouça “Trip Scene” no seu tocador favorito:  
https://onerpm.link/supla_tripscene

Em nova turnê, Lord Bishop Rocks testa inéditas e reforça ligação com o público brasileiro

Foto: Felix Krull

Nesta passagem pelo país, Bishop estará acompanhado dos brasileiros Duda The Bricklayer na bateria e Rodrigo Lanceloti no baixo. Segundo o músico, a formação traz ainda mais potência ao repertório: “Estamos pegando fogo: mais cósmicos, mais experimentais. Estou tocando melhor do que nunca”, garante.  A partir do show de segunda-feira (24) em São Paulo, a banda alemã Theodor Strom, se junta a turnê de Bishop, e divide o palco com o grupo em todas as datas seguintes.

Além de revisitar canções de seus discos mais recentes, Bishop pretende apresentar algumas composições inéditas nos shows. “Vamos testar novas músicas nesta turnê para nossos fãs no Brasil”, adianta. O último álbum do artista, “Tear Down The Empire” teve como destaque a faixa “Oops Damn”, que debate as injustiças sociais no mundo – tema que segue latente na turnê “The Fight for Freedom”. “Estamos vivendo tempos muito desafiadores. Nossos líderes mundiais, em geral, principalmente a direita, são absolutamente terríveis.  Precisamos defender a liberdade, a tolerância e o amor”, afirma Bishop.

O músico ressalta ainda o motivo de seu retorno frequente ao país: “O fogo dos fãs, o verdadeiro amor pelo rock, pelo blues e pelo punk”. Segundo ele, a atmosfera intensa e receptiva do público brasileiro influencia diretamente a performance do grupo.

Veja as datas já confirmadas:

23/11 – Tardezinha Cultural, Serrana – SP
24/11 – Estudio Depois Do Fim Do Mundo, São Paulo – SP
25/11 – Espaço De Arte Multimodal, São Paulo – SP
28/11 – Sujinhos, Rio Claro – SP
29/11 – Murdock Custom Bar, Indaiatuba – SP
30/11 – Maloca Gastronomia, Mairiporã – SP
05/12 – Villa Blues, Botucatu – SP
07/12 – Tião Rock, Serrana – SP

Ouça o álbum “Tear Down The Empire” no Spotify:
https://open.spotify.com/artist/6l4Cm1rOEtEWvLDhO2QME7

“Queixo Novo”: Supla critica exageros estéticos em novo videoclipe

Supla e Os Punks de Boutique // Foto: Victoria Brito

Supla divulgou nesta quinta-feira (20) o videoclipe da música “Queixo Novo”, que faz parte de seu 20º álbum de estúdio, “Nada Foi em Vão”. O vídeo protagonizado por Supla e Os Punks de Boutique, ironiza os exageros da era dos procedimentos estéticos e reflete sobre o uso da inteligência artificial. A produção aposta no humor para destacar situações em que a busca, a qualquer custo, pela aparência “perfeita”, acaba ultrapassando limites.

O artista, que assina a direção criativa ao lado da diretora do videoclipe, Victoria Brito, se diverte com a situação. “Whatever makes you happy, baby!”, brinca Papito, que ao ser questionado sobre a dose de sarcasmo do vídeo, completa: “Tem um pouco”.

Assista ao videoclipe “Queixo Novo” 

O lançamento reforça a estética cheia de personalidade do Supla e Os Punks de Boutique, apresentada no álbum “Nada Foi em Vão” (2025). Com 15 faixas, o disco foi disponibilizado recentemente em vinil cor-de-rosa.

Ouça “Nada Foi em Vão” na íntegra:
https://open.spotify.com/intl-pt/album/0tFj3DD5NdoUfp5Y4T2d8A?si=jyJHzPDsSyeU9Typ0ajNJw

Gustavo Da Lua, do Nação Zumbi, lança single “Voe Alto”

Gustavo Da Lua // Foto: José de Holanda

Com influências que passam pelo reggae, hip hop, dub e música afro-brasileira, Gustavo Da Lua, percussionista do grupo Nação Zumbi, lançou nesta terça-feira (11) seu novo single, “Voe Alto”.

A faixa chega às principais plataformas digitais pelo Indio Rock Selo, com a participação do guitarrista Emilio Mizão, e produção, mixagem e masterização assinadas por Davi Indio — que também assume baixo, teclado e MPC na gravação, registrada no Estúdio Casa Azul, em São Paulo.

Ouça “Voe Alto” 

Da Lua revela que “Voe Alto” é um single que começou a ser composto durante a pandemia, no mesmo período em que o músico lançou dois outros singles: “Eu Nasci do Mar” e “Abrindo Os Caminhos”. “Eu tinha a letra e a melodia e fiquei morando um tempo no Estúdio Casa Azul, pois já não tinha mais casa, aí passávamos o dia fazendo a música. Depois de alguns anos que voltei para Recife, o Davi me mostrou a faixa. Escutei e gostei, aí resolvemos lançar”, conta.

“Voe Alto”, segundo Da Lua, é uma canção sobre autoestima. “Fala sobre ter confiança na intuição de que a sua vida é comandada por você. Como diz o refrão: ‘É você com você mesmo’”.

Gustavo Da Lua é músico, compositor, cantor e percussionista pernambucano, com carreira iniciada nos anos 1990 em Olinda (PE). Sua musicalidade nasce da mistura entre frevo, maracatu, coco, influências afro-latinas e a energia do punk. Foi integrante da banda Sheik Tosado até o início dos anos 2000 e, desde então, segue na Nação Zumbi, onde completa 25 anos. Também participa do projeto paralelo Los Sebosos Postizos.

Da carreira solo, o músico carrega na bagagem os álbuns “Homônimo” (2019) e RadianteSuingaBrutoAmor” (2013). O novo disco de Da Lua, já está em fase de produção e deve ser lançado no próximo ano.

Arte de capa: Divulgação

Ouça “Voe Alto” no seu tocador preferido:
https://onerpm.link/219227412154