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Hall of Gods homenageia Villa-Lobos  em “Auri Sacra Fames”

Após o aclamado álbum de estreia do Hall of Gods — projeto que presta tributo aos grandes compositores da música clássica —, o grupo capitaneado pelo músico Rafael Agostino lança o EP “Auri Sacra Fames”, uma homenagem ao compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos.

Um ano após o lançamento do primeiro trabalho, “A Tribute to the Gods of Music”, que teve sua edição em vinil esgotada e alcançou destaque nas vendas em CD, o Hall of Gods retorna com uma obra ainda mais conectada às raízes brasileiras. Entre os destaques do álbum anterior estava a faixa “Guarany”, inspirada na obra de Carlos Gomes. Agora, o projeto volta seus olhares para aquele considerado o maior compositor do Brasil: Villa-Lobos.

“Auri Sacra Fames” é uma expressão em latim que significa “maldita fome de ouro” — uma crítica à ganância desenfreada que leva à destruição. Na proposta da faixa, essa ideia é associada à devastação da floresta amazônica, tema que dialoga diretamente com a atmosfera e as referências presentes na obra de Villa-Lobos, como explica Rafael Agostino.

Nos vocais, o projeto mantém a tradição de reunir grandes nomes do metal mundial. Se no primeiro álbum participaram artistas como Zak Stevens e Ralf Scheepers, desta vez quem assume os vocais é o experiente Gus Monsanto, conhecido por passagens por bandas como Adagio e Revolution Renaissance. Sua interpretação alterna momentos suaves e melancólicos com passagens agressivas e quase guturais, evidenciando toda sua versatilidade.

O EP também faz referência a algumas das obras mais emblemáticas de Villa-Lobos, especialmente as “Bachianas Brasileiras”, série influenciada pela obra de Johann Sebastian Bach.

A composição foi estruturada nos moldes da música clássica, dividida em três movimentos:

I – Preludio
Representando a abertura da obra, o movimento traz uma balada profunda conduzida por piano, cello e voz. A faixa soa como um grito poético de desespero e socorro da natureza, com destaque para a letra em português e para a interpretação sensível de Gus Monsanto. A principal referência aqui é a “Bachiana Brasileira nº 4”.

II – Embolada
É neste momento que a música ganha uma estrutura mais definida, com estrofes, ponte e refrão. A composição apresenta elementos rítmicos marcantes, passagens dissonantes e abre com referências à “Bachiana Brasileira nº 1”. Os vocais de Gus assumem um tom mais agressivo, com drives potentes, mas sem perder a musicalidade e a influência blues presente na faixa.

III – Aria Cantilena
O ápice da obra começa de forma suave, inspirado pela icônica “Bachiana Brasileira nº 5”, antes de mergulhar em sua fase mais intensa, marcada por percussões pesadas e riffs que remetem ao Sepultura. Os vocais quase guturais de Gus Monsanto ganham protagonismo, contrastando fortemente com a delicadeza apresentada na abertura do EP e reforçando sua amplitude vocal. A faixa se encerra retomando o tema do “Preludio” de forma épica.

Assista “Auri Sacra Fames”:
YouTube – Auri Sacra Fames

Ouça nas plataformas digitais:
Spotify – Hall of Gods | Auri Sacra Fames

Acompanhe o Hall of Gods nos canais oficiais:
Hall of Gods – Linktree

Hall Of Gods: novo single conta com a participação de Snowy Shaw

Rafael Agostino, mentor do projeto, homenageia o compositor norueguês Edvard Grieg em “Emperor of Himself”

Crédito: Tainá Lossëhelin

Além de prestar uma homenagem ao compositor norueguês Edvard Grieg, o novo single do projeto Hall Of Gods, “Emperor of Himself”, conta com a participação do sueco Snowy Shaw, experiente vocalista e multi-instrumentista que trabalhou com Therion, Memento Mori, King Diamond, Mercyful Fate, Dream Evil, Notre Dame, Dimmu Borgir, XXX, Loud ‘n’ Nasty, Theatres Des Vampires, Denner/Sherman e outros.

Rafael Agostino, mentor do projeto que funde música clássica e heavy metal, destaca que, além de abordar os famosos temas do seu concerto para piano, “Emperor of Himself” também conta com temas das suítes Peer Gynt, que é uma peça teatral escrita por Henrik Ibsen e musicada por Edvard Grieg. “Grieg é uma das minhas principais influências, o concerto para piano é o mais legal de todos os concertos e também o mais executado no mundo”, observa. “A letra aborda justamente a história de Peer Gynt, um andarilho que tirava proveito de tudo e todos, mas aqui também com um caráter crítico religioso fazendo referência como a religião tem seu papel na manipulação e falsas promessas”, acrescenta.

Confira o single “Emperor of Himself” em https://youtu.be/504yQJrqTWI

O primeiro single contou com a participação de Zak Stevens (Archon Angel, Circle II Circle, Savatage, Trans-Siberian Orchestra e Machines of Grace), mas sobre a presença de Snowy Shaw “Emperor of Himself”, Agostino revela que a intenção era tê-lo ao lado de Messiah Marcolin, ex-vocalista do Candlemass, Memento Mori e outros. “O convidado era para ser Messiah Marcolin junto com Snowy Shaw, mas Snowy adiantou que Messiah não toparia gravar com ele, pois estava muito chateado com as coisas que ele havia escrito em sua biografia, ‘The Book of heavy Metal’. Snowy definiu Messiah como ‘big crybaby’ (‘bebê chorão’) pelas suas várias atitudes em diversas bandas que já dividiram o palco”.

Explorando a intersecção entre música clássica e heavy metal, o Hall Of Gods tanto destaca a faceta melancólica e melodiosa do erudito como mergulha nas entranhas pesadas do doom metal. Com arte de capa criada por Rômulo Dias, “Emperor of Himself” foi mixada e masterizada por Henrique Canalle.

Ouça no Spotify em https://open.spotify.com/intl-pt/track/58cUvw4vVCeHrC5vzHGZKR

Instagram: https://instagram.com/thehallofgods

Single de estreia do projeto Hall Of Gods traz a presença de Zak Stevens

Crédito: Tainá Lossëhelin

Projeto de Rafael Agostino promete arrebatar os entusiastas do metal e da música clássica

A fusão da música clássica e heavy metal ganha destaque com a estreia do projeto Hall Of Gods, que apresenta seu primeiro single em grande estilo, pois conta com a participação do experiente vocalista Zak Stevens (Archon Angel, Circle II Circle, Savatage, Trans-Siberian Orchestra e Machines of Grace). Explorando a intersecção entre esses gêneros, o Hall Of Gods destaca a faceta melancólica e melodiosa da música clássica, muitas vezes mergulhando nos matizes característicos do estilo doom metal.

O álbum presta uma homenagem reverente aos grandes compositores clássicos, sendo que cada faixa não somente encapsula uma temática singular, mas também incorpora, em suas letras, nuances relacionadas a esses mestres da música. O primeiro single, “The Requiem”, lança luz sobre o famoso Requiem de Mozart. Diante das conjecturas acerca da autoria própria do Requiem por parte de Mozart, a letra da música estabelece um paralelo intrigante entre a contemplação da mortalidade e a grandiosidade da obra em si. A composição também destaca releituras ousadas de temas icônicos intrínsecos ao legado de Mozart.

O mentor por trás do projeto é o talentoso multi-instrumentista Rafael Agostino, responsável por gravar todos os instrumentos, exceto as vozes. “Zak Stevens foi a escolha inaugural e, incontestavelmente, figura entre os meus vocalistas prediletos. Minha incursão pelo teclado teve início inspirada em ‘Edge Of Thorns’, do Savatage”, revela Rafael Agostino. “Colaborar com Zak foi uma grande experiência, quase como tê-lo como membro integral da banda. Suas sugestões enriqueceram a letra, aprimoraram as melodias e ele expressou seu apreço pelo projeto, impulsionando ainda mais minha determinação em dar continuidade a essa empreitada”, complementa.

Veja o vídeo de “The Requiem” em https://youtu.be/aOGK9RQ2rlU

“The Requiem” foi mixada por Henrique Canalle e masterizada por Alessandro Morgado. Já a arte de capa é uma criação de Rômulo Dias. Já o álbum trará cinco faixas e está agendado para sair em 2024.

Ouça no Spotify: https://tinyurl.com/4u7746te

Instagram: https://instagram.com/thehallofgods