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Underpassing Souls Fear trará o baterista Dirk Verbeuren do Megadeth em novo single

Crédito: Alex Milesi

Música reúne time de peso em estúdio e dá sequência aos lançamentos do projeto do guitarrista gaúcho Edu Vignatti.

O projeto UNDERPASSING SOULS FEAR, comandado pelo guitarrista Edu Vignatti, anunciou para o dia 16 de maio o lançamento de seu novo single, intitulado “Terrible Cries”. A faixa traz como grande destaque a participação do baterista Dirk Verbeuren (Megadeth, ex-Soilwork), com a produção assinada por Adair Daufembach e Ernani Savaris.

A música possui um histórico peculiar, tendo sido composta e desenvolvida originalmente durante o período em que Edu Vignatti integrava a banda Segregatorum. Na ocasião, por volta de 2023, os músicos gravaram duas faixas com o baterista belga, sendo que a primeira, “Shadows Of Death”, já foi disponibilizada ao público anteriormente.

O guitarrista relembra o contexto das sessões de gravação e a proximidade com Verbeuren: “São músicas de extrema qualidade, tanto de gravação, composição e produção, e foi uma época muito divertida. Afinal, quase fomos para Los Angeles gravar um álbum inteiro com ele”, relata Vignatti.

Para o registro de “Terrible Cries”, o line-up de estúdio contou com um time de destaque. Além de Edu Vignatti na guitarra e Dirk Verbeuren na bateria, a gravação traz Lucas Lazzarotto nos vocais, Alex Carrion no baixo e Eder Bergozza nos teclados. O lançamento do UNDERPASSING SOULS FEAR resgata e finaliza esse material, dando sequência aos trabalhos do projeto após as campanhas do EP “Darkest Flight”.

Crédito: Cameron Nunez

Ouça o EP “Darkest Flight” no Spotify:

Ouça “Lurking Pain” no YouTube:


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Baterista brasileiro Rafael Ferreira participa de música de “Operation: Mindcrime III”, novo álbum solo de Geoff Tate

Integrante do Caravellus, músico grava baterias em Do You Still Believe?, faixa do terceiro capítulo da saga conceitual criada pelo ex-vocalista do Queensrÿche, um dos nomes mais importantes da história do metal progressivo.

O baterista brasileiro Rafael Ferreira vive um dos momentos mais importantes de sua carreira internacional ao participar das gravações de bateria da música Do You Still Believe? de “Operation: Mindcrime III”, novo álbum de Geoff Tate. A música também tem participação do John Moyer, baixista do Disturbed. Lançado em maio de 2026, o disco marca o retorno do lendário ex-vocalista do Queensrÿche ao universo de uma das obras conceituais mais importantes da história do heavy metal.

Ouça: https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kHX0ag9tSnc8LOdRYPtt5

A presença de Rafael em um projeto ligado diretamente ao legado de “Operation: Mindcrime” amplia ainda mais a projeção do músico brasileiro fora do país. O álbum dá continuidade à saga apresentada originalmente em 1988 e revisita esse universo sob uma nova perspectiva, com a narrativa voltada para temas como manipulação, poder, controle e as consequências da revolução.

Sobre as gravações, Rafael Ferreira explica: “Quando recebi o convite do Kieran, aceitei prontamente. O Queensrÿche é uma banda que sempre admirei e acompanhei desde a adolescência. Participar de um álbum ligado a um nome tão icônico como Operation: Mindcrime é, definitivamente, um passo muito importante para a minha carreira e também uma grande satisfação pessoal.”

Geoff Tate sobre Rafael Ferreira: “Rafael chegou até mim muito bem recomendado pelo Kieran e, quando ouvi a música com a bateria dele, finalmente sentimos que ela estava pronta. Ele sabia exatamente onde estava o groove e se encaixou na música como uma luva.”

Kieran Robertson, guitarrista de Geoff Tate, sobre Rafael Ferreira: “Depois de tocar com o Rafael várias vezes em Los Angeles e vê-lo trabalhar, ele foi uma escolha fácil. Ele chegou e gravou as partes em cerca de dois takes, e a música simplesmente se encaixou. Sou muito grato por ele ter tocado nessa música.”

Com 13 faixas, incluindo “The Scene Of The Crime”, “The Answer”, “Vulnerable”, “The Devil’s Breath”, “Power” e “A Monster Like Me”, “Operation: Mindcrime III” reafirma a proposta dramática, pesada e cinematográfica associada ao nome de Geoff Tate. O trabalho conecta passado e presente ao expandir uma mitologia que atravessou gerações de fãs do Queensrÿche e do metal progressivo.

Atualmente radicado em Los Angeles, nos Estados Unidos, Rafael Ferreira construiu uma trajetória sólida como baterista de estúdio, turnê e gravação. Entre seus trabalhos mais importantes está o Caravellus, banda brasileira de power metal progressivo formada em Recife, em 2002, que se tornou uma das referências nacionais na união entre técnica, peso, elementos progressivos e identidade brasileira.

Nesse contexto, Rafael Ferreira se destacou por aliar precisão, peso e musicalidade a uma proposta que exige domínio técnico e sensibilidade narrativa.

Além do Caravellus, Rafael tocou com Christina Aguilera ao vivo e acumula experiência como músico profissional em diferentes frentes, incluindo atuação como baterista de sessão, turnê e estúdio. Sua participação em “Operation: Mindcrime III” representa mais um passo importante em uma carreira marcada pela versatilidade e pela presença em projetos de alta exigência musical.

Ao gravar em um álbum ligado ao nome de Geoff Tate e à história de “Operation: Mindcrime”, Rafael Ferreira insere seu nome em um capítulo relevante do metal progressivo mundial. Mais do que uma conquista individual, Rafael reforça a força dos músicos brasileiros em produções internacionais e coloca novamente o Brasil em evidência dentro de uma das linhagens mais respeitadas do heavy metal.

Rafael Ferreira estará em tour com o Caravellus em setembro no Nordeste:
03/09/2026 — Natal/RN – Backstage
04/09/2026 — João Pessoa/PB – Vila do Porto
05/09/2026 — Campina Grande/PB – London Pub
06/09/2026 — Recife/PE – Downtown Pub

Mais sobre Rafael Ferreira: https://www.instagram.com/rafaelferreiraofficial/

Taurus: vídeo do skatista profissional Jonny Gasparotto resgata clássico do thrash

Crédito: Renato Moreth

Vídeo filmado entre Brasil e Argentina une “Nothing to Say” ao skate profissional e reforça a conexão histórica entre metal e cultura urbana

Um novo vídeo estrelado por Jonny Gasparotto coloca em evidência a música “Nothing to Say”, faixa do álbum “Trapped in Lies”, lançado em 1988 pela banda carioca de thrash metal Taurus, unindo música pesada e skate em uma produção filmada entre Brasil e Argentina. A relação entre o universo do metal e esportes como skate e surfe acompanha o Taurus desde os anos 1980. A banda já havia explorado essa conexão em parcerias anteriores, como Dadá Figueiredo, lenda do surf brasileiro dos anos 80/90, reforçando um diálogo natural entre culturas que compartilham atitude, energia e expressão.

Jonny Gasparotto, skatista profissional de projeção internacional e natural de Porto Alegre, já acompanhava a banda e idealizou a parceria. A escolha de “Nothing to Say” como trilha partiu dele, combinando a intensidade do som com seu estilo técnico e agressivo. “Jonny Gasparotto é um skatista profissional excelente, que faz manobras radicais e perfeitas. Ele nos procurou porque curte a gente e já acompanha o Taurus há algum tempo. Ele mesmo teve a ideia de unir o trabalho dele com o som da banda”, explica o baterista Sérgio Bezz.

Confira o vídeo de Jonny Gasparotto (Converse “Tricromado”), filmado por Felipe Humphreys e Guilherme Guimarães, em https://youtu.be/0KSSmwO9UnY

“Trapped in Lies” marcou uma fase decisiva na história da banda, com músicas mais pesadas, estruturas mais complexas e letras em inglês. “O ano era 1987 e estávamos a todo vapor com a turnê do ‘Signo de Taurus’. Com a chegada do vocalista Jeziel de Oliveira, ganhamos ainda mais peso e qualidade nas letras. Ficamos um mês inteiro em um sítio no interior do Rio criando as músicas do novo disco, vivendo algo como uma comunidade metal. Esse período foi mágico e deu ainda mais força para a banda seguir para os shows de lançamento pelo Brasil, inclusive abrindo shows de bandas gringas como Nasty Savage, Dark Angel, e ‘quase’ o Metallica, mas essa é outra história”, relembra o guitarrista Cláudio Bezz.

“Nothing to Say” nasceu em um período em que a banda refletia sobre o peso das mensagens nas letras. “É uma crítica às bandas e artistas que não dizem nada, só palavras vazias. Estávamos preocupados com o que a gente dizia e com as mensagens que passávamos. Muitas pessoas se importam com isso, e pra gente também é importante”, explica Sérgio Bezz.

Atualmente, Rudi Sgarbi (vocal), Cláudio Bezz (guitarra), Felipe Melo (baixo) e Sérgio Bezz (bateria) estão na reta final de produção de um novo single, “Dark Ages”, que contará com a participação especial de Prika Amaral (Nervosa). Além disso, o grupo adianta que já possui outras nove músicas em estágio avançado de produção para o novo álbum.

Site oficial: http://www.taurusthrashmetal.com.br

Mídias sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/taurus.oficial/
Facebook: https://www.facebook.com/TaurusThrashMetal

Spotify: https://tinyurl.com/mu4v2txu

E-mail: taurusofficial@gmail.com

Supla lança single “Champs” inspirado na Copa do Mundo, e faz show do álbum “Nada Foi em Vão” em São Paulo

Foto: Paula Regina Smith

Supla lançou nesta sexta-feira (1) o single “Champs”, inspirado no clima da maior competição do futebol mundial. Com uma abordagem otimista, a música chega acompanhada de influências do punk e elementos característicos do estilo desenvolvido pelo artista ao longo de sua carreira.

“Eu amo futebol. E acredito na positividade! Então resolvi lançar uma música positiva”, explica Supla. Ele também comenta a relação afetiva com o futebol brasileiro, mesmo diante de cenários desafiadores: “Mesmo sabendo que o Brasil não é o favorito, para mim não importa. O melhor e mais bonito futebol na minha humilde opinião é do Brasil”.

A faixa conta com a participação de Bernard Rhodes, antigo empresário do The Clash, banda pioneira do punk rock inglês. “A canção abre com Bernard Rhodes […] falando naquele sotaque britânico, entrando com uma levada bem hardcore”, revela o artista, ao descrever a construção musical do single executado ao lado da sua banda, Os Punks de Boutique. A música ainda incorpora uma “bossa furiosa” e um refrão contagiante. “Nós temos uma boa música para cantar, então é melhor vencermos!”, profetiza o papito.

Foto: Mariana Valverde

O lançamento de “Champs” antecede o show de lançamento do álbum “Nada Foi em Vão”, que celebra os 40 anos de carreira de Supla. O evento está marcado para o dia 5 de junho, às 21h, na Casa Rockambole, na zona oeste da capital paulista.

Além das faixas do trabalho mais recente, o repertório deve incluir sucessos da trajetória do cantor e versões de clássicos do rock que influenciaram sua carreira. Os ingressos para a apresentação já estão disponíveis.

Ouça “Champs”:
https://onerpm.link/supla_champs

Garanta o ingresso para o show de lançamento do “Nada Foi em Vão”:
https://meaple.com.br/rockambole/supla

Andria Busic disponibiliza “Life As It Is” nas plataformas digitais e lança videoclipe de “The Templars”

Foto: Stephanie Veronezzi @stephanieveronezzi

Primeiro álbum solo do vocalista e baixista chega ao streaming pela Daga Music, enquanto o clipe filmado na Itália e no Brasil amplia a força visual do projeto lançado em formato físico pela Dynamo Records.

Andria Busic segue celebrando uma fase especial de sua trajetória com a chegada de seu primeiro álbum solo, “Life As It Is”, às plataformas digitais. O disco, lançado em formato físico pela Dynamo Records, agora também pode ser ouvido no streaming pela Daga Music, ampliando o alcance de um trabalho profundamente pessoal, produzido pelo próprio artista e construído a partir de experiências, memórias e temas que sempre acompanharam sua vida musical.

Ouça “Life As It Is” no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/5cHGjtyaKJnnuQVlwSnewL

Junto com a chegada do álbum ao digital, Andria também apresenta o videoclipe de “The Templars”, uma das faixas de destaque do repertório. O vídeo foi finalizado por Victor Silva, genro de Andria, fotógrafo e videomaker que também idealizou a capa e o encarte do CD. A produção foi filmada por em dois cenários marcantes: na cidade de Soave, por Hugo Aspromonte, no norte da Itália, no histórico Castelo Scaligero, e também nos estúdios Mosh, na Granja Viana, em São Paulo.

Assista ao videoclipe de “The Templars”: https://m.youtube.com/watch?v=TCk9EMFYpfM&ra=m

Idealizado em meados de junho de 2025, “Life As It Is” nasceu como a realização de um antigo sonho de Andria Busic. O músico gravou bases de guitarra, baixo e voz em seu home studio, enquanto as baterias foram registradas nos estúdios Dharma Studios e Daga Studio, em São Paulo. A produção é assinada por Andria, com mixagem e masterização de Adriano Daga.

O álbum reúne participações especiais de nomes como Ivan Busic, Rodrigo Oliveira, Thiago Mello, Yohan Kisser, Ton Cremon, Tiago Mineiro, Roger Moreira, Marcos Kleine e Yuzo Akahori, consolidando o projeto como uma obra autoral cercada por amigos, familiares e grandes músicos da cena brasileira.

Entre os destaques está “Another Day”, faixa em que Andria divide os vocais com seu irmão, Ivan Busic, reforçando a conexão musical e afetiva entre os dois. Já em “Through Her Eyes (A Song to Stephanie)”, o álbum ganha um tom ainda mais íntimo, com uma homenagem à filha de Andria, Stephanie, fotógrafa responsável por todas as imagens do encarte do CD. A música ainda conta com um solo especial de Yohan Kisser.

O disco também traz Ton Cremon nos vocais de “Pedal to the Metal”, Tiago Mineiro nos teclados de “Different Ways”, “Hunter’s Heart”, “Spirit of the Wind” e “You Can Count on Me”, Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, dividindo os vocais em “Sails of the North”, Marcos Kleine com solo em “Hey, Hey!”, e Yuzo Akahori levando a sonoridade do shamisen para “Blades of the Rising Sun”.

Em “You’re All Still With Me”, Andria presta uma homenagem especial aos amigos de infância Jack Fahrer, Ivan Busic e Marco Bavini, que também participam da faixa nos backing vocals. O resultado é um álbum que equilibra peso, emoção, memória afetiva e identidade artística, traduzindo em música a essência de seu criador.

Além da disponibilidade nas plataformas digitais, o CD físico de “Life As It Is” segue à venda pelo site da Dynamo Records.

Compre o CD físico: http://dynamostore.com.br/p-19506935-ANDRIA-BUSIC—LIFE-AS-IT-IS

Tracklist de Andria Busic – “Life As It Is”:
A.I. Control
Another Day
Blades of the Rising Sun
Different Ways
Hey! Hey!
Hunter’s Heart
Pedal to the Metal
Portals of Light
Sails of the North
Shake That Booty
Spirit of the Wind
The Templars
Through Her Eyes (A Song to Stephanie)
You Can Count on Me
You’re All Still With Me

Mais sobre Andria Busic no Instagram: https://www.instagram.com/andriabusic/

LUFEH lança single “Double Dip” e apresenta um dos momentos mais ousados do álbum “Overwhelmed”

Com alternância entre compassos, uso do exótico Bulbul Tarang e letra sobre dualidade, faixa reforça a nova fase criativa da banda, que prepara o lançamento de seu segundo álbum para 29 de maio.

A banda LUFEH apresenta o single “Double Dip”, uma das faixas mais particulares de “Overwhelmed”, segundo álbum de estúdio da banda, previsto para 29 de maio de 2026. Com uma construção marcada pela combinação entre rock progressivo, metal, fusion e elementos melódicos, a música evidencia a proposta do grupo de ampliar sua identidade sonora sem abrir mão da técnica, da emoção e de uma linguagem acessível ao público. A formação do grupo reúne participação da vocalista Ginny Luke (violinos), com os integrantes Lufeh (bateria), Duca Tambasco (baixo e backing vocals), Deio Tambasco (guitarra e backing vocals) e Gera Penna (teclados e backing vocals).

Assista ao vídeo de “Double Dip”: https://www.youtube.com/watch?v=_vbw_09koSo

Ouça no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/015zopszxQBM1IjKCKxIoD

Gravado no lendário Sunset Sound, em Los Angeles, estúdio que recebeu alguns dos maiores nomes da história da música, “Overwhelmed” representa um passo importante na trajetória da LUFEH. O álbum reúne oito composições e consolida uma formação experiente, formada por Lufeh Batera na bateria, Duca Tambasco no baixo e backing vocals, Deio Tambasco na guitarra e backing vocals, Gera Penna nos teclados e backing vocals, além de Ginny Luke nos vocais. A produção ficou a cargo de Gera Penna, com mixagem e masterização assinadas por Adair Daufembach.

Em “Double Dip”, a banda aposta em uma arquitetura rítmica que alterna compassos 6/8 e 4/4, criando uma sensação de movimento constante e imprevisibilidade. A faixa também chama atenção logo na introdução pelo uso do Bulbul Tarang, instrumento de cordas pouco comum no rock progressivo, que acrescenta uma textura singular ao arranjo e reforça a busca da LUFEH por novas possibilidades sonoras.

“Essa faixa tem uma complexidade rítmica muito particular. Alternamos entre compassos 6/8 e 4/4, o que pode deixar as pessoas curiosas no começo, mas o resultado final é incrível”, destaca a banda. “Um dos destaques é o Bulbul Tarang, um instrumento de cordas incomum que usamos na introdução. Na letra, a música fala sobre a impossibilidade de servir a dois senhores e sobre a luta de viver com esse tipo de dualidade.”

A temática de “Double Dip” aprofunda um dos eixos conceituais de “Overwhelmed”: o conflito interno diante das pressões, escolhas e contradições da vida contemporânea. Ao tratar da impossibilidade de sustentar duas direções opostas ao mesmo tempo, a faixa transforma uma reflexão existencial em música de alta intensidade, equilibrando técnica instrumental, refrões marcantes e camadas de interpretação.

A nova fase da LUFEH também marca uma mudança importante no processo criativo do grupo. Diferentemente do álbum anterior, em que muitas composições nasceram primeiro como peças instrumentais para depois receberem voz, “Overwhelmed” foi concebido desde o início com maior atenção às melodias vocais e à fluidez das canções. Esse direcionamento aparece de forma clara em “Double Dip”, que une sofisticação rítmica e identidade progressiva a uma estrutura capaz de dialogar com diferentes públicos.

Com influências que passam por Rush, Dream Theater, Haken, Sleep Token e Tool, a LUFEH segue construindo uma sonoridade própria, baseada na combinação entre experiência, amizade musical e liberdade criativa. O núcleo da banda reúne músicos que se conhecem há décadas e que trazem para o novo álbum uma conexão artística amadurecida, sem perder o impulso de experimentação.

“Double Dip” chega, portanto, como uma das principais portas de entrada para “Overwhelmed”. A faixa resume a ambição do disco: ser técnico sem soar frio, progressivo sem perder impacto, pesado quando necessário e melódico o suficiente para permanecer na memória do ouvinte.

Tracklist de “Overwhelmed”:
He Commands The Sun And The Stars
Breathe
Double Dip
Overwhelmed
Feels Like I’m A Ghost
Live The New Today
War Of Emotions
End Of The Tunnel

Sobre LUFEH:
Site Oficial – https://lufehband.com/
Instagram – https://www.instagram.com/lufehband
YouTube – https://youtube.com/lufehband

Nuclear Warfare lança clipe de ‘United By Thrash’ e anuncia nova turnê europeia

Crédito: Maycon Avelino

Clipe foi gravado em shows na Polônia e antecipa turnê europeia divulgando “All Hail To The Liberator”

A banda alemã de thrash metal Nuclear Warfare, formada por Fritz (vocal e baixo), Listl (guitarra) e o baterista brasileiro Alexandre “Xandão” Brito (ex-Andralls), disponibilizou o videoclipe de “United By Thrash”, segundo single do novo álbum, “All Hail To The Liberator”, lançado pela MDD Records. O vídeo foi dirigido por Maycon Avelino, da Starship Videos, com imagens captadas por Uappa Terror durante apresentações realizadas na Polônia na turnê de “Lobotomy” (2020).

“Esta faixa celebra a união do grupo, a amizade e a força coletiva que nos mantém firmes na missão de fazer o que amamos: thrash metal”, destaca Xandão Brito. “É, sem dúvida, uma candidata natural a clássico da banda. O refrão, contagiante, convida o público a cantar, reforçando seu potencial ao vivo”, completa.

Gravado no Dual Noise Studio, em São Paulo, com produção de Rogério Wecko, “All Hail To The Liberator” reúne nove faixas inéditas que exploram diferentes nuances do estilo. O grupo mantém em seu novo trabalho a forte influência do thrash metal alemão dos anos 1980, somada a elementos da Bay Area, equilibrando agressividade, melodia e uma abordagem old school.

O Nuclear Warfare irá embarcar para uma extensa turnê europeia ao lado da banda indiana Chaos. Serão 20 datas, começando no dia 7 de maio, passando por países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça.

Confira o videoclipe de “United By Thrash” em https://youtu.be/u3bkRi4GsjM

Mídias sociais:
Facebook: https://facebook.com/ThrashMetalTank
Instagram: https://instagram.com/nuclearwarfarethrash

UNITED BY THRASH EUROPEAN TOUR 2026 – SPRING CAMPAIGN
07/05 – Loulé, Portugal
08/05 – Castelo Branco, Portugal
09/05 – Covilhã, Portugal
10/05 – Vigo, Espanha
12/05 – Ourense, Espanha
13/05 – Sarria, Espanha
14/05 – Unquera, Espanha
15/05 – Valladolid, Espanha
16/05 – Vic, Espanha
17/05 – Zaragoza, Espanha
19/05 – Bordeaux, França
20/05 – Lleida, Espanha
21/05 – Montpellier, França
22/05 – Heilbronn, Alemanha
23/05 – Amsterdã, Holanda
24/05 – Ieper, Bélgica
19/06 – Montreux, Suíça
20/06 – Biel, Suíça
21/06 – Nürnberg, Alemanha
22/06 – Bamberg, Alemanha

Neural Wreck lança “Asylum Break”, primeiro single de seu álbum de estreia

Foto: Camila Ormond

Após um lançamento especial no YouTube, a música agora está em todas as plataformas digitais

A banda paulista de thrash metal progressivo Neural Wreck lançou no dia 17 de abril o single “Asylum Break”. A música é a primeira prévia do álbum de estreia do grupo, Amidst the Ruins, que será lançado no dia 12 de junho.

Ouça “Asylum Break” no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/track/1fguSjfSfcudEv2adPOYCU

Com uma sonoridade agressiva, a música trata da patologização dos sentimentos e da revolta contra a pressão imposta sobre cada um de nós para domesticar nossas subjetividades à serviço de uma ordem social cruel e ultrapassada. A temática socialmente carregada deve ser seguida no álbum, que trata de temas como autoritarismo, repressão social e a degradação do meio ambiente.

O trabalho situa o ouvinte em um contexto onde estruturas sociais arcaicas e projetos de poder destrutivos impedem que transformações necessárias para a libertação e sobrevivência da humanidade tomem forma. Com sete músicas inéditas e quatro regravações de faixas já lançadas, é um grito pela desobediência consciente, que se torna o único meio possível diante de uma realidade desconcertante muito maior do que qualquer ação individual.

História

Fundado em 2015, o quarteto de thrash metal progressivo é formado pelo guitarrista e vocalista JC Martins, pelo guitarrista Leandro Fração, pelo baixista Paulo Pedraza e pelo baterista Rick Borges. O primeiro lançamento foi o EP Mortal Obsession, de 2022, e o primeiro álbum de estúdio, Amidst the Ruins, está sendo preparado para lançamento no dia 12 de junho de 2026. 

Uma das finalistas da seletiva New Blood Bangers Open Air 2025, promovida pela KissFM, a banda segue com a agenda movimentada em 2026, com shows em festivais como o Metalcore Fest e o Nascente do Rock, além de outras apresentações. Com músicas que tratam tanto de temas sociais como de questões psicológicas, o grupo retoma as raízes suburbanas do heavy metal, onde o som agressivo e letras críticas ao sistema moral, político e econômico são capazes de expressar toda a angústia e revolta com a vivência cotidiana em um mundo incerto e desumano. 

Em meio a uma cena separada em nichos específicos e segregada em subgêneros, o Neural Wreck busca reconciliar o grotesco e o belo na música, mesclando em sua sonoridade elementos tanto do metal extremo quanto do metal melódico para construir à sua própria interpretação de thrash metal, sem se limitar a criar músicas somente dentro desse subgênero.

Siga a Neural Wreck nas redes sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/neuralwreck/
Spotify: https://open.spotify.com/artist/2XyZzNqpoDG9f9bIIXIHf2
YouTube: https://www.youtube.com/@neuralwreckofficial
Site oficial: https://www.neuralwreck.com/

Ulster lança versão em LP de “Aperte o Gatilho”, após mais de duas décadas

Foto: Dani Moreira

O relançamento em vinil do álbum “Aperte o Gatilho”, da banda Ulster, simboliza a chegada de um registro histórico do hardcore punk nacional. Com 20 faixas, o disco que foi originalmente lançado em CD nos anos 2000, ganhou versão em LP 12” pela Burning London Records.

“Aperte o Gatilho” é o único álbum completo da discografia do Ulster, que ao longo dos anos também lançou EPs, splits e participou de compilações. O disco conta com participações especiais de nomes ligados à cena hardcore / punk, como Fabio Sampaio (Olho Seco), que contribui nas faixas “Bandeiras Vermelha” e “Viva Nós”, Juninho (Foda-C) em “Noite Gelada”, Claudia (Negative Control) em “Heresia”, Gepeto (Ação Direta) em “State Oppression”, além de Randi em “Ignorante”. Também participam Ricardo Bauer (bateria) e Jeferson Bem (Agrotóxico) no baixo em algumas faixas.

A origem do material remonta ao início dos anos 1980, quando a banda, atualmente formada Vladi (baixo e voz), Galo (guitarra e voz) e João (bateria e voz), dava seus primeiros passos. Em relato, Vladi descreve o contexto inicial: “Quatro jovens encostaram um amplificador e uma bateria e iniciaram os experimentos com sons pouco ortodoxos. A busca obsessiva era por velocidade, volume e distorção”. Segundo ele, “quem ouvia dizia que não dava para entender nada, e com isso veio a percepção de que estava ficando bom”.

Arte de Capa: Umberto Daros

Ainda de acordo com o músico, parte das composições presentes no álbum já havia sido registrada anteriormente. “Este CD continha várias das músicas registradas num K7 de 81, bem como músicas compostas nos anos seguintes”. A ideia de lançar o trabalho em vinil foi adiada à época. “Apesar da preferência irrefutável por um registro em vinil, o momento não permitia viabilidade do formato”, afirmou.
 
O projeto de lançamento em LP só se concretizou anos depois, quando surgiu a iniciativa da Burning London Records. “Quando o selo ventilou a possibilidade do resgate deste registro em vinil, o entusiasmo foi geral”, relata João, acrescentando que o resultado trouxe um som “mais visceral e muito mais próximo da identidade seminal do Ulster”.
 
“Aperte o Gatilho” em vinil representa a consolidação de um registro que atravessou décadas até chegar ao formato desejado, e para comemorar o lançamento a banda realizará um show no dia 22 de maio, em São Paulo, no estúdio Rock Together, a partir das 19h.


Para adquirir o LP basta entrar em contato diretamente com a gravadora por mensagem através do Instagram @burninglondonrecords
(www.instagram.com/burninglondonrecords)

Catalau e o Último Golpe lançam o vídeo e primeiro single “Só (Tô Mal Acompanhado)”

Foto: Michel Camporeze

Catalau e o Último Golpe é a nova banda, que reúne Catalau (vocais – ex-Golpe de Estado), Marcelo Schevano (guitarra – Golpe de Estado/Carro Bomba/Patrulha do Espaço), Ricardo Schevano (baixo – Carro Bomba/Baranga) e Roby Pontes (bateria – Golpe de Estado/Carro Bomba). E eles acabam de lançar seu novo single, “Só (Tô Mal Acompanhado)”.

“Só (Tô Mal Acompanhado)” segue a linha do hard rock que marcou a trajetória desses músicos, agora com uma roupagem atual e cheia de energia.

Assista o vídeo de “Só (Tô Mal Acompanhado)”:

Nos shows, além das novidades, o público também poderá reviver grandes clássicos do Golpe de Estado, Casa das Maquinas, entre outras canções que fizeram parte da história de seus integrantes.

Mais novidades no Instagram da banda:
www.instagram.com/catalaueoultimogolpe/

Contatos para shows:  tc7producoes@gmail.com
Imprensa: lpmetalpress@gmail.com

Crypta anuncia Victoria Villarreal – Saiba quem é a nova guitarrista

Foto: Rafael Karelisky

A Crypta acaba de anunciar a entrada da guitarrista Victoria Villarreal, marcando um novo capítulo na trajetória da banda. Mais do que integrar a formação nas próximas datas pelo Brasil e turnês internacionais, Victoria já está profundamente envolvida no processo criativo do novo álbum, contribuindo com composições e ideias próprias.

Nascida em Los Angeles (EUA), Victoria construiu sua trajetória na cena autoral como guitarrista e vocalista, com destaque para sua atuação à frente da banda de death metal progressivo Syrebris e também por participações no projeto colaborativo Chaos Rising Project.

Sua identidade musical transita entre o death metal old school e abordagens mais técnicas — uma combinação que já vinha sendo apresentada ao público, já que a guitarrista participou como convidada em turnês anteriores da própria Crypta.

A baixista e vocalista Fernanda Lira celebrou a chegada da nova integrante:

“Estamos muito felizes em dar as boas-vindas para a Vicky na Crypta. Nossa química é excelente dentro e fora do palco, e sua contribuição até aqui tem sido incrível. Temos certeza de que este será um capítulo muito especial para a banda.”

Com a nova formação consolidada — Fernanda Lira (baixo e vocal), Tainá Bergamaschi (guitarra), Victoria Villarreal (guitarra) e Luana Dametto (bateria) —, o público brasileiro já poderá ver essa nova fase ao vivo.

A Crypta se apresenta nos próximos dias em Curitiba (23/04, Stage Garden), São Paulo (25/04, Bangers Open Air) e novamente em São Paulo (28/04, Hangar 110), onde os ingressos já estão quase esgotados.

Mais informações:
https://linktr.ee/cryptaofficial

Torture Squad anuncia show especial no Bangers Open Air 2026

Banda é convidada para substituir Fear Factory que cancelou participação devido a problemas de saúde

Ingressos disponíveis AQUI!

O Torture Squad anuncia participação especial no Bangers Open Air de 2026. A banda traz nesta edição do festival o show “Best Of”, em comemoração aos 33 anos de carreira, neste sábado, dia 25, no palco Sun Stage, às 15:40h.

Revisitando músicas que vão desde “Abduction Was The Case”, do álbum ‘The Unholy Spell’ (2001), que deu origem ao primeiro videoclipe da banda, passando pelo icônico álbum ‘Hellbound’ (2008), época em que a banda ganhou o Metal Battle no Brasil e estreou no Wacken Open Air na Alemanha, chegando à fase de Mayara Puertas e Rene Simionato com “Blood Sacrifice” do disco ‘Far Beyond Existence’ (2017).

Torture Squad é convidada para substituir o Fear Factory, que teve de cancelar sua participação devido a problemas de saúde. “É uma honra ser convidado pelo festival para entrar no lugar do Fear Factory, que infelizmente não poderá tocar. Nós  estamos ensaiados para a turnê europeia, então estamos prontos para apresentar um show especial que agrade os headbangers”, comenta o baterista Amilcar Christófaro.

O show antecederá a ‘Devilish European Tour’, que terá início em junho, onde o Torture Squad se apresentará com Sepultura, Venom Inc e Crypta.

A banda segue com a etapa final de divulgação do disco ‘Devilish’, disponível nas plataformas digitais e na versão física, com distribuição nacional pela Sound City Records e Valhall Music.

Em paralelo, Torture Squad se prepara para o lançamento do novo álbum, com previsão de lançamento para 2026 pela gravadora italiana Time to Kill Records.

OUÇA O ÁLBUM ‘DEVILISH’ AQUI

Edu Falaschi anuncia Roy Khan e Veronica Bordacchini como cantores convidados de MI’RAJ

Crédito: Divulgação

Novo álbum encerra a trilogia conceitual iniciada em Vera Cruz e continuada em Eldorado, com participações de Roy Khan em “CIRCLE OF DUST” e Veronica Bordacchini na faixa-título.

O cantor, compositor e produtor Edu Falaschi anuncia oficialmente o lançamento de MI’RAJ, novo álbum de estúdio que encerra a trilogia fictícia e conceitual desenvolvida ao lado do artista e escritor Fábio Caldeira, iniciada com Vera Cruz (2021) e continuada com Eldorado (2023). Com lançamento previsto para junho, o trabalho representa o desfecho definitivo da saga e consolida uma das fases mais ambiciosas da carreira solo do artista.

Como destaque, Edu confirma as participações especiais de Roy Khan, na faixa “Circle of Dust”, e de Veronica Bordacchini, vocalista do Fleshgod Apocalypse, na faixa-título “MI’RAJ”. Ambientado em 1519, em territórios otomanos, o álbum apresenta o capítulo final da jornada de Jorge, protagonista da trilogia, em meio a conflitos espirituais e à busca por revelação, identidade e propósito.

Musicalmente, MI’RAJ é o disco mais diverso da trilogia, reunindo elementos da musicalidade étnica da região, escalas modais, texturas atmosféricas e influências que dialogam com o power metal, o rock progressivo, o fusion e arranjos contemporâneos. A mixagem e a masterização ficam a cargo de Dennis Ward, que também trabalhou em Vera Cruz e Eldorado, enquanto a capa foi criada por Carlos Fides, com conceito centrado na figura de uma Vidente, guardiã do Portal dos Doze Véus.

Outro momento marcante do disco é “Intuição”, primeira música inédita em português lançada por Edu Falaschi em 24 anos, reforçando o peso simbólico e artístico de MI’RAJ dentro de sua trajetória.

Edu Falaschi comenta participações do álbum:

Ter convidados especiais nesse disco foi algo muito significativo pra mim, tanto no aspecto artístico quanto pessoal. Poder dividir essas músicas com artistas que eu admiro profundamente elevou o resultado a um outro nível.

Com o Roy Khan, foi a realização de um sonho antigo. Ele sempre foi um dos meus cantores preferidos dentro do heavy metal, dono de uma das vozes mais bonitas e expressivas que eu já ouvi. Sou fã desde a época em que escutei o álbum Flow da banda Conception, e aquilo me marcou profundamente. Ter a oportunidade de cantar ao lado dele agora é algo que realmente carrega um peso emocional muito grande pra mim. Na música “Circle of Dust”, ele entregou exatamente aquilo que eu imaginava, colocou toda a identidade dele, aquela interpretação única, e conseguiu deixar a música ainda mais bonita e intensa.

Já com a Verônica Bordacchini, também foi uma grande honra. Além de ser uma cantora incrível, com uma voz lindíssima, ela é uma pessoa maravilhosa. Sempre achei muito interessante essa mistura de estilos, porque ela vem de uma banda de metal sinfônico com influências de death metal, a FLASHGOD APOCALYPSE, e mesmo assim tem uma formação e uma versatilidade que permitem que ela transite por diferentes abordagens vocais com muita naturalidade.

Na música “Mi’raj”, ela trouxe exatamente isso: uma interpretação limpa, suave em alguns momentos, mas também agressiva quando necessário, sempre com muita personalidade. O resultado ficou sensacional. E teve um aspecto ainda mais especial, quando eu a convidei, ela demonstrou um entusiasmo muito genuíno, porque é fã da fase do Angra em que eu participei, especialmente dos álbuns Rebirth e Temple of Shadows. Ela me falou coisas muito bonitas, de fã mesmo, coisas que vêm do coração.

E isso faz diferença. Ter pessoas com essa energia positiva, com essa conexão verdadeira com a música, participando do projeto, não só agrega artisticamente, mas também cria um ambiente muito mais forte e autêntico. E o resultado final reflete exatamente isso, músicas mais vivas, mais intensas e com muito mais identidade.

Crédito: Divulgação

Sobre sua participação no álbum, Veronica Bordacchini declarou:

“Estou extremamente emocionada e profundamente honrada por finalmente anunciar que fui convidada pelo lendário Edu Falaschi para fazer uma participação especial em seu próximo álbum!
Dizer que isso é um sonho realizado seria pouco. Edu é um verdadeiro ícone, que ajudou a moldar a história do power metal melódico, e trabalhar ao lado dele tem sido uma jornada incrível.
A música é intensa, cinematográfica e cheia da energia pela qual Edu é conhecido.
Desde o momento em que ouvi a demo, soube que ela era para mim. Ela acerta em cheio em todos os pontos e combina perfeitamente com o meu estilo vocal, permitindo que eu ultrapasse meus próprios limites.
Como sempre, a composição é magistral, tecendo uma história que mal posso esperar para que todos vocês ouçam.
Obrigada, Edu, pela sua confiança e por me receber no seu universo musical. Coloquei meu coração inteiro nesta performance e mal posso esperar para que os fãs vivenciem a magia que criamos juntos.”

Crédito: João Zitti

Roy Khan comenta sobre sua participação:

Como muitos de vocês já devem saber, o Edu me convidou para fazer uma participação especial no show dele no Tokio Marine, em janeiro de 2024. Tivemos algumas conversas sobre a carreira solo dele que me despertaram para começar a planejar algo semelhante.
Também falamos sobre fazermos mais coisas juntos, e ele me convidou primeiro para tocar um set de músicas do Kamelot em julho de 2025, com uma orquestra sinfônica completa no palco. Foi uma experiência incrível!
Nessa mesma viagem, pude ouvir parte do material novo dele, e já dava para perceber que este seria um grande álbum. Fiquei empolgadíssimo quando ele me ligou, há alguns meses, e perguntou se eu gostaria de participar de uma música com ele; “Circle of Dust” é um verdadeiro petardo, com versos sombrios e um refrão matador, totalmente dentro daquilo que combina comigo, além de ter uma letra que se encaixa perfeitamente na minha forma de interpretar.
Edu tem sido uma verdadeira bênção para mim na estruturação dos meus projetos solo, e sou muito grato por continuarmos amigos. O Brasil agora ocupa um lugar muito especial no meu coração.

Tracklist oficial de Mi’raj:
Watchers Of The Light
Here I Stand
Mi’raj
Echoes Of Vows
Unchained
Intuição
Circle Of Dust
On Your Own
Wrath Into The War

Mais informações:
Site Oficial: https://www.edufalaschi.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/edu_falaschi/

OverDose lança novo single e dá detalhes do show no Bangers Open Air

Crédito: Iana Domingos

“Cybernetic Algorithms” mescla thrash, groove e elementos experimentais

A banda mineira OverDose, formada atualmente por Victor Santos (vocal), Cláudio David e Diego Quites (guitarras), Filipe Duarte (baixo) e Tiago Vitek (bateria), apresenta seu novo single, “Cybernetic Algorithms”, que traz arte de capa criada por Fernando Lima. A faixa aborda a relação conflituosa entre o ser humano e a tecnologia em um cenário de crescente digitalização, retratando um indivíduo marcado por frustração, isolamento e sensação de insignificância diante de sistemas automatizados que influenciam comportamentos e emoções.

Segundo Cláudio David, responsável pela composição e letra, a música propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia na identidade humana. “A letra de ‘Cybernetic Algorithms’ fala sobre como o ser humano vem perdendo valor e identidade diante de sistemas automatizados que moldam pensamentos e emoções, reduzindo tudo a algoritmos”, afirmou.

Musicalmente, a faixa combina diferentes influências dentro do metal. A composição traz elementos de bateria inspirados em escola de samba, referências à música erudita e influências de industrial, mantendo o peso característico do thrash e do groove presentes na trajetória do grupo. “A gente buscou misturar várias linguagens, incluindo elementos de música brasileira e erudita, mas sem perder a essência pesada do OverDose”, acrescentou Cláudio David.

Confira o single em https://youtu.be/bko2pdndWck

Além do lançamento, a banda será uma das atrações do festival Bangers Open Air 2026 e se apresenta no sábado, dia 25 de abril. O show marca o retorno do grupo mineiro aos grandes festivais e à capital paulista. “Estamos com uma expectativa muito grande para esse show, que marca nosso retorno aos grandes festivais e a São Paulo. Preparamos um repertório que contempla fãs antigos e novos, com clássicos e músicas recentes”, revelou Cláudio David.

O setlist deve incluir faixas como “Anjos do Apocalipse”, “Progress of Decadence” e “Zombie Factory”, além de singles recentes como “Século XXI” e “João Sem Terra”. A banda também prepara a execução de “Violence”, música que não é apresentada ao vivo há cerca de 20 anos. “Resgatamos ‘Violence’ especialmente para o festival, pois é uma música que não tocamos há duas décadas e que tem um peso histórico importante para nós”, concluiu.

Ouça o single no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/album/00iUKlNyywCIBhMcfkFQ42

Mídias Sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/overdose_banda/
Facebook: https://www.facebook.com/overdosebrazil/
TikTok: @overdose_banda

Site relacionado: https://bangersopenair.com
Instagram: https://www.instagram.com/bangersopenair

Andria Busic lança primeiro álbum solo “Life As It Is” pela Dynamo Records

Disco do vocalista e baixista reúne participações especiais e marca a realização de um sonho antigo do músico, com lançamento físico já pronto para o público.

Andria Busic realiza um antigo sonho com o lançamento de seu primeiro CD solo, “Life As It Is”, idealizado em meados de junho de 2025 e agora pronto para chegar ao público em formato físico pela Dynamo Records. Com produção assinada pelo próprio artista, o álbum traz composições inspiradas em experiências pessoais e temas que sempre acompanharam sua trajetória, além de ter sido gravado entre o home studio de Andria, onde registrou bases de guitarra, baixo e voz, e os estúdios Dharma Studios e Daga Studio, em São Paulo, onde foram gravadas as baterias. A produção do álbum é assinada por Andria Busic, com mixagem e masterização de Adriano Daga. O trabalho também estará disponível em todas as plataformas digitais pela Daga Music em algumas semanas.

O disco está à venda no site da Dynamo Records.
Compre no link: http://dynamostore.com.br/p-19506935-ANDRIA-BUSIC—LIFE-AS-IT-IS

“Life As It Is” reúne participações especiais de nomes como Ivan Busic, Rodrigo Oliveira, Thiago Mello, Yohan Kisser, Ton Cremon, Tiago Mineiro, Roger Moreira, Marcos Kleine e Yuzo Akahori, consolidando o projeto como um trabalho profundamente pessoal e ao mesmo tempo cercado de grandes colaboradores.

O processo de criação de “Life As It Is” aconteceu de forma intensa e natural. Segundo Andria, as inspirações surgiram “a jato”, como se tudo já estivesse encaminhado. As letras nasceram como reflexo direto de vivências reais, traduzindo assuntos que sempre fizeram parte de sua vida e de sua identidade artística.

Entre os destaques do repertório está “Another Day”, faixa em que Andria divide os vocais com seu irmão, Ivan Busic, reforçando a conexão musical e afetiva entre os dois. Já em “Through Her Eyes (A Song to Stephanie)”, o álbum ganha um tom ainda mais íntimo: a música foi composta em homenagem à filha de Andria, Stephanie, fotógrafa responsável por todas as imagens do encarte do CD, e conta com um solo especial de Yohan Kisser.

A construção visual de “Life As It Is” também carrega forte participação familiar. A capa e o encarte foram idealizados por Victor Silva, genro de Andria, fotógrafo e videomaker que também finalizou o primeiro clipe do disco, “The Templars”. O vídeo foi filmado em dois cenários marcantes: na cidade de Soave, no norte da Itália, no histórico Castelo Scaligero, e também nos estúdios Mosh, na Granja Viana. A arte final do encarte ficou a cargo do ilustrador Alex Almeida.

O disco ainda reúne outras colaborações de peso. Ton Cremon participa com os vocais em “Pedal to the Metal”. O tecladista Tiago Mineiro acrescenta sua musicalidade às faixas “Different Ways”, “Hunter’s Heart”, “Spirit of the Wind” e “You Can Count on Me”. Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, canta ao lado de Andria em “Sails of the North”, enquanto Marcos Kleine, também do Ultraje a Rigor, assina um solo em “Hey, Hey!”. Já Yuzo Akahori leva a sonoridade do shamisen para “Blades of the Rising Sun”.

Em “You’re All Still With Me”, Andria presta uma homenagem especial aos amigos de infância Jack Fahrer, Ivan Busic e Marco Bavini, que também participam da faixa nos backing vocals. O resultado é um álbum que equilibra peso, emoção, memória afetiva e identidade artística, traduzindo em música a essência de seu criador.

Pouco tempo atrás, Andria conversou com seu amigo Eric de Haas, e juntos acertaram o lançamento do CD físico, agora concretizado pela Dynamo Records. Mais do que um novo trabalho, “Life As It Is” representa a realização de um projeto sonhado há anos e finalmente transformado em realidade com personalidade, autenticidade e emoção.

Confira o tracklist de Andria Busic – “Life As It Is”:

01 – A.I. Control
02 – Another Day
03 – Blades of the Rising Sun
04 – Different Ways
05 – Hey! Hey!
06 – Hunter’s Heart
07 – Pedal to the Metal
08 – Portals of Light
09 – Sails of the North
10 – Shake That Booty
11 – Spirit of the Wind
12 – The Templars
13 – Through Her Eyes (A Song to Stephanie)
14 – You Can Count on Me
15 – You’re All Still With Me

Mais sobre Andria Busic no Instagram: https://www.instagram.com/andriabusic/

Doze Horas de Fogo: O Monsters of Rock 2026 Prova que o Rock Ainda É o Rei

Texto: Thiago Tavares
Fotos: Ricardo Matsukawa/Mercury Concertes/Guns N’Roses

São Paulo tem uma relação particular com o rock pesado. Não é uma relação de admiração distante, do tipo que se observa de camarote com uma taça na mão. É uma relação visceral, suada, de quem acorda cedo no dia do show, enfrenta fila, atravessa a cidade inteira, compra uma água por dez reais sem reclamar muito e abre um sorriso largo quando as primeiras notas explodem no ar. É uma cidade que não vai ao show — ela vive o show.

E foi exatamente esse espírito que tomou conta do Allianz Parque no último dia 4 de abril de 2026. Antes mesmo de o relógio marcar 11h30, já havia gente de camiseta preta aglomerada nos arredores do estádio do Palmeiras, balançando a cabeça para o som que vazava dos testes de som, trocando histórias de shows passados, exibindo com orgulho as camisetas de edições anteriores do próprio Monsters. Havia veteranos que estiveram na estreia do festival no Brasil, em 1994, no Pacaembu — naquela que foi uma das noites fundadoras do rock pesado no país, com Kiss, Black Sabbath e Slayer num mesmo palco. E havia jovens de vinte e poucos anos que sequer tinham nascido naquele dia, mas carregavam nas costas a mesma fome de rock que move esse público há décadas.

Esse é o Monsters of Rock: um festival que não pertence a uma geração. Pertence a uma atitude.

Criado em 1980 na Inglaterra, o evento sempre se recusou a ser apenas mais um festival de verão. Desde o início, sua proposta era clara: reunir o melhor do hard rock e do heavy metal num único dia, sem concessões ao modismo, sem vergonha de ser grande e barulhento. Ao longo dos anos, o festival atravessou o Atlântico, chegou ao Brasil em 1994 e se tornou um dos eventos mais aguardados da cena nacional. Edições marcantes foram protagonizadas por Ozzy Osbourne, Iron Maiden, Motörhead, Judas Priest, Megadeth, Scorpions e Deep Purple, entre tantos outros titãs que pisaram nessas terras sob a bandeira do Monsters.

A nona edição brasileira do festival chegou carregando o peso dessa história e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de mostrar que o gênero não está preso ao passado. O lineup foi construído com essa dualidade em mente: de um lado, bandas que ajudaram a escrever os capítulos mais importantes do rock nas últimas cinco décadas; do outro, nomes que estão escrevendo os próximos. E o resultado, ao fim de quase doze horas de música, foi uma festa que justificou cada centavo gasto, cada hora de deslocamento, cada grito entalado na garganta desde a manhã.

O Allianz Parque não é um local fácil de dominar. Com capacidade para dezenas de milhares de pessoas, o estádio tem o tamanho certo para intimidar quem não está preparado. Neste sábado, nenhuma das sete atrações se intimidou.

Jayler: Quando o Futuro Chega Cedo
A primeira banda a pisar no palco foi o Jayler, quarteto inglês oriundo de West Midlands que a crítica especializada tem apontado como uma das apostas mais sólidas do rock contemporâneo. Com apenas um EP e um álbum de estreia às vésperas do lançamento, os rapazes tinham muito a provar — e provaram.

O vocalista James Bartholomew foi a revelação imediata do dia. Com uma voz que carrega a densidade e a urgência dos grandes cantores do rock clássico, o jovem conduziu o set com uma maturidade que não combina com a pouca idade. O grupo mesclou faixas do EP A Piece In Our Time com canções inéditas do disco Voices Unheard, previsto para maio, e conquistou gradualmente uma plateia ainda em processo de chegada ao estádio. Quem estava lá desde o início saiu satisfeito — e com o nome do Jayler anotado na memória.

Dirty Honey: Hard Rock com Sangue nas Veias

O segundo slot do dia coube ao Dirty Honey, banda americana que se tornou um dos porta-estandartes da nova geração do hard rock ao misturar o peso dos anos 80 com a urgência do presente. Com foco no disco Can’t Find The Brakes, o grupo entrou em cena com energia total e não desacelerou por 45 minutos.

O vocalista Marc LaBelle foi o coração pulsante do show. Além de uma performance vocal segura e potente, LaBelle demonstrou um carisma raro, descendo à plateia em determinado momento e transformando o estádio num espaço menor, mais íntimo, mais humano. Singles como “When I’m Gone” e “California Dreamin'” animaram quem já conhecia o trabalho da banda; para quem era estreante, o show funcionou como um convite irrecusável ao universo do grupo.


Yngwie Malmsteen: O Gênio e Seus Limites de Palco

A chegada de Yngwie J. Malmsteen ao palco foi recebida com entusiasmo pelos conhecedores do metal neoclássico — subgênero que o sueco ajudou a definir nos anos 80, ao unir a velocidade do heavy metal à estrutura harmônica da música erudita. Tecnicamente, o guitarrista continua sendo um fenômeno: seu domínio do instrumento não tem paralelo fácil no rock mundial.

No entanto, a apresentação encontrou algumas barreiras difíceis de ignorar. A ausência de um vocalista dedicado — com o tecladista Nick Marino dividindo o microfone — e a predominância de números instrumentais ao longo do set criaram um distanciamento entre o músico e boa parte do público, ainda em fase de chegada ao estádio. O ponto mais alto da apresentação foi a execução de “Far Beyond The Sun”, composição que resume tudo o que torna Malmsteen único. Para os iniciados, foi um presente. Para os demais, uma aula que faltou contexto para ser plenamente compreendida.


Halestorm: A Revelação da Tarde

Se havia uma banda capaz de surpreender até os mais céticos no Monsters of Rock 2026, essa banda era o Halestorm. Com a última passagem pelo Brasil datando de 2016, o quarteto liderado pelos irmãos Lzzy Hale e Arejay Hale voltou transformado — mais experiente, mais afiado e com um novo álbum, Everest, para apresentar ao público brasileiro.

A abertura com “Fallen Star” deu o tom: o show seria intenso, técnico e emocionalmente arrebatador. “Love Bites (So Do I)” — faixa premiada com um Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal em 2013 — transformou o Allianz numa arena de cantos coletivos. Em “Like A Woman Can”, Lzzy Hale assumiu também o teclado, reforçando uma versatilidade que vai muito além da voz poderosa que a tornou conhecida.

E que voz. Com drives e rasgados que pouquíssimos vocalistas no mundo conseguem executar ao vivo, Lzzy dominou o palco com uma presença que não pede espaço — ela simplesmente toma. “I Miss The Misery”, “Freak Like Me” e “I Get Off” encerraram o set numa crescente de adrenalina. O consenso entre a plateia foi unânime: Lzzy Hale foi a melhor vocalista da noite — e o Halestorm, possivelmente, a apresentação mais completa do festival.

Extreme: Chuva, Emoção e o Poder de uma Balada

A chuva que decidiu aparecer no fim da tarde não intimidou nem os músicos do Extreme nem o público que os aguardava. Gary Cherone e Nuno Bettencourt subiram ao palco molhado e entregaram uma hora de show que equilibrou virtuosismo técnico, repertório clássico e momentos de pura emoção coletiva.

Bettencourt segue sendo um dos guitarristas mais completos de sua geração — preciso nos riffs, brilhante nos solos, sempre a serviço da música sem jamais perder o senso de espetáculo. Cherone correspondeu com uma performance vocal vigorosa e uma energia de palco que desmentiu qualquer marca do tempo. O percurso pelos clássicos — “Decadence Dance”, “Get The Funk Out”, “Play With Me” — foi pontuado por faixas do recente álbum (Six), demonstrando que a banda não vive apenas da nostalgia.

Mas foi “More Than Words” que parou o tempo. Com dezenas de milhares de vozes cantando juntas no silêncio entre os versos, aquele momento sintetizou o que torna os grandes festivais de rock algo além de um simples show: são rituais coletivos, e o Extreme conduziu esse ritual com maestria.

Lynyrd Skynyrd: 90 Minutos de História Viva

Com 90 minutos de palco — generosidade raramente vista para uma banda de abertura do headliner —, o Lynyrd Skynyrd entregou aquela que muitos presentes classificaram como a melhor apresentação do dia. Sob o comando de Johnny Van Zant, a lendária banda de Jacksonville demonstrou que sua relevância não é apenas histórica: é presente, pulsante e genuína.

O set foi uma imersão no melhor do southern rock — “Workin’ For MCA”, “What’s Your Name”, “Call Me The Breeze”, “Gimme Back My Bullets”, “Simple Man” — executados com uma qualidade sonora impecável e uma intensidade emocional que não se ensaia. As tradicionais homenagens aos fundadores falecidos Ronnie Van Zant e Gary Rossington tocaram fundo até em quem não era fã de longa data. Continuar existindo, tocar ao vivo e honrar os mortos enquanto se celebra a vida: o Lynyrd Skynyrd faz isso melhor do que qualquer outra banda do planeta.

Guns N’ Roses: A Banda Mais Perigosa do Mundo Fecha o Dia em Grande Estilo

Quando as luzes do Allianz Parque se apagaram para o headliner, o ar mudou. Aquela tensão que antecede os grandes momentos — familiar a qualquer um que já esperou por um show que importa de verdade — tomou conta do estádio. E então veio “Welcome To The Jungle”, e setenta mil pessoas explodiram num grito só.

O Guns N’ Roses não precisa mais provar nada a ninguém. Mas provou mesmo assim, por mais de duas horas e meia, que continua sendo uma das forças mais irresistíveis do rock mundial. A surpresa logo na segunda música — “Slither”, do Velvet Revolver — indicou que a banda não viria apenas para cumprir protocolo. E não veio.

O repertório da noite trouxe de volta “Bad Apples”, ausente dos palcos desde a turnê do Use Your Illusion nos anos 90, e “Dead Horses”, igualmente rara nas setlists recentes. Uma versão de “Junior’s Eyes”, do Black Sabbath, homenageou a trajetória de Ozzy Osbourne de forma discreta e poderosa. Os clássicos incontornáveis — “It’s So Easy”, “Mr. Brownstone”, “You Could Be Mine”, “Civil War”, “November Rain”, “Sweet Child O’ Mine” — foram executados com a precisão e a grandiosidade que se espera, enquanto “Estranged” ganhou os tradicionais balões de golfinhos flutuando sobre a plateia em delírio.

Axl Rose, aos 64 anos, entregou uma performance fisicamente impressionante: correu pelo palco, dançou, gesticulou, reviveu trejeitos de décadas atrás com uma energia que contradiz qualquer prognóstico sobre seu suposto declínio. Vocalmente, os graves e médios seguem preservados com qualidade; os agudos históricos de sua juventude recorrem ao falsete, o que ao vivo, no contexto da emoção e do volume, passa com naturalidade para a grande maioria da plateia. E quando setenta mil pessoas cantam cada verso junto, a questão técnica torna-se, honestamente, irrelevante.

Slash foi o grande protagonista instrumental: compenetrado, inspirado, com solos que cruzam a fronteira entre técnica e poesia. Momentos como o riff de “Voodoo Child” de Jimi Hendrix entrelaçado ao final de “Civil War” lembraram o porquê de ele ser considerado um dos maiores guitarristas da história do rock. Duff McKagan segurou a base com a firmeza e a presença de sempre, e o baterista Isaac Carpenter confirmou, mais uma vez, ser a escolha perfeita para a posição que ocupa.

Às 23h05, “Paradise City” fechou a noite. Confetes no ar, gritos de satisfação, o cansaço bom de quem viveu algo que vale a pena lembrar.


Um festival da envergadura do Monsters of Rock merece, além dos elogios, uma análise honesta dos pontos que ainda têm espaço para evolução. O primeiro deles é o mais sentido no bolso: um copo d’água por R$ 10, uma latinha de refrigerante por R$ 14 e uma pequena porção de salgado por R$ 28 são valores que extrapolam qualquer justificativa razoável — sobretudo num evento de quase doze horas em que o consumo mínimo é inevitável. O público que já desembolsou quantias consideráveis nos ingressos não deveria ser submetido a uma segunda sangria dentro do estádio; uma política de preços mais justa, ou ao menos a liberação de entrada com garrafas d’água lacradas, seria um gesto elementar de respeito ao fã.

A dupla de apresentadores — o experiente Walcir, da Woodstock Discos, e o americano Eddie Trunk — também ficou aquém do potencial que a combinação sugeria: as transições entre as atrações foram breves e frias, sem interação real entre os dois, sem curiosidades sobre as bandas, sem dinâmicas com o público. Figuras com a trajetória que ambos carregam tinham material de sobra para enriquecer as pausas entre os shows e criar uma experiência mais envolvente.

Outra ausência que vale registrar é a de representação nacional no lineup: com raras exceções ao longo de sua história no Brasil, o Monsters of Rock tem privilegiado quase exclusivamente atrações internacionais, e o rock brasileiro tem nomes capazes de ocupar esse espaço com dignidade.

Por fim, relatos de longas filas nas catracas e pontos de checagem no início da tarde indicam que a logística de acesso ao estádio ainda carece de aprimoramento — numa programação que começa cedo, cada minuto perdido na fila é um minuto de show que alguém deixa de ver.

Feitas as ressalvas, o saldo do Monsters of Rock 2026 é amplamente positivo. O festival provou, mais uma vez, que o rock — com toda a sua história, suas contradições, seus excessos e sua beleza — ainda importa, ainda emociona, ainda arrasta multidões de madrugada para casa com a voz rouca e o coração cheio. Sete bandas, quase doze horas, um estádio que não parou de vibrar: é difícil pedir mais do que isso. Que venha a décima edição.

O Ponto Zero agradece a Catto Comunicação e a Mercury Concerts pela oportunidade de fazer a cobertura deste festival. Muito obrigado mesmo!

Andreas Kisser diz que novo EP do Sepultura foi gravado durante turnê de despedida em conversa com Paulo Baron e Felipe Andreoli, no programa Assino Embaixo, do canal de Regis Tadeu

Guitarrista revela detalhes do EP The Cloud of Unknowing, gravado de forma espontânea em Miami, e afirma que a conexão atual da banda abriu espaço para uma nova e inesperada criação.

O guitarrista Andreas Kisser revelou um dos fatos mais surpreendentes da fase final do Sepultura: a gravação de um trabalho inédito em meio à turnê de despedida. Durante entrevista ao programa Assino Embaixo, Kisser contou que a banda registrou quatro faixas novas, reunidas no EP The Cloud of Unknowing, em um processo livre, espontâneo e sem as amarras tradicionais da indústria fonográfica. Segundo ele, o projeto nasceu de uma combinação rara entre liberdade criativa, sintonia interna e vontade de experimentar.

Assista trecho da entrevista: https://www.instagram.com/p/DXOvKl2k1TV/

Andreas explicou que o novo trabalho surgiu após a participação do grupo no cruzeiro 70,000 Tons of Metal. Aproveitando a passagem por Miami, os músicos entraram em estúdio e desenvolveram o material praticamente a partir de jams, sem um conceito fechado, cronograma rígido ou interferência externa. “Nós entramos no estúdio e foi 100% uma jam entre os músicos”, afirmou. Ele também ressaltou que a banda não tinha nem título definitivo para o material quando começou a gravação: “Não tinha nome do disco, não tinha nome pras músicas, não tinha data de lançamento”.

Ao comentar esse processo, Andreas reforçou que a liberdade foi essencial para o resultado. “Nós mesmos financiamos alguma coisa e isso foi uma liberdade geral”, disse. Segundo o guitarrista, o ambiente no estúdio favoreceu uma criação orgânica, marcada pelo encontro entre os músicos e por uma dinâmica aberta a diferentes influências. “O encontro musical já é muito legal, muito interessante. Tem vários ritmos, o clima da conversa está maravilhoso”, resumiu, ao destacar o caráter espontâneo da gravação.

O guitarrista destacou ainda que a chegada do baterista Greyson Nekrutman teve papel decisivo nessa retomada criativa. De acordo com Andreas, o músico trouxe uma abordagem diferente, com forte influência do jazz e grande interesse pela música brasileira, o que acabou renovando a dinâmica interna do Sepultura. “A gente teve uma química tão foda com o Grayson que fez todo sentido”, declarou. Para Kisser, a presença do novo integrante ajudou a abrir caminhos inéditos para os arranjos e para a própria identidade sonora da banda nesse encerramento de trajetória.

Andreas também indicou que essa nova química não ficou restrita à execução técnica, mas influenciou diretamente a concepção musical do EP. Ao descrever Greyson como “um músico fenomenal, uma expressão fenomenal”, o guitarrista apontou que o entrosamento atual da banda criou uma ideia diferente para o Sepultura, ampliando possibilidades justamente em um momento que poderia ser apenas de retrospectiva. Em vez disso, a turnê de despedida acabou abrindo espaço para criação, risco e renovação.

Além do aspecto musical, Andreas associou o título The Cloud of Unknowing a uma reflexão contemporânea sobre tecnologia, espiritualidade e experiência real. Segundo ele, o nome faz referência a um movimento cristão medieval e dialoga com o momento atual, em que as pessoas muitas vezes confundem representação com vivência. Na visão do guitarrista, o novo trabalho propõe justamente um olhar mais direto e humano sobre a realidade, sem mediações artificiais.

Mesmo em clima de despedida, Andreas mostrou entusiasmo ao falar sobre o lançamento. Para ele, o EP representa não apenas mais um registro da história do Sepultura, mas também uma prova de que a banda permanece inquieta, relevante e artisticamente viva até seus últimos passos. “Pra mim, como músico, é o que eu mais amo, é um desafio”, afirmou. Kisser ainda resumiu o espírito do projeto com uma frase que sintetiza essa fase final: “Quando você consegue ter esse privilégio de exercer a arte por si própria, nós pegamos essa chance e fizemos”.

Mais informações no Instagram da Top Link Music: @toplinkmusic

Neural Wreck lança o aguardado single “Asylum Break”

Foto: Camila Ormond

A música é a primeira prévia do álbum de estreia da banda, Amidst the Ruins, que será lançado no dia 12 de junho

A banda paulista de thrash metal progressivo Neural Wreck está lançando nesta sexta-feira (17) o single “Asylum Break”. A música é a primeira prévia do álbum de estreia do grupo, Amidst the Ruins, que será lançado no dia 12 de junho.

Ouça “Asylum Break”: https://www.youtube.com/watch?v=qK6BISxq_Rg

Com uma sonoridade agressiva, a música trata da patologização dos sentimentos e da revolta contra a pressão imposta sobre cada um de nós para domesticar nossas subjetividades à serviço de uma ordem social cruel e ultrapassada. A temática socialmente carregada deve ser seguida no álbum, que trata de temas como autoritarismo, repressão social e a degradação do meio ambiente.

O trabalho situa o ouvinte em um contexto onde estruturas sociais arcaicas e projetos de poder destrutivos impedem que transformações necessárias para a libertação e sobrevivência da humanidade tomem forma. Com sete músicas inéditas e quatro regravações de faixas já lançadas, é um grito pela desobediência consciente, que se torna o único meio possível diante de uma realidade desconcertante muito maior do que qualquer ação individual.

História

Fundado em 2015, o quarteto de thrash metal progressivo é formado pelo guitarrista e vocalista JC Martins, pelo guitarrista Leandro Fração, pelo baixista Paulo Pedraza e pelo baterista Rick Borges. O primeiro lançamento foi o EP Mortal Obsession, de 2022, e o primeiro álbum de estúdio, Amidst the Ruins, está sendo preparado para lançamento no dia 12 de junho de 2026. 

Uma das finalistas da seletiva New Blood Bangers Open Air 2025, promovida pela KissFM, a banda segue com a agenda movimentada em 2026, com shows em festivais como o Metalcore Fest e o Nascente do Rock, além de outras apresentações. Com músicas que tratam tanto de temas sociais como de questões psicológicas, o grupo retoma as raízes suburbanas do heavy metal, onde o som agressivo e letras críticas ao sistema moral, político e econômico são capazes de expressar toda a angústia e revolta com a vivência cotidiana em um mundo incerto e desumano. 

Em meio a uma cena separada em nichos específicos e segregada em subgêneros, o Neural Wreck busca reconciliar o grotesco e o belo na música, mesclando em sua sonoridade elementos tanto do metal extremo quanto do metal melódico para construir à sua própria interpretação de thrash metal, sem se limitar a criar músicas somente dentro desse subgênero.

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Distraught aposta na força da performance ao vivo em estúdio no novo videoclipe “Aether and Truth Denied”

Créditos: Foto por Ricardo Silveira (@ric_silveira)

Banda investe em abordagem direta para destacar faixa do EP conceitual “inVolution”

A veterana banda gaúcha de thrash metal Distraught acaba de lançar o videoclipe de “Aether and Truth Denied”, registrado em formato de live rehearsal session no Black Stork Studio, em Porto Alegre (RS).

Após o lançamento de “Extermination of Mother Nature”, o grupo aposta agora em uma proposta mais direta e sem artifícios de grande produção. O vídeo captura a banda tocando ao vivo em estúdio, valorizando a execução e a intensidade que marcam sua identidade sonora.

A produção segue uma abordagem minimalista, utilizando apenas dois iPhones, o que reforça o caráter orgânico e cru da gravação. As filmagens ficaram a cargo de Marcos “Lagarto” Neuberger, com edição assinada pelo guitarrista Ricardo Silveira e mixagem de áudio realizada pelo baterista Thiago Caurio.

A faixa é introduzida por “Aether”, uma ambientação que, segundo Caurio, foi pensada para conduzir o ouvinte a um estado de imersão antes do impacto direto de “Truth Denied”.

No aspecto lírico, a música aborda a negação da realidade em um cenário marcado por desinformação e conflitos de narrativa, trazendo uma crítica direta à fragilidade da percepção humana diante do colapso social contemporâneo.

Assista “Aether and Truth Denied” em:
​https://www.youtube/watch?v=ph0R0japs3k

O videoclipe integra o EP “inVolution”, lançado em julho de 2025. Com cinco faixas — cada uma representando um elemento da natureza (Terra, Água, Ar, Fogo e Éter) — o trabalho se apresenta como um manifesto sonoro contra a degradação ambiental e a involução humana. “Vivemos um processo de involução. A humanidade está retrocedendo em consciência, valores e respeito pela própria natureza”, afirma o vocalista André Meyer.

Ouça “inVolution” em https://show.co/i4QffjU

Gravado em Porto Alegre (RS), o EP teve guitarras, baixo e vocais registrados por Renato Osorio no Dry House Studio, com mixagem de Benhur Lima e arte assinada por Marcelo Vasco (Slayer, Kreator, Machine Head).

Com mais de 35 anos de carreira, a Distraught mantém sua relevância como um dos nomes mais consistentes do metal brasileiro, somando seis álbuns de estúdio, dois registros ao vivo e uma trajetória marcada por peso e identidade.

Siga a Distraught: @distraughtofficial
Site: https://www.distraught.com.br

5 to Rock: F1 e crossover com Hänz Hazard (Niki Lauda Firefighters)

Vocalista Hänz Hazard detalha influências da Fórmula 1 no nome e na estética de palco da banda Niki Lauda Firefighters

No 5 to Rock, quadro do canal do YouTube do jornalista Ricardo Batalha, o vocalista alemão Hänz Hazard, da banda de thrashcore Niki Lauda Firefighters, que recentemente fez uma turnê pelo Brasil, falou sobre o nome, a estética no palco e a influência da Fórmula 1. Ele, inclusive, abordou o contraste entre o filme Rush (2013), que opõe Niki Lauda e James Hunt como símbolos de controle e velocidade na construção de um som rápido, cru e direto.

Hänz também falou sobre sua trajetória em outras bandas, como M.V.D. (Mundus Vult Decipi), Tankobot, e Reactory. Já a faixa “Tiktoks from the Trenches” puxa o debate sobre redes sociais e a banalização de temas como guerra e sofrimento.

Confira este episódio sem freio, entre atitude, crítica e velocidade em https://youtu.be/GtFZ5v6o42Q