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Sacred Reich: Fuzz On Discos relança ‘The American Way’ em vinil

A reedição de “The American Way” (1990) pela Fuzz On vem em 300 cópias, remasterizado e com capa dupla

O clássico “The American Way”, segundo álbum full da banda americana de thrash metal Sacred Reich, acaba de ganhar uma nova edição em vinil pela Fuzz On Discos, união dos selos AMM (All Music Matters), Melômano Discos e Neves Records, em uma tiragem limitada de 300 cópias, com áudio remasterizado e capa dupla.

Lançado originalmente em maio de 1990 pela Metal Blade Records, “The American Way” marcou uma fase de evolução sonora do grupo de Phoenix/Arizona, então com Phil Rind (vocal e baixo), Wiley Arnett e Jason Rainey (guitarras) e Greg Hall (bateria). Após a agressividade mais crua do debut “Ignorance” (1987), a banda passou a explorar dinâmicas mais variadas, com faixas mais cadenciadas e uma abordagem menos focada em velocidade extrema, sem abandonar as raízes do thrash metal.

Na época do lançamento, o álbum alcançou a posição 153 na Billboard 200, permanecendo por nove semanas nas paradas. Produzido por Bill Metoyer (Slayer, Fates Warning, Flotsam and Jetsam e outros), o disco também evidenciou o amadurecimento técnico dos músicos. Além disso, as letras mantêm forte teor político e social. A faixa-título critica aspectos da sociedade norte-americana, enquanto “Crimes Against Humanity”, que seria inicialmente a que daria nome do álbum, aborda questões ambientais e “State of Emergency” traz um posicionamento contra o apartheid. Já “Who’s To Blame” discute a polêmica em torno da associação entre música e comportamento juvenil, e “31 Flavors”, que encerra o álbum, surpreende ao incorporar elementos de funk rock e incentivar maior abertura musical dentro do universo do metal.

Criado em meados de 1985, o Sacred Reich adotou seu nome a partir da sigla SR-13 de um grupo de grafiteiros ligado ao vocalista Dan Kelly e ao artista Paul Stottler. A formação inicial contava com Jeff Martinek, Jason Rainey, Greg Hall e Kelly, mas logo Phil Rind assumiu baixo e vocais, participando da demo “Draining You Of Life”. Com a entrada de Wiley Arnett, a banda ganhou destaque na coletânea “Metal Massacre 8”, de Brian Slagel. Assim, assinou com a Metal Blade Records e lançou “Ignorance” (1987). O sucesso abriu caminho para “Surf Nicaragua” (EP, 1988), turnês com Motörhead e o festival Dynamo Open Air, além do ao vivo “Alive At The Dynamo” (EP, 1989) e “The American Way” (1990), seguido por turnês com Pantera e Venom.

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Ouça “The American Way” em https://youtu.be/hgnToJ0A1Fg

Mãe Serpente antecipa novo álbum com single ‘Fúria Sem Olhos’

Crédito: Ana Clara Barbosa

“Fúria Sem Olhos” antecipa o disco previsto para o primeiro semestre, inaugurando fase marcada por intensidade, peso e urgência sonora

Com uma das composições mais rápidas de sua trajetória, a Mãe Serpente lança “Fúria Sem Olhos”, faixa que abre o álbum homônimo e funciona como um cartão de visitas do novo momento do trio de stoner metal. Fortemente influenciada pelo heavy metal, a música aposta em uma abordagem direta e incisiva, evidenciando uma sonoridade mais agressiva sem abrir mão da densidade característica do grupo.

“Fúria Sem Olhos” explora a raiva como força motriz, destacando sua capacidade de impulsionar ação e determinação mesmo diante de cenários adversos. O resultado é uma composição que equilibra urgência, peso e carga emocional, refletindo uma leitura intensa das tensões contemporâneas e das experiências subjetivas.

A produção do single contou com gravação, mixagem e masterização realizadas no Audio One Studios por Alan Wallace, enquanto as vozes foram registradas no 415 Home Studio. A preparação vocal ficou a cargo de Nívea Paula. Já o videoclipe que acompanha o lançamento teve direção, captação e edição assinadas por Felipe Cavalieri.

Confira o videoclipe de “Fúria Sem Olhos” em https://youtu.be/ckmVzc-vctY

“Fúria Sem Olhos” antecipa o disco previsto para o primeiro semestre de 2026. Fernando Dias, fundador da banda, assina todas as faixas do novo trabalho e traz influências do rock clássico e do hard rock dos anos 1970, refletidas em riffs pesados e em letras que dialogam com filosofia existencial, ocultismo e psicologia. Mário Rodrigues, integrante há quatro anos, contribuiu ativamente na pré-produção, incorporando referências que vão do blues ao metal extremo. Já Victor Espeschit, também guitarrista e vocalista da banda de death metal Deathspit, imprime ainda mais peso e dinâmica ao trio, ampliando o alcance sonoro da banda.

Formada no Vale do Aço, em Minas Gerais, a Mãe Serpente é composta por Fernando Dias, responsável por guitarra, vocais e composição, Mário Rodrigues no baixo e Victor Espeschit na bateria. Desde 2015, o trio constrói uma trajetória sólida na cena underground mineira. Após o lançamento do debut, em 2019, e uma pausa durante a pandemia, o trio retorna com uma proposta mais coesa e madura.

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/track/14T9jWwZRhcraqGLqgzDWP

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5 to Rock: Prika Amaral abre o jogo sobre carreira e os bastidores da Nervosa

Prika Amaral relembra início de carreira, discute desafios, mudanças na Nervosa e critica padrões que moldam comportamento coletivo atual

O 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, recebeu a guitarrista e vocalista Prika Amaral, da banda de thrash metal Nervosa. O episódio revisita desde a mudança de Bragança Paulista para São Paulo em busca do sonho artístico até a consolidação de uma carreira internacional.

O quadro também mergulha em temas mais profundos, como o conceito de “Slave Machine” e a crítica a padrões de controle e repetição, além da reflexão sobre medo coletivo em tempos atuais, presente em “The Call”. Prika ainda aborda o impacto emocional das constantes mudanças de formação na Nervosa, revelando resiliência e adaptação ao longo dos anos.

Crédito: Akis Zaralis

Confira este episódio em https://youtu.be/LM9ljY2YT3U

Ricardo Batalha
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Taurus: vídeo do skatista profissional Jonny Gasparotto resgata clássico do thrash

Crédito: Renato Moreth

Vídeo filmado entre Brasil e Argentina une “Nothing to Say” ao skate profissional e reforça a conexão histórica entre metal e cultura urbana

Um novo vídeo estrelado por Jonny Gasparotto coloca em evidência a música “Nothing to Say”, faixa do álbum “Trapped in Lies”, lançado em 1988 pela banda carioca de thrash metal Taurus, unindo música pesada e skate em uma produção filmada entre Brasil e Argentina. A relação entre o universo do metal e esportes como skate e surfe acompanha o Taurus desde os anos 1980. A banda já havia explorado essa conexão em parcerias anteriores, como Dadá Figueiredo, lenda do surf brasileiro dos anos 80/90, reforçando um diálogo natural entre culturas que compartilham atitude, energia e expressão.

Jonny Gasparotto, skatista profissional de projeção internacional e natural de Porto Alegre, já acompanhava a banda e idealizou a parceria. A escolha de “Nothing to Say” como trilha partiu dele, combinando a intensidade do som com seu estilo técnico e agressivo. “Jonny Gasparotto é um skatista profissional excelente, que faz manobras radicais e perfeitas. Ele nos procurou porque curte a gente e já acompanha o Taurus há algum tempo. Ele mesmo teve a ideia de unir o trabalho dele com o som da banda”, explica o baterista Sérgio Bezz.

Confira o vídeo de Jonny Gasparotto (Converse “Tricromado”), filmado por Felipe Humphreys e Guilherme Guimarães, em https://youtu.be/0KSSmwO9UnY

“Trapped in Lies” marcou uma fase decisiva na história da banda, com músicas mais pesadas, estruturas mais complexas e letras em inglês. “O ano era 1987 e estávamos a todo vapor com a turnê do ‘Signo de Taurus’. Com a chegada do vocalista Jeziel de Oliveira, ganhamos ainda mais peso e qualidade nas letras. Ficamos um mês inteiro em um sítio no interior do Rio criando as músicas do novo disco, vivendo algo como uma comunidade metal. Esse período foi mágico e deu ainda mais força para a banda seguir para os shows de lançamento pelo Brasil, inclusive abrindo shows de bandas gringas como Nasty Savage, Dark Angel, e ‘quase’ o Metallica, mas essa é outra história”, relembra o guitarrista Cláudio Bezz.

“Nothing to Say” nasceu em um período em que a banda refletia sobre o peso das mensagens nas letras. “É uma crítica às bandas e artistas que não dizem nada, só palavras vazias. Estávamos preocupados com o que a gente dizia e com as mensagens que passávamos. Muitas pessoas se importam com isso, e pra gente também é importante”, explica Sérgio Bezz.

Atualmente, Rudi Sgarbi (vocal), Cláudio Bezz (guitarra), Felipe Melo (baixo) e Sérgio Bezz (bateria) estão na reta final de produção de um novo single, “Dark Ages”, que contará com a participação especial de Prika Amaral (Nervosa). Além disso, o grupo adianta que já possui outras nove músicas em estágio avançado de produção para o novo álbum.

Site oficial: http://www.taurusthrashmetal.com.br

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Nuclear Warfare lança clipe de ‘United By Thrash’ e anuncia nova turnê europeia

Crédito: Maycon Avelino

Clipe foi gravado em shows na Polônia e antecipa turnê europeia divulgando “All Hail To The Liberator”

A banda alemã de thrash metal Nuclear Warfare, formada por Fritz (vocal e baixo), Listl (guitarra) e o baterista brasileiro Alexandre “Xandão” Brito (ex-Andralls), disponibilizou o videoclipe de “United By Thrash”, segundo single do novo álbum, “All Hail To The Liberator”, lançado pela MDD Records. O vídeo foi dirigido por Maycon Avelino, da Starship Videos, com imagens captadas por Uappa Terror durante apresentações realizadas na Polônia na turnê de “Lobotomy” (2020).

“Esta faixa celebra a união do grupo, a amizade e a força coletiva que nos mantém firmes na missão de fazer o que amamos: thrash metal”, destaca Xandão Brito. “É, sem dúvida, uma candidata natural a clássico da banda. O refrão, contagiante, convida o público a cantar, reforçando seu potencial ao vivo”, completa.

Gravado no Dual Noise Studio, em São Paulo, com produção de Rogério Wecko, “All Hail To The Liberator” reúne nove faixas inéditas que exploram diferentes nuances do estilo. O grupo mantém em seu novo trabalho a forte influência do thrash metal alemão dos anos 1980, somada a elementos da Bay Area, equilibrando agressividade, melodia e uma abordagem old school.

O Nuclear Warfare irá embarcar para uma extensa turnê europeia ao lado da banda indiana Chaos. Serão 20 datas, começando no dia 7 de maio, passando por países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça.

Confira o videoclipe de “United By Thrash” em https://youtu.be/u3bkRi4GsjM

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UNITED BY THRASH EUROPEAN TOUR 2026 – SPRING CAMPAIGN
07/05 – Loulé, Portugal
08/05 – Castelo Branco, Portugal
09/05 – Covilhã, Portugal
10/05 – Vigo, Espanha
12/05 – Ourense, Espanha
13/05 – Sarria, Espanha
14/05 – Unquera, Espanha
15/05 – Valladolid, Espanha
16/05 – Vic, Espanha
17/05 – Zaragoza, Espanha
19/05 – Bordeaux, França
20/05 – Lleida, Espanha
21/05 – Montpellier, França
22/05 – Heilbronn, Alemanha
23/05 – Amsterdã, Holanda
24/05 – Ieper, Bélgica
19/06 – Montreux, Suíça
20/06 – Biel, Suíça
21/06 – Nürnberg, Alemanha
22/06 – Bamberg, Alemanha

OverDose lança novo single e dá detalhes do show no Bangers Open Air

Crédito: Iana Domingos

“Cybernetic Algorithms” mescla thrash, groove e elementos experimentais

A banda mineira OverDose, formada atualmente por Victor Santos (vocal), Cláudio David e Diego Quites (guitarras), Filipe Duarte (baixo) e Tiago Vitek (bateria), apresenta seu novo single, “Cybernetic Algorithms”, que traz arte de capa criada por Fernando Lima. A faixa aborda a relação conflituosa entre o ser humano e a tecnologia em um cenário de crescente digitalização, retratando um indivíduo marcado por frustração, isolamento e sensação de insignificância diante de sistemas automatizados que influenciam comportamentos e emoções.

Segundo Cláudio David, responsável pela composição e letra, a música propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia na identidade humana. “A letra de ‘Cybernetic Algorithms’ fala sobre como o ser humano vem perdendo valor e identidade diante de sistemas automatizados que moldam pensamentos e emoções, reduzindo tudo a algoritmos”, afirmou.

Musicalmente, a faixa combina diferentes influências dentro do metal. A composição traz elementos de bateria inspirados em escola de samba, referências à música erudita e influências de industrial, mantendo o peso característico do thrash e do groove presentes na trajetória do grupo. “A gente buscou misturar várias linguagens, incluindo elementos de música brasileira e erudita, mas sem perder a essência pesada do OverDose”, acrescentou Cláudio David.

Confira o single em https://youtu.be/bko2pdndWck

Além do lançamento, a banda será uma das atrações do festival Bangers Open Air 2026 e se apresenta no sábado, dia 25 de abril. O show marca o retorno do grupo mineiro aos grandes festivais e à capital paulista. “Estamos com uma expectativa muito grande para esse show, que marca nosso retorno aos grandes festivais e a São Paulo. Preparamos um repertório que contempla fãs antigos e novos, com clássicos e músicas recentes”, revelou Cláudio David.

O setlist deve incluir faixas como “Anjos do Apocalipse”, “Progress of Decadence” e “Zombie Factory”, além de singles recentes como “Século XXI” e “João Sem Terra”. A banda também prepara a execução de “Violence”, música que não é apresentada ao vivo há cerca de 20 anos. “Resgatamos ‘Violence’ especialmente para o festival, pois é uma música que não tocamos há duas décadas e que tem um peso histórico importante para nós”, concluiu.

Ouça o single no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/00iUKlNyywCIBhMcfkFQ42

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5 to Rock: F1 e crossover com Hänz Hazard (Niki Lauda Firefighters)

Vocalista Hänz Hazard detalha influências da Fórmula 1 no nome e na estética de palco da banda Niki Lauda Firefighters

No 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, o vocalista alemão Hänz Hazard, da banda de thrashcore Niki Lauda Firefighters, que recentemente fez uma turnê pelo Brasil, falou sobre o nome, a estética no palco e a influência da Fórmula 1. Ele, inclusive, abordou o contraste entre o filme Rush (2013), que opõe Niki Lauda e James Hunt como símbolos de controle e velocidade na construção de um som rápido, cru e direto.

Hänz também falou sobre sua trajetória em outras bandas, como M.V.D. (Mundus Vult Decipi), Tankobot, e Reactory. Já a faixa “Tiktoks from the Trenches” puxa o debate sobre redes sociais e a banalização de temas como guerra e sofrimento.

Confira este episódio sem freio, entre atitude, crítica e velocidade em https://youtu.be/GtFZ5v6o42Q

No More Death revela capa e repertório do novo álbum, ‘Last Caesar’

Crédito: Alan Luiz da Silva

“Last Caesar” traz atmosfera agressiva e sombria, conduzindo ouvinte a intensa viagem no tempo aos últimos anos da Era humana

O No More Death, projeto do vocalista e guitarrista Tiago Torres (ex-Mad Dragzter), apresenta a capa e o repertório do segundo álbum, “Last Caesar”, sucessor do debut “The Death Is Dead”, que foi bem recebido no cenário mundial e consolidou o nome do projeto entre os novos expoentes do thrash metal.

“Last Caesar” será uma continuação direta de “The Death Is Dead”, conduzindo o ouvinte a uma viagem no tempo até os últimos anos da Era humana. O debut representa o início das eras e da humanidade, enquanto o segundo trabalho explora seu período final, marcado por um cenário sombrio e de destruição. O novo disco apresenta uma sonoridade mais agressiva, sombria e técnica, com fortes influências de Slayer, Testament e Exodus, além da possibilidade de incluir elementos inesperados, como uma balada pesada.

Assim como “The Death Is Dead”, “Last Caesar” contará com coprodução de Demis Kohler, responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e gravação de todos os solos de guitarra. Já a arte de capa ficou a cargo de Jean Michel (DSNS Art), que já trabalhou para Metal Church, Queensrÿche, Michael Sweet e outros.

“Last Caesar” estará disponível nas plataformas digitais em julho, enquanto o CD físico será lançado em agosto simultaneamente no Brasil, de forma independente, e nos Estados Unidos e resto do mundo pela ROXX Records. Já o videoclipe pós-lançamento vai ser da faixa-título, “Last Caesar”.

Repertório:
I – Last Caesar
II – Apostasy
III – Fake Peace
IV – Merchants of Faith
V – 2077
VI – Coach from Hell
VII – Ear with an Awl
VIII – Pride, Destruction, Extinction

Conheça “The Death Is Dead” em https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7EJ6pr0QLxA2mR0B8c8uFZ

Lyric video de “The Death is Dead” em https://youtu.be/zg0Fg8JOl0c

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E-mail: nmd@nomoredeath.com.br

Metalmorphose eterniza apresentação histórica no interior paulista

Foto: André Smirnoff

Registro de 2009 resgata show do Metalmorphose em Jundiaí, onde limitações técnicas deram lugar à energia, memória e conexão com fãs

Metalmorphose, banda pioneira do metal brasileiro, não está mais ativa, mas promove o lançamento de uma série de vídeos ao vivo em seu canal no YouTube. A proposta parte do conceito de arquivo documental, reunindo registros com valor histórico e sentimental. Em agosto de 2009, a banda carioca, então formada por Tavinho Godoy (vocal), Mario Sevciuc (guitarra), André Bighinzoli (baixo) e André Delacroix (bateria), vivia um momento de empolgação após retornar aos palcos em junho daquele ano, depois de 25 anos.

Em julho, André Bighinzoli foi a São Paulo e procurou o guitarrista Ricardo Micka Michaelis (Santuário, Naja, Extravaganza), idealizador do documentário Brasil Heavy Metal. Embora o material do filme já estivesse finalizado, surgiu a oportunidade de o Metalmorphose participar com a faixa “Luta” no CD. Micka também convidou a banda para um show de divulgação ao lado de Salário Mínimo e Volkana, no Heavy Rock Revival 4, produzido por Ricardo Batalha.

Para viabilizar a viagem, Bighinzoli conseguiu uma segunda apresentação no dia seguinte, em Jundiaí, no Metal Till Death. A chegada à cidade, após o show em São Paulo, foi marcada por baixa expectativa. No Bar do Bilé, a estrutura era limitada, com palco pequeno, som precário e sem iluminação adequada. Mesas de bilhar foram improvisadas para abrir espaço ao público e o baterista André Delacroix tocou sentado em um engradado de cerveja. “Quando perguntamos se o pessoal estava empolgado, a resposta de um cara na porta foi ‘o que sobrou tá aí'”, recorda Bighinzoli.

Apesar do cenário, a resposta foi surpreendente. O público presente demonstrou entusiasmo e cantou músicas antigas com intensidade, criando um ambiente de forte conexão. A banda, afiada, respondeu com uma apresentação energética. “O que me impressionou e me empolgou muito foi ver aquela galera cantando aquelas músicas que nunca tinham sido lançadas em CD. Tocamos material do Ultimatum (1985) e também da nossa demo de 86 que nunca tinha saído da gaveta. Você vê naquele vídeo que está todo mundo se divertindo muito, muitos sorrisos, muita energia boa. Até a Marielle Loyola (Volkana) estava lá curtindo”, conclui André Bighinzoli.

Confira o vídeo capturado por Rodrigo Poppe em https://youtu.be/3scL8OYWiHg

Alexandre de Orio integra turnê de 40 anos de ‘Cabeça Dinossauro’ com os Titãs

Ex-Claustrofobia assume guitarras dos Titãs em turnê histórica e reforça sonoridade pesada do álbum “Cabeça Dinossauro”

O músico Alexandre de Orio, ex-guitarrista do Claustrofobia, participa da turnê de 40 anos do álbum “Cabeça Dinossauro” ao lado dos Titãs, com Sérgio Britto, Tony Bellotto e Branco Mello. A estreia da turnê ocorreu no último sábado, 28 de março, no Espaço Unimed, em São Paulo.

O show apresenta o clássico “Cabeça Dinossauro” na íntegra e na ordem original. Em um segundo momento, o repertório reúne músicas mais pesadas e sucessos mais voltados ao rock, sem incluir baladas, resultando em uma apresentação com sonoridade mais intensa. Durante a execução do disco, Orio utilizou uma guitarra personalizada com a arte da capa do álbum, contribuindo para o visual do palco.

“Pra mim, é um privilégio e uma honra enormes estar fazendo parte dessa turnê de 40 anos do ‘Cabeça Dinossauro’. Nessas horas, a gente percebe como a vida é realmente muito louca! Lembro de, ainda criança, cantar músicas como ‘Bichos Escrotos’ – fazendo o backing vocal junto e gritando o palavrão –, ‘Homem Primata’ e ‘AAUU’… E agora estou no palco com os caras, celebrando esse álbum tão importante e emblemático”, declarou Alexandre de Orio. “A estreia em São Paulo foi sensacional! Aproveito para agradecer publicamente ao Britto, Tony, Branco, Beto, Mário, a toda a equipe do Titãs e a todos os fãs da banda, que me receberam de braços abertos”, completou.

Lançado em 1986, “Cabeça Dinossauro” é considerado um dos trabalhos mais importantes do rock brasileiro. Orio já vinha tocando com os Titãs ao longo de 2025, substituindo Tony Bellotto. Na atual turnê, a formação conta com três guitarras, com Bellotto, Beto Lee e Orio, além de Mario Fabre (bateria), Sérgio Britto e Branco Mello, reforçando a proposta sonora mais crua e pesada do disco, marcada por influências punk e arranjos com camadas de guitarras.

Alexandre de Orio assumiu a guitarra da banda durante o afastamento temporário de Tony Bellotto, após ter sido diagnosticado com um tumor no pâncreas. Em certo momento do show no Espaço Unimed, Bellotto até homenageou o médico Marcel Cerqueira Cesar Machado, que o operou.

Além da atuação com os Titãs, o guitarrista mantém uma trajetória diversificada. Ele integra o projeto solo de Sérgio Britto, participa do Quarteto de Guitarras Kroma e desenvolve trabalhos ligados ao gypsy jazz, além de colaborações com orquestras como a OSESP e o Theatro São Pedro. No campo acadêmico, Orio também atua como professor e coordenador na Play Music School, além de lecionar na pós-graduação da Faculdade Santa Marcelina, no curso de rock. O músico já foi convidado para ensinar na Swarnabhoomi Academy of Music, na Índia, e desenvolve projetos educacionais, incluindo um livro que combina ritmos brasileiros com rock e heavy metal e um jogo de tabuleiro voltado ao ensino de instrumentos de cordas, “The String Game”.

TURNÊ 40 ANOS CABEÇA DINOSSAURO – Datas confirmadas:
28/03 – São Paulo/SP – Espaço Unimed
25/04 – Belo Horizonte/MG – Befly Hall
09/05 – Rio De Janeiro/RJ – Qualistage
18/07 – Curitiba/PR – Igloo Super Hall
Ingressos em eventim.com.br

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Sarcasmo lança o single ‘Sombras da Tentação’

Inspirado em história trágica em um monastério, letra aborda desejo e culpa na relação proibida entre um jovem padre e uma noviça

Crédito: Felipe Cavalieri

A banda mineira Sarcasmo apresenta o novo single e clipe, “Sombras da Tentação”, que traz uma narrativa sombria ambientada em um monastério. A letra conta a história de um jovem padre que acaba sucumbindo às tentações e aos próprios desejos ao se envolver com uma noviça, considerada a mais bela do convento.

“Sombras da Tentação” reuniu Germano Rocha (guitarra e vocal), Tom Leandro (guitarra solo), Hanysz (teclados, sintetizadores, corais, orquestra e também guitarra solo), além de Felipe Andreoli (Angra, Matanza Ritual) no baixo e Maurício Weimar (Extreme Drums) na bateria. A produção do single, que teve a arte da capa criada por João Duarte, foi realizada por Alan Wallace (Eminence) no Audio One Studios, em Belo Horizonte.

Na trama retratada na letra, a jovem freira costumava se confessar com o padre, revelando conflitos internos e desejos carnais. A proximidade entre os dois acaba ultrapassando os limites da fé e evolui para um relacionamento amoroso proibido dentro do ambiente religioso. Consumido por seus tormentos mentais e pela culpa provocada pelo envolvimento, o padre entra em um processo de desequilíbrio psicológico que conduz a história a um desfecho trágico: ele acaba matando a jovem e, em seguida, tira a própria vida.

Confira o videoclipe de “Sombras da Tentação”, filmado e dirigido por Felipe Cavalieri, em https://youtu.be/4EfTXb5pUiU

Formado em 1993 por Germano Rocha, Oto Alvarenga e Glauco Mendes, o Sarcasmo se destacou no underground com thrash e death metal, lançando cinco demos nos anos 90 e os álbuns “Seed of End” (2002) e “Metal Morte” (2008). Após parar as atividades em 2011 para enfrentar problemas com álcool e drogas, Germano retomou o projeto anos depois e, em 2022, voltou a trabalhar no terceiro álbum, “Mundo In Mundo”, marcado pela superação e pela homenagem ao baixista Oto Alvarenga. A formação atual traz, além de Germano Rocha e Tom Leandro, o baixista Ronan Rocha e o baterista João Paulo.

Instagram: https://www.instagram.com/bandasarcasmooficial

Plataformas Digitais: https://linktr.ee/bandasarcasmooficial
Spotify: https://open.spotify.com/album/4WTLOxdCpYWzHzIiUqzou9

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Melômano Discos relança ‘Journey to the Centre of the Eye’ do Nektar em vinil

Relançamento vem nas opções splatter e vinil preto e capa dupla com encarte em português com texto de Bruno Ascari

“Journey to the Centre of the Eye”, álbum de estreia lançado em 1971 pela banda inglesa de rock progressivo Nektar, ganha agora um relançamento em vinil pela Melômano Discos. A edição chega ao público nas versões splatter e vinil preto, ambas em capa dupla, acompanhadas de encarte em português com texto assinado por Bruno Ascari. Concebido como uma ópera espacial de 42 minutos, o álbum se apresenta como uma peça musical única e contínua. Trata-se de um trabalho conceitual em que todas as faixas se interligam para narrar a jornada cósmica de um astronauta rumo a Saturno, tendo como pano de fundo a iminência de uma guerra nuclear na Terra. O disco foi amplamente testado ao vivo antes da gravação e registrado praticamente de forma direta no Dierks Studios, preservando a fluidez e a intensidade da execução integral.

A narrativa acompanha o astronauta interceptado por alienígenas, que o convidam a viver em outra galáxia. Ao aceitar, ele passa por uma profunda expansão de consciência, abandona a visão física e entra em contato com o “Olho Que Tudo Vê”, tornando-se parte dele. Essa jornada espiritual e psicológica culmina em um retorno solitário ao espaço, onde ele observa a Terra se autodestruindo, reforçando o caráter filosófico e existencial da obra.

Musicalmente, o álbum transita com elegância entre atmosferas cósmicas, tensas, melancólicas e grandiosas, explorando sutis variações de clima, colagens sonoras e passagens instrumentais de forte impacto. Destacam-se os teclados, o órgão e o Mellotron, em diálogo expressivo com a guitarra e os efeitos vocais, recursos que ajudam a dar forma às personagens e às sensações que permeiam a narrativa.

Curiosamente, embora britânica, a banda Nektar foi formada em Hamburgo (ALE) em 1969, o mesmo ano em que o homem chegou à Lua. Assim, inserido em um contexto histórico em que o fascínio pelo espaço alcançava seu auge, impulsionado pelo sucesso da missão Apollo 11, o álbum absorve e traduz esse espírito de exploração e deslumbramento cósmico. Como foi pensado para ser ouvido do início ao fim, “Journey to the Centre of the Eye” entrega uma experiência imersiva, unindo rock progressivo, psicodelia e narrativa sci-fi. Trata-se de uma única viagem sonora criada por Roye Albrighton (guitarra e vocal principal), Derek “Mo” Moore (baixo, Mellotron e vocal), Ron Howden (bateria e percussão) e Allan “Taff” Freeman (teclados e vocal), além de Mich Brockett, responsável pela iluminação e peça fundamental na construção do impacto visual.

Para adquirir, acesse:
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D.R.I.: ‘Thrash Zone’ ganha relançamento em vinil pela Fuzz On Discos

Sucessor de “4 of a Kind” (1988) vem com tiragem de 300 cópias, remasterizado e com capa dupla exclusiva

Lançado originalmente em outubro de 1989 pela Metal Blade Records, “Thrash Zone” marcou o auge criativo e comercial do Dirty Rotten Imbeciles, consolidando a transição dos texanos do hardcore punk acelerado para um thrash metal mais técnico. O disco, quinto da discografia da banda, ganha agora um relançamento em vinil pela Fuzz On Discos, união dos selos AMM (All Music Matters), Melômano Discos e Neves Records, em tiragem de 300 cópias, remasterizado e com capa dupla exclusiva.

Se o terceiro trabalho, “Crossover” (1987), abriu as portas para a fusão do hardcore punk para o thrash e “4 of a Kind” (1988) já mostrava uma banda mais metal do que hardcore, “Thrash Zone” deixava as intenções explícitas no próprio título. Era thrash sem rodeios. E bastava a agulha tocar o vinil para que “Thrashard” funcionasse como manifesto sonoro, com riffs rápidos e firmes conduzidos por Spike Cassidy, baixo pulsante de John Menor e a bateria precisa de Felix Griffin, enquanto Kurt Brecht despejava seus vocais rasgados com mais clareza e controle do que nos primórdios da banda.

Produzido e mixado por Bill Metoyer, nome associado a Slayer, Hirax, Dark Angel e Cryptic Slaughter, entre outros, “Thrash Zone” evidencia a evolução técnica do grupo, com riffs mais elaborados, solos bem encaixados e mudanças de andamento que ampliam o impacto das composições. “Beneath the Wheel”, uma das mais conhecidas, combina velocidade e peso com uma ‘paradinha’ marcante, enquanto “Abduction” aposta em dinâmica e tensão crescente. O álbum ainda traz momentos de crítica social direta, como em “Gun Control” e “Labeled Uncurable”, reafirmando a postura contestadora que sempre esteve no DNA do grupo.

Impulsionado pelos videoclipes de “Beneath the Wheel” e “Abduction”, que conquistaram espaço na programação da MTV, especialmente no programa Headbangers Ball, “Thrash Zone” ampliou o alcance do D.R.I. para além do circuito underground e, a exemplo de “4 of a Kind”, marcou presença na Billboard 200, alcançando a posição 140. Lançado em um momento em que o crossover vivia seu auge, ao lado de nomes como Suicidal Tendencies, S.O.D., Corrosion of Conformity e Cryptic Slaughter, o álbum reafirmou o papel pioneiro do D.R.I. na consolidação do estilo e permanece como referência obrigatória quando o assunto é crossover thrash no fim dos anos 1980.

Para adquirir, acesse:
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5 to Rock: o OverDose já se chamou Sarcófago?

Cláudio David, guitarrista do OverDose, falou sobre seus 40 anos de história no metal brasileiro | Foto: Divulgação

No 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, o guitarrista Cláudio David, um dos fundadores da banda mineira OverDose, falou sobre seus 40 anos de história no metal brasileiro. Nascido em 24 de janeiro de 1966, em Belo Horizonte, ele relembrou quando começou a ouvir metal e ressaltou o impacto decisivo do Kiss em sua formação musical e pessoal, influência que ajudou a despertar o fascínio pela guitarra.

O guitarrista ainda recordou um capítulo curioso da história do grupo: o fato de o OverDose ter utilizado o nome Sarcófago antes do registro oficial, posteriormente assumido por Wagner “Antichrist” Lamounier e transformado em símbolo do metal extremo global. Ao comentar a discografia, avaliou que a disposição para evoluir sempre foi parte da identidade da banda. Ele também falou sobre a retomada das atividades do OverDose em 2024.

Confira o 5 to Rock de Cláudio David em https://youtu.be/7YNpiS3xf88

No More Death: ‘The Death Is Dead’ lançado nos EUA

Crédito: Alan Luiz da Silva

Debut chega ao mercado norte-americano pela Roxx Records com distribuição global e amplia o alcance internacional do No More Death

O álbum de estreia do No More Death, “The Death Is Dead”, ganhou distribuição mundial a partir do lançamento nos Estados Unidos. O trabalho chegou ao mercado norte-americano no dia 30 de janeiro pela lendária Roxx Records, ampliando o alcance internacional do projeto idealizado pelo vocalista e guitarrista Tiago Torres (ex-Mad Dragzter).

Enquanto amplia sua presença internacional, o No More Death iniciou as gravações do segundo álbum, que será uma continuação direta de “The Death Is Dead”, propondo uma narrativa ambientada nos últimos anos da Era humana, descritos como um período sombrio e de destruição. Segundo Tiago Torres, o disco será mais agressivo, técnico e pesado, com influências de Slayer, Testament e Exodus, além da possibilidade de incluir uma balada pesada. A produção contará com coprodução de Demis Kohler, responsável pela engenharia de som, timbres, mixagem, masterização e gravação dos solos de guitarra.

Em meio à produção do novo álbum, o No More Death comemora os resultados de “The Death Is Dead”, que recebeu avaliações máximas em veículos especializados ao redor do mundo e figurou em listas de melhores do ano. “Entre os destaques está a presença nas listas da Roadie Crew, tanto na seleção da equipe da revista quanto na votação popular, com indicações nas categorias Melhor Álbum e Melhor Guitarrista”, comemora Tiago Torres.

Além disso, o projeto também expandiu sua atuação no mercado de produtos oficiais. Nos Estados Unidos, o merch foi lançado em parceria com a Anchor Merchandising, com distribuição mundial de camisetas, moletons, patches e pôsteres – confira em https://anchormerchandising.com/no-more-death/. No Brasil, a banda firmou parceria com a Heart Merch para disponibilizar CDs, camisetas e outros itens ao público nacional – veja em https://heartmerch.com.br/collections/no-more-death-1.

Assista ao lyric video de “The Death is Dead” em https://youtu.be/zg0Fg8JOl0c

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7EJ6pr0QLxA2mR0B8c8uFZ

Site: http://www.nomoredeath.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/nomoredeath77

Sites relacionados:
Die Hard: https://www.diehard.com.br/
Roxx Records: Link: https://roxxrecords.com/collections/2019-releases/products/no-more-death-the-death-is-dead-cd-2026-ffo-bay-area-thrash-mrd-dragzter
 
E-mail: nmd@nomoredeath.com.br

Nuclear Warfare lança clipe de ‘Nuclear War’

Crédito: Maycon Avelino/Startship

“Nuclear War” é o primeiro single de “All Hail To The Liberator”, que tem lançamento marcado para 19 de março pela MDD Records

A banda alemã de thrash metal Nuclear Warfare apresenta o videoclipe de “Nuclear War”, primeiro single e também música de abertura do novo álbum, “All Hail To The Liberator”, que chega ao mercado em 19 de março através da MDD Records.

Produzido por Maycon Avelino, da Starship Videos, o clipe aposta em cortes rápidos de câmera e uma estética com cores predominantes em vermelho, reforçando a atmosfera intensa da música. Segundo o baterista Alexandre “Xandão” Brito, o trabalho visual conseguiu traduzir com precisão a proposta estética da banda para esta nova fase. “Este primeiro single do álbum representa bem a vibe que o trabalho tem: um thrash metal visceral, com batidas rápidas, vocal gritado e um riff de guitarra que cola na mente logo na primeira escutada. Maycon Avelino conseguiu transmitir muito bem a estética que a banda queria mostrar, com cortes rápidos de câmera e um visual com cores puxadas para o vermelho”, detalhou.

Confira o videoclipe de “Nuclear War” em https://youtu.be/jRF2SZVvTyQ

“All Hail To The Liberator” sucede “Lobotomy”, lançado em 2020, e reforça o diálogo direto com o thrash metal alemão dos anos 1980, além de incorporar influências da Bay Area, sem abrir mão da identidade própria construída desde a fundação da banda em 2002, na cidade de Ludwigsburg. Com arte de capa assinada por Nestor Carrera, o novo trabalho traz nove faixas inéditas e apresenta uma sonoridade mais old school e pesada em relação aos discos anteriores, ao mesmo tempo em que amplia a presença de melodias. O álbum foi gravado, mixado e masterizado no Dual Noise Studio, em São Paulo, sob comando de Rogério Wecko, responsável por um resultado descrito como direto, orgânico e fiel à tradição do gênero.

O Nuclear Warfare consolidou seu nome no cenário com registros como a demo “First Strike” (2002), seguida pelo debut “War is Unleashed” (2004) e os álbuns “We Come in Peace” (2006), “God of Aggression” (2010), “Just Fucking Thrash” (2014), “Empowered by Hate” (2017) e “Lobotomy” (2020). Inspirado por nomes como Kreator, Sodom, Destruction, Slayer e Sepultura, o grupo mantém uma abordagem marcada por guitarras rápidas, baixo encorpado e bateria intensa, aliando tradição e atitude punk ao thrash metal clássico.

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Just Heroes lança novo single, ‘Forever’

Crédito: Jeff Marques

Grupo paulistano de heavy metal atualmente também prepara o primeiro full

O grupo paulistano de heavy metal Just Heroes, formado por Mr. Machine (vocal), Flavio Souza Jr. e Wander Cunha (guitarras), Fabio Gomes (baixo) e Marcus Castellani (bateria), apresenta seu novo single, “Forever”, mixado e masterizado por Rodrigo Oliveira, no Dharma Studios (SP). “O som é o puro heavy metal, que é a nossa base. Em contraste, a letra mais emotiva dialoga com sentimentos universais e mergulha profundamente nas emoções, falando sobre aquilo que permanece mesmo quando tudo ao redor parece mudar”, descreve Flavio Souza Jr.

Confira o single “Forever” em https://youtu.be/BTAJ5wgW1nM

Criada em 2023, a banda Just Heroes surgiu da paixão pela música pesada e da união de músicos talentosos de diferentes gerações, todos com o mesmo propósito de celebrar e manter vivo o verdadeiro heavy metal. Entre suas principais influências estão Judas Priest, Black Sabbath, Accept e outros grandes ícones do metal e rock clássico. Além do EP “Heroes” (2023), o grupo conta com outros singles nas plataformas digitais. “Entre os planos futuros estão mais um single e depois o álbum completo, que já estamos adiantados nas gravações”, conclui o guitarrista e mentor, Flavio Souza Jr.

Just Heroes no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3l6m9iuiIT4DuNKttFaCQZ

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Metalmorphose lança série de vídeos ao vivo e resgata show histórico no Roça’n’Roll

Foto: Cintia Ventania

Primeiro episódio traz apresentação no 15º Roça’n’Roll, em 2013, com repertório que mistura fase clássica e álbum Máquina dos Sentidos

Pioneira do metal brasileiro, a banda carioca Metalmorphose não está mais ativa, mas promove o lançamento de uma série de vídeos ao vivo em seu canal no YouTube. O primeiro da série é “Máquina ao Vivo”, registro completo da apresentação realizada no 15º Roça’n’Roll, em 1º de junho de 2013, em Varginha (MG).

Batizado comercialmente de “Máquina ao Vivo”, o vídeo traz a íntegra do show no festival mineiro Roça N’ Roll, quando o Metalmorphose promovia o álbum “Máquina dos Sentidos” (2012). A banda foi convidada para tocar no mesmo dia que o grupo alemão Grave Digger. Inicialmente escalado para se apresentar antes dos alemães, acabou fechando a noite após um atraso na programação. A mudança permitiu um set mais longo, fugindo do formato enxuto típico de festivais.

“Apesar de já termos realizado duas apresentações maio de 2013, uma no tradicional Calabouço, no Rio de Janeiro, e outra no Blackmore Bar, em São Paulo, aquele foi o primeiro grande show com Marcos Dantas, do Azul Limão, na formação oficial da banda”, recordou o baixista André Bighinzoli, um dos fundadores da banda.

Formado em 1983 e estreando no split “Ultimatum” (1985), o grupo retomou as atividades em 2008. Em 2010, lançou o DVD “Odisséia”, gravado no dia 21 de junho de 2009, quando o Metalmorphose se reuniu para uma apresentação antológica depois de 21 anos afastado dos palcos. O lançamentos seguintes foram a reedição em vinil de “Ultimatum” e “Maldição” (CD, 2009), com material da demo inédita 1986 e gravações ao vivo do período de 1984 e 1985. O primeiro de inéditas foi justamente “Máquina dos Sentidos”.

A formação do Metalmorphose na época do show trazia Tavinho Godoy nos vocais, PP Cavalcante e Marcos Dantas nas guitarras, André Bighinzoli no baixo e André Delacroix na bateria. O repertório equilibrou músicas do então novo álbum Máquina dos Sentidos com clássicos dos anos 80 – “Jamais Desista”, “Cavaleiro Negro”, “Máscara”, “Maldição”, “No Topo Do Mundo”, “Máquina Dos Sentidos”, “Pelas Sombras”, “Metrópole”, “Desejo Imortal” e “Minha Droga É O Metal”. A apresentação também incluiu duas composições do Azul Limão – “Satã Clama Metal” e “O Grito”.

A gravação só foi possível porque Bighinzoli identificou que o festival contava com uma equipe profissional de áudio e vídeo da Escadas Produções para registrar material promocional. Após negociação, o show foi captado na íntegra, com áudio e vídeo. O resultado levou a equipe a ser novamente acionada meses depois para registrar o projeto Super Peso Brasil.

Confira o vídeo na íntegra em https://youtu.be/_HiDt2aKln0?si=0qA0BfFcVJJ0nBUa

ZEBA estreia em carreira solo com álbum ‘New Old Ones’

Foto: Divulgação

“New Old Ones” reúne passado e presente em 11 faixas que refletem a maturidade artística, visão criativa e a assinatura sonora de ZEBA

Baterista, cantor, compositor e letrista, ZEBA apresenta em 2026 seu primeiro álbum solo, “New Old Ones”, um trabalho que sintetiza mais de duas décadas de vivência musical. O repertório traz 11 faixas que transitam entre rock, hard rock, new metal e pop, em inglês e português. A diversidade estética do álbum nasce de um processo muito pessoal de resgate e criação. “Eu tenho muitas músicas guardadas na gaveta. Como letrista contumaz, o estoque já é grande. Somando os riffs perdidos no tempo e composições de bandas antigas que nunca foram gravadas, foi uma viagem no tempo resgatar parte desse material e juntar a novas músicas para fazer meu primeiro álbum com 11 faixas”, revelou ZEBA.

O título “New Old Ones” traduz exatamente esse conceito: canções antigas ganhando nova vida ao lado de composições recentes, todas reinterpretadas sob a ótica artística madura de ZEBA. Para viabilizar este projeto as novas tecnologias, como as ferramentas de IA, foram fundamentais. O resultado é um disco coeso, marcado por forte pegada rítmica, grooves pulsantes e destaque para as linhas de bateria e para a produção vocal, elementos centrais na identidade do artista.

Confira o clipe de “Paradise” em https://youtu.be/dS4H7QEPZ9g

“Paradise”, hard rock energético e emocional, mistura intensidade sonora com melancolia. A música foi composta nos anos 90 por ZEBA e o guitarrista Marco Gameiro, que na época integravam a banda Transe. “A letra descreve um amor frágil e arrebatador, onde o sorriso da pessoa amada se torna um ‘paraíso’, símbolo de salvação e paz emocional. Musicalmente, traz guitarras abertas, bateria pulsante e um refrão grandioso, criando um clima de arena”, descreve ZEBA.

O álbum conta com o selo da DMH – Daga Music House, gravadora liderada por Adriano Daga, músico e produtor que aposta no projeto como um marco na carreira de ZEBA e em seu potencial artístico e de mercado. “ZEBA trouxe a tona suas obras atemporais e viscerais, dentro da atmosfera do rock e suas diversidades. Recomendo ouvir sem moderação”, enfatiza Daga.

Com uma trajetória sólida na cena rock brasileira, ZEBA construiu seu nome integrando projetos marcantes. Passou pela banda Anonimato, ao lado do guitarrista Marcio Okayama, e pela The No Stress Band, com o pianista e tecladista Adriano Grineberg, desenvolvendo uma identidade rítmica e performática reconhecida pela força e precisão. Na banda TREMA, seu papel foi decisivo: começou como baterista e, ao longo dos anos, assumiu também os vocais e a autoria das letras, ampliando sua presença artística e consolidando-se como um criador completo.

Ouça no Spotify em https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NildeZVlkvAOV7KJgbtFo

Instagram: https://www.instagram.com/zeba.music.72/
YouTube: @zeba.music.72

Matanza Inc lança EP ‘Obscurantista’ e inaugura nova fase

Foto: Daniel Agapito

“Obscurantista” é o primeiro registro completo do Matanza Inc com a formação atual e reafirma a continuidade criativa do projeto

O Matanza Inc lança, em parceria com o selo Monstro Discos, o EP “Obscurantista”, primeiro trabalho completo da banda com sua formação atual. O lançamento marca uma nova etapa do grupo, preservando a identidade construída ao longo dos anos, mas apontando para uma evolução natural de sua sonoridade, agora mais madura, densa e direta. Com cinco faixas, o EP reúne “Marcha para Asmodeus”, “Presença Nefasta”, “Sangue na Festa”, “A Única Certeza” e a faixa-título.

As composições seguem explorando temas centrais no universo do Matanza, como crítica social, ironia ácida, violência simbólica e o desconforto diante de um mundo em constante colapso. Musicalmente, “Obscurantista” reforça o peso característico da banda ao combinar riffs agressivos, grooves sólidos e a já conhecida aproximação com elementos do country, agora apresentados de forma ainda mais coesa entre composição e interpretação.

O EP foi gravado por Rodolfo Duarte no High Five Estúdio, mixado e masterizado por Gabriel Zander e produzido por Marco Donida, principal compositor do Matanza Inc e responsável por conduzir a essência criativa do projeto. A formação se completa com Daniel Pacheco no vocal, Marcelo Albuquerque no baixo e Marcos Willians na bateria, um lineup que imprime identidade própria sem romper com o legado que consagrou o nome Matanza. Trata-se da continuidade direta do trabalho do guitarrista, compositor e letrista Marco Donida após o encerramento do Matanza, em 2018.

Criado como um desdobramento natural de sua trajetória, o Matanza Inc nasceu para manter viva a identidade construída ao longo de anos, sem repetir fórmulas de maneira automática. O álbum de estreia, “Crônicas do Post Mortem” (2019), estabeleceu a base estética e conceitual da banda, aprofundada posteriormente em “Retórica Diabólica” (2022), com um discurso mais direto e um som ainda mais coeso.

A atual formação, consolidada a partir de 2023, marca um período de reconstrução, ajustes e amadurecimento criativo, refletido tanto na dinâmica interna quanto na proposta musical. Segundo Daniel Pacheco, o EP buscou preservar a essência do Matanza, ao mesmo tempo em que aponta para o futuro. “Trabalhamos muito para preservar a alma do Matanza em cada uma dessas músicas, mas também tentamos trazer um respiro de novidade, olhando para frente e fazendo desse trabalho um pontapé inicial para um novo capítulo na história dessa banda que marcou e marca a vida de tanta gente. Espero, de verdade, que ao ouvir esse disco vocês encontrem o que procuram quando bate aquela vontade de ouvir um bom e velho countrycore, como só o MTZ sabe fazer.”

Veja o lyric video de “Sangue na Festa” em https://youtu.be/NgzN5szbIIU

Confira o EP no Spotify:
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Contato para shows: https://www.instagram.com/bradorecords