Vídeo acompanha o trabalho de Victor Franco no Fusão Estúdio e apresenta detalhes da construção do álbum que encerra a trilogia iniciada com “Vera Cruz”
Edu Falaschi lançou um novo episódio da série de bastidores de “Mi’raj”, terceiro e último capítulo da trilogia conceitual iniciada com “Vera Cruz”, em 2021, e ampliada por “Eldorado”, em 2023. Disponível no canal oficial do cantor no YouTube, o vídeo acompanha as gravações de guitarra de Victor Franco no Fusão Estúdio, em São Paulo.
O registro apresenta diferentes etapas das sessões, passando pela execução de riffs, solos, melodias e camadas que compõem os arranjos do álbum. As imagens também revelam parte do trabalho desenvolvido para equilibrar o peso das guitarras com as orquestrações, as estruturas progressivas e as atmosferas cinematográficas presentes no disco.
“Mi’raj” marca a primeira colaboração oficial de Victor Franco com Edu Falaschi no processo de composição. Os dois assinam juntos partes instrumentais de “Watchers of the Light”, “Wrath Into the War”, “Circle of Dust” e da faixa-título. Além do aspecto técnico, o guitarrista contribuiu para a identidade do trabalho por meio de riffs pesados, linhas melódicas e solos construídos de acordo com as necessidades de cada composição.
Ambientada no Oriente Médio do século XVI, a narrativa dá continuidade à jornada de Jorge, protagonista apresentado em “Vera Cruz”. Depois dos acontecimentos de “Eldorado”, o personagem passa a enfrentar revelações espirituais, perseguições ligadas à Cruz de Nero e conflitos internos que o conduzem à compreensão de sua identidade. Transcendência, fé, perdas, intuição, superação e ascensão interior estão entre os temas abordados no repertório.
Musicalmente, “Mi’raj” reúne referências de heavy metal tradicional, power metal, rock progressivo das décadas de 1970 e 1980, música sinfônica e fusion contemporâneo. O disco também incorpora elementos étnicos do Oriente Médio, grandes orquestrações e mudanças de dinâmica que acompanham o desenvolvimento da história.
O álbum é formado por nove faixas: “Watchers of the Light”, “Here I Stand”, “Mi’raj”, “Echoes of Vows”, “Unchained”, “Intuição”, “Circle of Dust”, “On Your Own” e “Wrath Into the War”. Entre as participações especiais estão Veronica Bordacchini, vocalista do Fleshgod Apocalypse, na faixa-título; Roy Khan, conhecido por seus trabalhos com Conception e Kamelot, em “Circle of Dust”; e Rafael Bittencourt, guitarrista do Angra, responsável pelo solo de “Intuição”.
Produzido por Edu Falaschi e coproduzido por Thiago Bianchi, “Mi’raj” foi gravado no Fusão Estúdio. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Dennis Ward, no TrakShak Studios, na Alemanha, repetindo a parceria estabelecida nos dois discos anteriores. A capa foi criada por Carlos Fides, enquanto o conceito e a direção narrativa foram desenvolvidos por Edu Falaschi e Fábio Caldeira.
Composta por Rafael “Vinnie” Kuhlmann, faixa transforma uma experiência pessoal em uma combinação de peso, melodia e intensidade e abre a divulgação do novo álbum da banda
O Connecting Pieces apresenta “Falling Down”, primeiro single de “Vitruvian”, novo álbum de estúdio da banda brasileira de hard rock e heavy metal, com lançamento previsto para novembro de 2026.
Com música e letra assinadas pelo baterista Rafael “Vinnie” Kuhlmann, a faixa nasceu de um período particularmente difícil de sua vida e transforma essa experiência pessoal em uma composição marcada por peso, tensão e intensidade emocional.
A letra acompanha um mergulho em sentimentos de perda, desorientação e isolamento. Imagens como um coração partido, espelhos quebrados, sonhos despedaçados, correntes que se apertam e a queda em direção a um abismo ajudam a construir a atmosfera sombria da canção.
Segundo Vinnie, essa carga emocional está diretamente relacionada ao momento em que “Falling Down” foi escrita:
“Escrevi ‘Falling Down’ em um momento muito difícil da minha vida, quando enfrentava uma crise depressiva e me sentia no fundo do poço. Isso acabou se refletindo diretamente na música, que é pesada tanto na letra quanto na sonoridade. Apesar de toda essa carga, a canção também traz uma mensagem de superação: mesmo nos momentos mais sombrios, ainda pode haver uma luz no fim do túnel”, afirma Rafael “Vinnie” Kuhlmann.
Essa dualidade entre queda e possibilidade de reação percorre a composição. Ao longo da letra, o personagem tenta encontrar uma saída enquanto confronta lembranças, frustrações e a sensação de estar preso a um ciclo do qual não consegue escapar. O contraste entre estar perdido e tentar se reencontrar torna-se um dos elementos centrais da narrativa.
Musicalmente, “Falling Down” leva esse clima para uma combinação de riffs de guitarra pesados, melodias marcantes e uma produção de abordagem contemporânea. A faixa reúne elementos do heavy metal, hard rock e melodic metal e funciona como a primeira apresentação da sonoridade desenvolvida pelo Connecting Pieces em “Vitruvian”.
O novo álbum terá 12 faixas inéditas e sucede “Your Soul Dies First”, lançado em 2024. “Falling Down” inaugura o ciclo de divulgação do trabalho e aponta para uma fase em que intensidade musical e conteúdo lírico ganham espaço lado a lado.
“Vitruvian” tem lançamento previsto para novembro de 2026.
Line-up Leandro Caçoilo — vocal Rafael “Vinnie” Kuhlmann — bateria Carlos Alfano — guitarras Victor Martins — guitarras Vinicius Crespo — baixo Rodrigo Lopes — teclados e sintetizadores
Sobre o Connecting Pieces
O Connecting Pieces é uma banda brasileira de hard rock e heavy metal formada em 2019 por Paulo Faroni, na guitarra, e Rafael “Vinnie” Kuhlmann, na bateria. A formação inicial contou ainda com Fernando Campos nos vocais e Vinicius Crespo no baixo.
Em 2022, o grupo lançou seu primeiro álbum, “A Tale of Steam and Light”, apresentando ao público sua proposta musical. O videoclipe de “Shine To Me Again”, faixa do disco, ultrapassou 23 mil visualizações no YouTube.
No ano seguinte, a banda passou por mudanças em sua formação, com a entrada de Carlos Alfano nas guitarras e Thiago Cicilini nos vocais. Em junho de 2023, lançou o EP “Reconnecting”, composto por duas faixas inéditas e quatro releituras. O período também resultou nos videoclipes de “Army of Viruses” e “Zombie Tsunami”.
Em 2024, o Connecting Pieces lançou “Your Soul Dies First”, dando continuidade ao desenvolvimento de sua identidade musical e de sua produção. Atualmente, a banda é formada por Leandro Caçoilo, também conhecido por seu trabalho com o Viper, nos vocais; Rafael “Vinnie” Kuhlmann na bateria; Carlos Alfano e Victor Martins nas guitarras; Vinicius Crespo no baixo; e Rodrigo Lopes nos teclados e sintetizadores.
Com essa formação, o Connecting Pieces concluiu “Vitruvian”, álbum com 12 faixas inéditas e lançamento previsto para novembro de 2026.
Depois de subir ao Palco Sunset do Rock in Rio com a Malvada, Indira Castillo volta os holofotes para sua carreira solo e apresenta “Pandora”, novo EP que reúne três canções inéditas e amplia o universo musical da cantora e compositora paulistana.
O lançamento chega em um momento especial da trajetória da artista. No último dia 5 de setembro, Indira esteve à frente da Malvada em sua apresentação no Rock in Rio, quando o grupo abriu a programação do Palco Sunset. Agora, ela retoma um trabalho autoral no qual tem liberdade para explorar outras nuances de sua identidade musical.
Em “Pandora”, Indira parte de uma bagagem construída entre diferentes universos. Jazz, soul, blues e rock fazem parte da formação de uma artista que nunca se limitou a uma única linguagem e que encontra justamente nesse trânsito entre estilos um dos principais elementos de sua personalidade.
“Pandora” reúne três faixas — “Voo Livre”, “Ouro em Meio às Cinzas” e a faixa-título — e segue o formato de três canções adotado por Indira Castillo em seu primeiro EP. Desta vez, a própria artista assina a produção do trabalho, com arranjos desenvolvidos em conjunto com Luiz Cardim (guitarra), Geovanni Leite (teclados), Roby Pontes (bateria) e Lucas Rogério (baixo). As gravações aconteceram no Orra Meu Estúdios, ao lado de Wagner Meirinho, e o lançamento dá continuidade à parceria da cantora com a Symphonic e a Canil Records. Mais do que um trabalho isolado, “Pandora” também pode representar o primeiro passo para um projeto maior, já que Indira considera desenvolver esse repertório futuramente em um álbum mais extenso e completo.
Em 2022, Indira lançou “Wiser”, faixa que evidenciou tanto a potência quanto a versatilidade de sua voz. No ano seguinte vieram “Tempo” e “Êxtase”, trabalhos que ajudaram a consolidar sua parceria com a Canil Records e deram origem ao EP “Êxtase”, lançado em 2023.
Se na Malvada Indira ocupa a linha de frente de uma banda essencialmente ligada ao hard rock, em seu trabalho solo ela abre espaço para revelar outras influências. É justamente essa liberdade que ajuda a definir “Pandora”: três novas músicas que apresentam diferentes faces de uma cantora que construiu sua identidade absorvendo referências que passam pelo peso do rock, pela liberdade do jazz e pela intensidade interpretativa do soul.
A versatilidade, aliás, acompanha Indira desde antes de sua chegada à Malvada. Cantora e compositora paulistana com mais de uma década dedicada à música, em 2018 ela iniciou uma parceria com a Universal Music em um projeto autoral ligado ao jazz rock. Em 2022, alcançou a semifinal do programa “Canta Comigo”, da Record, ampliando sua projeção nacional.
Do lado mais experimental de sua trajetória está ainda o The Improvisers, trio dedicado ao jazz e à improvisação. Já em 2023, Indira assumiu os vocais da Malvada, iniciando outro importante capítulo de sua carreira.
Com a banda, participou da gravação do álbum homônimo “Malvada”, lançado mundialmente em 2025. O disco, produzido por Giu Daga, trouxe 11 faixas, em português e inglês, e ajudou a ampliar a projeção internacional do grupo. A Malvada também passou por palcos no Brasil e no exterior antes de chegar, em setembro de 2026, ao Palco Sunset do Rock in Rio.
A apresentação na Cidade do Rock acabou simbolizando um momento de afirmação para Indira. Sob chuva, a vocalista comandou o público em músicas como “Dead Like You”, “Yesterday (My End, My Beginning)”, “Veneno” e “RNR GRL”.
Poucos dias depois dessa apresentação, “Pandora” mostra que Indira Castillo não pretende escolher apenas um caminho.
Entre a vocalista de uma banda de hard rock, a compositora, a intérprete influenciada pelo soul e pelo jazz e a artista interessada em experimentação existe uma mesma voz. “Pandora” abre mais uma dessas possibilidades e marca um novo momento de sua produção autoral.
Banda transforma em peso e agressividade a reflexão sobre o distanciamento humano, a intolerância e a perda da empatia em tempos de conexão digital
O Siegrid Ingrid apresenta “Antihuman”, novo single que aborda o enfraquecimento das relações humanas em uma sociedade cada vez mais conectada pela tecnologia. A faixa é o primeiro material oficial da banda com a formação atual, que reúne Mauro Punk (vocal), André “Gubber” (guitarra), Luiz Berenguer (baixo) e Edilson Alves (bateria).
“Antihuman” parte de uma contradição presente na sociedade contemporânea. A tecnologia ampliou as possibilidades de conexão, mas também modificou a maneira como as pessoas se relacionam. Nesse contexto, isolamento, solidão e perda da empatia aparecem como elementos centrais da composição.
Sua temática aborda egoísmo, indiferença, intolerância e violência, além das consequências desse distanciamento nas relações humanas. O refrão “We are the Anti Human” resume o conceito da faixa e questiona o paradoxo de uma sociedade com mais ferramentas para aproximar pessoas, mas que também enfrenta novas formas de isolamento.
A música não se limita a uma crítica à tecnologia ou às redes sociais. Esses elementos servem como ponto de partida para discutir comportamentos e relações em um ambiente no qual a conexão digital nem sempre representa proximidade humana.
Musicalmente, “Antihuman” combina Death e Thrash Metal com elementos de Hardcore e Grindcore, sonoridades que sempre fizeram parte da identidade do Siegrid Ingrid. Riffs pesados, mudanças de velocidade e passagens de maior intensidade acompanham a tensão presente na letra, enquanto a dinâmica da composição alterna momentos de agressividade e atmosferas mais densas.
A produção ficou a cargo de Rogério Wecko, da Dual Noise Studios (SP), parceiro de longa data da banda. O trabalho preserva o peso da composição e destaca as diferentes camadas presentes no arranjo.
“Antihuman” também marca a estreia de Edilson Alves em uma gravação oficial com o Siegrid Ingrid. Segundo a banda, o baterista trouxe precisão, técnica e peso ao processo de criação, além de contribuir para a identidade da atual formação:
“O Edilson é um músico que trouxe muita técnica e ainda mais peso para a banda, além de ser um cara extremamente profissional. Sua entrada agregou demais para nós nessa nova fase que estamos trabalhando em quarteto e essa coesão também está presente nas apresentações da banda.”
Para Edilson, a gravação teve um significado especial por representar seu primeiro trabalho de estúdio com o Siegrid Ingrid, grupo que acompanha desde os primeiros anos:
“Gravar ‘Antihuman’ foi muito especial pra mim, porque foi a minha primeira gravação com o Siegrid Ingrid, banda que sempre fui fã. Recebi a música com uma ideia inicial e foi muito gratificante poder trabalhar em cima disso, tendo liberdade para criar e podendo impor a minha identidade musical, a minha forma de tocar e, com isso, poder contribuir para a atmosfera da música sem nenhum tipo de barreira”, comentou.
O single também ganhou um videoclipe produzido por Luiz Berenguer (@ciahcfilmes) e inaugura uma sequência de lançamentos planejada pelo quarteto para os próximos meses. O material dá continuidade à atual fase da banda, que segue trabalhando em novas composições com a formação em quarteto.
Desde o início dos anos 1990, o Siegrid Ingrid utiliza o Metal como meio para abordar questões humanas e sociais. Ao longo de mais de três décadas, o grupo construiu uma identidade marcada pelo peso, pela agressividade e por temas relacionados ao comportamento humano.
Com “Antihuman”, a banda volta sua atenção para os efeitos do isolamento e da perda de empatia em uma sociedade hiperconectada. Como resume o vocalista Mauro Punk: “Sem massagem!”
Banda carioca de death metal melódico divulga faixa do próximo EP ‘Death Made Us Better’, com lançamento previsto para o final de 2026
HATEFULMURDER lança nesta sexta-feira, 18, o novo single “I Give My Soul”, que chega acompanhado de um videoclipe de grande produção. A música faz parte do novo EP intitulado ‘Death Made Us Better’, composto por quatro faixas e com lançamento previsto para o final de 2026.
A música mantém a essência do HATEFULMURDER, enquanto explora novas possibilidades sonoras, com forte presença de vocais limpos e drives, uma técnica que a banda não usava até a entrada de Giulia Roiz, atual vocalista, em contraste com momentos pesados de guturais. A dinâmica entre melodia e peso traduz a intensidade do conceito da faixa.
A troca de vocalista não foi apenas uma substituição; foi um verdadeiro terremoto sísmico na identidade da banda. Adeus à aura mais contida e acessível do passado; o grupo agora abraça uma agressividade brutal que nos faz lembrar em lampejos a fúria primitiva e a técnica afiada dos melhores dias de Alissa White-Gluz no The Agonist.
Segundo Giulia, a letra fala sobre a entrega absoluta a um propósito e a um desejo tão profundo que se torna impossível ignorá-lo.
“A música é sobre o Sehnsucht, uma palavra alemã que representa um anseio profundo, quase como uma saudade de algo que ainda não conhecemos. Para mim, é sobre sentir que existe um lugar, uma paixão ou um propósito ao qual pertencemos, e estar disposto a entregar tudo para alcançá-lo. Quando encontramos algo que dá sentido à nossa existência, cada passo passa a ter um objetivo. ‘I Give My Soul’ é sobre essa entrega, sobre seguir esse chamado mesmo quando ninguém ao redor consegue entender a intensidade desse desejo”, comenta a vocalista.
Os riffs, antes mais lineares, ganham camadas de peso e uma pegada suja que faltava, soando como verdadeiros golpes certeiros. A nova presença de palco injeta uma energia visceral, transmitindo uma segurança que há muito não se via.
Visualmente, o videoclipe funciona como uma declaração de guerra: sua estética sombria e performance intensa não apenas apresentam, mas consagram essa virada de chave. Mais do que uma nova fase, isso é um recomeço definitivo — mais pesado, mais imponente e provando que, às vezes, a melhor versão de uma banda ainda está por vir.
O guitarrista fundador Renan Campos escreveu “I Give My Soul” pensando justamente na ideia de construir uma canção, e não apenas uma faixa pesada. Ele comenta:
“Queria trazer um verso em valsa, um refrão mais explosivo e uma melodia forte, que conduzisse a música por caminhos diferentes. Estamos vivendo um processo de mudança, sabe? Eu não quero fazer o mesmo disco a vida inteira. Acho importante que a banda evolua, experimente e se permita buscar coisas novas. Mas, ao mesmo tempo, não sinto que perdemos a nossa essência. Se alguém me perguntar hoje qual é exatamente o subgênero dentro do Metal que o HATEFULMURDER faz, eu sinceramente não saberia responder. E, de certa forma, acho que isso é algo positivo. Talvez a nossa identidade esteja justamente em não precisar caber em uma única definição”.
Com Giulia Roiz nos vocais, Renan Campos na guitarra, Victor Magalhães no baixo e Thomás Martinoia na bateria, a banda investe em uma nova fase e se prepara para shows pela Europa em 2027.
Formada na cidade do Rio de Janeiro, o HATEFULMURDER possui uma grande bagagem, onde são mais de 10 anos de estrada, que conta com o lançamento de quatro álbuns de estúdio e dois EP ‘s, além de duas turnês sul-americanas e quatro turnês brasileiras.
Marcando uma revolução, ‘I’m That Power’ (2024) entregou uma banda mais evoluída e com olhar para o mundo, alcançando destaque na mídia internacional e proporcionando grandes shows, incluindo uma apresentação na primeira edição do Bangers Open Air. Os singles, “Psywar”, “Eye For Na Eye”, “Call Out Your Soul”, “Crime e Castigo”, “This Is The FInal Hour”, “Set Fire” e “The Root Of Fear” foram destaque nas mídias do mundo todo, com lançamentos na Decibel Magazine, ChaosZine, Brave Words e Metal Hammer.
Aclamado pela crítica, ‘Reborn’ (2019), foi lançado de forma completamente independente, financiado pelos próprios fãs por meio de uma campanha de crowdfunding. Um álbum coeso, forte e ousado, que marca mais um grande momento na carreira da banda. Feito de fãs para fãs.
A turnê do álbum ‘Red Eyes’ (2017) – lançado pela gravadora inglesa Secret Service Records -, é uma das maiores turnês independentes da história do metal brasileiro. Percorreu mais de 13.000 km de ônibus com 24 shows em 30 dias passando por todas as regiões do Brasil. Este álbum também marca a entrada da vocalista Angélica Burns, com sua voz que se tornou a mais nova arma da banda, mostrando toda potência nas canções e nas apresentações ao vivo.
De volta à era ‘No Peace’ (2014), álbum de estreia lançado pelo renomado selo brasileiro Cogumelo Records, o HATEFULMURDER conquistou Brasil, Argentina, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Chile fazendo sua primeira turnê fora do Brasil com “fúria no palco e sangue nos olhos”, como gostam de chamar.
Atualmente, a banda é composta por Giulia Roiz (vocal), Renan Campos (guitarra), João Victor (baixo) e Thomás Martin (bateria). Os ex-membros, Angélica Burns (vocal) e Felipe Modesto (baixo) deixaram a banda em maio de 2025 para seguir caminhos distintos.
Gênero: Melodic Death Metal Masterização e Mixagem: Celo Oliveira Gravação: Kolera Studio
Novo single do Daron aborda a dificuldade de recuperar lembranças e combina influências de Ozzy com elementos modernos
O vocalista gaúcho Daron transforma a dificuldade de recuperar lembranças em matéria-prima para seu novo single, “Memórias Perdidas”. A faixa apresenta uma narrativa sobre um personagem que não consegue se recordar do próprio passado. “A letra de ‘Memórias Perdidas’ explora a busca por lembranças e utiliza, no refrão, a ideia de que boas músicas passam como um raio: brilham intensamente, mas de maneira fugaz, assim como as memórias que o personagem tenta resgatar”, detalha Daron, que é acompanhado por Ricardo Macan (guitarra), Arthur Marques (baixo) e João Pedro Sullivan (bateria).
“Memórias Perdidas” foi gravada na cidade de Jundiaí, no estúdio Sensorial Labs, com Nicolas Gomes (Heaven Track) na mixagem e Cassio Zambotto na masterização. Entre as influências está Ozzy Osbourne, especialmente a sonoridade associada ao período com Jake E. Lee. Além disso, a música também incorpora elementos do Avenged Sevenfold, que aparecem de maneira mais evidente na introdução e nos teclados de Fer Gambini utilizados no refrão.
Natural de Santa Rosa/RS, Daron iniciou sua trajetória em 2013 ao fundar a banda Peixes Voadores, acumulando apresentações ao lado de nomes como Sepultura, Misfits, Marky Ramone e Michael Graves. O músico também excursionou com o Matanza em turnês nacionais. Em 2025, mudou-se para São Paulo para investir na carreira solo e, em 2026, já passou por casas como La Iglesia, Manifesto, The Metal Bar, House Of Legends e Fenda 365, além de lançar o single “O Cemitério”, inspirado na obra “Pet Sematary”, de Stephen King. Neste ano, Daron segue em estúdio produzindo novas músicas e realizando shows pontuais para divulgar os singles lançados recentemente.
“Disobedience” tem como destaque o solo de Hard Alexandre Christiani
Carceral, grupo instrumental de metal extremo formado por Roberto Ortega e Hard Alexandre Christiani (guitarras), Victor Hormidas (baixo) e Daniel Moscardini (bateria), apresenta “Disobedience”, quinto single do álbum de estreia, “Descending Reprisal”. A faixa chega com destaque para a performance de Hard Alexandre Christiani, responsável por um longo solo que se estabelece como elemento central da composição.
Para Hard Alexandre Christiani, “Disobedience” proporcionou liberdade para experimentar diferentes possibilidades como guitarrista. O músico destaca a dinâmica dos riffs de Roberto Ortega como ponto de partida para a construção de seus solos. “Gravar este som me trouxe uma satisfação incrível. Foi uma experiência realmente fantástica, principalmente pela dinâmica dos riffs do Roberto, que constrói toda a atmosfera necessária para preparar o terreno de inspiração que busquei ao longo dos solos. As ideias foram fluindo a partir de trítonos, não necessariamente dentro de padrões perfeitamente ajustáveis, mas explorando uma fluência sonora baseada em conexões livres.”
A construção do solo também incorpora diferentes técnicas e referências, incluindo recursos associados a sonoridades orientais e ciganas. “Muitas técnicas de hammer-ons e two-hands surgem dentro desse cenário apocalíptico, enquanto bends cortantes soam como verdadeiros gritos de socorro. Também busquei algumas nuances exóticas, com sonoridades que remetem a culturas mais orientais ou ciganas. Recursos técnicos de expressão, aliados às palhetadas híbridas, dão contorno às frases e criam a sensação de estar correndo sobre uma linha imaginária, atravessando um terreno hostil, entre o inferno, a pressa e uma mensagem precisa e direta.”
A proposta ainda permitiu a Hard explorar timbres ligados a outras vertentes do rock, incluindo referências dos anos 70 e o uso de uma Stratocaster equipada com três single-coils. “Foi realmente incrível escrever essa composição. A proposta também me permitiu explorar timbres característicos de vertentes completamente diferentes, incluindo a sonoridade do velho e bom rock dos anos 70, utilizando uma Stratocaster equipada com três single-coils. O resultado foi uma experiência magnífica: técnica, liberdade e expressão se encontrando dentro da atmosfera extrema de ‘Disobedience'”.
Para Roberto Ortega, guitarrista e fundador do Carceral, a faixa também representa uma realização pessoal. “O Hard sempre foi um dos meus maiores guitar heroes. Ter a oportunidade de dividir com ele as guitarras do Carceral e construir juntos músicas como ‘Disobedience’ é, para mim, uma honra gigantesca e um imenso privilégio. Além disso, poder acompanhar de perto cada ideia, cada detalhe e cada contribuição dele para as músicas é algo que para mim funciona como uma verdadeira aula.”
A capa do single foi criada por Danilo Ferreira, enquanto o visualizer ficou a cargo de Arthur Hermit. Confira em https://youtu.be/1IKbBbSRpWc
Lançado originalmente em formato digital em 15 de julho, “Descending Reprisal” reúne 24 faixas em pouco menos de 30 minutos. A edição física em CD, em formato jewel case, acompanhada de booklet de 20 páginas, será lançada pela gravadora italiana I, Voidhanger Records em 9 de outubro. O material está disponível em pré-venda pelo Bandcamp, além das lojas destinadas aos mercados da Europa e Reino Unido e dos Estados Unidos.
Segundo Xandee, guitarrista da banda, a proposta foi apresentar a 808 Punks de forma direta. “A ideia do vídeo foi fazer um raio x da banda, mostrar e dizer para que a gente veio e qual é o nosso recado! É como uma Polaroid da banda, nua e crua.” Para o diretor Rabu Gonzales, a aproximação entre as duas vertentes está justamente na maneira como punk e funk se constroem. “A ideia é mostrar que entre funk e punk, só se muda umas letras (rs), os dois são crus, e vêm do ‘faça você mesmo’. É um clipe cru e direto como o punk e o funk são.”
A faixa também sintetiza a proposta musical do grupo, que combina punk, funk, samba, rock’n’roll e música eletrônica. Para Prixxx, uma das vocalistas, o desafio foi retratar essa diversidade no vídeo sem perder o caráter dançante da música. “A ideia foi levar para o audiovisual a mesma mistura que existe na nossa música, sem medo de juntar referências diferentes.” Ela acrescenta: “A música tem peso e agressividade, mas também tem groove, dança e humor.”
Assista ao videoclipe “Bater Cabeça e Rebolar”
Formada atualmente por André Paumgartten (voz, programação e theremin), Glenda Maldita (voz), Prixxx (voz), Xandee Farias (guitarra), Formigão (baixo) e JotaErre (bateria), a 808 Punks também passou por uma mudança recente na formação. JotaErre, fundador do MC’s HC, entrou para a banda em maio de 2026. Sua estreia aconteceu no Circo Voador, após apenas um ensaio com os demais integrantes. “A química simplesmente apareceu. A sensação foi de que eu já tocava com aqueles caras há muito tempo”, conta.
Desde o lançamento do EP, a 808 Punks também ampliou sua circulação internacional. A banda se apresentou no Uruguai, onde a data teve ingressos esgotados, e já tem novo show marcado no país em novembro. Em outubro, o grupo segue para a Alemanha, onde se apresenta pela primeira vez. “Estamos muito empolgados com o show na terra do Kraftwerk e do Einstürzende Neubauten”, revela Formigão. Paralelamente, a banda já trabalha na pré-produção do próximo álbum, que chegará às plataformas musicais em 2027. Para o músico, que também é baixista do Planet Hemp, a experiência acumulada desde a estreia tem fortalecido a formação: “Estamos muito mais entrosados, a estrada nos fez bem. A entrada do JotaErre também fez super bem pra gente, deu um novo gás que precisávamos.”
O videoclipe de “Bater Cabeça e Rebolar” reforça a definição que a própria banda adotou para sua sonoridade: Anarkophunk. “A gente chama o que fazemos de Anarkophunk porque existe uma atitude punk na nossa música, mas não aceitamos ficar presos a uma única fórmula”, explica Glenda Maldita. “Misturamos punk, funk, samba, rock’n’roll e música eletrônica para criar uma identidade própria, pesada, dançante e irreverente.” Prixxx completa: “Falamos de temas atuais, conscientização, poder feminino, valorização da classe trabalhadora e questões sociais, mas fazemos isso sem abrir mão do humor ácido.”
André aponta MCs HC, Comunidade Ninjitsu, Bonde do Rolê e o DeFalla como influências claras da mistura entre o rock e o funk, mas ressalta que a banda “puxou o papo mais pro subúrbio carioca mesmo, juntando com samba de quadra e funk de baile que é a coisa mais punk do mundo.” Para o músico, essa combinação também está relacionada à própria origem do punk: “Punk é coisa criada por suburbano, operário, desempregado, estigmatizado e tanto o DIY quando o NO FUTURE tem muito a ver com o funk, o samba de quadra e o subúrbio carioca.” É a partir dessa perspectiva que a banda define sua sonoridade como Anarkophunk. “A gente é carioca e não dá pra negar nossa realidade, sons, cheiros e sabores.”
Na histórica casa francesa, banda revisitou o álbum de 1996, tocou músicas de outras fases e retomou a percussão dos antigos shows
O Angra se apresentou nesta quarta-feira, 23 de setembro, no Olympia, em Paris, com a casa lotada. O show celebrou os 30 anos de Holy Land e contou com Kiko Loureiro como convidado especial. O guitarrista integrou a formação que gravou o álbum em 1996.
A apresentação teve um significado especial na história do Angra na França. Em 1996, o grupo levou a turnê de Holy Land a Paris e gravou na cidade o concerto que deu origem ao EP Holy Live. Trinta anos depois, voltou à capital francesa para revisitar as músicas do disco ao lado de Kiko, agora no palco do Olympia.
Além das guitarras, o show recuperou uma cena dos primeiros anos da banda: os músicos se reuniram para uma passagem de percussão, como faziam antigamente. Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro também tocaram juntos uma versão acústica de Lullaby for Lucifer.
A apresentação reuniu Alírio Netto no vocal, Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa nas guitarras, Felipe Andreoli no baixo e Bruno Valverde na bateria, além da participação especial de Kiko Loureiro.
Setlist — Angra no Olympia, Paris (23/09/2026)
Carry On Lisbon Tide of Changes Angels and Demons Wuthering Heights Nothing to Say Silence and Distance Carolina IV Holy Land The Shaman Make Believe Z.I.T.O. Deep Blue Lullaby for Lucifer — versão acústica com Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro Waiting Silence Rebirth Nova Era
Registros remasterizados trazem duas músicas de seu primeiro álbum solo, Hubris I & II
Dois vídeos de Andreas Kisser com as músicas “Eu Humano” e “God’s Laugh” acabam de chegar ao canal da Trama no YouTube. Compostas pelo guitarrista, as duas faixas integram seu álbum solo, Hubris I & II, lançado em 2009.
A apresentação fez parte do extinto programa Radiola, da TV Cultura, naquele mesmo ano. Criada pelo diretor Fernando Faro (1927–2016) e pelo produtor João Marcello Bôscoli, a atração registrou esse momento importante da carreira de Andreas Kisser, dando destaque ao seu trabalho fora do Sepultura.
O material foi restaurado e remasterizado, com ajustes de áudio e aumento da resolução das imagens. O aprimoramento técnico oferece ao público uma experiência visual e sonora superior, preservando o valor artístico e documental das gravações.
Os dois vídeos integram a série de registros históricos do Acervo Trama, que recebe novos conteúdos exclusivos a cada semana.
A atmosfera sombria, os riffs pesados e a estética teatral da banda norueguesa finalmente desembarcam no país para uma apresentação inédita.
O Gothminister, um dos nomes de destaque do Industrial/Gothic Metal europeu, desembarca pela primeira vez no Brasil em agosto de 2027, com realização da produtora Dark Dimensions. A banda norueguesa se apresenta no domingo, 22 de agosto, no Santo Rock Bar, em Santo André (SP), como parte da Gothminister – South America Tour 2027.
Formado em Oslo, em 1999, e liderado pelo vocalista, compositor e fundador Bjørn Alexander Brem, o Gothminister desenvolveu uma identidade própria ao combinar Industrial Metal, Gothic Metal e elementos eletrônicos com uma forte estética teatral. Assim, a proposta da banda reúne riffs pesados, bases eletrônicas, atmosferas sombrias e performances visuais, características que se tornaram marcas de seus shows.
A discografia do grupo inclui oito álbuns de estúdio, entre eles Gothic Electronic Anthems (2003), Empire of Dark Salvation (2005), Happiness in Darkness (2008), Anima Inferna (2011), Utopia (2013), The Other Side (2017), Pandemonium (2022) e Pandemonium II: The Battle of the Underworlds (2024). Em 2026, a banda lançou o EP The Dark e prepara o novo álbum We Are All Demons, previsto para 16 de outubro.
Entre as faixas de destaque da carreira estão “Liar”, “Darkside”, “Angel”, “Ich will alles”, “The Sun”, “Monsters” e “We Come Alive”, entre outros destaques da trajetória do grupo.
Além disso, em 2024, o Gothminister ganhou projeção além do circuito tradicional do metal ao participar do Melodi Grand Prix, tradicional competição musical anual organizada pela emissora pública norueguesa NRK para selecionar a música que representa a Noruega no Eurovision Song Contest. Com “We Come Alive”, composta por Bjørn Alexander Brem, a banda avançou à final e terminou a competição na quarta colocação.
Agora, a apresentação em Santo André marca a estreia do Gothminister no Brasil. Dessa forma, o público brasileiro poderá conferir uma produção que combina música pesada, elementos eletrônicos e uma marcante experiência visual. Os ingressos estão disponíveis pelo Ingresso Master.
Prepare-se. Quando as luzes se apagarem, a escuridão tomará conta do Santo Rock Bar.
SERVIÇO: GOTHMINISTER – SOUTH AMERICA TOUR 2027 Data: 22 de agosto de 2027 (domingo) Local: Santo Rock Bar Endereço: Av. Firestone, 1340 – Casa Branca – Santo André/SP Abertura da casa: 17h Show: 19h Realização: Dark Dimensions Assessoria de imprensa: JZ PRESS Ingressos:https://ingresso-master.com/88/gothminister-south-america-tour-2027
Uma nova era da Crypta começa a tomar forma. Nesta quinta-feira (24), a banda lançou o single e videoclipe de “A Portrait Of Decay”, faixa escolhida justamente para apresentar ao público a atmosfera que irá conduzir esse novo capítulo de sua trajetória.
“A Portrait Of Decay” também marca a estreia em estúdio da guitarrista Victoria Villarreal com a Crypta, sendo a primeira música lançada pela atual formação. Mais do que apresentar uma nova integrante, porém, o single funciona como uma declaração de intenções para o que está por vir.
A composição concentra diferentes elementos e aponta para um death metal que mantém a agressividade característica da Crypta, mas amplia sua carga atmosférica e emocional.
Esta faixa aborda a dissociação como um mecanismo para suportar a dor e o sofrimento. Essa dualidade entre sofrimento, percepção e distanciamento da realidade também ganhou uma representação visual no videoclipe.
Em contraste com a brutalidade da música, o vídeo aposta inicialmente em uma estética etérea e quase onírica. A baterista Luana Dametto – que também assina o roteiro do clipe – explicou sobre o video: “A paisagem representa um estado interior de clareza, com pensamentos límpidos e emoções leves, mas essa sensação começa lentamente a desaparecer conforme o tempo passa e o ambiente ao redor se transforma. A chegada da noite modifica completamente esse cenário. O que antes transmitia serenidade passa a carregar uma atmosfera mais escura, acompanhada por sentimentos de estar à deriva e sem direção”.
Ela completou, dizendo: “O conceito traduz visualmente uma das ideias centrais da composição: as circunstâncias e a passagem do tempo podem alterar profundamente a maneira como uma pessoa enxerga a si mesma, sente e se relaciona com aquilo que está ao seu redor.”
Entre peso, melancolia, agressividade e uma abordagem cinematográfica, “A Portrait Of Decay” abre a porta para um novo universo da Crypta.
Assista “A Portrait Of Decay”:
A música de “A Portrait Of Decay” foi gravado na Bélgica, em junho de 2026. A faixa teve gravação, mixagem e masterização de Yarne Heylen, no Project Zero Studio, enquanto a arte ficou a cargo de Marcos Miller.
O vídeo foi gravado em agosto pela Noiseforge, com roteiro de Luana Dametto, direção de Felipe Hervoso e Noiseforge. Produção de Felipe Hervoso, Noiseforge e Luana Dametto. A atriz é Ayara Maria, com maquiagem de Stefany Grande/Metal Drag, e a assistente foi Débora Camargo.
A Crypta embarca na próxima semana para a America do Norte, com 30 shows pelos E.U.A. e Canadá, onde fará parte da “Wrath Across North America Tour 2026”, ao lado das bandas Arch Enemy, The Black Dahlia Murder, Septicflesh e Thrown Into Exile.
Ex-percussionista do Slipknot será uma das atrações da Horror Expo 2026, feira internacional brasileira dedicada ao universo do horror
Chris Fehn, ex-percussionista do Slipknot, será uma das atrações da Horror Expo 2026, realizada nos dias 17 e 18 de outubro, no Expo Barra Funda, em São Paulo. O músico americano, conhecido mundialmente como o integrante de número #3 da banda de Iowa e por uma das máscaras mais reconhecíveis da história do grupo, marcada pelo enorme nariz, fará painéis nos dois dias do evento, com entrevista no palco principal, além de disponibilizar fotos, autógrafos e merch em seu estande na feira. Nascido em Des Moines, Iowa, em 24 de fevereiro de 1973, Fehn entrou para o Slipknot em 1998, pouco antes do lançamento do álbum de estreia. Antes da carreira musical, atuou no futebol americano universitário como kicker do Wayne State College e trabalhou como eletricista.
A chegada ao Slipknot aconteceu de maneira curiosa. Amigo de Shawn “Clown” Crahan, Fehn inicialmente teria procurado o percussionista com a intenção de trabalhar como técnico de bateria de Joey Jordison, mas acabou sendo convidado para fazer um teste como percussionista. Aprovado, passou a integrar uma formação que combinava música pesada com uma forte identidade visual baseada em máscaras, uniformes e personagens. Ao lado de Crahan, ajudou a construir a camada percussiva característica do grupo e também participou dos vocais de apoio. Sua performance era particularmente física, com um equipamento que o próprio músico já descreveu como uma espécie de “simulador de avião”, devido à movimentação necessária para tocar os diferentes instrumentos posicionados ao seu redor.
A máscara de Fehn acabou se tornando tão famosa quanto sua participação musical. Com o nariz extremamente alongado, o personagem frequentemente foi associado a Pinóquio e ganhou diferentes versões ao longo das fases do Slipknot. O acessório também ultrapassou os limites da música: a máscara aparece em Uma Viagem Muito Louca (Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay), de 2008. Apesar da aparência assustadora, Fehn era conhecido pelo senso de humor e já comentou sobre o contraste entre sua personalidade e o visual do personagem, além de relatar o desconforto provocado pelo uso da máscara, especialmente pelo calor e pelo ajuste apertado durante as apresentações.
A relação de Fehn com o Slipknot terminou em 2019, após uma disputa judicial envolvendo questões financeiras. Em março daquele ano, o músico entrou com uma ação contra Corey Taylor e Shawn Crahan, alegando problemas relacionados à distribuição de pagamentos e à estrutura empresarial associada à banda. Poucos dias depois, sua saída foi anunciada. Desde então, Fehn manteve uma atuação mais discreta, mas sua imagem continua diretamente associada a uma das formações mais marcantes do metal contemporâneo. Sua presença na Horror Expo reforça a ligação entre o universo do horror e a estética do Slipknot, que transformou máscaras, personagens e elementos visuais sombrios em parte fundamental de sua identidade.
A Horror Expo 2026 será realizada nos dias 17 e 18 de outubro, no Expo Barra Funda, em São Paulo, com uma programação que reúne convidados internacionais como Eileen Dietz, de O Exorcista, Mark Pellegrino, conhecido por seus papéis em Supernatural e Lost, e Douglas Tait, que interpretou Jason Voorhees em Freddy vs. Jason e trabalhou como Michael Myers em Halloween Kills. O evento também contará com painéis, experiências imersivas, labirinto, cenários temáticos, concurso e desfile de cosplay, games, apresentações e atrações relacionadas ao cinema, televisão, literatura, música e cultura pop.
O Chuengue Project lançou nesta quinta-feira (17) “Névoa-Nada Live Session”, EP ao vivo com quatro faixas que revisita o primeiro trabalho do grupo e, ao mesmo tempo, aponta para seu próximo capítulo. Gravado ao vivo na Urca, no Rio de Janeiro, o lançamento independente reúne três músicas do EP de estreia, “Névoa-Nada” (2025), e a inédita “Clara e Eu”, que fará parte do próximo álbum de estúdio da banda, “Carta Ambiente”, previsto para o início de 2027.
Para o vocalista e guitarrista Samuel Chuengue, o novo EP funciona como uma espécie de ponte entre esses dois momentos. “Mais do que registrar um show, a Live Session documenta a transição entre dois momentos criativos do Chuengue Project: revisita o universo de Névoa/Nada enquanto apresenta, pela primeira vez, os caminhos que serão explorados em Carta Ambiente.”
A faixa de destaque, “Clara e Eu”, é a terceira do EP e marca a primeira amostra do próximo disco. A canção é descrita por Samuel como “uma epifania do instante” e explora a expansão do tempo, da cidade e da memória antes do retorno à realidade. “Entre guitarras delicadamente texturizadas, baixo pulsante, bateria marcante e uma interpretação contida, a faixa combina a energia do rock clássico com a estética indie e lo-fi, criando uma atmosfera acolhedora e inquietante”, avalia o músico.
Assista “Névoa-Nada Live Session” na íntegra
Além de Samuel Chuengue, a formação atual da banda é composta por Dony Von (guitarra), Robson Riva (bateria) e Hugo Noguchi (baixo), responsável pela direção musical, mixagem e masterização do “Névoa-Nada Live Session”.
Formado em 2024, o Chuengue Project reúne músicos que atuam ou atuaram em projetos de destaque da música brasileira, como Matanza, BNegão & Seletores de Frequência e Ventre.
“Névoa-Nada Live Session” já está disponível nas principais plataformas digitais, incluindo um registro audiovisual no YouTube, dirigido por Lucas Rangel e Pedro Knoll.
Mortom celebra 20 anos com Vinil 7” e K7 limitados, reunindo músicas inéditas e releituras do thrash
A banda Mortom comemora 20 anos de trajetória em 2026 com o lançamento de um vinil 7″ e uma fita K7 comemorativa, ambos em edições limitadas para colecionadores e fãs do metal. Formada em 2006, em Betim (MG), a banda mantém suas raízes no thrash metal clássico dos anos 1980, incorporando também elementos de crossover e hardcore à sonoridade.
O vinil reúne “Fear Blood Tears”, uma das primeiras composições de Flávio Amaral, único integrante remanescente da formação original, em uma nova e mais brutal versão, e “Wretched World”, última composição da atual formação, que conta com Flávio Amaral (vocal e baixo), Dieno Barbosa (guitarra) e Guilherme Leopoldino (bateria). Já a K7 traz oito faixas, sendo quatro inéditas e quatro remasterizadas. O projeto foi contemplado pela Lei de Fomento à Cultura Municipal Noemi Gontijo, de Betim.
“Wretched World” apresenta uma reflexão crítica sobre falsas promessas de salvação, relações de poder, disseminação do medo, guerras e o impacto das notícias falsas e do consumo excessivo de conteúdo superficial nas redes. Musicalmente, combina referências do thrash oitentista com elementos de metal moderno e conta com Fernando Lima, do Drowned, nos backing vocals, e Willer Mardey, de Excoria e Sturzen, no baixo.
Além dos lançamentos físicos, a banda prepara para 26 de novembro o lançamento de um disco completo nos serviços de streaming, com nove faixas, sendo quatro inéditas e cinco remasterizadas. As gravações foram produzidas pela banda e Rodrigo Lourenço, responsável também pela gravação, mixagem, masterização e remasterização. As cópias do vinil e, principalmente, da K7 são limitadas e estão sendo distribuídas diretamente pela banda.
Com formação renovada, banda paranaense transforma duas décadas de trajetória em um trabalho agressivo sobre colapso social, tecnologia, conflitos e resistência
A banda paranaense Embrio celebra duas décadas de trajetória com o lançamento de Collapse, novo EP que chega hoje às plataformas digitais. Mais do que um registro comemorativo, o trabalho representa um novo capítulo para o grupo, que apresenta sua formação atual e reafirma uma das principais características de sua identidade: transformar questões humanas e sociais em música pesada, agressiva e carregada de tensão.
Formado atualmente por Emerson Pereira (vocal), Bruno Heleno (guitarra/vocal), João Matzenbacher (baixo) e Lucas Nascimento (bateria), o Embrio utiliza Collapse para marcar uma nova fase sem recorrer à nostalgia. Ao contrário, as quatro faixas do EP — “Alive-26”, “Drones”, com participação especial de Ales Riedel (Crippled Fingers) nos vocais, “Why?” e “Ruínas” — foram concebidas como um retrato do presente, abordando conflitos que atravessam a sociedade contemporânea e, ao mesmo tempo, alcançam a dimensão individual.
A chegada de João Matzenbacher ao baixo é outro elemento importante dessa nova etapa. Ao lado de Emerson, Bruno e Lucas, o músico passa a integrar a formação responsável por apresentar o Embrio em seu 20º aniversário. Entretanto, a mudança de integrantes não representa uma ruptura com o passado. Pelo contrário, Collapse preserva a essência temática da banda enquanto amplia sua perspectiva sobre o mundo atual.
O conceito de Collapse se desenvolve ao longo das quatro faixas, partindo da destruição da humanidade em “Alive-26”, passando pela guerra moderna e pelo uso da tecnologia como arma em “Drones”, questionando a repetição dos erros humanos em “Why?” e chegando ao universo pessoal de “Ruínas”, cantada em português. Juntas, as músicas conectam questões como ódio, violência, guerra, poder e perda de valores aos conflitos internos do indivíduo, construindo uma narrativa sobre colapso, sobrevivência e a necessidade de permanecer de pé diante do caos.
Collapse tem arte de capa desenvolvida por Fábio Meneses (@inkcreations_artwork), produção pela própria banda, e mixagem/masterização por Bruno Heleno.
A escolha de lançar o trabalho durante as comemorações dos 20 anos do Embrio reforça essa perspectiva. Em vez de revisitar simplesmente sua história, a banda utiliza o aniversário como ponto de partida para olhar adiante. A formação renovada e a produção de Collapse simbolizam justamente essa disposição de continuar avançando, mantendo os temas que sempre fizeram parte da identidade do grupo, mas observando-os a partir das contradições do presente.
Collapse é, portanto, um trabalho sobre destruição, sobrevivência e enfrentamento. O EP parte de questões coletivas para chegar ao indivíduo e transforma inquietações contemporâneas em quatro faixas que se complementam conceitualmente. Ao completar 20 anos, o Embrio não olha apenas para o caminho percorrido: coloca o presente sob análise e questiona até onde a humanidade pode avançar antes de destruir aquilo que ela própria criou.
Com lançamento marcado para 18 de setembro de 2026 em todas plataformas digitais e algumas poucas em formato físico, Collapse consolida uma nova etapa para o Embrio e apresenta uma banda disposta a transformar sua experiência acumulada em um trabalho atual, direto e conceitualmente coeso.
Matanza Ritual comanda noite no dia 18 de dezembro, no Rio de Janeiro, ao lado de Gangrena Vodu e Catiça
O Circo Voador recebe, no dia 18 de dezembro, uma noite dedicada ao peso sem concessões. O Matanza Ritual Fest desembarca na Lapa reunindo Matanza Ritual, Gangrena Vodu e Catiça em um encontro que conecta nomes experientes, novas forças da cena e diferentes maneiras de levar o rock pesado brasileiro ao limite.
À frente do festival, o Matanza Ritual chega ao Rio em um momento de intensa atividade. Formado por Jimmy London no vocal, Felipe Andreoli no baixo, Antônio Araújo na guitarra e Amílcar Christófaro na bateria, o quarteto leva ao palco a combinação de metal, hardcore, thrash e a conhecida veia de humor ácido associada à trajetória de seus integrantes.
Jimmy London fala sobre o festival:
“Matanza Ritual fest é meu momento abrir a casa pra geral. Tô convidando geral pra essa festa de Natal degenerada na minha humilde residência, então não se façam de roçados e venham!”
O repertório passa pelo álbum “A Vingança é Meu Motor”, primeiro trabalho de estúdio do Matanza Ritual, lançado em 2025, ao mesmo tempo em que preserva a conexão de Jimmy London com canções que marcaram sua história no Matanza. A proposta é menos a de olhar para trás e mais a de transformar essa bagagem em um show de impacto, apoiado na experiência de quatro músicos com longa trajetória dentro da música pesada nacional.
No Rio, o festival ganha ainda um encontro especialmente simbólico com a Gangrena Vodu, grupo surgido na cidade em 1990 e responsável por uma das propostas mais singulares do underground brasileiro. Autodefinida como Saravá Metal, a banda combina metal e hardcore com percussões, referências e elementos ligados às religiões de matriz africana, além de uma performance teatral que faz do show parte fundamental de sua identidade. Em 2026, a Gangrena aprofundou esse universo com o EP “Ruas & Cemitérios”, trabalho centrado em cantos e percussões e inspirado em referências da Umbanda, da Quimbanda, do Catimbó, da Jurema Sagrada e das manifestações ligadas ao Povo de Rua. O lançamento reforça uma trajetória que há mais de três décadas transforma elementos da cultura popular e religiosa brasileira em matéria-prima para música extrema.
Quem abre a noite é a Catiça, representante de uma geração bem mais recente. Formada em 2024, em Londrina, no Paraná, a banda mistura punk, metal e noise em músicas curtas, riffs urgentes e vocais rasgados. Com letras marcadas por crítica, regionalismo e deboche, o quarteto vem construindo espaço na cena independente a partir de apresentações de forte caráter visceral. A formação reúne Nobu nos vocais, Dedé no baixo, Wiu na guitarra e Jordão na bateria. Depois de dois EPs e um álbum, a Catiça prepara o segundo disco, “Cereja de Xuxu”, apontado pela própria banda como o início de uma fase mais pesada de sua sonoridade.
Ao colocar as três bandas na mesma noite, o Matanza Ritual Fest constrói um recorte pouco comportado do rock pesado nacional: de um lado, a experiência e a estrada do Matanza Ritual; de outro, a identidade radical e ritualística da Gangrena Vodu; e, abrindo os trabalhos, a urgência de uma banda que ainda escreve seus primeiros capítulos.
No dia 18 de dezembro, a Lapa vira o ponto de encontro dessas três vertentes. O resultado promete ser menos uma sequência convencional de shows e mais uma noite de volume alto, energia física e personalidade — exatamente o tipo de combinação para a qual o palco do Circo Voador foi feito.
Um festival construído de dentro da cena
O Matanza Ritual Fest dá continuidade a uma história que começou ainda nos tempos do Matanza. O projeto surgiu em 2012 com a proposta de criar um festival organizado a partir da própria banda, reunindo artistas de diferentes vertentes da música pesada e adaptando as escalações a cada cidade. Naquele mesmo ano, o evento chegou ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, com Matanza, Gangrena Gasosa, Confronto e Lacerated and Carbonized.
A ideia ganhou uma nova etapa em 2023, já sob o nome Matanza Ritual Fest. A primeira edição dessa fase aconteceu na Audio, em São Paulo, reunindo Matanza Ritual, Crypta, Black Pantera e Malvada. No ano seguinte, o projeto ampliou seu alcance e assumiu novamente um formato itinerante, com datas programadas em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Ao falar sobre a iniciativa naquele período, Jimmy London destacou justamente o caráter independente do festival e o envolvimento direto da banda em sua concepção, gestão e realização, definindo o projeto como um dos mais importantes de sua trajetória.
A curadoria também se tornou uma característica do evento. Em vez de trabalhar apenas com bandas de uma mesma vertente, o Matanza Ritual Fest passou a aproximar diferentes gerações e linguagens do rock pesado brasileiro. Nos últimos anos, passaram por suas escalações nomes como Crypta, Black Pantera, Malvada, Ratos de Porão, Pavilhão 9 e Allen Key. A edição realizada em março de 2025, em São Paulo, também marcou o lançamento ao vivo de “A Vingança é Meu Motor”, primeiro álbum do Matanza Ritual, reforçando o festival como uma plataforma para momentos importantes da trajetória do próprio grupo e para o encontro com outras cenas.
Serviço — Matanza Ritual Fest
Data: 18 de dezembro de 2026, sexta-feira Local: Circo Voador — Rua dos Arcos, s/nº, Lapa, Rio de Janeiro Abertura da casa: 20h Catiça: 20h30 Gangrena Vodu: 21h40 Matanza Ritual: 23h Ingressos: Eventim Realização: Top Link Music
Os irmãos D’Angelo retornam ao país após 7 anos com nova formação e uma trajetória internacional consolidada
O Claustrofobia, uma das mais respeitadas forças independentes do metal brasileiro, é uma das atrações confirmadas do Bangers Open Air 2027, marcando o aguardado retorno da banda aos palcos nacionais após sete anos.
Com mais de três décadas de história, sete álbuns de estúdio, participação no Rock in Rio 2019 e uma carreira internacional construída na estrada, o Claustrofobia chega ao festival trazendo toda a experiência e a intensidade acumuladas durante seus anos de atuação no Brasil, Europa e Estados Unidos.
Formado em 1994 pelos irmãos Marcus e Caio D’Angelo, o Claustrofobia sempre fez da independência, da força ao vivo e da identidade própria suas principais marcas. Partindo de uma combinação explosiva de thrash metal, death metal e hardcore, a banda construiu uma trajetória marcada por álbuns como “Claustrofobia” (2000), “Thrasher” (2002), “Fulminant” (2005), “I See Red” (2009), “Peste” (2011), “Download Hatred” (2016) e “Unleeched” (2022), centenas de shows e turnês, conquistando espaço no underground brasileiro e posteriormente expandindo sua carreira para o mercado internacional.
Entre os momentos mais marcantes dessa trajetória está o ano de 2019, quando se apresentou no Rock in Rio e, no mesmo período, foi escolhido para abrir o último show do Slayer em São Paulo, após uma mobilização dos próprios fãs.
Em janeiro de 2020, a banda realizou seus últimos shows no Brasil antes de concentrar suas atividades nos Estados Unidos. Estabelecido em Las Vegas, o grupo passou a construir uma nova fase de sua carreira, ampliando sua presença no circuito norte-americano por meio de turnês, lançamentos e apresentações ao lado de importantes nomes do metal mundial.
A experiência internacional ganhou ainda mais força com o lançamento de ‘Unleeched’, sétimo álbum de estúdio, gravado nos Estados Unidos, com participação especial de Marc Rizzo, ex-Soulfly e Cavalera Conspiracy. Ouça ‘Unleeched’ AQUI!
Nos anos seguintes, o grupo intensificou sua agenda de shows, excursionando ao lado de Exciter, Exmortus, Generation Kill, Hatriot e Crypta. Em 2024, viveu outro momento de grande destaque ao integrar a etapa norte-americana da turnê de despedida do Sepultura, ao lado de Obituary e Agnostic Front.
Em 2027, o Claustrofobia finalmente reencontrará o público brasileiro. Com uma nova formação, uma trajetória internacional consolidada e trabalhando em seu aguardado oitavo álbum de estúdio, retorna ao país para uma apresentação no Bangers Open Air 2027 que promete reunir passado, presente e futuro em uma única explosão de peso, energia e atitude.
Além da passagem pelo Bangers Open Air 2027, a banda está com agenda aberta e pretende realizar shows pelo país. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail contact@claustrofobia.com.br. É, o chamado “Metal Maloka” vai se reencontrar com os brasileiros!
CLAUSTROFOBIA – Stronger Than Faith (OFFICIAL VIDEO)
Texto e Fotos por Eduardo Carvalho Assessoria de imprensa: Thiago Rahal Mauro (TRM Press)
Como fazer 35 anos de carreira caberem em apenas três horas? Praticamente impossível. Talvez esse tenha sido, desde o princípio, o delicioso problema da noite de 15 de agosto de 2026. Quando a trajetória atravessa Mitrium, Venus, Symbols, Angra, Almah e uma carreira solo já extensa, qualquer setlist será também uma coleção de escolhas e renúncias. Para cada música tocada, outra ficará pedindo passagem. Foi nesse território, entre aquilo que coube e tudo que inevitavelmente ficou de fora, que Edu Falaschi colocou sua história diante do público reunido no Tokio Marine Hall, em São Paulo.
Fotos por Eduardo Carvalho
A melhor maneira de olhar para esse show talvez não seja buscar uma retrospectiva perfeita. Foi mais interessante enxergá-lo como um álbum de fotografias aberto em movimento: algumas páginas amareladas, outras ainda recém-impressas. O mérito maior da noite foi justamente provar que Edu não vive apenas do que já construiu. Há passado em abundância, mas o presente também quer espaço.
Antes do primeiro Edu, outro Falaschi
Às 19h45, o sobrenome já estava no palco, mas era Tito. A semelhança timbrística entre os irmãos aparece imediatamente. Tito também impressiona pelo alcance vocal, mas permanecer somente na comparação seria injusto. Multi-instrumentista, produtor e engenheiro de áudio, ele se apresentou com baixo nas mãos, palhetas e dedos trabalhando forte e muita personalidade, divulgando o recém-lançado segundo álbum, Time to Move On, além de antecipar novas datas para a turnê.
O repertório passeou pelo heavy metal e hard rock com forte atenção à melodia. A influência de Tears for Fears e Pink Floyd (bandas que já teve bandas tributo, inclusive) ajuda a explicar essa amplitude, enquanto The Evil That Men Do, do Iron Maiden, serviu de ponte imediata com o público. Tito saiu do palco deixando algo mais interessante do que uma simples boa impressão: curiosidade para descobrir onde termina a semelhança entre os irmãos e começa sua assinatura pessoal.
Setlist de Tito Falaschi
Fight for Freedom
Mirror
The World Is Falling
War
Leave It All Behind
Time to Move On
The Evil That Men Do (Iron Maiden)
O disparo que demorou a acontecer
Por volta das 21h10, a silhueta de Marcus Cézar surgiu na percussão e a produção visual revelou sua escala. Luzes, efeitos e pirotecnia preparavam terreno para Watchers of the Light. O curioso é que, para uma celebração de 35 anos, eu esperava que a primeira música funcionasse como um disparo. Não funcionou. A pirotecnia explodia mais do que o público. A banda estava precisa, mas a reação diante do palco parecia contida. Não é uma música ruim; apenas não me pareceu a melhor escolha para ser a porta de entrada da noite.
Ego Painted Grey começou a mudar a temperatura. Raphael Dafras abriu a passagem com um baixo que faz parte da identidade da música, trazendo de volta o injustamente esquecido Aurora Consurgens. É também uma composição muito adequada à voz atual de Edu: menos dependente de extremos agudos, permite peso, interpretação e corpo. Esse ponto se repetiria mais tarde em A Monster in Her Eyes e Arising Thunder, músicas que hoje parecem envelhecer junto com quem as canta, em vez de exigir que ele dispute constantemente com a própria juventude.
Escavando a própria história
A celebração ganhou verdadeiro sentido quando o palco começou a abrir gavetas menos óbvias. Em Eyes in Flames, o período do Symbols retornou com Demian Tiguez e Tito Falaschi. As vozes dos irmãos têm parentesco, mas não são duplicatas; justamente essa pequena distância entre elas produz o efeito mais bonito. Tito sobe com segurança, Edu ocupa outra região, e os dois se encontram no meio. Por alguns minutos, os 35 anos deixaram de ser conceito e viraram presença.
Echoes of Vows trouxe uma balada que inicia delicada, com Edu ao violão e bolhas de sabão (!!!) atravessando a luz, mas cresce até alcançar aquela escala grandiosa típica de sua escrita. Victor Franco sustenta um tema de guitarra memorável. No final, Edu deixa escapar os primeiros acordes de Tears of the Dragon, de Bruce Dickinson. Pequena piscadela, grande recompensa para quem reconheceu.
Fotos por Eduardo Carvalho
Foi em Running Alone que público e palco pareceram finalmente ocupar o mesmo lugar. A reação veio quase em uníssono. Também foi um dos momentos em que Edu caminhou mais antes de começar a cantar, antes de retornar ao centro e ao teleprompter. É impossível ignorar esse recurso na performance atual: depois de tudo que enfrentou com a voz, utilizar o apoio do monitor parece funcionar como porto seguro. As letras estão ali, o olhar volta constantemente para a tela e o corpo se desloca menos. Talvez seja o preço de uma administração vocal mais segura. É compreensível, embora reduza a liberdade cênica que marcou outras fases de sua carreira.
Eyes of Time, do Mitrium, justificou por si só a existência de uma turnê comemorativa. Edu contou que não a executava desde 1994, quando o grupo abriu para o Angra na época de Angels Cry. A composição mostra um Falaschi ainda em formação: mais bruto, quase punk em alguns momentos, misturado a um hard rock que lembra Skid Row. Não há ainda a grandiloquência que viria depois, e justamente por isso ela merece ser ouvida. Biografia também é feita do tempo em que um artista ainda procurava sua própria linguagem.
Fotos por Eduardo Carvalho
As escolhas que funcionaram e as que pediam outra ordem
Lease of Life trouxe duas impressões simultaneamente verdadeiras: é uma excelente música e estava mal posicionada. Depois de o show finalmente construir uma crescente, a balada reduziu novamente a temperatura. Fábio Laguna, ao piano, quase nos faz esquecer a crítica pela delicadeza com que sustenta a canção. Mas houve um vazio perceptível: o solo de Diogo Mafra simplesmente não aconteceu. Quem conhece a música prepara o ouvido para aquela passagem, e ela não vem. Show ao vivo também é isso. No estúdio, grava-se novamente; no palco, o segundo já passou.
Fotos por Eduardo Carvalho
Então surgiu The Ancestry e a primeira impressão foi imediata: era essa, Edu. Era essa a música para abrir o show! Tem imponência, identidade, movimento e tamanho. Mesmo recente, mobilizou o público mais do que Watchers of the Light. Victor Franco executou com precisão as linhas complexas concebidas por Roberto Barros, enquanto Thiago Bianchi acrescentou brilho à região mais aguda da composição sem soar como simples apoio.
Se Mi’raj precisava provar que possuía uma música capaz de sobreviver ao tempo, Unchained fez isso. Pessoalmente, é a melhor faixa do disco. Quiçá a melhor da carreira solo do Edu! Wagner Barbosa entrou com o saxofone, precedido por uma divertida brincadeira com Careless Whisper. Depois, o instrumento deixou de ser curiosidade e passou a conversar de verdade com o arranjo. Victor Franco entregou um solo belíssimo, Marcus Cézar fez a percussão crescer como se a música precisasse de mais um coração, e o disco novo deixou de disputar espaço com o legado para começar a construir o seu próprio. Que clássico ousado e magnífico já se tornou Unchained!
Uma banda obrigada a falar muitas línguas
A banda-base merece ser lida como conjunto, porque a dificuldade daquela noite não estava apenas em tocar bem. Mitrium não é Symbols; Symbols não é Angra; Angra não é Almah; Vera Cruz, Eldorado e Mi’raj também pertencem a mundos diferentes. Diogo Mafra e Victor Franco precisaram alternar entre temas, bases e solos de épocas distintas; Raphael Dafras sustentou linhas de baixo que vão do peso de Ego Painted Grey ao ataque de Birds of Prey; Fábio Laguna foi essencial nas texturas das teclas e nos backing vocals; Jean Gardinalli enfrentou o desafio ingrato de tocar repertórios marcados por lendas como Ricardo Confessori e Aquiles Priester; Marcus Cézar deu nova dimensão às composições mais cinematográficas. Técnica, aqui, era requisito básico. O que realmente importava era repertório musical, feeling e adaptação.
Fotos por Eduardo Carvalho
Jean merece ainda uma observação específica: os pratos que utiliza hoje têm personalidade sonora distinta daqueles associados às gravações clássicas. Em algumas passagens, essa diferença reduz um pouco daquela assinatura metálica gravada na memória de quem conhece profundamente os discos. Não pior, diferente. E memória musical também mora no timbre. Já Victor Franco, o “Kikinho” da brincadeira de Edu, confirmou porque se tornou peça tão importante da fase atual: virtuoso, criativo e tecnicamente muito preciso.
Da trilogia ao Teatro Mágico
Leaving the Light recuperou o breve capítulo do Venus com Kao como convidado, enquanto a medley Land Ahoy / Eldorado trouxe Fábio Caldeira e condensou dois capítulos da trilogia solo em faixas muito características desta fase da carreira de Edu. A participação de Caldeira faz sentido para além do encontro de palco: ele ajudou a construir esse universo narrativo. A carreira solo de Edu já tem passado suficiente para ser revisitada dentro dela mesma, e isso diz muito.
Em The Voice Commanding You, Diogo e Victor construíram muito bem o diálogo de duas guitarras. Houve um pequeno desencontro no meio da execução, provocado por uma passagem antecipada ou suprimida por Edu, mas a recuperação foi rápida. É nesses segundos que profissionalismo deixa de ser palavra de release: músico bom não é quem nunca erra, mas quem encontra novamente a música antes que ela desmorone.
Fotos por Eduardo Carvalho
A entrada de Fernando Anitelli mudou completamente a linguagem da noite. Sintaxe à Vontade e Da Luta abriram uma janela para fora do heavy metal, antes que Intuição reunisse Anitelli, Edu, Tiago Mineiro e Rafael Bittencourt. Foi um dos grandes momentos do concerto. Ninguém tentou transformar Fernando em cantor de metal; ele trouxe seu próprio universo, e a canção em português ganhou uma naturalidade teatral que, ao vivo, cresceu muito além da gravação. Foi também um lembrete essencial: por trás de toda discussão sobre voz, existe um grande compositor. Edu sabe construir temas, refrões e melodias que permanecem.
Faltou Almah. Sobrou história.
Felipe Andreoli entrou para Birds of Prey e trouxe imediatamente o peso de quem conhece a música por dentro, afinal gravou Fragile Equality. Foi excelente, mas uma única música do Almah é pouco para uma parceria tão importante. O projeto ocupa espaço grande demais na trajetória de Edu para aparecer como nota de rodapé. Se essa celebração continuar, há um território inteiro esperando para voltar ao palco.
Bleeding Heart trouxe uma das histórias mais brasileiras da noite. A composição ficou fora de Rebirth, reapareceu em Hunters and Prey e ganhou uma segunda vida fora do metal através do Calcinha Preta, transformada em Agora Estou Sofrendo. Edu juntou as duas existências. O público respondeu de imediato. Uma balada de power metal encontrando o forró romântico e, décadas depois, as duas versões dividindo o mesmo palco: talvez música boa seja exatamente aquilo que sobrevive quando deixa de pertencer a um único gênero.
Quando a noite finalmente pega fogo
Deus Le Volt! começou no PA e o corpo reconheceu antes da cabeça: Spread Your Fire. Aqui estava outra candidata óbvia a abertura. A reação foi imediata e o público finalmente se entregou sem reservas. Veronica Bordacchini apareceu nos vocais femininos, depois permaneceu sozinha em Ode to Art (de’ Sepolcri), exibindo alcance, projeção e controle impressionantes. Em seguida, voltou para Mi’raj, cuja execução foi prejudicada pelo volume excessivamente alto da casa. A ponto de bombeiros distribuírem protetores auriculares. Há momentos em que aumentar o som deixa de aumentar o impacto e começa a retirar definição.
Fotos por Eduardo Carvalho
Ainda assim, Edu e Veronica funcionaram muito bem juntos. E havia algo simbólico em ouvir a faixa-título de um disco que havia recebido 92 pontos da BURRN! japonesa, um ponto acima dos 91 atribuídos a Temple of Shadows. Nota não transforma automaticamente um álbum em obra maior, mas revela algo importante: 35 anos depois, o presente ainda consegue disputar atenção com o passado.
Dino Jelusick, memória afetiva e a família Angra
Dino Jelusick entrou para Heroes of Sand e ampliou uma música que já não precisa provar nada. Sua voz, mais áspera e dramática, contrastou muito bem com Edu. Depois, os dois atravessaram Stand Up and Shout, de Dio, e Here I Go Again, do Whitesnake, terreno especialmente natural para o croata. Fiquei com a sensação de que Stand Up and Shout poderia ter encerrado a noite com todos os convidados novamente no palco. Seria uma fotografia perfeita desses 35 anos.
Pegasus Fantasy convocou outra parte do público: a criança interior. Algumas músicas chegam pelo ouvido; essa chega pela memória. Para uma geração inteira, Cavaleiros do Zodíaco é infância, televisão, amizade e fantasia. Edu tornou-se parte dessa memória, e o Tokio Marine Hall cantou em uníssono como se ninguém ali tivesse a idade registrada no documento.
Fotos por Eduardo Carvalho
Então veio Rebirth. Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli retornaram ao palco, que já contava com Fábio Laguna e Edu. Não era 2001 novamente, e nem precisava fingir que fosse. Havia gente suficiente daquela história para que a memória completasse as fotografias. O reencontro ganhava ainda mais peso poucos meses depois do Bangers Open Air, quando antigas pontes voltaram a ser atravessadas. Alírio Netto também estava na plateia. A família Angra parecia espalhada pela casa, não como uma banda reunida, mas como uma história que continua encontrando seus personagens.
In Excelsis surgiu sem necessidade de anúncio e preparou Nova Era. Não houve bis, nem o ritual previsível de sair e voltar alguns minutos depois. Rafael e Felipe permaneceram no palco, a banda estava inteira e o público sabia que aquele era o ponto final. Às 00h10, três horas depois do início, o show parou. Porque terminar, propriamente, demorou um pouco mais.
Então, 35 anos cabem em três horas?
Não. E ainda bem. A ordem do repertório poderia ter sido melhor: a primeira metade teve momentos em que a temperatura subia e logo era reduzida, enquanto muitas das grandes catarses ficaram concentradas na reta final. Isso se torna ainda mais curioso porque a turnê nasceu com participação do público na escolha das músicas. Um repertório pode conter as músicas certas e ainda assim não ter necessariamente a ordem certa.
Também havia uma proposta de dividir o espetáculo em blocos conceituais, mas essas fronteiras não chegaram ao palco com a mesma nitidez. Uma dramaturgia mais evidente talvez ajudasse a organizar melhor a curva emocional. Faltou Almah, faltou mais Angra, faltaram músicas que alguém certamente considerava indispensáveis. Mas pense no problema inverso: quantos artistas brasileiros do heavy metal conseguem tocar por três horas, atravessar tantas versões de si mesmos e ainda provocar reclamações porque faltou repertório importante? Isso não é escassez. É abundância.
Fotos por Eduardo Carvalho
E existe algo ainda mais relevante. Esta poderia ter sido uma noite inteiramente dominada pela nostalgia, mas não foi. Unchained foi um dos grandes momentos. The Ancestry poderia ter aberto o concerto. Echoes of Vows mostrou ambição composicional. Mi’raj está sendo reconhecido internacionalmente. A banda atual tem identidade. Há diferença enorme entre possuir legado e viver exclusivamente dele.
Talvez essa seja a imagem que levo do show: um homem olhando para várias versões de si mesmo. O garoto do Mitrium, o músico do Symbols, o vocalista que enfrentou comparações impossíveis no Angra, o compositor de Rebirth e Temple of Shadows, o fundador do Almah, o artista solo, o músico que precisou reaprender limites depois dos problemas vocais e o profissional que hoje permanece mais concentrado no centro do palco, mas ainda aceita enfrentar três horas da própria história.
Sobretudo, permanece o compositor que continua escrevendo. Aos 35 anos de carreira, esse talvez seja o detalhe mais importante. Mi’raj prova que a frase ainda não terminou. Quando Glory of Love, de Peter Cetera, começou a tocar no som da casa e o público espontaneamente continuou cantando, o Tokio Marine Hall foi devolvendo todo mundo à realidade aos poucos. Como quem sai de uma lembrança sem querer sair.
Portanto, volte, Edu. Muitas outras vezes. Celebre. E celebraremos contigo.
Setlist de Edu Falaschi
Watchers of the Light
Ego Painted Grey
Eyes in Flames (Symbols, com Tito Falaschi e Demian Tiguez)
Echoes of Vows
Running Alone
Eyes of Time (Mitrium)
Lease of Life
Burden
The Ancestry (com Thiago Bianchi)
Unchained (com Wagner Barbosa no saxofone; introdução com trecho de Careless Whisper)
A Monster in Her Eyes
Leaving the Light (Venus, com Kao)
Viderunt te Aquae
Arising Thunder
Land Ahoy / Eldorado (com Fábio Caldeira)
The Voice Commanding You
Sintaxe à Vontade / Da Luta (Fernando Anitelli)
Blue Forever / Eternamente Azul (trecho à cappella)
Intuição (com Fernando Anitelli, Rafael Bittencourt e Tiago Mineiro)
Birds of Prey (Almah, com Felipe Andreoli)
Bleeding Heart / Agora Estou Sofrendo
Deus Le Volt!
Spread Your Fire (com Veronica Bordacchini)
Ode to Art (de’ Sepolcri) (Veronica Bordacchini)
Mi’raj (com Veronica Bordacchini)
Heroes of Sand (com Dino Jelusick)
Stand Up and Shout (Dio, com Dino Jelusick)
Here I Go Again (Whitesnake, com Dino Jelusick)
Pegasus Fantasy
Rebirth (com Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli)
In Excelsis
Nova Era (com Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli)
Exumer – Já à venda “Death Mask Messiah”, novo álbum dos ícones do thrash metal alemão
Durante sua fase inicial nos anos 1980, o EXUMER foi uma das bandas mais importantes do nascente thrash metal underground alemão, mas sua presença contínua nos anos 2020 não tem nada a ver com tentar reviver as glórias da juventude. Em “Death Mask Messiah”, o sexto álbum do EXUMER, eles soam tão ferozes, famintos e criativamente vitais como nunca. E isso é totalmente intencional. Quando a banda se reformou em 2008, após quase duas décadas de silêncio (exceto por uma apresentação no Wacken Open Air em 2001), o acordo era que eles não recorreriam à nostalgia barata. Se o EXUMER fosse voltar a ser uma banda, seria uma banda ativa, dedicada ao ofício do thrash metal, com os olhos fixos apenas no futuro.
A chama do EXUMER foi acesa pela primeira vez em Frankfurt, em 1985, no caldeirão de um movimento nascente de thrash teutônico. Mem V. Stein e o guitarrista Ray Mensh haviam se encontrado brevemente em 1983, no trem para o festival Monsters of Rock em Kaiserslautern, mas só quando se reencontraram na parada de Frankfurt da turnê Hell Awaits, do Slayer, dois verões europeus depois, surgiu a ideia de formar uma banda juntos.
O mundo que recebeu a primeira demo do EXUMER, A Mortal in Black (1985), e seu agora clássico álbum de estreia, Possessed by Fire (1986), era um mundo firmemente dominado pela explosão do thrash.
O EXUMER voltou à vida em 2008, 17 anos depois do fim de sua primeira fase. Isso nos leva a “Death Mask Messiah”, o primeiro álbum do EXUMER desde 2019, e um do qual a banda está extremamente orgulhosa de ter sob seus (não municiados) cintos. “É o mais verdadeiro que conseguimos ser”, comemora Stein, e ele não está brincando. “Death Mask Messiah” é um disco contundente e dinâmico, feito por uma banda que só poderia tê-lo criado seguindo seu próprio código. O intervalo mais longo entre lançamentos é atípico, e a pandemia de COVID-19 certamente teve algo a ver com isso, mas Stein diz que nunca quer que o EXUMER seja uma banda que lança um álbum a cada dois anos por obrigação.
“Death Mask Messiah” vale qualquer espera. O EXUMER está quase assustadoramente afiado, tocando 42 minutos de thrash moderno e musculoso com uma precisão fria e uma intensidade impossível de falsificar. Os riffs são afiados como navalhas, os solos são incandescentes, a bateria é avassaladora, e a performance vocal de Stein é um caldeirão fervente de fúria deliberadamente controlada, liberada em uma barragem de sílabas cortadas e gritos estrangulados que ainda conseguem ser cativantes. Na verdade, “Death Mask Messiah” está repleto de ganchos, sem perder um grama da brutalidade que serve de alicerce ao álbum. O disco também soa notavelmente orgânico, algo que Stein credita ao processo de composição híbrido, mas fundamentalmente old school, do EXUMER.
As gravações correram bem, mesmo com dois novos membros para integrar. O baixista Alex Voss e o baterista Jerome Reil fazem suas estreias registradas no EXUMER em “Death Mask Messiah”, e juntos formam uma seção rítmica formidável que sustenta os riffs e solos de Mensh e do co-guitarrista Marc Bräutigam. “Death Mask Messiah” também marcou uma grande estreia para Bräutigam, que escreveu duas músicas (‘Frozen Ground’, ‘Ravishing Waste’) para o álbum. Bräutigam entrou na banda em 2013 e há muito tempo faz contribuições significativas e críticas ao material, mas estas são suas primeiras composições completas para o EXUMER. As sessões foram concluídas em janeiro de 2026, e Arthur Rizk finalizou a mixagem e masterização no mês seguinte. Assim que Rizk enviou os arquivos, a banda teve certeza de que tinha algo especial. “Quando tudo fica pronto e você ouve o resultado final, sente orgulho, porque isso é música de verdade, feita por pessoas de verdade”, diz Stein. “Nada de porcaria de IA, nada de troca de arquivos. Ainda é coisa real.”
“Death Mask Messiah” deve impactar ainda mais quem prestar atenção às palavras de Stein. Em um conjunto de esboços líricos vagamente conectados, Stein traça paralelos precisos entre o inferno da política americana contemporânea e o cerco de 1993 ao complexo Branch Davidian em Waco, Texas, que levou à morte de 76 pessoas, incluindo 28 crianças. “David Koresh era um falso profeta e usava uma máscara da morte, manipulando e conduzindo seus seguidores à morte certa”, diz Stein. “No entanto, a desinformação que o governo federal usou nos anos 1990 é o mesmo manual que está sendo usado hoje, e é o denominador comum entre a liderança do passado e do presente.”
Os políticos sanguessugas e falsos salvadores que povoam “Death Mask Messiah” não são os únicos culpados. O espelho também é virado para nós. Stein está preocupado com as intermináveis guerras culturais que dividem as pessoas inutilmente e faz um apelo por solidariedade real e pela rejeição do niilismo que pode parecer tão tentador nestes tempos inglórios. Isso pode parecer ingênuo, mas talvez “Death Mask Messiah” consiga devolver parte do significado que este mundo sombrio parece determinado a arrancar das pessoas. A arte importa. A música importa. Stein chama este novo álbum de uma “segunda primavera para o Exumer“, onde “tudo floresce, e é um novo começo”, e essa sensação de renascimento se estende ao ouvinte. Ao levar seu ofício tão a sério, o EXUMER representa um dedo médio erguido contra o cinismo. Se eles conseguem, você também consegue.
Um lançamento da parceria Shinigami Records/Metal Blade Records. Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/4cljPNp.
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