SETEMBRO NEGRO VOLTA COM MAIS PESO E ATRAÇÕES INTERNACIONAIS NO CARIOCA CLUB EM PINHEIROS

Por Thiago Tavares

Nos dias 29 e 30 de Setembro de 2018, aconteceu no Carioca Club em Pinheiros a 12° edição do Setembro Negro, festival esse que voltou após uma pausa de cinco anos, festival tradicionalíssimo por trazer grandes nomes do Black Metal, Death Metal, Trash Metal, Doom Metal e Grind/Crust.

E mediante a esta pausa, a organização preparou um set de peso para os dois dias para a galera sair satisfeito e não reclamar de nada e pelo que presenciei nos dois dias, tive percepções positivas do povo que presenciou os shows.

No primeiro dia, os shows iniciaram as 14:00 pontualmente com a primeira banda brasileira. O Human Atrocity subiu ao palco trazendo o mais puro e brutal Death Metal. Atualmente, o grupo vem trabalhando com a demo Crowdede Tombs, lançada em 2015 composta por quatro faixas: The Blacknight Of The Crossroad, Darkness Of Words, Stench Of Death e Human Atrocity. Atualmente, trabalham nas músicas do primeiro disco, onde a se depender da apresentação no festival, se tratará de um ótimo álbum. Hoje, o Human Atrocity é formado por Rafael (vocal), Herman Sepulchral (guitarra), e Renata Death (bateria).

A segunda banda a se apresentar vem do nordeste brasileiro, região essa que vem com grandes descobertas no cenário do metal e que com certeza, a organização do festival teve visão e trouxe uma das bandas mais conhecidas daquela região. Pioneiros no Gravity Blast, o Infested Blood de Pernambuco foi uma das bandas que me mais me chamou atenção no festival, devido a sua agressividade devido ao  gênero musical. O trio de Pernambuco formado por Diego Do Urden (vocal e guitarra), Eduardo Baenre (baixo), Jhoni Rodrigues (bateria), já possui quatro discos de trabalho, no qual vem conquistando seu espaço aos poucos. Sua apresentação foi um ponto fora da curva, afim de acabar com os ouvidos do público de tão bom que eram as músicas.

E as bandas internacionais começam a aparecer no festival e agressividade começa a aumentar e animar a galera que começa a chegar em maior quantidade.

A terceira a se apresentar vem da Alemanha e praticamente incendiou o placo do Carioca Club. Formado em 1993 naquele país, o Purgatory apareceu para estourar os tímpanos, aliás, trata-se de uma das maiores forças do Death Metal alemão e já possuem uma carreira com oito álbuns gravados e dois EP’s, com destaque ao último trabalho intitulado Ωmega Void Tribvnal de 2016. Hoje, o grupo é formado por: Peter Wehner (baixo), Dreier (vocal), René Kögel (vocal e guitarra), Lutz Götzold (bateria). Já era o prenuncio de que a coisa já estava esquentando.

Já no meio da tarde, lá para as 16:30, subiu ao palco mais uma banda europeia, mais precisamente da Noruega, da cena do Black Metal.

Também formada em 1993, a Aeternus apresentou suas composições, também puxando para o Death Metal. Uma ótima banda que fez sua apresentação com peso e maestria, onde o público paulista gostou do que viu, e que com certeza levam bons frutos de sua passagem, não só por São Paulo, mas em outros países da América do Sul no qual tinha apresentações marcadas, logo que é a primeira vez que se apresentam no continente. Hoje, a banda é formada por: Ares (vocal e guitarra), Phobos (bateria) e Frode Kilvik (baixo) e possui no cartel sete álbuns de estúdio e dois EP’s.

Mais uma banda norueguesa que esteve no Carioca e se apresentou em seguida foi o Taake, no qual tocou o terror e deu continuidade as apresentações do Black Metal daquele país. O grupo é bastante conhecido na Europa e possui sete álbuns de estúdio, sendo o último intitulado Kong Vinter e seis EP’s gravados. Atualmente, é formado por: Gjermund Fredheim (guitarra e vocal), Aindiachaí (guitarra), Frode Kilvik (baixo), Brodd (bateria) e Hoest (vocal), este último vocalista do Death Cult e do Gorgoroth, que deu trabalho para a organização do festival devido a empolgação de sua performance, ocorrendo pequenos problemas técnicos que foram brevemente solucionados.

Adentrando a noite, isso aproximadamente as 18:25, abriram os portais do inferno em sua literalidade para uma clássica banda de Death Metal, considerada essa a primeira banda de Metal Extremo do país com 37 anos de carreira. Da Baixada Santista, o Vulcano vem com a experiência do gênero no Brasil, onde apresentou grandes sucessos e composições recentes, fora a realização de muito mosh pit nos clássicos da banda. Para se ter uma ideia, a banda possui dez álbuns de estúdio gravados e um EP, onde dificilmente ver uma banda do Death Metal brasileira atingir essa marca, devido a persistência da galera. Hoje, a banda é formada por: Zhema Rodero (guitarra), Arthur Von Barbarian (bateria), Luiz Carlos Louzada (vocal), Carlos Diaz (baixo) e Gerson Fajardo (guitarra).

Chegando próximo as 19:30, o portal do inferno continuava aberto para dar espaço para uma banda clássica do rock americano. A banda Coven da vocalista Esther “Jinx” Dawson, já chegou ao palco de uma forma inusitada: dentro de um caixão em pé. Após a introdução, revela-se ao público mascarada e logo após a primeira música, dá as caras para a galera para seguir com músicas de cunho satânico, mas que não soam tão pesado. O grande destaque da banda é o primeiro álbum, lançado em 1969 considerado o mais pesado de todos, intitulado Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls. A apresentação fez a galera ficar em êxtase devido a performance da Esther com uma sonorização vocal diferenciada.

A última banda do dia ficou por conta de uma lenda do Speed/Trash Metal mundial. Com oito álbuns de estúdio e um EP ao vivo, a banda canadense Razor subiu ao palco as 20:45, como previsto pela organização e era a atração mais esperada pelo público que compareceu ao primeiro dia de festival. Os canadenses não decepcionaram os presentes e a apresentação foi sensacional. Mas ainda tinha muito metal pela frente pois haveria o segundo dia a desbravar.

Já o segundo dia, o festival abriu espaço primeiramente para as bandas brasileiras. A primeira a se apresentar foi o Manager Cadavre, da região do Vale do Paraíba. Do gênero Crust/Hardcore, a banda veio com uma porradaria de responsa, onde gostei do que vi e não ficou devendo. A banda é formada por Nata de Lima (vocal), Marcelo Augusto (guitarra), Marcelo Kruszynsk (bateria) e Jonas Godói (baixo). A banda possui três EP’s.

Segunda banda do nordeste brasileiro a adentrar ao Setembro Negro e colocar terror na galera é considerada uma das potências do Death Metal do Nordeste. O Decomposed God de Luiz Boeckmann (vocal), Marco Antonio Duarte (guitarra), Jean Marcel (baixo) e Wagner Campos (bateria) compareceu para divulgar seu mais recente trabalho aos paulistas intitulado Storm Of Blasphemies onde era visível perceber uma apresentação agitada e o potencial da banda.

Logo em seguida, começa o segmento do Black Metal com a terceira banda brasileira do dia, uma das referências nacionais no segmento. Do Paraná ao palco do Setembro Negro, o Amen Corner há uma gama de trabalhos lançados desde sua fundação em 1992. Gostei bastante da apresentação da banda paranaense que, onde a galera também demonstrou aprovar a atração.

Em seguida, o belga do Enthroned agitou a galera que compareceu ao Carioca, onde começou a brotar mais gente chegando junto para apreciar uma das maiores potências do Black Metal da Bélgica e considero um dos destaques do segundo dia de festival com um show impecável com riffs potentes. A banda que possui dez álbuns e dois EP’s é formada por Nornagest (vocal), Neraath (guitarra), Norgaath (baixo), Shagãl (guitarra) e Menthor (bateria)

O início da noite se aproximava e mais uma banda gringa chegava para deixar sua marca registrada no Setembro Negro. Os americanos do Morbid Saint chegaram querendo quebrar tudo, ao ponto de fazer muito mosh da primeira a última música executada. Eles também me surpreenderam com um som bastante pesado com riffs rápidos e ríspidos. Com o último trabalho intitulado Destruction System na estrada, a banda é formada por  Cliff Wagner (vocal), Jay Visser (guitarra), Martin Russel Gesch (guitarra), Bob Zabel (baixo) e DJ Bagemehl (bateria).

Mas o público aguardava de forma ansiosa a apresentação do Schirenc Plays Pungent Stench, liderado pelo vocalista da lendária banda austríaca Pungent Stench, Mr. Martin Schirenc, última banda essa uma das mais importantes formações do Death Metal no inicio dos anos 90, onde a apresentação foi baseado nos clássicos do trio austríaco, com um set agressivo.

Logo após, as 20h30 vem a banda sueca Wolfbrigade com uma linha musical do Hardcore/Punk Crust. Formada em 1995 possuem seis álbuns gravados e dois EP’s.

Para encerrar os trabalhos, pois ninguém é de ferro, as 21h45 sobem ao palco mais uma banda aguardada pelo público. Formada por Tomas “Tompa” Lindberg (vocal), Martin Larsson (guitarra), Jonas Stålhammar (guitarra), Jonas Björler (baixo) e Adrian Erlandsson (bateria), a banda sueca At the Gates veio ao Setembro Negro para divulgar seu mais novo trabalho intitulado To Drink from the Night Itself e trouxeram uma energia fora do comum ao público que curtiram bastante as músicas deste trabalho e músicas de trabalhos anteriores.

Sob uma visão geral, o festival só teve pontos positivos, no qual deve-se destacar a pontualidade da entrada das bandas, cumprimento de horários, o espaço cedido as bandas brasileiras para ampliarem a divulgação de seus trabalhos, a vinda das bandas gringas. Todas essas ações fazem respeitar o público que compareceu em peso e que curtiram as dezesseis bandas que se apresentaram ao longo desses dois dias. Sendo assim, parabenizo a Tumba Produções e ao Edu Lane, organizadores do festival que mandaram muito bem. Agora, resta aguardar a próxima edição da porradaria, marcada para os dias 07 e 08 de setembro de 2019.

Em nome do Ponto ZerØ, agradecemos ao Luciano Piantonni, da LP Metal Press pelo fornecimento da credencial ao evento.

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