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PENSE anuncia gravação de audiovisual com participações de Rodrigo Lima (Dead Fish), Teco Martins (Rancore), Gabriel Zander e mais na Casa Natura SP

Danilo Salvatore

Banda sobe ao palco no dia 5 de junho e apresenta o projeto “Talvez Tenhamos Tudo”. Lê Almeida (Gritando HC), Renan Samam, Moa Oliveira e Naia Lima também participarão do registro

PENSE está prestes a atravessar uma fronteira histórica — e não só para a própria trajetória. No dia 5 de junho, a banda sobe ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, para registrar o audiovisual “Talvez Tenhamos Tudo”. Um projeto que nasce como manifesto de expansão do hardcore brasileiro para territórios antes inacessíveis à cena. Mais do que a gravação de um audiovisual ao vivo, o show será um marco simbólico: a invasão definitiva de uma banda formada no underground em um dos espaços mais prestigiados da música nacional. O recado é claro: o hardcore já não cabe apenas nos porões abafados, nos galpões DIY ou nas casas tradicionais da cena. Agora ele ocupa teatros, palcos institucionais e novas camadas culturais sem abandonar a própria essência.

Ao longo de quase duas décadas, a PENSE construiu sua relevância sem atalhos, sem respaldo de grandes gravadoras e longe das fórmulas do mainstream. A banda atravessou mudanças de formação, reinvenções estéticas e a transformação completa do mercado musical até chegar ao momento mais ambicioso da carreira. Depois do lançamento do último álbum e de uma extensa sequência de turnês pelo país — de Porto Alegre (RS) a Juazeiro do Norte (CE) —, o grupo percebeu que era hora de eternizar o novo ciclo. “A gente entendeu que não era mais só sobre lançar um disco. Era sobre registrar quem a PENSE se tornou ao vivo, agora, nesse momento. A banda passou por uma reconstrução muito intensa e hoje sentimos que chegamos num lugar forte artisticamente”, afirma o vocalista e guitarrista Ítalo Nonato.

O audiovisual também funciona como uma fotografia do atual momento criativo da banda, cada vez mais aberta a novas texturas sonoras. O peso continua intacto, mas agora conversa naturalmente com elementos do rap, da música urbana e até da MPB. Essa mistura estará explícita no palco, nos arranjos inéditos e nas participações especiais escolhidas para o projeto. Nomes como Rodrigo Lima (Dead Fish), Teco Martins (Rancore), Gabriel Zander, Lê Almeida (Gritando HC), Renan Samam, Moa Oliveira e Naia Lima aparecem como peças fundamentais de uma narrativa que conecta diferentes gerações e linguagens da música brasileira contemporânea. “O rock sempre conversou com outras culturas urbanas. A diferença é que agora a gente está deixando isso visível sem medo nenhum”, resume o guitarrista Daniel Avelar.

A escolha da Casa Natura Musical carrega um peso simbólico ainda maior justamente por romper uma barreira histórica da cena pesada nacional. Enquanto artistas da MPB, da música alternativa e do circuito cultural tradicional ocupam o espaço há anos, bandas de hardcore raramente atravessaram essas portas. “Tem algo muito forte em imaginar que, algumas semanas depois de nomes gigantes da música brasileira passarem por aquele palco, vai ter a PENSE tocando hardcore ali. Isso muda a percepção sobre o que a nossa cena pode alcançar”, comenta Ítalo Nonato. O sentimento é compartilhado por Daniel Avelar, que vê o projeto como um divisor de águas não apenas para a banda, mas para toda uma geração do underground nacional.

Em um momento em que o rock pesado volta a ganhar relevância global — impulsionado por fenômenos como Turnstile, Bring Me The Horizon e o crescimento de novas bandas brasileiras —, a PENSE parece surgir como um dos nomes mais preparados para traduzir essa nova fase no Brasil. Sem nostalgia vazia, sem repetir fórmulas e sem abandonar o peso emocional que sempre definiu sua música, a banda transforma “Talvez Tenhamos Tudo” em uma declaração de permanência. O underground continua sendo a origem, mas definitivamente já não é mais o limite.

SERVIÇO
PENSE | “Talvez Tenhamos Tudo” (gravação do audiovisual ao vivo)
Data: 05/06/2026 (sexta-feira)
Horários: abertura da casa: 19h30 / início do show: 21h
Local: Casa Natura Musical (Rua Artur de Azevedo, 2134 – Pinheiros, São Paulo)
Classificação: 18 anos

Ingressos: de R$ 30 a R$ 200, via Sympla

Sobre a PENSE

PENSE foi formada em Belo Horizonte/MG, em 2007 e é conhecida por suas letras intensas e mensagens reflexivas, que abordam temas como luta contra injustiças sociais, autoconhecimento, resistência e motivação pessoal. A banda combina o peso do hardcore com influências de metal, resultando em uma sonoridade agressiva e energética, que atrai fãs de diversas vertentes do rock.

O primeiro álbum, “Espelho da Alma” (2011), logo chamou atenção pela originalidade e pelo teor emocional das letras. Em 2014, o segundo álbum, “Além Daquilo que te Cega”, solidificou a posição da PENSE no cenário nacional, trazendo letras mais diretas sobre temas de empoderamento pessoal e crítica social.

O terceiro álbum, “Realidade, Vida e Fé” (2018), foi um grande sucesso no meio underground e ampliou ainda mais o público da banda. Com letras que abordam questões políticas e existenciais, esse disco mostra uma banda madura e em sintonia com os problemas sociais contemporâneos.

Após um hiato de seis anos, a banda retorna com o álbum “Tudo Que Temos de Lembrar” (2024), onde mergulha em temas como saúde mental, amadurecimento e reconstrução pessoal. Com sonoridade agressiva e ao mesmo tempo sensível, o trabalho reafirma a identidade da PENSE como uma voz de resistência e acolhimento dentro da cena brasileira. 

No início de 2026, a banda lançou o EP “PENSE | Som No Sebo (Ao Vivo)”, EP que captura a banda em estado bruto, sem filtros e sem concessões. O projeto traduz a essência da PENSE: hardcore direto, riffs agressivos, dinâmicas explosivas e letras que encaram de frente temas como saúde mental, identidade, existência e transformação social.

PENSE cresceu no cenário através de uma base fiel de fãs e uma postura independente, participando de festivais e tocando em diversas cidades pelo país. Seus shows são conhecidos pela intensidade e pela conexão emocional com o público, com a banda incentivando frequentemente a participação ativa e cantos coletivos durante as apresentações.

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Uma marcante história de um simples historiador

Por Tiago Nascimento

Dias improváveis e positivos acontecem, e foi o que aconteceu no domingo retrasado dia 07/05/2023. Estou atuante nesse prezado site, desde 2011 e lá se vão aproximadamente 12 anos, em cobertura de shows, entrevistas, experiências e sonhos realizados, tudo de forma underground, já que aqui nesse país tudo é complicado para quem anda de mãos dadas com a cultura ou contra-cultura, fugindo da manobra de massa midiática.

Foto: Tiago Nascimento

Desde adolescência uma banda se tornou minha fonte de conteúdo. A primeira vez que ouvi sobre diversidade, igualdade, poder ao povo entre outros aspectos sociais não aprendi na escola, eu aprendi com o Dead Fish.

E as aulas/encontros ou tem quem ache que é apenas um show, e os eventos se tornou cada vez mais presentes na minha vida, foram inúmeras vezes que acompanhei a banda em todos os lugares no estado de SP, o que era um tanto dificultoso já que a alguns anos atrás a cidade que resido Guarulhos sendo uma das maiores do país não possuía nenhuma linha de trem ou metro, a cidade conta com uma cotação de passagem mais altas da país e o serviço oferecido é de péssima qualidade.

Não sou herdeiro da burguesia e nem gostaria de ser, então sempre tive que correr atrás das coisas, assim como todo cidadão legal. Mas nunca me enquadrei em setores privados, empresas que abusam do poder, onde sempre fui calado ao expor pautas sociais e inclusão, a famosa e sempre presente repressão cotidiana.

Sempre atuei em atos de solidariedade, manifestações e atos contra injustiças em qualquer instância, e com o passar dos anos despertei o desejo de contribuir para a sociedade expondo formas críticas e somar na luta das minorias excluídas na sociedade. Em 2018 com as eleições decretadas, e vendo que a maioria das pessoas não se interessavam ou sabiam da história do próprio país, desconheciam a própria raiz e com discursos de armas e violência me assustaram e me encorajou ao mesmo tempo, e essa coragem me levou à Faculdade, iniciando no primeiro semestre de 2019 no curso de História.

Foram 4 anos de luta, pois trabalhar em shopping, estudar, com filho residente em outra cidade e com algumas percas na família me fizeram pensar em desistir inúmeras vezes, sem contar o peso da pandemia que enfrentamos e com ela o medo me assolou, porém resisti e sobrevivi.

Entre enfrentamentos, debates, erros e acertos, me situei na fase final e mais complexa de um curso acadêmico, o TCC, e escolhi um tema que nenhum professor queria ser orientador, porém era algo que eu gostaria de pesquisar, analisar e expor “O Movimento Punk” e seus impactos na sociedade, com sua contra-cultura.

Com essa pesquisa encabeçada solicitei ajuda do Rodrigo Lima que no ato me estendeu a mão para me ajudar. Entre suas indicações, suas entrevistas em podcasts consegui agregar conteúdo ao meu trabalho, e busquei outras informações com a banda Garotos Podres e com Clemente da banda Inocentes e Plebe Rude, que foi solicito em responder algumas questões de grande valia.

Fui ao evento Hammer Fest em Guarulhos com a missão de entregar o livro “Meninos em Fúria” ao Rodrigo, porém sabemos como são os fests de HC, com muita correria, troca palcos, encontros e desencontros. Curti o show do Pense na íntegra no palco 1, vi alguns sons do Sea Smile no palco 2, e sentei ao chão aguardando o Sugar Kane subir ao palco quando o comunicador mais versátil, simpático e gente fina da porra toda Chuva passou por mim e trocamos a famosa palavra “Nhaaaaaauuuu” que é um bordão patenteado por ele em suas apresentações e vídeos. (conheçam o canal dele @Chuva TV no Youtube e nas demais redes sociais).

Foto: Tiago Nascimento

Nos abraçamos e eu expliquei que precisava entregar um livro ao Rodrigo, no mesmo momento ele respondeu, vamos lá próximo ao camarim verificar se ele está lá. E assim fomos e chegando lá aguardamos um tempo de menos de 5 minutos quando apareceu meu professor/orientador Rodrigo.

Numa conversa de aproximadamente 25 minutos eu agradeci pela ajuda, expliquei as dificuldades para entrar num setor de educação privado e o complexo de sentimento entre a gratidão, o receio do amanhã devido a reforma do ensino médio que ainda está em vigor tentando anular o saber do senso crítico, e as lutas diárias por um mundo mais justo.

Num mix de bons sentimentos, o Rodrigo disse que eu e minha profissão eram importantes para sociedade, e que se eu estivesse me sentindo sufocado pelo sistema, a minha liberdade é minha mente! E que em breve as coisas irão melhorar!

O abracei forte e mais uma vez agradeci por tudo, não tiramos foto alguma, e sim eu tinha vontade de registrar o momento, porém a conversa foi tão leve e excelente que não era um diálogo entre cantor e fã e sim uma conversa de dois sonhadores por um país melhor através do conhecimento e da igualdade.

De fato, optei por guardar na memória e eternizar na mente como um dos melhores dias dessa singela vida. 

Passei o show inteiro na frente do palco, celebrando como faço todas as vezes, entre stage dive, mosh, e algumas vezes até cantando rs. Quando antes da música “Escapando”, Rodrigo me citou ao palco e explicou que não estamos sozinhos, nós temos a nós. E a partir desse dia 07/05/2023 essa canção se tornou mais que especial.

(…)

Somos apenas humanos

Tentando,

Tentando,

Mais uma vez.

E só para constar mais uma vez:

Hey Dead Fish, vai tomar no cu!!!

E obrigado por existir.


Treva lança Renasce em Dor, com participação de Rodrigo Lima (Dead Fish)

Single, no streaming e em videoclipe, a segunda lançada pela banda, também tem vocais da cantora independente Julie Xavier

Como um canto em homenagem a todos e todas de pele preta, ‘Renasce em Dor’ é a nova música que o quarteto Treva lança no streaming e em videoclipe, com participação nos vocais de Rodrigo Lima (Dead Fish) e Julie Xavier. O single é mais um lançamento da banda via El Rocha Records, com distribuição digital da Altafonte Brasil.

Confira aqui o clipe:

Ouça ‘Renasce Em Dor’ nas principais plataformas de streaming: https://links.altafonte.com/renasceemdor.

‘Renasce em Dor’ é a segunda música do Treva, que sucede a potente ‘Onde Morre o Sol. O guitarrista e vocalista Felipe Ribeiro fala da força e representatividade deste single.

“Fala de perseverança. Mesmo contra todas as adversidades e séculos de opressão, pessoas pretas fizeram das suas histórias de vida verdadeiras biografias de resistência e luta em busca de uma sociedade mais justa e uma realidade mais amena”.

A música emana, por meio de um rock mais visceral e direto, o espírito da musica preta que surge da dor nos campos de trabalho escravo ou nas rodas de samba dos antigos centros urbanos, que atenuam o sofrimento e trazem esperança por dias melhores.

“Aquela que faz renascer da dor a força que nos mantém firmes e em movimento. O som que vem da alma. Que alimenta os sonhos e a luta que nos mantém vivos”, completa Ribeiro.

Mas ‘Renasce em Dor’ também é curativa, uma forma do Treva mostrar como a música é um mecanismo social para seguir em frente, encarar os problemas.

“Sempre que nos escravizaram, sempre que nos massacram, sempre que nos oprimiram, toda vez que nos mataram, e foram muitas vezes na história; Renascemos. E todas as vezes que renascemos, a música estava presente contando as nossas histórias ou amenizando as nossas dores”, contextualiza o vocal/guitarrista do Treva.

As participações de ‘Renasce em Dor’

Rodrigo e Julie, como convidados nos vocais ao lado de Ribeiro, reforçam o caráter especial de ‘Renasce em Dor’. “Uma das ideias que eu sempre tive desde que montamos a banda é sempre manter as pessoas queridas próximas”, conta Ribeiro.

“A Julie Xavier é uma amiga de longa data e uma artista talentosíssima. Ela sempre me falava sobre eu voltar a fazer música. Me incentivou muito!”.

O vocalista do Dead Fish é também amigo de longa data do pessoal do Treva. “Senti na hora que o Rodrigo tinha que fazer parte dela. Ela tem um sentimento que eu queria que o Rodrigo fizesse parte. Falei isso para ele e ele aceitou na hora!”

Treva, a banda

Treva é Chris Wiesen (guitarra), Felipe Ribeiro (guitarra e vocal), Eduardo Moratori (baixo), dois ex-Confronto, e Pedro Hernandes (bateria), experientes músicos do rock nacional, se juntaram em 2021 para um novo projeto com referências de punk rock, folk e blues.

‘XXVII’ (confira aqui) foi a primeira amostra do que é o Treva, uma intro com cerca de um minuto e meio recheada de riffs, peso e atmosferas sombrias. Em seguida a banda lançou – em clipe e no streaming – a faixa ‘Onde Morre o Sol’, confira aqui.

Os lançamentos do Treva serão feitos pela El Rocha Records, o selo do estúdio El Rocha, com a produção, mixagem e masterização do renomado produtor Fernando Sanches.

O El Rocha Records é a casa de três nomes importantes da produção musical brasileira: Daniel Ganjaman, Fernando Sanches e também com participação da Carox. Recentemente foram responsáveis pelos lançamentos da Deb and the Mentals e da dupla A Ride for Two e The Gramophones.

Acompanhe a banda aqui: www.instagram.com/oficialtreva.

Rodrigo Lima gravando vocais para a faixa | Foto: Divulgação