Depois de uma série de lives promovida pela Wargods Press, a banda gaúcha de Death/Doom Metal SEGREGATORUM divulga agora a participação que farão na terceira edição do “Metal com Batata Stay Home Festival”, que será realizada na próxima semana, no dia 21/08, à partir das 21h. O grupo participará do festival ao lado das seguintes bandas: Invokaos, Treze Black, Royal Rage, Bright Storm, Symmetrya, Revengin, Damage Corporation, Sepulchral Voice, Khorium, NoFearz, Leprosy, Imago Mortis, RamboMesser (Alemanha) e Intoxicated (EUA). O festival será transmitido no canal do Metal com Batata no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCSyznur7yhUilZP_Dwwjzlw.
Lucas Lazzarotto (vocal), Christian Gedoz e Luiz Felipe Dias Flores (guitarra), Lucas Carbonera (baixo) e Carlos Acosta (bateria) também figurarão no programa Brasil Metal News deste domingo, uma parceira dos programas Metal com Batata e Eclipse Metálico (de Portugal), onde apresentarão diversos lançamentos, dentre elas, o debut do SEGREGATORUM “Lemarchand’s Dominus”. O programa será veiculado no domingo, 16/08, às 19h, e poderá ser acompanhado no seguinte site: https://eclipsemetalico.com/listen-live/. E ao mesmo em que seguem divulgando o debut, o quinteto concentra esforços para o lançamento de um EP ao vivo, intitulado “Live In Desolation”, que será lançado no dia 18/09, contendo três faixas, sendo uma delas inédita. Novas participações em festivais online e lives serão divulgadas em breve.
Nome clássico do heavy metal gaúcho, o SPARTACUS anuncia novidades, mesmo estando em mais um hiato de sua trajetória. O baixista Marco Di Martino, que faz parte também do projeto OpusDramma, revelou que se encontra em andamento a remixagem do debut da banda “Libertae”, tendo o resgate do projeto original de concepção do trabalho com dois guitarristas, conferindo nuances que tiveram que ser removidas da primeira edição do trabalho. Lançado originalmente em 2004, “Libertae” foi o resultado de anos de um intenso trabalho iniciado no final de 2001, apresentando ao público doses maciças de um som pesado classudo e recheado de peso e melodia. Na época de seu lançamento, conquistou diversas resenhas positivas, atingindo notas altas nas avalições de revistas, como Roadie Crew, Valhalla, Modern Drummer e Ultimatum.
Composto de dez faixas, “Libertae” contou com o apoio da UKG Discos para seu lançamento físico, em 2004. A obra também chegou a ser lançada em vinil (numa edição limitada de 33 unidades exportadas em sua quase totalidade para a Alemanha), garantindo assim o status de cult pelos apreciadores de metal clássico. Agora sendo remixado por Sebastian Carsin, do Hurricane Studios, de Porto Alegre/RS, o material terá a presença de takes de mais um guitarrista: Marcelo Riccardi. O baixista Marco Di Martino explica melhor a situação: “O Marcelo começou o projeto de gravação do disco no final de 2001, mas em função de desentendimentos durante o decorrer do final das gravações, saiu da banda e do disco, exigindo que suas partes (que vinham fazendo diferença pela expressão que conseguiam) fossem apagadas da fita master de 24 canais. Isso fez com que o Victor (Petroscki) tivesse que entrar novamente em estúdio naquela época mesmo pra substituir essas partes, retardando consideravelmente o lançamento do disco para o final de 2004. Por um feliz acontecimento, bem antes dos episódios conflitantes, decidiu-se passar os takes da fita master para HD e tentar uma mixagem digital, um experimento que, na época, mostrou-se muito aquém do resultado obtido analogicamente na ACIT. Ocorreu que o Marcelo esqueceu completamente desse registro digital quando determinou que seus takes fossem apagados do rolo da fita master”.
Conforme Di Martino, com a normalização das relações entre Marcelo Riccardi e a banda vários anos depois, houve consentimento para a utilização dos takes digitalizados e o consequente retorno do guitarrista ao layout do disco, agora em uma época em que o procedimento digital amadureceu o suficiente pra poder receber a mixagem digital do “Libertae”. O disco vem sendo remixado e será relançado nas plataformas digitais com o line-up que deveria ter tido quando foi lançado em dezembro de 2004, com Marco Canto (vocal), Victor Petroscki e Marcelo Riccardi (guitarras), Marco Di Martino (baixo) e Erick Lisboa (bateria). Ainda não há uma data agendada para o relançamento, portanto, confira a versão lançada em 2004 na sua plataforma digital preferida.
A banda gaúcha MORTTICIA acaba de disponibilizar um lyric video para a faixa “Ocean of Change”, presente no vindouro EP “A Light in the Black”. Com ilustrações feitas por Vinicius Gut e animação à cargo de Afonso de Lima, o lyric video apresenta novas ideias gráficas, e transforma a temática da história da música com muita originalidade e precisão. Segundo a banda, a característica principal da letra é evidenciar que o presente, passado e futuro estão interligados, e todas as nossas ações podem colaborar para construir uma realidade melhor. Além disso, as ilustrações também trazem um pouco de referências à outras letras do grupo.
Assista ao lyric video:
A própria história de como surgiu o conceito de “Ocean of Change” se destaca pela originalidade. Há alguns anos atrás a banda queria participar de concurso de canções em Porto Alegre, o qual o tema da composição deveria ser “futuro”. O baixista Guilherme havia visto recentemente o filme “Cloud Atlas”, um filme que é dos mesmos diretores de Matrix, cheio de atores famosos, que tem uma história complicada e cheia de reviravoltas. Depois de ver o filme, ele tinha se interessado muito nos temas de ficção científica e de “entrelaçamento de histórias no tempo”, então, resolveu usar a história para levar inspiração para a banda.
A premissa do filme é seguir vários indivíduos durante diferentes momentos históricos, desde a época do tráfico de escravos nos EUA até um futuro distópico pós-humanidade, passando pelos tempos atuais. Em cada momento no tempo os personagens tomam atos ou deixam marcas que vão influenciar as histórias de tempos posteriores. Por exemplo, um vídeo de uma declaração num julgamento de um personagem nos anos 2000 inspira uma revolução de ciborgues nos anos de 2100. Num dos momentos mais importantes do filme, um dos personagens, um abolicionista da escravidão, diz que: o seu esforço pode ser “apenas uma gota”, mas é de gotas que é feito o oceano. “Ocean of Change”, o oceano da mudança, é baseado nesta ideia. Como no refrão diz, “somos pequenas ondas de mudança… nossas lágrimas permanecem, como gotas que formarão um oceano no futuro. A nossa luta de todos os dias, entrelaça os nossos destinos e o fogo que queima hoje só existe porque no passado alguém acendeu uma luz”.
A banda paranaense de Heavy Metal HELL GUN está lançando seu primeiro álbum em todas as plataformas digitais nesta quinta-feira, 6 de agosto. Composto de nove faixas, “Kings of Beyond” está sendo lançado em formato físico pelo selo Classic Metal Records, e já pode ser adquirido diretamente com a banda através da página do Facebook. Matheus Luciano (vocal), Lucas Licheski e Jean Fallas (guitarras), Marllon Woicizack (baixo) e Sidnei Dubiella (bateria) contaram com a experiência do produtor Arthur Migotto (Heavytron Sound Studio) e do artista gráfico Giovanne Bernardino para conceber o trabalho, que no decorrer dos últimos meses teve faixas lançadas em formato de single nas plataformas digitais, bem como um lyric video, um vídeo clipe e uma faixa disponibilizada na coletânea virtual “Brazilian Metal Attack Vol. 06”.
Ouça o álbum no Spotify:
Embora não seja possível fazer um show de lançamento devido à pandemia, o HELL GUN tem participado de festivais virtuais e prepara novas ações nas redes sociais para os próximos meses. “Kings of Beyond”, segundo o vocalista Matheus Luciano, apresenta músicas com uma pegada clássica, herdada das influências oitentistas de todos os integrantes, e a temática, embora não seja aprofundada em apenas um assunto, percorre temas voltados ao terror, como “Night of the Necromancer”, “Sacrifice” e “Emily’s Possession”, mas também aborda temas mais realistas e atuais, como “Revolution Blade”, como explicou o vocalista: “ela fala de revolução, inconformidade, e foi inspirada na Revolução Francesa, claro que fazendo um paralelo com o que vivemos na atualidade em nosso país, então nesse contexto se trata de uma letra histórica e política, antifascista. Instrumentalmente, pela agressividade, achamos que ela seria perfeita para mostrar a fúria que há tempos queremos mostrar em um álbum.”
Assista ao lyric video de “Night of the Necromancer”:
Na próxima terça-feira, dia 11/08, o guitarrista Rafael Mafra, do SOLARISPHERE, baterá um papo com o vocalista e guitarrista Clark Araújo, da banda Megalodom, onde serão abordados temas em comum às duas bandas, como a cena da cidade (ambas são de Rondonópolis/MT), a situação da pandemia, os lançamentos recentes e muito mais.
O Megalodom, formado em 2017, busca passar sua mensagem através de sua música, de forma simples, mas enigmática. Hoje está nas principais plataformas de streaming após o lançamento independente de seu primeiro trabalho em 2019, o “MEGA EP”, com seis faixas. A banda realizou vários shows em sua cidade natal, participando de pequenos festivais, fazendo parte de uma próspera cena local. Musicalmente o Megalodom possui influências do Rock Alternativo noventista, e de Stoner Rock, gêneros de grande ascensão no rock independente brasileiro, caminhando por riffs simples, sons pesados e vocais calmos, junto a letras cantadas em português constrói uma identidade própria. Atualmente o Megalodom trabalha ao lado de seus parceiros José Júnior e Yherro Breno na finalização de seu primeiro álbum. Para conhecer mais s banda basta acessar o link https://linktr.ee/megalodomrock.
A live com Rafael Mafra e Clark Araújo será realizada às 20h (horário de Brasília) do dia 11/07, no Instagram da banda, listado logo abaixo. Além de Mafra, o SOLARISPHERE conta ainda com o vocalista e baixista Caio César, o guitarrista Lucas Codorniz e o baterista Nelson Júnior, que trabalham na divulgação do recém lançado EP “Solarisphere”.
Lançado em meio à pandemia da COVID-19, o single “Modus Operandi”, da banda Demophobia, dá sequência no ótimo trabalho realizado com o EP “Moinhos de Gastar Gente”, lançado em 2019. Com a agenda de shows cancelada, Rafael Vieira (vocal), Paulo Vitor (guitarra), João Medeiros (baixo) e Arthur Henrique (bateria) se concentram agora na finalização do segundo EP, que deverá ser lançado no segundo semestre. Para falar sobre todos os detalhes que cercam a banda, os músicos foram entrevistados pelo site Raro Zine, onde explicaram seu conceito lírico: “Nós procuramos sintetizar tudo o que para a gente há de mais abominável e profano no funcionamento da máquina do sistema. O próprio nome reflete isso, pois a palavra demofobia significa o temor das elites em relação ao levante do povo. Temos como foco principal os problemas históricos e atuais do Brasil e, até por isso, achamos que faz muito mais sentido compor sempre em português. Como cidadãos, nós estamos cientes de que estamos vivendo séculos de violência contra o povo e uma constante tentativa desenfreada de sufocar a democracia, então esse acabou se tornando o direcionamento das nossas músicas”.
O próximo passo da banda seria o lançamento de um vídeo clipe, entretanto, com a pandemia, os planos tiveram que ser adiados: “Já estávamos trabalhando no clipe e os planos estavam ocorrendo como o planejado, entretanto, com o caos sendo instaurado pela pandemia, acabamos atrasando este lançamento. Esperamos que tudo se normalize o quanto antes, e enquanto isso, fiquem em casa! Se não for por você, que seja pelo próximo e pelas milhares de pessoas que não tem condições de se manter nessa crise”.
Os guerreiros do Heavy Metal americano Silver Talon – cuja mistura de Speed, Power, Thrash e Progressive Metal foram elogiados pelo Dead Rhetoric.com como “afiada, sofisticada e inspiradora” – definiram “Decadence and Decay” como o título de seu próximo álbum, previsto para ser lançado neste outono (americano) pela M-Theory Audio. Mais informações sobre o álbum serão reveladas nas próximas semanas. Depois que o Silver Talon passou grande parte de 2019 em turnê, em suporte ao seu EP de estreia, “Becoming A Demon”, o agora sexteto baseado em Portland, Oregon – que apresenta dois ex-membros do aclamado grupo de Metal Tradicional Spellcaster – entrou no Sharkbite Studios em Oakland, Califórnia no começo deste ano com o produtor Zack Ohren (Machine Head, Exmortus, Warbringer). Gravações adicionais ocorreram no Falcon Studios, em Portland, com Gabe Johnston (Idle Hands, Vintersea) e no estúdio do guitarrista Bryce VanHoosen.
Formado por Wyatt Howell (vocal), Bryce VanHoosen, Sebastian Silva e Devon Miller (guitarras), Walter Hartzell (baixo) e Michael Thompson (bateria), o Silver Talon trabalha para cravar seu nome na história do Metal americano, e qualidades não faltam. VanHoosen diz que “Decadence and Decay” está em um nível acima do debut “Becoming A Demon”, que contou com a participação especial de Jeff Loomis (Arch Enemy, Nevermore) e foi aclamado pelo site Metal Temple como um “agressivo, virtuoso, impecável e polido álbum de Heavy Metal”. “A direção do novo álbum é muito mais sombria, melódica e progressiva, e após um ano cercado de provações (turnês canceladas na Europa, roubo do Pledge Music, guitarrista impedido de entrar no país), as letras lidam com temas baseados em colapso social, a vida no fim do mundo, e o espírito lutando para permanecer livre”.
Ouça “Becoming a Demon” no Spotify:
O Silver Talon se formou em 2017 das cinzas do Spellcaster, quando vários dos ex-integrantes da banda uniram forças com o vocalista Wyatt Howell (Sanctifyre) para colocar em prática o que VanHoosen chama de um Heavy Metal “mais exagerado” do que o seu grupo anterior. “As músicas são mais complicadas, progressivas, agressivas e há mais solos de guitarra e harmonias vocais mais loucas”, disse ele. Lançado em outubro de 2018, “Becoming A Demon” demonstrou a habilidade do Silver Talon de misturar melodias e habilidade técnica num Heavy Metal extremamente pesado e empolgante, tanto que conseguiram um lugar de destaque na playlist oficial do Spotify chamada “Heavy Metal”. Nesta estreia bem sucedida ainda apresentaram uma versão matadora do clássico “Battle Angels”, do Sanctuary, com um solo do lendário guitarrista Jeff Loomis (ex-Nevermore, Arch Enemy).
No mês de dezembro a banda Vakan fez seu primeiro show em Porto Alegre/RS, ao lado do Hibria, em noite de ótimo público no tradicional Bar Opinião. Para celebrar aquela data tão importante – 07 de dezembro, o grupo formado por Matheus Oliveira (vocal) Alexandre Marinho (guitarra), Natanael Couto (baixo), Isabel Leal (teclado) e Lucas Oliveira (bateria) planeja lançar vídeos de todas as músicas tocadas naquela apresentação, e já iniciando com os vídeos para “Russian Roulette”, uma das principais faixas do álbum “Vagabond” e que ganhará um single em breve e “Beyond Mankind”.
O próximo vídeo será lançado no dia 05/03, e segundo o vocalista Matheus Oliveira, “A ideia de divulgar principalmente no Instagram (IGTV) é pelo fato de que a rede ainda permite um alcance e crescimento orgânico, e nós temos investido um pouco mais lá ultimamente, mas alguns dos vídeos também irão para o Facebook e YouTube”. Sobre o show em si, o vocalista afirma que foi provavelmente o show mais marcante da banda nesses 10 anos, e também diz que foi uma noite especial, tanto pelo local do show quanto pelo fato de dividirem o palco com o Hibria: “Somos fãs de longa data do Hibria, e de alguma forma eles exerceram uma profunda inspiração para a banda ao longo destes dez anos de estrada. E não me refiro apenas a parte musical, mas também na forma de nunca parar diante das dificuldades e seguir em frente com muita determinação. Gostaríamos de agradecer aqui mais uma vez à eles pela oportunidade e ao público, que nos recebeu de braços abertos em nossa primeira apresentação em Porto Alegre”.
“Vagabond”, o debut da Vakan, foi lançado em 2018 e conta com faixas como “Beyond Mankind”, “Moving On”, “Euphoria”, “Diary of P. Stuart” e a quadrilogia “Vagabond”, destacando toda a inspiração do grupo, que já trabalha em novas composições a serem lançadas neste ano.
No dia 02/11 a cidade de São Paulo receberá a 14º edição do festival Thorhammerfest, que neste ano completará uma década de intensas atividades em nome do Folk/Pagan Metal em terras tupiniquins. Enquanto Vingard, Tandra, The Heathen Scythe, Crown Of Fallen Heroes e Miasthenia representarão a cena brasileira, caberão às bandas Cernunnos e Bornholm a tarefa de fazer um intercambio cultural com outros países. Desde sua primeira edição o festival trouxe diversas atrações internacionais para o Brasil, todas elas como atrações inéditas e exclusivas do evento: Einherskald (Argentina), Waldwind (Alemanha), Zrymgoll (Argentina), Tersivel (Argentina), Suidakra (Alemanha), Adorned Brood (Alemanha), Skyforger (Letônia), Thyrfing (Suécia), Scythia (Canadá), Manegarm (Suécia), Bucovina (Romênia), King of Asgard (Suécia), Ereb Altor (Suécia), Blot (Noruega), Vilsevind (Suécia/Argentina), Panychida (Rep. Checa) e Primordial (Irlanda).
Vindos da Argentina, o Cernunnos (www.facebook.com/CernunnosArg) divulga o EP “The Svmmoner” (2019), composto de quatro faixas e que mostram uma clara evolução em relação ao debut “Leaves of Blood”, lançado em 2016. Formado em 2012, o Cernunnos conta com integrantes e ex-integrantes de outras bandas do país, como Skiltron, Unreal e Arphegy. Ao longo do tempo a banda dividiu o palco com outros medalhões do Folk/Pagan Metal, como Eluveitie, Arkona, Ensiferum, Korpiklaani, Tyr e Alestorm. Entre os anos de 2017 e 2018 o sexteto formado por Joaquín Gómez (guitarras), Fernando Romeo Oriz (bateria), Juan Diego Muñoz (violino e vocal), Hernán Barbieri (guitarra), Fernando Marty (baixo) e Pablo Schivo (vocal e instrumentos típicos), realizou alguns shows em formato acústico, tocando versões alternativas para as músicas do debut. Um novo álbum está nos planos para a banda neste ano.
Os húngaros do Bornholm (www.facebook.com/bornholmofficial) também farão sua estreia no Brasil, e até lá o grupo deverá lançar seu quinto álbum, ainda sem titulo definido. Assim como o próprio evento, a banda também comemora aniversário neste ano: são duas décadas de estrada. Atualmente formado por Péter Sallai (vocal), D. (bateria) e Attila (guitarra), o Bornholm tem focado em trabalhar no sucessor do elogiado “Primaeval Pantheons”, lançado em 2016. O líder da banda, Péter Sallai, participou recentemente do filme “Lords of Chaos”, atuando como instrutor de guitarra. Péter também é artista gráfico, tendo assinado capas para Accept, Brothers of Metal, Civil War, Cavalera Conspiracy, Crematory, Lonewolf, Sabaton, Sacred Steel entre outros.
O Thorhammerfest será realizado no Clube Piratininga (em Santa Cecília), e para quem comprar o ingresso do primeiro lote pagará o valor de cada entrada para a pista com o preço do evento de 2012, ou seja, apenas R$ 50,00. As vendas já estão disponíveis pelo Clube do Ingresso e posteriormente nas lojas físicas da Galeria do Rock em São Paulo.
No dia 06/03 a banda gaúcha Mortticia, de Porto Alegre, lançará seu novo single, uma regravação da música “Hear My Words”, originalmente presente em seu primeiro EP. A nova versão, agora apresentando a nova formação, composta por Lucas Fialho Zawacki (vocal), Guilherme Hoppen Wiersbicki (baixo), “Bubu” Cardoso e Davi “Somberlain” Stamado (guitarras) e Anderson Dias (bateria), possui nova roupagem, e seus detalhes são citados pelo baterista: “Hear My Words” é uma baita balada, na realidade há uma parte da música em que o baixo e a bateria se juntam em um groove e fica uma cozinha coisa mais linda! Fora o refrão, que é bem grudento, acho que é uma das músicas mais dinâmicas e divertidas que já toquei, com certeza agradará todos os gostos.”
Confira um teaser do single:
O single, que será lançado em todas as plataformas digitais, fará parte do EP “A Light In The Black”, com estimativa de lançamento para os próximos meses. Em relação à letra de “Hear My Words”, o vocalista Lucas Fialho Zawacki comenta: “Nós contamos uma história fictícia, sobre um povoado que é convocado para uma guerra em nome do senhor das terras em que vivem. Confrontados com esta realidade elas percebem que têm mais em comum com os seus inimigos do que com o seu suserano, que construíram aquelas paredes em prol de alguém que nem lhes conhece. No final elas preferem organizar uma revolta a matar e morrer em uma luta que não é a delas”. O tema é forte e sempre atual, sobretudo quando estamos diante de governos autoritários e fascistas. No campo do Heavy Metal, casa-se perfeitamente com a sonoridade, ainda que a música seja uma balada. Lucas ainda diz que “Essa letra fala do poder que um sistema autoritário tem sobre a vida dos indivíduos e que apenas se unindo em algo maior eles têm a chance de se defender. No refrão o interlocutor diz: ‘Ouçam o que eu digo / Vamos nos unir e uivar como lobos / Não como cachorros que obedecem’. Faço um paralelo com a alcateia de lobos que conseguem viver livres porque formam um grupo coeso, ao contrário dos cachorros que dependem da ajuda do seu domesticador”.
Após o lançamento de um lyric video apresentando seu single de estreia, o grupo gaúcho Inner Caligula divulga os links das principais plataformas digitais, recém disponibilizados. O single, que leva o nome da banda, tem causado excelente repercussão, fruto de intenso trabalho realizado por Vinicius Colombo (vocal), Daniel Cardoso (guitarra), Igor Natusch (baixo) e Filipe Telles (bateria) em parceria com os produtores Renato Osorio (ex-Hibria/Scelerata) e Benhur Lima (ex Hibria), criando um Heavy Metal tradicional moderno, pesado e coeso. Igor Natusch relembra o processo de gravação e produção: “Foram meses de trabalho, onde extraímos o nosso melhor e também buscamos inspiração nos próprios produtores, músicos já tarimbados e com um grande currículo, tanto com suas ex-bandas e atuais projetos. O mais interessante é saber que todo esse processo tem sido amplamente bem sucedido, com excelente repercussão nas redes sociais e de pessoas que vem até nós, via mensagens, parabenizar pelo trabalho”.
Indagado sobre suas principais influências, o baixista revelou grande fascinação pela NWOBHM, mas fugindo um pouco do padrão Iron Maiden, buscando referências em bandas obscuras daquela cena, como o Jameson Raid, originário de Birmingham, cidade que revelou ao mundo alguns criadores do Heavy Metal, como o Black Sabbath e Judas Priest: “Sou fascinado pela NWOBHM. Para mim, aquele momento foi o ponto de partida ou consolidação para quase tudo que se fez depois em termos de Heavy Metal. Bandas como Jameson Raid, Satan e Diamond Head são influências enormes em todas as minhas composições. Mas é muito legal ver como isso se une à bagagem musical dos outros caras, que trazem influências diferentes e dão outra dinâmica aos nossos sons. Acho que isso vai ficar ainda mais claro para os ouvintes a partir do nosso segundo single, que está em etapa final de mixagem”. A Inner Caligula faz parte de uma nova leva de bandas gaúchas que focam no Heavy Metal tradicional/clássico, ao lado de Mortticia, Goaten, Exequator e muitas outras, criando assim uma “nova onda do Metal Gaúcho”.
A banda gaúcha Segregatorum está anunciando a saída do guitarrista Igor Alves Bidigaray, dando lugar a Christian Gedoz, que ao lado de Lucas A. Lazzarotto (vocal), Luiz Felipe Dias Flores (guitarra), Lucas Carbonera (baixo) e Carlos Acosta (bateria) dará seguimento ao cronograma de lançamento de seu primeiro álbum, intitulado “Lemarchand’s Dominus”, com lançamento marcado para março em parceria com Totem Records, Kaotic Records, Cranius Beer House e Terror Music. Segundo Lazzarotto, Bidigaray “é um cara que com certeza tem um amor pela música inquestionável, um excelente guitarrista solo e um dos membros fundadores do Segregatorum, que por motivos particulares resultando na falta de tempo já não conseguia se dedicar ao projeto e com convicção optou pelo afastamento da banda”. O vocalista relembra que “mudanças sempre existirão e isto nos tira da zona de conforto, para que possamos buscar algo além do habitual e evoluirmos”, não poupando elogios ao ex-colega de banda: “seu empenho, trabalho e dedicação como guitarrista e compositor para esta banda e também agregando o seu talento no contexto do gênero musical não será esquecido. Obrigado por fazer parte desta história e ajudar-nos a iniciar este legado e jamais se esqueça que você sempre fará parte desta família. Conte conosco!”.
Assista ao lyric vídeo de “Nourished Wounds”:
https://youtu.be/siahEqk3ua4
A entrada de Christian Gedoz vem cercada de expectativa. Com o recém-lançado single/lyric video para a música “Nourished Wounds”, a Segregatorum vem trabalhando com afinco para que “Lemarchand’s Dominus” seja lançado com toda a qualidade e profissionalismo possível. O vocalista Lucas Lazzarotto conta em detalhes como conheceu o guitarrista: “eu estava começando a estudar técnica vocal quando conheci o Christian Gedoz, num recital no anfiteatro Casa das artes em Bento Gonçalves. Iríamos apresentar uma música da banda belga Enthroned chamada “Evil Church”, nossa apresentação chocou muita gente naquele momento, ninguém esperava que a última música da noite fosse um Black Metal, ainda mais cantando por um cara de suéter (assista ao vídeo: https://youtu.be/wDhVubhqTFU). Lembro-me até hoje que naquela noite minha mãe estava me xingando porque eu não fui cantar com uma camiseta de banda como o resto do pessoal, mas minha ação foi proposital, para pegar o público desprevenido e no final darmos umas risadas. Desde então criei esta amizade com Christian e no momento que precisamos foi minha primeira opção, pois é um guitarrista competente e dedicado além de sua paixão pelo Metal Extremo.”.
Christian, que até o momento estava envolvido em diversos projetos na área do Metal Extremo gaúcho, como o projeto solo Midwinter Wind, comenta sua entrada na Segregatorum: “Recentemente fui convidado pelo Lazzarotto para fazer parte da line-up da Segregatorum, sendo que de imediato aceitei o convite, pretendendo assim agregar ás futuras composições da banda com um pouco de minhas influências musicais, as quais envolvem diversas bandas da cena Nacional e Internacional tais como MX, Sarcófago, The Mist, Sepultura, Sodom, Demoniac, Bathory, Enthroned, Samael, Rotting Christ, Summoning, Absu…. Assim trazendo melodias e solos de impacto ao ouvinte.”
A próxima edição do já tradicional Noisy Bazaar será realizada no dia 13 de fevereiro (quinta-feira), pela primeira vez no Bar Ocidente, em Porto Alegre/RS. Será uma edição especial, tanto pela localização quanto pelo dia da semana e formato. O Noisy Bazaar é um evento idealizado pela fotógrafa e produtora Indy Lopes, que reúne bandas de Heavy Metal, Punk Rock e Hardcore autorais de Porto Alegre O evento tem o objetivo de impulsionar a cena underground gaúcha do Rock e do Heavy Metal autoral. E nessa mesma proposta, abre espaço para artistas locais de outras áreas, como artes gráficas, serigrafia, zines, entre outros. Com o apoio da Rei Magro Produções, o Noisy Bazaar contará ainda com a presença de diversos artistas, como Artesakaos, Congo Caps, Avorada Do Nada, Power Silk Serigrafia, Trevosa Artes, fotografia com Arthur Alvs e True Metal Records. Também estará à venda material das bandas presentes, da banda Losna e camisetas do Movimento Preto no Metal. No dia 23 de fevereiro o festival retorna ao formato original, num domingo na Casa Obscura, com as bandas Abigail, Causa Mortis e Dismembration.
No palco estarão as bandas Syringa Vulgaris e Rebaelliun, que gravará o show para um lançamento posterior e que contará com uma reunião dos ex-integrantes da banda, o guitarrista Ronaldo Lima e o baixista/vocalista Marcelo Marzari. Segundo o baixista e vocalista Lohy Silveira, “Essa edição do Noizy Bazaar de fevereiro vai ser épica para nós do Rebaelliun por vários motivos. Vamos ter a oportunidade de dividir o palco novamente com o Marcelo (um dos fundadores da banda) e com o André, cuja amizade se perde no tempo. Tocar com o Syringa Vulgaris vai ser épico pra nós, pois eles são foda! Já faz um bom tempo que eu e o Sandro pensamos em uma maneira de fazer algo com o Marcelo novamente, e agora teremos a oportunidade de mostrar pra vocês algo único pra nós e com um significado muito grande, assim como foi o RS Metal do ano passado, onde rolou aquela linda homenagem ao nosso irmão Fabiano Penna, que nos deixou cedo demais. Foi transcendental, e esse show promete ser assim também, porque como se não bastasse poder fazer um som com os nossos brothers, e trazer o Marcelo pra fazer alguns sons do Rebaelliun ao vivo, ainda conseguimos desentocar o nosso grande e eterno guitarrista Ronaldo Lima, que virá especialmente pra Porto Alegre para também fazer uma jam conosco nesse show. Tentamos isso no primeiro Metal Sul e não foi possível , mas agora será. Então preparem se, pois esse Noisy Bazaar vai ser mais do histórico, vai ser insano!”.
Com mais de 20 anos desde sua formação, o Rebaelliun segue hoje no formato trio com Lohy Silveira (baixo/vocal) Evandro Passos (guitarra) e Sandro Moreira (bateria), com shows anunciados na Europa para os próximos meses. O falecimento prematuro do guitarrista e fundador da banda, Fabiano Penna, foi sentido em toda a comunidade metálica, e apesar de profundamente abalados pela trágica perda de seu irmão, mas decididos em levar adiante o sonho de viver de sua música, Sandro e Lohy recrutaram Evandro, continuando a escrever o nome da banda na história do Metal mundial. O último álbum da banda, “The Hell’s Decrees”, lançado em 2016, marcou o retorno do grupo ás atividades após um hiato que durou mais de uma década, enquanto em dezembro de 2017 foi disponibilizado o relançamento do clássico EP “Bringer of War” sob o título de “Bringer of War (The Last Stand)”, contendo as faixas do antigo EP com quatro músicas novas. Com a nova formação foi lançado o vídeo clipe de “The Messiah”, que nas palavras da banda “veio em um momento acirrado da história do Brasil. Estado e religião se misturam novamente no discurso oficial, como já vimos acontecer tantas vezes em nossa história. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” faz pensar nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade e outros eventos relacionados que todos sabemos em que resultaram. A história se repete: difícil definir se como tragédia ou como farsa. Lohy tem repetido nos shows da banda que o Metal é o lugar da rebelião e um espaço crítico para contestar o senso comum e quem duvida disso talvez precise repensar”.
Já o Syringa Vulgaris tem uma história muito peculiar: seu nome e logo foram encontrados numa toalha de mesa num churrasco de domingo sem nenhuma pretensão. Real significado: flor Lilás. Achou que o nome era uma sacadinha marqueteira? Errado! É só uma referência de como nossas vidas são delicadas e efêmeras. Isso já dá uma ideia do objetivo da dupla Syringa Vulgaris. A quebra de paradigmas. Com o saco cheio de seguir líderes e regras do Metal Tradicional, Marcelo Marzari (ex-Rebaelliun) e André Znort se valem da mistura de antigas influências da época em que tocavam juntos em 1994 na banda de Death Metal Garbage (Santa Maria/RS) com coisas inusitadas como Michel Teló, U.D.R., Punk, Hardcore, axé, ska e psychobilly. Mas isso sem jamais perder a agressividade. Para o duo, “o importante para o Syringa é que a banda não passe em branco e que o público tenha alguma reação, nem que seja de nojo”.
NOISY BAZAAR – Edição Ocidente
Quando: 13/02/2020 – 21h às 02h Onde: Bar Ocidente – João Telles esquina Osvaldo Aranha – Porto Alegre/RS Quanto: R$30,00
O novo álbum da banda gaúcha M-19, intitulado “Sic Semper Tyrannis”, celebra os trinta anos de sua formação, ocorrida em Porto Alegre no ano de 1989. O foco do grupo sempre foi de tocar um Thrash Metal intenso e agressivo, tendo como principais influências as bandas Slayer, Destruction, Kreator e Sepultura. O ano de 1989 marcou o lançamento da primeira demo-tape, intitulada “Manifest Of Insanity”, chamando a atenção do público local, que na mesma época via nascer na cidade um forte movimento Thrash Metal, encabeçado pela Leviaethan anos antes. Em 1992, foi a vez de participar da histórica coletânea em vinil “Thrash, Heavy And Loud”, com a música “Roots Of Wrath”. A segunda demo-tape foi gravada em 1994, intitulada “When A Promise Is Broken”, que obteve excelente repercussão, proporcionando a participação na coletânea “Garimpo”, produzida pela gravadora Paradoxx, com a faixa “Crying Out”, no ano de 1996. A década de 1990 foi bem agitada para o grupo, que realizou diversos shows importantes no Rio Grande do Sul e em São Paulo, dividindo o palco com bandas como Ajna e Siegrid Ingrid em locais como Aeroanta e Cathedral.
Esta fase inicial é relembrada pelo baixista e vocalista Wilmar Filho como uma “época de descobertas e de profunda interação com o que acontecia no restante do Brasil e no mundo”, com o músico citando os shows em Porto Alegre e São Paulo como algo único: “Os shows realizados em Porto Alegre e São Paulo naquela época eram mágicos, era possível sentir a energia no ar, afinal, estava tudo começando, era perceptível o que o público queria e aquilo que a banda entregava era exatamente o que a época pedia. E foi isso exatamente o que senti no Jurassic Thrash Meeting, festival que rolou em dezembro de 2019 em Porto Alegre com Panic, Leviaethan e Sacrario”.
No ano de 2000, as atividades são suspensas por tempo indeterminado e foi somente após um hiato de 11 anos que a M-19 retorna aos ensaios, no início de 2011, começando o processo de composição de novas músicas. A banda entra no Estúdio Hurricane no mesmo ano e inicia a gravação de seu full length com o renomado produtor Sebastian Carsin. Em setembro de 2013 a M-19 lança o seu primeiro CD, intitulado “Mission: Destroy”, contendo onze músicas, dentre as quais se destacam “Southern Brave”, “I Kill for God” e “171”, esta última sendo tema da gravação de um videoclipe, lançado em outubro de 2014, com ótima repercussão entre o público em geral. Nas palavras de Wilmar, o retorno da banda se deu por vários motivos, um deles foi a vontade de tocar Thrash Metal novamente: “Nestes cerca de 11 anos em que a banda ficou parada, fui acompanhando o que rolava no estilo, suas mudanças e bandas que estavam surgindo, então a partir daí surgiu a necessidade de voltar aos palcos e estúdios, e creio que na mesma época várias bandas da década de 1980 e 90 tiveram o mesmo sentimento. Desde então já foram lançados dois discos e o sangue nos olhos continua intacto!”.
“Mission: Destroy” recebeu ótimas críticas da imprensa especializada, especialmente em resenha publicada na revista Roadie Crew, sendo também muito bem recebido pelos fãs, tanto no Brasil como no exterior. A turnê de divulgação de “Mission: Destroy” levou a banda para vários shows pelo Rio Grande do Sul, tendo, ainda, a oportunidade de se apresentar em Minas Gerais, e em Santa Catarina no festival Otacílio Rock Festival. Nesse giro, a M-19 dividiu o palco com bandas como Havok, Drowned, Nervochaos, Leviaethan, Aneurose, Sacrário, dentre outras. Em início de 2017 iniciam os trabalhos de gravação do novo CD intitulado “Sic Semper Tyrannis”, com 11 novas músicas, mais um trabalho primoroso realizado e produzido por Sebastian Carsin, do Estúdio Hurricane. O álbum teve seu lançamento realizado em dezembro de 2019, sendo lançado inicialmente em formato físico, com lançamento digital programado para o dia 06/02 em todas as plataformas digitais.
O quarteto, formado por Wilmar Filho (baixo/vocal), Jr. Vives e Rógenes Morais (guitarras) e Rafael M. Kniest (bateria) também está divulgando o video clipe para a música “There Are No Murderers in Paradise”, produzido pela Chama Video Independente. “Sic Semper Tyrannis” foi lançado em parceria com os selos Cianeto, Som de Peso, EZR e Estúdio Hurricane.
Assista ao vídeo clipe de “There Are No Murderers in Paradise”:
O ex-guitarrista do Genocídio, Rafael Orsi, está divulgando três singles que antecedem o lançamento do primeiro álbum completo de seu projeto The Anger, recheado de convidados especiais. Fundado em 2012, o projeto nasceu pouco depois de gravar o disco de estreia da banda Darkness in Flames, que teve seu material não finalizado pelo produtor, desanimando todos os integrantes. O processo de mixagem durou quase dois anos, levando a banda a desistir e a se dissolver. O guitarrista decidiu continuar compondo, e tentou fazer isso ainda com seus ex-colegas de banda, mas sem sucesso. Para não perder as novas ideias, foi gravando demos em casa. Em 2012 começou a divulgar essas demos na internet e graças à boa aceitação por parte do público, soltou mais de 15 composições, entre músicas próprias e covers, até que em 2014 Rafael precisou se dedicar às composições e shows da banda Genocídio, que integrou de 2012 até 2019.
No final de 2018 o músico resolveu reativar o The Anger, produzindo três músicas e mostrando aos amigos. Ficou claro que a bateria programada deixava as músicas aquém do esperado, e em 2019, por sugestão de Murillo Leite (Genocídio), Fábio Moyses (Chaos Fear, MoyMondo, Pig Machine) entra para o projeto se encarregando das baterias e ajudando com as letras. Com Fábio participando ativamente, o primeiro single é lançado em julho de 2019, com capa criada pelo próprio guitarrista. “Don’t Fear the Snake” chegou às plataformas apresentando muita energia, com influências de Motörhead, Accept e Rock and Roll clássico. Em setembro do mesmo ano é lançado o single “Inner Demon”, com uma roupagem completamente diferente da faixa anterior, mais lenta, pesada, com vocais mais limpos em certas partes, mostrando outra cara para o projeto. A capa foi criada pelo vocalista do Darkness in Flames, Aivan Moura.
O último single, “Hate me or Love me”, lançado em novembro passado, igualmente apresenta características que a diferenciam das demais, apostando num Rock and Roll mais dançante, sem tirar o peso Heavy Metal da produção. Ela conta com a participação de Marcel Briani (Mardita, InSoulitary) nos vocais e também na arte da capa. O álbum, que levará o título de “Through Love, Anger, Pain and Sorrow” será lançado no dia 03 de fevereiro, apresentando todos os singles e mais nove faixas dos estilos mais variados, com os vocalistas convidados Aivan Moura e Marcel Briani. Todas as músicas são da época das demos, de 2012 à 2014, e são diferentes entre si, passeando por diversos estilos de Heavy Metal.
Já está no ar o novo vídeo clipe da banda paranaense HELL GUN, seguido do lançamento de single em todas as plataformas digitais. A música “Revolution Blade” foi escolhida para registrar esta nova fase do grupo, que é composto por Matheus Luciano (vocal), Lucas Licheski e Jean Fallas (guitarras), Marllon Woicizack (baixo) e Sidnei Dubiella (bateria). Com produção de Arthur Migotto (ex-Hazy Hamlet), a nova faixa busca sintetizar todas as características da banda, adicionando novos elementos e influências. Já o vídeo clipe contou com a Fog Filmes, velha parceria da banda e que já havia trabalhado no clipe de “Pride to the Nations”. Para a arte da capa, a HELL GUN contou com o talento do artista gráfico Giovanne Bernardino.
O segundo semestre de 2019 foi de intensa movimentação para a banda gaúcha MORTTICIA, de Porto Alegre. Com a alteração da formação, os integrantes originais Lucas Fialho Zawacki (vocal) e Guilherme Hoppen Wiersbicki (baixo) ganharam o reforço de “Bubu” Cardoso e Davi “Somberlain” Stamado (guitarras) e Anderson Dias (bateria), estreando o line-up em show realizado na cidade de Caxias do Sul, onde apresentaram o single “Ocean of Change” pela primeira vez. A música, que inaugura esta nova fase da banda, bebe na fonte da NWOBHM e tem rendido comparações com o Iron Maiden, mas segundo o baixista Guilherme, as influências vão além da cena inglesa: “Ainda que o Maiden seja uma das nossas principais influências, temos ouvido muitas bandas novas e também nomes gaúchos como a Goaten, que dividimos o palco no mês passado. Procuramos sempre nos atualizar, buscando uma sonoridade própria”. O novo trabalho da banda, o EP “A Light In The Black”, já está finalizado e será lançado ainda no primeiro trimestre deste ano, contendo três faixas inéditas e três regravações da primeira demo.
Ouça o single no Youtube:
Além do show repleto de energia em Caxias do Sul a banda aproveitou a passagem pela Serra Gaúcha para gravar uma entrevista com Geraldo “Gegê” Andrade, para o canal Entrevista com Gegê. Bastante conhecido pelo seu apoio ao underground gaúcho, Gegê, como é mais conhecido, também é um dos responsáveis pelo site RevistaFreak.com, e na entrevista com Lucas e Guilherme destacou assuntos como a fundação da banda, suas influências, detalhes sobre “Ocean of Change” e a cena local.
A própria parceria com a Goaten, nos shows realizados em dezembro, fortaleceram a ideia de Guilherme em buscar a criação de uma cena firme e atuante no campo do Heavy Metal tradicional praticado por ambas as bandas e que em todo o Rio Grande do Sul tem seus representantes: “Não queremos forçar a barra, mas temos, aos poucos, buscado criar um vínculo entre as bandas do nosso estilo, forjando algumas alianças que tem como objetivo dar vida ao Metal tradicional gaúcho. Notamos que há bandas novas surgindo e outras despontando depois de vários anos batalhando seu espaço. Que 2020 seja um ano de mudanças na cena local!”.
Formada em agosto de 2018, a banda A CAVERNA, de Itaí/SP, vem buscando um resgate de sonoridades que englobam influências de Rock/Metal nacional calcado em sonoridades que vêm do Pós-Punk ao Metal dos anos 90, e letras que remontam ao Rock nacional dos anos 80, tudo isso com o intuito de compôr musicas em português. Em seu line-up está o músico Zélão, que dentre 2016/2018 atuou como tecladista da banda Rising e ao seu lado o renomado músico e produtor Rafael Orsi Cecilio (ex-Genocidio, The Anger). O resultado desta parceria pode ser conferido no EP “Saia da Caverna”, lançado em julho de 2019 contendo quatro músicas com a temática, indireta, de “sair da caverna, se libertar de amarras ideológicas, políticas e também religiosas, para lutar por seus sonhos”, segundo palavras do próprio Zélão.
Com arte de capa feita sobre foto do fotógrafo Guilherme Guidetti, de São Paulo, que mostra uma janela de um apartamento, numa metáfora de que as novas “cavernas modernas” de hoje em dia seria o isolamento social perpetrado pelas grandes cidades. E com parceria direta do produtor/compositor Rafael Orsi, que fez todos os arranjos de guitarras, solos, bateria, baixo e backing vocals em cima das composições e letras de Zélão, “sendo peça fundamental na concepção do trabalho, para além de uma simples produção, mas uma parceria completa mesmo”, explicou Zélão.
O EP abre com “Avenidas da Metrópole”, que aborda o caos urbano das grandes cidades; “Longo Caminho” sobre a luta e persistência em seus sonhos, principalmente no mundo da música; “Visões da Guerra”, que estabelece uma metáfora da guerra sendo travada por opiniões politicas de lados opostos na Internet, como temos visto nos tempos atuais, sendo isso alienante intencional pelos detentores do poder enquanto roubam nosso país; fechando com “Rock é Rock Mesmo”, música-emblema sobre a persistência do Rock na história e no futuro, em cima do título do filme “The Song Remains the Same” aqui no Brasil, do Led Zeppelin, numa homenagem à esta banda.
Para finalizar, A CAVERNA é “ideologicamente”, da cidade de Itaí onde vive Zélão, mas os músicos que tocam ao vivo neste trabalho são da capital São Paulo. Zélão (Vocal), Rafael Orsi (Guitarra), e os músicos convidados Ricardo Penha (baixo) e Rafa Hernandez (Bateria, membro da banda Válvera). Atualmente trabalhando na divulgação do EP, os músicos também divulgam o single “Ainda não Acabou”, que fará parte do próximo EP, com previsão de lançamento para ainda este ano.
Enquanto as gravações do álbum “At the Darkest Night” chegam ao final, a banda EVILCULT, de Bento Gonçalves/RS, anuncia detalhes sobre o vindouro lançamento. Além de uma nova versão de “Eternal Cult of Darkness” e do single “Necro Magic”, lançado no último Halloween, o track list do trabalho contará ainda com “Drunk by Goat’s Blood”, “Nocturnal Attack”, “Sons of Helfire”, “Burning Leather”, “Army of the Dead” e “Unholy Knights”, ratificando as influências oitentistas que o grupo vem carregando desde sua formação, em 2016.
Lucas “From Hell” (guitarra/vocal) e Mateus “Blasphemer” (bateria) em breve iniciarão o processo de mixagem de “At the Darkest Night” ao lado de Matheus Carrer, do Estúdio Cosmic Music, na própria cidade da banda. Após, a masterização ficará a cargo de Jean Antunes, da banda Murdeath, de Curitiba. Sobre a finalização das gravações, Lucas comenta: “No último final de semana (dias 10 e 11 de janeiro) gravei as linhas de baixo, que ficaram com um timbre monstruoso! Gravei tudo com uma palheta do Joel Grind, que peguei no show do Toxic Holocaust em São Leopoldo/RS, e uma palheta do Shane Embury (Napalm Death/Brujeria) que peguei no show em Caxias do Sul/RS e o timbre do baixo é uma mistura de bandas como Mayhem (“Deathcrush”) e Sodom (“In the Sign of Evil”), mas tudo dentro da nossa sonoridade voltada ao Speed Metal. Os timbres de guitarra e bateria também estão bem característicos e com certeza irão surpreender. Acreditamos que o material está ficando além do esperado, então as expectativas estão altas para darmos sequência da produção”.
“At the Darkest Night” terá sua versão em CD disponibilizada pela gravadora chinesa Awakening Records, limitada em 1000 cópias, enquanto o selo alemão Diabolic Might Records será o responsável pela versão em vinil, limitada em 500 cópias. Já o EP “Evil Forces Command”, lançado em 2018, acaba de ser relançado em versão de fita K7 pelo selo Inabyssum Prods da Colômbia.
Marcado para março, o lançamento do álbum “Lemarchand’s Dominus”, da banda SEGREGATORUM, vem cercado de expectativa. Os músicos Lucas A. Lazzarotto (vocal), Igor Alves Bidigaray e Luiz Felipe Dias Flores (guitarras), Lucas Carbonera (baixo) e Carlos Acosta (bateria) tem trabalhado de forma intensa em sua produção e acabam de divulgar os selos e apoiadores que lançarão o full length. Totem Records, Kaotic Records, Cranius Beer House e Terror Music serão os responsáveis pela parceria, garantindo que a SEGREGATORUM possa distribuir sua música para o underground brasileiro. O vocalista comenta que “parcerias como esta são essenciais para as bandas” e não deixa de agradecer os envolvidos: “Sabemos que as condições para lançar material físico são difíceis, mas a Totem, Kaotic, Cranius e Terror Music acreditaram no nosso potencial e agora estão ao nosso lado para eternizar este material!”.
Assista ao lyric vídeo de “Nourished Wounds”:
https://youtu.be/siahEqk3ua4
Em dezembro o quinteto gaúcho lançou o single “Nourished Wounds”, mixado e masterizado por Ernani Savaris da SoundStorm Studio. A música segue a linha Death/Doom Metal que os acompanhada desde sua fundação, em 2016, mas ao mesmo tempo mostra a evolução da banda nestes cerca de quatro anos. Para Lazzarotto, o aprendizado e a busca por qualidade andam lado a lado: “Até chegarmos ao lançamento do single foram anos de intenso trabalho, onde buscamos moldar nossa sonoridade de forma homogênea e com uma cara própria. Curtimos não apenas Metal extremo, mas também outros estilos dentro do Metal, então nosso background é bem amplo e variado. Com isso aprendemos que manter a cabeça aberta é essencial para a criação de músicas marcantes. Esperamos que “Lemarchand’s Dominus” traduza isso da melhor forma possível!”.
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